Postagens mais visitadas

quinta-feira, 31 de julho de 2025

SUPERMAN IV - EM BUSCA DA PAZ (FILME DE 1987)

Este é um pôster do lançamento nos cinemas de Superman IV: Em Busca da Paz.
Acredita-se que os direitos autorais da arte do pôster pertençam à DC Comics Inc., Cannon Films Inc., Cannon International e Warner Bros. Inc.

  • OUTROS TÍTULOS:
  • GÊNERO: Super-herói, Guerra fria,
  • ORÇAMENTO: U$17.000.000
  • BILHETERIA: U$36.700.000
  • DURAÇÃO:
  • DIREÇÃO: Sidney J. Furie
  • ROTEIRO: Christopher Reeve (História), Mark Rosenthal e Lawrence Konner
  • CINEMATOGRAFIA: Ernest Day
  • EDIÇÃO: John Shirley
  • MÚSICA: John Williams e Alexander Courage (adaptação)
  • ELENCO:
    • Christopher Reeve — Clark Kent/Superman
    • Gene Hackman — Lex Luthor e a Voz do Homem Nuclear
    • Mark Pillow — Homem Nuclear
    • Jackie Cooper — Perry White
    • Marc McClure — Jimmy Olsen
    • Jon Cryer —  Lenny Luthor
    • Sam Wanamaker — David Warfield
    • Mariel Hemingway — Lacy Warfield
    • Margot Kidder — Lois Lane
    • Damian McLawhorn — Jeremy
    • William Hootkins — Harry Howler
    • Jim Broadbent — Jean Pierre Dubois
    • Stanley Lebor — General Romoff
    • Don Fellows — Levon Hornsby
    • Robert Beatty — Presidente dos Estados Unidos
    • Susannah York — Voz da Lara
  • PRODUÇÃO: Menahem Golan, Yoram Globus, The Cannon Group, Inc., Golan-Globus Productions
  • DISTRIBUIÇÃO: Warner Bros. (Estados Unidos), Columbia-Cannon-Warner Distributors (Reino Unido)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 23 de julho de 1987 (Estreia), 24 de julho de 1987 (Estados Unidos/Reino Unido)
  • PREQUÊNCIA: Supergirl (1984)
  • SEQUÊNCIA:
  • ONDE ASSISTIR:
Superman IV: Em Busca da Paz é um filme de super-heróis de 1987 dirigido por Sidney J. Furie e escrito por Lawrence Konner e Mark Rosenthal a partir de uma história de Christopher Reeve, Konner e Rosenthal baseada nopersonagem Superman da DC Comics. O filme é estrelado por Reeve, Gene Hackman, Jackie Cooper, Marc McClure, Jon Cryer, Sam Wanamaker, Jim Broadbent, Mariel Hemingway e Margot Kidder.

SINOPSE

EUA e União Soviética entram em uma corrida armamentista que pode destruir a Terra, e Super-Homem decide intervir. Enquanto isso, Lex Luthor, seu arqui-inimigo, escapa da prisão e clona o Homem de Aço com material radioativo.

LANÇAMENTO

O filme teve uma estreia real no Leicester Square Theatre em Londres em 23 de julho de 1987, com a presença do príncipe Charles e da princesa Diana.

RECEPÇÃO

Bilheteria: Foi lançado em 24 de julho de 1987, no Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Nos EUA e Canadá, estreou em 1.511 cinemas e arrecadou US$ 5,6 milhões durante seu fim de semana de estreia, ficando em quarto lugar nas bilheterias. No Reino Unido, estreou em 234 telas e arrecadou £ 508.468 (US$ 800.000) no fim de semana, tornando-se o filme número um no Reino Unido no fim de semana. Não conseguiu manter o primeiro lugar na semana, arrecadando £ 987.495 em comparação com £ 1.108.256 de The Living Daylights. Foi o oitavo filme de maior bilheteria no Reino Unido no ano, com um total de £ 3.457.959 (US$ 5,5 milhões). O filme arrecadou US$ 15,6 milhões nos Estados Unidos e Canadá, e US$ 14,6 milhões internacionalmente, para uma bilheteria mundial de US$ 30,2 a 36,7 milhões.

Dos quatro filmes do Superman estrelados por Reeve, The Quest for Peace foi o que teve o pior desempenho de bilheteria, e a série ficou inativa pelos 19 anos seguintes. Reeve lamentou sua decisão de se envolver no filme, dizendo: "Superman IV foi uma catástrofe do início ao fim. Esse fracasso foi um grande golpe para minha carreira." Planos foram feitos para fazer um Superman V, mas nunca se concretizaram. A paralisia de Reeve em 1995 tornou impossível qualquer desenvolvimento posterior de sequências envolvendo-o no papel principal. A Time Warner deixou a franquia de filmes do Superman sem desenvolvimento até o final da década de 1990, quando uma variedade de propostas foram consideradas, incluindo várias que reiniciariam a franquia com versões diferentes dos personagens e cenários. Finalmente, em 2006, uma reinicialização suave da série, Superman Returns, foi lançada e desconsiderou os eventos de Superman III e The Quest for Peace, embora o evento crossover do Arrowverse, Crisis on Infinite Earths, parecesse indicar que Superman III e Returns estavam no mesmo cânone.

Resposta crítica: O filme recebeu uma crítica ruim de Janet Maslin do The New York Times, embora ela tenha escrito que a interpretação de Lois Lane por Kidder era "sexy, séria". Não se saiu melhor com a Variety. O Washington Post o descreveu como "Mais lento do que um barco funerário, mais barato do que uma liquidação no Kmart, é um nerd, é uma pena, é Superman IV." Vários críticos não gostaram dos efeitos especiais.

O filme foi eleito o número 40 em uma lista de 'Os 50 Piores Filmes de Todos os Tempos' pelos leitores da revista Empire. Também foi indicado a dois prêmios Framboesa de Ouro, Pior Atriz Coadjuvante para Mariel Hemingway (perdeu para Daryl Hannah por Wall Street) e Piores Efeitos Visuais (perdeu para Jaws: The Revenge).

DESENVOLVIMENTO

Alexander Salkind e seu filho Ilya, os produtores da série Superman, planejaram produzir um quarto filme do Superman se Superman III arrecadasse pelo menos US$ 40 milhões. O filme recebeu uma reação inesperadamente negativa, mas ainda arrecadou US$ 80,2 milhões. Reeve também hesitou em retornar à série como Superman. Os Salkinds anunciaram planos para um quarto filme de qualquer maneira, mas depois que os fracassos comerciais de Supergirl e seu próximo filme, Papai Noel: O Filme, causaram dificuldades financeiras, eles começaram a considerar se a franquia havia chegado ao fim.

Após negociações durante o 38º Festival de Cinema de Cannes, Ilya Salkind concordou em vender a franquia Superman para Menahem Golan e Yoram Globus do The Cannon Group, Inc. por US$ 5 milhões em junho de 1985. O estúdio convenceu Reeve a retornar, oferecendo-lhe US$ 6 milhões, financiamento para seu projeto favorito Street Smart e aprovação da história e do diretor.

Reeve lançou um enredo focado na corrida armamentista nuclear em protesto contra o fracasso da Cúpula de Reykjavik e o aumento militar do presidente dos EUA Ronald Reagan e seu ceticismo em relação ao controle de armas. Sua história foi aceita e ele também foi considerado o diretor do filme. Embora tenha sido autorizado a dirigir algumas cenas da segunda unidade, ele foi considerado inexperiente demais para o trabalho em tempo integral. Richard Donner afirmou no comentário de Superman II: The Richard Donner Cut que a Cannon pediu sem sucesso que ele retornasse à série, Donner recusou seu papel devido a um conflito de agendamento com Máquina Mortífera. Wes Craven foi originalmente contratado pela Cannon Films para dirigir o filme, mas ele e Reeve não se deram bem e Reeve exigiu que um novo diretor fosse contratado. Embora Reeve tenha recomendado Ron Howard, Sidney J. Furie foi contratado.

Filmagem: A produção de Superman IV começou em 1986. Em sua autobiografia, Still Me, Reeve descreveu as filmagens do filme:

“Também fomos prejudicados por restrições orçamentárias e cortes em todos os departamentos. A Cannon Films tinha quase trinta projetos em andamento na época, e Superman IV não recebeu nenhuma consideração especial. Por exemplo, Konner e Rosenthal escreveram uma cena em que Superman pousa na Rua 42 e caminha pelas linhas amarelas duplas até as Nações Unidas, onde faz um discurso. Se isso tivesse sido uma cena em Superman I, nós a teríamos filmado na Rua 42. Richard Donner teria coreografado centenas de pedestres e veículos e cortado para pessoas olhando boquiabertas para fora das janelas do escritório ao ver Superman andando pela rua como o Flautista de Hamelin. Em vez disso, tivemos que filmar em um parque industrial na Inglaterra na chuva com cerca de cem figurantes, nenhum carro à vista e uma dúzia de pombos jogados para criar atmosfera. Mesmo que a história tivesse sido brilhante, não acho que poderíamos ter correspondido às expectativas do público com essa abordagem.”

O comentário de Rosenthal no DVD citou essa cena como um exemplo do corte de orçamento da Cannon. Segundo Rosenthal, Reeve e Furie imploraram para poder filmar aquela sequência em Nova York, em frente à sede real das Nações Unidas, porque todos sabiam como eles eram e o cenário de Milton Keynes não se parecia em nada com eles, mas Cannon recusou. Segundo Rosenthal, eles estavam "economizando dinheiro a cada passo".

Pouco antes do início da produção no Elstree Studios em 27 de setembro de 1986, a Cannon reduziu o orçamento de US$ 36 milhões para US$ 17 milhões. Parte do problema era que a Cannon financiava seus filmes vendendo os direitos de televisão e home video antecipadamente, o que fracassou com filmes com orçamento superior a US$ 5 milhões. O estúdio também passou seis anos sem um grande sucesso. O estúdio foi salvo por pouco da falência após um acordo com a Warner Bros. Pictures para fornecer US$ 75 milhões para pagar seus empréstimos em troca dos direitos de distribuição de seus próximos filmes, incluindo Superman IV, o que forneceu confiança suficiente no estúdio para uma linha de crédito de US$ 65 milhões do First Bank of Boston. Durante a produção, as equipes de filmagem e efeitos especiais dos três primeiros filmes foram substituídas por equipes israelenses mais baratas. A fotografia principal foi concluída no início de janeiro de 1987.

De acordo com Jon Cryer, que interpretou o sobrinho de Luthor, Lenny, Reeve o chamou de lado pouco antes do lançamento e disse que seria "terrível". Embora Cryer tenha gostado de trabalhar com Reeve e Hackman, Cryer afirmou que a Cannon ficou sem dinheiro durante a produção e acabou lançando um filme inacabado.

O filme foi rodado em vários locais pela Inglaterra. A cena do metrô Metropolis no início do filme foi filmada na agora abandonada estação de metrô Aldwych e a cidade de Milton Keynes foi usada para representar a sede da ONU em Nova York.

Filmagem deletada: De acordo com o comentário do escritor Mark Rosenthal no DVD de 2006, na galeria de cenas deletadas incluída no disco, há aproximadamente 45 minutos do filme que não foram vistos pelo público em geral. Elas foram deletadas após uma exibição de teste fracassada no sul da Califórnia. O Homem Nuclear que aparece no filme é na verdade o segundo Homem Nuclear que Luthor criou. As cenas cortadas mostram o Homem Nuclear original (interpretado por Clive Mantle) enfrentando o Superman em uma batalha do lado de fora do Metro Club e sendo destruído pelo Homem de Aço. O primeiro Homem Nuclear tinha uma aparência um pouco mais desumana do que seu sucessor e se assemelhava, tanto na aparência quanto na personalidade, ao personagem de quadrinhos Bizarro. Luthor postula que este Homem Nuclear não era forte o suficiente e, como resultado, elabora o plano de criar o segundo Homem Nuclear dentro do Sol.

Nem todas as cenas deletadas foram incluídas na edição deluxe do DVD, incluindo uma cena mostrando Clark Kent visitando os túmulos de seus pais adotivos. Essa cena deveria ter precedido a cena teatral do filme, em que Clark retorna a Smallville para encontrar o empreiteiro na esperança de vender ou arrendar a fazenda Kent. Uma cena deletada sobre o romance de Lacy Warfield e Clark Kent, mostrando-os dançando no Metro Club, também não foi lançada em disco.

MÚSICA

A música do filme foi adaptada e conduzida por Alexander Courage com base em músicas existentes e novas compostas por John Williams.

SUPERMAN V

Antes do fracasso de Superman IV: The Quest for Peace, a Cannon Films considerou produzir um quinto filme com Albert Pyun como diretor. A falência da Cannon resultou na reversão dos direitos do filme para Alexander e Ilya Salkind. Sob os Salkinds, sua sequência foi inicialmente intitulada Superman: The New Movie, mas mais tarde foi chamada Superman Reborn
 O filme tinha a intenção de reviver e continuar a franquia após Superman IV. Esperava-se que Christopher Reeve e Margot Kidder reprisassem seus papéis. O vilão seria Brainiac. A história tinha Superman morrendo e ressuscitando na cidade encolhida e engarrafada de Krypton, Kandor. A premissa da morte e renascimento do Superman coincidentemente antecedeu o enredo da história em quadrinhos "The Death of Superman" de 1992.

Em 12 de novembro de 2024, uma performance de leitura de roteiro ao vivo gravada de Superman Reborn aconteceu em Hollywood, Califórnia. Houve um terceiro rascunho da história que vazou na Internet há muitos anos, porém esse não foi o rascunho usado. O que foi usado foi um primeiro rascunho nunca antes visto que foi assinado e pretendido pelo produtor Ilya Salkind e pelos escritores Mark Jones e Cary Bates antes de receber notas de revisão da Warner Bros/DC na época. Existem algumas diferenças importantes entre os rascunhos. A performance foi imediatamente seguida por uma sessão de perguntas e respostas ao vivo com o produtor Ilya Salkind e o escritor Mark Jones. Cary Bates foi convidado, mas não pôde comparecer. Durante a sessão de perguntas e respostas ao vivo, Mark Jones e Ilya Salkind revelaram que George P. Cosmatos foi originalmente escalado para dirigir antes que ele e Salkind se desentendessem. A gravação foi postada no canal de David Kocher no YouTube em 13 de fevereiro de 2025. Christopher Reeve nunca mais retrataria o Superman na tela, mas os fãs agora têm uma ideia de como sua jornada como o herói poderia ter terminado.

OUTRAS MÍDIAS

No final de 1987, a DC Comics preparou uma adaptação em quadrinhos de Superman IV, com roteiro de Bob Rozakis e desenho de Curt Swan e Don Heck. Esta edição incluiu diálogos diferentes do filme e incidentes das cenas deletadas do filme. No lugar de uma narração de Lara na cena inicial envolvendo Superman encontrando o cristal misterioso, há uma projeção do próprio Jor-El, bem como no primeiro filme. A história em quadrinhos apresenta uma batalha com o protótipo fracassado do Homem Nuclear parecido com Bizarro e uma luta ao redor do mundo com o segundo Homem Nuclear. A adaptação tem um final alternativo com Superman e Jeremy voando acima da Terra, observando que o planeta é, na realidade, apenas um mundo, ao invés do mundo dividido que se vê em um mapa feito pelo homem. Na adaptação, Jeremy é visto em órbita com um traje espacial, mas na filmagem deletada ele não está usando nenhuma proteção a vácuo de qualquer tipo, assim como Lacy Warfield quando ela foi resgatada do segundo Homem Nuclear pelo Superman. O final alternativo aparece no DVD da Edição Deluxe, incorporado na seção de cenas deletadas. Há também uma novelização escrita por Bonnie Bryant, na qual cenas baseadas em cenas deletadas são incluídas.

A novelização foi lançada em 1987, juntamente com a estreia do filme.

FONTES:  "SUPERMAN IV – THE QUEST FOR PEACE (PG)". bbfc.co.uk. British Board of Film Classification. July 9, 1987. Archived from the original on February 17, 2020. Retrieved April 19, 2016.
 Superman IV: The Quest for Peace at the AFI Catalog of Feature Films
 "Superman IV: The Quest for Peace (1987)". bfi.org.uk. British Film Institute. Archived from the original on October 13, 2016. Retrieved February 4, 2017.
 Mills, Bart (1987-01-02). "And Now . . . Mighty 'Superman IV' To The Rescue". Los Angeles Times. Retrieved 2022-10-09.
 "The Numbers Superman IV: The Quest for Peace (1987)". The Numbers. Retrieved February 18, 2020.
 Kehr, Dave (1987-07-27). "It's A Bird, It's A Plane -- It's A Bad Film". Chicago Tribune. Retrieved 2010-10-28.
 "Superman IV: The Quest for Peace". catalog.afi.com. Retrieved 2021-06-08.
 Easton, Nina J. (1990-02-01). "'Superman' Lawsuit Trial Date Set for April 16". Los Angeles Times. Retrieved 2010-10-11.
 Williams, Owen (2013-06-21). "What happened to Superman IV's Nuclear Man? - Yahoo Movies UK". Uk.movies.yahoo.com. Archived from the original on 2013-06-26. Retrieved 2022-09-29.
 Murphy, Steve (2001-06-14). "Superman IV: The Quest for Peace". IGN. Retrieved 2010-10-11.
 Beck, Marilyn (1986-06-26). "Margot Kidder Flies Back To Superman". Chicago Tribune. Retrieved 2010-10-11.
 "Superman IV: the Quest for Peace (1987)". Movies & TV Dept. The New York Times. 2012. Archived from the original on 3 November 2012. Retrieved 30 January 2011.
 "Superman III (1983) - Financial Information". The Numbers. Retrieved 2025-07-17.
 
 "UGO's World of Superman — Superman Movies: Superman IV: The Quest For Peace". UGO Networks. 2006. Archived from the original on October 4, 2008. Retrieved October 15, 2010.
 "24 Things We Learned from the 'Superman II: The Richard Donner Cut' Commentary". Film School Rejects. 2013-06-13. Retrieved 2021-06-09.
 Lee Goldberg; David McDonnell (September 1986). "Wes Craven's Deadly Doubleheader". Fangoria. No. 57. pp. 50–53, 64.
 Lambie, Ryan (24 November 2014). "A Pilgrimage to the Filming Locations of Superman IV". Den of Geek. Retrieved 5 February 2018.
 "Jon Cryer takes your iReport questions". CNN.com. 2012.
 Khaliq, Zahra (20 May 2023). "The abandoned London Underground station that's used in loads of Hollywood films". MyLondon. Retrieved 14 October 2024.
 Lambie, Ryan (24 November 2014). "A pilgrimage to the filming locations of Superman IV". Den of Geek. Retrieved 15 October 2024.
 Lentz, Harris M. (February 1989). Science fiction, horror & fantasy film and television credits supplement: through 1987. McFarland. p. 598. ISBN 978-0-89950-364-6. Retrieved 27 March 2013.
 "Superman on Television". Superman Homepage. Retrieved 6 October 2014. [better source needed]
 "Superman IV: The Quest for Peace (advertisement)". Screen International. August 1, 1987. pp. 10–12.
 "Weekend Box Office". Los Angeles Times. 1987-08-11. Retrieved 2022-10-09.
 "Superman IV: The Quest for Peace (1987) - Weekend Box Office Results". Box Office Mojo. Retrieved 2008-04-03.
 McFarling, Tina (August 1, 1987). "Superman succeeds in box office quest". Screen International. p. 1.
 "UK leaders nationwide". Screen International. August 1, 1987. p. 32.
 "UK leaders nationwide". Screen International. August 8, 1987. p. 32.
 "UK Top 50 Films in 1987". Screen International. 2 January 1988. p. 10.
 Christopher Andersen. Somewhere in Heaven: The Remarkable Story of Dana and Christopher Reeve. (Hyperion, 2008), p.38.
 Zink, Jack (1990-03-04). "Fifth Superman Movie In The Works". South Florida Sun-Sentinel. Archived from the original on May 16, 2012. Retrieved 2010-10-16.
 "Crisis On Infinite Earths: Original Superman Movies ARE Arrowverse Canon". ScreenRant. December 10, 2019.
 "Superman IV: The Quest for Peace". Rotten Tomatoes. Retrieved October 31, 2024. Edit this at Wikidata
 "Superman IV: The Quest for Peace". Metacritic. Retrieved March 19, 2024.
 McClintock, Pamela (August 9, 2015). "'Fantastic Four' Gets Worst CinemaScore Ever for Studio Superhero Movie". The Hollywood Reporter. Archived from the original on March 31, 2019. Retrieved May 10, 2022.
 Maslin, Janet (1987-07-25). "Movie: 'Superman IV: Quest for Peace'". The New York Times. Retrieved 2010-08-08.
 "Superman IV: The Quest for Peace". Variety. 1987-01-01. Retrieved 2010-08-25.
 Howe, Desson (1987-07-31). "'Superman IV: The Quest for Peace' (PG)". The Washington Post. Retrieved 2010-10-09.
 Patridge, Tim. "Superman IV: Special Effects Review". Superman Cinema. Dharmesh. Retrieved 25 June 2011.[dead link]
 Russell, Candice (1987-07-25). "Superman IV Just Too Tired To Fly". South Florida Sun-Sentinel. Archived from the original on July 1, 2012. Retrieved 2010-10-09.
 O'Hara, Helen; Plumb, Alastair; De Semlyen, Phil. "The 50 Worst Movies Ever". Empire. Retrieved 2010-10-09.
 "The 50 Worst Movies Ever". Empire. Retrieved 20 October 2011.
 Wilson, John (2005). The Official Razzie Movie Guide: Enjoying the Best of Hollywood's Worst. Grand Central Publishing. ISBN 0-446-69334-0.
 Mike White. "Superman: Grounded". Cahiers du cinéma. Archived from the original on February 16, 2008. Retrieved 2008-02-03.
 "Spotify". open.spotify.com. Retrieved 2025-02-26.
 Kendall, Gene (2022-11-07). "Superman Reborn: Christopher Reeve's Cancelled Return to Superman". CBR. Retrieved 2025-02-26.
 David Kocher (2025-01-13). Superman Reborn. Retrieved 2025-02-26 – via YouTube.
 Carsillo, Ray (2024-11-12), Superman Reborn, Ray Carsillo, Jonathan Cahill, Kenna Roubicek, Two Ram Productions, retrieved 2025-02-26
 "Superman IV Movie Special (1987) comic books". Mycomicshop.com.
 Hiller, B. B. (1987). Superman IV. Christopher Reeve, Lawrence Konner, Mark D. Rosenthal. New York: Scholastic. ISBN 0-590-41195-0. OCLC 16273073.

Post nº 444 Sobre um filme nota 4 ✓

terça-feira, 29 de julho de 2025

NÃO-BINARIDADE (IDENTIDADE DE GÊNERO NEUTRO)

Kye Rowan criou esta bandeira do orgulho não binário aos 17 anos, em fevereiro de 2014, em resposta a um apelo de vários membros da comunidade que não se sentiam adequadamente representados pela bandeira genderqueer. A página de descrição do design original pode ser encontrada no Tumblr de Kye Rowan.
  • CLASSIFICAÇÃO: Identidade de gênero
  • ABREVIAÇÕES: NB, Enby
  • SINÔNIMOS: Gênero queer
  • TERMOS ASSOCIADOS: Terceiro gênero, gênero fluido, dois espíritos, gênero não-conforme
Identidades de gênero não binárias ou genderqueer são aquelas que estão fora do binário de gênero masculino/feminino. Identidades não binárias frequentemente se enquadram no guarda-chuva transgênero, já que pessoas não binárias geralmente se identificam com um gênero diferente do sexo atribuído a elas no nascimento, embora algumas pessoas não binárias não se considerem transgênero.

Pessoas não binárias podem se identificar como um terceiro gênero intermediário ou separado, se identificar com mais de um gênero ou nenhum gênero, ou ter uma identidade de gênero flutuante. A identidade de gênero é separada da orientação sexual ou romântica; pessoas não binárias têm várias orientações sexuais.

Pessoas não binárias como um grupo variam em suas expressões de gênero, e algumas podem rejeitar a identidade de gênero completamente. Algumas pessoas não binárias recebem cuidados de afirmação de gênero para reduzir o sofrimento mental causado pela disforia de gênero, como cirurgia de afirmação de gênero ou terapia de reposição hormonal.

TERMOS E DEFINIÇÕES

O termo "genderqueer" apareceu pela primeira vez em fanzines queer da década de 1980, precedendo o termo mais amplamente utilizado "não binário". Ganhou destaque na década de 1990 por meio de ativistas, como Riki Anne Wilchins, que o usou em um ensaio de 1995 e uma autobiografia de 1997 para descrever indivíduos que se desviavam das normas tradicionais de gênero. Em 2002, o termo teve maior disseminação por meio da antologia Genderqueer: Voices Beyond the Sexual Binary. A ascensão da internet e a identificação pública por celebridades trouxeram o termo "genderqueer" à consciência geral durante a década de 2010.

Genderqueer serve tanto como um termo genérico para identidades não binárias quanto como um adjetivo que descreve aqueles que desafiam ou divergem das distinções convencionais de gênero, independentemente de como se identificam pessoalmente. Abrange uma gama de expressões que transcendem as categorias binárias de gênero de homem e mulher.

Além disso, ser genderqueer está associado à ambiguidade de gênero. Androginia (também "androgyne") é frequentemente usada para descrever uma mistura de características masculinas e femininas socialmente definidas. No entanto, nem todos os indivíduos genderqueer se identificam como andróginos; alguns podem se identificar com características tradicionalmente masculinas ou femininas ou usar descritores alternativos como "mulher masculina" ou "homem feminino". O termo "enby", derivado da sigla NB para não binário, também é comumente usado.

Ser não binário também não é o mesmo que ser intersexo. A maioria das pessoas intersexo se identifica como homens ou mulheres, embora algumas se identifiquem apenas como não binárias, algumas se identifiquem como não binárias e de gênero fluido, enquanto outras se identificam como homens ou mulheres não binárias. Uma pesquisa nacional no Reino Unido realizada em 2017 descobriu que, de 1.980 entrevistados intersexo, 38% se identificaram como mulheres, 32% como homens e 25% como não binários.

O termo "transgênero" geralmente inclui aqueles que são genderqueer ou não binários, refletindo um amplo espectro de diversidade de gênero. Esse uso inclusivo remonta a pelo menos 1992, com contribuições significativas de figuras como Leslie Feinberg e Kate Bornstein, que enfatizaram as experiências compartilhadas de "bandidos de gênero".

IDENTIDADES

Agender (Não confundir com Assexualidade): Indivíduos agênero, também conhecidos como sem gênero, sem gênero, sem gênero ou sem gênero, não têm gênero algum. Este grupo representa um espectro de identidades que divergem dasnormas convencionais de gênero. De acordo com o estudioso Finn Enke, nem todos os indivíduos agênero podem se autoidentificar como transgêneros. Embora não haja um conjunto universalmente aceito de pronomes para pessoas agênero,o singular theyé comumente usado, mas não é o padrão. "Agênero" e "Neutrois" estavam entre as opções de gênero personalizadas adicionadas ao Facebook em fevereiro de 2014 e ao OkCupid desde novembro de 2014.

Bigênero: Indivíduos bigêneros possuem duas identidades de gênero distintas que podem se manifestar simultaneamente ou flutuar entre expressões masculinas e femininas. Isso difere das identidades fluidas de gênero, que podem não envolver estados de gênero fixos, mas sim uma gama fluida em todo o espectro de gênero. A Associação Americana de Psicologia reconhece a identidade bigênero como parte da categoria transgênero mais ampla. Pesquisas e estudos, incluindo uma pesquisa do Departamento de Saúde Pública de São Francisco de 1999 e uma pesquisa Harris de 2016, documentaram a prevalência da identificação bigênero, particularmente nas gerações mais jovens. Pessoas trigênero mudam entre masculino, feminino e terceiro gênero.

Semigênero (Não deve ser confundido com Demissexualidade): Indivíduos que se identificam como demigênero sentem uma conexão parcial com um gênero, ao mesmo tempo em que se identificam com outro gênero ou mesmo com nenhum (agênero). As subcategorias incluem DEMI-BOY ou DEMI-MAN, que se identificam parcialmente como masculino, e DEMI-GIRL, que são parcialmente femininas e parcialmente não binárias. Pessoas demiflux vivenciam uma identidade não binária estável com intensidades variadas de outras identidades de gênero.

Gênero fluído: Indivíduos genderfluid não aderem a uma identidade de gênero fixa; seus gêneros mudam dependendo do tempo, lugar e situação, combinando elementos de um ou mais gêneros em momentos diferentes. Essa identidade pode se sobrepor a expressões bigênero, trigênero, poligênero ou pangênero.

Pangênero (Não confundir com Pansexualidade): Indivíduos pangêneros se identificam com múltiplos ou todos os gêneros, às vezes vivenciando todas essas identidades simultaneamente.

Poligênero (Não deve ser confundido com Polissexualidade ou Plurissexualidade): Poligênero, plurigênero ou multigênero é uma identidade não binária na qual a pessoa experimenta múltiplos gêneros. Pangênero, bigênero e trigênero são exemplos de identidades multigênero, às vezes junto com andrógino, associado a demigênero.

Dois espíritos: Originário de um encontro indígena LGBTQ de 1990 em Winnipeg, o termo dois-espíritos refere-se a indivíduos dentro das comunidades indígenas norte-americanas que incorporam qualidades ou desempenham papéis que transcendem as distinções tradicionais de gênero.

Xenogênero: Xenogênero abrange uma variedade de identidades de gênero que são definidas usando conceitos não baseados em categorias tradicionais masculinas ou femininas, muitas vezes extraídos de fontes naturais, inanimadas ou abstratas, representando um afastamento do binário de gênero humano típico. Pessoas que se identificam com um xenogênero podem não ter palavras para descrever seu gênero, então, em vez disso, o comparam a outra coisa.

HISTÓRIA

O gênero não binário, frequentemente incluído no conceito de terceiro gênero, tem raízes históricas que se estendem muito antes do termo moderno ter sido estabelecido. Por exemplo, o Amigo Universal Público, que surgiu em 1776, foi um evangelista sem gênero que renunciou ao seu nome de nascimento e aos pronomes de gênero, representando um dos primeiros exemplos de expressão de gênero não binário na América.

Em 1781, Jens Andersson, da Noruega, designado como mulher ao nascer, mas que se identificava como homem, enfrentou prisão e julgamento após se casar com uma mulher. Quando questionado, Andersson declarou: "Hand troer at kunde henhøre til begge Deele" ('Ele acredita que pertence a ambas as partes'), indicando o reconhecimento de sua dupla identidade de gênero.

Gender Trouble, de Judith Butler, publicado em 1990, desafiou o binário fixo masculino/feminino e defendeu uma compreensão mais ampla do gênero como um espectro, uma visão que Butler expandiu desde que se assumiu como não binário em 2019.

O termo "genderqueer" surgiu em meados da década de 1990, notavelmente usado pela ativista Riki Wilchins no boletim informativo In Your Face em 1995 e, posteriormente, em sua autobiografia de 1997. Wilchins contribuiu significativamente para o discurso, particularmente com a antologia de 2002 GenderQueer: Voices from beyond the Sexual Binary.

Jim Sinclair, um ativista dos direitos do autismo e fundador da Autism Network International, adotou publicamente uma identidade de gênero neutra em 1997, declarando um status físico e socialmente neutro em uma introdução à Intersex Society of North America.

No Japão, a expressão "X-gênero" (x-jendā) é reconhecida desde o final da década de 1990, descrevendo uma identidade não binária, com indivíduos notáveis como os artistas de mangá Yūki Kamatani e Yuu Watase se identificando como tal.

Em 2012, o Intersex & Genderqueer Recognition Project começou a defender opções de género mais inclusivas nos documentos oficiais, um marco alcançado quando Elisa Rae Shupe se tornou a primeira pessoa nos EUA a obter documentos oficiais com um marcador de género não binário.

O legislador de Alberta, Estefan Cortes-Vargas, identificou-se abertamente como não binário durante uma sessão legislativa de 2015, marcando um momento significativo no reconhecimento político das identidades não binárias.

Em 20 de janeiro de 2025, imediatamente após tomar posse para seu segundo mandato, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva intitulada "Defendendo as Mulheres do Extremismo da Ideologia de Gênero e Restaurando a Verdade Biológica ao Governo Federal". Essa ordem estabeleceu que o governo federal dos EUA reconheceria apenas dois sexos — masculino e feminino — definidos estritamente por características biológicas atribuídas ao nascimento. Rejeitou explicitamente o conceito de identidade de gênero como base para o reconhecimento legal de pessoas não binárias.

PRONOMES E TÍTULOS

Versão recortada. Os organizadores do festival de arte e tecnologia XOXO em Portland, Oregon, disponibilizaram estes pins para que os participantes pudessem deixar claro seu pronome preferido. Foto original de sarahmirk tirada em9 de setembro de 2016, 13:02:50.

No inglês, muitas pessoas não binárias usam pronomes neutros em termos de gênero, sendo os singulares "they", "their" e "them" os mais comumente usados em inglês. Alguns indivíduos não binários optam por neopronomes como XE, ZE, SIE, CO E EY. Outros podem usar pronomes tradicionais específicos de gênero, como "ele" ou "ela", alternar entre eles ou preferir usar seu nome sem pronomes. O título MX. também é cada vez mais usado como um honorífico neutro em termos de gênero.

Um estudo significativo de 2015, realizado pelo Centro Nacional para a Igualdade Transgênero, entrevistou quase 28.000 pessoas transgênero nos Estados Unidos, descobrindo que 35% se identificaram como não binárias ou genderqueer. Entre elas, 84% usaram pronomes diferentes daqueles associados ao gênero em suas certidões de nascimento. A distribuição dos pronomes preferidos foi de 37% para "ele/dele", 37% para "ela/dela" e 29% para "eles/deles". Além disso, 20% não solicitaram que pronomes específicos fossem usados para elas e 4% usaram pronomes não listados na pesquisa.

No Censo de Gênero de 2024, um recorde de 48.645 participantes compartilharam como descrevem seu gênero e suas preferências por títulos e pronomes. Os rótulos de identidade mais comumente selecionados foram não binário (60,4%, queda de 2,7% em relação a 2023), queer (53,6%, queda de 1,2%), transgênero (44,7%, queda de 2,0%), uma categoria descrita como pessoa/humano/[meu nome]/“Eu sou apenas eu” (39,1%, queda de 3,4%) e transgênero (38,8%, queda de 1,5%). Em relação aos títulos, 42,2% preferiram não ter nenhum título (aumento de 2,1%), seguidos por Mx (17,4%, queda de 1,3%), Mr (11,3%, queda de 0,2%), títulos profissionais/acadêmicos sem gênero (9,2%, queda de 0,2%) e Ms (5,8%, aumento de 0,3%). As preferências por pronomes foram lideradas mais uma vez por "eles/elas" com 75,5% (aumento de 1,0%), seguido por "ele/dele" com 42,0% (redução de 0,5%), "ela/dela" com 36,0% (aumento de 3,3%), "isso/seu" com 20,3% (aumento de 0,9%) e uma preferência por evitar pronomes ou usar nomes com 13,9% (aumento de 0,7%). Essas descobertas continuam a ilustrar a rica e evolutiva diversidade da linguagem dentro da comunidade não binária.

RECONHECIMENTO LEGAL

Vários países reconhecem legalmente classificações não binárias ou de terceiro gênero. Essas classificações geralmente se baseiam na identidade de gênero da pessoa. Em alguns países, essas classificações podem estar disponíveis apenas para pessoas intersexo, nascidas com características sexuais que "não se enquadram nas definições típicas de corpos masculinos ou femininos".

História: Nos últimos anos, algumas sociedades começaram a reconhecer legalmente identidades não binárias , genderqueer ou de terceiro gênero. Algumas sociedades não ocidentais há muito reconhecem pessoas transgênero como um terceiro gênero, embora isso possa não incluir (ou possa incluir apenas recentemente) 'direitos legais' internacionalmente reconhecidos para tais pessoas. Isso tem muito mais a ver com a natureza do sistema legal em relação ao gênero do que com a natureza das sociedades em relação a ele, conforme referenciado pelo lugar cultural distinto e reconhecimento social que privilegia membros do terceiro gênero em sociedades não ocidentais que os reconhecem — cinco exemplos são os Qariwarmi incas pré-coloniais, os pandakas páli, os andróginos no Talmud, os Hijras conforme descrito mais adiante e o 'terceiro gênero' inuit.

Entre as nações ocidentais, a Austrália pode ter sido a primeira a reconhecer uma terceira classificação, com Alex MacFarlane, que é intersexo, recebendo um passaporte com sexo marcado como indeterminado em 2003. A defensora transgênero Norrie May-Welby foi reconhecida como tendo status não especificado em 2014. Em 2016, um tribunal de circuito do Oregon decidiu que Elisa Rae Shupe poderia legalmente mudar de gênero para não binário.

Pessoas transgênero: A Open Society Foundations publicou um relatório, License to Be Yourself, em maio de 2014, documentando "algumas das leis e políticas mais progressistas e baseadas em direitos do mundo que permitem que pessoas trans alterem sua identidade de gênero em documentos oficiais". O relatório comenta o reconhecimento de terceiras classificações, afirmando:

De uma perspectiva baseada em direitos, as opções de terceiro sexo/gênero devem ser voluntárias, proporcionando às pessoas trans uma terceira escolha sobre como definir sua identidade de gênero. Aqueles que se identificam como terceiro sexo/gênero devem ter os mesmos direitos que aqueles que se identificam como homem ou mulher.

O documento também cita Mauro Cabral, da Ação Global pela Igualdade Trans:

As pessoas tendem a identificar um terceiro sexo com a liberdade do binário de gênero, mas esse não é necessariamente o caso. Se apenas pessoas trans e/ou intersexo puderem acessar essa terceira categoria, ou se forem compulsivamente atribuídas a um terceiro sexo, então o binário de gênero se fortalece, não enfraquece.

O relatório conclui que duas ou três opções são insuficientes: “Uma abordagem mais inclusiva seria aumentar as opções para as pessoas autodefinirem a sua identidade sexual e de gênero.

Pessoas intersexo: Como todos os indivíduos, alguns indivíduos intersexuais podem ser criados como um sexo específico (masculino ou feminino), mas depois se identificam com outro mais tarde na vida, enquanto a maioria não. Uma revisão clínica de 2012 sugere que entre 8,5 e 20% das pessoas com condições intersexuais podem experimentar disforia de gênero, angústia ou desconforto como resultado do sexo e gênero que lhes foram atribuídos no nascimento. Uma pesquisa sociológica australiana publicada em 2016 mostra que 19% de 272 pessoas nascidas com características sexuais atípicas que participaram do estudo selecionaram uma opção "X" ou "outro", enquanto 52% são mulheres, 23% homens e 6% não têm certeza.

De acordo com o Fórum Ásia-Pacífico de Instituições Nacionais de Direitos Humanos, poucos países previram o reconhecimento legal de pessoas intersexo. O Fórum Ásia-Pacífico afirma que o reconhecimento legal de pessoas intersexo é, em primeiro lugar, sobre o acesso aos mesmos direitos que outros homens e mulheres, quando atribuídos como homens ou mulheres; em segundo lugar, é sobre o acesso a correções administrativas em documentos legais quando uma atribuição de sexo original não é apropriada; e, em terceiro lugar, embora os esquemas de adesão voluntária possam ajudar alguns indivíduos, o reconhecimento legal não é sobre a criação de uma terceira classificação de sexo ou gênero para pessoas intersexo como uma população.

Em março de 2017, uma declaração comunitária australiana e neozelandesa apelou ao fim da classificação legal de sexo, afirmando que as terceiras classificações legais, tal como as classificações binárias, baseavam-se na violência estrutural e não respeitavam a diversidade e o "direito à autodeterminação". Apelou também à criminalização de intervenções médicas intersexo adiáveis.

DISCRIMINAÇÃO

Vários países ao longo da história criminalizaram as identidades de gênero transgênero e não binárias.

Nos EUA, 13% dos entrevistados na Pesquisa Nacional de Discriminação Transgênero de 2008 escolheram "um gênero não listado aqui". Os entrevistados "não listados aqui" eram mais propensos do que a amostra geral (36% em comparação com 27%) a relatar que renunciaram a cuidados de saúde devido ao medo de discriminação. 90% relataram sofrer preconceito anti-trans no trabalho e 43% relataram ter tentado SUICÍDIO.

A discriminação relatada que pessoas não binárias enfrentam inclui desconsideração, descrença, interações condescendentes e desrespeito. Pessoas não binárias também são frequentemente vistas como participantes de uma tendência e, portanto, consideradas insinceras ou em busca de atenção. Como um acúmulo, o apagamento é frequentemente uma forma significativa de discriminação que pessoas não binárias enfrentam.

A confusão de gênero, intencional ou não, também é um problema que muitos enfrentam. No caso da confusão de gênero intencional, a transfobia é uma força motriz. Além disso, o uso dos pronomes "eles/elas" é agrupado no assunto mais amplo e controverso de espaços seguros e correção política, causando resistência e confusão de gênero intencional por parte de algumas pessoas.

Pessoas que se identificam como não binárias e transgênero também enfrentam discriminação na participação esportiva. Atletas que se identificam como não binárias enfrentam uma barreira imediata, já que a maioria das competições esportivas é dividida em categorias masculina e feminina.

ASSISTÊNCIA MÉDICA

Pessoas não binárias podem relatar saúde e bem-estar geral significativamente piores do que pessoas transgênero binárias, embora a investigação atual demonstre perspectivas conflituosas sobre este tópico. Estas disparidades de saúde podem ser exacerbadas pelo stress das minorias ao quebrar as normas de género e sociais.

Os profissionais de saúde muitas vezes não estão informados sobre as necessidades de saúde específicas das pessoas não binárias, exigindo por vezes que os pacientes não binários os eduquem. Alguns prestadores podem acreditar que as pessoas não binárias não necessitam de tratamento relacionado com a transição, enquanto outros podem não compreender a diferença entre a sua identidade e as identidades dos pacientes transgénero binários. Os pacientes não binários relatam taxas mais baixas de respeito por parte dos prestadores de cuidados de saúde do que as pessoas transgénero binárias.

Crenças que afirmam a existência de diversidade de gênero/sexo estão associadas negativamente a preconceitos contra pessoas não binárias.

Cuidados de saúde para transgêneros: Algumas pessoas não binárias desejam cuidados de saúde que afirmem o gênero, incluindo terapia de substituição hormonal ou cirurgia. Outras não, e a proporção entre aqueles que desejam cuidados e aqueles que não desejam não é clara. Os fatores que levam a esta decisão são complexos e únicos para cada pessoa.

Pacientes não binários que buscam cuidados de afirmação de gênero geralmente iniciam o tratamento mais cedo do que pacientes transgêneros binários.

Cuidados de saúde mental: Pessoas não binárias têm maior probabilidade de enfrentar mais estresse mental do que pessoas transgênero binárias. Isso pode ocorrer por vários motivos, incluindo pior saúde mental e desencorajamento de usar o banheiro de sua escolha. De acordo com o Projeto Trevor, 54% dos jovens não binários e transgêneros já consideraram o suicídio e 58% foram desencorajados de usar o banheiro correspondente à sua identidade de gênero.

SÍMBOLOS E OBSERVÂNCIAS

símbolo genérico proposto para asteroides; também usado para gênero não binário.

Muitas bandeiras foram usadas em comunidades não binárias e genderqueer para representar várias identidades. Existem bandeiras distintas de orgulho não binário e genderqueer. A bandeira do orgulho genderqueer foi desenhada em 2011 por Marilyn Roxie. A cor lavanda representa a androginia ou queerness, a cor branca representa a identidade agênero e a cor verde representa aqueles cujas identidades são definidas fora do binário. A bandeira do orgulho não binário foi criada em 2014 por Kye Rowan. O amarelo representa pessoas cujo gênero existe fora do binário, o roxo representa aqueles cujo gênero é uma mistura de - ou entre - masculino e feminino, o preto representa pessoas que não têm gênero e o branco representa aqueles que abraçam muitos ou todos os gêneros.

Vários símbolos foram propostos para pessoas não binárias, para complementar o símbolo de Marte para homens e o símbolo de Vênus para mulheres. Um símbolo popular é um círculo com uma haste acima dele, atravessado por um X, em referência ao uso do X como marcador de gênero para pessoas não binárias.

Pessoas de gênero fluido, que se enquadram no grupo genderqueer, também têm sua própria bandeira. O rosa representa a feminilidade, o branco representa a ausência de gênero, o roxo representa a mistura de gêneros ou androginia, o preto representa todos os outros gêneros e o azul representa a masculinidade.

Pessoas agênero, que às vezes também se identificam como genderqueer, têm sua própria bandeira. Esta bandeira usa listras pretas e brancas para representar a ausência de gênero e uma faixa verde para representar gêneros não binários.

O Dia Internacional das Pessoas Não Binárias é comemorado em 14 DE JULHO. Outras observâncias com participação não binária incluem o Dia Internacional da Visibilidade Transgênero, comemorado em 31 de março, e o Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia, comemorado em 17 de maio.

NÚMEROS POPULACIONAIS

Argentina 🇦🇷: De acordo com os resultados provisórios do censo nacional da Argentina de 2022, 8.293 pessoas (cerca de 0,018% da população total) se identificaram como não binárias.

Brasil 🇧🇷: Uma pesquisa representativa de 2021 estimou que cerca de 1,19% dos adultos brasileiros se identificam como não binários. Isso corresponde a aproximadamente 1,9 milhão de adultos no momento da pesquisa.

Canadá 🇨🇦: A Statistics Canada informou que no Censo de 2021, 41.355 canadenses com 15 anos ou mais (cerca de 0,14% dessa faixa etária) se identificaram como não binários.

Suíça 🇨🇭: Um inquérito nacional realizado no final de 2021 revelou que cerca de 0,4% dos adultos suíços se descreveram como não binários.

Reino Unido 🇬🇧: De acordo com o censo de 2021 (Inglaterra e País de Gales), 30.000 pessoas se identificaram como não binárias, cerca de 0,06% da população.

Estados Unidos 🇺🇲: Pesquisas recentes nos EUA sugerem que cerca de 1 a 2% dos adultos americanos se identificam como não binários. Por exemplo, uma pesquisa Gallup de 2024 descobriu que entre 1% e 2% dos adultos americanos relataram uma identidade de gênero não binária.

FONTES: Bergman, S. Bear; Barker, Meg-John (2017). "Non-binary Activism". In Richards, Christina; Bouman, Walter Pierre; Barker, Meg-John (eds.). Genderqueer and Non-Binary Genders. Critical and Applied Approaches in Sexuality, Gender and Identity. Palgrave Macmillan. p. 43. ISBN 978-1-137-51052-5.
 Richards, Christina; Bouman, Walter Pierre; Seal, Leighton; Barker, Meg John; Nieder, Timo O.; T'Sjoen, Guy (2016). "Non-binary or genderqueer genders". International Review of Psychiatry. 28 (1): 95–102. doi:10.3109/09540261.2015.1106446. hdl:1854/LU-7279758. PMID 26753630. S2CID 29985722. Archived from the original on June 26, 2019. Retrieved June 9, 2019.
 Monro, Surya (January 21, 2019). "Non-binary and genderqueer: An overview of the field". The International Journal of Transgenderism. 20 (2–3): 126–131. doi:10.1080/15532739.2018.1538841. ISSN 1553-2739. PMC 6830997. PMID 32999600.
 "Supporting & Caring for Transgender Children" (PDF). Human Rights Campaign. Archived from the original (PDF) on July 24, 2021. Retrieved April 8, 2021.
 Ennis, Dawn (July 13, 2021). "New Research Reveals Insights Into America's Nonbinary Youth". Forbes. Archived from the original on January 6, 2022. Retrieved January 6, 2022.
 Beemyn, Brett Genny (2008). "Genderqueer". glbtq: An Encyclopedia of Gay, Lesbian, Bisexual, Transgender, and Queer Culture. Chicago, Illinois: glbtq, Inc. Archived from the original on April 25, 2012. Retrieved May 3, 2012.[page needed]
 Bosson, Jennifer K.; Vandello, Joseph A.; Buckner, Camille E. (2018). The Psychology of Sex and Gender. Thousand Oaks, California: Sage Publications. p. 54. ISBN 978-1-5063-3134-8. OCLC 1038755742. Archived from the original on May 28, 2020. Retrieved August 4, 2019 – via Google Books.
 Whyte, Stephen; Brooks, Robert C.; Torgler, Benno (September 25, 2018). "Man, Woman, "Other": Factors Associated with Nonbinary Gender Identification". Archives of Sexual Behavior. 47 (8). Heidelberg, Germany: Springer Science+Business Media: 2397–2406. doi:10.1007/s10508-018-1307-3. PMID 30255409. S2CID 52823167. 2 out of 7479 (0.03 percent) of respondents to the Australian Sex Survey, a 2016 online research survey, self-identified as trigender.
 Winter, Claire Ruth (2010). Understanding Transgender Diversity: A Sensible Explanation of Sexual and Gender Identities. Scotts Valley, California: CreateSpace. ISBN 978-1-4563-1490-3. OCLC 703235508.[page needed]
 "Transgender Glossary of Terms". GLAAD Media Reference Guide. Gay & Lesbian Alliance Against Defamation. Archived from the original on May 30, 2012. Retrieved May 25, 2011.
 Stryker, Susan (2008). Transgender History. Berkeley, California: Seal Press. ISBN 978-1-58005-224-5. OCLC 183914566.[page needed]
 Schorn, Johanna. "Taking the 'Sex' out of Transsexual: Representations of Trans Identities in Popular Media" (PDF). Inter-Disciplinary.Net. Cologne, Germany: University of Cologne. p. 1. Archived from the original (PDF) on October 25, 2014. Retrieved October 23, 2014. The term transgender is an umbrella term 'and generally refers to any and all kinds of variation from gender norms and expectations' (Stryker 19). Most often, the term transgender is used for someone who feels that the sex assigned to them at birth does not reflect their own gender identity. They may identify as the gender "opposite" to their assigned gender, or they may feel that their gender identity is fluid, or they may reject all gender categorizations and identify as agender or genderqueer.
 Hastings, Jennifer (June 17, 2016). "Approach to genderqueer, gender non-conforming, and gender nonbinary people". UCSF Transgender Care. Archived from the original on October 6, 2021. Retrieved October 10, 2021.
 Hendrie, Theo, ed. (2019). X Marks the Spot: An Anthology of Nonbinary Experiences. Independently Published. p. 238. ISBN 978-1-0809-6803-9.
 Tobia, Jacob (November 7, 2018). "InQueery: The History of the Word 'Genderqueer' As We Know It". them. Condé Nast. Archived from the original on April 4, 2020. Retrieved February 18, 2020.
 Wilchins, Riki (March 14, 2017). "Get to Know the New Pronouns: They, Theirs, and Them". Pride. Archived from the original on February 18, 2020. Retrieved February 18, 2020.
 "Genderqueer History". Tumblr. Archived from the original on November 12, 2018. Retrieved November 2, 2018.
 Wilchins, Riki (Spring 1995). "A Note from your Editrix" (PDF). In Your Face (1): 4. Archived (PDF) from the original on October 5, 2020. Retrieved February 18, 2020.
 Nestle, Joan; Howell, Clare; Wilchins, Riki Anne, eds. (2002). GenderQueer: voices from beyond the sexual binary (1st ed.). New York City: Alyson Books. ISBN 978-1-55583-730-3. OCLC 50389309.
 Shaw, Susan; Lee, Janet (April 23, 2014). Women's Voices Feminist Visions: Classic and Contemporary Readings (Sixth ed.). New York: McGraw-Hill Education. pp. 130, 135. ISBN 978-0-07-802700-0. OCLC 862041473.
 Dahir, Mubarak (May 25, 1999). "Whose Movement Is It?". The Advocate. San Francisco, California: Here Media. p. 52.
 Girshick, Lori B. (2008). Transgender Voices: Beyond Women and Men. Hanover, New Hampshire: University Press of New England. ISBN 978-1-58465-645-6. OCLC 183162406.
 Shaw, Susan M.; Lee, Janet (April 23, 2014). Women's Voices Feminist Visions: Classic and Contemporary Readings (Sixth ed.). New York: McGraw-Hill Education. ISBN 978-0-07-802700-0. OCLC 862041473.
 Walsh, Reuben (December 2010). "More T, vicar? My experiences as a genderqueer person of faith". All God's Children. Vol. 2, no. 3. Lesbian and Gay Christian Movement.
 Sheridan, Vanessa (2018). Transgender in the Workplace: The Complete Guide. Bloomsbury Academic. p. 11. ISBN 978-1440858062.
 Hope, Sam (2019). Person-Centred Counselling for Trans and Gender Diverse People. London, England: Jessica Kingsley Publishers. p. 218. ISBN 978-1784509378.
 "Understanding Non-Binary People: How to Be Respectful and Supportive". National Center for Transgender Equality. July 9, 2016. Archived from the original on April 6, 2020. Retrieved June 17, 2020.
 Government Equalities Office (2018). National LGBT survey Archived August 10, 2021, at the Wayback Machine. Annex 10.
 Vargo, Marc E. (November 30, 2011). "A Review of Please select your gender: From the invention of hysteria to the democratizing of transgenderism". Journal of GLBT Family Studies. 7 (5): 2 (493). doi:10.1080/1550428X.2011.623982. ISSN 1550-4298. S2CID 142815065. up to three million U. S. citizens regard themselves as transgender, a term referring to those whose gender identities are at odds with their biological sex. The term is an expansive one, however, and may apply to other individuals as well, from the person whose behavior purposely and dramatically diverges from society's traditional male/female roles to the "agender," "bigender" or "third gender" person whose self-definition lies outside of the male/female binary altogether. In short, those counted under this term constitute a wide array of people who do not conform to, and may actively challenge conventional gender norms.
 Cronn-Mills, Kirstin (2014). "IV. Trans*spectrum. Identities". Transgender Lives: Complex Stories, Complex Voices. Minneapolis, Minnesota: Twenty-First Century Books. p. 24. ISBN 978-1-4677-4796-7. Archived from the original on April 8, 2019. Retrieved October 23, 2014 – via Google Books. Many different individuals fall under what experts call the trans* spectrum, or the trans* umbrella."I'm trans*" and "I'm transgender" are ways these individuals might refer to themselves. But there are distinctions among different trans* identities. [...] Androgynous individuals may not identify with either side of the gender binary. Other individuals consider themselves agender, and they may feel they have no gender at all.
 Bornstein, Kate (2013). Gender Outlaw: On Men, Women and the Rest of Us. Abingdon, England: Routledge. ISBN 978-1-136-60373-0. Archived from the original on March 10, 2021. Retrieved October 19, 2020 – via Google Books.
 "Supporting and Caring for our Gender-Expansive Youth" (PDF). Human Rights Campaign. Archived from the original (PDF) on January 29, 2016. Retrieved May 21, 2021.
 "LGBTQ Needs Assessment" (PDF). Encompass Network. April 2013. pp. 52–53. Archived from the original (PDF) on October 24, 2014. Retrieved October 18, 2014.
 "Gender alphabet" (PDF). Safe Homes. p. 1. Archived (PDF) from the original on April 15, 2015. Retrieved October 18, 2014.
 Vargo, Marc E. (2011). "A Review of "Please select your gender: From the invention of hysteria to the democratizing of transgenderism"". Journal of GLBT Family Studies. 7 (5): 493–494. doi:10.1080/1550428x.2011.623982. S2CID 142815065.
 Cronn-Mills, Kirstin (2014). Transgender Lives: Complex Stories, Complex Voices. Twenty-First Century Books. ISBN 978-1-4677-4796-7. Archived from the original on December 2, 2016. Retrieved February 3, 2016 – via Google Books.
 Anne Enke, ed. (2012). "Note on terms and concepts". Transfeminist Perspectives In and Beyond Transgender and Gender Studies. Temple University Press. pp. 16–20 [18–19]. ISBN 978-1-4399-0748-1.
 Sojwal, Senti (September 16, 2015). "What Does 'Agender' Mean? 6 Things to Know About People With Non-Binary Identities". Bustle. Archived from the original on February 22, 2016. Retrieved February 22, 2016.
 Sparkes, Matthew (February 14, 2014). "Facebook sex changes: which one of 50 genders are you?". The Daily Telegraph. Archived from the original on May 21, 2018. Retrieved April 5, 2018.
 "OkCupid expands gender and sexuality options". PBS NewsHour. November 17, 2014. Archived from the original on November 19, 2014. Retrieved November 18, 2014.
 Edwards, Ruth Dudley (August 17, 2014). "Asexual, bigender, transexual or cis, can't we all just be kind to each other?". The Independent. Archived from the original on December 18, 2019. Retrieved December 18, 2019.
 Persio, Sofia Lotto (June 16, 2017). "Oregon becomes first state to allow option "X" to end gender binary". Newsweek. Archived from the original on December 18, 2019. Retrieved December 18, 2019.
 "Everything you ever wanted to know about being nonbinary". The Daily Dot. September 28, 2017. Archived from the original on September 28, 2019. Retrieved December 18, 2019.
 "Billy Dee Williams: What is gender fluid?". Monsters and Critics. December 2, 2019. Archived from the original on December 18, 2019. Retrieved December 18, 2019.
 "This is the term for people who aren't exclusively male or female". PinkNews. April 26, 2018. Archived from the original on December 18, 2019. Retrieved December 18, 2019.
 "Sexual orientation and gender identity". Archived from the original on January 2, 2020. Retrieved December 18, 2019.
 Clements, K. San Francisco Department of Public Health Archived September 15, 2006, at the Wayback Machine, 1999
 "EEOC now gives nonbinary people a way to be counted in workplace". ThinkProgress. August 20, 2019. Archived from the original on December 18, 2019. Retrieved December 18, 2019.
 "Accelerating Acceptance 2017" (PDF). GLAAD. Archived (PDF) from the original on January 6, 2020. Retrieved December 27, 2019.
 Bosson, Jennifer K.; Vandello, Joseph A.; Buckner, Camille E. (January 17, 2018). The Psychology of Sex and Gender. SAGE Publications. ISBN 978-1-5063-3134-8. Archived from the original on August 3, 2021. Retrieved June 22, 2021.
 Gibson, Sarah; Fernandez, J. (2018). Gender Diversity and Non-Binary Inclusion in the Workplace: The Essential Guide for Employers. London: Jessica Kingsley Publishers. p. 25. ISBN 978-1-78450-523-3.
 Brill, Stephanie; Kenney, Lisa (2016). The Transgender Teen. Berkeley, California: Cleis Press. p. 311. ISBN 978-1627781749.
 Cronn-Mills, Kirstin (2015). Transgender Lives: Complex Stories, Complex Voices. Minneapolis, Minnesota: Twenty-First Century Books. p. 24. ISBN 978-0-7613-9022-0.
 McGuire, Peter (November 9, 2015). "Beyond the binary: what does it mean to be genderfluid?". The Irish Times. Archived from the original on November 22, 2015. Retrieved December 1, 2015.
 Ginicola, Misty M.; Smith, Cheri; Filmore, Joel M. (February 10, 2017). Affirmative Counseling with LGBTQI+ People. John Wiley & Sons. p. 366. ISBN 978-1-119-37549-4. Archived from the original on August 3, 2021. Retrieved June 22, 2021.
 "Queer Undefined". Queer Undefined. Archived from the original on January 21, 2021. Retrieved October 10, 2020.
 Moreno, Nik (March 15, 2016). "Polygender: Many Genders in One". Wear Your Voice. Archived from the original on November 14, 2020. Retrieved December 4, 2020.
 McKinney, Rob; Desposito, Michael; Yoon, Eunhui (August 3, 2020). "Promoting Identity Wellness in LGBTGEQIAP+ Adolescents Through Affirmative Therapy". Journal of LGBTQ Issues in Counseling. 14 (3): 176–190. doi:10.1080/15538605.2020.1790464. ISSN 1553-8605. S2CID 221142691.
 Harrison, Jack; Grant, Jaime; Herman, Jody L. (April 1, 2012). "A Gender Not Listed Here: Genderqueers, Gender Rebels, and OtherWise in the National Transgender Discrimination Survey". LGBTQ Public Policy Journal at the Harvard Kennedy School. 2 (1): 13. Archived from the original on April 21, 2023. Retrieved June 24, 2023.
 de Vries, Kylan Mattias (2009). "Berdache (Two-Spirit)". In O'Brien, Jodi (ed.). Encyclopedia of gender and society. Los Angeles: SAGE. p. 64. ISBN 9781412909167. Archived from the original on May 1, 2015. Retrieved March 6, 2015 – via Google Books.
 Beattie, Michael; Penny Lenihan; Robin Dundas; Christiane Sanderson (2018). Counselling skills for working with gender diversity and identity. London: Jessica Kingsley Publishers. ISBN 978-1-78450-481-6. OCLC 1028945173.
 Morin, Florentin Félix (April 3, 2017). "EGO HIPPO: the subject as metaphor". Angelaki. 22 (2): 87–96. doi:10.1080/0969725X.2017.1322822. ISSN 0969-725X. S2CID 149400086. Archived from the original on March 4, 2022. Retrieved March 6, 2022.
 Nation, LGBTQ (March 2, 2022). "What you need to know about xenogender". LGBTQ Nation. Archived from the original on August 1, 2024. Retrieved August 22, 2024.
 "THE Q LIST Shea Coulee's drag revolution will be televised – Windy City Times News". Windy City Times. January 15, 2014. Archived from the original on January 11, 2023. Retrieved January 11, 2023.
 "Shea Couleé Opens Up About Embracing Their Non-Binary Identity". Them. May 30, 2019. Archived from the original on February 13, 2023. Retrieved January 11, 2023.
 McManus, Matthew (July 21, 2020). "Matt McManus Interviews Judith Butler". YouTube. Zero Books. 37:01. Archived from the original on August 11, 2020. Retrieved July 26, 2020.
 Towle, Evan B; Morgan, Lynn Marie (2002). "Romancing the Transgender Native: Rethinking the Use of the "Third Gender" Concept". GLQ: A Journal of Lesbian and Gay Studies. 8 (4): 469–497. doi:10.1215/10642684-8-4-469. ISSN 1527-9375. S2CID 143201735.
 Wisbey, Herbert A. Jr. (2009) [1964]. Pioneer Prophetess: Jemima Wilkinson, the Publick Universal Friend. Cornell University Press. pp. 7–14. ISBN 978-0-8014-7551-1. Archived from the original on June 7, 2020. Retrieved September 8, 2021 – via Google Books.
 Moyer, Paul B. (2015). The Public Universal Friend: Jemima Wilkinson and Religious Enthusiasm in Revolutionary America. Cornell University Press. pp. 12, 18, 100. ISBN 978-0-8014-5413-4.
 Samantha Schmidt, A genderless prophet drew hundreds of followers long before the age of nonbinary pronouns Archived December 31, 2021, at the Wayback Machine, January 5, 2020, The Washington Post
 "Et besynderligt givtermaal mellem tvende fruentimmer" [A strange marriage between two women]. Skeivt arkiv (in Norwegian). December 16, 2014. Archived from the original on July 27, 2021. Retrieved September 7, 2021.
 Butler, Judith (1990). "Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity" (1st ed.). New York: Routledge. p. 149. ISBN 0415900433.
 Interviews by Kian (December 27, 2019). "Judith Butler on her Philosophy and Current Events". Interviews by Kian. Archived from the original on July 26, 2020. Retrieved July 26, 2020.
 Fischer, Kathryn (July 13, 2020). "Das Pronomen ist frei vom Körper – aber es ist nicht frei vom Geschlecht" [The Pronoun is free from the Body – but it is not free from Gender]. Der Tagesspiegel (in German). Archived from the original on March 27, 2023. Retrieved December 24, 2021. Welches Pronomen bevorzuge ich? Butler lacht ... 'Es ist they', sagt Butler ... Wir haben das Jahr 2020 und Butler outet sich als 'they' – ein wahrhaft historischer Moment. [Which pronoun do I prefer? Butler laughs ... 'It is they', Butler says ... It is the year 2020, and Butler outs theirself as 'they' – a truly historic moment.]
 Nestle, Joan; Howell, Clare; Wilchins, Riki Anne, eds. (2002). GenderQueer: voices from beyond the sexual binary (First ed.). Los Angeles: Alyson Books. ISBN 1-55583-730-1. OCLC 50389309.
 Wilchins, Riki Anne (Spring 1995). "In Your Face No. 1 (Spring 1995)". Digital Transgender Archive. Archived from the original on February 17, 2022. Retrieved November 22, 2022.
 "Genderqueer History". Tumblr. Archived from the original on September 13, 2020. Retrieved November 22, 2022.
 Wilchins, Riki (2017). Burn the Binary! Selected Writings on the Politics of Trans, Genderqueer and Nonbinary. Riverdale, NY: Riverdale Avenue Books. ISBN 978-1626014077.
 "Brief Biography". February 7, 2009. Archived from the original on February 7, 2009. Retrieved November 22, 2022.

"Intersections: An Introduction to X-Jendā: Examining a new gender identity in Japan". intersections.anu.edu.au. Archived from the original on May 7, 2023. Retrieved November 21, 2022.
 Watase, Yuu [@wataseyuu_] (May 20, 2019). "Burogu demo koko demo tsubuyaitakedo, saido. Manga ni mo eikyō shi teru to omoukara. Watashi wa X jendā to ishi ni shindan sa re tete, nakami wa, otoko ni mo on'na ni mo yorerushi otoko demo on'na demonai. Mitame wa chanto (20-dai kōhan kara shakai ni awa sete) dōse yarunara yarude meiku mo oshare mo suru, sore dake. Josei no karada wa hitei shinaiga →" ブログでもここでも呟いたけど、再度。漫画にも影響してると思うから。私はXジェンダーと医師に診断されてて、中身は、男にも女にも寄れるし男でも女でもない。見た目はちゃんと(20代後半から社会に合わせて)どうせやるならやるでメイクもオシャレもする、それだけ。女性の身体は否定しないが→ [I muttered it on my blog and here, but again. I think it affects comics too. I've been diagnosed as X-gender by a doctor, and I'm neither male nor female. If you want to look good (in your late 20s and in line with society), do it anyway, make up and be fashionable, that's all. I don't deny the female body, but] (Tweet) (in Japanese). Retrieved November 21, 2022 – via Twitter.
 "About Us – Intersex & Genderqueer Recognition Project (IGRP)". igrp. Archived from the original on April 4, 2020. Retrieved December 9, 2019.
 O'Hara, Mary Emily (December 16, 2016). "Movement for third gender option 'exploding' in U.S." NBC News. Archived from the original on October 18, 2019. Retrieved December 9, 2019.
 "An Alberta MLA on battling gender identity". Maclean's, December 1, 2015
 "Beyond 'he' and 'she': 1 in 4 LGBTQ youths use nonbinary pronouns, survey finds". NBC News. July 30, 2020. Archived from the original on August 17, 2020. Retrieved May 20, 2024.
 Hekanaho, Laura (December 8, 2020). Generic and Nonbinary Pronouns: Usage, Acceptability and Attitudes (PDF) (PhD). University of Helsinki. p. 221. ISBN 978-9515168313. Archived (PDF) from the original on March 7, 2021. Retrieved March 7, 2021.
 "Gender Census 2021: Worldwide Report". Gender Census. April 1, 2021. Archived from the original on April 17, 2021. Retrieved April 16, 2021.
 Marcus, Ezra (April 8, 2021). "A Guide to Neopronouns". The New York Times. ISSN 0362-4331. Archived from the original on December 28, 2021. Retrieved April 30, 2021.
 Feinberg, Leslie (1996). Transgender Warriors: Making History from Joan of Arc to Dennis Rodman. Boston, Massachusetts: Beacon Press. ISBN 978-0-8070-7940-9. OCLC 33014093.
 "A gender neutral honorific, 'Mx', could be added to the Oxford English Dictionary very soon". The Independent. May 3, 2015. Archived from the original on November 29, 2022. Retrieved November 10, 2022.
 Pearce, Ruth (July 21, 2011). "Non-gendered titles see increased recognition". Lesbilicious. Archived from the original on September 18, 2019. Retrieved August 29, 2012.
 James, S.E.; Herman, J.L.; Rankin, S.; Keisling, M.; Mottet, L.; Anafi, M. The Report of the 2015 U.S. Transgender Survey (PDF). National Center for Transgender Equality. Archived (PDF) from the original on November 25, 2022. Retrieved November 25, 2022.
 "Gender Census 2024: Worldwide Report – Gender Census". Gender Census 2024: Worldwide Report. Archived from the original on May 18, 2025. Retrieved May 17, 2025.
 "Pakistani eunuchs to have distinct gender". BBC News. December 23, 2009. Archived from the original on May 18, 2020. Retrieved December 23, 2009.
 "Newsletter of the Sociology of Sexualities Section of the American Sociological Association" (PDF). American Sociological Association Sexualities News. 6 (1). Summer 2003. Archived (PDF) from the original on March 4, 2016. Retrieved December 9, 2013.
 McCarthy, Julie (April 15, 2014). "In India, Landmark Ruling Recognizes Transgender Citizens". NPR. Archived from the original on April 30, 2021. Retrieved April 30, 2021.
 "Alberto Fernández pone en marcha el DNI para personas no binarias en un paso más por la igualdad de género" [Alberto Fernández launches the DNI for non-binary people in one more step for gender equality]. www.clarin.com (in Spanish). July 21, 2021. Archived from the original on July 27, 2021. Retrieved July 26, 2021.
 Westfall, Sammy (July 22, 2021). "Argentina rolls out gender-neutral ID". The Washington Post. Archived from the original on October 3, 2021. Retrieved July 27, 2021.
 O'Hara, Mary Emily (June 10, 2016). "'Nonbinary' is now a legal gender, Oregon court rules". The Daily Dot. Retrieved June 10, 2016.
 O'Hara, Mary Emily (September 26, 2016). "Californian Becomes Second US Citizen Granted 'Non-Binary' Gender Status". NBC News. Archived from the original on September 26, 2016. Retrieved September 26, 2016.
 "Lambda Legal Client Dana Zzyym Receives First 'X' U.S. Passport". Lambda Legal. October 27, 2021. Archived from the original on January 3, 2023. Retrieved November 7, 2021.
 "X Gender Marker Available on U.S. Passports Starting April 11". United States Department of State. Archived from the original on February 3, 2024. Retrieved April 17, 2022.
 "Passports | National Center for Transgender Equality". transequality.org. Retrieved June 11, 2024.
 "Selecting your Gender Marker". travel.state.gov. Archived from the original on March 7, 2023. Retrieved June 11, 2024.
 Luhby, Tami (January 20, 2025). "Trump two-gender edict would upend 'X' identity on passports". CNN. Archived from the original on January 21, 2025. Retrieved January 20, 2025.
 Watson, Kathryn; Linton, Caroline (January 21, 2025). "Trump executive order says federal government only recognizes "two sexes"". CBS News. Retrieved January 22, 2025.
 Gedeon, Joseph (January 23, 2025). "Rubio instructs staff to freeze passport applications with 'X' sex markers". The Guardian. Archived from the original on January 23, 2025. Retrieved January 23, 2025.
 "Passports with 'X' sex markers will be valid until they expire or are renewed, State Department says". NBC News.
 Cecka, Dale Margolin; Chamallas, Martha (2016). "Price Waterhouse v. Hopkins, 490 U.S. 228 (1989)". Feminist Judgments: Rewritten Opinions of the United States Supreme Court. pp. 341–360. doi:10.1017/cbo9781316411254.020. ISBN 978-1-107-12662-6. See Price Waterhouse v. Hopkins, 490 U.S. 228, 250 (1989 (holding that an employer who punishes employees who fail to conform to stereotypical expectations of members of his or her sex discriminates on the basis of sex).
 Liptak, Adam (June 15, 2020). "Civil Rights Law Protects Gay and Transgender Workers, Supreme Court Rules". The New York Times. ISSN 0362-4331. Archived from the original on June 17, 2020. Retrieved March 7, 2022.
 Wareham, Jamie. "New Report Shows Where It's Illegal To Be Transgender In 2020". Forbes. Archived from the original on April 30, 2021. Retrieved April 30, 2021.
 "Trans Legal Mapping Report". ILGA. September 28, 2017. Archived from the original on November 27, 2022. Retrieved July 14, 2022.
 Harrison, Jack; Grant, Jaime; Herman, Jody L. "A Gender Not Listed Here: Genderqueers, Gender Rebels, and OtherWise in the National Transgender Discrimination Survey" (PDF). Archived from the original (PDF) on July 25, 2012. Retrieved April 29, 2013.
 "They, Them, and Theirs". harvardlawreview.org. January 10, 2019. Archived from the original on December 5, 2019. Retrieved December 9, 2019.
 Richards, Christina; Bouman, Walter Pierre; Barker, Meg-John (2017). Genderqueer and Non-Binary Genders. Springer. ISBN 978-1-137-51053-2. Archived from the original on March 2, 2021. Retrieved October 19, 2020.
 "Misgendering". California Law Review. Archived from the original on December 22, 2022. Retrieved November 11, 2022.
 Erikainen, Sonja; Vincent, Ben; Hopkins, Al (October 9, 2020). "Specific Detriment: Barriers and Opportunities for Non-Binary Inclusive Sports in Scotland". Journal of Sport & Social Issues. 46 (1): 75–102. doi:10.1177/0193723520962937. hdl:2164/18985. S2CID 225167557.
 Price-Feeney, Myeshia; Green, Amy E.; Dorison, Samuel (June 2020). "Understanding the Mental Health of Transgender and Nonbinary Youth". Journal of Adolescent Health. 66 (6): 684–690. doi:10.1016/j.jadohealth.2019.11.314. ISSN 1054-139X. PMID 31992489. S2CID 210947113.
 Burgwal, Aisa; Gvianishvili, Natia; Hård, Vierge; Kata, Julia; García Nieto, Isidro; Orre, Cal; Smiley, Adam; Vidić, Jelena; Motmans, Joz (July 3, 2019). "Health disparities between binary and non binary trans people: A community-driven survey". International Journal of Transgenderism. 20 (2–3): 218–229. doi:10.1080/15532739.2019.1629370. ISSN 1553-2739. PMC 6831016. PMID 32999608.
 Harrison, Jack; Grant, Jaime; Herman, Jody L. (April 1, 2012). "A Gender Not Listed Here: Genderqueers, Gender Rebels, and OtherWise in the National Transgender Discrimination Survey". LGBTQ Public Policy Journal at the Harvard Kennedy School. 2 (1): 13. Archived from the original on April 21, 2023. Retrieved June 24, 2023.
 Kcomt, Luisa; Gorey, Kevin M.; Barrett, Betty Jo; McCabe, Sean Esteban (August 1, 2020). "Healthcare avoidance due to anticipated discrimination among transgender people: A call to create trans-affirmative environments". SSM – Population Health. 11: 100608. doi:10.1016/j.ssmph.2020.100608. ISSN 2352-8273. PMC 7276492. PMID 32529022.
 Vincent, Ben (2020). Non-Binary Genders: Navigating Communities, Identities, and Healthcare. Policy Press. doi:10.56687/9781447351931. ISBN 9781447351931.
 Taylor, Jessica; Zalewska, Agnieszka; Gates, Jennifer Joan; Millon, Guy (July 3, 2019). "An exploration of the lived experiences of non-binary individuals who have presented at a gender identity clinic in the United Kingdom". International Journal of Transgenderism. 20 (2–3): 195–204. doi:10.1080/15532739.2018.1445056. ISSN 1553-2739. PMC 6831017. PMID 32999606.
 Kattari, Shanna K.; Bakko, Matthew; Hecht, Hillary K.; Kattari, Leonardo (April 1, 2020). "Correlations between healthcare provider interactions and mental health among transgender and nonbinary adults". SSM – Population Health. 10: 100525. doi:10.1016/j.ssmph.2019.100525. ISSN 2352-8273. PMC 6909214. PMID 31872041.
 Schudson, Zach C.; Morgenroth, Thekla (December 1, 2022). "Non-binary gender/sex identities". Current Opinion in Psychology. 48: 101499. doi:10.1016/j.copsyc.2022.101499. ISSN 2352-250X. PMID 36401906. Archived from the original on May 6, 2024. Retrieved June 17, 2025. Research on gender/sex diversity affirming ontological beliefs has found that they are negatively associated with both implicit and explicit prejudice toward people with androgynous gender expressions, suggesting important links to positive attitudes toward non-binary and gender/sex diverse people.
 Beek, Titia F.; Kreukels, Baudewijntje P.C.; Cohen-Kettenis, Peggy T.; Steensma, Thomas D. (November 1, 2015). "Partial Treatment Requests and Underlying Motives of Applicants for Gender Affirming Interventions". The Journal of Sexual Medicine. 12 (11): 2201–2205. doi:10.1111/jsm.13033. ISSN 1743-6109. PMID 26553507. Archived from the original on October 1, 2024. Retrieved June 24, 2023.
 Burgwal, Aisa; Motmans, Joz (November 2021). "Trans and gender diverse people's experiences and evaluations with general and trans-specific healthcare services: a cross-sectional survey". International Journal of Impotence Research. 33 (7): 679–686. doi:10.1038/s41443-021-00432-9. hdl:1854/LU-8704468. ISSN 1476-5489. PMID 33854204. S2CID 233225133. Archived from the original on June 24, 2023. Retrieved June 24, 2023.
 Vincent, Ben (July 3, 2019). "Breaking down barriers and binaries in trans healthcare: the validation of non-binary people". International Journal of Transgenderism. 20 (2–3): 132–137. doi:10.1080/15532739.2018.1534075. ISSN 1553-2739. PMC 6831034. PMID 32999601.
 Kattari, Shanna K.; Atteberry-Ash, Brittanie; Kinney, M. Killian; Walls, N. Eugene; Kattari, Leonardo (October 21, 2019). "One size does not fit all: differential transgender health experiences". Social Work in Health Care. 58 (9): 899–917. doi:10.1080/00981389.2019.1677279. ISSN 0098-1389. PMID 31618117. S2CID 204757090. Archived from the original on June 25, 2023. Retrieved June 25, 2023.
 Perez-Brumer, Amaya; Day, Jack K.; Russell, Stephen T.; Hatzenbuehler, Mark L. (September 2017). "Prevalence and Correlates of Suicidal Ideation Among Transgender Youth in California: Findings From a Representative, Population-Based Sample of High School Students". Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry. 56 (9): 739–746. doi:10.1016/j.jaac.2017.06.010. PMC 5695881. PMID 28838578.
 Paley, Amit (2019). "The National Survey on LGBTQ Mental Health" (PDF). The Trevor Project. Archived (PDF) from the original on August 28, 2024. Retrieved August 22, 2024.
 "One Who Fights For an Other". The New Indian Express. Archived from the original on September 24, 2016. Retrieved May 11, 2015.
 "Worldwide gay rights as a social movement picks up". merinews.com. Archived from the original on August 2, 2017. Retrieved May 12, 2017.
 Deater, Lynn (April 29, 2015). "He, She or They? » The Commuter". ncccommuter.org. Archived from the original on December 21, 2016. Retrieved December 20, 2016.
 "Flags and Symbols" (PDF). Amherst, Massachusetts: Amherst College. Archived (PDF) from the original on May 10, 2017. Retrieved December 20, 2016.
 "Gender and Sexuality Awareness Flags". David Mariner. October 26, 2015. Archived from the original on February 3, 2017. Retrieved December 20, 2016.
 "8 Things Non-Binary People Need to Know". Let's Queer Things Up!. March 15, 2015. Archived from the original on December 22, 2016. Retrieved December 20, 2016.
 "After counting up all the 'votes' for each variation of my nonbinary flag (to be separate from the genderqueer flag), it seems this is the most loved! Yay!". genderweird. Tumblr. Archived from the original on June 24, 2018. Retrieved June 24, 2018.
 "All about the nonbinary symbol". LGBTQ Nation. July 30, 2022. Archived from the original on April 18, 2024. Retrieved June 3, 2025.
 "Gender-fluid added to the Oxford English Dictionary". LGBTQ Nation. Archived from the original on October 25, 2016. Retrieved December 20, 2016.
 Manzella, Samantha (October 7, 2017). "Beyond The Rainbow: Your Guide To LGBT Flags". NewNowNext. Archived from the original on June 25, 2018. Retrieved June 25, 2018.
 Mathers, Charlie (July 13, 2018). "Prepare for International Non-binary Day by learning how to be a better ally". Gay Star News. Archived from the original on July 14, 2018. Retrieved July 14, 2018.
 Hirst, Jordan (July 10, 2018). "Inclusive Brisbane Party To Mark International Non-Binary Day". QNEWS Magazine. Archived from the original on July 14, 2018. Retrieved July 14, 2018.
 "Important LGBT Dates". LGBT LifeWestchester. White Plains, NY. Archived from the original on June 26, 2019. Retrieved June 12, 2019.
 "International Non-Binary People's Day". Pride Inclusion Programs. acon. Archived from the original on August 3, 2019. Retrieved June 12, 2019.
 Fowlkes, A. C. "Transgender Day Of Visibility: Honoring The Visible And The Invisible". Forbes. Archived from the original on November 11, 2022. Retrieved November 11, 2022.
 "Opinion | A time to celebrate". The Hamilton Spectator. March 27, 2014. ISSN 1189-9417. Archived from the original on April 6, 2020. Retrieved November 11, 2022.
 "Home". May17.org. Archived from the original on March 5, 2023. Retrieved November 11, 2022.
 Gray, Emma; Vagianos, Alanna (July 27, 2017). "We Have A Navy Veteran To Thank For The Transgender Pride Flag". Huffington Post. Archived from the original on September 1, 2018. Retrieved August 31, 2017.
 LB, Branson (July 26, 2017). "The Veteran Who Created The Trans Pride Flag Reacts To Trump's Trans Military Ban". BuzzFeed. Archived from the original on September 1, 2018. Retrieved August 31, 2018.
 "Census data in Argentina officially include non-binary people for the first time". NewsEndIP. February 1, 2023. Retrieved May 17, 2025.
 Spizzirri, Giancarlo; Eufrásio, Raí; Pereira Lima, Maria Cristina; de Carvalho Nunes, Hélio Rubens; Kreukels, Baudewijntje P.C.; Steensma, Thomas D.; Abdo, Carmita H.N. (2021). "Proportion of people identified as transgender and non-binary gender in Brazil". Scientific Reports. 11 (1): 2240. doi:10.1038/s41598-021-81411-4. hdl:11449/207170. PMC 7838397. PMID 33500432.
 "Canada is the first country to provide census data on transgender and non-binary people". Statistics Canada. April 27, 2022. Archived from the original on June 20, 2022. Retrieved May 17, 2025.
 "Only 0.4% of Swiss residents describe themselves as non-binary". SWI swissinfo.ch. December 29, 2021. Retrieved May 17, 2025.
 "First census estimates on gender identity and sexual orientation". Office for National Statistics. January 6, 2023. Archived from the original on March 28, 2025. Retrieved May 17, 2025.
 Jones, Jeffrey M. (February 20, 2025). "LGBTQ+ Identification in U.S. Rises to 9.3%". Gallup. Archived from the original on May 13, 2025. Retrieved May 17, 2025.

Post nº 443 ✓

ESTRELLA XTRAVAGANZA (DRAG QUEEN ESPANHOLA)

A Noite dos Mil Looks da Raffaella – Performance de 'Caliente Caliente' (1981). NOME COMPLETO: Fernando Carretero Vega NASCIMENTO: 2...