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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

A ODISSEIA (POEMA ÉPICO GREGO)

O mais antigo fragmento de manuscrito conhecido da Odisseia, datado do século III a.C.; encontrado em Medinet Ghoram, Egito ptolomaico.

  • TÍTULO ORIGINAL: Ὀδύσσεια
  • TRADUÇÃO: George Chapman e outros
  • PUBLICAÇÃO: por volta do  século VIII a.C.
  • LINGUAGEM: Grego homérico
  • GÊNERO(S): Poesia épica, guerra
  • PUBLICAÇÃO EM INGLÊS: 1614
  • TIPO DE MÍDIA: Manuscrito
  • LINHAS: 12.109
  • ONDE LER: A Odisseia no Wikisource (Grego)
  • PREQUÊNCIA: Ilíada


A Odisseia (/ ˈɒdɪsi /; grego antigo: Ὀδύσσεια, romanizado: Odýsseia) é um dos dois principais poemas épicos gregos antigos atribuídos a Homero. É uma das mais antigas obras literárias sobreviventes e continua popular entre o público moderno. Como a Ilíada, a Odisseia é dividida em 24 livros.

A Odisseia foi escrita pela primeira vez em grego homérico por volta do século VIII ou VII a.C. e, em meados do século VI a.C., tornou-se parte do cânone literário grego. Na antiguidade, a autoria de Homero era tida como verdadeira, mas a erudição contemporânea assume predominantemente que a Ilíada e a Odisseia foram compostas independentemente, formando-se como parte de longas tradições orais. Dado o analfabetismo generalizado, o poema foi executado para uma audiência por um aoidos ou rapsodo.

Os temas principais do épico incluem as ideias de nostos (νόστος; 'retorno', retorno ao lar), peregrinação, xenia (ξενία; 'amizade de hóspedes'), testes e presságios. Os estudiosos ainda exploram o significado narrativo de certos grupos no poema, como mulheres e escravos, que têm papéis maiores do que em outras obras da literatura antiga. Esse foco é especialmente notável quando contrastado com a Ilíada, que centraliza as façanhas de soldados e reis durante a Guerra de Troia.

A Odisseia é considerada uma das obras mais significativas do cânone ocidental. A primeira tradução em inglês da Odisseia foi no século XVI. Adaptações e releituras continuam a ser produzidas em uma ampla variedade de mídias. Em 2018, quando a BBC Culture entrevistou especialistas ao redor do mundo para encontrar a narrativa mais duradoura da literatura, a Odisseia liderou a lista.

SINOPSE

Ela segue o herói grego e rei de Ítaca, Odisseu, e sua jornada de retorno após a Guerra de Troia de dez anos.

PERSONAGENS

  • Casa de Odisseu:
  • Odisseu (conhecido também pela forma latina, Ulisses), herói da guerra de Troia e que quer voltar para junto dos seus familiares;
  • Penélope, esposa de Odisseu, prima de Helena de Troia;
  • Telémaco, filho de Odisseu e Penélope;
  • Laerte, rei de Ítaca e pai de Odisseu, de onde vem o epíteto "Laércio", o mais usado para se referir a seu filho ao longo da obra;
  • Eumeu, porqueiro;
  • Euricleia, fâmula de Odisseu;
  • Antinoo, um dos pretendentes e o mais maligno;
  • Eurimaco, um dos pretendentes, imitador de Antinoo.
  • Casa dos Feácios:
  • Alcínoo, rei dos feácios;
  • Areta de Cirene, esposa de Alcínoo;
  • Nausícaa, princesa dos Feácios;
  • Laodamante, irmão de Nausícaa, desafiador de Odisseu nos jogos;
  • Hálio, idem;
  • Clitóneo, idem;
  • Equeneu, velho herói;
  • Demódoco, aedo, contador lírico de histórias;
  • Pontónoo;
  • Anfíloo, atleta;
  • Euríalo, atleta, desafiador de Odisseu nos jogos.
  • Marinheiros de Odisseu:
  • Baio
  • Euríloco
  • Perimedes
  • Elpenor
  • Antifo
  • Deuses intervenientes:
  • Zeus, rei dos deuses;
  • Atena, deusa da sabedoria e estratégia (a favor de Odisseu);
  • Circe, a feiticeira, filha do deus Hélio com a mortal Persa (a favor de Odisseu);
  • Poseidon, deus dos mares, antagonista principal e maior inimigo de Odisseu;
  • Éolo, deus dos ventos, anfitrião de Odisseu e seus amigos em sua ilha;
  • Hermes, mensageiro dos deuses;
  • Hélio, o deus do sol, de quem os companheiros de Odisseu mataram o gado;
  • Calipso ninfa, filha de Atlante, apaixonada por Odisseu;
  • Leucoteia, deidade marinha que salva Odisseu de um naufrágio.
  • Monstros e criaturas:
  • Cila, monstro com doze pernas e seis cabeças, cada uma com três fileiras de dentes, habitava o interior de uma gruta cavada no rochedo;
  • Ciclopes, (literalmente "Olho redondo", "Olhicircular") em particular Polifemo (lit. "que fala muito", "Multifalaz"), filho de Posídon e da ninfa Toosa. Gigante de um olho só, dedicado ao pastoreio e que vive em estado selvagem;
  • Caríbdis, monstro das profundezas marinhas que três vezes ao dia sorvia e vomitava a água do mar. Sua morada ficava a curta distância de Cila;
  • Hárpias, em Homero, dois monstros com corpo metade mulher e metade pássaro, habitantes de uma ilha na qual há bonança. Com seus cantos, encantam os homens que passem perto, devorando-os depois;
  • Lotófagos ("Comedores de Lótus"), povo fantástico que vive próximo as regiões da Líbia na África e se alimentam de flores de lótus, a qual provoca certo esquecimento.
  • Lestrigões gigantes antropófagos e arremessadores de rochas
Cópia romano-imperial de um original da escola de Pérgamo datado entre o final do século III e meados do século II a.C. Restaurações do século XVI por Tiziano Aspetti. Vindo de Roma.


sábado, 22 de fevereiro de 2025

SANTA BÁRBARA DE NICOMÉDIA (VIRGEM MÁRTIR GREGA)

Retrato do século XVIII por Vieira Lusitano.

  • NASCIMENTO: cerca de 280; Nicomédia (atual Izmit, Turquia)
  • FALECIMENTO: cerca de 317 (37 anos); Nicomédia
  • TÍTULO: Grande Mártir e Santa auxiliar
  • VENERAÇÃO:  Igreja Católica, Igreja Ortodoxa, Igreja Anglicana, Religiões afro-brasileiras
  • FESTA LITÚRGICA: 4 de dezembro
  • ATRIBUIÇÕES:
  • SANTUÁRIO: Fortaleza de Santa Cruz da Barra
  • PADROEIRO(A): dos artilheiros, mineiros e dos que lidam com fogo (Bombeiros); contra tempestades, raios e trovões.
Bárbara de Nicomédia (Nicomédia, c. 280 – Nicomédia, c. 317) foi uma virgem mártir do século III comemorada como santa cristã na Igreja Católica Romana, na Igreja Ortodoxa e na Igreja Anglicana. Em Portugal e no Brasil, tornou-se popular a devoção a Santa Bárbara, invocada como protetora por ocasião de tempestades, raios e trovões, dando origem à expressão "Só se lembram de Santa Bárbara quando troveja".

Ela é comemorada no dia 4 de dezembro de cada ano, qual seria a data que morta pelo seu pai.

HISTÓRIA

Santa Bárbara foi, segundo a Tradição católica, uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual İzmit antiga Pérsia, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. A moça era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro.

Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e questionava-se se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre.

Por ser muito bela e, acima de tudo, rica, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.

Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as "desfeitas" da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que não eram bem vistos na região naquela época, lhe contaram sobre os ensinamentos de Jesus sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria a batizou.

Em certa ocasião, seu pai "decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara. Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, Bárbara ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficara na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte".

O seu pai Dióscoro, quando voltou, reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este fato deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a Religião da Roma Antiga.

MORTE

Debaixo de um impulso e fúria, e obedecendo a suas tradições romanas, Dióscoro denunciou a própria filha ao prefeito Marciniano que a mandou torturar numa tentativa de a fazer renunciar sua fé, fato que não aconteceu. Assim, Márcio condenou-a à morte por degolação".

Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.

Ambas foram levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara teve os seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imenso trovão estrondou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro.

Santa Bárbara passou a ser conhecida como "protetora contra os relâmpagos e tempestades" e é considerada a Padroeira dos artilheiros, dos mineiros e de todos quantos trabalham com fogo.

Santa Bárbara é frequentemente retratada com correntes em miniatura e uma torre.

Como uma das catorze santas auxiliares, Bárbara continua a ser uma santa popular nos tempos modernos.

NOME

Em 1582 o Papa Gregório XIII decidiu reformar o calendário conhecido desde então sob o nome de calendário gregoriano. Isso começa em 1º de janeiro, dia de Santa Barbe.

Quanto a ela comemorada no dia 4 de dezembro, data em que esta santa teria sido morta por seu pai.

Considerando que a vida de Barbe era mais uma história lendária do que fatos comprovados, a igreja decidiu em 1969 remover o nome dela e substituí-lo pelo de Bárbara.

Barbe e Barbara são, portanto, o mesmo nome. A etimologia de Barbe ou Barbara é muito interessante. Os antigos gregos tinham uma palavra, “bárbaros”, para designar todos pessoas falando uma língua que não entendiam. Na verdade, para designar o estrangeiros que não falavam a mesma língua que eles.

Diz-se que quando os cristãos quiseram designar o jovem mártir para recuperar seu corpo após sua morte, sem saber seu nome, chamaram-na de Barbe porque ela era Persa e, portanto, estrangeiro.

VENERAÇÃO

Santa Bárbara (por volta de 1770), de Francisco Bayeu y Subías (1734–1795).

O nome de Santa Bárbara era conhecido em Roma no século VII; seu culto pode ser rastreado até o século IX, primeiro no Oriente. Como não há menção a ela nos martirológicos anteriores, sua historicidade é considerada duvidosa.

Várias versões, que incluem duas peças de mistério sobreviventes, diferem na localização de seu martírio, que é dado de várias maneiras como Toscana, Roma, Antioquia, Baalbek e Nicomedia.

Santa Bárbara é um dos catorze santos auxiliares. Sua associação com o raio, que matou seu pai, fez com que ela fosse invocada contra raios e fogo; por associação com explosões, ela também é a patrona da artilharia, bombeiros, açougueiros, eletricistas, engenheiros, matemáticos e mineração.

Sua festa em 4 de dezembro foi introduzida em Roma no século XII e incluída no calendário tridentino. Em 1729, essa data foi designada para a celebração de São Pedro Crisólogo, reduzindo a de Santa Bárbara a uma comemoração em sua missa. Em 1969, foi removida desse calendário, porque os relatos de sua vida e martírio foram considerados inteiramente fabulosos, sem clareza até sobre o local de seu martírio.

No século XII, as relíquias de Santa Bárbara foram trazidas de Constantinopla para o Mosteiro com Cúpula Dourada de São Miguel em Kiev, onde foram mantidas até a década de 1930, quando foram transferidas para a Catedral de São Volodymyr na mesma cidade. Em novembro de 2012, seu patriarca de santidade, Filaret, da Igreja Ortodoxa Ucraniana — Patriarcado de Kiev, trouxe uma pequena parte das relíquias de Santa Bárbara à Catedral Ortodoxa Ucraniana de Santo André, em Bloomingdale, Illinois.

Nas religiões afro-brasileiras ela é sincretizada com Iansã, a Orixá dos ventos, tempestades, trovões e guerra. Esse sincretismo é o tema do filme O Pagador de Promessas. Já para as religiões afro-caribenhas, a santa é sincretizada com Xangô, o Orixá da justiça.

Seu dia de festa para os católicos romanos, anglicanos e umbandistas é 4 de dezembro.

Post nº 220

ROBIN III (HERÓI JUVENIL DA DC COMICS)

GARCIA LOPEZ, JOSE LUIS - Guia de estilo DC - Robin (Tim Drake) 1998.

  • NOME COMPLETO: Timothy Jackson Drake-Wayne
  • NASCIMENTO: 19 de Julho; Gotham City, Nova Jersey, Estados Unidos
  • CODINOMES: Tim, Robin, Robin Vermelho, Alvin Draper, Batman , Caroline Hill 
  • ALTURA: 5' 6"
  • PESO: 125 libras (57 kg)
  • CABELO: Preto
  • OLHOS: Azuis
  • ESPÉCIE: Humano Masculino Heterossexual Menor de Idade
  • FAMÍLIA: Charles Drake (avô), Jack Drake (pai, falecido), Janet Drake (mãe, falecida), Dana Winters-Drake (ex-madrasta), Bruce Wayne (pai adotivo), Damian Wayne (irmão adotivo), Dick Grayson (irmão adotivo), Jason Todd (irmão adotivo), Cassandra Cain (irmã adotiva)
  • OCUPAÇÃO: Vigilante, Aventureiro, Estudante
  • AFILIAÇÃO: Jovens Titãs , Família Batman , Batman Inc. , Outsiders , Wayne Enterprises. Anteriormente: Justiça Jovem , Força-Tarefa da Liga da Justiça
  • STATUS: Americano, Ativo, Solteiro
  • CRIADOR(ES): Marv Wolfman e Pat Broderick
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: 
    • Como Tim Drake:
    • Batman #436 (Ago. de 1989
    • Como Robin:
    • Batman #442 (Dez. de 1989)
    • Como Robin Vermelho:
    • Robin #181 (Fev. de 2009)
Timothy Jackson Drake Wayne, mais conhecido como Tim Drake, é um super-herói fictício presente nos quadrinhos publicadas pela DC Comics, em geral associado ao Batman. O personagem foi criado por Marv Wolfman e Pat Broderick estreando em Batman #436 (agosto de 1989) como o terceiro Robin, condição que manteve até 2009. Após os eventos de A Batalha pelo Capuz passou a usar o nome de Robin Vermelho. Atualmente atua como Robin, dividindo o manto com Damian Wayne.

CURIOSIDADES

  1. Tim Drake não é religioso, acreditando que se Deus existisse ele não deixaria tantas coisas ruins acontecerem. Ele mencionou que sua mãe era religiosa, mas seu pai não era nem um pouco. Isso se torna relevante durante o Julgamento em Gotham quando o Crusader questiona sua fé e Tim é forçado a admitir que não acredita em Deus, embora saiba que isso colocará a cidade em maior perigo. Isso o torna um ateu convicto;
  2. Tim tinha 13 anos durante Batman: Um Lugar Solitário de Morte, 15 em Bruce Wayne: Fugitivo, e 17 em Red Robin: 7 Dias de Morte;
  3. Tim considera que Conner Kent e Bart Allen são seus melhores amigos;
  4. Tim perdeu o baço em um confronto entre o Conselho das Aranhas e a Liga dos Assassinos.
PODERES E HABILIDADES

  • Pico da condição humana
  • Artista marcial (Luta de bastão, Karatê, Boxe, Tai Chi Chuan, Aikido, Kung Fu, Judô e Mushão)
  • Acrobacia (Ele é mais ágil que Jason Todd)
  • Arremesso
  • Armas de fogo
  • Furtividade
  • Intelecto de nível genial
  • Investigação
  • Vontade Indomável
  • Meditação
  • Cinto de Utilidades (Batarangue principalmente)

© DC Comics Robin por Bruce Timm
Da coleção "Stevie B".

CARACTERIZAÇÃO

Aparência: Ele tem cara de bebê e aparência suave, mesmo para alguém da idade dele, com um nariz de botão realmente perceptível, olhos tão grandes quanto a boca, um formato de rosto principalmente redondo e bochechas rechonchudas. Também pode ser notado que ele tem maçãs do rosto altas, visto de outros ângulos. 

Ele tem cabelos levemente cacheados que costumavam ser contidos com gel para trás. Mas logo depois de se tornar um Robin oficial, ele parou de fazer tanto, além de uma temporada de espetar o cabelo.

Quanto ao seu tamanho geral, ele é incrivelmente pequeno, mesmo para sua idade.

Personalidade: Conforme descrito pelo próprio Marv Wolfman, Tim é um pensador positivo, realista, excepcionalmente inteligente e exuberante.

Ele é um garoto de coração puro e bem-intencionado, que está sempre fazendo o melhor para ajudar as pessoas e ser a melhor pessoa que pode ser. Ele é um garoto muito doce.

Mas mesmo que ele tenha boas intenções e só queira ajudar... ele também é socialmente alheio e ingênuo, até demais.

Ele pode acabar ferindo os sentimentos das pessoas ou não entendendo os outros, porque ele também pode ter uma mente limitada. Isso pode torná-lo insensível e rude por acidente. Se ele recua ou dobra a aposta ou não, depende da conversa, já que em outros pontos ele pode continuar se for teimoso sobre isso.

Essa inconsciência e ingenuidade podem ser atribuídas à sua criação altamente protegida. Em uma idade muito jovem, Tim Drake foi criado em internatos enquanto seus pais visitavam o mundo a negócios ou férias.

Essa ingenuidade misturada a um estilo de vida obviamente mais cheio de ação, como Robin, fez com que Tim desenvolvesse inseguranças e ansiedades.

HISTÓRIA DE ORIGEM

Timothy Drake era o único filho de Jack e Janet Drake e foi criado em uma família rica.

Quando era pequeno, Tim foi levado ao Circo Haly , onde conheceu Dick Grayson e os Graysons Voadores , no mesmo dia de suas mortes, que ele testemunhou e nunca esqueceria.

Anos depois, Tim viu imagens de Batman e Robin apreendendo o Pinguim e notou as acrobacias únicas de Robin, que o lembraram de Dick Grayson. Fazendo uso de habilidades dedutivas impressionantes, Tim juntou a verdade por trás das identidades de Batman e Robin e acompanhou suas carreiras bem de perto. Tim até notou a mudança de identidade de Grayson para Asa Noturna e Jason Todd se tornando o segundo Robin.

Aos 13 anos, após a morte de Jason nas mãos do Coringa , Tim, a partir de suas observações, notou uma mudança na personalidade de Batman, que estava sofrendo por seu fracasso, e partiu em uma missão para reunir Batman e Asa Noturna, na esperança de retornar a Dupla Dinâmica ao básico. Quando Dick se recusou a desistir de sua nova posição para trabalhar novamente como Robin, Tim se ofereceu para se tornar o mais novo Robin, mas Batman recusou.

No entanto, quando Batman e Asa Noturna se viram presos em uma situação com Duas-Caras , Tim vestiu o traje de Robin e, com a ajuda de Alfred da Batcaverna, conseguiu resgatá-los. Impressionado, Batman aceitou Tim como o novo Robin em caráter experimental.

HISTÓRIA DE CRIAÇÃO E PUBLICAÇÃO

Tim Drake foi criado para suceder Jason Todd como Robin depois que a DC matou Todd em sua história A Death in the Family. Nomeado em homenagem a Tim Burton, diretor do então próximo filme de 1989 , Tim apareceu pela primeira vez em Batman: Year Three de 1989 pelo escritor Marv Wolfman e o desenhista de interiores Pat Broderick , antes de ter sua origem detalhada em Batman: A Lonely Place of Dying , uma história de crossover entre a série em andamento Batman e New Titans , escrita por Wolfman e desenhada por George Pérez e Jim Aparo (este último com arte-final de Mike DeCarlo), na qual ele se apresentou pela primeira vez a Dick Grayson e impressionou o antigo Robin com suas habilidades. Isso levou Grayson e mais tarde Alfred Pennyworth , mordomo de Bruce Wayne, a apoiar o pedido de Tim para ser o novo parceiro de Batman. Não querendo cometer o mesmo erro que cometeu com Jason Todd, Batman fez Tim passar por um período intensivo de treinamento que nunca foi dado a seus antecessores. Como tal, Tim permaneceu como um personagem coadjuvante não super-herói durante o primeiro ano de suas aparições regulares no título do Batman , operando principalmente na Batcaverna.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

OS DEZ MANDAMENTOS (DIRETRIZES RELIGIOSAS E ÉTICAS)

Moisés e Aarão com os Dez Mandamentos (pintura de 1675 de Aron de Chavez).

Os Dez Mandamentos (hebraico bíblico: עֲשֶׂרֶת הַדְּבָרִים , romanizado: ʿĂsereṯ haDəḇārīm , lit.  'As Dez Palavras'), ou o Decálogo (do latim decalogus, do grego antigo δεκάλογος , dekálogos, lit. ' dez palavras'), são diretrizes religiosas e éticas, estruturadas como um documento de aliança, que, segundo a Bíblia Hebraica, são dadas por YHWH a Moisés. O texto dos Dez Mandamentos era dinâmico no antigo Israel e aparece em três versões marcadamente distintas na Bíblia: em Êxodo 20:2–17 , Deuteronômio 5:6–21 e o "Decálogo Ritual" de Êxodo 34:11–26.

  1. Não terás outros deuses em desafio a mim;
  2. Não farás para ti imagem de escultura e não os adorarás. … Não te prostrarás diante deles nem os servirás, …
  3. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;
  4. Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo. Trabalharás 6 dias e neles realizarás todos os teus serviços. Contudo, o sétimo dia é o sábado, consagrado por Jeová teu Deus.
  5. Honra teu pai e tua mãe, a fim de que venhas a ter vida longa na terra que Jeová teu Deus te dá;
  6. Não matarás;
  7. Não adulterarás;
  8. Não furtarás;
  9. Não darás falso testemunho contra o teu próximo;
  10. Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem sua mulher, nem seus servos e servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.

ADÃO E EVA (O PRIMEIRO HOMEM E A PRIMEIRA MULHER)

Gravura de Adão e Eva (1504), de Albrecht Dürer (1471–1528).

 Adão e Eva, de acordo com o mito da criação das religiões abraâmicas, foram o primeiro homem e a primeira mulher. Eles são centrais para a crença de que a humanidade é, em essência, uma única família, com todos descendentes de um único par de ancestrais originais. Eles também fornecem a base para as doutrinas da queda do homem e do pecado original , que são crenças importantes no cristianismo, embora não sejam mantidas no judaísmo ou no islamismo.

No Livro de Gênesis da Bíblia Hebraica , capítulos um a cinco, há duas narrativas da criação com duas perspectivas distintas. Na primeira, Adão e Eva não são nomeados. Em vez disso, Deus criou a humanidade à imagem de Deus e os instruiu a se multiplicar e a ser administradores de tudo o mais que Deus havia feito. Na segunda narrativa, Deus molda Adão do pó e o coloca no Jardim do Éden. Adão é informado de que pode comer livremente de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal . Posteriormente, Eva é criada de uma das costelas de Adão para ser sua companheira. Eles são inocentes e não têm vergonha de sua nudez.

NARRATIVA DA BÍBLIA HEBRAICA

A Criação de Adão retratada no teto da Capela Sistina por Michelangelo Simoni, 1508–1512.

Os capítulos iniciais do Livro do Gênesis fornecem uma história mítica da infiltração do mal no mundo. Deus coloca o primeiro homem e a primeira mulher (Adão e Eva) em seu Jardim do Éden, de onde são expulsos; o primeiro assassinato se segue, e a decisão de Deus de destruir o mundo e salvar apenas o justo Noé e seus filhos; uma nova humanidade então desce destes e se espalha por todo o mundo, mas embora o novo mundo seja tão pecaminoso quanto o antigo, Deus resolveu nunca mais destruir o mundo pelo dilúvio, e a História termina com Terá, o pai de Abraão, de quem descenderá o povo escolhido de Deus, os israelitas.

Adão e Eva são o primeiro homem e a primeira mulher da Bíblia. O nome de Adão aparece primeiro em Gênesis 1 com um sentido coletivo, como "humanidade"; posteriormente em Gênesis 2–3 ele carrega o artigo definido ha, equivalente ao inglês 'the', indicando que este é "o homem". Nestes capítulos Deus molda "o homem" (ha adam) da terra (adamah), sopra vida em suas narinas e o torna um zelador da criação. Deus então cria para o homem um ezer kenegdo , um "ajudante correspondente a ele", de seu lado ou costela. A palavra 'costela' é um trocadilho em sumério, já que a palavra ti significa 'costela' e 'vida'. Ela é chamada de ishsha, "mulher", porque, o texto diz, ela é formada de ish, "homem". O homem a recebe com alegria, e o leitor é informado de que a partir desse momento o homem deixará seus pais para “se apegar” a uma mulher, tornando-se os dois uma só carne.

A Queda: O primeiro homem e a primeira mulher estão no Jardim do Éden de Deus, onde toda a criação é vegetariana e não há violência. Eles têm permissão para comer os frutos de todas as árvores, exceto uma, a árvore do conhecimento do bem e do mal . A mulher é tentada por uma serpente falante a comer o fruto proibido e dá um pouco ao homem, que também come. (Ao contrário do mito popular, ela não engana o homem, que parece ter estado presente no encontro com a serpente). Deus pune o homem com uma vida inteira de trabalho duro seguido de morte, a mulher com a dor do parto e subordinação ao marido, e amaldiçoa a serpente a rastejar sobre sua barriga e suportar inimizade com o homem e a mulher. Deus então veste a nudez do homem e da mulher, que se tornaram divinos ao conhecer o bem e o mal, e os bane do jardim para que não comam o fruto de uma segunda árvore, a árvore da vida, e vivam para sempre.

A Repreensão de Adão e Eva (1740), de Charles-Joseph Natoire.

A história continua em Gênesis 3 com a narrativa da "expulsão do Éden". Uma análise da forma de Gênesis 3 revela que esta parte da história pode ser caracterizada como uma parábola ou "conto de sabedoria" na tradição da sabedoria. Os discursos poéticos do capítulo pertencem a um tipo especulativo de sabedoria que questiona os paradoxos e as duras realidades da vida. Esta caracterização é determinada pelo formato da narrativa, cenários e enredo. A forma de Gênesis 3 também é moldada por seu vocabulário, fazendo uso de vários trocadilhos e duplos sentidos.

A narrativa da expulsão do Éden começa com um diálogo entre a mulher e uma serpente, identificada em Gênesis 3:1 como um animal mais astuto do que qualquer outro animal feito por Deus, embora Gênesis não identifique a serpente com Satanás. A mulher está disposta a falar com a serpente e responder ao cinismo da criatura repetindo a proibição de Deus contra comer o fruto da árvore do conhecimento (Gênesis 2:17). A mulher é atraída para o diálogo nos termos da serpente, que contesta diretamente o comando de Deus. A serpente assegura à mulher que Deus não a deixará morrer se ela comer o fruto e, além disso, que se ela comer o fruto, seus "olhos serão abertos" e ela seria "como Deus, conhecendo o bem e o mal" (Gênesis 3:5). A mulher vê que o fruto da árvore do conhecimento é um deleite para os olhos e que seria desejável adquirir sabedoria comendo o fruto. A mulher come o fruto e dá um pouco ao homem (Gênesis 3:6). Com isso, o homem e a mulher reconhecem sua própria nudez e fazem tangas de folhas de figueira (Gênesis 3:7).

No próximo diálogo narrativo, Deus questiona o homem e a mulher (Gênesis 3:8–13), e Deus inicia um diálogo chamando o homem com uma pergunta retórica projetada para considerar seu erro. O homem explica que se escondeu no jardim POR MEDO porque percebeu sua própria NUDEZ (Gênesis 3:10). Isso é seguido por mais duas perguntas retóricas projetadas para mostrar a consciência de um desafio ao comando de Deus. O homem então aponta para a mulher como a verdadeira ofensora, e ele sugere que Deus é responsável pela tragédia porque a mulher foi dada a ele por Deus (Gênesis 3:12). Deus desafia a mulher a se explicar, e ela transfere a culpa para a serpente (Gênesis 3:13).

O pronunciamento divino de três julgamentos é então imposto contra todos os culpados (Gênesis 3:14–19). Um oráculo de julgamento e a natureza do crime são primeiro impostos à serpente, depois à mulher e, finalmente, ao homem. Sobre a serpente, Deus coloca uma maldição divina. A mulher recebe penalidades que a impactam em dois papéis principais: ela experimentará dores durante o parto, dor durante o parto e, enquanto ela desejar seu marido, ele a governará. A penalidade do homem resulta em Deus amaldiçoando a terra de onde ele veio, e o homem então recebe um oráculo de morte, embora o homem não tenha sido descrito, no texto, como imortal. De repente, no fluxo do texto, em Gênesis 3:20, o homem nomeia a mulher "Eva" (hebraico: hawwah), "porque ela era a mãe de todos os viventes". Deus faz roupas de pele para Adão e Eva (Gênesis 3:20).

A estrutura quiasmática do oráculo da morte dado a Adão em Gênesis 3:19 é um elo entre a criação do homem a partir do "" (Gênesis 2:7) e o "retorno" de seus primórdios: "voltarás à terra, pois dela foste tomado; porque és pó e ao pó retornarás".

O relato do jardim termina com um monólogo intradivino , determinando a expulsão do casal e a execução dessa deliberação (Gênesis 3:22–24). A razão dada para a expulsão foi impedir que o homem comesse da árvore da vida e se tornasse imortal: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente" (Gênesis 3:22). Deus exila Adão e Eva do Jardim e instala querubins (seres sobrenaturais que fornecem proteção) e a " espada sempre giratória " para guardar a entrada (Gênesis 3:24).

FILHOS

Gênesis 4 narra a vida fora do jardim, incluindo o nascimento dos primeiros filhos de Adão e Eva, Caim e Abel, e a história do primeiro assassinato. Um terceiro filho, Sete, nasce de Adão e Eva, e Adão teve "outros filhos e filhas" (Gênesis 5:4). Gênesis 5 lista os descendentes de Adão de Sete a Noé com suas idades no nascimento de seus primeiros filhos e suas idades na morte. A idade de Adão na morte é dada como 930 anos. De acordo com o Livro dos Jubileus, Caim se casou com sua irmã Awan, uma filha de Adão e Eva. De acordo com o Pseudo-Filo, os filhos homens de Adão e Eva foram: Eliseel, Suris, Elamiel, Brabal, Naat, Zarama, Zasam, Maathal e Anath. E as filhas mulheres de Adão e Eva foram: Phua, Iectas, Arebica, Sifa, Tecia, Saba e Asin.

HISTÓRIA TEXTUAL

A Queda do Homem (1628–1629), de Peter Paul Rubens (1577–1640). Óleo sobre tela, 238 x 184,5 cm (93,7 x 72,6 pol.). Museo del Prado, Madri (Capital da Espanha).

A História Primitiva forma os capítulos iniciais da Torá , os cinco livros que compõem a história das origens de Israel. Isso alcançou algo como sua forma atual no século V a.C., mas Gênesis 1–11 mostra pouca relação com o resto da Bíblia: por exemplo, os nomes de seus personagens e sua geografia – Adão (homem) e Eva (vida), a Terra de Nod ("Peregrinação"), e assim por diante – são simbólicos em vez de reais,  e quase nenhuma das pessoas, lugares e histórias mencionadas nela são encontrados em qualquer outro lugar. Isso levou os estudiosos a supor que a História forma uma composição tardia anexada ao Gênesis e ao Pentateuco para servir como uma introdução. Quão tardia é um assunto para debate: em um extremo estão aqueles que a veem como um produto do período helenístico, caso em que não pode ser anterior às primeiras décadas do século IV a.C.; por outro lado, a fonte javista foi datada por alguns estudiosos, notadamente John Van Seters, no período exílico pré-persa (século VI a.C.), precisamente porque a História Primitiva contém muita influência babilônica na forma de mito.  A História Primitiva baseia-se em duas "fontes" distintas, a fonte sacerdotal e o que às vezes é chamado de fonte javista e às vezes simplesmente de "não sacerdotal"; para o propósito de discutir Adão e Eva no Livro do Gênesis, os termos "não sacerdotal" e "javista" podem ser considerados intercambiáveis.

TRADIÇÕES ABRAÂMICAS

Judaísmo: Também foi reconhecido no antigo judaísmo que há dois relatos distintos para a criação do homem. O primeiro relato diz "homem e mulher [Deus] os criaram", implicando criação simultânea, enquanto o segundo relato afirma que Deus criou Eva subsequentemente à criação de Adão. O Midrash Rabbah - Gênesis VIII:1 reconciliou os dois ao declarar que Gênesis um, "homem e mulher Ele os criou", indica que Deus originalmente criou Adão como um hermafrodita, corporalmente e espiritualmente tanto homem quanto mulher, antes de criar os seres separados de Adão e Eva. Outros rabinos sugeriram que Eva e a mulher do primeiro relato eram dois indivíduos separados, o primeiro sendo identificado como Lilith, uma figura descrita em outro lugar como um demônio noturno.

Segundo a crença judaica tradicional, Adão e Eva estão enterrados na Caverna de Macpela, em Hebron.

Lilith (1887) by John Collier.


Em Gênesis 2:7 "Deus sopra nas narinas do homem e ele se torna nefesh hayya", significando algo como a palavra inglesa "ser", no sentido de um corpo corpóreo capaz de vida; o conceito de "alma" no sentido moderno, não existia no pensamento hebraico até por volta do século II a.C., quando a ideia de uma ressurreição corporal ganhou popularidade.

Cristianismo: Alguns dos primeiros pais da igreja cristã responsabilizaram Eva pela Queda do homem e todas as mulheres subsequentes como as primeiras pecadoras porque Eva tentou Adão a cometer o tabu. "Vocês são a porta de entrada do diabo", Tertuliano disse às suas leitoras, e continuou explicando que elas eram responsáveis pela morte de Cristo: "Por conta do seu deserto [isto é, punição pelo pecado, isto é, morte], até o Filho de Deus teve que morrer". Em 1486, os dominicanos Kramer e Sprengler usaram tratados semelhantes em Malleus Maleficarum ("Martelo das Bruxas") para justificar a perseguição de "bruxas".

A arte cristã medieval frequentemente retratava a Serpente Edênica como uma mulher (frequentemente identificada como Lilith ), enfatizando tanto a sedução da serpente quanto sua relação com Eva. Vários Padres da Igreja primitiva, incluindo Clemente de Alexandria e Eusébio de Cesareia, interpretaram o hebraico "Heva" não apenas como o nome de Eva, mas em sua forma aspirada como "serpente fêmea".

Com base na doutrina cristã da Queda do homem, surgiu a doutrina do pecado original. Santo Agostinho de Hipona (354–430), trabalhando com a Epístola aos Romanos, interpretou o apóstolo Paulo como tendo dito que o pecado de Adão era hereditário: "A morte passou [ou seja, espalhou-se a] todos os homens por causa de Adão, [em quem] todos pecaram", (Romanos 5:12). O pecado original tornou-se um conceito de que o homem nasce em uma condição de pecaminosidade e deve aguardar a redenção. Esta doutrina tornou-se uma pedra angular da tradição teológica cristã ocidental, que, no entanto, não é compartilhada pelo judaísmo ou pelas igrejas ortodoxas.

Ao longo dos séculos, um sistema de crenças cristãs únicas se desenvolveu a partir dessas doutrinas. O batismo passou a ser entendido como uma lavagem da mancha do pecado hereditário em muitas igrejas, embora seu simbolismo original fosse aparentemente o renascimento. Além disso, a serpente que tentou Eva foi interpretada como tendo sido Satanás, ou que Satanás estava usando uma serpente como porta-voz , embora não haja menção dessa identificação na Torá e não seja mantida no judaísmo.

Além de desenvolver a teologia dos protoplastos, a Igreja medieval também expandiu a narrativa histórica em uma vasta tradição de livros de Adão, que acrescentam detalhes à queda e contam sobre sua vida após a expulsão do Éden. Eles são continuados na Lenda da Cruz, que trata do retorno de Seth ao Paraíso e eventos subsequentes envolvendo a madeira da árvore da vida. Essas histórias eram amplamente acreditadas na Europa até o início dos tempos modernos.

Quanto à existência real dos progenitores – assim como de outras narrativas contidas no Gênesis – a Igreja Católica ensina que Adão e Eva foram humanos históricos, pessoalmente responsáveis pelo pecado original. Esta posição foi esclarecida pelo Papa Pio XII na encíclica Humani Generis, na qual o Papa condenou a teoria do poligenismo e expressou que o pecado original vem "de um pecado realmente cometido por um Adão individual". Apesar disso, a Humani Generis também afirma que a crença na evolução não está em contraste com a doutrina católica; isso levou a uma aceitação gradual da evolução teísta entre os teólogos católicos romanos e católicos independentes, uma posição que foi encorajada pelo Papa João Paulo II, Papa Bento XVI e Papa Francisco.

A queda bíblica de Adão e Eva também é entendida por alguns cristãos (especialmente aqueles na tradição ortodoxa oriental) como uma realidade fora da história empírica que afeta toda a história do universo. Este conceito de uma queda atemporal foi mais recentemente exposto pelos teólogos ortodoxos David Bentley Hart, John Behr e Sergei Bulgakov, mas tem raízes nos escritos de vários pais da igreja primitiva, especialmente Orígenes e Máximo, o Confessor. Bulgakov escreve em seu livro de 1939 The Bride of the Lamb traduzido por Boris Jakim (Wm. B. Eerdmans, 2001) que "a história empírica começa precisamente com a queda, que é sua premissa inicial" e que na "narrativa em Gênesis 3, ... um evento é descrito que está além de nossa história, embora em seu limite". David Bentley Hart escreveu sobre este conceito de queda atemporal no seu livro de 2005 The Doors of the Sea , bem como no seu ensaio "The Devil's March: Creatio ex Nihilo, the Problem of Evil, and a Few Dostoyevskian Meditations" (do seu livro de 2020 Theological Territories).

HISTORICIDADE

Enquanto uma visão tradicional atribui o Livro do Gênesis à autoria mosaica, os estudiosos modernos consideram a narrativa da criação do Gênesis como um dos vários mitos de origem antigos.

Análises como a hipótese documental também sugerem que o texto é resultado da compilação de múltiplas tradições anteriores, explicando aparentes contradições. Outras histórias do mesmo livro canônico, como a narrativa do dilúvio de Gênesis, também são entendidas como tendo sido influenciadas por literatura mais antiga, com paralelos na antiga Epopéia de Gilgamesh.

ADÃO CROMOSSÔMICO Y E EVA MITOCONDRIAL

Os desenvolvimentos científicos nas ciências naturais demonstraram evidências de que os humanos e todas as outras espécies vivas e extintas partilham um ancestral comum e evoluíram através de processos naturais, ao longo de milhares de milhões de anos, para se diversificarem nas formas de vida que conhecemos hoje.

Em biologia , os ancestrais comuns mais recentes dos humanos, quando rastreados usando o cromossomo Y para a linhagem masculina e o DNA mitocondrial para a linhagem feminina, são comumente chamados de Adão cromossômico Y e Eva mitocondrial, respectivamente. Os humanos anatomicamente modernos surgiram na África há aproximadamente 300.000 anos. O ancestral comum mais recente matrilinear viveu há cerca de 155.000 anos, enquanto o ancestral comum mais recente patrilinear viveu há cerca de 200.000 a 300.000 anos. Eles não se ramificam de um único casal na mesma época, embora os nomes tenham sido emprestados do Tanakh.

ARTE E LITERATURA

O Paraíso Perdido, de John Milton , um famoso poema épico do século XVII escrito em versos brancos, explora e elabora a história de Adão e Eva em grande detalhe. Ao contrário do Adão bíblico, o Adão de Milton tem um vislumbre do futuro da humanidade, através do arcanjo Miguel, antes de ter que deixar o Paraíso.

Mark Twain escreveu diários humorísticos e satíricos para Adão e Eva em " O Diário de Eva" (1906) e A Vida Privada de Adão e Eva (1931), publicado postumamente.

A história de CL Moore de 1940, Fruto do Conhecimento, é uma recontagem da Queda do Homem como um triângulo amoroso entre Lilith , Adão e Eva – com o fato de Eva comer o fruto proibido sendo, nesta versão, o resultado de manipulações equivocadas da ciumenta Lilith, que esperava fazer com que sua rival fosse desacreditada e destruída por Deus e, assim, recuperar o amor de Adão.

No musical de Stephen Schwartz , Filhos do Éden, de 1991 , "Pai" (Deus) cria Adão e Eva ao mesmo tempo e os considera seus filhos. Eles até o ajudam a dar nome aos animais. Quando Eva é tentada pela serpente e come o fruto proibido, o Pai faz Adão escolher entre Ele e o Éden, ou Eva. Adão escolhe Eva e come o fruto, fazendo com que o Pai os bana para o deserto e destrua a Árvore do Conhecimento, da qual Adão esculpe um cajado. Eva dá à luz Caim e Abel, e Adão proíbe seus filhos de irem além da cachoeira na esperança de que o Pai os perdoe e os traga de volta ao Éden. Quando Caim e Abel crescem, Caim quebra sua promessa e vai além da cachoeira, encontrando as pedras gigantes feitas por outros humanos, que ele leva a família para ver, e Adão revela sua descoberta do passado: durante a infância, ele descobriu esses humanos, mas manteve isso em segredo. Ele tenta proibir Caim de procurá-los, o que faz com que Caim fique furioso e tente atacar Adão, mas em vez disso volta sua raiva para Abel quando ele tenta detê-lo e o mata. Mais tarde, quando uma Eva idosa tenta falar com o Pai, ela conta como Adão procurou continuamente por Caim e, depois de muitos anos, ele morre e é enterrado sob a cachoeira. Eva também deu à luz Sete, que expandiu as gerações dela e de Adão. Finalmente, o Pai fala com ela para trazê-la para casa. Antes de morrer, ela dá suas bênçãos a todas as suas gerações futuras e passa o cajado de Adão para Sete. O Pai abraça Eva e ela também se reúne com Adão e Abel. Elencos menores geralmente têm os atores escalados como Adão e Eva dublês como Noé e Mamãe Noé.

No romance "O Progresso de Blake", de Ray Nelson, o poeta William Blake e sua esposa Kate viajam para o fim dos tempos, onde o demoníaco Urizen lhes oferece sua própria reinterpretação da história bíblica: "Nesta pintura, vemos Adão e Eva ouvindo a sabedoria de sua boa amiga e conselheira, a serpente. Pode-se até dizer que ele foi o Salvador deles. Ele lhes deu liberdade e teria lhes dado a vida eterna se tivesse tido permissão para isso".

John William "Tio Jack" Dey pintou Adão e Eva Deixam o Éden (1973), usando listras e toques de cores puras para evocar os arredores exuberantes do Éden.

No romance de ficção científica Perelandra, de C.S. Lewis , de 1943, a história de Adão e Eva é reencenada no planeta Vênus, mas com um final diferente. Um casal de pele verde, destinado a ser o ancestral da humanidade venusiana, vive em completa inocência em maravilhosas ilhas flutuantes que são o Éden venusiano; um cientista da Terra possuído por demônios chega em uma nave espacial, representando o papel da cobra e tentando seduzir a Eva venusiana a desobedecer a Deus; mas o protagonista, o estudioso de Cambridge Ransom, consegue frustrá-lo, para que a humanidade venusiana tenha um futuro glorioso, livre do pecado original.

FONTES: Myth in this case not meaning a false story, but rather a traditional story which embodies a belief regarding some fact or phenomenon of experience, and in which often the forces of nature and of the soul are personified; a sacred narrative regarding a god, a hero, the origin of the world or of a people, etc.

 See John Van Seters, Prologue to History: The Yahwist as Historian in Genesis Archived 2022-11-02 at the Wayback Machine (1992), pp.80, 155–156.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

TRANSFORMANTE/MORFO (ANTI-HERÓI DA MARVEL COMICS)

Arte de Keith Pollard para o livro Official Handbook of the Marvel Universe Master Edition #28
(Janeiro de 1993).

  • NOME COMPLETO: Kevin Sidney
  • NASCIMENTO: DESCONHECIDO
  • CODINOMES: Professor X, Elvis Presley, Changeling (Transformante), Morph (Morfo), Número 2
  • ALTURA: 5′11″ (1.8 m)
  • PESO: 180 lbs (81.65 kg)
  • CABELO: Preto, Variável
  • OLHOS: Castanhos, Variáveis
  • ESPÉCIE: Mutante Masculino Heterossexual
  • FAMÍLIA: DESCONHECIDA
  • OCUPAÇÃO: Aventureiro; ex-professor substituto, subversivo
  • AFILIAÇÃO:  X-Men, X-Humed, Factor Three
  • STATUS: Americano, Morto, Solteiro
  • CRIADOR(ES): Roy Thomas e Werner Roth
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: 
    • Como Changeling:
    • The X-Men #35 (agosto de 1967)
    • Como Morph: X-Men: The Animated Series, "Night of the Sentinels (Parte 1)" (outubro de 1992)
    • Primeira aparição em quadrinhos:
    • X-Men Adventures #1 (novembro de 1992)
    • Primeira aparição – novo visual:
    • X-Men Alpha (fevereiro de 1995)
Kevin Sydney é um personagem fictício que aparece nas histórias em quadrinhos americanas publicadas pela Marvel Comics . Criado pelo escritor Roy Thomas e pelo artista Werner Roth , o personagem apareceu pela primeira vez em The X-Men #35 (agosto de 1967).

Sydney apareceu pela primeira vez como Changeling, um metamorfo mutante. Ele foi um adversário de curta duração para os X-Men que posteriormente se juntou ao Professor X e morreu logo depois, tornando-o o primeiro membro dos X-Men a morrer em ação. O personagem foi adaptado como Morph na década de 1990 para X-Men: The Animated Series . Uma versão de realidade alternativa do personagem sob o codinome Morph reapareceu nos quadrinhos como parte dos Exilados em 2001.

CURIOSIDADES

  1. Changeling foi enterrado na forma do Professor X, completo com o traje marrom de Charles. Quando ele foi reanimado para se tornar um membro do Black Talon's Exhumed, ele de repente estava usando um uniforme dos X-Men combinando com seus companheiros de equipe. Dado que ele foi capaz de mudar de forma suas roupas para aquelas combinando com as de Elvis Presley enquanto um membro desta equipe, é provável que tanto as roupas do Professor quanto o uniforme dos X-Men fossem o resultado da habilidade de Changeling.
  2. Merlyn certa vez usou magia para enganar Excalibur , fazendo-a pensar que o fantasma do Changeling os estava assombrando, embora isso não fosse verdade.
  3. O nome "Kevin Sidney" foi dado para o Changeling no Book of the Dead de 2004 , e mais tarde foi redigido no Official Handbook of the Marvel Universe A to Z #2 . Uma explicação lógica para a diferença na grafia seria que o Changeling 616 só foi informado de seu nome, e nunca o viu impresso.
  4. Embora o Changeling parecesse destinado à obscuridade por muitos anos, ele foi revivido em continuidades alternativas como Morph , primeiro na série animada dos X-Men , depois na Era do Apocalipse e Exílios.
Transformante na Arte de Bill Reinhold para a revista Official Handbook of the Marvel Universe A to Z #2
(Abril de 2008).
PODERES E HABILIDADES

  • Metamorfo;
  • Memória fotográfica;
  • Telepatia;
  • Rajadas Psiônicas;
  • Telecinese;
  • Atuação;
  • Conhecimento Criminal.

CARACTERIZAÇÃO

HISTÓRIA DE ORIGEM

Pouco se sabe sobre o mutante Changeling antes de ele vir trabalhar para a organização vilã Factor Three e ser o segundo em comando sob o "Mutant Master". Depois de descobrir que Sean Cassidy havia se envolvido em atividades criminosas, graças à tecnologia do Mutant Master, Changeling contatou Cassidy, a quem a tecnologia do Factor Three também havia identificado como um mutante super-humano poderoso, e o convidou para se juntar à organização. Cassidy ficou chocado ao saber dos objetivos do Factor Three e recusou terminantemente. No entanto, o Changeling e o Mutant Master concordaram que os poderes e o conhecimento de Cassidy sobre o funcionamento das agências de aplicação da lei eram valiosos demais para o Factor Three perder e então eles enviaram seus agentes para capturar Cassidy.

O Fator Três colocou uma faixa contendo explosivos ao redor da cabeça de Cassidy, forçando-os a seu serviço. Enquanto estava em Nova York em uma missão para o Fator Três, Cassidy, agora chamado de Banshee , entrou em conflito com os X-Men originais , que capturaram ele e o Ogro. O líder dos X-Men, Professor Charles Xavier , usou um "raio mental" psiônico na faixa da Banshee, o que impediu o mecanismo de detonação de funcionar para que a Banshee pudesse removê-lo. Uma vez livre da faixa, a Banshee contou aos X-Men tudo o que sabia sobre o Fator Três. Após a derrota desse grupo, Changeling traiu o Mestre Mutante, ao saber que ele era realmente um alienígena com a intenção de exterminar todos.

Não muito depois, Changeling veio ao Professor Xavier para revelar que estava morrendo de câncer e tinha apenas alguns meses de vida. Desconhecido por todos os X-Men, exceto Marvel Girl , o Professor Xavier foi para o subsolo para se preparar para a invasão do alienígena Z'nox e fez o Changeling se passar por ele em sua ausência, depois de lhe dar uma parte de seu poder telepático .

O Changeling, disfarçado de Professor X, foi morto em batalha contra Grotesk. Apenas Marvel Girl sabia de sua farsa e ela jurou não revelar a verdade aos seus companheiros de equipe. Changeling foi enterrado pelos X-Men, ainda usando a forma do Professor Xavier. Foi somente na luta contra os Z'nox que os X-Men descobriram que não tinha sido o Professor que havia morrido, mas sim o Changeling.

HISTÓRIA DE CRIAÇÃO E PUBLICAÇÃO

A primeira série de aparições ocorreu em 1967-1968, quando ele apareceu em The X-Men #37-42 como Changeling. Embora tenha morrido no final desta série, ele foi visto como um fantasma em Excalibur : The Possession (1991) e retornou como um zumbi em The Sensational She-Hulk #34-35 (1991-1992).

O personagem foi mais tarde reintroduzido como um personagem cômico descontraído para X-Men: The Animated Series . De acordo com o livro de bastidores do showrunner Eric Lewald, Previously on X-Men: The Making of an Animated Series, os criadores (incluindo o escritor Mark Edward Edens) pretendiam que Thunderbird fosse o sacrifício inicial da série, mas ficaram desconfortáveis com a ideia de matar um personagem nativo americano. Escaneando os livros X em busca de um substituto, o personagem Changeling foi encontrado e reaproveitado para a série. O codinome de Sydney foi alterado para Morph porque a DC Comics possuía a marca registrada de "Changeling" (Beast Boy/Mutano) quando a série estreou.

A primeira aparição de Morph em quadrinhos foi em X-Men Adventures #1 de 1992, que adaptou o piloto de TV "Night of the Sentinels". Então, em 1995, inspirado pelo personagem da série animada, um novo Morph foi apresentado no evento crossover "Age of Apocalypse", estreando no quadrinho one-shot X-Men Alpha . O personagem passou por uma mudança drástica na aparência para este evento, aparecendo com a pele branca e sem pelos. Então, em 2001, a Marvel introduziu uma versão de realidade alternativa deste Morph, da Terra-1081 . Ele apareceu pela primeira vez em Exiles #1.

ADAPTAÇÕES

VARIANTES

domingo, 16 de fevereiro de 2025

DOC SAVAGE (PERSONAGEM LITERÁRIO PULP)

Doc Savage. Arte de Bruce Timm.


  • NOME COMPLETO: Clark Savage, Jr.
  • NASCIMENTO: 7/12 de novembro de 1901; Ilha Andros, Bahamas
  • CODINOMES: O Homem de Bronze
  • CABELO: Castanho-avermelhado
  • OLHOS: Castanhos-dourados
  • FAMÍLIA: Clark Savage, Sr. (Pai), Mãe Desconhecida, Patricia Savage (prima)
  • OCUPAÇÃO: médico, cientista, aventureiro, detetive, inventor, explorador, pesquisador, músico
  • AFILIAÇÃO: Cinco Fabulosos
  • STATUS: Estadunidense, Ativo
  • CRIADOR(ES): Henry W. Ralston, John L. Nanovic e Lester Dent
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: Doc Savage Magazine #1 (Março de 1933)

Doc Savage é um personagem fictício do tipo herói homem competente , que apareceu pela primeira vez em revistas pulp americanas durante as décadas de 1930 e 1940. Nome verdadeiro Clark Savage Jr. , ele é um cientista polímata , explorador , detetive e guerreiro que "corrige erros e pune malfeitores". Ele foi criado pelo editor Henry W. Ralston e pelo editor John L. Nanovic na Street & Smith Publications , com material adicional contribuído pelo escritor principal da série, Lester Dent . As histórias de Doc Savage foram publicadas sob o nome de Kenneth Robeson . As ilustrações foram de Walter Baumhofer , Paul Orban , Emery Clarke , Modest Stein e Robert G. Harris.

O personagem de aventura heróica continuaria a aparecer em outras mídias, incluindo rádio, cinema e histórias em quadrinhos, com suas aventuras reimpressas para o público moderno em uma série de livros de bolso , que venderam mais de 20 milhões de cópias em 1979. No século 21, Doc Savage permaneceu um ícone nostálgico nos EUA, referenciado em romances e cultura popular . O editor de longa data da Marvel Comics, Stan Lee, creditou Doc Savage como o precursor dos super-heróis modernos . 

HISTÓRIA DE ORIGEM

O nome completo de Doc Savage é Clark Savage Jr., e filho do cientista e aventureiro Clark Savage Sr. Ao contrário de muitos outros heróis pulp, como The Shadow , Clark Savage não tinha poderes especiais, mas foi treinado física e mentalmente desde o nascimento por seu pai e uma equipe de cientistas para se tornar o espécime humano perfeito. Ele, portanto, possui capacidades humanas de pico, bem como um intelecto de nível genial.

Sob a orientação de seu pai, ele ganhou maestria em vários campos. Seu treinamento original era como cirurgião, mas ele era igualmente habilidoso em química, eletricidade, engenharia, arqueologia e muitos outros. É frequentemente mencionado nas aventuras que Doc Savage passava duas horas todos os dias trabalhando em sua mente e corpo para melhorar ainda mais suas capacidades. Isso ia além de apenas testes físicos de força, mas também exercícios mentais em matemática, identificando certos odores e testando sua audição.

Seu pai é assassinado durante a preparação para a primeira aventura, O Homem de Bronze.

Durante suas várias missões, Doc passou a contar com um grupo de cinco pessoas que são carinhosamente chamadas de 'os cinco fabulosos'. Eles eram especialistas em seus campos: Andrew Blodgett "Monk" Mayfair (química), Theodore "Ham" Marley Brooks (direito), John "Renny" Renwick (engenharia civil), Thomas "Long Tom" Roberts (engenharia elétrica) e William Harper "Johnny" Littlejohn (arqueologia). Juntos, eles lutaram com Doc na Primeira Guerra Mundial.

Ele montou uma base no 86º andar de um arranha-céu mundialmente famoso de Nova York (implícito, mas nunca declarado abertamente como o Empire State Building ). Por razões de segurança, ele instalou um elevador privado de alta velocidade que sozinho pode chegar ao seu escritório. Doc possui uma frota de carros, caminhões, aeronaves e barcos que ele armazena em um hangar secreto no Rio Hudson, sob o nome de The Hidalgo Trading Company, que é ligado ao seu escritório por um sistema de tubo pneumático apelidado de "pulgas". Ele às vezes se retira para sua Fortaleza da Solidão no Ártico — que é anterior à Fortaleza da Solidão semelhante do Superman com o mesmo nome.

Nas primeiras histórias, os criminosos capturados por Doc recebiam "uma delicada operação cerebral" para remover suas tendências criminosas. Os criminosos retornavam à sociedade totalmente produtivos e inconscientes de seu passado criminoso. Não foi revelado por que ele mais tarde desistiu dessa prática.

Revista Doc Savage, março de 1933, "O Homem de Bronze", ilustrado por Walter M. Baumhofer.

PODERES E HABILIDADES

  • Intelecto de nível genial;
  • Condicionamento físico e mental máximo;
  • Cientista habilidoso, cirurgião, inventor, detetive, atleta e artista marcial;
  • Memória fotográfica;
  • Mestre do disfarce;
  • Uso de Equipamentos (óculos de visão noturna , armas eletromagnéticas e armas automáticas portáteis chamadas "disparadores rápidos").
CARACTERIZAÇÃO

Aparência: Doc Savage é descrito como um gigante de bronze com olhos salpicados de ouro e cabelos um pouco mais escuros em tom de bronze do que sua pele. Dent frequentemente se referia a Doc Savage usando metáforas como "metálico" e "estátua de bronze", especialmente nas aventuras pré-Segunda Guerra Mundial. No primeiro romance, THE MAN OF BRONZE, a altura de Doc é de exatamente 6 pés. Seis anos depois, em HEX, ele cresceu mais oito polegadas.

Personalidade: Como resultado provável de sua criação incomum, Doc Savage tem um relacionamento um tanto incomum com aqueles ao seu redor. Por exemplo, ele é conhecido por ser baixo e pouco comunicativo até mesmo com seus amigos mais próximos. Também durante a maior parte de sua infância ele não teve contato com o sexo feminino, então na maioria dos casos em que ele as encontra ele parece indiferente ou mesmo inconsciente de sua atração por ele. Enquanto em aparições posteriores Savage mantém uma regra estrita contra tirar vidas humanas, suas primeiras aparições são marcadas por remorsos e assassinatos sem hesitação. Por exemplo, em The Land of Terror, ele quebra o pescoço de um homem, atira em um homem na cabeça e corta a mão de outro, fazendo-o sangrar até a morte. Ele é visto como um homem muito modesto, recusando-se a empregar suas habilidades para lucro ou fama, e até mesmo voluntariamente dá crédito por suas próprias realizações. Durante momentos de extrema concentração, ele inconscientemente emite um som de trinado fraco.

HISTÓRIA DE CRIAÇÃO E PUBLICAÇÃO

Dent descreveu o herói como uma mistura das habilidades dedutivas de Sherlock Holmes , das excelentes habilidades físicas de Tarzan , da educação científica de Craig Kennedy e da bondade de Abraham Lincoln . Ele também descreveu Doc Savage como manifestando " Cristianismo ". O caráter e a visão de mundo de Doc são exibidos em seu juramento, que é o seguinte:

“Que eu me esforce a cada momento da minha vida para me tornar cada vez melhor, com o melhor da minha capacidade, para que todos possam lucrar com isso. Que eu pense no que é certo e empreste toda a minha assistência àqueles que precisam, sem consideração por nada além da justiça. Que eu aceite o que vier com um sorriso, sem perda de coragem. Que eu seja atencioso com meu país, com meus concidadãos e meus associados em tudo o que eu disser e fizer. Que eu faça o certo com todos, e não faça mal a ninguém.”

— "How I Met Doc Savage" . MicahWright.com . Arquivado do original em 6 de maio de 2007 . Recuperado em 22 de maio de 2007.

A revista Doc Savage foi impressa pela Street & Smith de março de 1933 até o verão de 1949 para capitalizar o sucesso da revista The Shadow e seguida pela Avenger original em setembro de 1939. No total, 181 edições foram publicadas em várias entradas e títulos alternativos.

Doc Savage se tornou conhecido por leitores mais contemporâneos quando a Bantam Books começou a reimprimir os romances de revista individuais em 1964, desta vez com capas do artista James Bama que apresentavam um Doc Savage de cabelos e pele bronzeados com um pico de viúva exagerado , geralmente vestindo uma camisa cáqui rasgada e sob a assinatura "Kenneth Robeson". As histórias não foram reimpressas em ordem cronológica como publicadas originalmente, embora tenham começado com a primeira aventura, The Man of Bronze . Em 1967, a Bantam estava publicando uma vez por mês até 1990, quando todas as 181 histórias originais (mais um romance não publicado, The Red Spider) haviam terminado. O autor Will Murray produziu mais sete romances Doc Savage para a Bantam Books a partir dos esboços originais de Lester Dent. Bantam também publicou um romance de Philip José Farmer , Escape From Loki (1991), que contava a história de como na Primeira Guerra Mundial Doc conheceu os homens que se tornariam seus cinco camaradas.

Clark Savage Jr. apareceu pela primeira vez em março de 1933 na primeira edição da Doc Savage Magazine . Devido ao sucesso do Shadow, que tinha sua própria revista pulp, os editores Street & Smith rapidamente lançaram este título pulp. Ao contrário do Shadow, Clark Savage, "Doc" para seus amigos, não tinha poderes especiais, mas foi criado desde o nascimento por seu pai e outros cientistas para se tornar um dos seres humanos mais perfeitos em termos de força, inteligência e habilidades físicas.

Doc Savage estabeleceu sua base no 86º andar de um arranha-céu mundialmente famoso em Nova York (implícito, mas nunca declarado abertamente, como o Empire State Building ; Phillip José Farmer, em seu Doc Savage: His Apocalyptic Life , dá boas evidências de que esse é provavelmente o caso). Doc Savage luta contra o mal com a assistência dos "Fabulous Five".

ADAPTAÇÕES

Doc Savage apareceu em histórias em quadrinhos e em um filme, no rádio e como personagem em inúmeras outras obras, e continua a inspirar autores e artistas no reino da aventura fantástica.

A Doc Savage Magazine foi criada pelo executivo da Street & Smith Publications, Henry Ralston, e pelo editor John Nanovic para capitalizar o sucesso do personagem pulp da Street e Smith, The Shadow . Ralston e Nanovic escreveram uma premissa curta estabelecendo os contornos gerais do personagem que eles imaginaram, mas Doc Savage só foi totalmente realizado pelo autor escolhido para escrever a série, Lester Dent . Dent escreveu a maioria dos 181 romances originais, escondidos atrás do "nome da casa" de Kenneth Robeson.

Um biógrafo de Lester Dent levanta a hipótese de que uma inspiração para Doc Savage pode ter sido o oficial militar e autor americano Richard Henry Savage , que escreveu mais de 40 livros de histórias de aventura e mistério e viveu uma vida ousada e arrojada.

Capa da Revista Doc Savage #1 (10 de Outubro de 1972), com Arte de John Buscema.



O personagem apareceu pela primeira vez na tela em um filme de 1975, Doc Savage: O Homem de Bronze .

Foi anunciado em 30 de maio de 2016 que Dwayne "The Rock" Johnson interpretaria Clark "Doc" Savage, anunciado como o "Primeiro Super-herói do Mundo", e o filme seria dirigido por Shane Black com um roteiro de Anthony Bagarozzi e Chuck Mondry. Em 2020, o conceito foi alterado de um filme para um programa de televisão.




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