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quarta-feira, 1 de julho de 2026

VAMPETA (FUTEBOLISTA BRASILEIRO)

Vampeta jogando pela Seleção Brasileira em 09 de outubro de 1999.
  • NOME COMPLETO: Marcos André Batista Santos
  • NASCIMENTO: 13 de março de 1974; Nazaré, Bahia, Brasil
  • APELIDOS: Vampeta, Vamp, Velho Vamp, Deco
  • FAMÍLIA: Roberta Soares (ex-esposa), São Jorge Batista (Filho), Giovanna Santos (Filha), Gabriela Santos (Filha)
  • POSIÇÃO: volante
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1993–2011
  • ALTURA: 1,82 m
  • PÉ: destro
  • TORCEDOR: E.C. Vitória
Marcos Batista Santos (1974—), mais conhecido como Vampeta, é um comentarista esportivo, dirigente e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Também chegou a trabalhar como treinador.

Seu apelido surgiu nos tempos em que jogava pelo Vitória, seu clube formador. O jogador não possuía seus dentes frontais e era muito arteiro dentro do alojamento, fazendo com que seus companheiros de time Cesinha e Zé Elialdo fizessem a junção dos nomes "(vam)piro" e "ca(peta)".

BIOGRAFIA

Ao lado de Dida Paredão, Roberto Cavalo, Paulo Isidoro, Alex Alves e outros nomes da geração de ouro da base do Vitória, Vampeta foi vice-campeão do Brasileirão de 1993, diante do Palmeiras, no seu primeiro ano como profissional. Em 1994, o jogador se destaca em uma sequência de partidas. Na época, os observadores do PSV buscavam um atacante pela megalópole Rio-SP, mas as negociações acabaram não indo adiante devido ao alto valor das pedidas.

Após ter grande desempenho em um Ba-Vi, quando marcou em uma goleada por 4–0, os observadores fecharam negócio com a promessa Vampeta, que se tornou o primeiro atleta do futebol brasileiro a ir para a Europa negociado diretamente com um clube de fora do eixo Rio-SP-Sul-Minas.

PSV Eindhoven: Em 1 de julho de 1994, Vampeta oficialmente assinou com o gigante holandês, em uma época que as vagas para estrangeiros eram extremamente limitadas por temporada, tendo sido colega do recém campeão do mundo, Ronaldo. Vampeta chegou para ocupar a vaga deixada por Romário (a busca inicial dos holandeses era por outro atacante).

De 250 URVs (equivalente a pouco mais de dois salários mínimos), Vampeta chegou aos Países Baixos com salário equivalente a oito mil dólares em florins neerlandeses, além de um apartamento e um carro bancado pelo clube.

Vampeta cumpriu seu contrato com o PSV firmado até o fim da temporada 1997–98. Após empréstimos para VVV-Venlo e Fluminense, retornou ao clube de Eindhoven para ser campeão da Eredivisie na temporada 1996–97 e vencer o prêmio de melhor volante da competição.

Corinthians: Negociado com o Corinthians em 1998, Vampeta viveria seu auge no clube paulista, ganhando o status de ídolo logo nessa primeira passagem. Em 1998 e 1999, o Banco Excel montou um super time de estrelas. Ao lado de nomes como Marcelinho Carioca, Freddy Rincón e Ricardinho, o jogador conquistou diversos títulos com o Timão: foi campeão do Campeonato Brasileiro de 1998 e 1999, do Campeonato Paulista de 1999 e do Mundial de 2000, além de vice-campeão paulista de 1998. Vampeta declarou que, logo no primeiro contato com Vanderlei Luxemburgo, o treinador não deixou claro se o seu uso seria como volante ou lateral-direito, função que exercia no PSV.

Com brilhantes atuações no Corinthians, Vampeta somou suas primeiras convocações pela Seleção Brasileira em 1999, sendo campeão da Copa América e vice-campeão da Copa das Confederações. Especulado no futebol europeu, o jogador recusou um aumento salarial em fevereiro de 2000, com o intuito de se transferir no meio do ano.

Internazionale e PSG: Em julho de 2000, Vampeta retornou a Europa para cinco meses atuando na Internazionale de Milão, um período que descreveu como não bom tecnicamente de forma individual. Ainda assim, o jogador teve uma boa estreia e marcou um gol de trivela numa derrota por 4–3 contra a Lazio, em jogo válido pela Supercopa da Itália. Em janeiro, Vamp já estava em Paris, para atuar pelo Paris Saint-Germain, onde encerrou a temporada 2000–01 por meio de um empréstimo.

C.R. Flamengo: Em 2001, Vampeta já estava de volta ao futebol brasileiro, no Flamengo, em uma troca com Reinaldo ao PSG. O negócio ainda envolvia a ida de Adriano, o futuro Imperador, para a Inter de Milão, além de US$ 5 milhões, fato relembrado com bom humor pelos três envolvidos.

O momento financeiro do Flamengo era um dos piores. Após cobranças por um melhor desempenho, o volante disse uma frase que ficou marcada: "Eles fingem que me pagam, e eu finjo que jogo."

Em apenas 16 jogos oficiais, Vampeta marcou um gol, em partida contra o Gama, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 2001 (seu gol empatou a partida, mas o time candango venceu por 2–1). Cita como usava parte de seus ganhos da Europa a ajudar os funcionários e atletas mais jovens do elenco, não tendo chegado a receber um salário sequer do Flamengo.

Em dezembro de 2012, quando Eduardo Bandeira de Mello assumiu a presidência do Flamengo, o dirigente afirmou que o clube não seria igual ao do tempo citado por Vampeta.

Retorno ao Corinthians: Em 2002, de volta ao time em que se consagrou, Vampeta terminou o ano com dois títulos, o Torneio Rio-São Paulo e a Copa do Brasil. O Brasileirão formaria a tríplice coroa, mas o Santos foi o vencedor com a geração dos Meninos da Vila. O Corinthians tinha o plantel comandado por Carlos Alberto Parreira.

No meio da temporada, o jogador voltou da Copa do Mundo de 2002 com o penta da Seleção Brasileira. Reserva de Gilberto Silva durante toda a competição, Vampeta só atuou na vitória por 2–1 contra a Turquia, saindo do banco de reservas e entrando no lugar de Juninho Paulista.

Em 2003, fez parte venceu mais um Campeonato Paulista pelo Corinthians, sendo um dos destaques do elenco. Porém, uma lesão grave na estreia do Campeonato Brasileiro o fez ficar longe dos gramados por oito meses. Naquele ano, o time comandado por Geninho foi eliminado da Libertadores nas oitavas de final, para o River Plate, e teve um desempenho fraco no Brasileirão, terminando na 15ª posição.

O treinador Juninho Fonseca, sucessor de Geninho, teria prometido que Vampeta jogaria boas sequências no retorno de sua lesão. A promessa não foi cumprida, o que gerou desentendimento entre o treinador e o volante, causando uma saída da Fazendinha de modo bastante agitado.

Retorno ao Vitória: Após o Paulista, Vampeta retornou ao clube que o revelou, o Vitória, em 2004, junto ao seu amigo Edílson Capetinha, vencendo o Campeonato Baiano. Ainda em 2004, Vampeta embarcava para o Kuwait.

Chegada no mundo árabe: Com um ano completo atuando na Ásia, atuando pelo Kuwait SC, Vampeta foi campeão do Torneio Al-Khurafi. Curiosamente, o jogador usou a escrita M.Vampeta em sua camisa; a abreviação do seu nome de batismo (Marcos) não foi comum ao longo da sua carreira.

Brasiliense: Vampeta retornou ao futebol brasileiro em 2005, sendo anunciado pelo Brasiliense no dia 26 de abril, onde reencontrou Marcelinho Carioca. A equipe de Brasília disputava pela primeira vez a Série A do Campeonato Brasileiro, e apesar de ter feito alguns bons jogos, acabou sendo rebaixada.

Goiás E.C.: Em 2006, Vampeta foi contratado pelo Goiás para a disputa da Copa Libertadores da América. A equipe, que terminou em primeiro lugar no grupo, acabou sendo eliminada da competição sul-americana nas oitavas de final. Apesar de ter atuado pouco naquele ano, Vampeta sagrou-se campeão do Campeonato Goiano.

Terceira e última passagem no Corinthians: Chegou no Corinthians para a temporada 2007, após alguns meses da sua saída do Goiás, Vampeta fez uma intertemporada para recuperar o condicionamento físico e atuar pelo Campeonato Brasileiro. Relacionado pelo técnico Paulo César Carpegiani, estreou no dia 4 de agosto, justamente contra o seu ex-clube, o Goiás, na 17ª rodada, em que o Corinthians venceu por 1–0, com Vampeta iniciando a jogada do gol da partida com um passe de três dedos. Com 19 jogos realizados, o ídolo da Fiel fez parte do elenco que foi rebaixado para a Série B, o que decretou um brusco ponto final na parceria entre Corinthians e MSI. Vampeta não permaneceu para a disputa da temporada 2008 e deixou o clube pensando no seu fim de carreira.

Final de carreira: Vampeta foi anunciado no início de 2008 como um dos maiores reforços da história do Juventus, chegando para atuar no Campeonato Paulista daquele ano. O volante teve grande atuação no dia 24 de janeiro, sendo titular na vitória por 3–1 contra o Santos, no Estádio Bruno José Daniel. Terminada a campanha, o jogador oficialmente anunciou o fim da sua carreira, aos 34 anos de idade.

De forma surpreendente, em 2011, em uma jogada de marketing, o Grêmio Osasco anunciou a contratação de Vampeta para seus últimos dias como atleta profissional, no Campeonato Paulista A3. Jogando poucos minutos de um segundo tempo, Vamp anunciou sua aposentadoria e que daquele dia em diante estaria se dedicando como diretor do clube.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Vampeta foi convocado pela Seleção Brasileira pela primeira vez em 1998, sendo no ano seguinte campeão da Copa América e vice da Copa das Confederações.

O jogador vestiu a camisa da Amarelinha em 42 jogos, marcando dois gols, ambos na vitória por 3–1 contra a Argentina, no Morumbi, em 26 de julho de 2000, pelo primeiro turno das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. No primeiro gol (2–0), Vampeta, em rebote de um chute de fora da área de Alex, surgiu como um elemento surpresa na ponta-direita para marcar; já no segundo (3–1), Ronaldinho Gaúcho viu o volante entrando na grande área e serviu Vampeta entre os marcadores argentinos, que marcou de bico. Era uma fase em que o jogador tinha como forte as arrancadas.

Vampeta manteve o bom futebol em 2001, atuando pelo PSG, e foi chamado por Emerson Leão para a Copa das Confederações. O Brasil, no entanto, decepcionou em solo asiático e foi eliminado na semifinal para a França. Daquela controversa lista de convocação, o volante foi um dos quatro que seriam selecionados para a Copa de 2002, ao lado de Dida Paredão, Xerife Lúcio e Edmílson Gomes.

No ano seguinte, mesmo com a troca no comando da Seleção — Leão foi demitido e deu lugar a Felipão —, Vampeta foi convocado para a Copa do Mundo FIFA de 2002. Vestindo a camisa 18, atuou na estreia diante da Turquia, no Munsu Cup Stadium. O jogador entrou em campo aos 72 minutos, substituindo o meia Juninho Paulista, e viu Rivaldo balançar as redes e fechar o placar 15 minutos depois: triunfo brasileiro por 2–1. Por conta das boas atuações de Gilberto Silva e Kléberson, Vampeta amargou o banco de reservas e não foi mais utilizado por Felipão no Mundial conquistado pelo Brasil.

No tradicional encontro com o Presidente da República para entrega de medalha de honra ao mérito, Vampeta proporcionou uma cena icônica, quebrando totalmente o protocolo: sem o uniforme de viagem da CBF, usando uma camisa do Corinthians e um tanto alcoolizado, após receber a honraria presidencial de Fernando Henrique Cardoso, celebrou dando uma sequência de cambalhotas na rampa do Planalto; no retorno à parte superior, veio correndo, dando um pulo com soco no ar. Vampeta declarou que foi uma homenagem a Nilson Locatelli, o louco, torcedor que cumprimentava os jogadores dando cambalhotas.

Outro causo foi a foto da final contra a Alemanha. Segundo informou, apenas os 11 titulares iriam aparecer, mas Vampeta incentivou os demais reservas a se juntarem para o retrato, de modo que a imagem oficial do confronto conta com todos os 23 convocados.

CARREIRA COMO TREINADOR E DIRIGENTE

Em fevereiro de 2010, assumiu o comando do Nacional; posteriormente, treinou o Grêmio Osasco, clube pelo qual iniciou sua profissão de dirigente.

Com a compra do antigo Pão de Açúcar Esporte Clube pelo grupo liderado por Mario Teixeira, dono do então Grêmio Osasco, Vampeta foi promovido ao cargo de presidente do novo clube, função de dois mandatos, seguindo atualmente como presidente do conselho deliberativo do Grêmio Osasco Audax.

COMENTARISTA ESPORTIVO

Durante a Copa do Mundo FIFA de 2010, Vampeta trabalhou como comentarista esportivo pela primeira vez no programa Band Mania, que tinha a função de encerrar as noites de jogos.

Também fez parte do programa Mesa Redonda, pela TV Gazeta. Atualmente trabalha para a Jovem Pan Esportes, fazendo parte do time titular de comentaristas desde 2015. No dia 31 de janeiro de 2022, a Jovem Pan criou o programa Reis da Resenha, apresentado por Thiago Asmar e Vampeta, que conversam com personalidades do mundo do futebol.

Em 5 de fevereiro de 2026, assinou com o SBT para compor o elenco do Galvão Esporte Clube, esportivo apresentado por Galvão Bueno na emissora.

VIDA PESSOAL E OUTROS TRABALHOS


Em 1999, o jogador aceitou um convite e posou nu para a edição de janeiro da revista gay G Magazine. O volante, que vivia o auge da sua carreira e estava atuando no Corinthians, aceitou posar para ajudar a restaurar o Cinema Rio Branco. Vampeta foi o primeiro jogador de futebol a posar nu, e a foto foi a primeira ereção mostrada na revista. Ela quebrou um tabu dentro do futebol, pois a presença de homossexuais começou a ser discutida dentro dos times. Seu ensaio é usado em um tipo de cancelamento virtual conhecido como "Vampetaço".

Em sua cidade natal, Nazaré das Farinhas, Vampeta reformou e mantém com seus fundos um cinema municipal, fundado em 1923, para o entretenimento de seus conterrâneos. A gestão é feita por duas de suas tias, Elizabeth e Edna. O local já recebeu ofertas de compra pela Igreja Universal, recusadas por Vamp e família. A reinauguração, em 2000, contou com Ronaldo no momento do corte da fita.

Conhecido por seu jeito provocador, ajudou a popularizar, ainda no início dos anos 2000, o termo "bambi" como apelido pejorativo aos torcedores do São Paulo. Porém, reitera que não foi o criador da "brincadeira".

Após o título mundial com a Seleção Brasileira em 2002, o campeão do mundo recebeu a Medalha Ordem do Mérito da Bahia, no grau de comendador.

Em 2009, Vampeta foi parodiado pelo desenho animado da MTV Brasil, Fudêncio e Seus Amigos, no episódio denominado "Crepúsculo", em que o jogador assume a forma de vampiro após as partidas. O desenho foi ao ar pela primeira vez na noite de 3 de agosto.

No ano seguinte, filiado ao PTB, Vampeta concorreu ao mandato de deputado federal pelo estado de São Paulo. No entanto, recebeu 14 921 votos e não se elegeu, ficando apenas com o 184.º lugar. Ele afirmou votar de acordo com suas análises, independentemente de ser um candidato de direita ou esquerda.

Em dezembro de 2012, com a ajuda do jornalista Celso Unzelte, o ex-jogador lançou o livro biográfico Vampeta: memórias do velho Vamp: sem cortes (ed. LeYa).

Polêmicas: No ano de 2005, Vampeta chegou a ser preso no Kuwait por estar portando garrafas de bebida alcoólica em seu carro, algo proibido de acordo com a lei em grande parte dos países árabes.

Em setembro de 2022, Vampeta teve valores de suas contas bancárias congelados pela Justiça por ele e sua ex-mulher, Roberta Soares, possuírem uma dívida com a Escola Castanheiras, localizada em Santana de Parnaíba, onde suas duas filhas estudavam. Ainda em setembro, Vampeta foi alvo de uma ação na 5ª Vara Cível de Barueri por não ter efetuado três pagamentos de pensão alimentar. Em julho, a defesa das filhas chegou a pedir a penhora de um dos seus apartamentos para quitar a dívida, mas a oferta foi recusada por outra ex-mulher de Vampeta estar vivendo no local. Assim, a defesa pediu para que fosse enviado um ofício para a Rádio Jovem Pan, em São Paulo, onde o ex-jogador trabalhava, cobrando o valor. Suas filhas também pediram pela prisão do pai até que os pagamentos fossem efetuados. O processo ocorreu durante a pandemia de COVID-19, onde prisões de devedores de pensão alimentícia foram suspensas pela Justiça. Por causa dos processos judiciais, seus bens foram bloqueados.

Vampetaço: O termo "Vampetaço" passou a ser usado para designar uma forma de protesto virtual, em que a imagem do ensaio realizado por Vampeta na G Magazine é repostada em respostas a postagens nas redes sociais, geralmente com conotação política ou humorística. A prática se popularizou principalmente em contextos de oposição a figuras públicas ou discursos conservadores, funcionando como uma forma de trollagem ou sátira digital. Vampeta declarou não se incomodar com a viralização de sua imagem, afirmando: “Tá tranquilo... É uma honra, eu me divirto muito”. O ex-jogador relatou ainda já ter visto a imagem ser exibida até mesmo em manifestações na Avenida Paulista, próximas à sede da TV Jovem Pan. O fenômeno foi interpretado por pesquisadores como uma forma de resistência digital brasileira, embora também levante debates sobre a objetificação e o uso da imagem de corpos racializados fora de seu contexto original.

ESTATÍSTICAS
  • EC Vitória (1993–1994)
    • Partidas: 13
    • Gols: 1
  • PSV Eindhoven (1994–1997)
    • 50 (5)
  • VVV-Venlo (emprestado) (1995)
    • 7 (3)
  • Fluminense FC (emprestado) (1995–1996)
    • 23 (2)
  • SP Corinthians (1998–2000)
    • 101 (7)
  • FC Internazionale (2000)
    • 10 (0)
  • Paris Saint-Germain FC (2001)
    • 12 (2)
  • CR Flamengo (2001)
    • 16 (1)
  • SP Corinthians (2002–2003)
    • 125 (10)
  • EC Vitória (2004)
    • 14 (1)
  • Kuwait SC (2004–2005)
    • 16 (1)
  • Brasiliense FC (2005)
    • 37 (0)
  • Goiás EC (2006)
    • 19 (5)
  • SP Corinthians (2007)
    • 22 (0)
  • Juventus-SP (2008)
    • 7 (0)
Seleção Nacional: Jogou pela CBF de 1998 a 2002.

Times/clubes que treinou: Nacional-SP (2010) e o Grêmio Osasco (2011).

TÍTULOS

PSV Eindhoven: Supercopa dos Países Baixos em 1996 e 1997 e  Eredivisie nos mesmos anos.

S.P. Corinthians:
  1. Campeonato Brasileiro: 1998 e 1999
  2. Campeonato Paulista: 1999 e 2003
  3. Campeonato Mundial de Clubes da FIFA: 2000
  4. Torneio Rio-São Paulo: 2002
  5. Copa do Brasil: 2002
Vitória: Campeonato Baiano em 2004.

Goiás: Campeonato Goiano em 2006.

Seleção Brasileira: Copa América em 1999 e A Copa do Mundo FIFA em 2002, na Coreia do Sul e Japão.

Prêmios individuais: Bola de Prata em 1998 e 1999.

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Fefo Campos (17 de julho de 2025). «Vampeta reage ao 'vampetaço' e se diverte com o uso político de sua foto na G Magazine». Gay Blog BR

Post № 890 ✓

SCORPION (ANTI-HERÓI DE JOGOS ELETRÔNICOS)

  • NOME COMPLETO: Hanzo Hasashi (japonês: 波佐志 半蔵 Hasashi Hanzo)
  • NASCIMENTO: Osaka, Japão, Plano Terreno
  • ARMAS: kunai (todas as aparições), machado (UMK3, MKT), espada longa (MK4, MKG), espada ninja (MK:DA, MK:TE), Mugai Ryu (MK:D, MK:U, MK:A, MK 2011, MKX, MK Mobile), Tantō (MK11, MK Mobile) e Katana (MK11, MK Mobile)
  • ESTILO(S) DE LUTA: Hapkido (MK:DA, MK:TE, MK:D, MK:U, MK:A, MKvsDCU, MK 2011, MKX, MK11, MK1), Pi Gua (MK:DA, MK:TE, MKvsDCU, MK 2011, MKX, MK1), Moi Fah (MK:D, MK:U, MK1), Ninjitsu (MK 2011, MKX, MK11, MK1)
  • ESPÉCIE: Humano Masculino, Ressuscitado como Espectro da Vingança
  • FAMÍLIA: Harumi, Satoshi
  • AFILIAÇÃO: Forças das Trevas e os Shirai Ryu
  • CRIADOR(ES): Ed Boom e John Tobias
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: Mortal Kombat (1992)
Scorpion é um personagem jogável da franquia Mortal Kombat, criada pela Midway Games. Estreando como um dos sete personagens jogáveis originais do primeiro título, Mortal Kombat. Scorpion é o espectro de um ninja que busca vingar a própria morte, a destruição de seu clã e a morte de sua família, fazendo dele um anti-herói, seu papel principal durante toda a série até Mortal Kombat X.

CURIOSIDADES
  1. O nome do Scorpion, "Hanzo Hasashi", pode ser uma possível referência a Hanzō Hattori, um famoso samurai e ninja do período Sengoku do Japão. Seu nome verdadeiro e o nome de seu clã, Shirai Ryu, só foram revelados em Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero, conforme consta no manual de instruções do jogo.
  2. Em diversas entrevistas, Ed Boon admitiu abertamente que seu personagem favorito sempre foi Scorpion e que qualquer jogo de Mortal Kombat pareceria incompleto sem ele. Embora Scorpion estivesse ausente de MK3, ele foi posteriormente adicionado a UMK3.
PODERES E HABILIDADES

Scorpion é mais comumente associado ao Fogo Infernal, a variante de fogo do Plano Inferior. Scorpion é imune ao elemento e o utiliza principalmente para confirmar a morte de seus oponentes, expelindo-o de seu crânio quando está sem máscara. Ele é muito versátil com esse elemento, pois pode invocá-lo sob seu oponente, se incendiar com fogo infernal para criar uma aura de chamas danosa e lançar bolas de fogo que podem explodir. Suas outras habilidades incluem necromancia e invocação. Após ser traído pelos Deuses Anciões, que ressuscitaram seu clã como mortos-vivos, ele ainda encontrou utilidade em seus camaradas mortos-vivos, conhecidos como Filhos do Inferno, que também são capazes de invocar fogo infernal. Suas habilidades de invocação permitem que ele convoque lacaios demoníacos que podem se autodestruir e criaturas cranianas flutuantes que respiram fogo infernal e lançam projéteis explosivos.

Como um espectro, Scorpion é imune à morte, pois sua alma ainda está presa à vingança, permitindo-lhe perseguir seus alvos indefinidamente até que sejam silenciados. Ele é capaz de ressuscitar, mesmo que seu corpo físico seja completamente destruído, como demonstrado em Mortal Kombat: Deadly Alliance, onde ele foi supostamente morto por Quan Chi ao ser chutado em uma piscina de ácido no mapa Acid Bath, mas posteriormente retornou à vida para encontrar a Deadly Alliance e seus asseclas. Ele também voltou à vida na série de quadrinhos Mortal Kombat X depois de ser brutalmente assassinado por Havik, que destruiu seu peito e pulmões.

Scorpion possui a habilidade de se teletransportar e pode ativar essa capacidade sem fazer um gesto, apenas com um pensamento, frequentemente usada em ataques surpresa ou emboscadas. Ele também pode abrir portais para o Plano Inferior à vontade. O alcance dos poderes de Scorpion depende de quanto tempo ele permanece em sua morada, o Plano Inferior. Isso se mostrou vantajoso quando ele perseguiu Quan Chi nas profundezas do inferno, cuja magia é enfraquecida pelo poder e pela natureza daquele reino.

Como muitos ninjas, Scorpion é versado na arte do combate armado. Ele empunhou diversas armas ao longo dos torneios, de machados às mais recentes Ninjato gêmeas. Sua arma mais recorrente é a Lança, uma kunai presa a uma corda resistente. Popularmente chamada de kyoketsu-shoge no Japão antigo, representando o "ferrão" de Scorpion. Às vezes, a lança é imbuída com fogo infernal para aumentar seu poder. Diversas representações da lança já haviam sido feitas antes de Deadly Alliance. Nos quadrinhos, ela era mostrada como uma corrente amarrada a uma maça. Nos filmes, sua lança era uma criatura serpentina senciente que surgia de sua mão.

Scorpion, quando ele cospe fogo infernal pela boca como ataque, sua cabeça se transforma em um crânio flamejante, idêntico ao seu Fatality "Toasty!".

CARACTERIZAÇAO

HISTORIA DE ORIGEM

Sabe-se que seu pai, um antigo membro do clã Shirai Ryu, proibiu o filho de se juntar ao clã, pois não desejava que ele levasse a vida de um assassino. No entanto, Hanzo se juntou ao clã apesar dos desejos do pai, a fim de proporcionar uma vida confortável para sua esposa Harumi e seu filho Satoshi.

Após o extermínio dele e de seu clã, Scorpion reaparece como um Spectre infernal, buscando vingança implacavelmente contra os responsáveis pela destruição de sua família e clã. Como resultado da manipulação de Quan Chi, ele inicialmente acredita que Bi-Han, um ninja do clã rival Lin Kuei e o Sub-Zero original, seja o responsável pelo massacre.

DESENVOLVIMENTO


FONTES:

Post № 889

terça-feira, 30 de junho de 2026

T. HAWK (PERSONAGEM DE JOGOS ELETRÔNICOS)

Arte de corpo inteiro de Super Street Fighter II Turbo.
  • NOME COMPLETO: Thunder Hawk (espanhol: Halcón del Trueno)
  • NASCIMENTO: 21 de julho de 1959; México
  • ALTURA: 7'7" (230 cm)
  • PESO: 357 lbs (162 kg)
  • CABELO: Castanho
  • OLHOS: Castanhos
  • TIPO SANGUÍNEO: O
  • MEDIDAS: B144/W98/H112
  • ESTILO DE LUTA: Artes Marciais Thunderfoot
  • ESPÉCIE: Humano Masculino Heterossexual, Latino de Ascendência Indígena
  • FAMÍLIA: Arroyo Hawk (pai), Julia (esposa)
  • AFILIAÇÃO: Tribo Pés-de-Trovão
  • STATUS: Mexicano, Ativo, Benéfico
  • CRIADOR(ES): Akira Nishitani
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: Super Street Fighter II (1993)
Thunder Hawk (em japonês: サンダーホーク), comumente chamado de T. Hawk, é um personagem da série de jogos de luta Street Fighter, da Capcom, introduzido em Super Street Fighter II em 1993. Ele é um mexicano de ascendência indígena, e sua história gira em torno da proteção de seu povo e da recuperação de terras que lhes foram tomadas.

CARACTERIZAÇÃO

Aparência: T. Hawk é um homem imensamente alto e robusto, com braços e pernas longos e poderosos, mãos e pés enormes, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros e traços faciais imponentes, como maçãs do rosto proeminentes, nariz achatado e um queixo largo e quadrado. Ele pinta as bochechas e a mandíbula inferior com uma pintura de guerra branca em estilo indígena. Sua vestimenta consiste em colete e calças jeans, braçadeiras de ferro que cobrem totalmente ambos os antebraços, braceletes finos de aço nos bíceps, um cinto de couro marrom estilo caubói com uma fivela enorme e detalhes metálicos decorativos, mocassins ou botas e uma faixa de cabeça azul e branca com estampa triangular, ostentando um par de penas brancas de águia (uma delas com a ponta vermelha) fixadas na diagonal, apontando para cima. O acessório de cabeça é uma lembrança de seu pai.

Personalidade: T. Hawk é, de modo geral, corajoso, durão, altruísta, de espírito nobre, centrado e destemido, mas também rabugento, frio, bruto, impassível e aparentemente indiferente. Sua falta de demonstração de emoções decorre, em grande parte, do sofrimento e da devastação impostos por M. Bison ao seu povo e às suas terras sagradas — um ódio que se intensificou ainda mais em Street Fighter Alpha 3, quando T. Hawk descobriu que Julia, sua amiga de infância e amada, havia sido transformada em Juli, uma das assassinas de elite da Shadaloo conhecidas como "The Dolls", após sofrer lavagem cerebral de Bison. Apesar de sua postura exterior rígida, T. Hawk é, na verdade, um homem compassivo e de bom coração — como evidenciado em várias ilustrações que mostram seu profundo afeto pelos animais nativos —, e busca vingança com o único objetivo de resgatar seu povo há muito perdido e restaurar suas terras devastadas à sua antiga glória.

HISTÓRIA DE ORIGEM

Quando era jovem, ele e os membros de sua tribo Thunderfoot foram expulsos de suas terras pelos Shadaloo. Muitos dos membros resistiram e lutaram contra eles, e muitos foram mortos, incluindo seu líder, Arroyo Hawk (pai de T. Hawk), que foi covardemente assassinado por um jovem M. Bison. Agora vivendo no México, perto das planícies de Monte Albán (Oaxaca de Juárez, Oaxaca), T. Hawk não deseja nada mais do que vingança contra Bison por suas ações desprezíveis e recuperar as terras que foram tomadas de seu povo. A tribo Thunderfoot também sofreu com o desaparecimento de muitos de seus membros, e T. Hawk assumiu a responsabilidade de encontrá-los. Uma delas, sua amada Julia, tornou-se Juli, uma das assassinas com lavagem cerebral de Bison, conhecidas como The Dolls.

DESENVOLVIMENTO

Durante o desenvolvimento de Super Street Fighter II , T. Hawk foi originalmente chamado de "Geronimo". No entanto, o nome foi alterado depois que um membro da equipe americana expressou preocupação de que pudesse ser considerado racialmente insensível. Além disso, o corte de cabelo conceitual de T. Hawk, no estilo Elvis, foi redesenhado para melhor refletir sua herança indígena. Essa mudança foi sugerida por Steve Patton, um membro da equipe do escritório americano da Capcom que tem ascendência indígena. De acordo com o designer de personagens Akira Nishitani, o conceito original para T. Hawk apresentava uma coroa de penas de pássaro que se estendia de sua cabeça até a cintura, baseado no que a equipe acreditava ser uma visão comum japonesa da cultura indígena. No entanto, um membro da equipe da Capcom apontou que esse design era semelhante ao uso de estereótipos ultrapassados e ofensivos, como mostrar japoneses com olhos puxados e dentes salientes. Por causa disso, a equipe mudou o design para evitar estereótipos culturais.

APARIÇÕES

T. Hawk fez sua primeira aparição em Super Street Fighter II: The New Challengers em 1993 como um dos quatro novos personagens jogáveis introduzidos ao elenco. Ele retornou posteriormente como personagem selecionável em títulos importantes como Street Fighter Alpha 3, Super Street Fighter IV e Ultra Street Fighter IV. Além de suas aparições principais, ele fez participações menores em Capcom Fighting Evolution , Super Smash Bros. Ultimate e Street Fighter 6. Fora dos videogames, T. Hawk aparece em adaptações animadas como Street Fighter II: O Filme Animado e a série animada de televisão Street Fighter, além de um filme live-action de 1994 (interpretado por Gregg Rainwater) e uma série de quadrinhos de Street Fighter publicada pela Udon Entertainment.

ANÁLISE ACADÊMICA

No estudo acadêmico "Representação dos Nativos Americanos: Da Literatura aos Videogames", conduzido pela Universidade Nacional de Educação a Distância , o professor Samuel Martinez Linares afirma que a narrativa de T. Hawk, centrada na busca pela recuperação de terras ancestrais, segue uma visualização recorrente nas representações midiáticas de povos indígenas. Ele observa que a associação de T. Hawk com a natureza e os animais reflete o estereótipo do "índio místico", que apresenta os nativos americanos como inerentemente espirituais e profundamente conectados à natureza, frequentemente de maneira historicamente imprecisa. Linares também critica o design do personagem, incluindo suas vestimentas e a tribo Thunderfoot, por carecer de especificidade cultural e se basear em representações generalizadas que não se fundamentam em nenhuma comunidade indígena real. De forma semelhante, dois acadêmicos da Universidade da Indonésia, Danar Hafidz Adi Wardhana e Saomi Rizqiyanto, analisam T. Hawk utilizando um método de pesquisa chamado análise crítica do discurso. Eles identificam uma variedade de elementos estereotipados presentes em seu design visual, símbolos culturais e características físicas, que reforçam concepções redutivas e ultrapassadas da identidade nativa americana. Concluindo, ambos os estudos mostram que a representação de T. Hawk se conecta mais com estereótipos familiares e oferece menos importância às realidades culturais da herança indígena.

Em outro estudo, intitulado "Narrativas Digitais e Articulações Linguísticas de Identidades Mexicanas em Mídias Emergentes: Raça, Máscaras de Lucha Libre e Espanhol Imitado", o professor associado da Universidade do Arizona, Daniel Calleros Villarreal, examina como a representação de T. Hawk não se alinha com as ideias comumente reconhecidas de identidade mexicana. Embora o personagem seja oficialmente rotulado como mexicano em jogos e materiais promocionais, Villarreal argumenta que sua "mexicanidade" parece pouco convincente. Refletindo sobre sua própria experiência como adolescente jogando Super Street Fighter II no México, Villarreal lembra que os jogadores frequentemente se referiam a T. Hawk como "El Indio" ou "El Apache", com base em sua aparência indígena. Seu status como mexicano raramente era reconhecido, já que seu design, com pele morena e símbolos indígenas, não correspondia às representações típicas da identidade mexicana. Villarreal também destaca que a história de T. Hawk inclui um ódio intenso pelo personagem M. Bison por quase ter dizimado sua tribo, bem como uma aversão à luta livre, apesar de a lucha libre ser um símbolo cultural fundamental no México. Seu design visual, incluindo uma águia-careca de estimação, conecta-se mais à iconografia americana do que à cultura mexicana. Até mesmo os folhetos de fliperama usados para explicar seus golpes os listavam em inglês, com apenas um fazendo referência ao México. Villarreal sugere que o problema não é simplesmente o uso de estereótipos, mas sim o fato de que os estereótipos utilizados pertencem a um contexto cultural diferente. Como resultado, a identidade de T. Hawk se baseia em símbolos que não correspondem às ideias dominantes sobre o que significa ser mexicano, fazendo com que sua representação pareça desconectada e culturalmente confusa.

No estudo colaborativo da Universidade Drexel, "Representação Visual Mexicana Digital em Videogames", os dados da pesquisa indicaram que a maioria dos participantes considerava T. Hawk uma representação negativa de sua cultura. Aqueles que escolheram T. Hawk como um personagem que os fazia sentir-se mal representados na mídia apresentaram diversas razões para essa percepção, focando principalmente em sua aparência e codificação cultural. Muitos indivíduos afirmaram que T. Hawk parecia refletir a cultura indígena de países como os Estados Unidos ou Canadá, como a dos Cherokee, em vez da herança indígena mexicana. Suas roupas e estilo de luta também foram descritos como inconsistentes com a forma como os indígenas mexicanos são tipicamente percebidos, com um participante observando que nunca tinha visto um mexicano vestido como T. Hawk. Outros o compararam desfavoravelmente a personagens como El Fuerte e Necalli, que foram considerados mais culturalmente apropriados. Uma preocupação recorrente era que o design de T. Hawk se baseava mais em estereótipos de nativos norte-americanos do que em qualquer identidade indígena mexicana específica. Entre todos os participantes, apenas um indivíduo identificou-se com T. Hawk, citando uma constituição física semelhante e descrevendo-o como o primeiro personagem mexicano que encontraram num videojogo.

FONTES:  Ultra Street Fighter IV Profile Archived from The original
 Street Fighter: World Warrior Encyclopedia Hardcover

 Super Street Fighter II SNES manual, p.26
 SFI set in 1987 & SFII set in 1991 from Street Fighter Memorial Archives Beyond the World

 T. Hawk original profile from Super Street Fighter IV.
 Super Street Fighter II Arcade Gametrack page 07
 http://streetfighter.wikia.com/wiki/File:SF2T-10-ShadalooKen.png

 Street Fighter V Character Encyclopedia: Thunder Hawk

 http://www.streetfighter.com/uk/characters

 http://www.youtube.com/watch?v=2NovM20o7Cg

 "T. Hawk (Voices)". Behind The Voice Actors. Archived from the original on June 12, 2018. Retrieved July 1, 2025.

 All About Capcom Head-to-Head Fighting Games 1987–2000. Studio Bent Staff. August 2000. p. 275. ISBN 9784885546761.

 Steve Henderstot; Tim Lapetino (November 15, 2017). Undisputed Street Fighter: The Art And Innovation Behind The Game-Changing Series. Dynamite Entertainment. p. 142. ISBN 9781524104696. Retrieved July 1, 2025.

 Akira Nishitani [@nin_arika] (June 3, 2020). "そうそう、思い出したんですけど、最初にTホークのデザインを決めたときに、日本人が考えるネイティブアメリカンの印象で頭から腰に垂れ下がる鳥の羽の冠だったんですけど、カプコンUSAのJames氏がそれは日本人の描写でつり目出っ歯みたいな感じだから絶対にやめてくれ!って言って変更したんだった。" (Tweet). Retrieved July 1, 2025 – via Twitter.
 "Character Guide 060: Thunder Hawk". Capcom. Archived from the original on July 1, 2025. Retrieved July 1, 2025.

 Samuel Martinez Linares (February 2018). "Representation of Native Americans: From Literature to Video Games". Facultad de Filología. National University of Distance Education: 49–50. Retrieved July 1, 2025.

 Danar Hafidz Adi Wardhana; Saomi Rizqiyanto (2024). "Native American Stereotypes in Popular Media: The Case Study of Thunder Hawk Character's Representation in the Street Fighter Video Game". Mandar: Social Science Journal. 3 (1). Universitas Sulawesi Barat. Retrieved July 1, 2025.

 Daniel Calleros Villarreal (2015). Digital Narratives and Linguistic Articulations of Mexican Identities in Emergent Media: Race, Lucha Libre Masks and Mock Spanish. University of Arizona. pp. 75–76. Retrieved July 1, 2025.

 Angel Martin Palomares (June 2023). Digital Mexican: Visual Representation in Video Games. Drexel University. p. 57. Retrieved July 1, 2025.

Post № 888 ✓

PIX (SISTEMA DE PAGAMENTO ELETRÔNICO BRASILEIRO)

  • DESENVOLVEDOR: BACEN
  • LANÇAMENTO INICIAL: 5 de outubro de 2020 (A versão lançada em 5 de outubro era uma versão de testes; a versão integral do sistema foi lançada em 16 de novembro de 2020.)
  • REPOSITÓRIO: https://github.com/bacen/pix-api
  • PLATAFORMA: Plataformas bancárias, Multiplataforma
  • TIPO: Meio de pagamento eletrônico
  • LICENÇA: Licença Apache
Pix é um modo de transferência monetária instantâneo e de pagamento eletrônico instantâneo em real brasileiro (R$). Oferecido pelo Banco Central do Brasil a pessoas físicas e jurídicas, funciona 24 horas ininterruptamente e é o mais recente meio de pagamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro, sendo registrado como marca de "alto renome" pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

O nome escolhido pelo Banco Central não é sigla, mas é um termo que remete a conceitos de tecnologia, como pixel, em que a ideia é ser tão simples como um bate-papo em redes sociais, inclusive no nome. O "x" vem da variável matemática, representando as diversas possibilidades de uso do sistema.

FUNCIONAMENTO

Chave Pix: As chaves são utilizadas para vincular as informações do usuário à transferência bancária. Existem quatro tipos de chaves: CPF ou CNPJ, endereço de e-mail, número de telefone celular e uma chave aleatória gerada pelo sistema. A mesma chave não pode ser utilizada em contas diferentes, devendo ser necessário cadastrar chaves diferentes para cada conta da qual a pessoa é titular, como, por exemplo, o CPF em uma instituição A, e-mail em uma instituição B ou número de telefone celular na instituição C, não sendo possível o uso do CPF, mesmo número de telefone ou e-mail em mais de uma instituição. As pessoas físicas podem criar até cinco chaves para cada conta da qual é titular, enquanto as pessoas jurídicas podem criar até vinte chaves. As chaves aleatórias evitam que informações pessoais sejam transmitidas durante a transação, e podem ser apagadas a qualquer momento.

Alternativamente, é possível realizar pagamentos por Pix por QR Code, que dividem-se em QR Code estático, onde o valor ou tipo de transação estão "congelados" (muito utilizado por MEIs) e o QR Code dinâmico, utilizado para transferências individuais. Também é possível realizar o pagamento por Pix por Near Field Communication (NFC).

Existe grande confusão de que a pessoa para receber uma transferência via Pix precisa ter uma chave gerada, porém é possível utilizar os dados bancários de maneira igual a TED e enviar a transferência via Pix, sendo necessário nesse caso que quem envia coloque o número do banco, da agência, da conta e do CPF (ou CNPJ) para realizar a transação. Portanto, a chave é mero facilitador e não uma necessidade.

Sistema de pagamento: A maior vantagem do Pix é a exclusão de intermediários durante uma transação, como as máquinas de cartão e cartões de crédito ou débito, tornando a transferência praticamente instantânea. A princípio, o sistema tinha duas maneiras de funcionamento diferentes: pagamento entre pessoas físicas e entre pessoas físicas e jurídicas. Em ambos, aquele que paga utilizará a chave Pix daquele que recebe para fazer a transferência (que no caso de pessoas físicas pode ser um código QR, um link de pagamento, o código da chave Pix ou algum dado pessoal como CPF, numero de telefone ou e-mail do receptor, já no caso de pessoa jurídica pode ser um código QR ou o código da chave Pix do estabelecimento). As transações do sistema são feitas através do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), com as mensagens sendo enviadas em XML através da Interface de Comunicação do SPI (ICOM). Já o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) faz a gestão das chaves e outras formas de pagamento. A API Pix pode ser usada para auxiliar na integração de instituições financeiras e de pagamento.

Além do Pix Tradicional, o sistema possui diversas modalidades. No Pix Parcelado, é possível pagar parcelado com cartão de crédito. No Pix Saque, é possível realizar saques bancários através do sistema. No Pix Troco, é possível que o cliente receba parte do dinheiro de volta em uma transação. No Pix Cobrança, é possível realizar cobranças, servindo de alternativa para o boleto bancário. O Pix Garantido será uma alternativa de parcelamento. O Pix Automático permitirá a que o usuário agende pagamentos para pessoas físicas. Já o Pix Agendado Recorrente funcionará para pessoas jurídicas.

Taxas: Por determinação do Banco Central as contas de pessoa física, MEIs e EIs não podem sofrer cobranças tanto para envio (com as finalidades de transferência e de compra) quanto para recebimento através do Pix (com finalidade de transferência). O custo para as instituições financeiras cobrado pelo Banco Central é de R$ 0,01 a cada 10 créditos em conta Pagamentos Instantâneos (conta PI) própria em função da liquidação de ordem de pagamento instantâneo.

Esta restrição porém não atinge o resto das empresas que podem sofrer cobranças a critério exclusivo de seu banco, já instituídas por bancos como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil.

Desinformação sobre taxação, fragilização dos mecanismos de controle e identificação de operações do PCC: Desde 2001 os bancos precisam informar movimentações (créditos mais débitos) superiores a um certo valor à Receita Federal. Essas informações são lançadas pelas instituições no sistema e-Financeira, criado em 2015. Nesse sistema, não se identifica a forma como os débitos e créditos foram realizados em uma conta (como depósitos, pagamentos de boleto, Pix, TED, compras com cartão etc.) Também não é informada a origem ou o destino dos pagamentos. Porém, as fintechs não prestavam informações ao e-Financeira até 2024, gerando um vácuo regulatório. Isso permitia o uso de contas-bolsões para lavagem de dinheiro. Mesmo grandes fintechs, como Nubank e C6 Bank, estavam isentas dessas obrigações.

Intensa polêmica foi suscitada pela tentativa de estabelecer igual tratamento para fintechs e bancos tradicionais, em setembro de 2024, através de uma Instrução Normativa (IN) da Receita Federal. Políticos de direita, em especial o deputado Nikolas Ferreira (PL), e influenciadores acusaram o governo federal de estar preparando a "taxação do pix" ou a ampliação do monitoramento de Pessoas Físicas para fins de arrecadação de Imposto de Renda. Em janeiro de 2025, Nikolas Ferreira publicou um vídeo criticando uma norma da Receita Federal criada pelo governo Lula para ampliar o monitoramento de transações financeiras realizadas via Pix e cartão de crédito por instituições financeiras digitais, envolvendo movimentações superiores a 5 mil reais para pessoas físicas e 15 mil reais para pessoas jurídicas. A medida tinha como objetivo fortalecer o combate a atividades ilícitas e à sonegação fiscal. Em apenas 24 horas, o vídeo tornou-se o terceiro mais assistido da história da internet naquele momento, desconsiderando trailers de filmes e séries. Segundo a agência de checagem Aos Fatos, a ampla repercussão da publicação contribuiu para a disseminação de informações enganosas sobre a fiscalização do Pix, tema que já dominava os debates nas redes sociais. Após a intensa reação pública e a circulação de desinformação relacionada à medida, o governo federal decidiu revogar a norma.

Posteriormente, a Receita Federal declarou que a revogação da fiscalização enfraqueceu o monitoramento de operações financeiras e favoreceu organizações criminosas, e Robinson Barreirinhas, secretário especial do órgão, declarou que a Receita Federal sofreu "o maior ataque da história":

“Publicamos essa instrução em setembro do ano passado [2024], para valer a partir de janeiro. O que aconteceu em janeiro todos nós sabemos. A Receita Federal recebeu o maior ataque da história dela, de mentiras, de fake news, dizendo mentirosamente que aquela instrução normativa tratava de tributação de meios de pagamento”.

Em agosto de 2025, quando a Operação Carbono Oculto detectou fintechs e fundos de investimento envolvidos em lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a necessidade de impor o igual tratamento voltou ao debate público. No dia seguinte à megaoperação, publicou-se nova IN obrigando as fintechs a prestar as mesmas informações que os bancos no sistema e-Financeira. De acordo com a investigação, a ação do grupo criminoso teria sido favorecida pela falta de fiscalização, cenário que foi intensificado pela disseminação de informações falsas nas redes sociais.

A Instrução Normativa RBF 2278/25 foi escrita de modo sucinto para tentar reduzir especulações. Nela, informa-se expressamente o objetivo de “combate aos crimes contra a ordem tributária, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes”. Mais uma vez o PIX não é mencionado na IN. Embora alguns acusem a medida de tentar ampliar o número de pessoas que cai na malha fina da Receita Federal, o valor de referência subiu em relação ao que vigorava até 2024, como se vê no quadro abaixo:
  • Quem fornece à Receita Federal os dados sobre movimentação em conta? Bancos plenos (Antes da IN RBF 2278/25)Bancos plenos e fintechs (Depois da IN RBF 2278/25)
  • Valor das operações financeiras informadas ao e-Financeira (soma de débitos e créditos)A partir de R$ 2000 (Antes da IN RBF 2278/25), A partir de R$5000 (Depois da IN RBF 2278/25)
  • Necessidade de identificar origem ou instrumento de pagamento: Nenhuma
HISTÓRIA

Um relatório de 2015 do Banco Central do Brasil (BC) falava sobre uma "soluções que permitam, a baixo custo, pagamentos de varejo em tempo real e ininterruptos" em 2014, no Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro durante o governo de Dilma Rousseff.

O sistema começou a ser estruturado pelo Banco Central do Brasil, em 2016 pelo grupo de trabalho liderado pelo engenheiro Carlos Eduardo Brandt que chefiou a equipe técnica do Banco Central no desenvolvimento do PIX. Por conta dessa atuação, ele ficou amplamente conhecido como o "Pai do Pix" e reconhecido internacionalmente. Nessa época, o Banco Central brasileiro havia participado de um relatório do Banco de Compensações Internacionais que tratava sobre sistemas de pagamentos instatâneos. Os requisitos fundamentais que estabelecem as características básicas do sistema de pagamentos instantâneos foram estabelecidos em dezembro de 2018 pelo Banco Central. O objetivo do sistema é diminuir as transações com dinheiro em espécie e oferecer uma alternativa em relação aos meios de pagamento já oferecidos, como o boleto e as transações com máquinas de cartões, que seja mais rápida e barata se comparada aos já ultrapassados sistemas de TED e DOC. O presidente do órgão na época era o economista Ilan Goldfajn. Apesar de o grupo de trabalho para a implantação do sistema ter sido oficialmente estabelecido em 2018, a equipe responsável pelo projeto afirmou que o conceito da ferramenta já existia desde dezembro de 2016. Goldfajn já sinalizava na época que o Banco Central iria lançar uma ferramenta inspirada no Zelle, uma plataforma de pagamentos de "pessoa para pessoa", lançada em 2017 nos Estados Unidos pela fintech Early Warning Services. Antes do Pix, empresas como a americana PayPal e a brasileira PicPay já utilizavam o pagamento via QR Code no país.

Goldfajn declarou que novas tecnologias estavam revolucionando o sistema financeiro, com formas de pagamento mais eficientes. Naquele ano, a equipe técnica do Banco Central publicou um relatório no âmbito do Banco de Compensações Internacionais sobre a eficiência dos sistemas de pagamentos instantâneos, com detalhes do projeto.

As discussões continuaram em 2017, com estudos em parceria com o mercado financeiro e outros bancos centrais. Depois dos estudos de viabilidade, os técnicos do Banco Central concluíram que implantar esse novo sistema de pagamentos instantâneos iria "aumentar a competição, eficiência, segurança e inclusão no sistema de pagamentos brasileiro". A proposta foi avaliada pela diretoria colegiada do BC e aprovada por Goldfajn. Em maio de 2018, o banco instituiu o grupo de trabalho "Pagamentos Instantâneos", que determinou as especificações básicas do sistema. Em dezembro, ainda durante a gestão de Goldfajn (que deixaria a presidência do Banco Central em fevereiro de 2019), o BC publicou um relatório definindo os requisitos fundamentais para uma eventual implementação do novo sistema de pagamentos. No relatório, o então diretor de política monetária do Comitê de Política Monetária, Reinaldo Le Grazie, descrevia o sistema como "um método de transação bancária eficiente, competitivo, seguro e inclusivo". O projeto foi levado adiante por Roberto Campos Neto durante a gestão de Jair Bolsonaro. Ao ser questionado por um apoiador sobre o lançamento do Pix em 2020, Bolsonaro demonstrou não ter conhecimento do sistema, apesar disso, fez uso político do sistema em 2022, mentindo que teria sido o criador.

A marca Pix foi lançada em 19 de fevereiro de 2020 pelo BACEN, junto a material informativo para a população. O novo meio de pagamento passou a permitir transações como transferências e pagamentos, incluindo de contas, em até dez segundos. Tal qual determinado no comunicado nº 34.836 do BCB, originalmente, o sistema estava previsto de ser disponibilizado para a população a partir de novembro de 2020 através de bancos, fintechs e serviços de comércio eletrônico, porém, no dia 5 de outubro de 2020, o sistema foi lançado oficialmente e disponibilizado pelos primeiros bancos para fins de testes. O sistema de pagamento começou a funcionar plenamente em 16 de novembro de 2020. Até mesmo o PayPal e o PicPay adotariam o Pix.

Segundo levantamento realizado pela FGVcemif & Toluna em fevereiro de 2021, em cem dias após a sua adoção, o Pix era conhecido por grande parte dos brasileiros e mais de 70% dos que conheciam o novo sistema de pagamento cadastraram ao menos uma chave de acesso. Ainda de acordo com a pesquisa, o custo (inicialmente gratuito) do Pix ainda não era o maior motivador para o uso, mas que o principal interesse estava relacionado à facilidade e rapidez do sistema de pagamento.

Em 2021, foram adicionadas diversas funcionalidades ao Pix. Em 16 de novembro, aniversário de um ano do sistema, passou a valer o Mecanismo Especial de Devolução. A finalidade da ferramenta é ajudar no combate a fraudes. Já em 29 de novembro, também foram adicionadas as modalidades de Pix Saque e Pix Troco para trazer mais praticidade para pessoas físicas e comércio.

Em 2021, Carlos Eduardo Brandt foi o único brasileiro a figurar na lista da Bloomberg das 50 pessoas mais influentes que definiram os rumores dos negócios globais. Destaque sobre sua contribuição para a inovação no sistema financeiro brasileiro através da criação do Pix.

Ataques dos Estados Unidos liderados por Donald Trump: Em meados de julho de 2025, o governo dos Estados Unidos iniciou uma investigação formal sobre o Pix, alegando supostas práticas comerciais digitais discriminatórias e favorecimento a sistemas nacionais, possivelmente prejudicando empresas americanas de cartão de créditos como Visa e Mastercard e bigtechs como PayPal e WhatsApp Pay. PayPal chegou a suspender o Pix entre 2023 e 2026.

Esse caso faz parte de um movimento mais amplo dos Estados Unidos para reforçar seu sistema de pagamentos instantâneos, o FedNow, e avaliar lições aprendidas com o Pix, que detém mais de 150 milhões de usuários e é reconhecido por sua adoção massiva na economia brasileira.

Em julho de 2025, o economista Paul Krugman, ganhador do prêmio Nobel, elogiou o Pix e sugeriu que, com ele, o Brasil pode ter inventado o "futuro do dinheiro", pois o sistema de pagamentos brasileiro está "realmente alcançando o que os defensores das criptomoedas alegavam, falsamente, ser capazes de entregar". Essa declaração veio na semana seguinte ao início da investigação pelo governo dos Estados Unidos sobre o Pix, sob alegação de concorrência desleal; segundo Krugman, o setor financeiro norte-americano concentra grande poder e jamais permitiria que um sistema público superior competisse com seus produtos.

O professor de finanças da Fundação Getulio Vargas, Fabio Gallo, sobre essa investigação afirmou que o Pix está inspirando outros países a desenvolverem suas próprias soluções, enfraquecendo assim o dólar. Segundo ele, Donald Trump não teme o Pix em si, mas o que ele representa: o "fim do monopólio financeiro ocidental", no qual os Estados Unidos não são mais capazes de rastrear, tributar ou bloquear transações. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que Trump está "incomodado com o Pix" porque ele "vai acabar com os cartões de crédito"; segundo a Folha de S.Paulo, membros do governo brasileiro vinculam a pressão estadunidense ao lobby das big techs e das empresas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. Em 25 de julho de 2025, a administração de Lula também planejava lançar uma campanha "massiva" em defesa do Pix, com transmissão em rádio e TV, reforçando o slogan "O Pix é do Brasil" e associando o sistema à soberania nacional.

“Ele [Flávio Bolsonaro] foi pedir arrego. 'Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, não deixa, prejudica o Lula'. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio. [...] Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores!”

— Lula defende o Pix diante de ataques estrangeiros.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO. Foto: Ricardo Stuckert / PR 2 de junho de 2026, 14:02:46.
Em 26 maio de 2026, Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência do Brasil, reuniu-se com Donald Trump em um encontro na Casa Branca, no qual também estava Eduardo Bolsonaro. Na semana seguinte à reunião, em 2 de junho, Trump postou foto do encontro e ameaçou impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, acusando o Pix de ser um sistema público que favorece o Brasil em detrimento de empresas americanas como Visa e Mastercard. Em meio à crise, Flávio Bolsonaro, que ficou conhecido nas redes sociais como "Tariflávio", disse que havia pedido a Trump que recuasse das taxas, enquanto seu irmão Eduardo Bolsonaro sugeriu a adoção do sistema privado americano Zelle como alternativa, gerando forte controvérsia e acusações de "vassalagem" e subordinação a interesses estrangeiros:

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com os americanos”.

Após a repercussão, o ex-deputado negou ter sugerido substituição do Pix.

O presidente Lula reagiu com críticas à atuação da família Bolsonaro em busca de sanções para o Brasil, defendendo a soberania do Pix como uma das políticas públicas mais bem-sucedidas do país, e declarou-os "traidores da Pátria".

Em resposta às críticas do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ao sistema de pagamentos brasileiro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade que representa os maiores bancos do país, manifestou apoio ao Pix, ressaltando que a plataforma não constitui um produto comercial, mas uma infraestrutura de pagamentos que favorece a concorrência e permite a participação das instituições financeiras:

“O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica. Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras”.

POPULARIDADE

Após seu lançamento, o Pix se tornou um meio de pagamentos muito utilizado, ultrapassando em pouco tempo outras tecnologias, como cheques, boletos e até mesmo cartões de crédito e débito.

A utilização do Pix – o serviço brasileiro de pagamentos instantâneos – já supera a de outros meios de pagamentos mais antigos, como DOC, TED e boleto bancário. A constatação foi feita nesta quinta-feira, 20, pelo Banco Central por meio do documento “Pix: O novo meio de pagamento brasileiro”.

Dois anos depois do lançamento, o Pix já contabilizava 523,2 milhões de chaves cadastradas e 26 bilhões de transações, consolidando-se como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Durante o primeiro semestre de 2024, as transações via Pix atingiram R$ 29 bilhões, representando alta de 61% ante o mesmo período de 2023, segundo levantamento da Febraban.

O sistema de pagamento também tem sido utilizado em alguns locais da Argentina, devido a desvalorização do peso argentino e à grande quantidade de turistas brasileiros, evitando a necessidade de conversão de moeda e as taxas relacionadas. Serviços globais como a Wise também aceitam e realizam pagamento em Pix. Também tem sido utilizado em outros países, como Espanha, Portugal e até mesmo nos Estados Unidos.

Em junho de 2025 atingiu um novo recorde, quando foram realizadas 276,7 milhões de transferências via Pix em um único dia.

IMPACTO NACIONAL E INTERNACIONAL

Uso político: Em 2022, Jair Bolsonaro afirmou falsamente que teria sido responsável pela criação do Pix. Na verdade, o conceito do meio de pagamento foi projetado em 2016 e teve suas principais diretrizes definidas em 2018, ainda durante a gestão de Michel Temer. Quando o sistema foi lançado, Bolsonaro demostrou desconhecer o método. A desinformação foi transmitida no horário eleitoral obrigatório, veiculada na plataforma de anúncios do Google e disseminada em redes sociais.

Em duas oportunidades, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) repudiou o uso eleitoral do Pix por parte de Bolsonaro e atribuiu a criação do meio de pagamento aos analistas e técnicos do Banco Central do Brasil.

Uso social: Algumas pessoas passaram a enviar quantias muito pequenas de dinheiro para usar o Pix como mensageiro instantâneo. Também é possível enviar códigos de html pela plataforma. Parte dessas mensagens são usadas para a paquera. Por vezes, o Pix é usado quando uma pessoa perde o contato por ser bloqueada de todas as redes sociais. Ainda, alguns usuários compartilham sua chave do Pix em redes sociais como o Twitter para receber dinheiro e flertes. Os usuários que assim procedem foram apelidados de pixsexuais, e a plataforma foi apeliadada de PixTinder. O Banco Central pronunciou-se dizendo que “O PIX é um meio de pagamento, não uma rede social”. Também afirmou que não há como bloquear usuários, mas é possível desativar as notificações para não ser incomodado com as mensagens. Ainda, alertou dos riscos de vazamento de dados sensíveis ao compartilhar a chave pela internet.

A possibilidade de enviar uma mensagem sabendo apenas o CPF da pessoa, caso ele tenha sido registrado como chave Pix, permite que o serviço auxilie na devolução de documentos perdidos. Basta enviar um Pix para a chave do CPF explicando onde o documento pode ser encontrado.

Reconhecimento internacional: O Pix é considerado uma revolução nos sistemas de pagamentos mundiais. Segundo o vencedor do Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, o Pix pode ser considerado o futuro do dinheiro. O economista também completou dizendo: “Outras nações podem aprender com o sucesso do Brasil no desenvolvimento de um sistema de pagamento digital. Mas os Estados Unidos provavelmente permanecerão presos a uma combinação de interesses pessoais e fantasias cripto.

GOLPES, FRAUDES E PROBLEMAS

Por facilitar a transferência de dinheiro, o Pix também facilitou a transferência fraudulenta de dinheiro. Diversos golpes são divulgados pela mídia como "golpes do Pix", pois utilizam a ferramenta, apesar de não serem associados diretamente ao Pix em si. É possível pedir reembolso do valor transferido, caso comprovada a fraude, através do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A vítima do golpe deve registrar pedido de devolução na instituição bancária em até 80 dias da realização do Pix. Em setembro de 2024, o BC introduziu um alerta para transações atípicas. No entanto, conforme advertem pesquisadores, o MED apenas é viável quando o dinheiro permanece na conta destino, o que não ocorre na maioria dos casos de crimes cibernéticos, em que a única alternativa está na aplicabilidade das medidas assecuratórias per saltum pela polícia judiciária.

O Pix proporcionou um ressurgimento dos sequestros-relâmpago, modalidade de crime até então "adormecida". Quadrilhas especializadas sequestram vítimas para forçá-las a fazer transferências bancárias de grande valor por meio do Pix. Para combater isso, o Banco Central, em agosto de 2021, anunciou algumas medidas de segurança no aplicativo. Dentre elas, a mais importante é o limite de mil reais para transferências realizadas à noite.

Outro problema relacionado ao uso do Pix é o envio de dinheiro para uma conta errada. Nessas situações, quem enviou pode solicitar a devolução do dinheiro. A não devolução pode ser considerada enriquecimento sem causa e apropriação indevida de valores, que pode resultar no crime de apropriação. Em 2022, um advogado recebeu um Pix errado da Rede Globo no valor de R$ 318 mil, e foi condenado a devolver o valor.

Operações policiais: Em 5 de julho de 2022, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um jovem de 22 anos na Cidade Ocidental acusado de aplicar o golpe do Rei do Pix. Em 24 de maio de 2023, a Polícia Civil de São Paulo prendeu 17 pessoas que faziam parte de uma quadrilha que usava a força para obrigar transferências por Pix. Eles agiam em Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Ribeirão Pires e Mongaguá. Em 13 de junho, a Polícia Civil prendeu doze pessoas na Operação Rei do Pix. Elas foram acusadas de integrar uma quadrilha homônima que roubava imóveis e exigia senhas para transferências e empréstimos. O líder da quadrilha, Hércules Reinan de Oliveira, havia sido preso no início do mês na Vila Prudente.

Lista parcial de golpes:
  1. Atendimento bancário falso: O criminoso se passa por atendente de banco e pede para a vítima criar uma chave no Pix. Em seguida, pede uma transferência para teste.
  2. Bug do Pix: O criminoso divulga fake news sobre uma suposta falha no Pix, onde o participante ganharia dinheiro após transferir para determinadas contas.
  3. Comprovante falso: O criminoso emite um comprovante de pagamento falso para evitar realizar um pagamento.
  4. Pirâmide financeira: O criminoso oferece pagamentos via Pix mediante o cumprimento de determinadas tarefas, geralmente ligadas ao marketing digital. Quando a vítima é convidada para entrar no esquema, ela precisa realizar pagamentos cada vez maiores para "evoluir" nas tarefas e resgatar os ganhos.
  5. Pix errado: O criminoso transfere o dinheiro para uma conta e entra em contato pedindo o dinheiro de volta, mas utilizando outra chave. Assim, além do dinheiro retornado pela vitima, é possível usar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para solicitar o dinheiro de volta pelo banco.
  6. Pix Agendado falso: O criminoso envia uma imagem falsa ou cortada de um Pix Agendado para evitar realizar um pagamento.
  7. QR Code falso: O criminoso pede doações através de QR Codes em, por exemplo, livestreams falsas.
  8. Quiz do Pix: O criminoso oferece um pagamento via Pix caso algumas perguntas sejam respondidas, porém a url enviada é maliciosa e rouba os dados da vítima.
  9. Rei do Pix: O criminoso afirma que realizou algum ato fraudulento, como a clonagem de cartões de crédito, e que precisa de uma conta para transferir o dinheiro. A pessoa realiza uma transferência esperando que o dinheiro retorne multiplicado, porém isto nunca ocorre. Neste caso, a vítima também pode ser enquadrada por estelionato. Uma versão particularmente popular deste golpe foi o URUBU DO PIX. O esquema é conhecido por outros nomes, como "Pix Online", "Esquema do Pix", "Pix do Dia", entre outros.
  10. WhatsApp clonado: O criminoso pede dinheiro pelo Pix para conhecidos se passando pela vítima.
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VAMPETA (FUTEBOLISTA BRASILEIRO)

Vampeta jogando pela Seleção Brasileira em 09 de outubro de 1999. NOME COMPLETO: Marcos André Batista Santos NASCIMENTO: 13 de março de 1974...