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quinta-feira, 2 de julho de 2026

ROBOCOP - O POLICIAL DO FUTURO (FILME ESTADUNIDENSE DE 1987)

Este é um pôster de RoboCop. Acredita-se que os direitos autorais da arte do pôster pertençam à distribuidora do filme, à produtora do filme ou ao artista gráfico, Mike Bryan.
  • OUTROS TÍTULOS: RoboCop - Das Gesetz in der Zukunft (Alemanha Ocidental), RoboCop Das Gesetz in der Zukunft (Áustria), 机械战警 (China), Ρόμποκοπ: Ο μπάτσος ρομπότ (Grécia), 鐵甲威龍 (Hong Kong), RoboCop - Il futuro della legge (Itália), ロボコップ (Japão), Robocop, o Polícia do Futuro (Portugal), Робокоп (Rússia e Sérvia), 機器戰警 (Taiwan), Robocop: El defensor del futuro (Uruguai)
  • GÊNERO: Ação/aventura, ficção científica, policial
  • ORÇAMENTO: U$13.000.000
  • BILHETERIA: U$58.432.051
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 42 Minutos
  • DIREÇÃO: Paul Verhoeven
  • ROTEIRO: Edward Neumeier e Michael Miner
  • CINEMATOGRAFIA: Jost Vacano
  • EDIÇÃO: Frank J. Urioste
  • MÚSICA: Basil Poledouris
  • ELENCO:
    • Peter Weller — Alex J. Murphy/RoboCop
    • Nancy Allen — Anne Lewis
    • Daniel O'Herlihy — "O Velho"
    • Ronny Cox — Dick Jones
    • Kurtwood Smith — Clarence Boddicker
    • Miguel Ferrer — Bob Morton
    • Paul McCrane — Emil Antonowsky
    • Ray Wise — Leon Nash
    • Jesse D. Goins — Joe Cox
    • Calvin Jung — Steve Minh
    • Robert DoQui — Sgt. Warren Reed
    • Michael Gregory — Ten. Hedgecock
    • Felton Perry —Donald Johnson
    • Kevin Page —Sr. Kinney
    • Lee de Broux — o dono do depósito de cocaína Sal
    • Mario Machado e Leeza Gibbons — Casey Wong e Jess Perkins
    • SD Nemeth — Bixby Snyder
    • Angie Bolling e Jason Levine — a esposa e o filho de Murphy
    • Paul Verhoeven — um frequentador de boate dançando
    • Jon Davison — ED-209 (voz)
    • John Landis — garoto propaganda de um comercial dentro do filme
    • Joan Pirkle — a secretária de Dick Jones.
  • PRODUÇÃO: Arne Schmidt e Orion Pictures Corporation
  • DISTRIBUIÇÃO: Orion Pictures Corporation (EUA) Fox Studios, (Brasil e Alemanha Ocidental), Cannon Group Inc. (Polônia)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 17 de julho de 1987 (Estados Unidos), 7 de outubro de 1987 (Brasil)
  • SEQUÊNCIA: RoboCop 2 (1990)
  • ONDE ASSISTIR:
RoboCop é um filme americano de ação e ficção científica de 1987, dirigido por Paul Verhoeven e escrito por Edward Neumeier e Michael Miner. O filme é estrelado por Peter Weller, Nancy Allen, Daniel O'Herlihy, Ronny Cox, Kurtwood Smith e Miguel Ferrer.

RoboCop inclui temas sobre os media, corrupção, autoritarismo, ganância, privatização, identidade, distopia, gentrificação e natureza humana.

SINOPSE

Ambientado em uma Detroit assolada pelo crime em um futuro próximo de 2043, RoboCop gira em torno do policial Alex Murphy, que é assassinado por uma gangue de criminosos e trazido de volta à vida pela megacorporação Omni Consumer Products (OCP) como o agente da lei ciborgue RoboCop. Sem memória de sua vida anterior, RoboCop empreende uma campanha contra o crime enquanto tenta lidar com os fragmentos remanescentes de sua humanidade.

LANÇAMENTO

Contexto: Especialistas do setor estavam otimistas em relação ao verão cinematográfico de 1987 (junho a setembro). A temporada focou em filmes de gênero — ficção científica, terror e fantasia — que comprovadamente geravam receita, ainda que não necessariamente respeito da indústria. Outros filmes — como Roxanne, Nascido para Matar e Os Intocáveis — eram voltados para um público mais velho (acima de 25 anos), que havia sido ignorado nos últimos anos por filmes direcionados a adolescentes. A comédia de ação Um Tira da Pesada II era prevista para dominar os cinemas, mas muitos outros filmes também deveriam ter um bom desempenho, incluindo a aventura de ação Ishtar, as comédias Harry e os Hendersons, Quem é Aquela Garota? e Spaceballs, o filme de ação Predador e sequências como Superman IV: Em Busca da Paz e 007 - Marcado para a Morte, o mais recente filme de James Bond. Com o musical La Bamba, RoboCop foi previsto como um sucesso inesperado. Recebeu feedback positivo antes do lançamento, incluindo uma exibição positiva para a indústria (considerada uma raridade) e exibições de pré-lançamento que demonstraram a confiança do estúdio no filme.

Marketing: A comercialização do filme foi considerada difícil. Para o Los Angeles Times, Jack Mathews descreveu RoboCop como um "título terrível para um filme que qualquer um esperaria que um adulto gostasse". O chefe de marketing da Orion, Charles Glenn, disse que tinha "uma certa desvantagem... soa como 'Robby, o Robô' ou Gobots ou algo assim. Não tem nada a ver com isso." A campanha começou três meses antes do lançamento do filme, quando 5.000 trailers voltados para adultos e famílias foram enviados aos cinemas. A diretora de promoções da Orion, Jan Kean, disse que crianças e adultos reagiram positivamente ao personagem RoboCop. Miguel Ferrer lembrou-se de uma plateia de cinema rindo de forma zombeteira do trailer, o que ele considerou desanimador. Modelos e atores em trajes de fibra de vidro de RoboCop fizeram aparições em cidades por toda a América do Norte. O personagem apareceu em um evento de corrida de carros na Flórida, um show de laser em Boston, um metrô na cidade de Nova York, e as crianças podiam tirar fotos com ele no Sherman Oaks Galleria em Los Angeles.

Uma versão incompleta do filme sem classificação indicativa foi exibida antecipadamente para os críticos, o que era incomum para um filme de ação. Glenn argumentou que os críticos que apreciavam os trabalhos anteriores de Verhoeven também apreciariam RoboCop. O feedback foi geralmente positivo, fornecendo citações para o material promocional e tornando-o um dos filmes mais bem avaliados do ano até então. Na semana anterior ao lançamento, foram introduzidos comerciais de televisão e exibições limitadas nos cinemas para o público. O filme foi lançado no Reino Unido sem cortes, o que o BBFC justificou pelo excesso cômico da violência e pela clara distinção entre o herói e os vilões.

Bilheteria: RoboCop teve uma ampla distribuição na América do Norte em 17 de julho de 1987. Durante seu fim de semana de estreia, o filme arrecadou US$ 8 milhões em 1.580 cinemas — uma média de US$ 5.068 por cinema. Foi o filme número um do fim de semana, à frente de um relançamento do filme de animação de 1937, Branca de Neve e os Sete Anões (US$ 7,5 milhões) e da sequência de terror Tubarão 4: A Vingança (US$ 7,2 milhões), ambos também em sua primeira semana de lançamento. RoboCop manteve a primeira posição em seu segundo fim de semana com uma arrecadação adicional de US$ 6,3 milhões, à frente de Branca de Neve (US$ 6,05 milhões) e da comédia estreante Escola de Verão (US$ 6 milhões).  Foi o quarto filme de maior bilheteria em seu terceiro fim de semana, com uma arrecadação de US$ 4,7 milhões, atrás de La Bamba (US$ 5,2 milhões) e das estreias do filme de terror Os Garotos Perdidos (US$ 5,2 milhões) e 007 - Marcado para a Morte (US$ 11,1 milhões).

RoboCop nunca recuperou o primeiro lugar, mas permaneceu entre os dez primeiros por seis semanas. Ao final de sua exibição nos cinemas, o filme arrecadou cerca de US$ 53,4 milhões e foi um sucesso modesto. Foi o décimo quarto filme de maior bilheteria do ano, atrás de Crocodile Dundee (US$ 53,6 milhões), La Bamba (US$ 54,2 milhões) e Dragnet (US$ 57,4 milhões). Não há dados disponíveis sobre o desempenho do filme fora da América do Norte.

Devido em parte ao aumento dos preços dos ingressos e a uma semana extra de verão nos cinemas, 1987 estabeleceu um recorde de US$ 1,6 bilhão em bilheteria e superou o recorde anterior de US$ 1,58 bilhão estabelecido em 1984. Ao contrário daquele verão, que contou com vários sucessos de bilheteria como Os Caça-Fantasmas e Indiana Jones e o Templo da Perdição, o verão de 1987 apresentou apenas um: Um Tira da Pesada II. Mais filmes (incluindo RoboCop) tiveram um desempenho modesto, arrecadando um total coletivo de US$ 274 milhões — um aumento de 50% em relação a 1986. A idade média do público continuou a aumentar, já que filmes voltados para adolescentes, como RoboCop e Um Tira da Pesada II, tiveram uma queda de 22% no desempenho em comparação com filmes semelhantes de 1986. Filmes voltados para adultos tiveram um aumento de 39% na receita. RoboCop foi um dos sucessos surpresa do verão e contribuiu para a melhoria da sorte da Orion.

RECEPÇÃO
  • Cinemascore: A−
RoboCop estreou com críticas geralmente positivas.

Os críticos notaram influências no filme da ação de O Exterminador do Futuro (1984) e Aliens (1986), e das narrativas de Frankenstein (1931), Repo Man (1984) e da série de televisão Miami Vice. RoboCop construiu uma visão futurista distinta para Detroit, escreveram dois críticos, como Blade Runner havia feito para Los Angeles. Vários críticos tiveram dificuldade em identificar o gênero do filme, escrevendo que ele combinava sátira social e filosofia com elementos de ação, ficção científica, suspense, faroeste, comédia pastelão, romance, filmes snuff, quadrinhos de super-heróis e humor camp sem ser derivativo.

Algumas publicações consideraram a direção de Verhoeven inteligente e com um humor negro, oferecendo uma sátira social afiada que, segundo o The Washington Post, teria sido apenas um simples filme de ação nas mãos de outro diretor. Outras, como Dave Kehr, do Chicago Reader, acreditavam que o filme era excessivamente dirigido, com o estilo cinematográfico europeu de Verhoeven carecendo de ritmo, tensão e dinamismo. De acordo com a crítica do Chicago Reader, a típica habilidade de Verhoeven em retratar o "psicológico sórdido" através da fisicalidade não conseguiu usar adequadamente a "insípida ariana" de RoboCop. O The Washington Post e Roger Ebert elogiaram a atuação de Weller e sua capacidade de despertar simpatia e transmitir cavalheirismo e vulnerabilidade enquanto estava escondido sob uma fantasia volumosa. Weller ofereceu uma certa beleza e graça, escreveu o crítico do The Washington Post, que adicionou uma qualidade mítica e tornou seu assassinato ainda mais horrível. Em contraste, Weller "quase não foi notado" por trás da máscara para o Chicago Reader. A Variety citou Nancy Allen como a única fonte de calor humano no filme e Kurtwood Smith como um "sádico doente" bem escalado.

Muitos críticos notaram a violência do filme. Era tão excessiva para Ebert e o Los Angeles Times que se tornou deliberadamente cômica, com Ebert escrevendo que o assassinato de um executivo pelo ED-209 subvertia as expectativas do público de um filme de ficção científica aparentemente sério e direto. O crítico do Los Angeles Times acreditava que as cenas violentas transmitiam simultaneamente sadismo e pungência. Outros críticos foram mais críticos, incluindo Kehr e Walter Goodman, que acreditavam que a sátira e as críticas à corrupção corporativa de RoboCop eram desculpas para se entregar a imagens violentas. O Chicago Reader considerou que a violência tinha uma "qualidade sombria e agonizante... como se Verhoeven estivesse ao mesmo tempo horrorizado e fascinado" por ela, e o The Christian Science Monitor disse que os elogios da crítica ao filme "desagradável" demonstravam uma preferência por "estilo em detrimento da substância".

Kehr e o The Washington Post afirmaram que a sátira às corporações e o uso intercambiável de executivos corporativos e criminosos de rua foram o ponto forte do filme, retratando sua ganância desenfreada e indiferença cruel com críticas espirituosas a programas de jogos e à cultura militar. Alguns críticos apreciaram a adaptação do filme de uma narrativa clássica sobre um herói trágico em busca de vingança e redenção, com o Los Angeles Times escrevendo que a típica história clichê de vingança foi transformada ao tornar o protagonista uma máquina que sucumbe à humanidade, à emoção e ao idealismo. O Los Angeles Times e o The Philadelphia Inquirer consideraram a vitória de RoboCop satisfatória porque ofereceu uma fábula sobre um herói decente lutando contra a corrupção, os vilões e o roubo de sua humanidade, com a moralidade e a tecnologia ao seu lado. O Washington Post concordou que o "coração" do filme é a história de Murphy recuperando sua humanidade: "[C]om todos os nossos heróis de carne e osso nos decepcionando — de corretores a jogadores de beisebol — precisamos de um homem de fibra, um cara honesto que não se envolve com fraternidades e nunca se acha superior. O que este mundo precisa é de 'RoboCop'."

Prêmios: RoboCop recebeu um Prêmio Especial de Melhor Edição de Som (Stephen Flick e John Pospisil) na 60ª edição do Oscar. O filme teve outras duas indicações: Melhor Montagem para Frank J. Urioste (perdendo para Gabriella Cristiani pelo drama O Último Imperador) e Melhor Som para Michael J. Kohut, Carlos Delarios, Aaron Rochin e Robert Wald (perdendo para Bill Rowe e Ivan Sharrock por O Último Imperador). Em uma esquete de comédia no evento, o personagem RoboCop resgatou o apresentador Pee-wee Herman do ED-209.

Na 42ª edição do BAFTA, RoboCop recebeu duas nomeações: Melhor Maquilhagem e Cabelo para Carla Palmer (perdendo para Fabrizio Sforza por O Último Imperador) e Melhores Efeitos Visuais Especiais para Bottin, Tippett, Kuran e Gioffre (perdendo para George Gibbs, Richard Williams, Ken Ralston e Edward Jones pelo filme de fantasia de 1988 Uma Cilada para Roger Rabbit).

Na 15ª edição dos Saturn Awards, RoboCop foi o filme com o maior número de indicações. Recebeu prêmios de Melhor Filme de Ficção Científica, Melhor Diretor para Verhoeven, Melhor Roteiro para Neumeier e Miner, Melhor Maquiagem para Bottin e Dupuis e Melhores Efeitos Especiais para Kuran, Tippett, Bottin e Gioffre. O filme recebeu mais três indicações, incluindo Melhor Ator (Weller) e Melhor Atriz (Allen).

PRODUÇÃO


Concepção e escrita: RoboCop foi concebido no início da década de 1980 por Edward Neumeier, executivo júnior de histórias e aspirante a roteirista da Universal Pictures. Fã de filmes de ficção científica com robôs, Star Wars e filmes de ação, Neumeier desenvolveu interesse por histórias em quadrinhos para adultos enquanto as pesquisava para uma possível adaptação. O filme de ficção científica Blade Runner, de 1982, estava sendo filmado nos estúdios da Warner Bros. atrás do escritório de Neumeier, e ele se juntou à produção extraoficialmente para aprender sobre cinema. Seu trabalho lá lhe deu a ideia para RoboCop: "Eu tive essa visão de um mundo distante, tipo Blade Runner, onde havia um policial totalmente mecânico desenvolvendo um senso de inteligência humana real". Ele passou as noites seguintes escrevendo um esboço de 40 páginas.

Enquanto pesquisava histórias para a Universal, Neumeier encontrou um vídeo de um estudante, o aspirante a diretor Michael Miner. Os dois se conheceram e discutiram seus conceitos semelhantes: o RoboCop de Neumeier e o videoclipe de rock com tema de robôs de Miner. Em uma entrevista de 2014, Miner disse que também tinha uma ideia chamada SuperCop. Eles formaram uma parceria de trabalho e passaram cerca de dois meses discutindo a ideia e de dois a três meses escrevendo juntos à noite e nos fins de semana, além de seus empregos regulares. A colaboração deles foi inicialmente difícil porque eles não se conheciam bem e tiveram que aprender a criticar um ao outro de forma construtiva.

Neumeier foi influenciado a matar seu personagem principal logo no início pelo filme de terror psicológico Psicose (1960), cujo protagonista morre logo no começo. Inspirado por histórias em quadrinhos e por sua experiência com a cultura corporativa, Neumeier queria satirizar a cultura empresarial da década de 1980. Ele observou a crescente agressividade dos serviços financeiros americanos em resposta à influência japonesa e a popularidade em Wall Street de O Livro dos Cinco Anéis, um livro do século XVII sobre como matar com mais eficácia. Neumeier também acreditava que o declínio da indústria automobilística de Detroit se devia ao aumento da burocracia. O mau funcionamento do ED-209 na sala de reuniões da OCP foi baseado nos devaneios de Neumeier sobre um robô invadindo uma reunião e matando todos. Miner descreveu o filme como "alívio cômico para uma época cínica" durante a presidência de Ronald Reagan, quando o economista "Milton Friedman e os Chicago Boys saquearam o mundo, com a ajuda de Reagan e da Agência Central de Inteligência. Então, quando você tem esse policial que trabalha para uma corporação que insiste 'Eu sou seu dono', e ele ainda faz a coisa certa — essa é a essência do filme." Neumeier e Miner conceberam os "Intervalos de Mídia" de notícias e anúncios dentro do universo do filme que aparecem ao longo de RoboCop, e um roteiro especulativo foi concluído em dezembro de 1984.

Desenvolvimento: O primeiro rascunho do roteiro, RoboCop: O Futuro da Aplicação da Lei, foi entregue a amigos e associados da indústria no início de 1985. Um mês depois, Neumeier e Miner receberam duas ofertas: uma da Atlantic Releasing e outra do diretor Jonathan Kaplan e do produtor Jon Davison, da Orion Pictures. Davison, um produtor experiente de filmes de exploração e filmes B, como a paródia Airplane! (1980), disse que se sentiu atraído pela sátira do roteiro. Ele mostrou a Neumeier e Miner filmes — incluindo Madigan (1968), Dirty Harry (1971) e Mad Max 2 (1981) — para demonstrar o tom que desejava. Depois que a Orion aprovou o projeto, Neumeier e Miner começaram um segundo rascunho.

Davison produziu o filme com sua empresa Tobor Pictures. Neumeier e Miner receberam alguns milhares de dólares pelos direitos do roteiro e US$ 25.000 entre eles pela reescrita. Eles tinham direito a oito por cento dos lucros da produção após o lançamento. Os contatos de Davison com marionetistas, animadores e designers de efeitos práticos foram essenciais para Verhoeven, que não tinha experiência prévia com eles. Os produtores discutiram a possibilidade de mudar o cenário de Detroit, mas Neumeier insistiu em sua importância devido à decadência da indústria automobilística. A conexão entre Clarence Boddicker e Dick Jones foi adicionada por sugestão de Orion.

Kaplan saiu para dirigir Project X (1987), e encontrar seu substituto levou seis meses; muitos candidatos recusaram devido ao título do filme. O projeto foi oferecido a David Cronenberg, Alex Cox e Monte Hellman; Hellman entrou como diretor da segunda unidade. Miner pediu para dirigir, mas a Orion se recusou a confiar um projeto de US$ 7 milhões a um diretor sem experiência. Ele recusou o cargo de diretor da segunda unidade para dirigir Deadly Weapon (1989); A executiva da Orion, Barbara Boyle, sugeriu Paul Verhoeven — que havia sido elogiado por seu trabalho em Soldier of Orange (1977) e seu primeiro filme em inglês, Flesh+Blood (1985) — para a direção. Verhoeven olhou para a primeira página e rejeitou o roteiro como horrível, paralisando o projeto. Boyle enviou outra cópia para Verhoeven, sugerindo que ele prestasse atenção ao subtexto. Verhoeven ainda estava desinteressado até que sua esposa, Martine, leu e o encorajou a dar uma chance, dizendo que ele havia perdido a "alma" da história sobre alguém perdendo sua identidade. Sem fluência em inglês, Verhoeven disse que a sátira não fazia sentido para ele; a cena que chamou sua atenção foi a de RoboCop retornando à casa abandonada de Murphy e tendo lembranças de sua vida anterior.

Davison, Neumeier e Verhoeven discutiram o projeto na Mansão Culver Studios. Verhoeven queria dirigi-lo como um filme sério; Neumeier deu-lhe histórias em quadrinhos para explicar o tom que desejavam, incluindo 2000 AD com o personagem Juiz Dredd. Neumeier e Miner escreveram um terceiro rascunho com base nos pedidos de Verhoeven, trabalhando apesar de lesões e noites em claro; a revisão de 92 páginas incluía uma subtrama sobre um caso romântico entre Murphy e Lewis. Depois de lê-lo, Verhoeven admitiu que estava errado e retornou ao segundo rascunho em busca de um tom de história em quadrinhos.

Elenco: Foram gastos de seis a oito meses na busca por um ator para interpretar Alex Murphy/RoboCop. Arnold Schwarzenegger, Michael Ironside, Rutger Hauer, Tom Berenger, Armand Assante, Keith Carradine e James Remar foram considerados. A Orion preferia Schwarzenegger, a estrela de seu recente sucesso O Exterminador do Futuro (1984), mas ele e outros atores foram considerados fisicamente imponentes demais para serem convincentes no traje do RoboCop; pensava-se que Schwarzenegger ficaria parecido com o Homem Michelin ou o Boneco da Pillsbury. Outros estavam relutantes porque seus rostos ficariam em grande parte escondidos por um capacete. Davison disse que Weller era a única pessoa que queria estar no filme. O baixo salário que recebia era um fator a seu favor, assim como seu bom controle corporal, fruto do treinamento em artes marciais e da corrida de maratonas, e sua base de fãs no gênero de ficção científica após sua atuação em As Aventuras de Buckaroo Banzai Através da 8ª Dimensão (1984). Verhoeven disse que o contratou porque "seu queixo era muito bom". Weller passou meses trabalhando com o mímico Moni Yakim, desenvolvendo um estilo de movimento fluido com uma finalização rígida, enquanto usava um uniforme de futebol americano para simular o figurino final. Weller disse que trabalhar com Verhoeven foi o principal motivo para escolher o papel em vez de participar de King Kong Lives (1986).

Stephanie Zimbalist foi escalada para o papel de Anne Lewis, parceira de Murphy, mas desistiu devido a obrigações contratuais com Remington Steele (que havia sido cancelado em 1986, mas foi retomado devido à sua popularidade). Sua substituta, Nancy Allen, achou o título do filme terrível, mas considerou o roteiro envolvente. Allen era conhecida por seus longos cabelos loiros, mas Verhoeven queria que fossem cortados curtos para que a personagem não fosse sexualizada. Seu cabelo foi cortado oito vezes até que o visual desejado fosse alcançado. Allen fez treinamento na academia de polícia para o papel e buscou conselhos de seu pai , um tenente da polícia. Verhoeven a encorajou a agir de forma masculina e ganhar peso, o que ela conseguiu parando de fumar.

Kurtwood Smith fez um teste para Boddicker e Jones. Ele era conhecido principalmente por seu trabalho na televisão, mas não tinha tido sucesso no cinema e viu RoboCop como um filme B com potencial. O personagem foi roteirizado para usar óculos para que se parecesse com o membro do Partido Nazista Heinrich Himmler. Smith não sabia disso e interpretou como o personagem tendo uma fachada inteligente e militarista para esconder ser um "chefão do tráfico de drogas debochado e sorridente". Ironside recebeu a oferta para o papel, mas não queria se envolver em outro filme cheio de efeitos especiais ou interpretar um "psicopata" depois de trabalhar em Extreme Prejudice (1987). Robert Picardo também fez um teste para o papel.

Ronny Cox tinha sido estereotipado por interpretar personagens geralmente bonzinhos e disse que isso lhe dava a impressão de que não conseguia interpretar papéis mais masculinos. Por causa disso, Verhoeven o escalou como o vilão Dick Jones. Cox disse que interpretar um vilão era "um zilhão de vezes mais divertido do que interpretar os mocinhos". Jones, disse ele, não tem compaixão e é um "filho da puta do mal". Miguel Ferrer não tinha certeza se o filme seria bem-sucedido, mas estava desesperado por trabalho e teria aceitado qualquer oferta. O Velho foi baseado no CEO da MCA Inc., Lew Wasserman, que Neumeier considerava um indivíduo poderoso e intimidador. O apresentador de televisão Bixby Snyder foi escrito como uma versão americanizada e mais extrema do comediante britânico Benny Hill. O radialista Howard Stern recebeu uma oferta para um papel não especificado, mas recusou porque achou a ideia estúpida (embora mais tarde tenha elogiado o filme finalizado).

Filmagem: As filmagens principais começaram em 6 de agosto de 1986, com um orçamento de US$ 11 milhões. Jost Vacano foi o diretor de fotografia , depois de trabalhar com Verhoeven em Soldado de Laranja. Verhoeven queria o designer de produção de Blade Runner, Lawrence G. Paull, mas Davison disse que podia pagar "ou um ótimo designer de produção ou uma ótima fantasia de RoboCop – não ambos". William Sandell foi contratado em seu lugar. Monte Hellman dirigiu várias das cenas de ação.

RoboCop foi filmado principalmente em locações em Dallas, com filmagens adicionais em Las Colinas e Pittsburgh. Verhoeven queria uma locação que sugerisse um futuro próximo. Detroit foi descartada por ter muitos prédios baixos, muitas casas de pedra marrom e edifícios em estilo vitoriano. Neumeier disse que também era uma cidade sindicalizada, o que encarecia as filmagens. Detroit fez uma breve aparição em imagens aéreas noturnas de arquivo no início do filme. Chicago foi descartada por razões estéticas, Nova York pelos altos custos e a Califórnia porque, segundo Davison, a Orion queria se distanciar do projeto. Dallas foi escolhida em vez de Houston por ter prédios modernos e áreas mais antigas e menos conservadas onde explosivos poderiam ser usados. O cronograma de filmagens em Dallas era de nove semanas, mas logo ficou claro que levaria mais tempo. Com base nas filmagens, a Orion aprovou a extensão do cronograma e um aumento no orçamento para US$ 13,1 milhões. O clima oscilou durante as filmagens; em Dallas, no verão, a temperatura frequentemente variava de 32 a 46 °C (90 a 115 °F), e o clima em Pittsburgh era gélido.

O traje do RoboCop só ficou pronto algum tempo depois do início das filmagens. Isso não afetou o cronograma das filmagens, mas privou Weller do mês de ensaios com o traje que ele esperava. Weller ficou frustrado com o traje; era muito incômodo para que ele se movesse como havia praticado, e ele passou horas tentando se adaptar. Ele teve dificuldades para enxergar através da fina viseira do capacete e interagir com (ou pegar) objetos enquanto usava as luvas. Weller se desentendeu com Verhoeven e foi demitido, com Lance Henriksen sendo considerado como substituto; como o traje foi projetado para Weller, no entanto, ele foi encorajado a fazer as pazes. O mímico Moni Yakim ajudou Weller a desenvolver uma maneira mais lenta e deliberada de se mover. A experiência de Weller com o traje foi agravada pelo clima quente, que o fazia suar até 1,4 kg por dia. Verhoeven começou a tomar medicamentos prescritos para lidar com a insônia induzida pelo estresse e filmou cenas sob o efeito deles.

Ele frequentemente coreografava cenas com os atores antes das filmagens. A improvisação também era incentivada, pois Verhoeven acreditava que ela poderia produzir resultados interessantes. Smith improvisou algumas das peculiaridades de seu personagem, como grudar chiclete na mesa de uma secretária e cuspir sangue no balcão da delegacia: “'E se eu cuspisse sangue na mesa?'... [Verhoeven] deu um sorrisinho e nós fizemos.” Neumeier esteve presente durante toda a filmagem e ocasionalmente escreveu cenas adicionais, incluindo uma festa de Ano Novo depois de ver alguns adereços de chapéus de festa e uma notícia sobre a plataforma da Iniciativa de Defesa Estratégica ter falhado. Verhoeven considerava a presença de Neumeier inestimável, pois eles podiam discutir como adaptar o roteiro ou a locação para fazer uma cena funcionar.

Verhoeven ganhou reputação por agressividade verbal e comportamento antissocial no set; Smith disse que ele nunca gritou com os atores, mas estava muito absorto nas filmagens para ser sociável. Cox e Allen falaram com carinho de Verhoeven. Weller passava seu tempo entre as filmagens com os atores que interpretavam seus inimigos (incluindo Smith, Ray Wise e Calvin Jung), que mantinham estilos de vida saudáveis que apoiavam Weller em seu treinamento para a Maratona de Nova Iorque.

Diversos locais em Dallas e arredores foram usados na produção. Um escritório na Renaissance Tower foi usado para o interior da OCP; o exterior da empresa é a Prefeitura de Dallas, modificada com pinturas foscas para parecer mais alta. O elevador da OCP era o da Plaza of the Americas. O exterior da delegacia de polícia de Detroit é a Crozier Tech High School; seu interior é o salão dos Filhos de Hermann, e a prefeitura é o Edifício Municipal de Dallas. Cenas da gangue de Boddicker explodindo vitrines foram filmadas no bairro de Deep Ellum. Uma explosão foi maior do que o previsto; atores podem ser vistos se afastando, Smith teve que tirar o casaco porque estava pegando fogo, e os atores envolvidos receberam um adicional de US$ 400 como dublês. O posto de gasolina Shell que explode ficava no Arts District, onde moradores locais, desconhecendo as filmagens, chamaram o corpo de bombeiros. A cena foi roteirizada para que chamas modificassem a placa para dizer "inferno" (Hell); Davison aprovou, mas não aparece no filme. Miner chamou isso de omissão decepcionante.

A boate era o antigo Starck Club. Verhoeven foi filmado demonstrando como os frequentadores da boate deveriam dançar e usou as filmagens no filme. Outros locais em Dallas incluíram o César Chávez Boulevard, a Reunion Arena e o estacionamento do Crescent. A batalha final entre RoboCop e a gangue de Boddicker foi filmada em uma siderúrgica em Monessen, nos arredores de Pittsburgh. As filmagens terminaram no final de outubro de 1986.

Weller disse que a experiência de filmagem foi uma das piores de sua vida, principalmente por causa da fantasia de RoboCop. Verhoeven também considerou a filmagem de RoboCop uma experiência miserável, em parte devido às dificuldades com os efeitos especiais e outros problemas. Ferrer, no entanto, descreveu-a como o melhor verão de sua vida.

Pós-produção: Um aumento adicional de US$ 600.000 no orçamento foi aprovado pela Orion para pós-produção e trilha sonora, elevando o orçamento para US$ 13,7 milhões.

Frank J. Urioste foi o editor do filme. Várias cenas adicionais foram filmadas durante esta fase, incluindo a morte de Murphy, RoboCop removendo seu capacete e cenas de seu coldre de perna. Após a cena da sala de reuniões da OCP, na qual RoboCop se apresenta como Murphy, outra cena revelou que Lewis estava vivo em um hospital antes de mostrar RoboCop em patrulha. A última cena foi considerada prejudicial ao sentimento triunfante da primeira e foi removida. Verhoeven queria que os intervalos comerciais (Media Breaks) no filme interrompessem abruptamente a narrativa e perturbassem o espectador. Ele foi influenciado pela arte de Piet Mondrian, que apresentava linhas pretas marcantes separando quadrados coloridos. Peter Conn dirigiu muitos dos intervalos comerciais, mas "TJ Lazer" foi dirigido por Neumeier.

O conteúdo violento de RoboCop dificultou a obtenção da classificação R da Motion Picture Association of America (MPAA), que restringiu o filme a espectadores maiores de 17 anos, a menos que acompanhados por um adulto. Inicialmente, recebeu a classificação X, mais restritiva, limitando o filme a maiores de 17 anos. Embora alguns relatos sugiram que a classificação R foi recusada onze vezes, Verhoeven afirmou que o número real foi oito. A MPAA questionou diversas cenas, incluindo a morte de Murphy e o disparo de ED-209 contra um executivo. As cenas violentas foram encurtadas e intervalos comerciais foram adicionados para aliviar o clima; Verhoeven lembrou que um crítico ficou confuso com a aparição abrupta desses intervalos no filme e reclamou que o projecionista havia usado o rolo de filme errado.

A MPAA também se opôs a uma cena em que Emil, já mutante, é desintegrado pelo carro de Boddicker, mas Verhoeven, Davison e Orion se recusaram a removê-la porque ela consistentemente recebia as maiores risadas durante as exibições de teste. Verhoeven tornou a violência cômica e surreal, e acreditava que os cortes faziam as cenas parecerem mais (e não menos) violentas. Ele disse que seus filhos pequenos riram da versão para maiores de 18 anos, e o público riu menos da versão para maiores de 18 anos. De acordo com Verhoeven, as pessoas "adoram ver violência e coisas horríveis". O filme tem 103 minutos de duração.

Basil Poledouris compôs a trilha sonora do filme depois de trabalhar com Verhoeven em Flesh + Blood. A trilha sonora combina sintetizadores e música orquestral, refletindo a natureza ciborgue de RoboCop. A música foi interpretada pela Sinfonia de Londres.

EFEITOS ESPECIAIS E DESIGN

Após o lançamento

Análise temática

Legado

Sequências e adaptações

quarta-feira, 1 de julho de 2026

VAMPETA (FUTEBOLISTA BRASILEIRO)

Vampeta jogando pela Seleção Brasileira em 09 de outubro de 1999.
  • NOME COMPLETO: Marcos André Batista Santos
  • NASCIMENTO: 13 de março de 1974; Nazaré, Bahia, Brasil
  • APELIDOS: Vampeta, Vamp, Velho Vamp, Deco
  • FAMÍLIA: Roberta Soares (ex-esposa), São Jorge Batista (Filho), Giovanna Santos (Filha), Gabriela Santos (Filha)
  • POSIÇÃO: volante
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1993–2011
  • ALTURA: 1,82 m
  • PÉ: destro
  • TORCEDOR: E.C. Vitória
Marcos Batista Santos (1974—), mais conhecido como Vampeta, é um comentarista esportivo, dirigente e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Também chegou a trabalhar como treinador.

Seu apelido surgiu nos tempos em que jogava pelo Vitória, seu clube formador. O jogador não possuía seus dentes frontais e era muito arteiro dentro do alojamento, fazendo com que seus companheiros de time Cesinha e Zé Elialdo fizessem a junção dos nomes "(vam)piro" e "ca(peta)".

BIOGRAFIA

Ao lado de Dida Paredão, Roberto Cavalo, Paulo Isidoro, Alex Alves e outros nomes da geração de ouro da base do Vitória, Vampeta foi vice-campeão do Brasileirão de 1993, diante do Palmeiras, no seu primeiro ano como profissional. Em 1994, o jogador se destaca em uma sequência de partidas. Na época, os observadores do PSV buscavam um atacante pela megalópole Rio-SP, mas as negociações acabaram não indo adiante devido ao alto valor das pedidas.

Após ter grande desempenho em um Ba-Vi, quando marcou em uma goleada por 4–0, os observadores fecharam negócio com a promessa Vampeta, que se tornou o primeiro atleta do futebol brasileiro a ir para a Europa negociado diretamente com um clube de fora do eixo Rio-SP-Sul-Minas.

PSV Eindhoven: Em 1 de julho de 1994, Vampeta oficialmente assinou com o gigante holandês, em uma época que as vagas para estrangeiros eram extremamente limitadas por temporada, tendo sido colega do recém campeão do mundo, Ronaldo. Vampeta chegou para ocupar a vaga deixada por Romário (a busca inicial dos holandeses era por outro atacante).

De 250 URVs (equivalente a pouco mais de dois salários mínimos), Vampeta chegou aos Países Baixos com salário equivalente a oito mil dólares em florins neerlandeses, além de um apartamento e um carro bancado pelo clube.

Vampeta cumpriu seu contrato com o PSV firmado até o fim da temporada 1997–98. Após empréstimos para VVV-Venlo e Fluminense, retornou ao clube de Eindhoven para ser campeão da Eredivisie na temporada 1996–97 e vencer o prêmio de melhor volante da competição.

Corinthians: Negociado com o Corinthians em 1998, Vampeta viveria seu auge no clube paulista, ganhando o status de ídolo logo nessa primeira passagem. Em 1998 e 1999, o Banco Excel montou um super time de estrelas. Ao lado de nomes como Marcelinho Carioca, Freddy Rincón e Ricardinho, o jogador conquistou diversos títulos com o Timão: foi campeão do Campeonato Brasileiro de 1998 e 1999, do Campeonato Paulista de 1999 e do Mundial de 2000, além de vice-campeão paulista de 1998. Vampeta declarou que, logo no primeiro contato com Vanderlei Luxemburgo, o treinador não deixou claro se o seu uso seria como volante ou lateral-direito, função que exercia no PSV.

Com brilhantes atuações no Corinthians, Vampeta somou suas primeiras convocações pela Seleção Brasileira em 1999, sendo campeão da Copa América e vice-campeão da Copa das Confederações. Especulado no futebol europeu, o jogador recusou um aumento salarial em fevereiro de 2000, com o intuito de se transferir no meio do ano.

Internazionale e PSG: Em julho de 2000, Vampeta retornou a Europa para cinco meses atuando na Internazionale de Milão, um período que descreveu como não bom tecnicamente de forma individual. Ainda assim, o jogador teve uma boa estreia e marcou um gol de trivela numa derrota por 4–3 contra a Lazio, em jogo válido pela Supercopa da Itália. Em janeiro, Vamp já estava em Paris, para atuar pelo Paris Saint-Germain, onde encerrou a temporada 2000–01 por meio de um empréstimo.

C.R. Flamengo: Em 2001, Vampeta já estava de volta ao futebol brasileiro, no Flamengo, em uma troca com Reinaldo ao PSG. O negócio ainda envolvia a ida de Adriano, o futuro Imperador, para a Inter de Milão, além de US$ 5 milhões, fato relembrado com bom humor pelos três envolvidos.

O momento financeiro do Flamengo era um dos piores. Após cobranças por um melhor desempenho, o volante disse uma frase que ficou marcada: "Eles fingem que me pagam, e eu finjo que jogo."

Em apenas 16 jogos oficiais, Vampeta marcou um gol, em partida contra o Gama, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 2001 (seu gol empatou a partida, mas o time candango venceu por 2–1). Cita como usava parte de seus ganhos da Europa a ajudar os funcionários e atletas mais jovens do elenco, não tendo chegado a receber um salário sequer do Flamengo.

Em dezembro de 2012, quando Eduardo Bandeira de Mello assumiu a presidência do Flamengo, o dirigente afirmou que o clube não seria igual ao do tempo citado por Vampeta.

Retorno ao Corinthians: Em 2002, de volta ao time em que se consagrou, Vampeta terminou o ano com dois títulos, o Torneio Rio-São Paulo e a Copa do Brasil. O Brasileirão formaria a tríplice coroa, mas o Santos foi o vencedor com a geração dos Meninos da Vila. O Corinthians tinha o plantel comandado por Carlos Alberto Parreira.

No meio da temporada, o jogador voltou da Copa do Mundo de 2002 com o penta da Seleção Brasileira. Reserva de Gilberto Silva durante toda a competição, Vampeta só atuou na vitória por 2–1 contra a Turquia, saindo do banco de reservas e entrando no lugar de Juninho Paulista.

Em 2003, fez parte venceu mais um Campeonato Paulista pelo Corinthians, sendo um dos destaques do elenco. Porém, uma lesão grave na estreia do Campeonato Brasileiro o fez ficar longe dos gramados por oito meses. Naquele ano, o time comandado por Geninho foi eliminado da Libertadores nas oitavas de final, para o River Plate, e teve um desempenho fraco no Brasileirão, terminando na 15ª posição.

O treinador Juninho Fonseca, sucessor de Geninho, teria prometido que Vampeta jogaria boas sequências no retorno de sua lesão. A promessa não foi cumprida, o que gerou desentendimento entre o treinador e o volante, causando uma saída da Fazendinha de modo bastante agitado.

Retorno ao Vitória: Após o Paulista, Vampeta retornou ao clube que o revelou, o Vitória, em 2004, junto ao seu amigo Edílson Capetinha, vencendo o Campeonato Baiano. Ainda em 2004, Vampeta embarcava para o Kuwait.

Chegada no mundo árabe: Com um ano completo atuando na Ásia, atuando pelo Kuwait SC, Vampeta foi campeão do Torneio Al-Khurafi. Curiosamente, o jogador usou a escrita M.Vampeta em sua camisa; a abreviação do seu nome de batismo (Marcos) não foi comum ao longo da sua carreira.

Brasiliense: Vampeta retornou ao futebol brasileiro em 2005, sendo anunciado pelo Brasiliense no dia 26 de abril, onde reencontrou Marcelinho Carioca. A equipe de Brasília disputava pela primeira vez a Série A do Campeonato Brasileiro, e apesar de ter feito alguns bons jogos, acabou sendo rebaixada.

Goiás E.C.: Em 2006, Vampeta foi contratado pelo Goiás para a disputa da Copa Libertadores da América. A equipe, que terminou em primeiro lugar no grupo, acabou sendo eliminada da competição sul-americana nas oitavas de final. Apesar de ter atuado pouco naquele ano, Vampeta sagrou-se campeão do Campeonato Goiano.

Terceira e última passagem no Corinthians: Chegou no Corinthians para a temporada 2007, após alguns meses da sua saída do Goiás, Vampeta fez uma intertemporada para recuperar o condicionamento físico e atuar pelo Campeonato Brasileiro. Relacionado pelo técnico Paulo César Carpegiani, estreou no dia 4 de agosto, justamente contra o seu ex-clube, o Goiás, na 17ª rodada, em que o Corinthians venceu por 1–0, com Vampeta iniciando a jogada do gol da partida com um passe de três dedos. Com 19 jogos realizados, o ídolo da Fiel fez parte do elenco que foi rebaixado para a Série B, o que decretou um brusco ponto final na parceria entre Corinthians e MSI. Vampeta não permaneceu para a disputa da temporada 2008 e deixou o clube pensando no seu fim de carreira.

Final de carreira: Vampeta foi anunciado no início de 2008 como um dos maiores reforços da história do Juventus, chegando para atuar no Campeonato Paulista daquele ano. O volante teve grande atuação no dia 24 de janeiro, sendo titular na vitória por 3–1 contra o Santos, no Estádio Bruno José Daniel. Terminada a campanha, o jogador oficialmente anunciou o fim da sua carreira, aos 34 anos de idade.

De forma surpreendente, em 2011, em uma jogada de marketing, o Grêmio Osasco anunciou a contratação de Vampeta para seus últimos dias como atleta profissional, no Campeonato Paulista A3. Jogando poucos minutos de um segundo tempo, Vamp anunciou sua aposentadoria e que daquele dia em diante estaria se dedicando como diretor do clube.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Vampeta foi convocado pela Seleção Brasileira pela primeira vez em 1998, sendo no ano seguinte campeão da Copa América e vice da Copa das Confederações.

O jogador vestiu a camisa da Amarelinha em 42 jogos, marcando dois gols, ambos na vitória por 3–1 contra a Argentina, no Morumbi, em 26 de julho de 2000, pelo primeiro turno das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. No primeiro gol (2–0), Vampeta, em rebote de um chute de fora da área de Alex, surgiu como um elemento surpresa na ponta-direita para marcar; já no segundo (3–1), Ronaldinho Gaúcho viu o volante entrando na grande área e serviu Vampeta entre os marcadores argentinos, que marcou de bico. Era uma fase em que o jogador tinha como forte as arrancadas.

Vampeta manteve o bom futebol em 2001, atuando pelo PSG, e foi chamado por Emerson Leão para a Copa das Confederações. O Brasil, no entanto, decepcionou em solo asiático e foi eliminado na semifinal para a França. Daquela controversa lista de convocação, o volante foi um dos quatro que seriam selecionados para a Copa de 2002, ao lado de Dida Paredão, Xerife Lúcio e Edmílson Gomes.

No ano seguinte, mesmo com a troca no comando da Seleção — Leão foi demitido e deu lugar a Felipão —, Vampeta foi convocado para a Copa do Mundo FIFA de 2002. Vestindo a camisa 18, atuou na estreia diante da Turquia, no Munsu Cup Stadium. O jogador entrou em campo aos 72 minutos, substituindo o meia Juninho Paulista, e viu Rivaldo balançar as redes e fechar o placar 15 minutos depois: triunfo brasileiro por 2–1. Por conta das boas atuações de Gilberto Silva e Kléberson, Vampeta amargou o banco de reservas e não foi mais utilizado por Felipão no Mundial conquistado pelo Brasil.

No tradicional encontro com o Presidente da República para entrega de medalha de honra ao mérito, Vampeta proporcionou uma cena icônica, quebrando totalmente o protocolo: sem o uniforme de viagem da CBF, usando uma camisa do Corinthians e um tanto alcoolizado, após receber a honraria presidencial de Fernando Henrique Cardoso, celebrou dando uma sequência de cambalhotas na rampa do Planalto; no retorno à parte superior, veio correndo, dando um pulo com soco no ar. Vampeta declarou que foi uma homenagem a Nilson Locatelli, o louco, torcedor que cumprimentava os jogadores dando cambalhotas.

Outro causo foi a foto da final contra a Alemanha. Segundo informou, apenas os 11 titulares iriam aparecer, mas Vampeta incentivou os demais reservas a se juntarem para o retrato, de modo que a imagem oficial do confronto conta com todos os 23 convocados.

CARREIRA COMO TREINADOR E DIRIGENTE

Em fevereiro de 2010, assumiu o comando do Nacional; posteriormente, treinou o Grêmio Osasco, clube pelo qual iniciou sua profissão de dirigente.

Com a compra do antigo Pão de Açúcar Esporte Clube pelo grupo liderado por Mario Teixeira, dono do então Grêmio Osasco, Vampeta foi promovido ao cargo de presidente do novo clube, função de dois mandatos, seguindo atualmente como presidente do conselho deliberativo do Grêmio Osasco Audax.

COMENTARISTA ESPORTIVO

Durante a Copa do Mundo FIFA de 2010, Vampeta trabalhou como comentarista esportivo pela primeira vez no programa Band Mania, que tinha a função de encerrar as noites de jogos.

Também fez parte do programa Mesa Redonda, pela TV Gazeta. Atualmente trabalha para a Jovem Pan Esportes, fazendo parte do time titular de comentaristas desde 2015. No dia 31 de janeiro de 2022, a Jovem Pan criou o programa Reis da Resenha, apresentado por Thiago Asmar e Vampeta, que conversam com personalidades do mundo do futebol.

Em 5 de fevereiro de 2026, assinou com o SBT para compor o elenco do Galvão Esporte Clube, esportivo apresentado por Galvão Bueno na emissora.

VIDA PESSOAL E OUTROS TRABALHOS


Em 1999, o jogador aceitou um convite e posou nu para a edição de janeiro da revista gay G Magazine. O volante, que vivia o auge da sua carreira e estava atuando no Corinthians, aceitou posar para ajudar a restaurar o Cinema Rio Branco. Vampeta foi o primeiro jogador de futebol a posar nu, e a foto foi a primeira ereção mostrada na revista. Ela quebrou um tabu dentro do futebol, pois a presença de homossexuais começou a ser discutida dentro dos times. Seu ensaio é usado em um tipo de cancelamento virtual conhecido como "Vampetaço".

Em sua cidade natal, Nazaré das Farinhas, Vampeta reformou e mantém com seus fundos um cinema municipal, fundado em 1923, para o entretenimento de seus conterrâneos. A gestão é feita por duas de suas tias, Elizabeth e Edna. O local já recebeu ofertas de compra pela Igreja Universal, recusadas por Vamp e família. A reinauguração, em 2000, contou com Ronaldo no momento do corte da fita.

Conhecido por seu jeito provocador, ajudou a popularizar, ainda no início dos anos 2000, o termo "bambi" como apelido pejorativo aos torcedores do São Paulo. Porém, reitera que não foi o criador da "brincadeira".

Após o título mundial com a Seleção Brasileira em 2002, o campeão do mundo recebeu a Medalha Ordem do Mérito da Bahia, no grau de comendador.

Em 2009, Vampeta foi parodiado pelo desenho animado da MTV Brasil, Fudêncio e Seus Amigos, no episódio denominado "Crepúsculo", em que o jogador assume a forma de vampiro após as partidas. O desenho foi ao ar pela primeira vez na noite de 3 de agosto.

No ano seguinte, filiado ao PTB, Vampeta concorreu ao mandato de deputado federal pelo estado de São Paulo. No entanto, recebeu 14 921 votos e não se elegeu, ficando apenas com o 184.º lugar. Ele afirmou votar de acordo com suas análises, independentemente de ser um candidato de direita ou esquerda.

Em dezembro de 2012, com a ajuda do jornalista Celso Unzelte, o ex-jogador lançou o livro biográfico Vampeta: memórias do velho Vamp: sem cortes (ed. LeYa).

Polêmicas: No ano de 2005, Vampeta chegou a ser preso no Kuwait por estar portando garrafas de bebida alcoólica em seu carro, algo proibido de acordo com a lei em grande parte dos países árabes.

Em setembro de 2022, Vampeta teve valores de suas contas bancárias congelados pela Justiça por ele e sua ex-mulher, Roberta Soares, possuírem uma dívida com a Escola Castanheiras, localizada em Santana de Parnaíba, onde suas duas filhas estudavam. Ainda em setembro, Vampeta foi alvo de uma ação na 5ª Vara Cível de Barueri por não ter efetuado três pagamentos de pensão alimentar. Em julho, a defesa das filhas chegou a pedir a penhora de um dos seus apartamentos para quitar a dívida, mas a oferta foi recusada por outra ex-mulher de Vampeta estar vivendo no local. Assim, a defesa pediu para que fosse enviado um ofício para a Rádio Jovem Pan, em São Paulo, onde o ex-jogador trabalhava, cobrando o valor. Suas filhas também pediram pela prisão do pai até que os pagamentos fossem efetuados. O processo ocorreu durante a pandemia de COVID-19, onde prisões de devedores de pensão alimentícia foram suspensas pela Justiça. Por causa dos processos judiciais, seus bens foram bloqueados.

Vampetaço: O termo "Vampetaço" passou a ser usado para designar uma forma de protesto virtual, em que a imagem do ensaio realizado por Vampeta na G Magazine é repostada em respostas a postagens nas redes sociais, geralmente com conotação política ou humorística. A prática se popularizou principalmente em contextos de oposição a figuras públicas ou discursos conservadores, funcionando como uma forma de trollagem ou sátira digital. Vampeta declarou não se incomodar com a viralização de sua imagem, afirmando: “Tá tranquilo... É uma honra, eu me divirto muito”. O ex-jogador relatou ainda já ter visto a imagem ser exibida até mesmo em manifestações na Avenida Paulista, próximas à sede da TV Jovem Pan. O fenômeno foi interpretado por pesquisadores como uma forma de resistência digital brasileira, embora também levante debates sobre a objetificação e o uso da imagem de corpos racializados fora de seu contexto original.

ESTATÍSTICAS
  • EC Vitória (1993–1994)
    • Partidas: 13
    • Gols: 1
  • PSV Eindhoven (1994–1997)
    • 50 (5)
  • VVV-Venlo (emprestado) (1995)
    • 7 (3)
  • Fluminense FC (emprestado) (1995–1996)
    • 23 (2)
  • SP Corinthians (1998–2000)
    • 101 (7)
  • FC Internazionale (2000)
    • 10 (0)
  • Paris Saint-Germain FC (2001)
    • 12 (2)
  • CR Flamengo (2001)
    • 16 (1)
  • SP Corinthians (2002–2003)
    • 125 (10)
  • EC Vitória (2004)
    • 14 (1)
  • Kuwait SC (2004–2005)
    • 16 (1)
  • Brasiliense FC (2005)
    • 37 (0)
  • Goiás EC (2006)
    • 19 (5)
  • SP Corinthians (2007)
    • 22 (0)
  • Juventus-SP (2008)
    • 7 (0)
Seleção Nacional: Jogou pela CBF de 1998 a 2002.

Times/clubes que treinou: Nacional-SP (2010) e o Grêmio Osasco (2011).

TÍTULOS

PSV Eindhoven: Supercopa dos Países Baixos em 1996 e 1997 e  Eredivisie nos mesmos anos.

S.P. Corinthians:
  1. Campeonato Brasileiro: 1998 e 1999
  2. Campeonato Paulista: 1999 e 2003
  3. Campeonato Mundial de Clubes da FIFA: 2000
  4. Torneio Rio-São Paulo: 2002
  5. Copa do Brasil: 2002
Vitória: Campeonato Baiano em 2004.

Goiás: Campeonato Goiano em 2006.

Seleção Brasileira: Copa América em 1999 e A Copa do Mundo FIFA em 2002, na Coreia do Sul e Japão.

Prêmios individuais: Bola de Prata em 1998 e 1999.

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SCORPION (ANTI-HERÓI DE JOGOS ELETRÔNICOS)

  • NOME COMPLETO: Hanzo Hasashi (japonês: 波佐志 半蔵 Hasashi Hanzo)
  • NASCIMENTO: Osaka, Japão, Plano Terreno
  • ARMAS: kunai (todas as aparições), machado (UMK3, MKT), espada longa (MK4, MKG), espada ninja (MK:DA, MK:TE), Mugai Ryu (MK:D, MK:U, MK:A, MK 2011, MKX, MK Mobile), Tantō (MK11, MK Mobile) e Katana (MK11, MK Mobile)
  • ESTILO(S) DE LUTA: Hapkido (MK:DA, MK:TE, MK:D, MK:U, MK:A, MKvsDCU, MK 2011, MKX, MK11, MK1), Pi Gua (MK:DA, MK:TE, MKvsDCU, MK 2011, MKX, MK1), Moi Fah (MK:D, MK:U, MK1), Ninjitsu (MK 2011, MKX, MK11, MK1)
  • ESPÉCIE: Humano Masculino, Ressuscitado como Espectro da Vingança
  • FAMÍLIA: Harumi, Satoshi
  • AFILIAÇÃO: Forças das Trevas e os Shirai Ryu
  • CRIADOR(ES): Ed Boom e John Tobias
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: Mortal Kombat (1992)
Scorpion é um personagem jogável da franquia Mortal Kombat, criada pela Midway Games. Estreando como um dos sete personagens jogáveis originais do primeiro título, Mortal Kombat. Scorpion é o espectro de um ninja que busca vingar a própria morte, a destruição de seu clã e a morte de sua família, fazendo dele um anti-herói, seu papel principal durante toda a série até Mortal Kombat X.

CURIOSIDADES
  1. O nome do Scorpion, "Hanzo Hasashi", pode ser uma possível referência a Hanzō Hattori, um famoso samurai e ninja do período Sengoku do Japão. Seu nome verdadeiro e o nome de seu clã, Shirai Ryu, só foram revelados em Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero, conforme consta no manual de instruções do jogo.
  2. Em diversas entrevistas, Ed Boon admitiu abertamente que seu personagem favorito sempre foi Scorpion e que qualquer jogo de Mortal Kombat pareceria incompleto sem ele. Embora Scorpion estivesse ausente de MK3, ele foi posteriormente adicionado a UMK3.
PODERES E HABILIDADES

Scorpion é mais comumente associado ao Fogo Infernal, a variante de fogo do Plano Inferior. Scorpion é imune ao elemento e o utiliza principalmente para confirmar a morte de seus oponentes, expelindo-o de seu crânio quando está sem máscara. Ele é muito versátil com esse elemento, pois pode invocá-lo sob seu oponente, se incendiar com fogo infernal para criar uma aura de chamas danosa e lançar bolas de fogo que podem explodir. Suas outras habilidades incluem necromancia e invocação. Após ser traído pelos Deuses Anciões, que ressuscitaram seu clã como mortos-vivos, ele ainda encontrou utilidade em seus camaradas mortos-vivos, conhecidos como Filhos do Inferno, que também são capazes de invocar fogo infernal. Suas habilidades de invocação permitem que ele convoque lacaios demoníacos que podem se autodestruir e criaturas cranianas flutuantes que respiram fogo infernal e lançam projéteis explosivos.

Como um espectro, Scorpion é imune à morte, pois sua alma ainda está presa à vingança, permitindo-lhe perseguir seus alvos indefinidamente até que sejam silenciados. Ele é capaz de ressuscitar, mesmo que seu corpo físico seja completamente destruído, como demonstrado em Mortal Kombat: Deadly Alliance, onde ele foi supostamente morto por Quan Chi ao ser chutado em uma piscina de ácido no mapa Acid Bath, mas posteriormente retornou à vida para encontrar a Deadly Alliance e seus asseclas. Ele também voltou à vida na série de quadrinhos Mortal Kombat X depois de ser brutalmente assassinado por Havik, que destruiu seu peito e pulmões.

Scorpion possui a habilidade de se teletransportar e pode ativar essa capacidade sem fazer um gesto, apenas com um pensamento, frequentemente usada em ataques surpresa ou emboscadas. Ele também pode abrir portais para o Plano Inferior à vontade. O alcance dos poderes de Scorpion depende de quanto tempo ele permanece em sua morada, o Plano Inferior. Isso se mostrou vantajoso quando ele perseguiu Quan Chi nas profundezas do inferno, cuja magia é enfraquecida pelo poder e pela natureza daquele reino.

Como muitos ninjas, Scorpion é versado na arte do combate armado. Ele empunhou diversas armas ao longo dos torneios, de machados às mais recentes Ninjato gêmeas. Sua arma mais recorrente é a Lança, uma kunai presa a uma corda resistente. Popularmente chamada de kyoketsu-shoge no Japão antigo, representando o "ferrão" de Scorpion. Às vezes, a lança é imbuída com fogo infernal para aumentar seu poder. Diversas representações da lança já haviam sido feitas antes de Deadly Alliance. Nos quadrinhos, ela era mostrada como uma corrente amarrada a uma maça. Nos filmes, sua lança era uma criatura serpentina senciente que surgia de sua mão.

Scorpion, quando ele cospe fogo infernal pela boca como ataque, sua cabeça se transforma em um crânio flamejante, idêntico ao seu Fatality "Toasty!".

CARACTERIZAÇAO

HISTORIA DE ORIGEM

Sabe-se que seu pai, um antigo membro do clã Shirai Ryu, proibiu o filho de se juntar ao clã, pois não desejava que ele levasse a vida de um assassino. No entanto, Hanzo se juntou ao clã apesar dos desejos do pai, a fim de proporcionar uma vida confortável para sua esposa Harumi e seu filho Satoshi.

Após o extermínio dele e de seu clã, Scorpion reaparece como um Spectre infernal, buscando vingança implacavelmente contra os responsáveis pela destruição de sua família e clã. Como resultado da manipulação de Quan Chi, ele inicialmente acredita que Bi-Han, um ninja do clã rival Lin Kuei e o Sub-Zero original, seja o responsável pelo massacre.

DESENVOLVIMENTO


FONTES:

Post № 889

terça-feira, 30 de junho de 2026

T. HAWK (PERSONAGEM DE JOGOS ELETRÔNICOS)

Arte de corpo inteiro de Super Street Fighter II Turbo.
  • NOME COMPLETO: Thunder Hawk (espanhol: Halcón del Trueno)
  • NASCIMENTO: 21 de julho de 1959; México
  • ALTURA: 7'7" (230 cm)
  • PESO: 357 lbs (162 kg)
  • CABELO: Castanho
  • OLHOS: Castanhos
  • TIPO SANGUÍNEO: O
  • MEDIDAS: B144/W98/H112
  • ESTILO DE LUTA: Artes Marciais Thunderfoot
  • ESPÉCIE: Humano Masculino Heterossexual, Latino de Ascendência Indígena
  • FAMÍLIA: Arroyo Hawk (pai), Julia (esposa)
  • AFILIAÇÃO: Tribo Pés-de-Trovão
  • STATUS: Mexicano, Ativo, Benéfico
  • CRIADOR(ES): Akira Nishitani
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: Super Street Fighter II (1993)
Thunder Hawk (em japonês: サンダーホーク), comumente chamado de T. Hawk, é um personagem da série de jogos de luta Street Fighter, da Capcom, introduzido em Super Street Fighter II em 1993. Ele é um mexicano de ascendência indígena, e sua história gira em torno da proteção de seu povo e da recuperação de terras que lhes foram tomadas.

CARACTERIZAÇÃO

Aparência: T. Hawk é um homem imensamente alto e robusto, com braços e pernas longos e poderosos, mãos e pés enormes, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros e traços faciais imponentes, como maçãs do rosto proeminentes, nariz achatado e um queixo largo e quadrado. Ele pinta as bochechas e a mandíbula inferior com uma pintura de guerra branca em estilo indígena. Sua vestimenta consiste em colete e calças jeans, braçadeiras de ferro que cobrem totalmente ambos os antebraços, braceletes finos de aço nos bíceps, um cinto de couro marrom estilo caubói com uma fivela enorme e detalhes metálicos decorativos, mocassins ou botas e uma faixa de cabeça azul e branca com estampa triangular, ostentando um par de penas brancas de águia (uma delas com a ponta vermelha) fixadas na diagonal, apontando para cima. O acessório de cabeça é uma lembrança de seu pai.

Personalidade: T. Hawk é, de modo geral, corajoso, durão, altruísta, de espírito nobre, centrado e destemido, mas também rabugento, frio, bruto, impassível e aparentemente indiferente. Sua falta de demonstração de emoções decorre, em grande parte, do sofrimento e da devastação impostos por M. Bison ao seu povo e às suas terras sagradas — um ódio que se intensificou ainda mais em Street Fighter Alpha 3, quando T. Hawk descobriu que Julia, sua amiga de infância e amada, havia sido transformada em Juli, uma das assassinas de elite da Shadaloo conhecidas como "The Dolls", após sofrer lavagem cerebral de Bison. Apesar de sua postura exterior rígida, T. Hawk é, na verdade, um homem compassivo e de bom coração — como evidenciado em várias ilustrações que mostram seu profundo afeto pelos animais nativos —, e busca vingança com o único objetivo de resgatar seu povo há muito perdido e restaurar suas terras devastadas à sua antiga glória.

HISTÓRIA DE ORIGEM

Quando era jovem, ele e os membros de sua tribo Thunderfoot foram expulsos de suas terras pelos Shadaloo. Muitos dos membros resistiram e lutaram contra eles, e muitos foram mortos, incluindo seu líder, Arroyo Hawk (pai de T. Hawk), que foi covardemente assassinado por um jovem M. Bison. Agora vivendo no México, perto das planícies de Monte Albán (Oaxaca de Juárez, Oaxaca), T. Hawk não deseja nada mais do que vingança contra Bison por suas ações desprezíveis e recuperar as terras que foram tomadas de seu povo. A tribo Thunderfoot também sofreu com o desaparecimento de muitos de seus membros, e T. Hawk assumiu a responsabilidade de encontrá-los. Uma delas, sua amada Julia, tornou-se Juli, uma das assassinas com lavagem cerebral de Bison, conhecidas como The Dolls.

DESENVOLVIMENTO

Durante o desenvolvimento de Super Street Fighter II , T. Hawk foi originalmente chamado de "Geronimo". No entanto, o nome foi alterado depois que um membro da equipe americana expressou preocupação de que pudesse ser considerado racialmente insensível. Além disso, o corte de cabelo conceitual de T. Hawk, no estilo Elvis, foi redesenhado para melhor refletir sua herança indígena. Essa mudança foi sugerida por Steve Patton, um membro da equipe do escritório americano da Capcom que tem ascendência indígena. De acordo com o designer de personagens Akira Nishitani, o conceito original para T. Hawk apresentava uma coroa de penas de pássaro que se estendia de sua cabeça até a cintura, baseado no que a equipe acreditava ser uma visão comum japonesa da cultura indígena. No entanto, um membro da equipe da Capcom apontou que esse design era semelhante ao uso de estereótipos ultrapassados e ofensivos, como mostrar japoneses com olhos puxados e dentes salientes. Por causa disso, a equipe mudou o design para evitar estereótipos culturais.

APARIÇÕES

T. Hawk fez sua primeira aparição em Super Street Fighter II: The New Challengers em 1993 como um dos quatro novos personagens jogáveis introduzidos ao elenco. Ele retornou posteriormente como personagem selecionável em títulos importantes como Street Fighter Alpha 3, Super Street Fighter IV e Ultra Street Fighter IV. Além de suas aparições principais, ele fez participações menores em Capcom Fighting Evolution , Super Smash Bros. Ultimate e Street Fighter 6. Fora dos videogames, T. Hawk aparece em adaptações animadas como Street Fighter II: O Filme Animado e a série animada de televisão Street Fighter, além de um filme live-action de 1994 (interpretado por Gregg Rainwater) e uma série de quadrinhos de Street Fighter publicada pela Udon Entertainment.

ANÁLISE ACADÊMICA

No estudo acadêmico "Representação dos Nativos Americanos: Da Literatura aos Videogames", conduzido pela Universidade Nacional de Educação a Distância , o professor Samuel Martinez Linares afirma que a narrativa de T. Hawk, centrada na busca pela recuperação de terras ancestrais, segue uma visualização recorrente nas representações midiáticas de povos indígenas. Ele observa que a associação de T. Hawk com a natureza e os animais reflete o estereótipo do "índio místico", que apresenta os nativos americanos como inerentemente espirituais e profundamente conectados à natureza, frequentemente de maneira historicamente imprecisa. Linares também critica o design do personagem, incluindo suas vestimentas e a tribo Thunderfoot, por carecer de especificidade cultural e se basear em representações generalizadas que não se fundamentam em nenhuma comunidade indígena real. De forma semelhante, dois acadêmicos da Universidade da Indonésia, Danar Hafidz Adi Wardhana e Saomi Rizqiyanto, analisam T. Hawk utilizando um método de pesquisa chamado análise crítica do discurso. Eles identificam uma variedade de elementos estereotipados presentes em seu design visual, símbolos culturais e características físicas, que reforçam concepções redutivas e ultrapassadas da identidade nativa americana. Concluindo, ambos os estudos mostram que a representação de T. Hawk se conecta mais com estereótipos familiares e oferece menos importância às realidades culturais da herança indígena.

Em outro estudo, intitulado "Narrativas Digitais e Articulações Linguísticas de Identidades Mexicanas em Mídias Emergentes: Raça, Máscaras de Lucha Libre e Espanhol Imitado", o professor associado da Universidade do Arizona, Daniel Calleros Villarreal, examina como a representação de T. Hawk não se alinha com as ideias comumente reconhecidas de identidade mexicana. Embora o personagem seja oficialmente rotulado como mexicano em jogos e materiais promocionais, Villarreal argumenta que sua "mexicanidade" parece pouco convincente. Refletindo sobre sua própria experiência como adolescente jogando Super Street Fighter II no México, Villarreal lembra que os jogadores frequentemente se referiam a T. Hawk como "El Indio" ou "El Apache", com base em sua aparência indígena. Seu status como mexicano raramente era reconhecido, já que seu design, com pele morena e símbolos indígenas, não correspondia às representações típicas da identidade mexicana. Villarreal também destaca que a história de T. Hawk inclui um ódio intenso pelo personagem M. Bison por quase ter dizimado sua tribo, bem como uma aversão à luta livre, apesar de a lucha libre ser um símbolo cultural fundamental no México. Seu design visual, incluindo uma águia-careca de estimação, conecta-se mais à iconografia americana do que à cultura mexicana. Até mesmo os folhetos de fliperama usados para explicar seus golpes os listavam em inglês, com apenas um fazendo referência ao México. Villarreal sugere que o problema não é simplesmente o uso de estereótipos, mas sim o fato de que os estereótipos utilizados pertencem a um contexto cultural diferente. Como resultado, a identidade de T. Hawk se baseia em símbolos que não correspondem às ideias dominantes sobre o que significa ser mexicano, fazendo com que sua representação pareça desconectada e culturalmente confusa.

No estudo colaborativo da Universidade Drexel, "Representação Visual Mexicana Digital em Videogames", os dados da pesquisa indicaram que a maioria dos participantes considerava T. Hawk uma representação negativa de sua cultura. Aqueles que escolheram T. Hawk como um personagem que os fazia sentir-se mal representados na mídia apresentaram diversas razões para essa percepção, focando principalmente em sua aparência e codificação cultural. Muitos indivíduos afirmaram que T. Hawk parecia refletir a cultura indígena de países como os Estados Unidos ou Canadá, como a dos Cherokee, em vez da herança indígena mexicana. Suas roupas e estilo de luta também foram descritos como inconsistentes com a forma como os indígenas mexicanos são tipicamente percebidos, com um participante observando que nunca tinha visto um mexicano vestido como T. Hawk. Outros o compararam desfavoravelmente a personagens como El Fuerte e Necalli, que foram considerados mais culturalmente apropriados. Uma preocupação recorrente era que o design de T. Hawk se baseava mais em estereótipos de nativos norte-americanos do que em qualquer identidade indígena mexicana específica. Entre todos os participantes, apenas um indivíduo identificou-se com T. Hawk, citando uma constituição física semelhante e descrevendo-o como o primeiro personagem mexicano que encontraram num videojogo.

FONTES:  Ultra Street Fighter IV Profile Archived from The original
 Street Fighter: World Warrior Encyclopedia Hardcover

 Super Street Fighter II SNES manual, p.26
 SFI set in 1987 & SFII set in 1991 from Street Fighter Memorial Archives Beyond the World

 T. Hawk original profile from Super Street Fighter IV.
 Super Street Fighter II Arcade Gametrack page 07
 http://streetfighter.wikia.com/wiki/File:SF2T-10-ShadalooKen.png

 Street Fighter V Character Encyclopedia: Thunder Hawk

 http://www.streetfighter.com/uk/characters

 http://www.youtube.com/watch?v=2NovM20o7Cg

 "T. Hawk (Voices)". Behind The Voice Actors. Archived from the original on June 12, 2018. Retrieved July 1, 2025.

 All About Capcom Head-to-Head Fighting Games 1987–2000. Studio Bent Staff. August 2000. p. 275. ISBN 9784885546761.

 Steve Henderstot; Tim Lapetino (November 15, 2017). Undisputed Street Fighter: The Art And Innovation Behind The Game-Changing Series. Dynamite Entertainment. p. 142. ISBN 9781524104696. Retrieved July 1, 2025.

 Akira Nishitani [@nin_arika] (June 3, 2020). "そうそう、思い出したんですけど、最初にTホークのデザインを決めたときに、日本人が考えるネイティブアメリカンの印象で頭から腰に垂れ下がる鳥の羽の冠だったんですけど、カプコンUSAのJames氏がそれは日本人の描写でつり目出っ歯みたいな感じだから絶対にやめてくれ!って言って変更したんだった。" (Tweet). Retrieved July 1, 2025 – via Twitter.
 "Character Guide 060: Thunder Hawk". Capcom. Archived from the original on July 1, 2025. Retrieved July 1, 2025.

 Samuel Martinez Linares (February 2018). "Representation of Native Americans: From Literature to Video Games". Facultad de Filología. National University of Distance Education: 49–50. Retrieved July 1, 2025.

 Danar Hafidz Adi Wardhana; Saomi Rizqiyanto (2024). "Native American Stereotypes in Popular Media: The Case Study of Thunder Hawk Character's Representation in the Street Fighter Video Game". Mandar: Social Science Journal. 3 (1). Universitas Sulawesi Barat. Retrieved July 1, 2025.

 Daniel Calleros Villarreal (2015). Digital Narratives and Linguistic Articulations of Mexican Identities in Emergent Media: Race, Lucha Libre Masks and Mock Spanish. University of Arizona. pp. 75–76. Retrieved July 1, 2025.

 Angel Martin Palomares (June 2023). Digital Mexican: Visual Representation in Video Games. Drexel University. p. 57. Retrieved July 1, 2025.

Post № 888 ✓

ROBOCOP - O POLICIAL DO FUTURO (FILME ESTADUNIDENSE DE 1987)

Este é um pôster de RoboCop. Acredita-se que os direitos autorais da arte do pôster pertençam à distribuidora do filme, à produtora do filme...