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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

SHANG TSUNG (VILÃO DE JOGOS ELETRÔNICOS)

Arte conceitual oficial de John Tobias para Ultimate Mortal Kombat 3 (1995).
  • NASCIMENTO:
Shang Tsung (chinês: 尚宗) é um personagem fictício e um dos principais antagonistas da franquia de jogos de luta Mortal Kombat, criada pela Midway Games e NetherRealm Studios. Ele estreou como o principal antagonista em Mortal Kombat (1992) e permanece um dos personagens principais da franquia. Shang é um feiticeiro; ele é definido principalmente por sua habilidade de se transformar em outros personagens e absorver as almas de seus oponentes derrotados. Na série, ele geralmente é confrontado pelo protagonista Liu Kang. Shang apareceu em diversas outras mídias além dos jogos, incluindo o filme de 1995 e o filme de 2021. Ele recebeu críticas positivas por seu design, habilidades e papel na série.

CARACTERIZAÇÃO

Aparência: Inicialmente, Shang Tsung tinha a aparência de um velho decrépito. Sua pele era pálida, com longos cabelos brancos e ralos, barba e bigode, dedos finos e unhas compridas. Vestia túnicas em tons de azul e amarelo e carregava uma espada na cintura o tempo todo. A partir de MKII, ele recupera sua juventude, embora em graus variados. Sua pele volta à tonalidade natural e ele é retratado com longos cabelos negros. Assim como em sua versão mais velha, ele mantém os olhos brancos sem feições. Tanto em MKII quanto em MK3, ele usava roupas amarelas e pretas. Em Deadly Alliance e jogos posteriores, ele veste um pesado uniforme vermelho. Curiosamente, ele é retratado com pupilas, tendo olhos castanhos.

Em MK 2011, durante o primeiro torneio, Shang Tsung usava uma camisa quimono preta com detalhes dourados, calças pretas e botas pretas com um X dourado na parte superior. Sobre a camisa quimono, ele vestia um colete carmesim com uma grande faixa dourada na borda e nos punhos; decorações pretas e douradas na frente do colete, uma longa faixa única que descia até a altura das botas; duas faixas finas de tecido preto saindo da parte superior das calças; e um cinto com a parte central preta, o restante dourado e uma pedra de jade no meio.

Em MK11 , ele reaparece em suas formas mais velha e mais jovem. A forma mais velha é uma leve reformulação de seu traje de MK 2011, enquanto a forma mais jovem é um híbrido de suas aparências em MK3 e MK 2011, compartilhando as características de design da última com a paleta de cores da primeira. Cary-Hiroyuki Tagawa é o ilustrador do personagem, sendo sua forma mais jovem baseada diretamente em sua aparência física no filme live-action de 1995, ostentando um penteado quase idêntico e ausência total de pelos faciais. Um de seus trajes alternativos também lhe confere a aparência dos filmes mencionados. Curiosamente, em sua forma mais velha, as pupilas são visíveis em vez de serem completamente brancas.

Personalidade: Shang Tsung é conhecido por sua personalidade manipuladora, narcisista e extremamente calculista. Ele é movido por uma ambição insaciável de obter mais poder mágico e dominar os reinos, colocando seus próprios interesses acima de qualquer lealdade.

Demonstra total falta de empatia, tratando a vida alheia como um mero recurso descartável para sustentar sua própria existência. Sob a aparência de um anfitrião polido, refinado e elegante — que prefere banquetes, roupas finas e grandes palácios —, esconde uma mente sutil, traiçoeira e cruel.

Ele não tem honra em combate; prefere manipular os outros para lutarem por ele, trair aliados quando convém e recuar ou implorar por misericórdia se estiver em desvantagem.

Condenado pelos Deuses Ancestrais a envelhecer rapidamente, ele precisa consumir almas alheias para sobreviver, o que moldou sua mentalidade parasita e obsessiva pela imortalidade.

HISTÓRIA DE ORIGEM

O passado de Shang Tsung permanece envolto em mistério, com suas origens exatas nunca especificadas e, na melhor das hipóteses, obscuras. De acordo com algumas fontes, ele era de Outworld, mas sua essência foi criada em Earthrealm. Ele foi amaldiçoado por seus deuses não apenas a matar seus inimigos, mas também a absorver suas almas. Como efeito colateral de consumir as almas de outros, Tsung foi capaz de acessar suas memórias e conhecimento, o que lhe seria de grande benefício anos depois.

Tsung entrou no torneio Mortal Kombat, superando rapidamente toda a concorrência e se tornando o Grande Campeão. Não se sabe ao certo por quanto tempo ele manteve o título; no entanto, o arrogante Tsung acabaria por perdê-lo para o lendário monge guerreiro Shaolin, o Grande Kung Lao.

Ao longo dos 500 anos seguintes, enquanto Goro permanecia invicto, o torneio caiu cada vez mais nas mãos depravadas de Tsung. Ele se tornou o único Grande Mestre, e o torneio passou a ser realizado em sua ilha particular – na realidade, uma zona entre a Terra e o Mundo Exterior.

Durante o décimo torneio Mortal Kombat, a vitória final que permitiria a Shao Kahn conquistar a Terra, Liu Kang, um monge Shaolin, derrotou Goro, quebrando a sequência de vitórias. Liu Kang então desafiou Shang Tsung para um combate para restaurar a honra do outrora sagrado torneio; Liu Kang prevaleceu, e Shang Tsung fugiu para Outworld. Arrastado perante Shao Kahn, Shang Tsung implorou por sua vida. Ele disse ao tirano que, se desafiassem o Plano Terreno para um Mortal Kombat em Outworld, teriam que aceitar ou perder. Kahn concordou com o plano e restaurou a juventude de Tsung.

Através de feitiçaria e experimentação, ele é o criador do Meat e da meia-Tarkatânea Mileena.

CRIAÇÃO DE PERSONAGEM

O projeto e a história originais de John Tobias para o personagem Shang Tsung durante o desenvolvimento inicial de Mortal Kombat.

Originalmente chamado Shang Lao durante a produção do primeiro jogo Mortal Kombat, Shang Tsung foi concebido como um antagonista metamorfo e baseado em um arquétipo de "feiticeiro chinês" de filmes de artes marciais, incluindo, mas não se limitando ao personagem Lo Pan do filme de 1986 Big Trouble in Little China (Bra: Os Aventureiros do Bairro Proibido).

A ideia original era que Shang Tsung era um traidor humano que havia vendido sua alma. O diretor de arte de Mortal Kombat, Herman Sanchez, disse que, conforme a série progredia, ele decidiu enfatizar o ar de "realeza sinistra" de Tsung.

No primeiro jogo Mortal Kombat, Shang Tsung recebeu a habilidade de metamorfose devido a limitações técnicas, já que as máquinas de arcade do jogo não tinham mais memória para suas imagens. Shang Tsung foi originalmente concebido como aquele que decapitaria o lutador perdedor com a espada ao seu lado, antes do conceito de Fatalities específicos para cada personagem. Mais tarde, descobriu-se que os sprites desse movimento ainda existem na ROM. Além disso, Daniel Pesina se lembra de brincar com a "katana de plástico" de Shang Tsung.

Uma personagem cortada chamada "Kitsune", que mais tarde foi desenvolvida em Kitana, iria encaixar-se na história como a filha princesa de Shang Lao — "o espólio da vitória por vencer o torneio", que trairia seu pai depois de se apaixonar por Liu Kang.

Como um dos principais antagonistas da série, Shang Tsung frequentemente atuava como um antagonista secundário em relação aos protagonistas Shao Kahn e Shinnok, de forma similar a Quan Chi.

APARIÇÕES

Jogos de Mortal Kombat: Aparecendo pela primeira vez nos quadrinhos e no jogo Mortal Kombat (1992), Shang Tsung era um feiticeiro amaldiçoado por seus deuses a roubar almas para não envelhecer rapidamente e morrer prematuramente. Contudo, ele descobriu que roubar almas lhe permitia absorver o conhecimento e a habilidade de luta de suas vítimas. Após participar e eventualmente se tornar o Grande Campeão do primeiro torneio Mortal Kombat, ele se tornou seu coordenador e ajudou o reino sobrenatural de Outworld a vencer nove torneios consecutivos de Mortal Kombat, com a intenção de usar o décimo para permitir que o tirano de Outworld, Shao Kahn, conquistasse o Plano Terreno. No entanto, Shang Tsung e seu protegido e campeão Goro são derrotados pelo monge Shaolin Liu Kang.

Em Mortal Kombat II, Shao Kahn restaura a juventude de Shang Tsung para que este possa ressuscitar sua rainha Sindel, como parte dos esforços de Shao Kahn para fundir Outworld com Earthrealm. Contudo, enquanto caça os sobreviventes do plano, Shang Tsung é derrotado por Liu Kang mais uma vez.

Em Mortal Kombat: Deadly Alliance e Mortal Kombat: Deception, Shang Tsung une forças com o feiticeiro Quan Chi numa tentativa de conquistar os reinos ressuscitando o exército de mortos-vivos de Onaga, o Rei Dragão. No entanto, Onaga é revivido e retoma o controle de seu exército. Os feiticeiros se unem a Raiden, o protetor da Terra, numa tentativa fracassada de derrotar Onaga, mas ambos acabam mortos no processo. Mesmo assim, Shang Tsung é ressuscitado durante Mortal Kombat Armageddon.

Em Mortal Kombat (2011), Raiden altera a linha do tempo para evitar os eventos de Armageddon. Apesar disso, o papel de Shang Tsung se desenrola como na trilogia original, até que Shao Kahn eventualmente rouba sua alma para fortalecer Sindel.

Na expansão Aftermath de Mortal Kombat 11, Shang Tsung foi ressuscitado e aprisionado no Vazio pela guardiã do tempo, Kronika, após se recusar a ajudá-la a se vingar de Raiden destruindo a linha do tempo. Desde então, ele secretamente começou a planejar sua própria vingança.

Em Mortal Kombat 1, o Titã Shang Tsung eventualmente descobre a linha do tempo de Liu Kang, onde uma versão impotente do primeiro existe como um vendedor de óleo de cobra em dificuldades em Outworld.

Outros meios de comunicação: Shang Tsung aparece na minissérie Blood & Thunder da Malibu Comics. Além de sua história de fundo na trilogia original de videogames, ele demonstra uma rivalidade acirrada com Raiden, que geralmente termina em agressões verbais ou empates. Enquanto organiza o décimo torneio Mortal Kombat, parte do plano de Shao Kahn para conquistar o Plano Terreno, Shang Tsung tenta secretamente obter o livro místico Tao Te Zhan, que concede imenso poder a quem decifrar seus sete enigmas. Quando Goro busca o livro, Shang Tsung e Raiden unem forças para detê-lo. Shang Tsung também faz outras aparições na minissérie Battlewave, que se segue, e na história em quadrinhos prelúdio de Mortal Kombat X da DC Comics.

Shang Tsung aparece em Mortal Kombat (1995), interpretado por Cary-Hiroyuki Tagawa. Ao apresentar o torneio Mortal Kombat, ele emprega táticas de intimidação e artimanhas para manipular o resultado até ser derrotado e morto por Liu Kang, que buscava vingança pela morte de seu irmão Chan. Shang Tsung também aparece na prequela Mortal Kombat: The Journey Begins, com a voz de Jim Cummings. Aqui, é revelado que essa versão também possui telepatia, permitindo-lhe prever os ataques inimigos e adaptar sua estratégia para explorar suas fraquezas.

Shang Tsung aparece em Mortal Kombat: Defenders of the Realm, com a voz de Neil Ross.

Shang Tsung aparece em Mortal Kombat: Conquest, interpretado por Bruce Locke. Esta versão busca vingança contra o Grande Kung Lao, que o derrotou em Mortal Kombat. Para isso, Shao Kahn o obriga a trabalhar em suas minas de cobalto, onde escraviza e maltrata a princesa Kreevan Vorpax, também prisioneira. Embora Shang Tsung consiga escapar posteriormente, ele é derrotado pelos Sacerdotes das Sombras de Shao Kahn.

Shang Tsung faz uma aparição especial em Mortal Kombat: Rebirth, interpretado por James Lew, e no episódio de Death Battle! "Akuma vs. Shang Tsung".

Shang Tsung aparece em Mortal Kombat: Legacy interpretado por Johnson Phan no episódio "Johnny Cage" e por Tagawa na segunda temporada.

Shang Tsung aparece em Mortal Kombat Legends: Scorpion's Revenge e Mortal Kombat Legends: Battle of the Realms , dublado por Artt Butler.

Shang Tsung aparece em Mortal Kombat (2021), interpretado por Chin Han. Ao saber de uma profecia que negará a Outworld uma vitória crucial no torneio Mortal Kombat, Shang Tsung envia seus guerreiros para matar os campeões da Terra antes disso. Embora sejam derrotados, Shang Tsung ameaça retaliar. Han reprisa seu papel na sequência Mortal Kombat II.


SOMBRAS DE FERRO SOBRE A LUA (CONTO ESTADUNIDENSE DE 1934)

Ilustração de Hugh Doak Rankin para "Shadows in the Moonlight" de Robert E. Howard na página 467 da revista Weird Tales, abril de 1934, vol. 23, nº 4.
  • AUTOR: Robert E. Howard
  • PAÍS: Estados Unidos
  • IDIOMA: Inglês
  • GÊNEROS: Alta fantasia, Espada e Feitiçaria
  • EDITOR(A): Rural Publishing Corporation
  • DATA DE PUBLICAÇÃO: Abril de 1934
  • REVISTA PULP: Weird Tales
  • PREQUÊNCIA: Vingança (1934)
  • SEQUÊNCIA: A Rainha da Costa Negra (1934)
  • ONDE LER: Wikisource (Texto original)
"Shadows in the Moonlight" é um dos contos originais estrelados pelo herói fictício de espada e feitiçaria Conan, o Cimério, escrito pelo autor americano Robert E. Howard e publicado pela primeira vez na revista Weird Tales em abril de 1934. Howard originalmente intitulou sua história de "Iron Shadows in the Moon".

SINOPSE

O conto se passa na fictícia Era Hiboriana e narra a fuga de Conan para uma ilha remota no Mar Vilayet, onde ele encontra a Irmandade Vermelha, uma criatura sorrateira e misteriosas estátuas de ferro.

HISTÓRICO DE PUBLICAÇÕES

A história foi republicada nas coletâneas Conan, o Bárbaro (Gnome Press, 1954), Conan, o Pirata (Lancer Books, 1968) e O Colosso Negro (Grant, 1979). Mais recentemente, foi publicada nas coletâneas As Crônicas de Conan, Volume 1: O Povo do Círculo Negro (Gollancz, 2000), Conan da Ciméria: Volume Um (1932-1933) (Del Rey, 2003) e As Crônicas Completas de Conan (Gollancz, 2006).

ADAPTAÇÃO

A história foi adaptada por Roy Thomas, John Buscema e Alfredo Alcala em Savage Sword of Conan #4 em 1974, e posteriormente por Tim Truman e Tomás Giorello em Conan the Cimmerian #22–25 em 2010. A adaptação da Marvel utiliza o título Iron Shadows in the Moon e foi reimpressa na edição 13 de "Conan Saga", de maio de 1988. Em 2019, a Editions Glénat publicou uma nova versão de Virginie Augustin (roteiro e desenhos) em um volume único (78 páginas). Esta versão foi publicada em inglês pela editora Ablaze em sua série de quadrinhos "Cimmerian" com o título The Cimmerian: Iron Shadows in the Moon.


FONTES: Drout, Michael D. C. (2007). J.R.R. Tolkien Encyclopedia: Scholarship and Critical Assessment. Taylor & Francis. p. 287. ISBN 978-0-415-96942-0.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

SÃO RAIMUNDO NONATO (PRESBÍTERO CATALÃO)

São Raimundo Nonato por Antonio del Castillo e Saavedra, 1640.
  • NASCIMENTO: 1204; Portell, Catalunha
  • FALECIMENTO: 31 de agosto de 1240 (35 a 36 anos); Castelo de Cardona, Catalunha
  • VENERAÇÃO: Igreja Católica Romana
  • BEATIFICAÇÃO: 9 de maio de 1626; Roma, Estados Papais, pelo Papa Urbano VIII
  • CANONIZAÇÃO: 13 de agosto de 1669; Roma, pelo Papa Clemente IX
  • DIA FESTIVO: 31 de Agosto
  • ATRIBUTOS: Um frade mercedário vestindo uma mozeta vermelha de cardeal, segurando um ostensório e um ramo de palmeira de mártir 
  • PATROCÍNIO: Baitoa, República Dominicana; Moncada, Tarlac, Filipinas; parto; gestantes; mulheres grávidas; recém-nascidos; bebês; crianças; obstetras; parteiras; febre; pessoas falsamente acusadas; sigilo da confissão
São Raimundo Nonato (catalão: Sant Ramon Nonat; Espanhol: San Ramón Nonato; Francês: Saint Raymond Nonnat; Maltês: San Rajmondo Nonnato; 1204 – 1240) foi um frade mercedário e missionário da Catalunha, na Espanha. Seu nome, que significa "não nascido" em latim, refere-se ao seu nascimento por cesariana, pois sua mãe morreu durante o parto.

BIOGRAFIA

Segundo as tradições da Ordem Mercedária, ele nasceu na aldeia de Portell (hoje parte de Sant Ramon), na Diocese de Urgell. Foi retirado do ventre da mãe após a morte dela, daí o seu nome. Algumas tradições o descrevem como filho do conde local, a quem tradicionalmente se atribui a cirurgia que lhe salvou a vida; outras dizem que nasceu numa família de pastores. O seu pai, um homem culto, planeou uma carreira para o filho na corte real do Reino de Aragão . Quando o rapaz se sentiu atraído pela vida religiosa, o pai ordenou-lhe que gerisse uma das quintas da família. Sabe-se que Raimundo passou a infância a cuidar de ovelhas e costumava rezar numa antiga capela rural próxima, dedicada a São Nicolau . Se era de ascendência aristocrática, é evidente que o seu pai acabou por abandonar as esperanças de ascensão social do filho.

Seu pai mais tarde lhe deu permissão para entrar para a ordem dos Mercedários em Barcelona. A ordem foi fundada para resgatar cativos cristãos dos mouros do Norte da África. Raimundo foi treinado pelo próprio fundador dessa ordem, São Pedro Nolasco. Ele foi ordenado sacerdote em 1222 e mais tarde tornou-se Mestre Geral da Ordem.

Raymond então partiu para cumprir os objetivos da Ordem. Ele foi para Valência, onde resgatou 140 cristãos da escravidão. Em seguida, viajou para o Norte da África, onde conseguiu resgatar outros 250 cativos em Argel, e depois foi para Túnis, onde se diz que se entregou como refém em troca de 28 cristãos cativos quando seu dinheiro acabou, em conformidade com um quarto voto especial feito pelos membros da ordem. Ele sofreu no cativeiro, pois, segundo uma lenda, os mouros perfuraram seus lábios com um ferro quente e trancaram sua boca com um cadeado para impedi-lo de pregar. Ele foi resgatado por sua ordem e retornou à Espanha em 1239.

Raimundo morreu no Castelo de Cardona, a sessenta milhas de Barcelona, em 26 de agosto ou em 31 de agosto de 1240. Segundo a tradição, o conde local, os frades e a cidade reivindicaram o seu corpo. Para resolver esta disputa, o corpo foi colocado numa mula cega, que foi solta. Sem guia, dirigiu-se à capela rural próxima onde ele rezava na sua juventude. Foi lá que ele foi sepultado. Muitos milagres foram-lhe atribuídos antes e depois da sua morte.

Na historiografia e hagiografia do século XVI, afirma-se repetidamente que, ao retornar à Espanha em 1239, o Papa Gregório IX o nomeou Cardeal Diácono de Sant'Eustachio e que ele morreu a caminho de Roma. Consequentemente, ele é tradicionalmente retratado usando a mozeta vermelha escarlate de um cardeal. No entanto, o historiador italiano Agostino Paravicini Bagliani estabeleceu que esse relato resultou de uma confusão entre Raimundo Nonato e o inglês Roberto Somercote, Cardeal Diácono de Sant'Eustachio de 1238 a 1241, e concluiu que Raimundo nunca foi cardeal.

Raimundo foi canonizado pelo Papa Alexandre VII em 1657. Seu dia festivo é comemorado em 31 de agosto.

VENERAÇÃO

As cidades de Saint-Raymond, Quebec, Canadá; San Ramón de la Nueva Orán, Argentina; São Raimundo Nonato, Brasil; San Ramón, na Costa Rica, recebeu o nome dele. Um santuário em Buenos Aires e a Diocese Católica Romana de São Raimundo Nonato (Raymundianus) no Brasil são dedicados a ele.

Nos Estados Unidos, a Paróquia de São Raimundo, no bairro do Bronx, na cidade de Nova Iorque; a Catedral de São Raimundo Nonato em Joliet, Illinois; a Paróquia de São Raimundo em Raymond, Illinois e a Comunidade Católica de São Raimundo em Downey, Califórnia; estão sob seu patrocínio. Há também uma paróquia dedicada a ele em Juana Díaz, Porto Rico.

Devido à história de seu próprio nascimento, Raymond rapidamente se tornou uma figura muito citada por mulheres que enfrentavam o parto.

No Brasil, o povoado de São Raimundo, São Bernardo, foi nomeado em sua homenagem, devido à capela homônima construída por Antônio Pires Ferreira para seus escravos.

Devido à sua limitada importância histórica, porém, desde as reformas do calendário da Igreja em 1969, a comemoração litúrgica do dia de festa de Raimundo já não está incluída entre as que devem ser necessariamente observadas onde quer que o Rito Romano seja celebrado, mas, como ele está incluído no Martirológio Romano para 31 de agosto, a Missa e a Liturgia das Horas podem ser recitadas em sua honra nesse dia, como no Calendário Romano Geral anterior a 1970 , que é observado por alguns católicos tradicionalistas.

Uma devoção em particular centra-se no cadeado que faz parte do seu martírio. Cadeados são colocados no seu altar representando um pedido de oração para acabar com as fofocas, os rumores, os falsos testemunhos e outros pecados da língua. Os cadeados são usados como um sinal visível desse pedido de oração, que antes de mais nada deve ocorrer interiormente, uma oração a Deus por intercessão de São Raimundo.

Iconografia: Retratado com o hábito de sua ordem, rodeado por escravos resgatados, com um cadeado nos lábios. 

NA CULTURA POPULAR

A série dramática da BBC de 2012, Call the Midwife, apresenta a Nonnatus House, um convento de freiras da Igreja da Inglaterra; a história se passa em uma área carente do East End de Londres, entre as décadas de 1950 e 1970. A série é baseada na trilogia de memórias de mesmo título, na qual a autora Jennifer Worth usou "Nonnatus House" como pseudônimo para a comunidade anglicana das Irmãs de São João Divino em Whitechapel, onde ela realmente trabalhava.

No especial de Natal de 2012, transmitido simultaneamente na PBS na América, um dos enredos apresenta a descoberta de um bebê abandonado na porta do convento, que é então apelidado de Raymond pelas enfermeiras e freiras em homenagem ao homem mais próximo associado ao seu nascimento, o patrono do convento.

FONTES: Elizabeth Hallam (ed.), "Saints: Who They Are and How They Help You" (New York: Simon & Schuster, 1994), pg. 33.

"Lives of the Saints, For Every Day of the Year, edited by Rev. Hugo Hoever, S.O.Cist., Ph.D., New York: Catholic Book Publishing Co., June 1, 1955, pg. 344.

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SIMBÁ, O MARUJO (MARINHEIRO FICTÍCIO COM ORIGEM NO ANTIGO MÉDIO ORIENTE)

As Mil e Uma Noites (1914)
Autor: Anônimo
Ilustrador: Milo Winter

Simbad ou Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad, Sindbá ou Sindbad; /ˈsɪnbæd/; árabe: سندباد البحري, romanizado: Sindibādu l-Bahriyy lit.  'Sindibad do Mar'), é um marinheiro fictício e o herói de um ciclo de histórias. Ele é descrito como originário de Bagdá durante o início do Califado Abássida (séculos VIII e IX d.C.). Ao longo de sete viagens pelos mares a leste da África e ao sul da Ásia, ele vive aventuras fantásticas em reinos mágicos, encontrando monstros e testemunhando fenômenos sobrenaturais. Seu ciclo de viagens foi adicionado à coleção As Mil e Uma Noites.

CONTOS

Simbá, o Porteiro, e Simbad, o Marinheiro: Assim como em As Mil e Uma Noites, o ciclo de histórias de Sinbad possui uma narrativa principal, que se desenrola da seguinte forma: nos dias de Harun al-Rashid, califa de Bagdá, um pobre carregador (aquele que carrega mercadorias para outros no mercado e por toda a cidade) para para descansar em um banco do lado de fora do portão da casa de um rico comerciante, onde se queixa a Deus sobre a injustiça de um mundo que permite aos ricos viverem em conforto enquanto ele é obrigado a trabalhar arduamente e, ainda assim, permanecer pobre. O dono da casa ouve a conversa e chama o carregador, descobrindo que ambos se chamam Sinbad. O Sinbad rico conta ao Sinbad pobre que enriqueceu "pela Fortuna e pelo Destino" ao longo de sete viagens maravilhosas, que então passa a narrar.

Primeira Viagem: Após dilapidar a riqueza que herdou do pai, Sinbad parte para o mar em busca de recuperação financeira. Ele desembarca no que parece ser uma ilha, mas esta se revela uma gigantesca baleia adormecida, na qual árvores criaram raízes desde a sua juventude. Despertada por uma fogueira acesa pelos marinheiros, a baleia mergulha nas profundezas, o navio parte sem Sinbad, e este só é salvo por um cocho de madeira que passou por ali, enviado pela graça de Deus. Ele é levado pelas ondas até uma ilha densamente arborizada. Enquanto explora a ilha deserta, encontra um dos pajens do rei. Quando Sinbad ajuda a salvar a égua do rei de ser afogada por um cavalo-marinho (na verdade, um cavalo sobrenatural que vive debaixo d'água), o pajem leva Sinbad até o rei. O rei se torna amigo de Sinbad, que conquista seu favor e se torna um cortesão de confiança. Um dia, o próprio navio em que Sinbad embarcou atraca na ilha, e ele recupera seus pertences (que ainda estavam no porão). Sinbad entrega seus bens ao rei, que em troca lhe oferece ricos presentes. Sinbad vende esses presentes e obtém um grande lucro. Ele retorna a Bagdá, onde retoma sua vida de conforto e prazer. Ao final da história, Sinbad, o marinheiro, presenteia Sinbad, o carregador, com cem moedas de ouro e o convida a retornar no dia seguinte para ouvir mais sobre suas aventuras.

Segunda Viagem:

O Vale dos Diamantes, de Maxfield Parrish. Ilustração do livro As Mil e Uma Noites (2ª viagem de Simbad), publicado em 1907.

No segundo dia da narrativa de Sinbad (mas na 549ª noite de Sherazade), o marinheiro conta como se tornou inquieto em sua vida de lazer e voltou ao mar, "possuído pelo desejo de viajar pelo mundo dos homens e ver suas cidades e ilhas". Acidentalmente abandonado por seus companheiros de navio mais uma vez, ele se vê encalhado em uma ilha e encontra o ninho de um roc. Com a ajuda de seu turbante, ele se prende ao roc e é transportado para um vale de serpentes gigantes que podem engolir elefantes; estes servem como presa natural dos rocs. O chão do vale é coberto de diamantes, e os mercadores os colhem jogando enormes pedaços de carne no vale: os pássaros carregam a carne de volta para seus ninhos, e os homens espantam os pássaros e recolhem os diamantes presos à carne. O astuto Sinbad amarra um dos pedaços de carne às costas e é levado de volta ao ninho junto com um grande saco cheio de pedras preciosas. Resgatado do ninho pelos mercadores, ele retorna a Bagdá com uma fortuna em diamantes, tendo testemunhado muitas maravilhas ao longo do caminho.

Terceira Viagem: Sinbad parte novamente de Basra. Mas, por um infortúnio, ele e seus companheiros naufragam em uma ilha onde são capturados por uma "criatura enorme com a aparência de um homem, de cor negra, ...com olhos como brasas de fogo e grandes caninos como presas de javali e uma boca enorme como a de um poço. Além disso, ele tinha lábios longos e soltos como os de um camelo, pendendo sobre o peito, e orelhas como dois jarros caindo sobre as omoplatas, e as unhas de suas mãos eram como garras de leão." Este monstro começa a devorar a tripulação, começando pelo Reis (capitão), que é o mais gordo. (Burton observa que o gigante "é nitidamente Polifemo").

Sinbad elabora um plano para cegar a fera com os dois espetos de ferro em brasa com os quais o monstro vinha assando a tripulação do navio. Ele e os homens restantes escapam em uma jangada que construíram no dia anterior. No entanto, o companheiro do gigante atinge a maioria dos fugitivos com pedras, matando-os. Após outras aventuras (incluindo uma píton gigantesca da qual Sinbad escapa usando sua astúcia), ele retorna a Bagdá, mais rico do que nunca.

Quarta Viagem: Impelido pela inquietação, Sinbad volta ao mar e, como de costume, naufraga. Os selvagens nus entre os quais se encontra alimentam seus companheiros com uma erva que os deixa insensíveis (Burton teoriza que possa ser bhang), antes de engordá-los para o jantar. Sinbad percebe o que está acontecendo e se recusa a comer a planta que induz à loucura. Quando os canibais perdem o interesse nele, ele foge. Um grupo de catadores de pimenta itinerantes o leva para sua ilha, onde o rei o acolhe e lhe dá uma esposa bela e rica.

Tarde demais, Sinbad descobre um costume peculiar daquela região: quando um dos cônjuges morre, o outro é enterrado vivo com o seu, ambos com suas melhores roupas e joias mais valiosas. A esposa de Sinbad adoece e morre logo depois, deixando-o preso em uma caverna, uma tumba coletiva, com um jarro de água e sete pedaços de pão. Quando esses parcos suprimentos estão quase acabando, outro casal — o marido morto, a esposa viva — é jogado na caverna. Sinbad mata a esposa a pauladas e toma suas rações.

Esses episódios continuam; logo ele acumula uma quantidade considerável de pão e água, além do ouro e das joias dos cadáveres, mas ainda não consegue escapar, até que um dia um animal selvagem lhe mostra uma passagem para o exterior, bem acima do mar. De lá, um navio que passava o resgata e o leva de volta a Bagdá, onde ele dá esmolas aos pobres e retoma sua vida de prazeres.

A nota de rodapé de Burton comenta: "Esta história é evidentemente inspirada na fuga de Aristômenes, o messênio, do poço em que fora atirado, guiado por uma raposa . Os árabes, em tempos antigos, eram ávidos estudiosos da literatura grega." De forma semelhante, a primeira metade da viagem se assemelha ao episódio de Circe na Odisseia, com algumas diferenças: enquanto nos contos árabes uma planta rouba a razão dos homens de Simbad, na Odisseia é a magia de Circe que "engordou" os homens de Odisseu. É em um episódio anterior, com os "Comedores de Lótus", que os homens de Odisseu são alimentados com uma fruta mágica similar que os priva dos sentidos.

Quinta Viagem: "Depois de algum tempo em terra firme, após minha quarta viagem, e quando, em meu conforto, prazeres, festividades e alegria pelos meus grandes ganhos e lucros, esqueci todos os perigos e sofrimentos que havia suportado, o homem carnal foi novamente tomado pelo desejo de viajar e ver países e ilhas estrangeiras." Logo, de volta ao mar, ao passar por uma ilha deserta, a tripulação de Sinbad avista um ovo gigantesco que Sinbad reconhece como pertencente a um roc. Por curiosidade, os passageiros do navio desembarcam para ver o ovo. Acabam quebrando-o e comem o pintinho de dentro. Sinbad imediatamente reconhece a tolice de seu comportamento e ordena que todos voltem a bordo. No entanto, os rocs enfurecidos logo alcançam a embarcação e a destroem, lançando pedregulhos gigantes que carregavam em suas garras.

Naufragado mais uma vez, Sinbad é escravizado pelo Velho do Mar, que cavalga em seus ombros com as pernas torcidas em volta do pescoço de Sinbad e não o solta, cavalgando-o dia e noite até que Sinbad aceite a morte. (A nota de rodapé de Burton discute possíveis origens para o velho — o orangotango, o deus grego Tritão — e favorece o costume africano de cavalgar escravos dessa maneira).

Por fim, Sinbad faz vinho e engana o Velho para que beba um pouco. Sinbad o mata depois que este cai bêbado. Um navio o leva para a Cidade dos Macacos, um lugar cujos habitantes passam todas as noites em barcos ao largo da costa, enquanto sua cidade é abandonada aos macacos devoradores de homens . Contudo, por meio dos macacos, Sinbad recupera sua fortuna e finalmente encontra um navio que o leva de volta para casa, em Bagdá.

Sexta Viagem: "Minha alma ansiava por viagens e comércio". Sinbad naufraga mais uma vez, desta vez de forma violenta, quando seu navio se despedaça em altos penhascos. Não há comida em lugar nenhum, e os companheiros de Sinbad morrem de fome até que apenas ele reste. Ele constrói uma jangada e descobre um rio que sai de uma caverna sob os penhascos. O riacho se revela repleto de pedras preciosas e fica evidente que as águas da ilha são corais, com âmbar-gris . Ele adormece enquanto viaja pela escuridão e desperta na cidade do rei de Serendib (Sri Lanka/Ceilão), "onde há diamantes em seus rios e pérolas em seus vales". O rei se maravilha com o que Sinbad lhe conta sobre o grande Harun al-Rashid e pede que ele leve um presente de volta a Bagdá em seu nome: uma taça esculpida em um único rubi, juntamente com outros presentes, incluindo uma cama feita da pele da serpente que engoliu um elefante ("E quem se sentar nela jamais adoecerá"), "Cem mil miskals de Sindh lign-aloesa" e uma escrava "como uma lua brilhante". Sinbad retorna a Bagdá, onde o califa se maravilha muito com os relatos que Sinbad faz sobre Serendib.

Sétima e última viagem: O sempre inquieto Sinbad parte para o mar mais uma vez, com o resultado de sempre. Encalhando em uma praia deserta, ele constrói uma jangada e desce um rio próximo até uma grande cidade. Lá, o chefe dos mercadores dá sua filha em casamento a Sinbad, o nomeia seu herdeiro e, convenientemente, morre. Os habitantes dessa cidade se transformam em pássaros uma vez por mês , e Sinbad pede a um dos homens-pássaro que o leve até os confins do céu, onde ouve os anjos glorificando a Deus, "e eu me maravilhei e exclamei: 'Louvado seja Deus! Exaltada seja a perfeição de Deus!'". Mas, assim que as palavras são proferidas, fogo desce do céu e quase consome os homens-pássaro. Os homens-pássaro ficam furiosos com Sinbad e o deixam no topo de uma montanha, onde ele encontra dois jovens, servos de Deus, que lhe dão um cajado de ouro; ao retornar para a cidade, Sinbad descobre por sua esposa que os homens-pássaro são demônios, embora ela e seu pai não fossem um deles. Assim, por sugestão de sua esposa, Sinbad vende todos os seus bens e retorna com ela para Bagdá, onde finalmente resolve viver tranquilamente desfrutando de sua riqueza e não buscar mais aventuras.

Burton inclui uma variante do sétimo conto, no qual Harun al-Rashid pede a Sinbad que leve um presente de retorno ao rei de Serendib. Sinbad responde: "Por Alá, o Onipotente, ó meu senhor, desenvolvi aversão a viagens, e quando ouço as palavras 'Viagem' ou 'Passeio', minhas pernas tremem". Ele então conta ao califa sobre suas viagens repletas de infortúnios; Harun concorda que, com tal histórico, "farias bem em nunca sequer falar em viagens". Mesmo assim, a mando do califa, Sinbad parte para esta, sua viagem singularmente diplomática. O rei de Serendib fica muito satisfeito com os presentes do califa (que incluem, entre outras coisas, a bandeja de comida do rei Salomão) e cobre Sinbad de favores. Na viagem de retorno, a catástrofe de sempre acontece: Sinbad é capturado e vendido como escravo. Seu mestre o obriga a atirar em elefantes com arco e flecha, tarefa que ele cumpre até que o rei dos elefantes o leva para o cemitério de elefantes. O mestre de Sinbad fica tão satisfeito com a enorme quantidade de marfim encontrada no cemitério que liberta Sinbad, e este retorna a Bagdá, rico em marfim e ouro. "Ali fui ter com o Califa e, depois de o saudar e beijar-lhe a mão, informei-o de tudo o que me tinha acontecido; então ele alegrou-se com a minha segurança e agradeceu a Deus Todo-Poderoso; e mandou escrever a minha história em letras de ouro. Depois, entrei em casa e encontrei a minha família e os meus irmãos: e assim termina a história que me aconteceu durante as minhas sete viagens. Louvado seja Deus, o Único, o Criador, o Formador de todas as coisas nos Céus e na Terra!".

Algumas versões retomam a narrativa principal, na qual Simbad, o Porteiro, pode receber um último presente generoso de Simbad, o Marinheiro. Em outras versões, o ciclo de histórias termina aqui, e não há mais menção a Simbad, o Porteiro.

ORIGENS E FONTES

Sindbadnamah do Sul da Índia, "Contos de Sindbad", século XVI. Manuscrito na Biblioteca Britânica, 10 Islamic 3214, ff.165v.

As origens dos contos de Sinbad não são conhecidas com certeza. Eles são uma adição relativamente tardia às Mil e Uma Noites, estando ausentes dos primeiros manuscritos árabes que datam do século XIV ao XVII. Eles parecem ter se originado independentemente, com versões incorporadas às Mil e Uma Noites a partir do início do século XVII.

Os manuscritos mais antigos que chegaram até nós das Viagens de Simbad datam do século XVII, mas a história é substancialmente mais antiga. Os estudiosos do século XIX dataram-na entre os séculos IX e XIII. Em contraste, Jean-Claude Garcin pensava que as versões mais antigas surgiram mais recentemente, no final do século XIV, com as versões mais conhecidas a tomarem forma nos séculos XVI e XVII.

O ciclo de Sinbad se passa durante o reinado do califa abássida Harun al-Rashid (786–809). Os contos refletem as tendências do domínio abássida, com marinheiros árabes e muçulmanos explorando o mundo. As histórias exibem o folclore e os temas presentes nas obras da época. O reinado abássida foi conhecido como um período de grande crescimento econômico e social. Comerciantes árabes e muçulmanos buscavam novas rotas comerciais e pessoas com quem negociar. Esse processo de crescimento se reflete nos contos de Sinbad. As histórias de Sinbad abordam uma variedade de temas diferentes. Fontes posteriores incluem obras abássidas como "Maravilhas do Mundo Criado", que refletem as experiências de marinheiros árabes do século XIII que desbravaram o Oceano Índico.

Os contos de Sinbad estão incluídos na primeira tradução europeia das Noites, Les mille et une nuits, contes arabes traduits en français de Antoine Galland, cuja edição em inglês apareceu em 1711 como The new Arabian winter nights entertainments e passou por inúmeras edições ao longo do século XVIII.

A publicação mais antiga dos contos de Sinbad em inglês encontrada na Biblioteca Britânica é uma adaptação intitulada The Adventures of Houran Banow, etc. (Taken from the Arabian Nights, being the third and fourth voyages of Sinbad the Sailor.), por volta de 1770. Uma edição americana antiga, The seven voyages of Sinbad the sailor. And The story of Aladdin; or, The wonderful lamp, foi publicada na Filadélfia em 1794. Numerosas edições populares se seguiram no início do século XIX, incluindo uma edição em brochura de Thomas Tegg. Sua tradução completa mais conhecida foi talvez como o conto 120 no Volume 6 da tradução de Sir Richard Burton, de 1885, de The Book of the Thousand Nights and a Night.

ADAPTAÇÕES

A importância de Sinbad na cultura ocidental fez com que seu nome fosse usado em uma ampla gama de contextos, muitas vezes com apenas uma tênue conexão com os contos originais. Muitos filmes, séries de televisão, desenhos animados, romances e videogames foram produzidos, a maioria deles apresentando Sinbad não como um mercador que se depara com aventuras, mas como um destemido e audacioso aventureiro.

Animação em inglês: Sinbad, o Marinheiro (1935) é um curta-metragem de animação produzido e dirigido por Ub Iwerks.

Popeye the Sailor Meets Sindbad the Sailor (1936) é um curta-metragem de animação de dois rolosdasérie Popeye Color Feature, produzido em Technicolor e lançado nos cinemas em 27 de novembro de 1936 pela Paramount Pictures. Foi produzido por Max Fleischer para Fleischer Studios, Inc. e dirigido por Dave Fleischer.

Sinbad (1992) é um filme de animação lançado originalmente em 18 de maio de 1992, baseado no conto clássico das Mil e Uma Noites, Sinbad, o Marinheiro, e produzido pela Golden Films.

Sinbad: Além do Véu das Brumas (2000) é o primeiro longa- metragem de animação computadorizada criado exclusivamente usando captura de movimento. Embora muitos animadores tenham trabalhado no projeto, os personagens humanos foram inteiramente animados usando captura de movimento.

Sinbad: A Lenda dos Sete Mares (2003) é um filme de animação americano produzido pela DreamWorks Animation e distribuído pela DreamWorks Pictures. O filme utiliza animação tradicional e animação computadorizada. Foi dirigido por Tim Johnson.

Animação em língua não inglesa: Simbad, o Marinheiro (1944) é um filme de animação soviético produzido e dirigido por Valentina e Zinaida Brumberg.

Arabian naito: Shindobaddo no bôken (Arabian Nights: Adventures of Sinbad) (1962) (filme de animação japonês). AKA The Adventures of Sindbad (Shindbad No Baden).

As Mil e Uma Noites (1969) História criada por Osamu Tezuka, combinação de outras histórias de As Mil e Uma Noites e das lendas de Simbad.

Pohádky Tisíce a Jedné Noci (Contos de 1.001 Noites) (1974), um filme de animação em sete partes em tcheco de Karel Zeman.

Doraemon: As Noites Dorabianas de Nobita (1991).

Sinbad (trilogia cinematográfica) (2015–2016) é uma série de filmes de animação japoneses de aventura para toda a família, produzida pela Nippon Animation e Shirogumi.

As Aventuras de Sinbad (2013) é um filme de animação 2D indiano dirigido por Shinjan Neogi e Abhishek Panchal, e produzido por Afzal Ahmed Khan.

Sinbad: Os Piratas das Sete Tempestades (2016) Um filme de animação russo da CTB Film Company.

Filmes de ação ao vivo em inglês: As Mil e Uma Noites é um filme de aventura de 1942 dirigido por John Rawlins e estrelado por Sabu, Maria Montez, Jon Hall e Leif Erickson. Shemp Howard interpretou Sinbad. O filme é derivado de As Mil e Uma Noites, mas deve mais à imaginação da Universal Pictures do que às histórias árabes originais. Ao contrário de outros filmes do gênero ( O Ladrão de Bagdá ), não apresenta monstros ou elementos sobrenaturais.

Sinbad, o Marinheiro (1947) é um filme de fantasia americano em Technicolor de 1947 , dirigido por Richard Wallace e estrelado por Douglas Fairbanks Jr., Maureen O'Hara , Walter Slezak e Anthony Quinn. Conta a história da "oitava" viagem de Sinbad, na qual ele descobre o tesouro perdido de Alexandre, o Grande.

O Filho de Sinbad (1955) é um filme de aventura americano de 1955 dirigido por Ted Tetzlaff . A trama se passa no Oriente Médio e apresenta uma grande variedade de personagens, incluindo mais de 127 mulheres.

Pôster de lançamento nos cinemas do filme de 1958, A Sétima Viagem de Sinbad. Direitos autorais © 1958 Columbia Pictures Corporation.

A 7ª Viagem de Sinbad (1958) é um filme de aventura e fantasia heroica em Technicolor de 1958 dirigido por Nathan H. Juran, com efeitos de stop motion de Ray Harryhausen e estrelado por Kerwin Mathews, Torin Thatcher, Kathryn Grant, Richard Eyer e Alec Mango. Foi distribuído pela Columbia Pictures e produzido por Charles H. Schneer.

Capitão Sindbad (1963) é um filme de fantasia e aventura independente de 1963, produzido por Frank King e Herman King (King Brothers Productions), dirigido por Byron Haskin , estrelado por Guy Williams e Heidi Brühl. O filme foi rodado nos estúdios Bavaria Film na Alemanha e distribuído pela Metro-Goldwyn-Mayer.

A Viagem Fantástica de Sinbad (1973) é um filme de fantasia dirigido por Gordon Hessler e com efeitos de animação em stop motion de Ray Harryhausen. É o segundo de três filmes de Sinbad lançados pela Columbia Pictures.

Sinbad e o Olho do Tigre (1977) é um filme de fantasia dirigido por Sam Wanamaker e com efeitos de animação em stop motion de Ray Harryhausen. O filme é estrelado por Patrick Wayne, Taryn Power, Margaret Whiting, Jane Seymour e Patrick Troughton. É o terceiro e último filme de Sinbad lançado pela Columbia Picture.

Filmes live-action em inglês lançados diretamente em vídeo: Sinbad: A Batalha dos Cavaleiros das Trevas (1998) – Filme lançado diretamente em vídeo sobre um jovem que precisa voltar no tempo para ajudar Sinbad.

As 7 Aventuras de Sinbad (2010) é um filme de aventura americano dirigido por Adam Silver e Ben Hayflick. Como um mockbuster distribuído pela The Asylum, tenta capitalizar em cima de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo e Fúria de Titãs.

Sinbad e o Minotauro (2011), estrelado por Manu Bennett, é um filme B de fantasia australiano de 2011 dirigido por Karl Zwicky, servindo como uma sequência não oficial do filme de Douglas Fairbanks Jr. de 1947 e da trilogia Sinbad de Harryhausen. Ele combina o herói das Mil e Uma Noites, Sinbad, o Marinheiro, com a lenda grega do Minotauro.

Sinbad: A Quinta Viagem (2014), estrelado por Shahin Sean Solimon, filme de baixo orçamento.
Sinbad e a Guerra das Fúrias (2016) Um filme de ação americano estrelado por John Hennigan, lançado diretamente em streaming.

Filmes com atores reais em idiomas que não o inglês: Sinbad Khalashi, ou Sinbad o Marinheiro, é um filme indiano mudo de ação e aventura de 1930 dirigido por Ramchandra Gopal Torney.

Sinbad Jahazi , ou Sinbad o Marinheiro , é um filme de aventura indiano em hindi de 1952 dirigido por Nanabhai Bhatt.

Sindbad ki Beti, ou Filha de Sindbad, é um filme de fantasia indiano em hindi de 1958 dirigido por Ratilal. Acompanha a filha de Sindbad em sua busca pelo pai desaparecido.

Filho de Sinbad é um filme indiano em hindi de 1958 dirigido por Nanabhai Bhatt. Uma sequência de Sinbad Jahazi, acompanha as aventuras do filho de Sinbad em alto mar.

Sinbad contro i sette saraceni (Sinbad contra os Sete Sarracenos) (também conhecido como Sinbad Against the 7 Saracens) é um filme de aventura italiano de 1964 escrito e dirigido por Emimmo Salvi e estrelado por Gordon Mitchell. O filme foi lançado diretamente para a televisão nos Estados Unidos pela American International Television em 1965.

Sindbad Alibaba e Aladdin é um filme musical de fantasia e aventura indiano em hindi de 1965, dirigido por Prem Narayan Arora. Pradeep Kumar interpretou o papel de Sindbad.

Şehzade Sinbad ( Príncipe Sinbad ), também conhecido como Şehzade Sinbad Kaf Dağı'nda (Príncipe Sinbad no Monte Qaf) (1971) (filme turco).

Simbad e il califfo di Bagdad (Sinbad e o Califa de Bagdá) (1973) (filme italiano).

Sinbad dos Sete Mares (1989) é um filme italiano de fantasia de 1989, produzido e dirigido por Enzo G. Castellari, baseado em uma história de Luigi Cozzi, que gira em torno das aventuras de Sinbad, o marinheiro. Sinbad precisa recuperar cinco pedras mágicas para libertar a cidade de Basra de um feitiço maligno lançado por um feiticeiro, e sua jornada o leva a ilhas misteriosas, onde ele precisa lutar contra criaturas mágicas para salvar o mundo.

Televisão
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Séries e filmes em inglês
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Sinbad Jr. e seu cinto mágico (1965)
A Força da Liberdade (Série de TV) (1978)
As Aventuras de Sinbad (1979) – Filme de animação para televisão.
Episódio de Mystery Science Theater 3000 (1993): A Viagem Mágica de Sinbad
Scooby-Doo! em Arabian Nights (1994) é um filme para televisão que apresenta um segmento contando a história de Sinbad, com Magilla Gorilla interpretando Sinbad.
As Viagens Fantásticas de Sinbad, o Marinheiro (1996–1998) é uma série de televisão animada americana baseada na história das Mil e Uma Noites de Sinbad, o Marinheiro, produzida pela Fred Wolf Films , que foi ao ar a partir de 2 de fevereiro de 1998 no Cartoon Network . [ 27 ]
As Aventuras de Sinbad (1996–98) é uma série de televisão canadense de ação / aventura e fantasia, que dá continuidade à história do episódio piloto de mesmo nome.
Episódio de Backyardigans (2007): "Sinbad Navega Sozinho".
Sinbad (2012) – Uma série de televisão britânica da Sky1 .
Sindbad & The 7 Galaxies (2016 pela Sun TV, adquirido pela Toonavision em 2020) é uma série de televisão animada infantil de comédia e aventura [ 28 ] criada por Raja Masilamani e propriedade intelectual pertencente à Creative Media Partners. [ 29 ]
Nota: Sinbad foi mencionado, mas não apareceu de fato no episódio " Já Vi Isso" da 3ª temporada de Xena: A Princesa Guerreira, quando um dos pretendentes da história diz a Xena que esperava que Hércules aparecesse para salvar sua aldeia da maldição.

Séries e filmes em idiomas que não o inglês
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As Mil e Uma Noites: As Aventuras de Sinbad (Arabian Naitsu: Shinbaddo No Bôken, 1975).
Manga Sekai Mukashi Banashi: As Mil e Uma Noites: As Aventuras de Sinbad, o Marinheiro (1976) é uma série de anime japonesa para televisão, dirigida por Sadao Nozaki e Tatsuya Matano e produzida por Yuji Tanno. Sua origem está na série Manga Hajimete Monogatari, dublada em inglês e narrada por Telly Savalas.
Alif Laila (1993–1997), uma série de televisão indiana baseada em As Mil e Uma Noites que foi ao ar na DD National da Doordarshan . Os episódios intitulados "Sindbad Jahaazi" focam nas aventuras do marinheiro, onde ele é interpretado por Shahnawaz Pradhan . [ 30 ]
Princess Dollie Aur Uska Magic Bag (2004–2006), uma série de televisão indiana de fantasia e aventura para adolescentes exibida no canal Star Plus, onde Vaquar Shaikh interpreta Sinbad, um dos personagens principais da série, juntamente com Ali Baba e Hatim .
Magi: The Labyrinth of Magic , Magi: The Kingdom of Magic e Magi: Adventure of Sinbad sãoséries japonesas de mangá e anime de fantasia e aventura .
Janbaaz Sindbad (2015–2016), uma série de televisão indiana de aventura e fantasia baseada em Sinbad, o Marinheiro, que foi ao ar no canal Zee TV , estrelada por Harsh Rajput no papel principal.
Nota: Dois filmes estrangeiros que não tinham nenhuma relação com o personagem Sinbad foram lançados na América do Norte, com o herói sendo chamado de "Sinbad" na dublagem. O filme russo de 1952, Sadko (baseado na ópera Sadko de Rimsky-Korsakov ), foi dublado e lançado em inglês em 1962 como The Magic Voyage of Sinbad , enquanto o filme japonês de 1963, Dai tozoku (cujo personagem principal era um pirata heróico chamado Sukezaemon), foi dublado e lançado em inglês em 1965 como The Lost World of Sinbad.

Jogos de vídeo
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Em 1978, a Gottlieb Manufacturing lançou uma máquina de pinball chamada Sinbad , [ 31 ] cuja arte apresentava personagens do filme Sinbad e o Olho do Tigre . Também foi lançado, em menor escala, um jogo de pinball Eye of the Tiger . [ 32 ]
Em 1984, Sinbad foi lançado pela Atlantis Software. [ 33 ]
Em 1986, Sinbad e o Navio Dourado foi lançado pela Mastertronic Ltd. [ 34 ]
Outro jogo de 1986 chamado The Legend of Sinbad foi lançado pela Superior Software. [ 35 ]
Em 1987, Sinbad e o Trono do Falcão foi lançado pela Cinemaware. [ 36 ]
Em 1996, foi lançado o jogo de pinball Tales of the Arabian Nights, apresentando Sinbad. [ 37 ] Este jogo (fabricado pela Williams Electronics ) apresenta a batalha de Sinbad contra os Rocs e o Ciclope como missões secundárias para obter joias. O jogo foi adaptado para a coletânea de videogames Pinball Hall of Fame: The Williams Collection em 2009.
Em 2007, a Sega lançou Sonic and the Secret Rings , um jogo com temática das Mil e Uma Noites, no qual Knuckles, a Equidna, assumiu o papel de Sinbad.

Música
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Na suíte Scheherazade de Nikolai Rimsky-Korsakov , os movimentos 1, 2 e 4 focam em partes da história de Sinbad. Vários elementos da história apresentam temas identificáveis na obra, incluindo rochas e o mar revolto. No movimento final, que culmina no clímax, o navio de Sinbad (6ª viagem) é retratado precipitando-se rapidamente em direção aos penhascos, e somente a descoberta fortuita do riacho cavernoso permite que ele escape e faça a travessia para Serindib.
A canção "Sinbad the Sailor", da trilha sonora do filme indiano Rock On!! , conta a história de Sinbad, o Marinheiro, em formato musical.
Sinbad e a Lenda de Mizan (2013) Um musical francês. O evento de comédia musical na Lorena. Uma criação original baseada na história de Sinbad, o Marinheiro, herói das Mil e Uma Noites. Uma jornada pelo Oriente, 30 artistas no palco, mistérios, combates, música e danças invejáveis... Uma nova aventura para Sinbad, muito mais perigosa que todas as outras.
As aventuras de Sinbad apareceram em diversas gravações de áudio, tanto em forma de leituras quanto de dramatizações, incluindo Ali Babá e os Quarenta Ladrões/Sinbad, o Marinheiro ( Riverside Records RLP 1451/Golden Wonderland GW 231, interpretado por Denis Quilley ), Sinbad, o Marinheiro ( Tale Spinners for Children, United Artists Records UAC 11020, interpretado por Derek Hart ), Sinbad, o Marinheiro: Um Conto das Mil e Uma Noites ( Caedmon Records TC-1245/ Fontana Records SFL 14105, lido por Anthony Quayle ), Sinbad, o Marinheiro/As Aventuras de Oliver Twist e Fagin ( Columbia Masterworks ML 4072, lido por Basil Rathbone ), 1001 Noites: Sinbad, o Marinheiro e Outras Histórias (Naxos Audio 8.555899, narrado por Bernard Cribbins ) e As Mil e Uma Noites (As Viagens de Sinbad, o Marinheiro) . Registros da Disneylândia STER-3988).
"Nagisa no Sinbad" (渚のシンドバッド) foi o quarto single lançado pela Pink Lady , uma popular dupla japonesa no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. A música foi regravada pelo ex-ídolo grupo W e pelo supergrupo japonês Morning Musume .
Literatura
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Em O Conde de Monte Cristo , "Sinbad, o Marinheiro" é apenas um dos muitos pseudônimos usados por Edmond Dantès .
Em seu Ulisses , James Joyce usa "Sinbad, o Marinheiro" como um pseudônimo para o personagem W.B. Murphy e como uma analogia a Odisseu . Ele também faz trocadilhos impiedosos com o nome: Jinbad, o Carcereiro; Tinbad, o Alfaiate; Whinbad, o Baleeiro; e assim por diante.
Na peça para vozes de Dylan Thomas , Under Milk Wood , o barman do pub Sailor's Arms se chama Sinbad Sailors.
Edgar Allan Poe escreveu um conto chamado " O Milésimo Segundo Conto de Sherazade ". Ele retrata a oitava e última viagem de Simbad, o Marinheiro, juntamente com os vários mistérios que Simbad e sua tripulação encontram; as anomalias são então descritas como notas de rodapé da história.
As Aventuras de Simbad, o Marinheiro, do poeta polonês Bolesław Leśmian, é uma coletânea de contos vagamente baseada em As Mil e Uma Noites.
As Aventuras de Simbad, do escritor húngaro Gyula Krúdy, é uma coletânea de contos baseada em As Mil e Uma Noites.
Em " A Última Viagem de Alguém, o Marinheiro ", de John Barth , "Sinbad, o Marinheiro" e suas viagens tradicionais servem de moldura para uma série de "viagens" de um Novo Jornalista do século XX conhecido como "Alguém, o Marinheiro".
Steven Millhauser, vencedor do Prêmio Pulitzer, tem um conto intitulado "A Oitava Viagem de Sinbad" em sua coletânea de 1990, The Barnum Museum .
Arte
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Obra de arte "Sinbad, o Marinheiro" (1920) de Paul Klee (artista suíço-alemão, 1879–1940).
Quadrinhos
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Em 1950, a St. John Publications publicou uma história em quadrinhos única chamada Filho de Sinbad . [ 38 ]
Em 1958, a Dell Comics publicou uma história em quadrinhos única baseada no filme A 7ª Viagem de Sinbad . [ 39 ]
Em 1963, a Gold Key Comics publicou uma edição única de quadrinhos baseada no filme Capitão Sinbad . [ 40 ]
Em 1965, a Dell Comics publicou uma série de 3 edições chamada Sinbad Jr. [ 41 ]
Em 1965, a Gold Key Comics publicou uma minissérie de 2 edições chamada As Viagens Fantásticas de Sinbad . [ 42 ]
Em 1974, a Marvel Comics publicou uma série de duas edições baseada no filme A Viagem Dourada de Sinbad em Worlds Unknown #7 [ 43 ] e #8. [ 44 ] Em seguida, publicaram uma edição única baseada no filme A 7ª Viagem de Sinbad em 1975 com Marvel Spotlight #25. [ 45 ]
Em 1977, a empresa britânica de banda desenhada General Book Distributors publicou uma revista/história em banda desenhada única baseada no filme Sinbad e o Olho do Tigre . [ 46 ]
Em 1988, a Catalan Communications publicou a graphic novel única The Last Voyage of Sinbad , escrita por Jan Strnad e desenhada por Richard Corben . [ 47 ]
Em 1989, a Malibu Comics publicou uma minissérie de 4 edições chamada Sinbad , [ 48 ] e seguiu com outra minissérie de 4 edições chamada Sinbad Book II: In the House of God em 1991. [ 49 ]
Em 2001, a Marvel Comics publicou uma história em quadrinhos única que reunia Sinbad com o Quarteto Fantástico chamada Fantastic 4th Voyage of Sinbad . [ 50 ]
Em 2007, a Bluewater Comics publicou uma minissérie de 3 edições chamada Sinbad: Rogue of Mars . [ 51 ]
Em 2008, o Lerner Publishing Group publicou uma graphic novel chamada Sinbad: Sailing into Peril . [ 52 ]
Em 2009, a Zenescope Entertainment estreou Sinbad em seu universo de Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, fazendo-o aparecer como um personagem regular. Ele apareceu pela primeira vez em sua própria série de 14 edições chamada 1001 Noites Árabes: As Aventuras de Sinbad . [ 53 ] Depois, ele apareceu em várias edições da saga Devorador de Sonhos, [ 54 ] bem como no Anual de 2011, [ 55 ] na edição gigante, [ 56 ] e nas edições especiais [ 57 ] .
Em 2012, foi lançada uma graphic novel chamada Sinbad: The Legacy , publicada pela Campfire Books. [ 58 ]
Ele aparece na série de quadrinhos Fables , escrita por Bill Willingham .
Em "A Liga Extraordinária: Dossiê Negro", de Alan Moore , Sinbad aparece como amante do imortal Orlando por trinta anos, até que este parte para sua 8ª Viagem e nunca mais retorna.
Na série de quadrinhos dos Simpsons "Get Some Fancy Book Learnin'", as aventuras de Sinbad são parodiadas como "Sinbart, o Marinheiro".
"A Última Viagem de Sinbad", de Richard Corben e Jan Strnad, foi originalmente publicada como "Novos Contos das Mil e Uma Noites" na revista Heavy Metal , edições nº 15 a 28 (1978-79), e posteriormente compilada e reimpressa em formato de livro de bolso.
Sinbad é um personagem importante na série de mangá japonesa Magi: The Labyrinth of Magic, escrita e ilustrada por Shinobu Ohtaka .
parques temáticos
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Sinbad inspira a atração Sinbad's Storybook Voyage no Tokyo DisneySea .
Sinbad embarca em uma aventura para salvar uma princesa presa no passeio de barco aquático , As Aventuras de Sinbad no Lotte World em Seul , Coreia do Sul. [ 59 ]
O parque temático Efteling , em Kaatsheuvel , na Holanda, possui uma área temática dedicada a Sinbad, chamada De Wereld van Sindbad ( O Mundo de Sinbad ). Ela inclui a montanha-russa indoor Vogel Rok , inspirada na quinta viagem de Sinbad, e o Sirocco , um brinquedo de xícaras giratórias .
O elaborado espetáculo de ação ao vivo " A Oitava Viagem de Sinbad", no Universal Orlando Resort, na Flórida, apresentava uma história inspirada nas viagens de Sinbad.

OUTRAS REFERÊNCIAS

O ator e comediante David Adkins atua sob o nome artístico de Sinbad desde a década de 1980.

Um retrotransposon LTR do genoma do verme sanguíneo humano, Schistosoma mansoni, recebeu o nome de Sinbad. É comum que elementos genéticos móveis como retrotransposons sejam nomeados em homenagem a viajantes míticos, históricos ou literários; por exemplo, os conhecidos elementos genéticos móveis Gypsy e Mariner.

FONTES: Haddawy, Husain (1995). The Arabian Nights. Vol. 1. WW Norton. ISBN 978-0-393-31367-3.

Pinault, D. (1998). "Sindbad". In Meisami, Julie Scott; Starkey, Paul (eds.). Encyclopedia of Arabic Literature. Vol. 2. Taylor & Francis. pp. 721–723. ISBN 9780415185721.

Beazley, Charles Raymond (1911). "Sindbad the Sailor, Voyages of" . In Chisholm, Hugh (ed.). Encyclopædia Britannica. Vol. 25 (11th ed.). Cambridge University Press. pp. 141–142. This includes a detailed analysis of potential sources and comparable tales across contemporaneous and earlier texts.

Copeland, CS; Mann, VH; Morales, ME; Kalinna, BH; Brindley, PJ (23 February 2005). "The Sinbad retrotransposon from the genome of the human blood fluke, Schistosoma mansoni, and the distribution of related Pao-like elements". BMC Evol Biol. 5 (1): 20. doi:10.1186/1471-2148-5-20. PMC 554778. PMID 15725362.

Favorov, OV; Ryder, D (12 March 2004). "Sinbad: a neocortical mechanism for discovering environmental variables and regularities hidden in sensory input". Biol Cybern. 90 (3): 191–202. doi:10.1007/s00422-004-0464-8. PMID 15052482. S2CID 680298.

Marcelli, A; Burattini, E; Mencuccini, C; Calvani, P; Nucara, A; Lupi, S; Sanchez Del Rio, M (1 May 1998). "Sinbad, a brilliant IR source from the DAPhiNE storage ring". Journal of Synchrotron Radiation. 5 (3). J Synchrotron Radiat: 575–7. Bibcode:1998JSynR...5..575M. doi:10.1107/S0909049598000661. PMID 15263583..

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

ALF-INGE HÅLAND (FUTEBOLISTA NORUEGUÊS)

Retrato de Alf-Inge Haaland, da Noruega, antes da partida do Grupo E da Copa do Mundo da FIFA entre Noruega e México, no RFK Stadium, em 19 de junho de 1994, em Washington, Estados Unidos. (Foto de Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images).
  • NOME COMPLETO: Alf-Inge Rasdal Håland
  • NASCIMENTO: 23 de novembro de 1972; Stavanger, Rogaland, Noruega
  • APELIDOS: Alfie, Erikssen
  • FAMÍLIA: Gry Marita Braut (ex-esposa), Anita Strømsvol (Cônjuge), Erling Haaland (filho do primeiro casamento),
  • POSIÇÃO: Lateral-direito; meio-campista 
  • NÚMERO: 2; 18
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1989—2013
  • ALTURA: 1.86 m (6 ft 1 in)
  • PÉ: destro
Alfie Haaland (1972—) é um ex-futebolista norueguês que atuava como volante ou lateral-direito. Seu filho, Erling, atua como centroavante e atualmente defende o Manchester City.

BIOGRAFIA

Início da vida e carreira: Haaland nasceu em 23 de novembro de 1972 em Stavanger, Rogaland, e foi criado na vizinha Bryne. Ele ingressou na equipe juvenil do clube de sua cidade natal, Bryne, em 1979. Ele fez sua estreia na equipe principal em 1989, aos 17 anos, e se firmou na equipe no ano seguinte após assinar seu primeiro contrato profissional com o Bryne.

Nottingham Forest: Haaland mudou-se para a Inglaterra, juntando-se ao clube da Primeira Divisão Nottingham Forest após uma transferência prolongada. As tentativas de contratar Haaland começaram com Brian Clough em outubro de 1992, mas a transferência foi concluída em dezembro de 1993, depois de Frank Clark se tornar treinador. Ele fez sua estreia pelo Forest contra o Leicester City.

Leeds United: Em julho de 1997, Haaland juntou-se ao Leeds United sob o comando de George Graham. Estreou-se pelo Leeds contra o Arsenal a 9 de agosto. Em setembro, quando o Manchester United perdia por 1-0 para o Leeds United de Haaland em Elland Road, Roy Keane lesionou o ligamento cruzado anterior numa disputa de bola com Haaland. Enquanto Keane estava caído no chão, Haaland, sem saber da gravidade da lesão, ficou de pé sobre ele e criticou-o, sugerindo que ele estava apenas a fingir uma lesão para tentar ganhar um pênalti. Haaland recebeu um cartão amarelo enquanto Keane era retirado de campo de maca e ficou afastado dos relvados durante quase um ano. A 26 de dezembro de 1997, Haaland marcou um gol na derrota por 3-1 contra o Liverpool em Anfield, um feito posteriormente alcançado pelo seu filho, Erling Haaland, a 2 de outubro de 2019, enquanto jogava pelo Red Bull Salzburg.

Ele fez parte da equipe do Leeds que chegou às semifinais da Copa da UEFA na temporada de 1999-2000 e que também se classificou para a Liga dos Campeões.

Manchester City: Em 2000, Haaland deixou o Leeds para se juntar ao Manchester City por uma taxa de £2,5 milhões. Em abril de 2001, durante uma partida contra o Manchester United, Roy Keane deu um carrinho em Haaland, chutando-o na altura do joelho direito, pelo qual foi imediatamente expulso. Sobre o incidente, Haaland disse: "Só estou feliz por minha perna estar fora do chão, caso contrário ele teria me machucado muito". Keane foi posteriormente multado em £5.000 e recebeu uma suspensão de três jogos. Em sua autobiografia, publicada um ano depois, Keane afirmou que o carrinho foi um ato premeditado e deliberado de vingança contra Haaland pelas críticas que recebeu dele em campo três anos e meio antes. Após essa revelação, Keane passou a ser alvo de uma investigação da FA. Ele alegou paráfrase imprecisa por parte de seu ghostwriter, mas recebeu uma suspensão adicional de cinco jogos e uma multa de £150.000 por trazer descrédito ao esporte. Após a entrada, Haaland inicialmente afirmou que Keane não ousaria olhar em seus olhos, e certa vez disse: "Eu realmente detesto o [Manchester] United e não suporto seus jogadores".

Na altura da entrada de Keane, o joelho esquerdo de Haaland já lhe causava problemas suficientes para que tivesse de jogar com uma faixa no joelho. Após a entrada, Haaland terminou o jogo e jogou um amigável a meio da semana pela Noruega, saindo ao intervalo, e o jogo seguinte do campeonato, saindo aos 68 minutos. Nesse verão, foi submetido a uma cirurgia ao joelho esquerdo, mas só conseguiu mais quatro aparições como suplente na temporada seguinte, e acabou por se reformar em julho de 2003, depois de não conseguir recuperar totalmente a forma física. Haaland tinha originalmente contrato com o Manchester City até ao final da temporada de 2004-05, mas o seu contrato previa que o City poderia rescindi-lo se as condições médicas indicassem que ele não podia voltar a jogar futebol na equipa principal, e o City decidiu exercer essa opção.

Após o lançamento da autobiografia de Keane em 2002, Haaland e o Manchester City declararam que estavam considerando entrar com uma ação judicial contra Keane. No entanto, veio à tona que Haaland havia declarado em seu site que vinha jogando com a lesão no joelho esquerdo havia alguns meses, que sua perna esquerda não sofreu nenhum impacto durante a partida (Keane chutou sua coxa direita) e que Keane não causou sua lesão de longo prazo. A ação judicial foi retirada em fevereiro de 2003, após o clube revisar o parecer médico.

Rosseland: Haaland saiu da aposentadoria após oito anos, para jogar pelo clube Rosseland, sediado em Bryne, na Terceira Divisão Norueguesa, em agosto de 2011. Ele se aposentou novamente em 2013.

CARREIRA INTERNACIONAL

Haaland estreou-se pela Noruega num jogo amigável contra a Costa Rica em janeiro de 1994. Mais tarde, foi convocado para a seleção norueguesa para a Copa do Mundo FIFA de 1994, onde jogou as partidas contra o México e a Itália. Haaland jogou um total de 34 partidas pela seleção, sendo a sua última contra a Bulgária em abril de 2001. Juntamente com Hallvar Thoresen, Dan Eggen, Espen Baardsen, Hans Herman Henriksen, Oscar Bobb e Joshua King, Haaland está entre os poucos jogadores que atuaram pela seleção norueguesa sem nunca terem jogado na primeira divisão do futebol nacional.

VIDA PESSOAL

Haaland conheceu Gry Marita Braut, uma talentosa atleta norueguesa de heptatlo, em meados da década de 1990, enquanto jogava pelo Nottingham Forest na Inglaterra. Casaram-se e tiveram três filhos: uma filha, Gabrielle, e dois filhos, Astor e Erling. Erling tornou-se jogador de futebol profissional, assim como o pai. Erling joga pelo Manchester City, clube pelo qual Alfie também jogou. O sobrinho de Alfie, Albert Tjåland, também é jogador de futebol profissional, um atacante que jogou pela última vez pelo Molde.

Após o divórcio de Gry Marita Braut, Haaland casou-se com Anita Strømsvol e eles têm duas filhas.

Erling Haaland, do Manchester City, posa para uma fotografia com o troféu da Premier League e sua família após a partida da Premier League entre Manchester City e Chelsea FC, no Etihad Stadium, em 21 de maio de 2023, em Manchester, Inglaterra. (Foto de Michael Regan/Getty Images).

Durante sua carreira como jogador, seu sobrenome foi grafado como Håland e Haaland. Seu primeiro nome era Alf-Inge e ele ficou conhecido pelo apelido de "Alfie". Ele mudou seu nome para Alfie Haaland em 2016 para que seu nome funcionasse melhor internacionalmente.

Tal como o seu pai e avô, Haaland era adepto do Arsenal FC, tendo assistido à final da Taça UEFA de 2000 enquanto ainda jogava pelo Leeds United.

Em 2026, Erling e Alfie doaram uma crônica de Snorri Sturluson de 1594 para a biblioteca do município de Time, na região de Jæren. Eles pagaram a quantia recorde norueguesa de 1,3 milhão de coroas norueguesas (US$ 133.636) pelo livro, afirmando que o volume poderia ser exposto para que os habitantes locais pudessem ler sobre sua história.

ESTATÍSTICAS DE CARREIRA
  1. Nottingham Forest F.C. (1993—97)
    • Partidas: 90
    • Gols: 7
  2. Leeds United F.C. (1997—2000)
    • Partidas: 92
    • Gols: 8
  3. Manchester City F.C. (2000—2003)
    • Partidas: 47
    • Gols: 3
  4. Bryne/Rosseland (Sétima Divisão Norueguesa) (2007—08): 3 partidas e nenhum gol feito
  5. Bryne FK (Quinta Divisão Norueguesa) (2011): 1 partida e nenhum gol feito
  6. Rosseland BK (Quarta Divisão Norueguesa) (2012–2013)
    • Partidas:12
    • Gols: 1
Seleção Nacional:
  1. Seleção norueguesa sub-17 (1990): 1 partida e nenhum gol feito.
  2. Seleção norueguesa sub-21 (1991–1993)
    • Partidas: 29
    • Gols: 3
  3. NFF (1994–2001): 34 Partidas e nenhum gol feito
Total:
  • Partidas: 309
  • Gols: 22
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