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terça-feira, 7 de julho de 2026

REPTILE (PERSONAGEM DE JOGOS ELETRÔNICOS)

Arte conceitual oficial por John Tobias para Ultimate Mortal Kombat 3.

  • NOME COMPLETO: Syzoth
  • NASCIMENTO: Zaterra
  • ARMAS: kunai (mk, mk 2011), machado de batalha (mk4, mkg) e kirehashi (mk:DA, MK:TE, MK:A)
  • ESTILO(S) DE LUTA: Hung Gar (MK:DA, MK:TE, MK1), Caranguejo (MK:DA, MK:TE, MK 2011, MKX, MK1), Pao Chui (MK:A, MK1) e Leopardo (MK1)
  • ESPÉCIE: Sauriano/Zaterrano Masculino
  • FAMÍLIA: Khameleon e Chameleon (seres da mesma espécie)
  • AFILIAÇÃO: Chameleon, Khameleon, Shang Tsung, Shao Kahn, Kotal Kahn, Ermac, Erron Black, Ferra/Torr, Kotal K'etz, Kintaro, Sheeva, Sonya Blade, Johnny Cage, Kano e Motaro
  • CRIADOR(ES): Ed Boom e John Tobias
  • PRIMEIRA APARIÇÃO:
Reptile é um personagem da franquia de jogos de luta Mortal Kombat, desenvolvida pela Midway Games e pela NetherRealm Studios. Ele estreou no jogo original de 1992 como um oponente oculto, tornando-se o primeiro personagem secreto na história dos jogos de luta. Reptile passou a ser jogável na sequência, Mortal Kombat II (1993), e permaneceu como uma figura constante na franquia. Como seu nome sugere, ele é um Sauriano, uma espécie fictícia de humanoides reptilianos.

PODERES E HABILIDADES

Em sua estreia, os poderes de Reptile foram emprestados do descendente criomante Sub-Zero e do espectro de fogo infernal Scorpion. Em MKII , ele recebe seus próprios poderes (embora compartilhem algumas semelhanças com os de Sub-Zero, como seu deslizamento e bola de força). Reptile parece ter adquirido habilidades de diversas criaturas reptilianas.

Como um Sauriano, Reptile mantém uma aparência predominantemente humana. No entanto, assim como Scorpion esconde um crânio flamejante, a máscara de Reptile e a pele por trás dela são apenas um disfarce completo para sua verdadeira forma de lagarto. Além disso, ele parece remover sua máscara com mais frequência do que Scorpion. Sua saliva é composta de fluidos poderosos e corrosivos que podem facilmente corroer aço, como ácido. Ele também pode disparar rajadas de energia teleguiada. A língua de Reptile também pode se alongar para ataques de longo alcance.

A característica distintiva de Reptile é sua habilidade de se tornar completamente invisível. Como revelado em uma arte de Deadly Alliance , a aparência de um Sauriano é, em sua maior parte, semelhante à de um humano. No entanto, quanto mais tempo eles ficam separados, mais seus disfarces humanos se degradam e desaparecem com o tempo, até que suas verdadeiras formas sejam reveladas. A mudança vai além da aparência, pois também pode afetar a mente. Saurianos que perdem completamente seus disfarces começam a regredir a acessos primitivos de fúria cega, atacando tanto amigos quanto inimigos.
  • Cuspe Ácido: Reptile remove sua máscara e cospe ácido no oponente. Às vezes, o jato de ácido paralisa o oponente por um breve instante, enquanto o vapor do ácido queima sua pele.
  • Deslize Poderoso: Reptile desliza pelo chão em direção ao inimigo, atingindo-o e lançando-o para o ar.
  • Camaleão: Reptile desaparece ou reaparece em uma nuvem de fumaça.
  • Serpente Corredora: Reptile corre rapidamente por trás do oponente e desfere uma cotovelada certeira no rosto dele.
  • Bola de Força Lenta: Reptile projeta uma bola verde de energia ou ácido que se move lentamente em direção ao oponente. Quando atinge o oponente, ele é impulsionado em direção a Reptile.
    • Bola de Força Rápida: Uma versão mais rápida da Bola de Força Lenta.
    • Bola de Força Superior: Em Shaolin Monks, Reptile pode lançar sua Bola de Força no ar. Apenas Reptile como chefe pode fazer isso e somente se um oponente estiver no ar.
  • Mão Ácida: Reptile cria uma Bola de Força em sua mão e a gira em direção ao oponente, arremessando-o para trás.
  • Soco Veloz: Reptile desliza e soca o oponente.
  • Super Rastejamento: Reptile rasteja por baixo dos pés do oponente, derrubando-o.
  • Espinhos Rolantes: Reptile se enrola em uma bola e rola para frente, derrubando o oponente.
  • Ataque de Garras: Reptile salta e ataca o oponente com ambas as garras, arremessando-o para trás.
  • Golpe de Garra: Reptile golpeia o oponente com uma de suas garras para derrubá-lo.
  • Basilisco: Reptile se concentra por um instante, permitindo que ele se mova a velocidades maiores que seu oponente. Durante esse tempo, Reptile pode executar combos que normalmente não conseguiria, aumentando o efeito de malabarismo de todos os seus combos e ataques especiais. Além disso, durante esse período, todos os ataques de Reptile causam 20% menos dano e sua capacidade de bloquear ataques é desativada. Se Reptile for atacado durante esse tempo, ou se ele acertar seus ataques de Arremesso ou Raio-X, o efeito termina prematuramente.
  • Gás Venenoso: Reptile aumenta o tamanho e a densidade da nuvem de gás tóxico ao seu redor, fazendo com que ela cause mais dano mais rapidamente e em uma área maior por um certo período. Apesar disso, o oponente ainda sofre o dano original do Gás Nocivo, mesmo com a aplicação deste novo efeito
  • Giro da Morte: Reptile se transforma em sua forma Zaterran e salta para frente, tentando agarrar o oponente. Se for bem-sucedido, ele morde a perna do oponente e o gira, arremessando-o contra o chão duas vezes.
  • Presas Cadentes: No ar, Reptile desaparece e cai em frente ao oponente, golpeando-o com uma garra. Possui uma variação de curta distância, onde Reptile não aparece acima do oponente e reaparece em sua posição original. O golpe também pode ser cancelado com Reptile saltando para trás e ficando invisível por alguns segundos.
CARACTERIZAÇÃO

Aparência: Reptile é uma criatura reptiliana humanoide vestida de verde que personifica o arquétipo do subordinado infeliz.

Personalidade: Considerado fisicamente horrendo e repulsivo, ele é conhecido por sua furtividade e lealdade inquestionável. Ao contrário de muitos outros capangas, Reptile não almeja poder, nem é inerentemente mau. Ele está preso em um estado delirante, obcecado em encontrar o último membro de sua raça ou libertar seu planeta natal, Zaterra, das garras de Outworld. Por isso, ele permanece leal a Shao Kahn, obedecendo a outros mestres apenas para sobreviver e perseguir seu objetivo de restaurar Zaterra à sua antiga glória.

HISTÓRIA DE ORIGEM

O guerreiro conhecido como Reptile serviu a Shao Kahn sem saber que o Imperador havia destruído seu reino natal, Zaterra.

O Reptile serviu fielmente como protetor de Shang Tsung no primeiro torneio. Sendo um mestre em furtividade, ele permanecia escondido e vigiava constantemente Shang Tsung, mantendo-se fiel ao seu dever. Ele raramente lutava, mas era um lutador muito habilidoso. Ele utilizou muitas habilidades especiais, que aumentaram suas habilidades de luta para torná-lo uma força a ser reconhecida.

CONCEPÇÃO

O conceito do personagem Reptile foi idealizado por Ed Boon, cocriador e programador principal de Mortal Kombat, após o lançamento do jogo original nos arcades em 1992. Observando o sucesso do método de troca de paleta usado para os sprites dos personagens ninja Scorpion e Sub-Zero, ele e o designer de personagens da série, John Tobias, colaboraram para incluir um "recurso secreto super secreto" no jogo, que seria uma "versão mais legal do Scorpion". Boon e Tobias se inspiraram na lenda urbana de Sheng Long, de Street Fighter II, ao conceber Reptile como um personagem secreto. Reptile foi finalizado em uma única noite e inserido na terceira revisão do jogo em agosto de 1992, o mesmo mês em que o jogo foi lançado pela primeira vez. Reptile não era selecionável nem jogável, pois sua inclusão foi originalmente planejada como uma ferramenta de marketing para o jogo devido às condições extremas necessárias para os jogadores o encontrarem, com os desenvolvedores, por sua vez, esperando que o boca a boca espalhasse rumores sobre a existência do personagem. Boon observou em uma entrevista de 1995 que a resposta positiva ao personagem levou à inclusão de Reptile em jogos subsequentes da série como um lutador jogável.

Design e jogabilidade: Reptile apareceu nos jogos de luta digitais de Mortal Kombat como uma versão com cores diferentes dos dois ninjas masculinos, com sua armadura verde representando uma combinação do amarelo e azul de Scorpion e Sub-Zero, respectivamente. Ele manteve esse design em sua estreia jogável em Mortal Kombat II (1993), com sua verdadeira natureza reptiliana revelada pela primeira vez quando sua máscara era abaixada para seu ataque de cuspe ácido, ou removida completamente para seu Fatality de agarrar a língua e seu final de arcade. Ele e os outros ninjas foram omitidos de Mortal Kombat 3 (1995), mas incluídos na atualização Ultimate Mortal Kombat 3. Para o lançamento tridimensional Mortal Kombat 4 (1997), ele recebeu um design único pela primeira vez, com armadura mínima, seu rosto totalmente exposto e mais de sua verdadeira identidade reptiliana revelada. Com os personagens de paleta de cores alteradas recebendo transformações distintas para os jogos de luta tridimensionais da série, Reptile recebeu um design totalmente reptiliano em Mortal Kombat: Deadly Alliance (2002), que incluía uma longa cauda enquanto ele usava uma armadura mínima dourada e preta, um design que foi mantido para sua aparição não jogável no jogo de luta de 2005 Mortal Kombat : Shaolin Monks, com a exceção de tiras pretas enroladas em sua cabeça que deixavam seus olhos e boca expostos. Reptile não apareceu em Mortal Kombat: Deception (2004), mas retornou com todo o elenco da série na coletânea de 2006 Mortal Kombat: Armageddon.

Como um personagem secreto não jogável no primeiro Mortal Kombat, Reptile copiava os movimentos especiais de Sub-Zero e Scorpion e lutava com velocidade aumentada. Ele recebeu seu próprio conjunto distinto de ataques a partir de sua estreia jogável em Mortal Kombat II.

Os Fatalities do Reptile em MKII consistem em revelar seu rosto reptiliano e usar sua longa língua para devorar a cabeça do oponente, ou ficar invisível e decepar seu torso. Os golpes finais posteriores expandem o conceito, variando de regurgitar ácido sobre o oponente derrotado a pular sobre seu corpo e roer a carne de seus crânios. Em uma retrospectiva da série de 2006, a equipe de desenvolvimento de Mortal Kombat citou os golpes finais do Reptile como alguns de seus favoritos da série.

RECEPÇÃO

Embora Reptile tenha recebido críticas positivas por suas origens como um personagem secreto, a resposta às suas outras características tem sido mista. Zach Gass, do TheGamer, elogiou a evolução do personagem ao longo de suas aparições na série. "Como todos os ninjas do arco-íris da série, Reptile cresceu e desenvolveu um visual, estilo de luta e personalidade próprios." Ele ficou em quinto lugar na lista da Game Revolution dos melhores personagens "klássicos" de Mortal Kombat, elogiado por sua introdução em Mortal Kombat e suas mudanças na sequência. Reptile foi destaque em um artigo da MSN de 2008 sobre os dez maiores easter eggs dos jogos. Em 2010, a UGO o incluiu na lista dos 25 personagens secretos mais legais dos videogames. Na lista de 2012 da UGO Networks dos melhores personagens de Mortal Kombat, Reptile ficou em sexto lugar, sendo considerado o melhor personagem secreto da série.

Em um episódio de 2020 do podcast "Rotten Tomatoes Is Wrong", do Rotten Tomatoes, discutindo o filme Mortal Kombat de 1995, os participantes opinaram que Reptile é um dos piores personagens da série, mencionando sua origem como uma simples mudança de cor e argumentando que a série deveria tê-lo mantido como um personagem secreto, pois era o único elemento que o tornava interessante. A ausência de Reptile em Mortal Kombat 11 foi questionada por Dale Wilson, do PlayStation LifeStyle, que afirmou: "Com personagens clássicos como Scorpion, Sub-Zero, Johnny Cage, Jade e Sonya Blade aparecendo em Mortal Kombat 11, acho estranho que Reptile tenha ficado de fora." Gavin Jasper, do Den of Geek, criticou o design de Reptile no filme Mortal Kombat de 1995, afirmando que "ele não envelheceu bem". Jasper, no entanto, apreciou o fato de Reptile usar sua saliva ácida dos jogos.

APARIÇÕES

Jogos eletrônicos: No Mortal Kombat original (1992), Reptile é um personagem secreto não jogável. Ele aparece aleatoriamente na tela antes de uma partida com pistas sobre como acessá-lo, e os jogadores precisam seguir diretrizes específicas para enfrentá-lo. Em Mortal Kombat II (1993), Reptile agora é um personagem jogável, com a história de que ele é membro de uma raça reptiliana da dimensão fictícia de Outworld, que foi escravizada por seu imperador maligno, Shao Kahn. Prometido o renascimento de sua raça em troca de sua lealdade, Reptile serve como guarda-costas do feiticeiro maligno Shang Tsung. Reptile foi omitido de Mortal Kombat 3 (1995), mas retornou na atualização Ultimate Mortal Kombat 3. Ele é designado para encontrar e assassinar a princesa edeniana Kitana depois que ela mata sua irmã gêmea maligna, Mileena. Em Mortal Kombat 4 (1997), ele serve como um servo do Deus Ancião caído Shinnok, pelo qual lhe é novamente prometida a restauração de sua raça.

Em Mortal Kombat: Deadly Alliance (2002), Reptile retorna ao serviço de Shao Kahn. Após ouvir o plano de Shang Tsung para matar Kahn, ele tenta avisar seu mestre, mas encontra Nitara, uma vampira que lhe oferece informações sobre sua raça. Reptile jura lealdade a ela, mas acaba percebendo que ela está apenas o usando. Ele parte para matá-la, mas em vez disso encontra um ovo misterioso pertencente ao Rei Dragão Onaga. Ele não é jogável em Mortal Kombat: Deception (2004), no qual o ovo o transforma no avatar de Onaga, o que dá início aos eventos do jogo. Separado de Onaga após a derrota deste, Reptile retorna em Mortal Kombat: Armageddon (2006) com todo o elenco de personagens da série da época. Na sequência de abertura do jogo, ele luta ao lado das forças do mal em uma batalha para reivindicar o poder divino do elemento Blaze.

O deus do trovão e protetor da Terra, Raiden, reinicia a linha do tempo da série no jogo reboot de 2011, Mortal Kombat, na esperança de impedir o Armagedom. Reptile tem uma presença mínima como representante de Outworld em sua tentativa de conquistar a Terra. No torneio Shaolin do jogo original, ele está presente desde o início, mas é derrotado por Johnny Cage. No segundo torneio, ele é designado para lutar contra Sub-Zero, mas perde, e durante a invasão da Terra nos eventos recontados de Mortal Kombat 3, Reptile é derrotado pelo policial antimotim Kurtis Stryker em combate.

Em Mortal Kombat X (2015), Reptile agora é identificado pelo nome Syzoth. Ele desempenha um papel fundamental na usurpação do trono por Kotal Kahn, o novo governante de Outworld, ao revelar que Mileena não é filha biológica de Shao Kahn. Reptile se junta a Ermac, Erron Black e Ferra/Torr para servir Kotal Kahn enquanto eles entram em conflito com a unidade militar de Cassie Cage em sua tentativa de proteger seu reino natal, Outworld, das forças de Shinnok.

Na história reiniciada de Mortal Kombat 1 (2023), a raça de Reptile, os Zaterranos, não está mais extinta, mas ele se torna um pária entre seu povo por sua habilidade de assumir uma aparência humana. Ele é chantageado para servir a Shang Tsung, que mantém sua família como refém, e o feiticeiro consegue aprender a habilidade de metamorfose de Syzoth como resultado. Depois que Syzoth falha em conter vários guerreiros da Terra capturados, Shang Tsung revela que já matou sua família. Como resultado, Syzoth une forças com o Deus do Fogo Liu Kang e os heróis da Terra para ajudar a impedir a destruição da Terra e de Outworld por Shang Tsung e seu aliado, o necromante Quan Chi. Após a derrota do Titã Shang Tsung e suas forças no final, a recém-coroada imperatriz de Outworld, Mileena, pede a Syzoth que seja seu emissário aos Zaterranos, o que lhe permite retornar à sua terra natal livre da vergonha. No entanto, ele descobre registros que revelam que muitos Zaterranos também têm a capacidade de mudar de forma, mas foram mortos por seu governo para impedir que isso se espalhasse, e ele jura encontrar uma maneira de acabar com suas políticas bárbaras.

Reptile estava entre vários personagens da série originalmente incluídos na "Edição de Torneio" de NBA Jam (1993) como jogadores desbloqueáveis, mas eles foram removidos de versões posteriores do jogo a pedido da NBA devido a preocupações com a natureza violenta da série Mortal Kombat.

EM OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Na série de quadrinhos Mortal Kombat da Malibu Comics , Reptile se junta aos personagens de Mortal Kombat II na minissérie de três edições Goro: Príncipe da Dor (1994), e na minissérie de seis edições Battlewave (1995), ele hipnotiza Sonya Blade para que ela queira se casar com Shao Kahn antes que o plano seja frustrado pelos heróis da Terra. O romance juvenil Mortal Kombat: O Mundo de Reptile (1996), escrito por C. Dean Anderson, conta o passado da raça de Reptile através das perspectivas de outros personagens da série.

No filme Mortal Kombat de 1995, Reptile aparece como um lagarto bípede gerado por computador, ordenado por Shang Tsung a manter a Princesa Kitana longe dos heróis da Terra. Ele os segue até Outworld, mas é descoberto por Liu Kang, após o que Reptile assume uma forma humana para lutar contra Liu Kang, mas é morto em batalha. Reptile foi interpretado pelo ator e artista marcial Keith Cooke, [ 39 ] e foi uma inclusão tardia em resposta a grupos de foco que não ficaram impressionados com as lutas originais do filme. [ 40 ]

Um personagem original chamado Komodai, que tinha uma semelhança física com Reptile, foi apresentado em um episódio da série animada Mortal Kombat: Defenders of the Realm (1996). [ 41 ] Reptile aparece brevemente no filme animado de 2020 Mortal Kombat Legends: Scorpion's Revenge , no qual ele é morto por Sonya Blade em uma cena de luta. [ 42 ]

Reptile foi interpretado por Jon Valera em um episódio da série de televisão Mortal Kombat: Conquest , exibida em 1998. Ele é o comandante do exército de raptores de Shao Kahn até trair Kahn e conspirar para compartilhar o domínio sobre seu território, até ser morto pelos sacerdotes de Kahn. [ 43 ] No curta-metragem de 2010, Mortal Kombat: Rebirth , uma versão contemporânea mais sombria do cânone da série, [ 44 ] Reptile (interpretado por Richard Dorton) é retratado como um assassino canibal afligido por ictiose do tipo arlequim . [ 45 ] No reboot cinematográfico de 2021, Mortal Kombat , Reptile é enviado por Shang Tsung para eliminar os participantes escolhidos da Terra para o torneio Mortal Kombat, mas é morto por Kano . Assim como no filme de 1995, o personagem foi retratado em forma reptiliana bípede e gerado por computador.

Mercadoria e promoção: Uma figura de ação do Reptile foi lançada pela Hasbro como parte de uma linha de brinquedos GI Joe, embalada com o veículo temático da série. A figura vem com uma katana e um gancho de escalada. Outra figura de ação para promover Shaolin Monks foi lançada em 2006 pela Jazwares. Totalmente articulada, inclui uma cabeça alternativa, língua removível e uma cimitarra de lâmina grande. Ele foi um dos muitos personagens de MK representados em ímãs colecionáveis de 2,5" x 3,5" lançados pela Ata-Boy Wholesale em 2011. [ 49 ] Reptile também teve destaque na sequência de introdução de Mortal Kombat 4 , partes da qual foram usadas em um comercial de televisão para promover o jogo.

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domingo, 5 de julho de 2026

O REI LEÃO (ANIMAÇÃO ESTADUNIDENSE DE 1994)

Este é um pôster de O Rei Leão, de John Alvin. Acredita-se que os direitos autorais da arte do pôster pertençam à Walt Disney Pictures.
  • OUTROS TÍTULOS:
  • GÊNERO: aventura, drama, épico, musical
  • ORÇAMENTO: U$45.000.000
  • BILHETERIA: U$979.161.632
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 28 Minutos
  • DIREÇÃO: Roger Allers e Rob Minkoff
  • ROTEIRO: Irene Mecchi, Jonathan Roberts e Linda Woolverton
    • História: Barry Johnson, Andy Gaskill, Kevin Harkey, Tom Sito, Rick Maki, Burny Mattinson, Lorna Cook, Gary Trousdale, Jorgen Klubien, Larry Leker, Ed Gombert, Mark Kausler, Thom Enriquez, Jim Capobianco, Chris Sanders, Joe Ranft e Francis Glebas
  • CINEMATOGRAFIA:
  • EDIÇÃO: Ivan Bilancio
  • MÚSICA: Hans Zimmer (orquestral), Elton John (música) e Tim Rice (letras)
  • ELENCO:
    • Matthew Broderick — Simba
    • Jonathan Taylor Thomas — Simba filhote
    • Jeremy Irons — Scar
    • James Earl Jones — Mufasa
    • Moira Kelly — Nala
    • Niketa Calame — Nala filhote
    • Nathan Lane — Timão
    • Ernie Sabella — Pumbaa
    • Robert Guillaume — Rafiki
    • Rowan Atkinson — Zazu
    • Madge Sinclair — Sarabi
    • Whoopi Goldberg — Shenzi
    • Cheech Marin — Banzai
    • Jim Cummings — Ed e uma toupeira que conversa com o Zazu
    • Zoe Leader — Sarafina
  • PRODUÇÃO: Don Hahn e a Walt Disney Feature Animation
  • DISTRIBUIÇÃO: Buena Vista Pictures Distribution
  • DATA DE LANÇAMENTO: 15 de junho de 1994 (El Capitan Theatre), 24 de junho de 1994 (Estados Unidos)
  • SEQUÊNCIA: O Rei leão 2
  • ONDE ASSISTIR:
O Rei Leão é um filme musical de animação e drama norte-americano de 1994, dirigido por Roger Allers e Rob Minkoff, produzido por Don Hahn e com roteiro de Irene Mecchi, Jonathan Roberts e Linda Woolverton. Foi produzido pela Walt Disney Feature Animation e conta com um elenco de dublagem que inclui Matthew Broderick, James Earl Jones, Jeremy Irons, Jonathan Taylor Thomas, Moira Kelly, Niketa Calame, Nathan Lane, Ernie Sabella, Whoopi Goldberg, Cheech Marin, Rowan Atkinson e Robert Guillaume.

SINOPSE

A história acompanha um jovem príncipe leão chamado Simba, que é exilado de seu reino após seu pai, Mufasa, ser assassinado pelo tio Scar para tomar o trono. Ao crescer, Simba precisa decidir se retorna para casa para enfrentar Scar e retomar seu lugar como rei.

LANÇAMENTO

Teatral: O Rei Leão teve um lançamento limitado nos Estados Unidos em 15 de junho de 1994, sendo exibido em apenas dois teatros, o El Capitan Theatre em Los Angeles e o Radio City Music Hall na cidade de Nova York, e apresentando shows ao vivo com preços de ingressos de até US$ 30.

O lançamento em larga escala nos Estados Unidos e Canadá ocorreu em 24 de junho de 1994, em 2.550 telas. O som surround digital do filme levou muitos desses cinemas a implementar os mais novos sistemas de som da Dolby Laboratories. O filme também iniciou seu lançamento internacional em 24 de junho, estreando na América Latina, África do Sul e Israel.

Localização: Quando foi lançado pela primeira vez em 1994, O Rei Leão teve um total de 28 versões em diversos idiomas e dialetos ao redor do mundo, incluindo uma versão especial em zulu feita especificamente para o filme na África do Sul, onde uma equipe da Disney USA foi em busca dos dubladores zulus. Esta foi a primeira dublagem em zulu feita pela Disney e também a única feita em qualquer idioma africano além do árabe. A versão em zulu foi lançada na África do Sul em 24 de junho de 1994.

Após o sucesso da dublagem em maori de Moana em 2017, uma versão em maori de O Rei Leão foi anunciada em 2021 e lançada nos cinemas em 23 de junho de 2022, para coincidir com o feriado maori de Matariki. Grande parte da equipe de produção da Matewa Media, incluindo a produtora Chelsea Winstanley, o diretor Tweedie Waititi e o codiretor musical Rob Ruha, já havia trabalhado na versão em língua maori de Moana. O Rei Leão em Reo Māori é a primeira vez que uma adaptação linguística traduziu "Can You Feel the Love Tonight", de Elton John, para os créditos finais.

RELANÇAMENTOS

IMAX e formato grande: O filme foi relançado em 25 de dezembro de 2002 para IMAX e salas de cinema de grande formato. Don Hahn explicou que, oito anos após o lançamento original de O Rei Leão, "havia toda uma nova geração de crianças que não o tinha visto, principalmente na tela grande". Como o filme já havia sido arquivado digitalmente durante a produção, o processo de restauração foi mais fácil, além de fornecer melhorias em muitas cenas que disfarçaram as deficiências originais. Uma mixagem de som aprimorada também foi fornecida para, como Hahn explicou, "fazer o público se sentir como se estivesse no meio do filme". Em seu primeiro fim de semana, O Rei Leão arrecadou US$ 2,7 milhões em 66 salas, uma média de US$ 27.664 por sala. Essa exibição terminou com US$ 15,7 milhões em 30 de maio de 2003.

Conversão 3D: Em 2011, O Rei Leão foi convertido para 3D para um relançamento limitado nos cinemas por duas semanas e posterior lançamento em Blu-ray 3D. O filme estreou em primeiro lugar na sexta-feira, 16 de setembro de 2011, com US$ 8,9 milhões e terminou o fim de semana com US$ 30,2 milhões, mantendo-se em primeiro lugar nas bilheterias. Isso fez de O Rei Leão o primeiro relançamento a alcançar o primeiro lugar nas bilheterias americanas de fim de semana desde o relançamento de O Retorno de Jedi (1983) em março de 1997. O filme também alcançou a quarta maior bilheteria de estreia de setembro de todos os tempos. Manteve-se muito bem em seu segundo fim de semana, novamente conquistando o primeiro lugar nas bilheterias com uma queda de 27%, para US$ 21,9 milhões. A maioria dos observadores de bilheteria esperava que o filme caísse cerca de 50% em seu segundo fim de semana e também esperava que Moneyball (2011) ficasse em primeiro lugar.

Após o sucesso inicial de bilheteria, muitos cinemas decidiram continuar exibindo o filme por mais de duas semanas, embora o lançamento do Blu-ray 3D estivesse programado para duas semanas e meia após a estreia nos cinemas. Na América do Norte, o relançamento em 3D encerrou sua exibição nos cinemas em 12 de janeiro de 2012, com uma arrecadação de US$ 94,2 milhões. Fora da América do Norte, arrecadou US$ 83,4 milhões. O sucesso do relançamento em 3D de O Rei Leão fez com que a Disney e a Pixar planejassem relançamentos em 3D nos cinemas de A Bela e a Fera, Procurando Nemo (2003), Monstros S.A. (2001) e A Pequena Sereia (1989) durante 2012 e 2013. No entanto, nenhum dos relançamentos dos três primeiros filmes alcançou o enorme sucesso de O Rei Leão 3D e o relançamento nos cinemas de A Pequena Sereia acabou sendo cancelado. Em 2012, Ray Subers, do Box Office Mojo, escreveu que o motivo pelo qual a versão 3D de O Rei Leão fez sucesso foi porque "a ideia de um relançamento em 3D ainda era nova e empolgante, e O Rei Leão (3D) parecia oportuno, dado o lançamento iminente do filme em Blu-ray. O público foi bombardeado com três relançamentos em 3D no ano seguinte, o que significa que a novidade definitivamente se dissipou."

Disney 100: Como parte do centenário da Disney, O Rei Leão foi relançado entre 29 de setembro e 12 de outubro de 2023, em cinemas Cinemark selecionados nos Estados Unidos, bem como em cinemas Helios na Polônia em 8 de outubro.

30º aniversário: Em conjunto com o 30º aniversário do filme, O Rei Leão foi relançado em 12 de julho de 2024. Durante o fim de semana de estreia, o filme arrecadou cerca de US$ 1,08 milhão nos Estados Unidos em 1.330 cinemas.

Mídia doméstica: O Rei Leão foi lançado inicialmente em VHS e LaserDisc nos Estados Unidos em 3 de março de 1995, na série de vídeos "Masterpiece Collection" da Disney. A edição em VHS desse lançamento continha uma prévia especial do então futuro longa- metragem de animação da Walt Disney Pictures, Pocahontas (1995), na qual a personagem principal (dublada por Judy Kuhn ) canta a música "Colors of the Wind". Além disso, foram lançadas Edições de Luxo em ambos os formatos. A Edição de Luxo em VHS incluía o filme, uma litografia exclusiva de Rafiki e Simba (em algumas edições), uma epígrafe comemorativa "O Ciclo da Vida", seis litografias de arte conceitual, outra fita com o especial de TV de meia hora " The Making of The Lion King" e um certificado de autenticidade. A edição de luxo em LaserDisc da CAV também continha o filme, seis litografias de arte conceitual e o documentário "The Making of The Lion King", além de storyboards, desenhos de personagens, arte conceitual, animação preliminar e comentários dos diretores que não estavam presentes na edição em VHS, em um total de quatro discos de dupla face. A fita VHS rapidamente se tornou a fita de vídeo mais vendida de todos os tempos: 4,5 milhões de fitas foram vendidas no primeiro dia e, no final, as vendas totalizaram mais de 30 milhões antes que essas versões para vídeo doméstico entrassem em moratória em 1997. Os lançamentos em VHS venderam um total de 32 milhões de unidades na América do Norte e arrecadaram US$ 520 milhões em receita de vendas. Além disso, 23 milhões de unidades foram enviadas para mercados internacionais. Nas Filipinas, o filme foi lançado em VHS em março de 1995 pela Magnavision. O filme vendeu mais de 55 milhões de cópias em vídeo em todo o mundo até agosto de 1997, tornando-se o título de vídeo doméstico mais vendido de todos os tempos.

Em 7 de outubro de 2003, o filme foi relançado em VHS e lançado em DVD pela primeira vez, intitulado O Rei Leão: Edição Platina, como parte da linha de DVDs Edição Platina da Disney. O lançamento em DVD apresentava duas versões do filme no primeiro disco: uma versão remasterizada criada para o lançamento em IMAX de 2002 e uma versão editada do lançamento em IMAX que supostamente seria a versão original de 1994 exibida nos cinemas. Um segundo disco, com recursos extras, também foi incluído no lançamento em DVD. A trilha sonora do filme foi fornecida tanto em sua faixa Dolby 5.1 original quanto em uma nova Mixagem Aprimorada para Home Theater da Disney, tornando este um dos primeiros DVDs da Disney equipados com esse recurso. Este lançamento em DVD de dois discos com certificação THX também contém vários jogos, o Safari Virtual do Timão e Pumba, cenas excluídas, videoclipes e outros recursos extras. Por meio de ramificação contínua, o filme podia ser assistido com ou sem uma cena recém-criada – uma breve conversa no filme substituída por uma música completa ("The Morning Report"). Um Conjunto Especial de Colecionador também foi lançado, contendo o conjunto de DVDs, cinco retratos exclusivos de personagens litografados (novos esboços criados e assinados pelos animadores originais dos personagens) e um livro introdutório intitulado A Jornada. A Edição Platina de O Rei Leão apresentava mudanças feitas no filme durante seu relançamento em IMAX, incluindo crocodilos redesenhados na sequência "Eu Mal Posso Esperar Para Ser Rei", bem como outras alterações. Mais de dois milhões de cópias das unidades de DVD e VHS da Edição Platina foram vendidas no primeiro dia de lançamento. Um box de DVDs com os três filmes de O Rei Leão (em formatos de Edição Especial de dois discos) foi lançado em 6 de dezembro de 2004. Em janeiro de 2005, o filme, juntamente com as sequências, voltou a entrar em moratória. Os lançamentos em DVD venderam um total de 11,9 milhões de unidades e arrecadaram US$ 220 milhões.

A Walt Disney Studios Home Entertainment lançou a Edição Diamante de O Rei Leão em 4 de outubro de 2011. Esta foi a primeira vez que o filme foi lançado em Blu-ray de alta definição e em Blu-ray 3D. O lançamento inicial foi produzido em três formatos diferentes: uma versão com dois discos (Blu-ray e DVD); uma versão com quatro discos (Blu-ray, DVD, Blu-ray 3D e cópia digital); e um box com oito discos que também inclui as sequências O Rei Leão II: O Reino de Simba e O Rei Leão 1½. Um lançamento individual em DVD também ocorreu em 15 de novembro de 2011. A Edição Diamante liderou as paradas de Blu-ray com mais de 1,5 milhão de cópias vendidas. O filme vendeu um total de 3,83 milhões de unidades Blu-ray, gerando uma receita de US$ 101,14 milhões.

O Rei Leão foi lançado novamente em mídia doméstica como parte da Coleção Walt Disney Signature, lançado primeiro em HD Digital em 15 de agosto de 2017 e em Blu-ray e DVD em 29 de agosto de 2017.

O Rei Leão foi lançado em Ultra HD Blu-ray e download digital 4K em 3 de dezembro de 2018.

RECEPÇÃO

LEGADO



FONTES: Chandler, David (2018). "Creating The Lion King: Story development, authorship and accreditation in the Disney Renaissance". Journal of Screenwriting. 9 (3): 329–345. doi:10.1386/josc.9.3.329_1. S2CID 192049630.
Finch, Christopher (1994). The Art of The Lion King. Hyperion. ISBN 978-0-7868-6028-9.
Geirland, John; Keidar, Eva Sonesh (1999). Digital Babylon: How the Geeks, the Suits, and the Ponytails Fought to Bring Hollywood to the Internet. Arcade Publishing. ISBN 978-1-559-70483-0.
Koenig, David (1997). "The Lion King". Mouse Under Glass: Secrets of Disney Animation & Theme Parks. Irvine, California: Bonaventure Press. pp. 227–232. ISBN 978-0-96406-051-7.
Kroyer, Bill; Sito, Tom (2019). "Roger Allers Interview". In Diamond, Ron (ed.). On Animation: The Director's Perspective—Volume 1. CRC Press. pp. 255–292. ISBN 978-1-138-06653-3.
Neuwirth, Allan (2003). Makin' Toons: Inside the Most Popular Animated TV Shows and Movies. Skyhorse Publishing. ISBN 978-1-58115-269-2.
Stewart, James B. (2005). DisneyWar. New York: Simon & Schuster. ISBN 0-684-80993-1.

Post № 894

sábado, 4 de julho de 2026

RONALDO FENÔMENO (FUTEBOLISTA BRASILO-ESPANHOL)

Ronaldo Nazário, do Brasil, durante a partida da Copa do Mundo entre Costa Rica e Brasil no Estádio da Copa do Mundo de Suwon, em 13 de junho de 2002, em Suwon, Coreia do Sul (Foto de Dale MacMillan/Soccrates/Getty Images).
  • NOME COMPLETO: Ronaldo Luís Nazário de Lima
  • NASCIMENTO: 18 de setembro de 1976; Itaguaí, Rio de Janeiro, Brasil
  • APELIDOS: Ronaldo Fenômeno, R9, Ronaldinho, Fontana
  • FAMÍLIA: Nelinho (Irmão caçula), Ronald Nazário (Filho Primogênito)
  • POSIÇÃO: Segundo atacante, centroavante (Ronaldo jogava em diversas funções do ataque, sendo que iniciou sua carreira como segundo atacante e esteve mais vinculado à função de centroavante após suas lesões de 1999 e 2000.)
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1992–2011
  • ALTURA: 1,83 m
  • PÉ: Destro
  • TORCEDOR: CR Flamengo, Cruzeiro EC e SP Corinthians
Ronaldo Nazário (1976—), conhecido como Ronaldo Fenômeno ou simplesmente Ronaldo, é um empresário e ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante. Amplamente reconhecido como um dos melhores jogadores da história do futebol, destacou-se pelas arrancadas, dribles e finalizações, e foi eleito Melhor Jogador do Mundo pela FIFA em 1996, 1997 e 2002. Após encerrar a carreira, tornou-se empresário e presidiu o Valladolid, da Espanha, entre 2018 e 2025, quando vendeu sua participação majoritária.

BIOGRAFIA

Nascido em Itaguaí no dia 18 de setembro de 1976, Ronaldo foi criado no bairro de Bento Ribeiro, onde teve uma infância pobre, embora não miserável. Apaixonado por futebol, costumava matar aulas para dançar no clube Valqueire Tênis Clube, perto de sua casa. Chegou a tentar treinar no Flamengo, mas por não ter dinheiro para pagar as quatro conduções até a sede do time, foi parar no São Cristóvão. Além de ser mais perto de sua casa, o próprio clube lhe deu dinheiro para o transporte.

Aos 14 anos, teve seu passe comprado pelos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta por 7 500 dólares. O jovem, que não conseguiu treinar no Flamengo, seria "perdido" por outros dois grandes clubes, Botafogo e São Paulo: para o alvinegro, o empresário Reinaldo Pitta quis doar 50% do passe do jovem, que teria uma boa vitrine. Com a negativa, Ronaldo foi oferecido por 25 mil reais ao tricolor, que quis pagar 15 mil.

Jairzinho o viu no São Cristóvão e pagou dez mil dólares pelo menino. Revendeu-o para uma ex-equipe sua, o Cruzeiro. A equipe mineira ficou convencida a aceitá-lo após Ronaldo salvar-se em meio à má campanha da Seleção Brasileira sub-17 que disputou no campeonato sul-americano da categoria, em que o garoto foi artilheiro com oito gols, enquanto o Brasil terminou em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial Sub-17 de 1993, primeira e única vez em que o time não se classificou para o torneio.

Cruzeiro: Foi com 16 anos que Ronaldo fez sua estreia no futebol profissional, defendendo o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 1993. Na Raposa, foi logo tratado como fora-de-série, sendo o primeiro atleta amador a viver na concentração dos profissionais. Antes do torneio nacional, Ronaldo havia disputado somente amistosos e partidas de nível local pelo Cruzeiro, além de acompanhar a delegação do time a Porto Alegre, onde ocorreria a decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio.

Seu primeiro gol pelo time profissional foi marcado em amistoso contra a equipe portuguesa d'Os Belenenses, cuja torcida o aplaudiu de pé ao fim da partida. Voltou da excursão por Portugal despertando interesses italianos, recebendo a primeira sondagem da Internazionale de Milão, recusada mesmo com proposta de 500 mil dólares — uma valorização de 1.000% do seu passe em cinco meses. Já a primeira exibição em rede nacional de televisão foi em 7 de setembro daquele ano, em um jogo do seu clube, Cruzeiro, contra o Corinthians.

Destaque da equipe cruzeirense naquele Brasileiro, Ronaldo marcou 12 gols no torneio nacional em 14 partidas, tendo sido o terceiro maior goleador da competição. Em uma de suas memoráveis partidas, no dia 7 de novembro o atacante marcou cinco gols contra o Bahia, humilhando o celebrado goleiro adversário, o uruguaio Rodolfo Rodríguez, que perdeu a bola para ele em um dos gols. Jogando também na equipe júnior, foi artilheiro do Cruzeiro na Supertaça Minas Gerais e tirou o clube de um jejum de quatro anos sem vencer o rival Atlético Mineiro na categoria.

Ainda naquele ano, o jovem Ronaldo sagrou-se artilheiro da Supercopa da Libertadores, com oito gols, e foi convocado para jogar na Seleção Brasileira Sub-17. A decisão seguinte foi a Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo. Nela, Ronaldo teve seu primeiro grande revés como profissional: a decisão encaminhou-se para os pênaltis e Zetti defendeu a cobrança do jovem, garantindo o título aos tricolores. O ano terminou com o seu passe valendo 10 milhões de dólares.

Na temporada seguinte, em 1994, Ronaldo seguiu mais uma vez como destaque do Cruzeiro. O atacante foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, com 22 gols. Logo, o jovem jogador chamou a atenção de clubes europeus e, em uma transferência de 6 milhões de dólares, foi para o PSV Eindhoven, da Holanda. Ronaldo deixou o Cruzeiro pouco antes da Copa do Mundo de 1994, com uma expressiva marca de 44 gols em 47 partidas.

PSV Eindhoven: No PSV, da Holanda, Ronaldo destacou-se mais uma vez como artilheiro, tendo marcado 54 gols em 57 partidas no total. Na Eredivisie, mesmo sem dominar a língua neerlandesa (o que lhe atrapalhava na comunicação com os colegas), foi artilheiro com 30 gols, doze a mais que o rival criado pela imprensa para ele, Patrick Kluivert, dois meses mais velho e jogador do Ajax. O Ajax, cujo forte time seria campeão da Liga dos Campeões da UEFA, acabaria campeão também da Eredivisie — o PSV terminou em terceiro.

A Internazionale continuava a rondar - ao final da temporada, em maio, um representante sondou os dirigentes do PSV, e o próprio vice-presidente foi conversar com o jogador na véspera de um Brasil e Uruguai (em que ele marcou os dois gols na vitória por 2–0). Os interistas, no momento, acabaram fechando com outro membro da delegação brasileira, Caio.

Ainda em 1995, seus primeiros problemas no joelho começaram a se manifestar. A primeira cirurgia ocorreria em fevereiro do ano seguinte, após uma ressonância magnética constatar inflamações nos joelhos e calcificação no direito, joelho em que passou então por uma "raspagem" na cartilagem. Apesar da recomendação de passar por uma recuperação lenta, no final de abril Ronaldo já estava de volta aos campos, mas frequentando o banco. A reserva imposta pelo técnico Dick Advocaat começou a irritá-lo. Ronaldo não perdoaria o treinador após ser usado apenas nos quinze minutos finais da decisão da Copa dos Países Baixos. O torneio foi conquistado, no que seria a última partida do jovem na equipe da Philips: voltaria dos Jogos Olímpicos de Verão de 1996 já como jogador do Barcelona.

Jogando no Barcelona e Eleito Melhor do Mundo: No meio daquele ano, Ronaldo transferiu-se para o Barcelona, da Espanha, por 20 milhões de dólares, à semelhança de sua dupla de ataque na Seleção Brasileira, Romário, outro a sair do PSV rumo ao Barça. Ronaldo faria jus ao dinheiro gasto: com atuações excepcionais, fechou o ano de 1996 com dezessete gols em vinte partidas. Acabaria eleito pela primeira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1996, se tornando o jogador mais jovem a ganhar o prêmio, com apenas 20 anos.

A temporada 1996–97, sua única pelo clube catalão, encerrou-se sem o título espanhol, que por dois pontos ficou com o rival Real Madrid. Ainda assim, Ronaldo foi o artilheiro do Campeonato Espanhol com 34 gols em 37 jogos, ganhando a Chuteira de Ouro da UEFA; e levantou a taça da Copa do Rei e da Recopa Europeia, com gol dele na decisão contra o Paris Saint-Germain. Feliz na Catalunha, foi com espanto que divulgou-se que a Internazionale finalmente conseguira acertar com ele, pagando a multa rescisória de 32 milhões de dólares; a razão teria sido a negação do presidente blaugrana Josep Lluis Núñez em aumentar o salário do atacante.

Jogando no Internazionale e Surge o apelido "Fenômeno": Os empresários Pitta e Martins, que pediram pelo aumento, negociaram com outras equipes italianas, dentre elas Juventus e Lazio, até fechar com a Inter. Ronaldo estava na Noruega, onde o Brasil faria um amistoso contra a Seleção Norueguesa (perderia por 4–2), quando a transferência foi concretizada, e não escondeu a decepção em deixar o Barcelona. Ainda assim, declarou-se feliz com o desafio de jogar na Itália. O contrato seria assinado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde realizava-se a Copa América.

A camisa do brasileiro Ronaldo, usada na partida entre Inter e Manchester United.

A Inter não ganhava a Serie A havia sete anos e Ronaldo, usando a camisa 10 (o seu característico número 9 pertencia ao chileno Iván Zamorano) não decepcionou o clube: encerrou o ano de 1997 com quatorze gols em dezenove jogos oficiais. Assim, o atacante novamente foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, o que levou a entusiasmada imprensa italiana a apelidá-lo de Il Fenomeno. Recebeu também a Bola de Ouro da France Football (a publicação francesa o ignorara no ano anterior em favor do alemão Matthias Sammer).

Na Inter, Ronaldo continuou a fazer seus gols e terminou o campeonato na vice artilharia, com 25, dois a menos que o alemão Oliver Bierhoff, mas sendo o estrangeiro que mais gols fez em sua temporada de estreia na Serie A. Entretanto, o título seria polemicamente perdido para a arquirrival Juventus, em um confronto direto em que um pênalti não-marcado de Mark Iuliano sobre ele repercutiu por semanas no país. 1997–98 veria como consolação o título da Copa da UEFA.

As primeiras graves lesões: A temporada 1998–99 começou com a sua convulsão pouco antes da final da Copa do Mundo FIFA de 1998 ainda rendendo comentários. A Inter fez um campeonato ruim e viu o outro rival, o Milan, ganhar o título. Usando finalmente o número 9 (Zamorano ficou com a camisa 1+8), Ronaldo pouco jogaria pelos nerazzurri, por diversos fatores: ora tendinite, ora compromissos com patrocinadores (Brahma, Parmalat, Pirelli e Nike), ora a Seleção Brasileira. 1999–00 seria de menos partidas ainda: em jogo contra o Lecce, estourou o joelho e teria de esperar cinco meses para voltar aos gramados.

Ronaldo voltou no dia 12 de abril de 2000, uma semana após o nascimento de seu filho Ronald, em jogo válido pelas decisões da Copa da Itália, contra a Lazio. Mal entrou em campo, seu joelho direito cedeu no primeiro drible, saindo do lugar. No dia seguinte, iniciou nova recuperação, desta vez bem mais lenta: oito meses foram inicialmente previstos, que depois resultariam em quinze. 2001 veio e Ronaldo continuou sua volta gradual e cuidadosamente. Voltou a jogar oficialmente em partida da Copa da UEFA, contra o modesto Brașov, da Romênia. Pequenas contraturas e estiramentos, entretanto, impediram-no de jogar normalmente naquele ano.

A temporada 2001–02 prosseguiu com ele sendo utilizado ocasionalmente. A Inter liderava o campeonato e poderia finalmente quebrar o jejum, que se arrastava já havia doze anos. Na última rodada, a adversária seria a mesma Lazio que trazia más recordações ao atacante. Acaso ou não, a Internazionale perdeu por 2–4 e a taça parou na rival Juventus. Substituído no decorrer do jogo, Ronaldo chorou para as câmeras.

Tempos de mudança vieram após a surpreendente Copa do Mundo FIFA de 2002. Milão recebeu de braços abertos o comandante do pentacampeonato da Seleção Brasileira. Ronaldo, entretanto, começou a forçar a sua saída. A razão seria a permanência do técnico Héctor Cúper, a quem acusava de usá-lo em campo sem condições físicas. Ronaldo deixou a Inter tendo ganho apenas uma Copa da UEFA em cinco anos, com a torcida sentindo enorme ingratidão do brasileiro: para eles, o atacante virou Il Fuggitivo, ainda mais em função de que outra razão para a saída seria a insatisfação do jogador em receber menos que os colegas Álvaro Recoba e Christian Vieri.

Real Madrid: Inicialmente, Ronaldo se ofereceu à sua ex-equipe, o Barcelona. Em crise, o clube catalão não podia arcar com a multa rescisória. O rival Real Madrid então veio e, por 45 milhões de euros, o levou em 31 de agosto de 2002, quando se esgotava o prazo para as inscrições na temporada 2002–03.

Estreou pelo clube merengue no dia 6 de outubro, em partida contra o Alavés, tendo marcado duas vezes na vitória por 4–2. Apesar da ótima estreia, sofreria com vaias nos jogos seguintes, em decorrência da frequência apenas razoável de gols, e também pelo fato de que seus substitutos contumazes — Fernando Morientes, Guti e Javier Portillo — costumarem marcar nos poucos minutos em que tinham em campo. Substituições, por sinal, frequentes: nos 35 primeiros jogos em que fez pelo Real, saiu no decorrer de 22 partidas.

Mesmo eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA ao final de 2002, as vaias só sossegaram após sua grande atuação contra o Manchester United, na Liga dos Campeões. Na casa do adversário, em Old Trafford, Ronaldo marcou três vezes na derrota por 4–3, que classificou o time às semifinais. Entretanto, novamente a Juventus apareceu-lhe: o clube italiano acabou eliminando os blancos nas semifinais. A frustração foi compensada com o título espanhol, o primeiro campeonato nacional em que Ronaldo saboreou conquistar. O troféu, disputado acirradamente com a Real Sociedad, foi garantido com vitória sobre o Athletic Bilbao com dois gols dele, que, com 23 tentos, foi o artilheiro da La Liga.

Ronaldo foi a terceira contratação galáctica do time madrilenho; os dois primeiros foram Luís Figo, seu ex-colega de Barcelona, que chegou em 2000, e o francês Zinédine Zidane, que foi contratado em 2001. O clube reunia ainda as estrelas mundiais Raúl e Roberto Carlos. A temporada de 2003–04 começou com um novo galáctico, este em que o peso das receitas de marketing eram assumidamente maiores do que o da técnica: David Beckham.

O estelar elenco acabaria naufragando nos torneios: ficou apenas em quarto no Espanhol, perdeu a decisão da Copa do Rei para o modesto Real Zaragoza e, na Liga dos Campeões, caiu ante ao futuro vice-campeão Monaco. O jejum continuou na de 2004–05 e 2005–06; para piorar, foram temporadas em que o rival Barcelona conseguiu o título espanhol em ambas, além da Liga dos Campeões na segunda.

A temporada 2006–07 começou sem Florentino Pérez na presidência, responsável pelas contratações galácticas, e com o clube preocupando-se em voltar aos títulos. Ronaldo passou a ser sombreado pela contratação do centroavante holandês Ruud van Nistelrooy. Sem chances com o treinador Fabio Capello e constantemente sendo alvo de críticas por conta do peso, o brasileiro decidiu deixar o Real no decorrer da temporada.

Milan: Acertou sua volta a Milão, mas não na Internazionale e sim em um rival: o Milan. A transferência foi oficializada em 18 de janeiro de 2007 pela bagatela de 7,5 milhões de euros, e Ronaldo recebeu a camisa de número 99, já que a 9 pertencia a Filippo Inzaghi. O brasileiro estreou no dia 11 de fevereiro, numa vitória por 2–1 contra o Livorno, tendo saído do banco de reservas e entrado aos 18 minutos do segundo tempo, no lugar de Ricardo Oliveira. Marcou seus primeiros gols pelo rossonero no dia 17 de fevereiro, na vitória fora de casa por 4–3 contra o Siena, em jogo válido pela Serie A.

O Milan tinha poucas condições de vencer o Campeonato Italiano: iniciara a competição com oito pontos negativos, como punição do envolvimento do clube no que ficou conhecido como Calciocaos, escândalo de manipulação de resultados. Na Liga dos Campeões, Ronaldo não poderia jogar: o regulamento impedia que um mesmo jogador defenda duas equipes diferentes, e ele já havia atuado pelo Real; assim acabou assistindo das tribunas os colegas vencerem o torneio. No Milan, ele voltou a deixar crescer os cabelos, em uma forma de diferenciar-se dos tempos de Internazionale, onde ostentava uma careca bem raspada.

A estrutura do clube rossonero permitiu-lhe descobrir que possuía hipotiroidismo, razão de sua engorda. Ronaldo tratou o problema e iniciou a temporada 2007–08 cinco quilos e meio mais magro. O Fenômeno também formou um trio com os compatriotas Kaká e Alexandre Pato denominado Ka-Pa-Ro.

A promissora temporada, entretanto, acabaria para ele em 13 de fevereiro de 2008, num jogo contra o Livorno. Após substituir Alberto Gilardino no segundo tempo, Ronaldo, em sua primeira participação no jogo, acabou se lesionando na hora de um salto, saindo de campo em seguida chorando, em uma noite que relembrou a ocasião em que lesionou o joelho contra a Lazio, em 2000. A temporada 2007–08 encerrou-se com Ronaldo parado e desligado do Milan, que decidiu não renovar o seu contrato.

Treinamento no Flamengo: Após sua saída do Milan, Ronaldo manifestou algumas vezes o desejo de defender o Flamengo. O craque chegou a treinar no clube da Gávea a partir de setembro para recuperar-se da cirurgia no joelho. Já havia sido sondado pelo time do coração no início do ano, quando o Flamengo estava fazendo propostas para a disputa da Copa Libertadores da América. Na ocasião, porém, as conversas não prosseguiram.

Já há vários dias no centro de treinamento do Flamengo, ao que parecia ele voltaria ao futebol europeu, onde havia boatos de sua contratação pelo Manchester City, da Inglaterra, e o Paris Saint-Germain, da França.

SP Corinthians: A princípio, o interesse do Corinthians na contratação de Ronaldo foi tratado como algo impossível no Parque São Jorge. Em uma reunião para falar sobre a permanência do meio-campista Morais na equipe corintiana, também empresariado por Fabiano Farah, o assunto Fenômeno surgiu na pauta. Após vários dias treinando na Gávea e sem receber nenhum projeto para ficar no clube, Ronaldo acertou a sua volta ao Brasil depois de 14 anos e acertou com o Corinthians. No dia 9 de dezembro de 2008, o anúncio da contratação do Fenômeno foi feito pelo presidente corintiano Andrés Sanchez através do site oficial do clube. Já no dia 12 de dezembro, a diretoria organizou uma festa pela chegada do jogador no clube com a presença de torcedores no Estádio Alfredo Schürig. Ronaldo assinou oficialmente o contrato em 17 de dezembro. De acordo com o contrato, o atacante receberia o valor fixo de 400 mil reais mais o valor do patrocínio na camisa do clube, onde 20% seriam do patrocinador principal e 80% da manga e calção.

Durante os primeiros dois meses no Corinthians, Ronaldo realizou trabalhos físicos para que pudesse ter condições para retornar aos gramados. Aos poucos, o jogador começou a treinar junto aos demais atletas do elenco corintiano e aumentavam as expectativas para sua reestréia no futebol brasileiro.

Jogo entre Itumbiara e Corinthians na primeira rodada da Copa do Brasil de 2009. Foto tirada por Thiago Souza.

No dia 4 de março de 2009, Ronaldo fez seu retorno ao futebol em partida contra o Itumbiara, pela Copa do Brasil. O jogador, que começou o jogo entre os reservas, jogou por 27 minutos durante o segundo tempo.

O presidente Lula recebe os jogadores do Corinthians no Palácio da Alvorada. Na foto, o presidente Lula conversa com o jogador Ronaldo. Foto tirada por Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr em 2 de julho de 2009, 17:07:31.

Na partida seguinte, um clássico contra o Palmeiras no dia 8 de março, válido pelo Campeonato Paulista, o técnico Mano Menezes novamente deixou Ronaldo entre os reservas e o colocou durante o segundo tempo. E aos 47 minutos da segunda etapa, o atacante marcou seu primeiro gol como jogador do Corinthians (de cabeça, após cobrança de escanteio realizada por Douglas), gol este que assegurou o empate contra a equipe palmeirense. O gol foi assunto em vários portais de notícias em todo o mundo. Três dias depois, em sua terceira partida após seu retorno ao futebol, contra o São Caetano, Ronaldo foi escalado pela primeira vez como titular. Além de jogar durante mais de 80 minutos, o atacante marcou o gol da vitória corintiana. Nesta campanha do Corinthians no Campeonato Paulista, Ronaldo mostrou-se um dos principais jogadores da equipe; mesmo muito acima do seu peso ideal, marcou oito gols nas dez partidas que disputou, e novamente chamou a atenção internacional por suas atuações destacadas, especialmente na segunda partida da semifinal contra o São Paulo e na decisão contra o Santos, onde o Corinthians sagrou-se campeão do Paulistão daquele ano. Ainda neste mesmo ano, foi fundamental para o título da Copa do Brasil, marcando um gol na partida de ida da decisão, contra o Internacional, e garantindo a vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte. Finalizou sua primeira temporada no Timão com um total de 23 gols, sendo 12 deles pelo Campeonato Brasileiro.

O ano de 2010 não foi tão bom para Ronaldo. Em má forma e sofrendo com seguidas lesões, o Fenômeno entrou em campo poucas vezes naquele ano e viu o Corinthians ser eliminado pelo Flamengo na Libertadores, principal ambição do clube no ano de seu centenário. Além disso, Ronaldo acabou não sendo convocado para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, em grande parte por causa dos problemas físicos, embora tenha sido um nome muito pedido e cotado pelos torcedores e pela imprensa depois do grande ano anterior no Corinthians. Em 2010, foram apenas 27 partidas realizadas pelo jogador, sendo onze pelo Campeonato Brasileiro, onde marcou seis gols.

Jogando com a camisa do Corinthians, Ronaldo foi campeão logo nos dois primeiros torneios que disputou: o Campeonato Paulista de 2009 e a Copa do Brasil. Além dos resultados esportivos, a parceria entre Ronaldo e Corinthians também rendeu fora de campo, onde as receitas de patrocínio do clube chegaram a 30 milhões de reais, maior valor pago a um clube brasileiro até então. Porém, o principal propósito do time corintiano, a Copa Libertadores da América, não foi conquistado pelo jogador, já que o time foi eliminado pelo Flamengo em 2010, devido à regra do gol fora de casa, e pelo Tolima em 2011, ainda na fase preliminar, conhecida como Pré-Libertadores.

APOSENTADORIA

Após a desclassificação precoce na Copa Libertadores da América de 2011, Ronaldo não conseguiu mais suportar suas dores físicas, e decidiu anunciar oficialmente a sua aposentadoria em 14 de fevereiro de 2011, numa coletiva de imprensa. Segundo ele, sua aposentadoria se deu pelo fato de estar enfrentando seguidas lesões, inclusive revelando que sofria de hipotireoidismo, um distúrbio metabólico que desacelera o metabolismo e dificulta a perda de peso. O jogador afirmou que o problema poderia ser resolvido com ingestão de hormônios, porém, esta prática é proibida no futebol, e acarretaria numa suspensão por doping. No entanto, médicos discordam que o tratamento seja confundido com doping, e o próprio médico do Corinthians afirmou que Ronaldo não tinha esta doença. O hipotireoidismo costuma ser associado a um leve ganho de peso (eminentemente por acúmulo de líquidos e não por aumento de gordura) e uma dificuldade para se livrar de quilos extras.

“Depois de mais uma lesão, eu refleti muito em casa e decidi que era o momento. Que não ia esperar mais e tinha realmente dado o máximo que eu nunca imaginei que poderia chegar. É muito duro abandonar o que te deixa feliz, tem tanto amor e poderia seguir porque mentalmente e psicologicamente ainda quero muito. Mas também tenho que assumir algumas derrotas. Eu perdi para o meu corpo.”

—  Ronaldo, sobre sua aposentadoria.

SELEÇÃO NACIONAL

Ronaldo recebeu as primeiras convocações para as Seleções de base do Brasil quando ainda estava no São Cristóvão. Foi artilheiro do Campeonato Sul-Americano Sub-17 na Colômbia, em 1993, sendo o único destaque individual do time que terminou apenas em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993. Recebeu a primeira chance na Seleção principal em março de 1994, às vésperas da Copa do Mundo FIFA de 1994, em jogo contra a Argentina.

Foi usado também em amistoso contra a Islândia em maio, o último antes da convocação a ser feita pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Ronaldo marcou um dos gols na vitória por 3–0 e foi incluído pelo treinador entre os 22 convocados para a Copa do Mundo de 1994, desbancando o experiente Evair. Já nos Estados Unidos, entretanto, não agradou a Parreira nos treinamentos, e foi deixado de lado. Na decisão, muitos já pediam pelo garoto de dezessete anos, o mais jovem daquele mundial, mas Parreira preferiu chamar do banco Viola. Convocado para uma Copa do Mundo com apenas dezessete anos de idade, foi comparado ao compatriota Pelé, que estreou na competição com a mesma idade na Copa do Mundo de 1958.

Ainda assim, o jogador, campeão sem jogar, já despertava certezas de seu potencial. Enzo Bearzot, técnico da Itália na vitoriosa Copa do Mundo de 1982, já o chamava de "Fenômeno", e o pensamento geral era de que o garoto triunfaria na Copa seguinte. Um ano depois, Ronaldo conseguiu seu primeiro troféu com a Seleção principal, em um torneio amistoso organizado pela Umbro entre as Seleções cujos uniformes eram feitos pela empresa britânica. Ele marcou um dos gols no 3–1 contra a Inglaterra, em pleno Wembley, na decisão. Em 1995, ainda sem espaço, integrou o grupo que disputou e perdeu a Copa América daquele ano, para o anfitrião Uruguai.

Já com o seu lugar na Seleção, retornou com a delegação brasileira aos Estados Unidos, agora para participar das Olimpíadas de 1996. Devido à recuperação da lesão que lhe tirara lugar no PSV, Ronaldo foi poupado da partida inaugural, com o técnico Zagallo escalando Sávio em seu lugar. Com a derrota do Brasil para o Japão, foi escalado como titular já no segundo jogo. Nos Jogos de Atlanta, Ronaldo marcaria cinco gols e seria um dos poucos poupados quando o Brasil caiu nas semifinais perante a Nigéria, restando um bronze decepcionante.

Como a grande estrela: Um ano depois, agora uma estrela mundial, vindo de grande temporada no Barcelona, Ronaldo jogou a Copa América de 1997 e voltou campeão, com cinco gols marcados, jogando contra a anfitriã, a Bolívia, na altitude de La Paz (em que ele marcou uma vez na vitória de 3–1). Pouco depois, participou ativamente do primeiro título do Brasil na Copa das Confederações de 1997. Todavia, tinha de conviver em meio à conquista com um séquito de jornalistas à caça de sua imagem, tirando-lhe bastante espaço, tranquilidade e calma. Um ano depois, sendo o principal personagem e referência da Seleção — ainda mais após o corte de Romário —, jogou pela primeira vez uma Copa do Mundo FIFA.

Em um amistoso pela Seleção do Resto do Mundo em 1997, ao lado de Gabriel Batistuta no ataque, Ronaldo teve grande atuação e conduziu o Resto do Mundo a uma goleada por 5–2 contra a Seleção da Europa, com dois gols de cada. Os europeus tinham nomes como Fernando Hierro, Alessandro Costacurta, Zinédine Zidane e Patrick Kluivert.

O Mundial da França, em 1998, prometia ser a consagração do atacante brasileiro. Ronaldo, que foi ao torneio como duas vezes o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, marcou quatro vezes: um gol contra o Marrocos (3–0), na primeira fase; dois contra o Chile (4–1), nas oitavas; e um contra a Holanda (1–1), nas semifinais, tendo ainda acertado a sua cobrança na decisão por pênaltis nesta partida. Tudo isso a despeito de sofrer com lesões na perna (que ele tratava com analgésicos), agravadas na partida contra o Marrocos; na Copa de 1998, Ronaldo deu arranques curtos seguidos por períodos de quase apatia em campo. A mídia também não ajudava: durante o torneio, mais de mil jornalistas andavam atrás do astro, bem como os patrocinadores.

Horas antes da decisão, contra a anfitriã França, Ronaldo foi abatido por uma misteriosa convulsão, diagnosticada desde como estresse até como ataque epilético. Deixou o hospital onde foi levado apenas 75 minutos antes da partida. Vendo que seu principal jogador não tinha condições de jogo, Zagallo optou por escalar Edmundo em seu lugar, mas o próprio Ronaldo apareceu, a 40 minutos do início da partida, declarando-se apto, o que dividiu o grupo entre aqueles que defendiam não mais alterações na escalação, já divulgada, como aqueles que queriam a inclusão do Fenômeno entre os finalistas titulares.

Ronaldo mal andou em campo, apenas observando os franceses ganharem por 3–0 e levarem pela primeira vez a Copa. O assunto continuou a render por muito tempo, sendo abordado até quando Ronaldo foi chamado a comparecer em uma CPMI, em 2001. Uma provável causa foi os altos níveis de estresse decorrentes da pressão exercida pela imprensa, patrocinadores e da torcida brasileira, que esperava muito dele. Segundo o jornalista Jorge Kajuru, Ronaldo tomava Xylocaina, um remédio para alívio da dor, e o médico da Seleção Brasileira, Lídio Toledo, "estava gagá" ao permitir a aplicação do remédio, pois na bula do medicamento consta convulsão como um dos efeitos colaterais.

Como na Copa de 1998, na Copa América de 1997 e nas Olimpíadas de 1996, marcou outros cinco gols na Copa América de 1999, dois deles contra os rivais Argentina (2–1, quartas de final) e Uruguai (3–0, decisão). Afastado dos jogos da Internazionale devido ao joelho estourado, acabou não chamado para a Copa das Confederações de 1999, em que o Brasil perdeu o título para o México. Seguidas lesões no joelho, a mais grave em 2000, foram lhe afastando também da Seleção.

Renascendo para a Seleção Brasileira: Sem ritmo de jogo e com uma imensa cicatriz no joelho direito, foi ainda assim chamado para a Copa do Mundo FIFA de 2002 por Luiz Felipe Scolari. Depois de dois anos, voltou a jogar pela Seleção em março, num amistoso contra a Iugoslávia. Voltou a marcar no final de maio, numa goleada por 4–0 contra a Malásia. A Copa veio e o Fenômeno ressurgiu, marcando oito vezes, deixando de anotar um tento apenas contra a Inglaterra. A artilharia do mundial incluiu os dois gols na decisão, contra a Alemanha.

A campanha na Copa foi determinante para que ele voltasse a ser levado seriamente, bem como para que recebesse pela terceira vez o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, ao final do ano.

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, Ronaldo marcou dez gols e deu seis assistências, repetindo assim Tostão em 1970 e Zico em 1978 como artilheiro e líder de assistências do Brasil em uma Eliminatória Sul-Americana. O atacante voltou a ser intocável na Seleção, o que incluiu regalias dadas pelo técnico Carlos Alberto Parreira, que o dispensava de competições menos priorizadas, costumando chamá-lo apenas para as Eliminatórias. Quatro anos se passaram sem que Ronaldo disputasse algum torneio pelo Brasil, só sendo chamado por conta do Mundial da Alemanha. Na ocasião, ele já não era a maior estrela do Brasil, e sim seu xará e fã Ronaldinho Gaúcho, com quem compunha o "Quadrado Mágico", ao lado de Kaká e Adriano Imperador.

A decepção na Alemanha: O Brasil apresentou um futebol abaixo das expectativas na Copa, com Ronaldo tendo ido ao torneio longe da melhor forma física. Segundo o preparador físico Moraci Sant'Anna, o atacante tinha o maior índice de massa corporal entre os 736 jogadores do mundial. Ainda assim, demonstrou lampejos de craque, balançando as redes três vezes. O terceiro deles, que o fez ultrapassar o alemão Gerd Müller e tornar-se, com a soma de quinze gols, o maior artilheiro das Copas do Mundo, surgiu em bela jogada individual em que driblou o goleiro de Gana. A partida, válida pelas oitavas de final, terminou com vitória canarinha por 3–0 e abriu esperanças de uma revanche contra a França de Zinédine Zidane, carrasco do mundial de 1998 e companheiro de Ronaldo no Real Madrid.

Os brasileiros, entretanto, jogaram apaticamente contra os franceses, e Zidane exibiu sua melhor forma, chegando a realizar um chapéu em Ronaldo. O Brasil terminou eliminado ali e o Fenômeno foi um dos crucificados pela interrupção do sonhado hexacampeonato, não sendo mais chamado para a Seleção desde então.

Em 2009, após Ronaldo se destacar novamente jogando no Corinthians, vários jogadores e especialistas pediram a volta dele à Seleção, o próprio atacante chegou a acreditar que poderia voltar e jogar a Copa do Mundo de 2010, mas o então técnico Dunga preferiu não trazê-lo de volta.

Despedida: Em 2011, Ronaldo fez seu jogo de despedida da Seleção em um amistoso contra a Romênia, em São Paulo, que terminou com vitória do Brasil por 1–0. Com atuação apagada, o atacante só jogou dos 30 aos 45 minutos do primeiro tempo.

ESTILO DE JOGO

Ronaldo é frequentemente considerado como um dos melhores jogadores de todos os tempos, alguns o colocando como o melhor "camisa 9" da história. Apelidado de Il Fenomeno (o fenômeno, em tradução livre) pela imprensa italiana, ele era um prolífico goleador e, apesar de ser um centroavante, tinha a capacidade de distribuir assistências para seus companheiros graças a sua inteligência, visão de jogo e habilidade em passes. O brasileiro era um jogador extremamente rápido e técnico, com excelente movimentação, capacidade para driblar adversários e finalizar jogadas. Apesar de destro, também tinha facilidade com a esquerda. O ex-atacante francês Thierry Henry afirmou que:

“Ronaldo fez coisas que ninguém havia visto antes. Ele, ao lado de Romário e George Weah, reinventou a posição de centroavante. Foram os primeiros a sair da área, pegar a bola no meio-campo, avançar, atrair e confundir os zagueiros com suas arrancadas, acelerações e dribles.”

POLÊMICAS

Nas passagens pelos clubes Real Madrid, Milan e Corinthians, Ronaldo conviveu com diversas críticas por seu excesso de peso, presença em festas e até mesmo pelo fato de ser fumante. O treinador italiano Fabio Capello, que o comandou no Real entre 2006 e 2007, declarou anos depois:

“O maior talento que treinei foi Ronaldo, o ‘Gordo’. E ao mesmo tempo foi quem mais me criou problemas no vestiário. Em fevereiro de 2007 resolvi dispensá-lo, pois era uma pessoa que gostava de festas e envolvia o grupo. Silvio Berlusconi me ligou um dia para me pedir conselhos sobre uma hipotética contratação. Eu o aconselhei a não fazer isso, dizendo que ele era um festeiro e que só pensava em mulheres. Berlusconi me disse: "ok, obrigado, Fabio". No dia seguinte, Ronaldo assinou com o Milan.”

Em 1998, o fisioterapeuta Nilton Petroni, mais conhecido como Filé, deu entrevista afirmando que "desde que foi operado, antes dos Jogos Olímpicos, Ronaldo precisava de exercícios especiais para fortalecer a musculatura, pois sofreu a cirurgia ainda muito menino". Segundo Lídio Toledo, médico da Seleção Brasileira, Ronaldo tinha uma instabilidade na rótula do joelho. Esse problema foi causado por desenvolvimento muscular acelerado. Em 2000, o escritor italiano Enzo Palladini afirmou que o "mistério" sobre a primeira grande lesão de Ronaldo no joelho estava ligada ao rápido crescimento do esqueleto e dos músculos no período em que morou na Holanda e foi explicada pelo médico Bernardino Santi, coordenador da estrutura antidoping da CBF, que admitiu o uso de esteroides por parte do atleta e que "seus músculos se tornaram incompatíveis com a estrutura óssea de seus joelhos". Entre os suplementos vitamínicos tomados no período, estariam anabolizantes que geraram o crescimento "fora do que a natureza havia fornecido".

Durante toda sua carreira, a grande polêmica protagonizada por Ronaldo aconteceu na madrugada do dia 28 de abril de 2008, quando passava férias no Rio de Janeiro. Depois de uma festa na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, na qual comemorava uma vitória do Flamengo, o jogador passou pela orla da Barra e chamou a travesti Andréia Albertini, a quem levou para o motel Papillon. Ao casal se juntaram ainda outras duas mulheres transgênero. Ainda no motel, Andréia decidiu chantagear Ronaldo. No fim de 2008, o caso chegou aos tribunais. Andréia chegou a dizer que Ronaldo procurava drogas e posteriormente foi acusada formalmente por extorsão contra o jogador.

Em seus últimos meses de Corinthians, o atacante sofreu severas críticas da torcida, que cobrava mais empenho e dedicação. Em seguida, após se aposentar, passou ser questionado por suas relações políticas e comerciais com o dirigente Ricardo Teixeira.

PÓS-CARREIRA

Ronaldo atuando na partida beneficente "Futebol Contra a Pobreza". Foto tirada por Ludovic Péron em 4 de março de 2014, 21:25:11.

Após sua aposentadoria da carreira como futebolista, em fevereiro de 2011, Ronaldo passou a dedicar-se ao ramo empresarial, fundando a 9ine, uma empresa de marketing esportivo responsável por gerenciar carreiras de esportistas. Atualmente, a agência conta com nomes de peso do esporte mundial, como os também futebolistas Neymar, Ganso e o lutador Anderson Silva. O "Fenômeno" já anunciou que futuramente a empresa pretendia expandir seus negócios e agenciar também artistas e cantores.

No dia 1 de dezembro de 2011, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, confirmou que Ronaldo seria também membro do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA de 2014, realizada no Brasil.

“Esse Ronaldo que o povo brasileiro idolatra é voz perfeita para o momento de conciliação em torno da Copa de 2014.”

—  Ricardo Teixeira, durante a confirmação de Ronaldo como membro do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014

A função de Ronaldo na organização da Copa do Mundo foi, de fato, importante. Além de receber apoio do então Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o então presidente da FIFA, Joseph Blatter, também declarou em 2011 que estava muito satisfeito com o "compromisso de Ronaldo de contribuir para o sucesso da Copa do Mundo". Três anos depois, a poucos dias do início do torneio, o ex-jogador disse que se sentia "envergonhado" pelos atrasos nas obras e pela burocracia na organização da competição no país.

Ronaldo foi sócio majoritário do Cruzeiro, time que o revelou, e atualmente é sócio majoritário do Valladolid, da La Liga Espanhola. No dia 29 de abril de 2024, o ex-jogador vendeu 90% das ações do Cruzeiro Esporte Clube SAF para o empresário mineiro Pedro Lourenço. No mesmo ano, Ronaldo também manifestou o desejo de se tornar presidente da CBF, mas em 2025 desistiu da candidatura, depois de não receber o apoio das federações estaduais.

VIDA PESSOAL

Filho caçula de Sônia dos Santos Barata e Nélio Nazário de Lima, Ronaldo possui dois irmãos: Ione e Nélio Nazário de Lima Júnior (também conhecido como Nelinho). Casado desde 2023 com a modelo Celina Locks, com quem começou a namorar em 2015, Ronaldo já foi casado três vezes: com a também ex-jogadora Milene Domingues, com a apresentadora Daniella Cicarelli e com a ex-modelo Beatriz Antony. O ex-jogador possui quatro filhos: Ronald, filho de Milene Domingues, Alex, fruto de um relacionamento com a fisiculturista Michele Umezu, e Maria Sophia e Maria Alice, filhas de Bia Antony.

5 de novembro de 2019, 16:28:19; Ronaldo, presidente do Real Valladolid, no SportsTrade durante o dia de abertura da Web Summit 2019 na Altice Arena, em Lisboa, Portugal. Foto de Stephen McCarthy/Web Summit via Sportsfile.

Embaixador da casa de apostas Betfair, em agosto de 2023 Ronaldo participou de uma campanha de marketing na qual simula ser jogador da Argentina. No mês seguinte, aos 46 anos, foi batizado na Igreja Católica pelo padre Fábio de Melo.

Em 27 de março de 2024, Ronaldo recebeu o título de cidadão honorário de Minas Gerais e se declarou ao Cruzeiro. A honraria foi entregue em cerimônia na Assembleia Legislativa.

ESTATÍSTICAS

Categoria de base:
  • 1989 Valqueire (futsal)
  • 1990–1991 Social Ramos (futsal)
  • 1990–1993 São Cristóvão F.R.
  • 1993 Cruzeiro
Categoria Profissional:
  • Cruzeiro E.C. (1993–94)
  • PSV Eindhoven (1994–96)
  • F.C. Barcelona (1996–97)
  • F.C. Internazionale (1997–2002)
  • Real Madrid C.F. (2002–07)
  • A.C. Milan (2007–08)
  • S.P. Corinthians (2009–11)
Seleção Nacional:
  • 1993 Brasil Sub-17
  • 1996 Brasil Sub-23
  • 1994–2011 Brasil
TÍTULOS

Cruzeiro: Copa do Brasil em 1993 e Campeonato Mineiro em 1994.

PSV Eindhoven: Copa dos Países Baixos de 1995–96.

FC Barcelona:
  1. Supercopa da Espanha: 1996
  2. Copa do Rei: 1996–97
  3. Recopa Europeia da UEFA: 1996–97
Internazionale: Copa da UEFA de 1997–98.

Real Madrid
Copa Intercontinental: 2002
La Liga: 2002–03 e 2006–07
Supercopa da Espanha: 2003

Corinthians
Campeonato Paulista: 2009
Copa do Brasil: 2009

Seleção Brasileira
Copa do Mundo FIFA: 1994 e 2002
Copa América: 1997 e 1999
Copa das Confederações FIFA: 1997
Campanhas em destaque
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Internazionale
Coppa Italia de 1999–00 (vice-campeão)
Seleção Brasileira
Copa do Mundo FIFA de 1998 (vice-campeão)
Copa América de 1995 (vice-campeão)
Jogos Olímpicos de 1996 (medalha de bronze)

Prêmios individuais:
  1. Melhor jogador do mundo pela FIFA: 1996, 1997 e 2002
  2. Melhor jogador do mundo pela revista World Soccer: 1996, 1997 e 2002
  3. Ballon d'Or: 1997 e 2002
  4. Onze d'Or: 1997 e 2002
  5. Chuteira de Ouro da UEFA: 1997
  6. Melhor jogador estrangeiro da La Liga: 1996–97
  7. Trofeo Bravo: 1997 e 1998
  8. Troféu Pichichi: 1996–97 e 2003–04
  9. Troféu EFE: 1996–97 e 2002–03
  10. Melhor jogador da Copa América: 1997
  11. Chuteira de Bronze da Copa das Confederações FIFA: 1997
  12. Artilheiro do ano - IFFHS: 1997
  13. Melhor jogador da Serie A: 1997–98
  14. Melhor jogador estrangeiro da Serie A: 1997–98
  15. Jogador do ano da UEFA: 1997–98
  16. Atacante do ano da UEFA: 1997–98
  17. Seleção do ano da European Sports Media: 1996–97 e 1997–98
  18. Bola de Ouro da Copa do Mundo FIFA: 1998
  19. Bola de Prata da Copa do Mundo FIFA: 2002
  20. Chuteira de Ouro da Copa do Mundo FIFA: 2002
  21. Melhor Jogador da Copa Intercontinental: 2002
  22. Seleção do ano da UEFA: 2002
  23. FIFA 100: 2004
  24. Chuteira de Bronze da Copa do Mundo FIFA: 2006
  25. Prémio Golden Foot: 2006
  26. Melhor jogador do Campeonato Paulista: 2009
  27. Brasileiro do Ano, pela revista IstoÉ: 2009
  28. Seleção da década de 2000 (Sports Illustrated)
  29. Quinto melhor jogador Sul-Americano da história (Jornal L'Équipe)[6]
  30. Hall da Fama do Futebol Italiano: 2015
  31. Bola de Ouro Dream Team: melhor centroavante da história
  32. IFFHS ALL TIME WORLD MEN'S DREAM TEAM (Time B)
Artilharias:
  1. Supercopa Libertadores de 1993 (8 gols)
  2. Campeonato Mineiro de 1994 (23 gols)
  3. Eredivisie de 1994–95 (30 gols)
  4. La Liga de 1996–97 (34 gols)
  5. Copa América de 1999 (5 gols)
  6. Copa do Mundo FIFA de 2002 (8 gols)
  7. Copa Intercontinental de 2002 (1 gol)
  8. Supercopa da Espanha de 2003 (1 gol)
  9. La Liga de 2003–04 (25 gols)
  10. Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2006 - América do Sul (10 gols)
Vice artilharias:
  1. Copa do Rei de 1996–97 (6 gols)
  2. Copa América de 1997 (5 gols)
  3. Serie A de 1997–98 (25 gols)
  4. Copa da UEFA de 1997–98 (6 gols)
  5. La Liga de 2002–03 (23 gols)
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