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segunda-feira, 9 de março de 2026

MARINHO CHAGAS (FUTEBOLISTA BRASILEIRO)

Marinho Chagas, jogador da seleção brasileira, na concentração antes do treino preparatório para a partida de estréia contra a Iugoslávia, válida pela Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.
  • NOME COMPLETO: Francisco das Chagas Marinho
  • NASCIMENTO: 8 de fevereiro de 1952; Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
  • FALECIMENTO: 1 de junho de 2014 (62 anos); João Pessoa, Paraíba, Brasil
  • APELIDOS: Bruxa, Diabo Loiro, O Canhão do Nordeste
  • FAMÍLIA:
  • TORCEDOR: Botafogo F.R.
  • POSIÇÃO: lateral-esquerdo
  • ALTURA:
Marinho Chagas (1952 — 2014) foi um futebolista brasileiro que atuou como lateral-esquerdo, apesar de ser destro. Apelidado de "A Bruxa", ou simplesmente "Bruxa", era conhecido pelo comportamento irreverente e não raro polêmico dentro e fora de campo, se destacando por estar taticamente à frente de seu tempo: avançava livremente pela lateral do campo rumo ao ataque, características de um verdadeiro ala. Isso na época causava controvérsia, já que antigamente era considerado muito mais importante para um lateral marcar do que apoiar.

BIOGRAFIA

Caçula de uma família de NOVE irmãos, o menino magro do bairro do Alecrim, em Natal, foi levado por um sargento da Marinha ao Riachuelo, pequeno clube da Grande Natal, em 1967. Despontou para o futebol em 1969 e no ano seguinte, ele teve seu passe comprado pelo ABC.

Em 1970, com Alberi e Marinho no time, o ABC quebrou um jejum de três anos sem títulos no Campeonato Potiguar.

Times Cariocas: Chegou ao Naútico em 1971. Lá, onde ficou até 1972, foi apelidado também como “Canhão do Nordeste”, pelos seus chutes. Em um amistoso pelo Náutico em Kingston, trocou uma camisa por três discos com o cantor Bob Marley.

Chegou ao Botafogo em 1972 e fez sua estreia contra o Santos de Pelé, onde marcou um gol e aplicou um lençol e, em seguida, botou a bola entre as pernas do Rei.

Marinho Chagas, jogador do Botafogo-RJ, antes de uma partida em 1976.

Foi vencedor, por dois anos consecutivos (1972/73), da Bola de Prata da revista Placar. O sucesso na Copa de 74 fez o Schalke 04 enviar uma proposta pelo Diabo Loiro, mas que foi recusada. Marinho ficou no Botafogo até 1977 e se transferiu para o Fluminense em 1978. A passagem pelo Tricolor das Laranjeiras foi rápida e durou apenas um ano.

Depois de atuar dois anos no futebol norte-americano (Cosmos, em 79, e Strikers, em 80), Marinho Chagas retornou ao futebol brasileiro para jogar no São Paulo. Pelo clube, conquistou o título paulista de 1981 e a terceira Bola de Prata da revista Placar. Ao todo foram 85 jogos com a camisa do Tricolor do Morumbi, tendo 46 vitórias, 16 empates e 23 derrotas, e quatro gols marcados.

Em 1985, Marinho retornou ao futebol carioca para atuar no Bangu, mas não teve sucesso.

Ainda atuou pelo Fortaleza, em 86, e América-RN, também em 86.

Encerrou a carreira como jogador no Harlekin Augsburg, da Alemanha, em 1987.

Seleção Brasileira: Atuando pelo Botafogo chegou a Seleção Brasileira. Estreou em 25 de junho de 1973 em partida amistosa contra a Suécia em Råsunda.

Ficou marcado pelo atrito com o então goleiro Leão após o jogo contra a Polônia, perdido por 0–1, durante a Copa do Mundo FIFA de 1974 que valia a 3ª posição. Foi eleito o melhor lateral esquerdo da Copa do Mundo de 1974.

OUTRAS ATIVIDADES

Tentou ainda uma carreira como treinador, mas não vingou. O primeiro e único time sob seu comando foi o Alecrim F.C..

Nos seus últimos anos de vida, morou em sua cidade natal, onde foi comentarista da Band Natal, emissora do Grupo Bandeirantes de Comunicação, a partir de 2011, nos programa "Palavra da Bruxa" e "Histórias da Bruxa".

Marinho foi homenageado diversas vezes no Rio Grande do Norte; a última delas foi uma estátua sua entre as decorações da cidade do Natal para a Copa do Mundo. Ele também havia sido nomeado pela então prefeita da cidade Micarla de Sousa como embaixador da cidade-sede para a Copa do Mundo.

MORTE

Faleceu em 1 de junho de 2014 após sofrer uma hemorragia digestiva alta.

A vida de Marinho Chagas é contada no livro "A Bruxa e as vidas de Marinho Chagas", escrito pelo jornalista Luan Xavier e publicado em novembro de 2014 em Natal.

ESTATÍSTICAS
  • Riachuelo AC-Natal (1967–1969)
  • ABC F.C. (1969–1970)
  • Náutico (1971–1972):
    • Partidas: 98
    • Gols: 12
  • Botafogo F.R. (1972–1976)
    • Partidas: 183
    • Gols: 38
  • Fluminense (1977–1978)
  • New York Cosmos (1979)
  • Fort Lauderdale Strikers (1980)
  • São Paulo F.C. (1981–1983)
    • Partidas: 85
    • Gols: 4
  • Bangu A.C. (1983)
  • Fortaleza E.C. (1984)
  • América de Natal (1985–1986)
  • Los Angeles Heat (1986–1987)
  • BC Harlekin Augsburg (1987–1988)
Seleção nacional (1973–1977): Pela Seleção Brasileira, Marinho Chagas atuou em 36 partidas (24 vitórias, 9 empates, 3 derrotas) e marcou 4 gols.

TÍTULOS

ABC: Campeonato Potiguar em 1970

Botafogo:
  1. Taça Augusto Pereira da Mota: 1975
  2. Taça José Wânder Rodrigues Mendes: 1976
São Paulo: Campeonato Paulista e a Taça Governador do Estado de São Paulo em 1981.

Seleção Brasileira:
  1. Torneio Bicentenário dos Estados Unidos: 1976
  2. Copa Roca: 1976
  3. Copa Rio Branco: 1976
  4. Taça do Atlântico: 1976
  5. Mundialito de Cáli: 1977
OUTRAS CONQUISTAS

Botafogo: Torneio Independência do Brasil em 1974 e o Torneio Ministro Ney Braga em 1976.

Fluminense: Troféu Teresa Herrera e a Copa Vale do Paraíba em 1977

PRÊMIOS INDIVIDUAIS
  1. Bola de Prata da Revista Placar: 1972, 1973 e 1981
  2. Melhor lateral-esquerdo da Copa do Mundo: 1974
  3. Melhores do Futebol (El País): 1974 (2º colocado)
  4. Líder de assistências da Copa Roca: 1976 (1 assistência)
  5. Time do século do Botafogo: 2004
  6. 16° Maior ídolo da História do Botafogo (O Globo): 2020
  7. 3° Maior artilheiro do Botafogo na Copa Libertadores: (4 gols)
  8. Muro dos Ídolos
  9. Calçada da Fama do Maracanã
FONTES:  «Brasil perde Marinho Chagas, o Bruxa na arte de atacar». Globo Esporte. 1º de junho de 2014. Consultado em 1º de junho de 2014
 «Marinho Chagas - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 28 de março de 2023
 «Marinho Chagas: a Bruxa potiguar». Ludopédio. Consultado em 28 de março de 2023
 «Milton Neves - Marinho Chagas, maior lateral-esquerdo de todos os tempos, faria 71 anos!». www.uol.com.br. Consultado em 28 de março de 2023
 «Notícias». Museu do Futebol. Consultado em 28 de março de 2023
 Bonsanti, Bruno (1 de junho de 2014). «Cinco histórias para se lembrar de Marinho Chagas, tão craque quanto polêmico». Trivela. Consultado em 28 de março de 2023
 «Marinho Chagas, a 'Bruxa Loura'». Trip. Consultado em 28 de março de 2023
 «Botafogo». www.botafogo.com.br. Consultado em 28 de março de 2023
 «Marinho Chagas: chapéu em Pelé, briga com Leão e "show"». Terra. 1 de junho de 1974
 «Lembra dele: Marinho Chagas vive de passado vitorioso e de mágoas». Globoesporte. 23 de dezembro de 2012

 «Morre o ex-lateral Marinho Chagas». O Globo. 1 de junho de 2014

 «Biografia de Marinho Chagas lançada em Natal». Globoesporte.com

 «Biografia de Marinho Chagas»
 «10 anos sem Marinho Chagas: O lateral-esquerdo que mudou o futebol». Tribuna do Norte. Consultado em 10 de novembro de 2024

 «Time do Século». botafogo.com. Consultado em 16 de dezembro de 2024

 «Jornal faz lista com os 30 maiores ídolos do Botafogo; veja o Ranking». FOGÃONet. Consultado em 13 de fevereiro de 2025
 Janeiro, Por GloboEsporte comRio de. «Com ídolos do passado e presente, muro de Gen. Severiano é revitalizado». globoesporte.com. Consultado em 9 de setembro de 2021

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domingo, 8 de março de 2026

007 CONTRA GOLDENEYE (FILME BRITANO-ESTADUNIDENSE DE 1995)

Pôster de lançamento nos cinemas norte-americanos por Terry O'Neill, Keith Hamshere e George Whitear.
  • OUTROS TÍTULOS: 007 - Goldeneye (Portugal)
  • GÊNERO: Ação/aventura, espionagem,
  • ORÇAMENTO: U$
  • BILHETERIA: U$
  • DURAÇÃO: 2 Horas, 10 Minutos
  • DIREÇÃO: Martin Campbell
  • ROTEIRO: Jeffrey Caine e Bruce Feirstein
    • História: Michael France
  • CINEMATOGRAFIA: Phil Méheux
  • EDIÇÃO: Terry Rawlings
  • MÚSICA: Éric Serra
  • ELENCO:
    • Pierce Brosnan — James Bond (007)
    • Sean Bean — Alec Trevelyan (006)
    • Izabella Scorupco — Natalya Simonova
    • Famke Janssen — Xenia Onatopp
    • Joe Don Baker — Jack Wade
    • Robbie Coltrane — Valentin Zukovsky
    • Tchéky Karyo — Dimitri Mishkin
    • Gottfried John — Gal. Ourumov
    • Alan Cumming — Boris Grishenko
    • Michael Kitchen — Bill Tanner
    • Serena Gordon — Caroline
    • Desmond Llewelyn — Q
    • Samantha Bond — Miss Moneypenny
    • Judi Dench — M
    • Minnie Driver — Irina
    • Billy J. Mitchell — Chuck Farrel
    • Wayne Michaels — um piloto de helicóptero Tiger
    • Michelle Arthur — Anna
    • Simon Kunz — oficial de serviço da Severnaya
    • Constantine Gregory — um vendedor de computadores de Moscou
    • Michael G. Wilson — membro do Conselho de Segurança Russo.
  • PRODUÇÃO: Michael G. Wilson, Barbara Broccoli, Eon Productions Limited e a United Artists Pictures Inc.
  • DISTRIBUIÇÃO: MGM/UA Communications Co. (Estados Unidos), United International Pictures (Internacional)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 13 de novembro de 1995 (Radio City Music Hall), 17 de novembro de 1995 (EUA), 24 de novembro de 1995 (Reino Unido)
  • PREQUÊNCIA: 007 - Permissão para Matar (1989)
  • SEQUÊNCIA: 007 - O Amanhã Nunca Morre (1997)
  • ONDE ASSISTIR:
GoldenEye é um filme de ação e espionagem de 1995, o décimo sétimo da série James Bond produzido pela Eon Productions, e o primeiro a estrelar Pierce Brosnan como o agente fictício do MI6, James Bond. Dirigido por Martin Campbell, foi o primeiro da série a não utilizar nenhum elemento da história das obras do romancista Ian Fleming. GoldenEye também foi o primeiro filme de James Bond não produzido por Albert R. Broccoli, após sua saída da Eon Productions e sua substituição por sua filha, Barbara Broccoli (juntamente com Michael G. Wilson, embora Broccoli ainda estivesse envolvido como produtor consultor; este foi seu último projeto cinematográfico antes de sua morte em 1996).

SINOPSE

James Bond precisa impedir que o controle do poderoso satélite GoldenEye, capaz de causar pane em qualquer equipamento eletrônico do mundo, caia em mãos erradas. Para a missão, ele conta com a ajuda da especialista em computação Natalya Simonova.

LANÇAMENTO

GoldenEye estreou em 13 de novembro de 1995, no Radio City Music Hall, e foi lançado nos Estados Unidos em 17 de novembro de 1995. A estreia no Reino Unido ocorreu em 21 de novembro no Odeon Leicester Square, com lançamento geral três dias depois. O filme também teve sua estreia alemã em 5 de dezembro, na qual Brosnan esteve presente, no Mathäser-Filmpalast em Munique, com lançamento geral em 28 de dezembro; e a estreia sueca em 8 de dezembro, com a presença de Brosnan e Scorupco, no Rigoletto em Estocolmo, com lançamento geral no mesmo dia. A festa pós-estreia aconteceu no Grand Hôtel de Estocolmo. Brosnan boicotou a estreia francesa em apoio ao protesto do Greenpeace contra o programa de testes nucleares francês.

O filme arrecadou mais de US$ 26 milhões durante sua estreia em 2.667 cinemas nos Estados Unidos e Canadá. No Reino Unido, arrecadou um recorde de US$ 5,5 milhões em uma semana sem feriados em 448 cinemas e foi a terceira maior bilheteria da história, atrás de Jurassic Park e Batman Forever.Teve a quarta maior bilheteria mundial de todos os filmes em 1995, e foi o filme de Bond de maior sucesso desde Moonraker, levando em consideração a inflação.

O filme foi editado para garantir uma classificação PG-13 da Motion Picture Association of America (MPAA) e uma classificação 12 do British Board of Film Classification (BBFC). Os cortes incluíram o impacto visível da bala na cabeça de Trevelyan quando ele é baleado no prólogo, várias mortes adicionais durante a sequência em que Onatopp atira nos trabalhadores da estação Severnaya, cenas mais explícitas e comportamento violento na morte do Almirante, cenas extras da morte de Onatopp e Bond a nocauteando com um soco na nuca dentro do carro. Em 2006, o filme foi remasterizado para o DVD da Edição Definitiva de James Bond, no qual os cortes do BBFC foram restaurados, fazendo com que a classificação fosse alterada para 15. No entanto, as edições originais da MPAA ainda permanecem.

RECEPÇÃO
  • Rotten Tomatoes:
  • IMDb:
  • Metacritic:
  • Cinemascore: A−
Resposta crítica inicial: A recepção crítica do filme foi majoritariamente positiva. No Chicago Sun-Times, Roger Ebert deu ao filme 3 estrelas em 4, e disse que o Bond de Brosnan era "de alguma forma mais sensível, mais vulnerável, mais psicologicamente completo" do que os anteriores, comentando também sobre a "perda da inocência" de Bond desde os filmes anteriores. James Berardinelli descreveu Brosnan como "uma melhoria decisiva em relação ao seu antecessor imediato", com um "talento para o humor que acompanha seu charme natural", mas acrescentou que "um quarto de GoldenEye é puro enchimento que quebra o ritmo".

Vários críticos elogiaram a avaliação de M sobre Bond como um "dinossauro sexista e misógino", com Todd McCarthy na Variety dizendo que o filme "infunde nova vida criativa e comercial" na série. John Puccio da DVD Town disse que era "uma entrada visual e auditivamente agradável e repleta de ação na série Bond" e que o filme também deu a Bond "um pouco de humanidade". Ian Nathan da Empire disse que "revitaliza aquele espírito britânico indomável" e que os filmes Duro de Matar "nem chegam perto de 007". Tom Sonne do The Sunday Times considerou-o o melhor filme de Bond desde 007 - O Espião Que Me Amava. Jose Arroyo da Sight & Sound considerou que o maior sucesso do filme foi modernizar a série.

No entanto, o filme recebeu diversas críticas negativas. Richard Schickel, da revista Time, escreveu que, após "um terço de século de uso intenso", as convenções de Bond sobreviveram com "joelhos trêmulos", enquanto na Entertainment Weekly, Owen Gleiberman considerou que a série havia "entrado em um estado quase terminal de exaustão". Kenneth Turan, do Los Angeles Times, disse que era "uma entidade de meia-idade ansiosa para parecer moderna a todo custo". David Eimer, da Premiere, escreveu que "o humor característico está em falta" e que "GoldenEye não é um Bond clássico nem de longe".

Revisões retrospectivas: Frequentemente classificado como o melhor filme de James Bond com Brosnan e um dos melhores de toda a série, a reputação de GoldenEye melhorou ainda mais desde o seu lançamento. Ele figura em posições elevadas em listas relacionadas a Bond; a IGN o escolheu como o quinto melhor filme, enquanto a Entertainment Weekly o classificou em oitavo, e Norman Wilner, da MSN, em nono. A EW também votou em Xenia Onatopp como a sexta Bond girl mais memorável, enquanto a IGN classificou Natalya em sétimo lugar em uma lista semelhante. O filme possui um grande e entusiasmado grupo de fãs de Bond, especialmente aqueles que cresceram com o videogame GoldenEye 007. Numa pesquisa do Yahoo de 2021 com 2.200 acadêmicos e superfãs de Bond, GoldenEye foi eleito o melhor filme de Bond, seguido por Casino Royale de Daniel Craig e On Her Majesty's Secret Service de George Lazenby.

Em 2025, o The Hollywood Reporter listou GoldenEye como tendo as melhores cenas de ação de 1995.

Prêmios e indicações: O filme foi indicado a dois BAFTAs — Melhor Som e Efeitos Visuais Especiais — em 1996, mas perdeu para Braveheart e Apollo 13, respectivamente.

Éric Serra ganhou um BMI Film Award pela trilha sonora, e também recebeu indicações para Melhor Filme de Ação, Aventura ou Suspense e Ator no 22º Saturn Awards, e Melhor Luta e Melhor Sanduíche em um Filme no MTV Movie Awards de 1996.

DESENVOLVIMENTO

Após o lançamento de 007 - Permissão para Matar em julho de 1989, o trabalho de pré-produção para o décimo sétimo filme da série James Bond, o terceiro estrelado por Timothy Dalton (cumprindo seu contrato de três filmes), começou em maio de 1990. Um pôster do então futuro filme chegou a ser exibido no Hotel Carlton durante o Festival de Cannes de 1990. Em agosto, o The Sunday Times noticiou que o produtor Albert R. Broccoli havia se separado do roteirista Richard Maibaum, que havia trabalhado nos roteiros de todos os filmes de Bond, exceto três, até então, e do diretor John Glen, responsável pelos cinco filmes anteriores da série. Naquele mesmo ano, Broccoli se reuniu com potenciais diretores, incluindo John Landis, Ted Kotcheff, Roger Spottiswoode (que mais tarde dirigiria 007 - O Amanhã Nunca Morre) e John Byrum.

O enteado de Broccoli, Michael G. Wilson, contribuiu com um roteiro, e o co-produtor de Wiseguy, Alfonse Ruggiero Jr., foi contratado para reescrevê-lo. As filmagens deveriam começar em 1990 em Hong Kong, com lançamento previsto para o final de 1991. Um argumento de 17 páginas, datado de maio de 1990, apresentava James Bond em uma missão no Leste Asiático, onde ele deveria investigar por que uma entidade desconhecida causou a explosão inexplicável de uma fábrica de produtos químicos na Escócia e uma ameaça ordenando que britânicos e chineses renunciassem à sua autoridade sobre Hong Kong. Bond seria auxiliado por uma ex-ladra freelancer da CIA chamada Connie Webb e um espião sênior chamado Denholm Crisp, com a pista levando a um magnata corrupto da tecnologia chamado Sir Henry Lee Ching. Também apresentaria o Ministério da Segurança do Estado da China.

Wilson e Ruggiero revisaram ainda mais o enredo em um roteiro datado de julho de 1990. A abertura foi alterada para mostrar Bond usando uma competição de asa-delta como disfarce para se infiltrar em uma fábrica de armas químicas, onde ele precisa se defender de um robô de segurança mortal. O filme propriamente dito começa no Mar da China Meridional, onde um jato Harrier britânico apresenta uma falha, ejeta seu piloto, começa a voar sozinho e, em seguida, cai em uma vila na China. O MI6 descobre posteriormente que várias fábricas britânicas de tecnologia militar foram invadidas recentemente e Bond é enviado para rastrear o ladrão. Este rascunho também apresentava um clímax no qual o vilão sobrevivia à destruição de seu esconderijo e, posteriormente, tentava matar Bond.

Em janeiro de 1991, o roteiro foi reescrito por William Osborne e William Davies. Após a Guerra do Golfo, a abertura da fábrica química do roteiro anterior foi revisada para ocorrer na Líbia. O filme então se concentraria no roubo de um caça furtivo de alta tecnologia por mafiosos americanos, com Bond tentando encontrá-lo, primeiro em Vancouver e depois em Las Vegas. A aeronave é posteriormente obtida por um industrial de Hong Kong, Sir Henry Ferguson, que quer usá-la para permitir que um general militar chinês realize um ataque nuclear e um golpe de estado contra a China continental, com o general então deixando o industrial no controle de Hong Kong.

Dalton declarou em uma entrevista de 2010 que o roteiro estava pronto e que "estávamos conversando com diretores" antes que o projeto entrasse no limbo do desenvolvimento causado por problemas legais entre a Metro-Goldwyn-Mayer, empresa controladora da distribuidora da série, United Artists, e a Danjaq de Broccoli, detentora dos direitos cinematográficos de Bond. Em 1990, a MGM/UA seria vendida por US$ 1,5 bilhão para a Qintex, uma empresa australiana-americana de serviços financeiros que havia começado a fazer compras de emissoras de televisão e entretenimento. Quando a Qintex não conseguiu fornecer uma carta de crédito de US$ 50 milhões, o negócio fracassou. O financista italiano Giancarlo Parretti, CEO da Pathé Entertainment (sem relação com o estúdio francês Pathé), rapidamente entrou em cena para comprar a MGM/UA por US$ 1,2 bilhão e fundiu as empresas para criar a MGM-Pathé Communications. Parretti pretendia vender os direitos de distribuição do catálogo do estúdio para poder receber pagamentos antecipados para financiar a aquisição. Isso incluía os direitos de transmissão internacional do acervo de 007 a preços reduzidos, o que levou a Danjaq a processar, alegando que o licenciamento violava os acordos de distribuição de Bond que a empresa havia feito com a United Artists em 1962, além de negar à Danjaq uma parte dos lucros. Contraprocessos foram apresentados. Quando questionado sobre o que faria após a resolução dos processos, Dalton disse a Broccoli que era improvável que continuasse no cargo.

O comportamento de Parretti levou à falência da MGM-Pathé, e processos adicionais resultaram eventualmente em uma execução hipotecária pelo financiador Crédit Lyonnais em 1992. Os processos pelos direitos de Bond foram resolvidos em dezembro de 1992, e a renomeada Metro-Goldwyn-Mayer, agora administrada por uma subsidiária do Crédit Lyonnais, começou a explorar o desenvolvimento de Bond 17 com a Danjaq em 1993. Dalton ainda era a escolha de Broccoli para interpretar Bond, mas o contrato original de sete anos do astro com a Danjaq expirou naquele mesmo ano. Dalton afirmou que o atraso em seu terceiro filme efetivamente encerrou o contrato em 1990.

PRODUÇÃO

Pré-produção e roteiro: Em maio de 1993, a MGM anunciou que um décimo sétimo filme de James Bond estava em pré-produção, baseado em um roteiro de Michael France. France estudou para seu roteiro viajando para a Rússia para entrevistar ex-agentes da KGB e visitar laboratórios de pesquisa nuclear. Com a saúde de Broccoli se deteriorando (ele morreu sete meses após o lançamento de GoldenEye), sua filha Barbara Broccoli o descreveu como tendo assumido "um papel secundário" na produção do filme. Barbara e Michael G. Wilson assumiram os papéis principais na produção, enquanto Albert Broccoli supervisionou a produção de GoldenEye como produtor consultor, creditado como "apresentador". Wilson queria ambientar o filme na era pós-Guerra Fria e nas consequências do colapso da União Soviética, quando havia preocupações com a proliferação de armas de destruição em massa. Broccoli contatou Dalton, para perguntar novamente se ele voltaria, e agora o encontrou aberto à ideia.

Em agosto de 1993, France, tendo entregado seu primeiro rascunho, continuou a trabalhar no roteiro. Em uma conversa posterior com Broccoli, Dalton expressou entusiasmo em pegar os melhores elementos de seus dois filmes anteriores e combiná-los como base para um filme final. Broccoli enfatizou que, após o longo hiato sem um filme, Dalton não poderia voltar e fazer apenas um único filme, mas precisava retornar para vários filmes. Embora o roteiro de France estivesse concluído em janeiro de 1994, a produção foi adiada sem um início concreto. Em abril de 1994, Dalton renunciou oficialmente ao papel. Em uma entrevista de 2014, Dalton revelou que concordava com a expectativa de Broccoli, mas não podia se comprometer a aparecer em mais quatro ou cinco filmes.

O roteiro continuou sendo trabalhado ao longo de 1994. O roteiro de France introduziu o personagem "Augustus Trevelyan", superior de Bond no MI6 e desertor para a União Soviética, como o principal vilão. Assim como na versão final, seu plano envolvia uma arma PEM orbital roubada. O primeiro rascunho começava com uma perseguição de carros Aston Martin a bordo de um trem de alta velocidade. No entanto, Barbara Broccoli estava preocupada com o fato de o roteiro de France ainda estar muito desestruturado e contratou Jeffrey Caine para reescrevê-lo. Caine manteve muitas das ideias de France, mas adicionou o prólogo antes dos créditos e reescreveu Trevelyan, aproximando-o de sua versão no filme final. Kevin Wade fez uma revisão de três semanas e Bruce Feirstein deu os retoques finais. No filme, o crédito de roteiro foi compartilhado por Caine e Feirstein, enquanto France foi creditado apenas pela história, um arranjo que ele considerou injusto, principalmente porque acreditava que as adições feitas não representavam uma melhoria em relação à sua versão original. Wade não recebeu um crédito oficial, mas foi reconhecido na escolha do nome Jack Wade, o personagem da CIA que ele criou.

A cena de abertura, na qual um almirante é seduzido e depois morto, teve de ser reescrita após uma exigência dos militares dos EUA, após o que a nacionalidade do almirante foi alterada de americana para canadense.

Embora a história não fosse baseada em uma obra de Ian Fleming, o título GoldenEye veio do nome da propriedade jamaicana de Fleming, onde ele escreveu os romances de Bond. Fleming deu várias origens para o nome de sua propriedade, incluindo Reflections in a Golden Eye de Carson McCullers e Operation Goldeneye, um plano de contingência que o próprio Fleming desenvolveu durante a Segunda Guerra Mundial para o caso de uma invasão nazista pela Espanha.

Embora GoldenEye tenha sido lançado apenas seis anos após 007 - Licença para Matar, a política mundial havia mudado drasticamente nesse ínterim. Foi o primeiro filme de James Bond produzido após a queda do Muro de Berlim, o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, e havia dúvidas sobre a relevância do personagem no mundo moderno. Alguns na indústria cinematográfica achavam que seria "inútil" para a série Bond retornar e que o personagem deveria permanecer como "um ícone do passado". Os produtores chegaram a pensar em novos conceitos para a série, como um filme de época ambientado na década de 1960, uma 007 feminina ou um James Bond negro. No fim, optaram por retornar às origens da série, não seguindo o Bond sensível e atencioso dos filmes de Dalton ou o politicamente correto que começou a permear a década. O filme acabou sendo visto como uma revitalização bem-sucedida e adaptou a série para a década de 1990. Uma das inovações de GoldenEye inclui a escalação de uma M feminina. No filme, a nova M rapidamente estabelece sua autoridade, observando que Bond é um "dinossauro sexista e misógino" e uma "relíquia da Guerra Fria". Esta é uma indicação precoce de que Bond é retratado como muito menos tempestuoso do que o Bond de Timothy Dalton de 1989.

John Woo foi abordado como diretor e recusou a oportunidade, mas disse que se sentiu honrado com a oferta. Michael Caton-Jones e Peter Medak também foram considerados. Os produtores então escolheram o neozelandês Martin Campbell como diretor. Brosnan mais tarde descreveu Campbell como "guerreiro em sua abordagem da obra" e disse que "havia uma enorme paixão de ambas as partes".

Elenco: Para substituir Dalton, os produtores escolheram Pierce Brosnan, que, após Dalton ter inicialmente recusado o papel, foi impedido de suceder Roger Moore em 1986 devido ao seu contrato para continuar estrelando a série de televisão Remington Steele. Ele foi apresentado ao público em uma coletiva de imprensa no Regent Palace Hotel em 8 de junho de 1994. Antes de negociar com Brosnan, Mel Gibson, Hugh Grant e Liam Neeson recusaram o papel. Neeson disse que sua então noiva, Natasha Richardson, não se casaria com ele se ele aceitasse o papel. Broccoli e Campbell se encontraram com Ralph Fiennes para discutir sua participação no papel. Fiennes mais tarde interpretou Gareth Mallory/M em Skyfall (2012), Spectre (2015) e 007 - Sem Tempo Para Morrer (2021). Paul McGann fez um teste para o papel e era a segunda opção do estúdio caso Brosnan o recusasse. Brosnan recebeu US$ 1,2 milhão pelo filme, de um orçamento total de US$ 60 milhões. A atriz inglesa Judi Dench foi escalada como M, substituindo Robert Brown, tornando este o primeiro filme da série a apresentar uma M feminina. Acredita-se que a decisão tenha sido inspirada por Stella Rimington, que se tornou chefe do MI5 em 1992.

O personagem de Alec Trevelyan foi originalmente escrito como "Augustus Trevelyan" e concebido como um personagem mais velho e mentor de Bond. Anthony Hopkins e Alan Rickman foram supostamente cotados para o papel, mas ambos recusaram. Sean Bean foi posteriormente escalado e o personagem foi reescrito como um colega de Bond. A personagem de Natalya Simionova, originalmente escrita como "Marina Varoskaya", deveria ser Paulina Porizkova, mas Izabella Scorupco foi posteriormente escalada. O personagem de Boris Griscenko foi originalmente escrito como "Alexei Makvenio", mas Alan Cumming ainda estava no elenco inicial. O personagem de Valentin Zukovsky foi originalmente escrito como Valentin Kosgyn, também conhecido como Romaly. O personagem do General Ourumov foi originalmente chamado de "Illya Borchenko". O personagem General Pushkin de 007 - Marcado para a Morte apareceu no roteiro inicial da França, mas o personagem foi reescrito como Ministro da Defesa Mishkin.

Filmagem: As filmagens principais do filme começaram em 16 de janeiro de 1995 e continuaram até 2 de junho. A Eon não pôde filmar nos Estúdios Pinewood, o estúdio habitual para os filmes de Bond, porque este estava reservado para First Knight. Em vez disso, com pouco tempo para encontrar um espaço que pudesse acomodar o número de cenários de grande escala necessários para a produção, a Eon encontrou uma antiga fábrica da Rolls-Royce no Aeródromo de Leavesden, em Hertfordshire, que tinha hangares de aeronaves amplos, altos e abertos, que eram excepcionalmente adequados para serem convertidos em estúdios para um novo projeto. A Eon alugou o local durante a duração das filmagens, esvaziou a fábrica e a transformou em estúdios, oficinas e escritórios, e a batizou de Leavesden Studios.

O salto de bungee jump foi filmado na Barragem de Contra (também conhecida como Barragem de Verzasca ou de Locarno) em Ticino, Suíça. A cena em que o General Ourumov atira em seu soldado nervoso na sequência de abertura foi inspirada no filme de faroeste de 1969, Meu Ódio Será Tua Herança. As cenas do cassino e a demonstração do helicóptero Tiger foram filmadas em Monte Carlo. Imagens de referência para a perseguição de tanques foram filmadas em São Petersburgo e combinadas com o estúdio em Leavesden. As cenas climáticas na antena parabólica foram filmadas no Observatório de Arecibo em Porto Rico. A sede real do MI6 foi usada para as vistas externas do escritório de M. Algumas das cenas em São Petersburgo foram filmadas em Londres, como o camarote real no Hipódromo de Epsom Downs, que foi usado como a fachada do aeroporto. Isso reduziu as despesas e as preocupações com a segurança, já que a segunda unidade enviada à Rússia precisava de guarda-costas.

A Marinha Francesa disponibilizou integralmente a fragata La Fayette e seu helicóptero mais moderno, o Eurocopter Tiger, para a equipe de produção do filme. O governo francês também permitiu o uso de logotipos da Marinha como parte da campanha promocional. No entanto, os produtores tiveram uma disputa com o Ministério da Defesa francês devido à oposição de Brosnan aos testes de armas nucleares franceses e seu envolvimento com o Greenpeace; como resultado, a estreia francesa do filme foi cancelada.

As sequências envolvendo o trem blindado foram filmadas na Ferrovia do Vale do Nene, perto de Peterborough. O trem era composto por uma locomotiva diesel-elétrica British Rail Classe 20 e um par de vagões Mark 1, todos os três fortemente disfarçados para se assemelharem a um trem blindado soviético.

Efeitos: O filme foi o último do supervisor de efeitos especiais Derek Meddings, a quem foi dedicado. A principal contribuição de Meddings foram as miniaturas. Foi também o primeiro filme de Bond a usar imagens geradas por computador com efeitos fornecidos pela Cinesite e pela Moving Picture Company (MPC). Entre os efeitos de modelos estão a maioria das tomadas externas de Severnaya, a cena em que o trem de Janus colide com o tanque e o lago que esconde a antena parabólica, já que os produtores não conseguiram encontrar um lago circular em Porto Rico. O clímax na antena parabólica usou cenas em Arecibo, um modelo construído pela equipe de Meddings e cenas filmadas com dublês na Grã-Bretanha.

O coordenador de carros de dublês Rémy Julienne descreveu a perseguição entre o Aston Martin DB5 e a Ferrari F355 como sendo entre "um veículo antigo, vulnerável e com formato perfeito e um carro de corrida". A cena teve que ser meticulosamente planejada, pois os carros são muito diferentes. Pregos tiveram que ser colocados nos pneus da F355 para fazê-la derrapar e, durante uma tomada dos veículos deslizando, os dois carros colidiram.

A maior sequência de acrobacias do filme foi a perseguição de tanques, que levou cerca de seis semanas para ser filmada, em parte em locações em São Petersburgo e em parte na antiga pista de pouso da de Havilland em Leavesden. De acordo com o diretor da segunda unidade, Ian Sharp, a ideia foi concebida pelo supervisor de efeitos especiais Chris Corbould, durante uma reunião de pré-produção que durou apenas dez minutos. Partes da perseguição de tanques foram filmadas nos estúdios de Leavesden, partes em locações em São Petersburgo. Toda a perseguição foi cuidadosamente planejada em storyboard, disse Sharp. Um tanque russo T-54/T-55, emprestado pelo Museu Militar do Leste da Inglaterra, foi modificado com a adição de painéis de blindagem reativa explosiva falsos. Para evitar danificar o pavimento das ruas de São Petersburgo, as esteiras de aço para fora de estrada do T-54/55 foram substituídas pelas esteiras de borracha de um tanque britânico Chieftain. O tanque T-55 usado no filme está agora em exposição permanente no Old Buckenham Airfield, onde está localizado o East England Military Museum.

Para o confronto entre Bond e Trevelyan dentro do berço da antena, o diretor Campbell decidiu se inspirar na luta de Bond com Red Grant em Moscou Contra 007. Brosnan e Bean fizeram todas as cenas de ação sozinhos, exceto por uma tomada em que um deles é jogado contra a parede. Brosnan machucou a mão durante as filmagens da sequência da escada extensível, fazendo com que os produtores atrasassem suas cenas e filmassem as de Severnaya mais cedo.

O salto de bungee jumping de 220 m (720 pés) de abertura em Arkhangelsk, filmado na barragem de Contra, na Suíça, e realizado por Wayne Michaels, foi eleito o melhor dublê de todos os tempos em uma pesquisa da Sky Movies em 2002 e estabeleceu um recorde para o salto de bungee jumping mais alto de uma estrutura fixa. O final da sequência pré-créditos com Bond saltando atrás do avião mostra Jacques Malnuit pilotando a motocicleta até a borda e saltando, e BJ Worth mergulhando atrás do avião – que era uma aeronave em funcionamento, com Worth acrescentando que parte da dificuldade da cena foi o querosene atingindo seu rosto.

A dissolução da União Soviética é o foco principal dos créditos iniciais, concebidos por Daniel Kleinman (que assumiu o lugar de Maurice Binder após a sua morte em 1991). Eles mostram o colapso e a destruição de várias estruturas associadas à União Soviética, como a estrela vermelha, estátuas de líderes comunistas — notavelmente Josef Stalin — e a foice e o martelo. Numa entrevista, Kleinman disse que a intenção era que fossem "uma espécie de sequência narrativa" mostrando que "o que estava acontecendo nos países comunistas era que o comunismo estava caindo". De acordo com o produtor Michael G. Wilson, alguns partidos comunistas protestaram contra "símbolos socialistas sendo destruídos não por governos, mas por mulheres de biquíni", especialmente certos partidos comunistas indianos, que ameaçaram boicotar o filme.

Posicionamento de produto: O filme foi o primeiro vinculado ao acordo de três filmes da BMW, então os produtores receberam o mais recente roadster da BMW, o BMW Z3. Ele foi apresentado no filme meses antes de seu lançamento, e uma edição limitada "modelo 007" esgotou em um dia após ser disponibilizada para encomenda. Como parte da estratégia de marketing do carro, vários Z3 foram usados para levar jornalistas de uma refeição gratuita no restaurante Rainbow Room até sua estreia no Radio City Music Hall.

Para o filme, um Z3 conversível é equipado com os refinamentos habituais da linha Q, incluindo um recurso de autodestruição e mísseis Stinger atrás dos faróis. O Z3 não aparece muito em cena e nenhum dos dispositivos é usado, o que Martin Campbell atribuiu ao acordo com a BMW ter ocorrido nos estágios finais da produção. A aparição do Z3 no filme é considerada a promoção mais bem-sucedida por meio de product placement em 1995. Dez anos depois, o The Hollywood Reporter a listou como um dos product placements mais bem-sucedidos dos últimos anos. O artigo citou Mary Lou Galician, chefe de análise e crítica de mídia da Escola Walter Cronkite de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade Estadual do Arizona, dizendo que a cobertura jornalística da mudança de Bond da Aston Martin para a BMW "gerou centenas de milhões de dólares em exposição na mídia para o filme e todos os seus parceiros de marketing".

Além disso, todos os computadores do filme foram fornecidos pela IBM e, em algumas cenas (como a cena da granada-caneta perto do final), a tela inicial do OS/2 Warp pode ser vista nos monitores. Durante a cena do Laboratório Q, James Bond pode ser visto usando um laptop IBM ThinkPad, ignorando as instruções de Q sobre o uso de um cinto de couro modificado com uma pistola de pitons. Esse momento não estava presente nos primeiros rascunhos do filme, mas entende-se que o diretor Martin Campbell fez 007 mexer no teclado do computador como uma forma de mostrar que Bond estava visivelmente ignorando o Intendente, mas também como uma forma de aumentar o merchandising da IBM.

Um relógio de pulso Omega Seamaster Professional Diver 300M modificado aparece como um dispositivo de espionagem várias vezes no filme, escondendo um laser de corte e um controle remoto de detonador. Esta foi a primeira vez que Bond foi mostrado usando um relógio da Omega, e desde então ele usou relógios da Omega em todas as produções subsequentes. Embora a cena do tanque atravessando um caminhão cheio de bebidas tenha sido planejada com um caminhão da Pepsi, a Perrier fechou um acordo para ser incluída, fornecendo cerca de 90.000 latas para a cena.

Marketing: Com a chegada de James Bond na década de 1990, os pôsteres pintados à mão foram deixados de lado em favor de ferramentas de fotomontagem de última geração, promovendo o retorno do agente 007 interpretado por Pierce Brosnan. Sob a direção de John Parkinson e Gordon Arnell, do departamento de marketing da MGM, muitos pôsteres foram produzidos para o filme, desenhados por Randi Braun e Earl Klasky, com fotografias de John Stoddart, Terry O'Neill, Keith Hamshere e George Withear. Nos Estados Unidos, um pôster promocional apresentava um close dourado nos olhos de Bond apontando sua pistola Walther PPK para o espectador. O logotipo do filme não foi exibido, apenas o slogan: "Não há substituto" e o logotipo da arma 007, em vermelho. Para o mercado internacional, um pôster promocional diferente foi lançado, no qual Pierce Brosnan aparecia de smoking preto segurando sua pistola PPK com silenciador, ao lado do logotipo 007 e sob um slogan diferente: "Você conhece o nome. Você conhece o número". Desta vez, o logotipo do filme foi apresentado, utilizando a tipografia MatrixWide (versões anteriores deste logotipo utilizavam uma tipografia FrizQuadrata modificada). A arte para o pôster de cinema tinha duas variações: ambas mantinham o mesmo fundo preto e a colagem de cenas de ação em torno dos três protagonistas (Pierce Brosnan, Izabella Scorupco e Famke Janssen), mas o pôster internacional mostrava James Bond de smoking, enquanto na versão americana apenas o rosto do agente secreto emergia das sombras. A variante americana foi usada na capa da trilha sonora do filme e na caixa da adaptação para videogame do Nintendo 64, lançada em 1997. Em uma entrevista de 2015 sobre sua visão da campanha do pôster de GoldenEye, o fotógrafo John Stoddart (que já havia trabalhado com Brosnan em um ensaio fotográfico para a Brioni) disse que sua única diretriz era "Bond, garotas e armas"

Em julho de 1995, um teaser trailer de GoldenEye foi exibido junto com cópias do filme Species, de Roger Donaldson, após sua estreia no programa de televisão americano Extra, seguido por um trailer de cinema mais genérico que revelava o confronto de Bond com o agente 006. Questionado sobre a inclusão desse spoiler em uma entrevista de 2019, o ex-vice-presidente da MGM/UA, Jeff Kleeman, destacou que sentia que "a ideia de 006 vs 007 era um ponto de venda". Ambos os trailers foram dirigidos por Joe Nimziki.

Música: A música tema, "GoldenEye", foi escrita por Bono e The Edge e interpretada por Tina Turner. Como os produtores não colaboraram com Bono ou The Edge, a trilha sonora do filme não incorporou nenhuma das melodias da música tema, como aconteceu em filmes anteriores de James Bond. O grupo sueco Ace of Base também havia escrito uma música tema proposta, mas a gravadora Arista Records retirou a banda do projeto, temendo o impacto negativo caso o filme fracassasse. A música foi então reescrita como seu single "The Juvenile".

A trilha sonora foi composta e interpretada por Éric Serra. O prolífico compositor de Bond, John Barry, disse que, apesar de uma oferta de Barbara Broccoli, ele a recusou. A trilha sonora de Serra foi criticada: Richard von Busack, no Metro, escreveu que era "mais apropriada para uma viagem de elevador do que para uma montanha-russa", e a Filmtracks disse que Serra "falhou completamente em sua tentativa de conectar GoldenEye ao passado da franquia".

Martin Campbell também expressaria mais tarde sua decepção com a trilha sonora, citando restrições orçamentárias e dificuldade em trabalhar com Serra, que se tornou pouco cooperativo quando solicitado a refazer a trilha sonora da perseguição de tanques em São Petersburgo depois que Campbell rejeitou a faixa que ele havia enviado. John Altman mais tarde forneceria a música para a sequência, enquanto a faixa original de Serra ainda pode ser encontrada na trilha sonora como "A Pleasant Drive in St. Petersburg".

Serra compôs e executou várias faixas de sintetizador, incluindo a versão do "Tema de James Bond" que toca durante a sequência do cano da arma, enquanto Altman e David Arch forneceram a música sinfônica mais tradicional. Serra canta a música dos créditos finais "The Experience of Love".

APARIÇÕES EM OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

GoldenEye foi o segundo e último filme de Bond a ser adaptado para um romance do escritor John Gardner. O livro segue de perto o enredo, mas Gardner adicionou uma sequência violenta antes do salto de bungee jump inicial, na qual Bond mata um grupo de guardas russos, uma mudança que seria mantida e expandida no videogame GoldenEye 007.

No final de 1995, a Topps Comics começou a publicar uma adaptação em quadrinhos do filme em três edições. O roteiro foi adaptado por Don McGregor com arte de Rick Magyar. A primeira edição tinha data de capa de janeiro de 1996. Por razões desconhecidas, a Topps cancelou toda a adaptação após a publicação da primeira edição, e até hoje a adaptação não foi lançada na íntegra.

Também em 1995, a Tiger Electronics lançou um jogo eletrônico portátil de tiro em terceira pessoa em duas variantes diferentes: uma variante gamepad , com um display de cristal líquido (LCD), um botão em forma de cruz e dois botões em forma de linha e quatro botões de configuração na parte inferior da tela, e uma variante "Grip Games" em forma de cabo de pistola , com um gatilho usado para atirar e outros botões na parte traseira. As duas edições eram ligeiramente diferentes.


O filme serviu de base para GoldenEye 007, um videogame para o Nintendo 64 desenvolvido pela Rare e publicado pela Nintendo. Foi elogiado pela crítica e, em janeiro de 2000, os leitores da revista britânica de videogames Computer and Video Games o listaram em primeiro lugar em uma lista dos "cem melhores videogames". Em 2003, a revista Edge o incluiu como um dos dez melhores jogos de tiro de todos os tempos. É baseado no filme, mas muitas das missões foram estendidas ou modificadas.

Uma versão de GoldenEye foi desenvolvida como um jogo de corrida destinado ao console Virtual Boy. No entanto, foi cancelada antes do lançamento. Em 2004, a Electronic Arts lançou GoldenEye: Rogue Agent, o primeiro jogo da série James Bond em que o jogador não assume o papel de Bond. Em vez disso, o protagonista é um aspirante a agente 00, Jonathan Hunter, conhecido pelo codinome "GoldenEye", recrutado por um vilão do universo Bond, Auric Goldfinger. Com exceção da aparição de Xenia Onatopp, o jogo não tinha relação com o filme e foi lançado com críticas medianas. Foi duramente criticado por vários críticos, incluindo Eric Qualls, por usar o nome "GoldenEye" numa tentativa de aproveitar o sucesso do jogo da Rare. Em 2010, uma equipe de desenvolvimento independente lançou GoldenEye: Source, um mod de conversão total apenas para multijogador desenvolvido usando o motor Source da Valve.

A Nintendo anunciou um remake do GoldenEye 007 original em sua conferência de imprensa na E3, em 15 de junho de 2010. Trata-se de uma releitura modernizada da história do filme original, com Daniel Craig no papel de Bond. Bruce Feirstein retornou para escrever uma versão modernizada do roteiro, enquanto Nicole Scherzinger gravou a música tema. O jogo foi desenvolvido pela Eurocom e publicado pela Activision para Wii e Nintendo DS, sendo lançado em novembro de 2010. Tanto a versão para DS quanto a para Wii têm pouca ou nenhuma semelhança com os locais e armas da versão original para N64. Em 2011, o jogo foi portado para PlayStation 3 e Xbox 360 sob o nome de GoldenEye 007: Reloaded.

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sábado, 7 de março de 2026

007 - PERMISSÃO PARA MATAR (FILME ANGLO-AMERICANO DE 1989)

Pôster de lançamento nos cinemas por Robin Behling.
  • OUTROS TÍTULOS: 007 - Licença Para Matar (Portugal)
  • GÊNERO: Ação/aventura, espionagem, Vingança
  • ORÇAMENTO: U$32.000.000
  • BILHETERIA: U$156.167.015
  • DURAÇÃO: 2 Horas, 13 Minutos
  • DIREÇÃO: John Glen
  • ROTEIRO: Michael G. Wilson e Richard Maibaum
  • CINEMATOGRAFIA: Alec Mills
  • EDIÇÃO: John Grover
  • MÚSICA: Michael Kamen
  • ELENCO:
    • Timothy Dalton — James Bond
    • Carey Lowell — Pam Bouvier
    • Robert Davi — Franz Sanchez
    • Talisa Soto — Lupe Lamora
    • Anthony Zerbe — Milton Krest
    • Everett McGill — Ed Killifer
    • Frank McRae — Sharkey
    • Desmond Llewelyn — Q
    • Robert Brown — M
    • Caroline Bliss — Miss Moneypenny
    • Anthony Starke — William Truman-Lodge
    • Grand L. Bush — Hawkins
    • Benicio del Toro — Dario
    • Alejandro Bracho — Perez
    • Guy De Saint Cyr — Braun
    • Diana Lee-Hsu — Loti
    • Rafer Johnson — Mullens
    • David Hedison — Felix Leiter
    • Don Stroud — Cel. Heller
    • Priscilla Barnes — Della Churchill
    • Cary-Hiroyuki Tagawa — Kwang
    • Pedro Armendariz — Presidente Hector Lopez
    • Wayne Newton — Professor Joe Butcher
    • Christopher Neame — Fallon
    • Roger Cudney — Capitão da Wavekrest
    • Jeannine Bisignano — Stripper
    • Claudio Brook — Montelongo
  • PRODUÇÃO: Albert R. Broccoli, Michael G. Wilson, Eon Productions Limited e a United Artists Pictures Inc.
  • DISTRIBUIÇÃO: MGM/UA Communications Co. (Estados Unidos), United International Pictures (Internacional)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 13 de junho de 1989 (Londres), 10 de julho de 1989 (Reino Unido), 14 de julho de 1989 (Estados Unidos)
  • PREQUÊNCIA: 007 - Marcado para A Morte (1987)
  • SEQUÊNCIA: 007 contra Goldeneye (1995)
  • ONDE ASSISTIR: Internet Archive (Português Brasileiro)
Licence to Kill é o décimo sexto filme da franquia James Bond no cinema. Lançado em 1989, foi dirigido por John Glen e traz Timothy Dalton pela segunda e última vez no papel de 007.

SINOPSE

James Bond desobedece ordens e parte em uma missão para vingar a morte da mulher de seu melhor amigo, assassinada por um chefão das drogas. Ele chega à base sul-americana do narcotraficante e, disfarçado de pistoleiro, é contratado pelo criminoso.

LANÇAMENTO

Organizações de classificação de filmes apresentaram objeções à violência excessiva e realista, com a Motion Picture Association of America (MPAA) e o British Board of Film Classification (BBFC) solicitando adaptações de conteúdo, com o BBFC exigindo, em particular, o corte de 36 segundos. O DVD Ultimate Edition de 006 de 007 - Permissão para Matar marcou o primeiro lançamento do filme sem cortes. Continua sendo o único filme de Bond a ter sido originalmente classificado como 15 pelo BBFC. Mas, não fosse pelos cortes subsequentes, os examinadores originais haviam considerado uma classificação de 18 anos.

O filme 007 - Permissão para Matar estreou no Odeon Leicester Square em Londres em 13 de junho de 1989, arrecadando £200.000 (£628.493 em libras de 2023) para o The Prince's Trust naquela noite.

Também houve problemas com a promoção do filme: material promocional na forma de pôsteres teaser criados por Bob Peak, baseados no título Licence Revoked e encomendados por Albert Broccoli, havia sido produzido, mas a MGM decidiu não usá-los depois que exibições de teste americanas mostraram que 'Licence Revoked' era uma expressão comum nos Estados Unidos para a cassação da carteira de motorista. A publicidade atualizada e atrasada de Steven Chorney, no estilo tradicional, limitou as exibições de pré-lançamento do filme. A MGM também descartou uma campanha criada pelo executivo de publicidade Don Smolen, que havia trabalhado na campanha publicitária de oito filmes anteriores de Bond, enfatizando o conteúdo mais grosseiro do filme.

RECEPÇÃO

Bilheteria: Nas bilheterias, 007 - Licença para Matar arrecadou US$ 156,2 milhões (US$ 373,3 milhões em valores de 2022) com um orçamento de US$ 32 milhões (US$ 78,9 milhões em valores de 2022), obtendo um lucro ajustado pela inflação de US$ 287,2 milhões, tornando-se a décima segunda maior bilheteria do ano. O filme arrecadou um total de £ 7,5 milhões (£ 24 milhões em libras esterlinas) no Reino Unido, tornando-se o sétimo filme de maior sucesso do ano, apesar da classificação indicativa de 15 anos que reduziu o número de espectadores. Nos EUA e Canadá, arrecadou US$ 34,6 milhões, tornando 007 - Licença para Matar o filme de James Bond de menor sucesso financeiro nos EUA, considerando a inflação. Um fator sugerido para a fraca arrecadação foi a forte concorrência nos cinemas, com 007 - Licença para Matar lançado ao lado de Máquina Mortífera 2, Os Caça-Fantasmas II, Indiana Jones e a Última Cruzada (estrelado pelo ex-Bond Sean Connery) e Batman. Outras grandes bilheterias internacionais incluem US$ 14,2 milhões na Alemanha, US$ 12,4 milhões na França, US$ 8,8 milhões no Japão, US$ 8,7 milhões na Holanda e US$ 8,6 milhões na Suécia.

Apesar de ter arrecadado mais de 4,3 vezes o seu orçamento, 007 - Licença para Matar teve a menor bilheteria ajustada pela inflação — além de ter a menor margem de lucro — entre todos os 25 filmes oficiais de James Bond até 2022. O único outro filme de Bond com "Matar" no título — 007 - Na Mira dos Assassinos, também dirigido por John Glen — tem a segunda menor bilheteria ajustada pela inflação de todos os filmes de Bond.

Resenhas contemporâneas: Derek Malcolm, no The Guardian, aprovou amplamente 007 - Licença para Matar, gostando da "agressividade dos primeiros filmes de Bond" que o filme emulava, mas desejando que "tivesse sido escrito e dirigido com um pouco mais de estilo". Malcolm elogiou a forma como o filme tentou "contar uma história em vez de usá-la para fins decorativos de intermináveis tropos espetaculares". Escrevendo no jornal irmão do The Guardian, The Observer, Philip French observou que "apesar do brilho brincalhão em seus olhos, o Bond de Timothy Dalton está... sério aqui". No geral, French chamou 007 - Licença para Matar de "um filme divertido e descomplicado". Ian Christie, no Daily Express, criticou duramente o filme, dizendo que o enredo era "absurdo, mas fundamentalmente tedioso", sendo outro problema o fato de que, como "não há uma história coerente para ligar [as acrobacias], elas acabam se tornando cansativas".

Hilary Mantel, no The Spectator, desdenhou do filme:

“É um filme muito barulhento. Há um tom cansado e repetitivo no frenesim. ...O sexo é discreto e fora de cena, mas há uma correnteza perversa e irônica que torna o filme mais desagradável do que um filme de terror.”

David Robinson, escrevendo no The Times, observou que 007 - Licença para Matar "provavelmente não decepcionará nem surpreenderá o grande e fiel público", mas lamentou o fato de que "ao longo dos anos os enredos se tornaram menos ambiciosos". Robinson achou que o Bond de Dalton "tem mais classe" do que os Bonds anteriores e era "uma personalidade mais calorosa". Iain Johnstone, do The Sunday Times, apontou que "quaisquer vestígios do espião cavalheiro... de Ian Fleming" desapareceram, e em seu lugar está um Bond que é "notavelmente próximo, tanto em atos quanto em ações, do herói homônimo do filme Batman" que foi lançado ao mesmo tempo que 007 - Permissão para Matar.

Adam Mars-Jones, do The Independent, fez uma crítica mista ao filme, apontando que ele removeu algumas das ideias mais antiquadas dos romances de Fleming, como o imperialismo; ele escreveu que os roteiristas estavam "tentando, na verdade, reproduzir a receita, omitindo ingredientes que agora pareceriam desagradáveis". No geral, Mars-Jones considerou que:

“James Bond é mais parecido com um cigarro de baixo teor de alcatrão do que qualquer outra coisa – menos estimulante do que os cigarros fortes e irritantes de outrora, mas ainda assim persistentemente associado a hábitos pouco saudáveis, um mau hábito fraco sem o impacto de um vício.

Para o jornal canadense The Globe and Mail, Rick Groen escreveu que em 007 - Licença para Matar "eles removeram Bond dos filmes de Bond; transformaram James em Jimmy, forte e silencioso e (atenção, Britânia) totalmente americano", resultando em um filme de Bond que é "essencialmente sem Bond". Resumindo, Groen pensou: "Na verdade, esse diálogo... não é ruim. O silêncio fica bem em Timothy Dalton".

Gary Arnold, do The Washington Times, escreveu que vários fatores "não conseguem impedir que o produto final apresente problemas e falhas com uma frequência desiludidora". Arnold opinou que "exigir que ele [Dalton] interprete a ira de Bond de uma maneira transparentemente fervilhante e impulsiva" significa que Dalton "parece desperdiçar-se nesta segunda atuação como Bond". No geral, Arnold considera que há uma "falha em reconhecer que as produções de Bond são simplesmente extravagantes demais para permitir um retorno sem concessões aos princípios básicos". A crítica do The New York Times, Caryn James, considerou Dalton "o primeiro James Bond com angústia, um espião melancólico para o fim do século", e que 007 - Licença para Matar "mantém sua mistura familiar e eficaz de vilões desprezivelmente poderosos, mulheres suspeitamente sedutoras e efeitos especiais cada vez mais extravagantes", mas ficou impressionada com o fato de que "a presença sombria de Dalton adiciona um tom mais obscuro". James concluiu que "apesar de todas as suas atualizações inteligentes, ação estilosa e escapismo espirituoso, 007 - Licença para Matar ... ainda é um pouco convencional demais".

Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, deu ao filme 3 1/2 estrelas de 4, dizendo que "as acrobacias parecem todas convincentes, e o efeito da sequência final é emocionante... 007 - Licença para Matar é um dos melhores filmes de Bond recentes." Jack Kroll, escrevendo na Newsweek, descreveu 007 - Licença para Matar como "um filme de ação puro e extremamente divertido". Kroll teve uma avaliação mista de Dalton, chamando-o de "um bom ator que ainda não imprimiu sua própria personalidade a Bond", observando que "o diretor John Glen é o Busby Berkeley dos filmes de ação, e seu elenco é a lendária equipe de dublês de Bond que estão em seu melhor desempenho aqui, desafiando a morte". Para a revista Time, Richard Corliss lamentou que, embora as acrobacias com o caminhão fossem boas, era "uma pena que ninguém – nem os roteiristas Michael G. Wilson e Richard Maibaum, nem o diretor John Glen – tivesse pensado em dar aos humanos algo realmente inteligente para fazer". Corliss considerou Dalton "mal utilizado" no filme, acrescentando que "por todos os motivos plausíveis, ele parece tão entediado em seu segundo filme de Bond quanto Sean Connery parecia em seu sexto".

Revisões retrospectivas: Tom Hibbert, da Empire, atribui ao filme apenas duas das cinco estrelas possíveis, observando que "Dalton... é realmente um caso perdido". Hibbert concluiu que "ele pode ter a aparência certa, mas Timothy Dalton não chega aos pés das botas, do equipamento de mergulho ou dos automóveis que Moore e Connery lhe deixaram". Em 2006, o IGN classificou 007 - Licença para Matar em décimo quinto lugar entre os então 21 filmes de Bond, alegando que era "muito sombrio e havia se afastado demais da fórmula de Bond". O próprio DESMOND LLEWELYN disse em sua última entrevista, em 1999, que o filme "perdeu toda a sua fantasia... [ele] era um filme muito bom, mas não era um filme de Bond".

Norman Wilner, do MSN, considerou 007 - Licença para Matar o segundo pior filme de Bond, acima apenas de 007 - Na Mira dos Assassinos, mas defendeu Dalton, dizendo que ele "foi injustiçado. O ator que poderia ter sido o 007 definitivo... teve o azar de herdar o papel justamente quando a série estava em seu ponto mais fraco, lutando para lidar com seu declínio criativo geral e o fim da Guerra Fria". Em outubro de 2008, a Time Out republicou uma crítica de 007 - Licença para Matar e também considerou que Dalton foi injustiçado, dizendo: "é preciso ter pena de Dalton, que nunca teve uma chance justa em nenhum dos filmes em que apareceu".

Celebrando o 25º aniversário do filme, Bob Sassone, da Esquire, incentivou os leitores a revê-lo. A High-Def Digest concedeu-lhe quatro de cinco estrelas quando foi relançado em Blu-ray. A British GQ considerou-o o mais subestimado da série, achando que a mudança de tom causou descontentamento entre os fãs. A Digital Spy chamou Dalton de o melhor Bond dos seis atores, elogiando a sua profundidade, classificando 007: Licença para Matar como um "desvio violentamente divertido de 007". O escritor Max Williams, do Den of Geek, descreveu o trabalho final como "...tão bom quanto a série pode ser...", elogiando Dalton por entregar "a sua visão de Bond, perfeitamente".

Alguns críticos, como James Berardinelli, viram uma fraqueza fundamental no filme: a "ênfase excessiva na história pode ser um erro, porque há momentos em que a narrativa de 007 - Permissão para Matar se torna arrastada". Berardinelli deu ao filme três de quatro estrelas possíveis, acrescentando: "007 - Licença para Matar pode ser tenso e envolvente, mas não é um Bond tradicional, e isso, tanto quanto qualquer outro motivo, pode explicar a rejeição do público a este filme razoavelmente bem construído". Raymond Benson, autor de nove romances de Bond, disse sobre o filme: "É incompreensível para mim que 007 - Licença para Matar seja tão controverso. Há realmente mais de uma verdadeira história de Ian Fleming naquele roteiro do que na maioria dos filmes de Bond pós-anos 60". John Glen disse que 007 - Licença para Matar "está entre os meus melhores filmes de Bond, se não o melhor". "Eu chamo Timothy Dalton de pai de Daniel Craig", admitiu Davi anos depois. “Os anos de Roger Moore foram deliciosos... Mas levar Bond para a era em que os filmes de ação eram duros e reais... Timothy trouxe essa intensidade e escuridão como ator... Como disse Fleming, Bond não é necessariamente um cara bom. Timothy deu a Bond essa agressividade.

Prêmios e indicações:
  1. Prêmio Edgar Allan Poe de 1990 – Melhor Filme – indicação para Michael G. Wilson e Richard Maibaum
  2. 1989 MPSE Golden Reel – Mixagem de Som Excepcional – nomeação para Graham Hartstone
DESENVOLVIMENTO

Logo após o lançamento de 007 - Marcado para A Morte, o produtor Albert R. Broccoli e os roteiristas Michael G. Wilson e Richard Maibaum começaram a discutir a sequência. O filme manteria um estilo realista, além de mostrar o lado mais sombrio do personagem Bond. Para a locação principal, os produtores queriam um lugar que a série ainda não tivesse visitado. A China foi considerada após um convite do governo, mas a ideia não se concretizou em parte porque o filme de 1987, O Último Imperador, havia tirado parte da novidade de filmar na China. Nessa altura, os roteiristas já haviam discutido uma sequência de perseguição ao longo da Grande Muralha, bem como uma cena de luta entre o Exército de Terracota. Wilson também escreveu dois esboços de enredo sobre um traficante de drogas no Triângulo Dourado antes que os planos fossem descartados devido às preocupações de Broccoli de que o governo chinês censurasse o roteiro. Os roteiristas finalmente decidiram por um cenário em um país tropical, enquanto Broccoli negociava para filmar no México, nos Estúdios Churubusco, na Cidade do México. Em 1985, a Lei de Filmes foi aprovada, removendo o Imposto Eady, resultando em uma tributação mais pesada para artistas estrangeiros. O aumento dos custos para a Eon Productions significou que nenhuma parte de 007 - Licença para Matar foi filmada no Reino Unido, o primeiro filme de Bond a não fazê-lo. Os Estúdios Pinewood, usados em todos os filmes anteriores de Bond, realizaram apenas a pós-produção e a regravação de som.

Escrita e temas: O esboço inicial do que viria a ser 007 - Licença para Matar foi elaborado por Wilson e Maibaum. Antes que a dupla pudesse desenvolver o roteiro, o Sindicato dos Roteiristas da América (WGA) entrou em greve e Maibaum ficou impossibilitado de continuar escrevendo, deixando Wilson trabalhar no roteiro sozinho. Embora o enredo principal e o título de 007 - Licença para Matar não devam nada a NENHUM dos romances de Fleming, há elementos dos livros que são usados na história, incluindo vários aspectos do conto "A Raridade de Hildebrand", como o personagem Milton Krest. O ataque de tubarão a Felix Leiter foi baseado no romance Viva e Deixe Morrer, enquanto a versão cinematográfica do livro forneceu a grande semelhança entre o vilão principal, Sr. Big, e o vilão principal de 007 - Licença para Matar, Sanchez. O roteiro não estava pronto quando a seleção de elenco começou, com Carey Lowell sendo testada com falas de A View to a Kill.

O roteiro — inicialmente chamado de Licença Revogada — foi escrito tendo em mente a caracterização de Bond feita por Dalton, e a obsessão com que Bond persegue Sanchez em nome de Leiter e de sua falecida esposa é vista como sendo devido a "seu próprio casamento brutalmente interrompido". A representação mais sombria de Bond por Dalton levou ao aumento da violência e a torná-la mais gráfica. Wilson comparou o roteiro a Yojimbo, de Akira Kurosawa, onde um samurai "sem atacar o vilão ou seus comparsas, apenas semeando a desconfiança, consegue fazer com que o vilão se destrua". Wilson admitiu abertamente que a ideia do aspecto de destruição interna da trama veio mais de Yojimbo e do remake de Sergio Leone desse filme, Por um Punhado de Dólares, do que do uso desse recurso narrativo por Fleming em O Homem com a Pistola de Ouro.

Para o cenário, Wilson criou a República do Istmo, uma república das bananas baseada no Panamá, com o Sanchez, marcado por cicatrizes de varíola, apresentando semelhanças com o General Manuel Noriega. Os paralelos entre as duas figuras baseavam-se no uso político que Noriega fazia do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro para gerar receitas para o Panamá. Robert Davi sugeriu a frase "a lealdade é mais importante do que o dinheiro", que ele considerou adequada ao personagem de Franz Sanchez, cujas ações, segundo Davi, estavam relacionadas à traição e à retaliação.

Os materiais de imprensa da United Artists referiam-se ao contexto do filme como sendo "Retirado diretamente das manchetes dos jornais de hoje" e o pano de fundo do Panamá estava ligado ao "Cartel de Medellín na Colômbia e à corrupção de funcionários do governo no México, acrescentados para completar o quadro". Este uso do pano de fundo do contrabando de cocaína colocou 007 - Licença para Matar ao lado de outros sucessos de bilheteria do cinema, como os filmes de 1987 Máquina Mortífera, Um Tira da Pesada II e RoboCop, e Bond foi visto como estando "invadindo o território deles" com a história de vingança relacionada às drogas.

Elenco: Após Carey Lowell ser escolhida para interpretar Pam Bouvier, ela assistiu a muitos filmes da série em busca de inspiração. Lowell descreveu tornar-se uma Bond girl como "uma tarefa enorme", pois não se via como uma "garota glamourosa", chegando a ir à audição de calça jeans e jaqueta de couro. Embora Lowell tenha usado uma peruca para as cenas ambientadas nos Estados Unidos, uma cena em que Bouvier recebe dinheiro e Bond lhe diz para ir comprar roupas novas (e, ao fazê-lo, também corta o cabelo) foi adicionada para que o próprio corte de cabelo curto de Lowell pudesse ser usado.

Robert Davi foi escalado após uma sugestão da filha de Broccoli, Tina, e do roteirista Richard Maibaum, que tinha visto Davi no filme para televisão Terrorist on Trial: The United States vs. Salim Ajami. Para interpretar Sanchez, Davi pesquisou os cartéis de drogas colombianos e como fazer um sotaque colombiano, e, como estava usando o método de atuação, ele permanecia no personagem fora das filmagens. Depois de ler Cassino Royale para se preparar, Davi decidiu transformar Sanchez em uma "imagem espelhada" de James Bond, baseado nas descrições de Le Chiffre feitas por Ian Fleming. O ator também aprendeu a mergulhar para a cena em que Sanchez é resgatado do carro blindado afundado.

Davi mais tarde ajudou na escolha do elenco para a amante de Sanchez, Lupe Lamora, interpretando Bond na audição. Talisa Soto foi escolhida entre doze candidatas porque Davi disse que "mataria por ela". David Hedison retornou para interpretar Felix Leiter, dezesseis anos depois de interpretar o personagem em Live and Let Die. Hedison não esperava retornar ao papel, dizendo "Eu tinha certeza de que [Live and Let Die] seria meu primeiro – e último" e Glen estava relutante em escalar o ator de 61 anos, já que o papel incluía uma cena de paraquedismo.

O ator em ascensão Benicio del Toro foi escolhido para interpretar Dario, o capanga de Sanchez, por ser "descontraído, mas ameaçador de uma forma peculiar", segundo Glen. Davi simpatizou com o ator: "Benicio me chamou de mentor durante 'Licença'". Wayne Newton conseguiu o papel do Professor Joe Butcher depois de enviar uma carta aos produtores expressando interesse em uma participação especial, pois sempre quisera estar em um filme de Bond. O Presidente da Isthmus foi interpretado por Pedro Armendáriz Jr., filho de Pedro Armendáriz, que interpretou Ali Kerim Bey em Moscou Contra 007.

John Rhys-Davies afirmou que lhe pediram para reprisar seu papel do filme anterior como General Pushkin em uma participação especial, mas recusou, pois sentiu que o personagem não era necessário para o enredo.

Filmagem: As filmagens principais ocorreram de 18 de julho a 18 de novembro de 1988. As filmagens começaram nos Estúdios Churubusco, no México, que serviram principalmente como locação para a fictícia República do Istmo: as locações na Cidade do México incluíram a Biblioteca do Banco do México para o exterior do Hotel El Presidente e o Casino Español para o interior do Casino de Isthmus, enquanto o Teatro de la Ciudad foi usado para o seu exterior. A Villa Arabesque em Acapulco foi usada para a luxuosa mansão de Sanchez, e o Passo da Montanha La Rumorosa em Tecate foi usado como local de filmagem para a perseguição do navio-tanque durante o clímax do filme. O Instituto de Meditação Olimpoteca de Sanchez foi filmado no Centro Cerimonial Otomi em Temoaya. Outras sequências subaquáticas foram filmadas na Isla Mujeres perto de Cancún.

Projeto arquitetônico original do "Centro Cultural Otomi" (Centro Cultural Otomi). Foi concebido como um local de encontro para os índios Otomi celebrarem sua cultura. Em 1988, também serviu de locação para as filmagens do filme de James Bond, 007 - Permissão para Matar.

Em agosto de 1988, a produção mudou-se para os Florida Keys, principalmente para Key West. A Seven Mile Bridge, em direção a Pigeon Key, foi usada para a sequência em que o caminhão blindado que transportava Sanchez, após sua prisão, é jogado do penhasco. Outras locações incluíram a Casa de Ernest Hemingway, o Aeroporto Internacional de Key West, a Mallory Square, a Igreja de Santa Maria Estrela do Mar para o casamento de Leiter e a casa de Stephano, na Rua South, 707, para sua casa e pátio. O píer da Guarda Costeira dos EUA foi usado para filmar o porto de Isthmus City. Quando a produção retornou à Cidade do México, Broccoli adoeceu, marcando a primeira vez na série de filmes de James Bond em que ele não esteve presente durante as filmagens.

A cena em que o avião de Sanchez é sequestrado foi filmada em locações na Flórida, com o dublê Jake Lombard saltando de um helicóptero para um avião e o próprio Dalton amarrando o avião de Sanchez com um cabo. O avião rebocado pelo helicóptero era um modelo em tamanho real criado pelo supervisor de efeitos especiais John Richardson. Após filmar planos gerais de David Hedison e Dalton saltando de paraquedas, planos mais fechados foram feitos perto da igreja. Durante uma das tomadas, uma falha no equipamento de segurança fez com que Hedison caísse no asfalto. A lesão o deixou mancando pelo resto das filmagens. A batalha aquática entre Bond e os capangas exigiu duas equipes separadas, uma de superfície liderada por Arthur Wooster, que usou o próprio Dalton, e uma subaquática que envolveu mergulhadores experientes. O esqui aquático descalço foi feito pelo campeão mundial Dave Reinhart, com alguns closes usando Dalton em um equipamento especial. A morte de Milton Krest usou uma cabeça protética criada pela equipe de John Richardson com base em um molde do rosto de Anthony Zerbe. O resultado foi tão horripilante que foi encurtado e suavizado para evitar problemas de censura.

Para a perseguição climática do caminhão-tanque, os produtores usaram um trecho inteiro da Rodovia Federal Mexicana 2D em La Rumorosa, Baja California, que havia sido fechado por motivos de segurança. Dezesseis caminhões-tanque de dezoito rodas foram usados, alguns com modificações feitas pelo fabricante Kenworth a pedido do coordenador de dublês de direção Rémy Julienne . A maioria recebeu melhorias em seus motores para funcionar mais rápido, enquanto um modelo tinha um volante extra na parte traseira da cabine para que um dublê escondido pudesse dirigir enquanto Carey Lowell estava na frente e outro recebeu suspensão extra na traseira para que pudesse levantar as rodas dianteiras. Embora um equipamento tenha sido construído para ajudar um caminhão a inclinar-se de lado, não foi necessário, pois Julienne conseguiu realizar a cena sem o auxílio de truques de câmera.

Ponte das Sete Milhas.

Música: Inicialmente, Vic Flick, que havia tocado guitarra solo no tema original de 007 de Monty Norman, e Eric Clapton foram convidados a escrever e interpretar a música tema de 007 - Licença para Matar, e eles produziram um tema que combinava com a atuação visceral de Dalton, mas os produtores o rejeitaram e, em vez disso, a música e a interpretação de Gladys Knight foram escolhidas. A música foi baseada na "linha de metais" de "Goldfinger", vista como uma homenagem ao filme de mesmo nome, o que exigiu o pagamento de direitos autorais aos compositores originais. A música deu a Knight seu primeiro sucesso no top 10 britânico desde 1977. Os créditos finais apresentam o sucesso Top 10 de R&B "If You Asked Me To", cantado por Patti LaBelle.

John Barry foi originalmente escolhido para compor a trilha sonora, mas não estava disponível na época devido a uma cirurgia na garganta após sofrer uma ruptura no esôfago em 1988, e foi considerado inseguro levá-lo de avião de sua casa em Nova York para Londres para concluir a trilha sonora; a pós-produção foi estendida para permitir que Barry se recuperasse. A trilha sonora foi composta e conduzida por Michael Kamen, que era conhecido por compor trilhas sonoras para muitos filmes de ação na época, como Máquina Mortífera e Duro de Matar. Glen disse que escolheu Kamen, sentindo que ele poderia dar "a coisa mais próxima de John Barry".

APARIÇÕES EM OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Esta é a arte da capa do livro 007 - Licença para Matar (1989). Acredita-se que os direitos autorais da arte da capa pertençam à editora ou ao artista responsável pela capa.

O roteiro de 007 - Licença para Matar foi romanceado pelo então romancista da série Bond, John Gardner. Foi a primeira novelização de um filme de Bond desde James Bond e Moonraker em 1979.

007: Licença para Matar também foi adaptado como uma graphic novel colorida de quarenta e quatro páginas, pelo escritor e artista Mike Grell (também autor de histórias em quadrinhos originais de James Bond), publicada pela Eclipse Comics e ACME Press em capa dura e edições comerciais em 1989. A adaptação segue de perto a história do filme, embora o final seja mais breve, e James Bond não seja desenhado para se parecer com Timothy Dalton, depois que Dalton se recusou a permitir que sua imagem fosse licenciada. A Domark também publicou uma adaptação para videogame, 007: Permissão para Matar, para vários computadores pessoais.

O videogame 007 Legends, de 2012, apresenta uma fase baseada em 007 - Permissão para Matar, com Carey Lowell reprisando seu papel ao dublar a personagem Pam Bouvier.

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MARINHO CHAGAS (FUTEBOLISTA BRASILEIRO)

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