Postagens mais visitadas

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

SIMBÁ, O MARUJO (MARINHEIRO FICTÍCIO COM ORIGEM NO ANTIGO MÉDIO ORIENTE)

As Mil e Uma Noites (1914)
Autor: Anônimo
Ilustrador: Milo Winter

Simbad ou Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad, Sindbá ou Sindbad; /ˈsɪnbæd/; árabe: سندباد البحري, romanizado: Sindibādu l-Bahriyy lit.  'Sindibad do Mar'), é um marinheiro fictício e o herói de um ciclo de histórias. Ele é descrito como originário de Bagdá durante o início do Califado Abássida (séculos VIII e IX d.C.). Ao longo de sete viagens pelos mares a leste da África e ao sul da Ásia, ele vive aventuras fantásticas em reinos mágicos, encontrando monstros e testemunhando fenômenos sobrenaturais. Seu ciclo de viagens foi adicionado à coleção As Mil e Uma Noites.

CONTOS

Simbá, o Porteiro, e Simbad, o Marinheiro: Assim como em As Mil e Uma Noites, o ciclo de histórias de Sinbad possui uma narrativa principal, que se desenrola da seguinte forma: nos dias de Harun al-Rashid, califa de Bagdá, um pobre carregador (aquele que carrega mercadorias para outros no mercado e por toda a cidade) para para descansar em um banco do lado de fora do portão da casa de um rico comerciante, onde se queixa a Deus sobre a injustiça de um mundo que permite aos ricos viverem em conforto enquanto ele é obrigado a trabalhar arduamente e, ainda assim, permanecer pobre. O dono da casa ouve a conversa e chama o carregador, descobrindo que ambos se chamam Sinbad. O Sinbad rico conta ao Sinbad pobre que enriqueceu "pela Fortuna e pelo Destino" ao longo de sete viagens maravilhosas, que então passa a narrar.

Primeira Viagem: Após dilapidar a riqueza que herdou do pai, Sinbad parte para o mar em busca de recuperação financeira. Ele desembarca no que parece ser uma ilha, mas esta se revela uma gigantesca baleia adormecida, na qual árvores criaram raízes desde a sua juventude. Despertada por uma fogueira acesa pelos marinheiros, a baleia mergulha nas profundezas, o navio parte sem Sinbad, e este só é salvo por um cocho de madeira que passou por ali, enviado pela graça de Deus. Ele é levado pelas ondas até uma ilha densamente arborizada. Enquanto explora a ilha deserta, encontra um dos pajens do rei. Quando Sinbad ajuda a salvar a égua do rei de ser afogada por um cavalo-marinho (na verdade, um cavalo sobrenatural que vive debaixo d'água), o pajem leva Sinbad até o rei. O rei se torna amigo de Sinbad, que conquista seu favor e se torna um cortesão de confiança. Um dia, o próprio navio em que Sinbad embarcou atraca na ilha, e ele recupera seus pertences (que ainda estavam no porão). Sinbad entrega seus bens ao rei, que em troca lhe oferece ricos presentes. Sinbad vende esses presentes e obtém um grande lucro. Ele retorna a Bagdá, onde retoma sua vida de conforto e prazer. Ao final da história, Sinbad, o marinheiro, presenteia Sinbad, o carregador, com cem moedas de ouro e o convida a retornar no dia seguinte para ouvir mais sobre suas aventuras.

Segunda Viagem:

O Vale dos Diamantes, de Maxfield Parrish. Ilustração do livro As Mil e Uma Noites (2ª viagem de Simbad), publicado em 1907.

No segundo dia da narrativa de Sinbad (mas na 549ª noite de Sherazade), o marinheiro conta como se tornou inquieto em sua vida de lazer e voltou ao mar, "possuído pelo desejo de viajar pelo mundo dos homens e ver suas cidades e ilhas". Acidentalmente abandonado por seus companheiros de navio mais uma vez, ele se vê encalhado em uma ilha e encontra o ninho de um roc. Com a ajuda de seu turbante, ele se prende ao roc e é transportado para um vale de serpentes gigantes que podem engolir elefantes; estes servem como presa natural dos rocs. O chão do vale é coberto de diamantes, e os mercadores os colhem jogando enormes pedaços de carne no vale: os pássaros carregam a carne de volta para seus ninhos, e os homens espantam os pássaros e recolhem os diamantes presos à carne. O astuto Sinbad amarra um dos pedaços de carne às costas e é levado de volta ao ninho junto com um grande saco cheio de pedras preciosas. Resgatado do ninho pelos mercadores, ele retorna a Bagdá com uma fortuna em diamantes, tendo testemunhado muitas maravilhas ao longo do caminho.

Terceira Viagem: Sinbad parte novamente de Basra. Mas, por um infortúnio, ele e seus companheiros naufragam em uma ilha onde são capturados por uma "criatura enorme com a aparência de um homem, de cor negra, ...com olhos como brasas de fogo e grandes caninos como presas de javali e uma boca enorme como a de um poço. Além disso, ele tinha lábios longos e soltos como os de um camelo, pendendo sobre o peito, e orelhas como dois jarros caindo sobre as omoplatas, e as unhas de suas mãos eram como garras de leão." Este monstro começa a devorar a tripulação, começando pelo Reis (capitão), que é o mais gordo. (Burton observa que o gigante "é nitidamente Polifemo").

Sinbad elabora um plano para cegar a fera com os dois espetos de ferro em brasa com os quais o monstro vinha assando a tripulação do navio. Ele e os homens restantes escapam em uma jangada que construíram no dia anterior. No entanto, o companheiro do gigante atinge a maioria dos fugitivos com pedras, matando-os. Após outras aventuras (incluindo uma píton gigantesca da qual Sinbad escapa usando sua astúcia), ele retorna a Bagdá, mais rico do que nunca.

Quarta Viagem: Impelido pela inquietação, Sinbad volta ao mar e, como de costume, naufraga. Os selvagens nus entre os quais se encontra alimentam seus companheiros com uma erva que os deixa insensíveis (Burton teoriza que possa ser bhang), antes de engordá-los para o jantar. Sinbad percebe o que está acontecendo e se recusa a comer a planta que induz à loucura. Quando os canibais perdem o interesse nele, ele foge. Um grupo de catadores de pimenta itinerantes o leva para sua ilha, onde o rei o acolhe e lhe dá uma esposa bela e rica.

Tarde demais, Sinbad descobre um costume peculiar daquela região: quando um dos cônjuges morre, o outro é enterrado vivo com o seu, ambos com suas melhores roupas e joias mais valiosas. A esposa de Sinbad adoece e morre logo depois, deixando-o preso em uma caverna, uma tumba coletiva, com um jarro de água e sete pedaços de pão. Quando esses parcos suprimentos estão quase acabando, outro casal — o marido morto, a esposa viva — é jogado na caverna. Sinbad mata a esposa a pauladas e toma suas rações.

Esses episódios continuam; logo ele acumula uma quantidade considerável de pão e água, além do ouro e das joias dos cadáveres, mas ainda não consegue escapar, até que um dia um animal selvagem lhe mostra uma passagem para o exterior, bem acima do mar. De lá, um navio que passava o resgata e o leva de volta a Bagdá, onde ele dá esmolas aos pobres e retoma sua vida de prazeres.

A nota de rodapé de Burton comenta: "Esta história é evidentemente inspirada na fuga de Aristômenes, o messênio, do poço em que fora atirado, guiado por uma raposa . Os árabes, em tempos antigos, eram ávidos estudiosos da literatura grega." De forma semelhante, a primeira metade da viagem se assemelha ao episódio de Circe na Odisseia, com algumas diferenças: enquanto nos contos árabes uma planta rouba a razão dos homens de Simbad, na Odisseia é a magia de Circe que "engordou" os homens de Odisseu. É em um episódio anterior, com os "Comedores de Lótus", que os homens de Odisseu são alimentados com uma fruta mágica similar que os priva dos sentidos.

Quinta Viagem: "Depois de algum tempo em terra firme, após minha quarta viagem, e quando, em meu conforto, prazeres, festividades e alegria pelos meus grandes ganhos e lucros, esqueci todos os perigos e sofrimentos que havia suportado, o homem carnal foi novamente tomado pelo desejo de viajar e ver países e ilhas estrangeiras." Logo, de volta ao mar, ao passar por uma ilha deserta, a tripulação de Sinbad avista um ovo gigantesco que Sinbad reconhece como pertencente a um roc. Por curiosidade, os passageiros do navio desembarcam para ver o ovo. Acabam quebrando-o e comem o pintinho de dentro. Sinbad imediatamente reconhece a tolice de seu comportamento e ordena que todos voltem a bordo. No entanto, os rocs enfurecidos logo alcançam a embarcação e a destroem, lançando pedregulhos gigantes que carregavam em suas garras.

Naufragado mais uma vez, Sinbad é escravizado pelo Velho do Mar, que cavalga em seus ombros com as pernas torcidas em volta do pescoço de Sinbad e não o solta, cavalgando-o dia e noite até que Sinbad aceite a morte. (A nota de rodapé de Burton discute possíveis origens para o velho — o orangotango, o deus grego Tritão — e favorece o costume africano de cavalgar escravos dessa maneira).

Por fim, Sinbad faz vinho e engana o Velho para que beba um pouco. Sinbad o mata depois que este cai bêbado. Um navio o leva para a Cidade dos Macacos, um lugar cujos habitantes passam todas as noites em barcos ao largo da costa, enquanto sua cidade é abandonada aos macacos devoradores de homens . Contudo, por meio dos macacos, Sinbad recupera sua fortuna e finalmente encontra um navio que o leva de volta para casa, em Bagdá.

Sexta Viagem: "Minha alma ansiava por viagens e comércio". Sinbad naufraga mais uma vez, desta vez de forma violenta, quando seu navio se despedaça em altos penhascos. Não há comida em lugar nenhum, e os companheiros de Sinbad morrem de fome até que apenas ele reste. Ele constrói uma jangada e descobre um rio que sai de uma caverna sob os penhascos. O riacho se revela repleto de pedras preciosas e fica evidente que as águas da ilha são corais, com âmbar-gris . Ele adormece enquanto viaja pela escuridão e desperta na cidade do rei de Serendib (Sri Lanka/Ceilão), "onde há diamantes em seus rios e pérolas em seus vales". O rei se maravilha com o que Sinbad lhe conta sobre o grande Harun al-Rashid e pede que ele leve um presente de volta a Bagdá em seu nome: uma taça esculpida em um único rubi, juntamente com outros presentes, incluindo uma cama feita da pele da serpente que engoliu um elefante ("E quem se sentar nela jamais adoecerá"), "Cem mil miskals de Sindh lign-aloesa" e uma escrava "como uma lua brilhante". Sinbad retorna a Bagdá, onde o califa se maravilha muito com os relatos que Sinbad faz sobre Serendib.

Sétima e última viagem: O sempre inquieto Sinbad parte para o mar mais uma vez, com o resultado de sempre. Encalhando em uma praia deserta, ele constrói uma jangada e desce um rio próximo até uma grande cidade. Lá, o chefe dos mercadores dá sua filha em casamento a Sinbad, o nomeia seu herdeiro e, convenientemente, morre. Os habitantes dessa cidade se transformam em pássaros uma vez por mês , e Sinbad pede a um dos homens-pássaro que o leve até os confins do céu, onde ouve os anjos glorificando a Deus, "e eu me maravilhei e exclamei: 'Louvado seja Deus! Exaltada seja a perfeição de Deus!'". Mas, assim que as palavras são proferidas, fogo desce do céu e quase consome os homens-pássaro. Os homens-pássaro ficam furiosos com Sinbad e o deixam no topo de uma montanha, onde ele encontra dois jovens, servos de Deus, que lhe dão um cajado de ouro; ao retornar para a cidade, Sinbad descobre por sua esposa que os homens-pássaro são demônios, embora ela e seu pai não fossem um deles. Assim, por sugestão de sua esposa, Sinbad vende todos os seus bens e retorna com ela para Bagdá, onde finalmente resolve viver tranquilamente desfrutando de sua riqueza e não buscar mais aventuras.

Burton inclui uma variante do sétimo conto, no qual Harun al-Rashid pede a Sinbad que leve um presente de retorno ao rei de Serendib. Sinbad responde: "Por Alá, o Onipotente, ó meu senhor, desenvolvi aversão a viagens, e quando ouço as palavras 'Viagem' ou 'Passeio', minhas pernas tremem". Ele então conta ao califa sobre suas viagens repletas de infortúnios; Harun concorda que, com tal histórico, "farias bem em nunca sequer falar em viagens". Mesmo assim, a mando do califa, Sinbad parte para esta, sua viagem singularmente diplomática. O rei de Serendib fica muito satisfeito com os presentes do califa (que incluem, entre outras coisas, a bandeja de comida do rei Salomão) e cobre Sinbad de favores. Na viagem de retorno, a catástrofe de sempre acontece: Sinbad é capturado e vendido como escravo. Seu mestre o obriga a atirar em elefantes com arco e flecha, tarefa que ele cumpre até que o rei dos elefantes o leva para o cemitério de elefantes. O mestre de Sinbad fica tão satisfeito com a enorme quantidade de marfim encontrada no cemitério que liberta Sinbad, e este retorna a Bagdá, rico em marfim e ouro. "Ali fui ter com o Califa e, depois de o saudar e beijar-lhe a mão, informei-o de tudo o que me tinha acontecido; então ele alegrou-se com a minha segurança e agradeceu a Deus Todo-Poderoso; e mandou escrever a minha história em letras de ouro. Depois, entrei em casa e encontrei a minha família e os meus irmãos: e assim termina a história que me aconteceu durante as minhas sete viagens. Louvado seja Deus, o Único, o Criador, o Formador de todas as coisas nos Céus e na Terra!".

Algumas versões retomam a narrativa principal, na qual Simbad, o Porteiro, pode receber um último presente generoso de Simbad, o Marinheiro. Em outras versões, o ciclo de histórias termina aqui, e não há mais menção a Simbad, o Porteiro.

ORIGENS E FONTES

Sindbadnamah do Sul da Índia, "Contos de Sindbad", século XVI. Manuscrito na Biblioteca Britânica, 10 Islamic 3214, ff.165v.

As origens dos contos de Sinbad não são conhecidas com certeza. Eles são uma adição relativamente tardia às Mil e Uma Noites, estando ausentes dos primeiros manuscritos árabes que datam do século XIV ao XVII. Eles parecem ter se originado independentemente, com versões incorporadas às Mil e Uma Noites a partir do início do século XVII.

Os manuscritos mais antigos que chegaram até nós das Viagens de Simbad datam do século XVII, mas a história é substancialmente mais antiga. Os estudiosos do século XIX dataram-na entre os séculos IX e XIII. Em contraste, Jean-Claude Garcin pensava que as versões mais antigas surgiram mais recentemente, no final do século XIV, com as versões mais conhecidas a tomarem forma nos séculos XVI e XVII.

O ciclo de Sinbad se passa durante o reinado do califa abássida Harun al-Rashid (786–809). Os contos refletem as tendências do domínio abássida, com marinheiros árabes e muçulmanos explorando o mundo. As histórias exibem o folclore e os temas presentes nas obras da época. O reinado abássida foi conhecido como um período de grande crescimento econômico e social. Comerciantes árabes e muçulmanos buscavam novas rotas comerciais e pessoas com quem negociar. Esse processo de crescimento se reflete nos contos de Sinbad. As histórias de Sinbad abordam uma variedade de temas diferentes. Fontes posteriores incluem obras abássidas como "Maravilhas do Mundo Criado", que refletem as experiências de marinheiros árabes do século XIII que desbravaram o Oceano Índico.

Os contos de Sinbad estão incluídos na primeira tradução europeia das Noites, Les mille et une nuits, contes arabes traduits en français de Antoine Galland, cuja edição em inglês apareceu em 1711 como The new Arabian winter nights entertainments e passou por inúmeras edições ao longo do século XVIII.

A publicação mais antiga dos contos de Sinbad em inglês encontrada na Biblioteca Britânica é uma adaptação intitulada The Adventures of Houran Banow, etc. (Taken from the Arabian Nights, being the third and fourth voyages of Sinbad the Sailor.), por volta de 1770. Uma edição americana antiga, The seven voyages of Sinbad the sailor. And The story of Aladdin; or, The wonderful lamp, foi publicada na Filadélfia em 1794. Numerosas edições populares se seguiram no início do século XIX, incluindo uma edição em brochura de Thomas Tegg. Sua tradução completa mais conhecida foi talvez como o conto 120 no Volume 6 da tradução de Sir Richard Burton, de 1885, de The Book of the Thousand Nights and a Night.

ADAPTAÇÕES

A importância de Sinbad na cultura ocidental fez com que seu nome fosse usado em uma ampla gama de contextos, muitas vezes com apenas uma tênue conexão com os contos originais. Muitos filmes, séries de televisão, desenhos animados, romances e videogames foram produzidos, a maioria deles apresentando Sinbad não como um mercador que se depara com aventuras, mas como um destemido e audacioso aventureiro.

Animação em inglês: Sinbad, o Marinheiro (1935) é um curta-metragem de animação produzido e dirigido por Ub Iwerks.

Popeye the Sailor Meets Sindbad the Sailor (1936) é um curta-metragem de animação de dois rolosdasérie Popeye Color Feature, produzido em Technicolor e lançado nos cinemas em 27 de novembro de 1936 pela Paramount Pictures. Foi produzido por Max Fleischer para Fleischer Studios, Inc. e dirigido por Dave Fleischer.

Sinbad (1992) é um filme de animação lançado originalmente em 18 de maio de 1992, baseado no conto clássico das Mil e Uma Noites, Sinbad, o Marinheiro, e produzido pela Golden Films.

Sinbad: Além do Véu das Brumas (2000) é o primeiro longa- metragem de animação computadorizada criado exclusivamente usando captura de movimento. Embora muitos animadores tenham trabalhado no projeto, os personagens humanos foram inteiramente animados usando captura de movimento.

Sinbad: A Lenda dos Sete Mares (2003) é um filme de animação americano produzido pela DreamWorks Animation e distribuído pela DreamWorks Pictures. O filme utiliza animação tradicional e animação computadorizada. Foi dirigido por Tim Johnson.

Animação em língua não inglesa: Simbad, o Marinheiro (1944) é um filme de animação soviético produzido e dirigido por Valentina e Zinaida Brumberg.

Arabian naito: Shindobaddo no bôken (Arabian Nights: Adventures of Sinbad) (1962) (filme de animação japonês). AKA The Adventures of Sindbad (Shindbad No Baden).

As Mil e Uma Noites (1969) História criada por Osamu Tezuka, combinação de outras histórias de As Mil e Uma Noites e das lendas de Simbad.

Pohádky Tisíce a Jedné Noci (Contos de 1.001 Noites) (1974), um filme de animação em sete partes em tcheco de Karel Zeman.

Doraemon: As Noites Dorabianas de Nobita (1991).

Sinbad (trilogia cinematográfica) (2015–2016) é uma série de filmes de animação japoneses de aventura para toda a família, produzida pela Nippon Animation e Shirogumi.

As Aventuras de Sinbad (2013) é um filme de animação 2D indiano dirigido por Shinjan Neogi e Abhishek Panchal, e produzido por Afzal Ahmed Khan.

Sinbad: Os Piratas das Sete Tempestades (2016) Um filme de animação russo da CTB Film Company.

Filmes de ação ao vivo em inglês: As Mil e Uma Noites é um filme de aventura de 1942 dirigido por John Rawlins e estrelado por Sabu, Maria Montez, Jon Hall e Leif Erickson. Shemp Howard interpretou Sinbad. O filme é derivado de As Mil e Uma Noites, mas deve mais à imaginação da Universal Pictures do que às histórias árabes originais. Ao contrário de outros filmes do gênero ( O Ladrão de Bagdá ), não apresenta monstros ou elementos sobrenaturais.

Sinbad, o Marinheiro (1947) é um filme de fantasia americano em Technicolor de 1947 , dirigido por Richard Wallace e estrelado por Douglas Fairbanks Jr., Maureen O'Hara , Walter Slezak e Anthony Quinn. Conta a história da "oitava" viagem de Sinbad, na qual ele descobre o tesouro perdido de Alexandre, o Grande.

O Filho de Sinbad (1955) é um filme de aventura americano de 1955 dirigido por Ted Tetzlaff . A trama se passa no Oriente Médio e apresenta uma grande variedade de personagens, incluindo mais de 127 mulheres.

Pôster de lançamento nos cinemas do filme de 1958, A Sétima Viagem de Sinbad. Direitos autorais © 1958 Columbia Pictures Corporation.

A 7ª Viagem de Sinbad (1958) é um filme de aventura e fantasia heroica em Technicolor de 1958 dirigido por Nathan H. Juran, com efeitos de stop motion de Ray Harryhausen e estrelado por Kerwin Mathews, Torin Thatcher, Kathryn Grant, Richard Eyer e Alec Mango. Foi distribuído pela Columbia Pictures e produzido por Charles H. Schneer.

Capitão Sindbad (1963) é um filme de fantasia e aventura independente de 1963, produzido por Frank King e Herman King (King Brothers Productions), dirigido por Byron Haskin , estrelado por Guy Williams e Heidi Brühl. O filme foi rodado nos estúdios Bavaria Film na Alemanha e distribuído pela Metro-Goldwyn-Mayer.

A Viagem Fantástica de Sinbad (1973) é um filme de fantasia dirigido por Gordon Hessler e com efeitos de animação em stop motion de Ray Harryhausen. É o segundo de três filmes de Sinbad lançados pela Columbia Pictures.

Sinbad e o Olho do Tigre (1977) é um filme de fantasia dirigido por Sam Wanamaker e com efeitos de animação em stop motion de Ray Harryhausen. O filme é estrelado por Patrick Wayne, Taryn Power, Margaret Whiting, Jane Seymour e Patrick Troughton. É o terceiro e último filme de Sinbad lançado pela Columbia Picture.

Filmes live-action em inglês lançados diretamente em vídeo: Sinbad: A Batalha dos Cavaleiros das Trevas (1998) – Filme lançado diretamente em vídeo sobre um jovem que precisa voltar no tempo para ajudar Sinbad.

As 7 Aventuras de Sinbad (2010) é um filme de aventura americano dirigido por Adam Silver e Ben Hayflick. Como um mockbuster distribuído pela The Asylum, tenta capitalizar em cima de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo e Fúria de Titãs.

Sinbad e o Minotauro (2011), estrelado por Manu Bennett, é um filme B de fantasia australiano de 2011 dirigido por Karl Zwicky, servindo como uma sequência não oficial do filme de Douglas Fairbanks Jr. de 1947 e da trilogia Sinbad de Harryhausen. Ele combina o herói das Mil e Uma Noites, Sinbad, o Marinheiro, com a lenda grega do Minotauro.

Sinbad: A Quinta Viagem (2014), estrelado por Shahin Sean Solimon, filme de baixo orçamento.
Sinbad e a Guerra das Fúrias (2016) Um filme de ação americano estrelado por John Hennigan, lançado diretamente em streaming.

Filmes com atores reais em idiomas que não o inglês: Sinbad Khalashi, ou Sinbad o Marinheiro, é um filme indiano mudo de ação e aventura de 1930 dirigido por Ramchandra Gopal Torney.

Sinbad Jahazi , ou Sinbad o Marinheiro , é um filme de aventura indiano em hindi de 1952 dirigido por Nanabhai Bhatt.

Sindbad ki Beti, ou Filha de Sindbad, é um filme de fantasia indiano em hindi de 1958 dirigido por Ratilal. Acompanha a filha de Sindbad em sua busca pelo pai desaparecido.

Filho de Sinbad é um filme indiano em hindi de 1958 dirigido por Nanabhai Bhatt. Uma sequência de Sinbad Jahazi, acompanha as aventuras do filho de Sinbad em alto mar.

Sinbad contro i sette saraceni (Sinbad contra os Sete Sarracenos) (também conhecido como Sinbad Against the 7 Saracens) é um filme de aventura italiano de 1964 escrito e dirigido por Emimmo Salvi e estrelado por Gordon Mitchell. O filme foi lançado diretamente para a televisão nos Estados Unidos pela American International Television em 1965.

Sindbad Alibaba e Aladdin é um filme musical de fantasia e aventura indiano em hindi de 1965, dirigido por Prem Narayan Arora. Pradeep Kumar interpretou o papel de Sindbad.

Şehzade Sinbad ( Príncipe Sinbad ), também conhecido como Şehzade Sinbad Kaf Dağı'nda (Príncipe Sinbad no Monte Qaf) (1971) (filme turco).

Simbad e il califfo di Bagdad (Sinbad e o Califa de Bagdá) (1973) (filme italiano).

Sinbad dos Sete Mares (1989) é um filme italiano de fantasia de 1989, produzido e dirigido por Enzo G. Castellari, baseado em uma história de Luigi Cozzi, que gira em torno das aventuras de Sinbad, o marinheiro. Sinbad precisa recuperar cinco pedras mágicas para libertar a cidade de Basra de um feitiço maligno lançado por um feiticeiro, e sua jornada o leva a ilhas misteriosas, onde ele precisa lutar contra criaturas mágicas para salvar o mundo.

Televisão
editar
Séries e filmes em inglês
editar
Sinbad Jr. e seu cinto mágico (1965)
A Força da Liberdade (Série de TV) (1978)
As Aventuras de Sinbad (1979) – Filme de animação para televisão.
Episódio de Mystery Science Theater 3000 (1993): A Viagem Mágica de Sinbad
Scooby-Doo! em Arabian Nights (1994) é um filme para televisão que apresenta um segmento contando a história de Sinbad, com Magilla Gorilla interpretando Sinbad.
As Viagens Fantásticas de Sinbad, o Marinheiro (1996–1998) é uma série de televisão animada americana baseada na história das Mil e Uma Noites de Sinbad, o Marinheiro, produzida pela Fred Wolf Films , que foi ao ar a partir de 2 de fevereiro de 1998 no Cartoon Network . [ 27 ]
As Aventuras de Sinbad (1996–98) é uma série de televisão canadense de ação / aventura e fantasia, que dá continuidade à história do episódio piloto de mesmo nome.
Episódio de Backyardigans (2007): "Sinbad Navega Sozinho".
Sinbad (2012) – Uma série de televisão britânica da Sky1 .
Sindbad & The 7 Galaxies (2016 pela Sun TV, adquirido pela Toonavision em 2020) é uma série de televisão animada infantil de comédia e aventura [ 28 ] criada por Raja Masilamani e propriedade intelectual pertencente à Creative Media Partners. [ 29 ]
Nota: Sinbad foi mencionado, mas não apareceu de fato no episódio " Já Vi Isso" da 3ª temporada de Xena: A Princesa Guerreira, quando um dos pretendentes da história diz a Xena que esperava que Hércules aparecesse para salvar sua aldeia da maldição.

Séries e filmes em idiomas que não o inglês
editar
As Mil e Uma Noites: As Aventuras de Sinbad (Arabian Naitsu: Shinbaddo No Bôken, 1975).
Manga Sekai Mukashi Banashi: As Mil e Uma Noites: As Aventuras de Sinbad, o Marinheiro (1976) é uma série de anime japonesa para televisão, dirigida por Sadao Nozaki e Tatsuya Matano e produzida por Yuji Tanno. Sua origem está na série Manga Hajimete Monogatari, dublada em inglês e narrada por Telly Savalas.
Alif Laila (1993–1997), uma série de televisão indiana baseada em As Mil e Uma Noites que foi ao ar na DD National da Doordarshan . Os episódios intitulados "Sindbad Jahaazi" focam nas aventuras do marinheiro, onde ele é interpretado por Shahnawaz Pradhan . [ 30 ]
Princess Dollie Aur Uska Magic Bag (2004–2006), uma série de televisão indiana de fantasia e aventura para adolescentes exibida no canal Star Plus, onde Vaquar Shaikh interpreta Sinbad, um dos personagens principais da série, juntamente com Ali Baba e Hatim .
Magi: The Labyrinth of Magic , Magi: The Kingdom of Magic e Magi: Adventure of Sinbad sãoséries japonesas de mangá e anime de fantasia e aventura .
Janbaaz Sindbad (2015–2016), uma série de televisão indiana de aventura e fantasia baseada em Sinbad, o Marinheiro, que foi ao ar no canal Zee TV , estrelada por Harsh Rajput no papel principal.
Nota: Dois filmes estrangeiros que não tinham nenhuma relação com o personagem Sinbad foram lançados na América do Norte, com o herói sendo chamado de "Sinbad" na dublagem. O filme russo de 1952, Sadko (baseado na ópera Sadko de Rimsky-Korsakov ), foi dublado e lançado em inglês em 1962 como The Magic Voyage of Sinbad , enquanto o filme japonês de 1963, Dai tozoku (cujo personagem principal era um pirata heróico chamado Sukezaemon), foi dublado e lançado em inglês em 1965 como The Lost World of Sinbad.

Jogos de vídeo
editar
Em 1978, a Gottlieb Manufacturing lançou uma máquina de pinball chamada Sinbad , [ 31 ] cuja arte apresentava personagens do filme Sinbad e o Olho do Tigre . Também foi lançado, em menor escala, um jogo de pinball Eye of the Tiger . [ 32 ]
Em 1984, Sinbad foi lançado pela Atlantis Software. [ 33 ]
Em 1986, Sinbad e o Navio Dourado foi lançado pela Mastertronic Ltd. [ 34 ]
Outro jogo de 1986 chamado The Legend of Sinbad foi lançado pela Superior Software. [ 35 ]
Em 1987, Sinbad e o Trono do Falcão foi lançado pela Cinemaware. [ 36 ]
Em 1996, foi lançado o jogo de pinball Tales of the Arabian Nights, apresentando Sinbad. [ 37 ] Este jogo (fabricado pela Williams Electronics ) apresenta a batalha de Sinbad contra os Rocs e o Ciclope como missões secundárias para obter joias. O jogo foi adaptado para a coletânea de videogames Pinball Hall of Fame: The Williams Collection em 2009.
Em 2007, a Sega lançou Sonic and the Secret Rings , um jogo com temática das Mil e Uma Noites, no qual Knuckles, a Equidna, assumiu o papel de Sinbad.

Música
editar
Na suíte Scheherazade de Nikolai Rimsky-Korsakov , os movimentos 1, 2 e 4 focam em partes da história de Sinbad. Vários elementos da história apresentam temas identificáveis na obra, incluindo rochas e o mar revolto. No movimento final, que culmina no clímax, o navio de Sinbad (6ª viagem) é retratado precipitando-se rapidamente em direção aos penhascos, e somente a descoberta fortuita do riacho cavernoso permite que ele escape e faça a travessia para Serindib.
A canção "Sinbad the Sailor", da trilha sonora do filme indiano Rock On!! , conta a história de Sinbad, o Marinheiro, em formato musical.
Sinbad e a Lenda de Mizan (2013) Um musical francês. O evento de comédia musical na Lorena. Uma criação original baseada na história de Sinbad, o Marinheiro, herói das Mil e Uma Noites. Uma jornada pelo Oriente, 30 artistas no palco, mistérios, combates, música e danças invejáveis... Uma nova aventura para Sinbad, muito mais perigosa que todas as outras.
As aventuras de Sinbad apareceram em diversas gravações de áudio, tanto em forma de leituras quanto de dramatizações, incluindo Ali Babá e os Quarenta Ladrões/Sinbad, o Marinheiro ( Riverside Records RLP 1451/Golden Wonderland GW 231, interpretado por Denis Quilley ), Sinbad, o Marinheiro ( Tale Spinners for Children, United Artists Records UAC 11020, interpretado por Derek Hart ), Sinbad, o Marinheiro: Um Conto das Mil e Uma Noites ( Caedmon Records TC-1245/ Fontana Records SFL 14105, lido por Anthony Quayle ), Sinbad, o Marinheiro/As Aventuras de Oliver Twist e Fagin ( Columbia Masterworks ML 4072, lido por Basil Rathbone ), 1001 Noites: Sinbad, o Marinheiro e Outras Histórias (Naxos Audio 8.555899, narrado por Bernard Cribbins ) e As Mil e Uma Noites (As Viagens de Sinbad, o Marinheiro) . Registros da Disneylândia STER-3988).
"Nagisa no Sinbad" (渚のシンドバッド) foi o quarto single lançado pela Pink Lady , uma popular dupla japonesa no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. A música foi regravada pelo ex-ídolo grupo W e pelo supergrupo japonês Morning Musume .
Literatura
editar
Em O Conde de Monte Cristo , "Sinbad, o Marinheiro" é apenas um dos muitos pseudônimos usados por Edmond Dantès .
Em seu Ulisses , James Joyce usa "Sinbad, o Marinheiro" como um pseudônimo para o personagem W.B. Murphy e como uma analogia a Odisseu . Ele também faz trocadilhos impiedosos com o nome: Jinbad, o Carcereiro; Tinbad, o Alfaiate; Whinbad, o Baleeiro; e assim por diante.
Na peça para vozes de Dylan Thomas , Under Milk Wood , o barman do pub Sailor's Arms se chama Sinbad Sailors.
Edgar Allan Poe escreveu um conto chamado " O Milésimo Segundo Conto de Sherazade ". Ele retrata a oitava e última viagem de Simbad, o Marinheiro, juntamente com os vários mistérios que Simbad e sua tripulação encontram; as anomalias são então descritas como notas de rodapé da história.
As Aventuras de Simbad, o Marinheiro, do poeta polonês Bolesław Leśmian, é uma coletânea de contos vagamente baseada em As Mil e Uma Noites.
As Aventuras de Simbad, do escritor húngaro Gyula Krúdy, é uma coletânea de contos baseada em As Mil e Uma Noites.
Em " A Última Viagem de Alguém, o Marinheiro ", de John Barth , "Sinbad, o Marinheiro" e suas viagens tradicionais servem de moldura para uma série de "viagens" de um Novo Jornalista do século XX conhecido como "Alguém, o Marinheiro".
Steven Millhauser, vencedor do Prêmio Pulitzer, tem um conto intitulado "A Oitava Viagem de Sinbad" em sua coletânea de 1990, The Barnum Museum .
Arte
editar
Obra de arte "Sinbad, o Marinheiro" (1920) de Paul Klee (artista suíço-alemão, 1879–1940).
Quadrinhos
editar
Em 1950, a St. John Publications publicou uma história em quadrinhos única chamada Filho de Sinbad . [ 38 ]
Em 1958, a Dell Comics publicou uma história em quadrinhos única baseada no filme A 7ª Viagem de Sinbad . [ 39 ]
Em 1963, a Gold Key Comics publicou uma edição única de quadrinhos baseada no filme Capitão Sinbad . [ 40 ]
Em 1965, a Dell Comics publicou uma série de 3 edições chamada Sinbad Jr. [ 41 ]
Em 1965, a Gold Key Comics publicou uma minissérie de 2 edições chamada As Viagens Fantásticas de Sinbad . [ 42 ]
Em 1974, a Marvel Comics publicou uma série de duas edições baseada no filme A Viagem Dourada de Sinbad em Worlds Unknown #7 [ 43 ] e #8. [ 44 ] Em seguida, publicaram uma edição única baseada no filme A 7ª Viagem de Sinbad em 1975 com Marvel Spotlight #25. [ 45 ]
Em 1977, a empresa britânica de banda desenhada General Book Distributors publicou uma revista/história em banda desenhada única baseada no filme Sinbad e o Olho do Tigre . [ 46 ]
Em 1988, a Catalan Communications publicou a graphic novel única The Last Voyage of Sinbad , escrita por Jan Strnad e desenhada por Richard Corben . [ 47 ]
Em 1989, a Malibu Comics publicou uma minissérie de 4 edições chamada Sinbad , [ 48 ] e seguiu com outra minissérie de 4 edições chamada Sinbad Book II: In the House of God em 1991. [ 49 ]
Em 2001, a Marvel Comics publicou uma história em quadrinhos única que reunia Sinbad com o Quarteto Fantástico chamada Fantastic 4th Voyage of Sinbad . [ 50 ]
Em 2007, a Bluewater Comics publicou uma minissérie de 3 edições chamada Sinbad: Rogue of Mars . [ 51 ]
Em 2008, o Lerner Publishing Group publicou uma graphic novel chamada Sinbad: Sailing into Peril . [ 52 ]
Em 2009, a Zenescope Entertainment estreou Sinbad em seu universo de Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, fazendo-o aparecer como um personagem regular. Ele apareceu pela primeira vez em sua própria série de 14 edições chamada 1001 Noites Árabes: As Aventuras de Sinbad . [ 53 ] Depois, ele apareceu em várias edições da saga Devorador de Sonhos, [ 54 ] bem como no Anual de 2011, [ 55 ] na edição gigante, [ 56 ] e nas edições especiais [ 57 ] .
Em 2012, foi lançada uma graphic novel chamada Sinbad: The Legacy , publicada pela Campfire Books. [ 58 ]
Ele aparece na série de quadrinhos Fables , escrita por Bill Willingham .
Em "A Liga Extraordinária: Dossiê Negro", de Alan Moore , Sinbad aparece como amante do imortal Orlando por trinta anos, até que este parte para sua 8ª Viagem e nunca mais retorna.
Na série de quadrinhos dos Simpsons "Get Some Fancy Book Learnin'", as aventuras de Sinbad são parodiadas como "Sinbart, o Marinheiro".
"A Última Viagem de Sinbad", de Richard Corben e Jan Strnad, foi originalmente publicada como "Novos Contos das Mil e Uma Noites" na revista Heavy Metal , edições nº 15 a 28 (1978-79), e posteriormente compilada e reimpressa em formato de livro de bolso.
Sinbad é um personagem importante na série de mangá japonesa Magi: The Labyrinth of Magic, escrita e ilustrada por Shinobu Ohtaka .
parques temáticos
editar
Sinbad inspira a atração Sinbad's Storybook Voyage no Tokyo DisneySea .
Sinbad embarca em uma aventura para salvar uma princesa presa no passeio de barco aquático , As Aventuras de Sinbad no Lotte World em Seul , Coreia do Sul. [ 59 ]
O parque temático Efteling , em Kaatsheuvel , na Holanda, possui uma área temática dedicada a Sinbad, chamada De Wereld van Sindbad ( O Mundo de Sinbad ). Ela inclui a montanha-russa indoor Vogel Rok , inspirada na quinta viagem de Sinbad, e o Sirocco , um brinquedo de xícaras giratórias .
O elaborado espetáculo de ação ao vivo " A Oitava Viagem de Sinbad", no Universal Orlando Resort, na Flórida, apresentava uma história inspirada nas viagens de Sinbad.

OUTRAS REFERÊNCIAS

O ator e comediante David Adkins atua sob o nome artístico de Sinbad desde a década de 1980.

Um retrotransposon LTR do genoma do verme sanguíneo humano, Schistosoma mansoni, recebeu o nome de Sinbad. É comum que elementos genéticos móveis como retrotransposons sejam nomeados em homenagem a viajantes míticos, históricos ou literários; por exemplo, os conhecidos elementos genéticos móveis Gypsy e Mariner.

FONTES: Haddawy, Husain (1995). The Arabian Nights. Vol. 1. WW Norton. ISBN 978-0-393-31367-3.

Pinault, D. (1998). "Sindbad". In Meisami, Julie Scott; Starkey, Paul (eds.). Encyclopedia of Arabic Literature. Vol. 2. Taylor & Francis. pp. 721–723. ISBN 9780415185721.

Beazley, Charles Raymond (1911). "Sindbad the Sailor, Voyages of" . In Chisholm, Hugh (ed.). Encyclopædia Britannica. Vol. 25 (11th ed.). Cambridge University Press. pp. 141–142. This includes a detailed analysis of potential sources and comparable tales across contemporaneous and earlier texts.

Copeland, CS; Mann, VH; Morales, ME; Kalinna, BH; Brindley, PJ (23 February 2005). "The Sinbad retrotransposon from the genome of the human blood fluke, Schistosoma mansoni, and the distribution of related Pao-like elements". BMC Evol Biol. 5 (1): 20. doi:10.1186/1471-2148-5-20. PMC 554778. PMID 15725362.

Favorov, OV; Ryder, D (12 March 2004). "Sinbad: a neocortical mechanism for discovering environmental variables and regularities hidden in sensory input". Biol Cybern. 90 (3): 191–202. doi:10.1007/s00422-004-0464-8. PMID 15052482. S2CID 680298.

Marcelli, A; Burattini, E; Mencuccini, C; Calvani, P; Nucara, A; Lupi, S; Sanchez Del Rio, M (1 May 1998). "Sinbad, a brilliant IR source from the DAPhiNE storage ring". Journal of Synchrotron Radiation. 5 (3). J Synchrotron Radiat: 575–7. Bibcode:1998JSynR...5..575M. doi:10.1107/S0909049598000661. PMID 15263583..

Post № 994 ✓

terça-feira, 20 de outubro de 2026

ALF-INGE HÅLAND (FUTEBOLISTA NORUEGUÊS)

Retrato de Alf-Inge Haaland, da Noruega, antes da partida do Grupo E da Copa do Mundo da FIFA entre Noruega e México, no RFK Stadium, em 19 de junho de 1994, em Washington, Estados Unidos. (Foto de Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images).
  • NOME COMPLETO: Alf-Inge Rasdal Håland
  • NASCIMENTO: 23 de novembro de 1972; Stavanger, Rogaland, Noruega
  • APELIDOS: Alfie, Erikssen
  • FAMÍLIA: Gry Marita Braut (ex-esposa), Anita Strømsvol (Cônjuge), Erling Haaland (filho do primeiro casamento),
  • POSIÇÃO: Lateral-direito; meio-campista 
  • NÚMERO: 2; 18
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1989—2013
  • ALTURA: 1.86 m (6 ft 1 in)
  • PÉ: destro
Alfie Haaland (1972—) é um ex-futebolista norueguês que atuava como volante ou lateral-direito. Seu filho, Erling, atua como centroavante e atualmente defende o Manchester City.

BIOGRAFIA

Início da vida e carreira: Haaland nasceu em 23 de novembro de 1972 em Stavanger, Rogaland, e foi criado na vizinha Bryne. Ele ingressou na equipe juvenil do clube de sua cidade natal, Bryne, em 1979. Ele fez sua estreia na equipe principal em 1989, aos 17 anos, e se firmou na equipe no ano seguinte após assinar seu primeiro contrato profissional com o Bryne.

Nottingham Forest: Haaland mudou-se para a Inglaterra, juntando-se ao clube da Primeira Divisão Nottingham Forest após uma transferência prolongada. As tentativas de contratar Haaland começaram com Brian Clough em outubro de 1992, mas a transferência foi concluída em dezembro de 1993, depois de Frank Clark se tornar treinador. Ele fez sua estreia pelo Forest contra o Leicester City.

Leeds United: Em julho de 1997, Haaland juntou-se ao Leeds United sob o comando de George Graham. Estreou-se pelo Leeds contra o Arsenal a 9 de agosto. Em setembro, quando o Manchester United perdia por 1-0 para o Leeds United de Haaland em Elland Road, Roy Keane lesionou o ligamento cruzado anterior numa disputa de bola com Haaland. Enquanto Keane estava caído no chão, Haaland, sem saber da gravidade da lesão, ficou de pé sobre ele e criticou-o, sugerindo que ele estava apenas a fingir uma lesão para tentar ganhar um pênalti. Haaland recebeu um cartão amarelo enquanto Keane era retirado de campo de maca e ficou afastado dos relvados durante quase um ano. A 26 de dezembro de 1997, Haaland marcou um gol na derrota por 3-1 contra o Liverpool em Anfield, um feito posteriormente alcançado pelo seu filho, Erling Haaland, a 2 de outubro de 2019, enquanto jogava pelo Red Bull Salzburg.

Ele fez parte da equipe do Leeds que chegou às semifinais da Copa da UEFA na temporada de 1999-2000 e que também se classificou para a Liga dos Campeões.

Manchester City: Em 2000, Haaland deixou o Leeds para se juntar ao Manchester City por uma taxa de £2,5 milhões. Em abril de 2001, durante uma partida contra o Manchester United, Roy Keane deu um carrinho em Haaland, chutando-o na altura do joelho direito, pelo qual foi imediatamente expulso. Sobre o incidente, Haaland disse: "Só estou feliz por minha perna estar fora do chão, caso contrário ele teria me machucado muito". Keane foi posteriormente multado em £5.000 e recebeu uma suspensão de três jogos. Em sua autobiografia, publicada um ano depois, Keane afirmou que o carrinho foi um ato premeditado e deliberado de vingança contra Haaland pelas críticas que recebeu dele em campo três anos e meio antes. Após essa revelação, Keane passou a ser alvo de uma investigação da FA. Ele alegou paráfrase imprecisa por parte de seu ghostwriter, mas recebeu uma suspensão adicional de cinco jogos e uma multa de £150.000 por trazer descrédito ao esporte. Após a entrada, Haaland inicialmente afirmou que Keane não ousaria olhar em seus olhos, e certa vez disse: "Eu realmente detesto o [Manchester] United e não suporto seus jogadores".

Na altura da entrada de Keane, o joelho esquerdo de Haaland já lhe causava problemas suficientes para que tivesse de jogar com uma faixa no joelho. Após a entrada, Haaland terminou o jogo e jogou um amigável a meio da semana pela Noruega, saindo ao intervalo, e o jogo seguinte do campeonato, saindo aos 68 minutos. Nesse verão, foi submetido a uma cirurgia ao joelho esquerdo, mas só conseguiu mais quatro aparições como suplente na temporada seguinte, e acabou por se reformar em julho de 2003, depois de não conseguir recuperar totalmente a forma física. Haaland tinha originalmente contrato com o Manchester City até ao final da temporada de 2004-05, mas o seu contrato previa que o City poderia rescindi-lo se as condições médicas indicassem que ele não podia voltar a jogar futebol na equipa principal, e o City decidiu exercer essa opção.

Após o lançamento da autobiografia de Keane em 2002, Haaland e o Manchester City declararam que estavam considerando entrar com uma ação judicial contra Keane. No entanto, veio à tona que Haaland havia declarado em seu site que vinha jogando com a lesão no joelho esquerdo havia alguns meses, que sua perna esquerda não sofreu nenhum impacto durante a partida (Keane chutou sua coxa direita) e que Keane não causou sua lesão de longo prazo. A ação judicial foi retirada em fevereiro de 2003, após o clube revisar o parecer médico.

Rosseland: Haaland saiu da aposentadoria após oito anos, para jogar pelo clube Rosseland, sediado em Bryne, na Terceira Divisão Norueguesa, em agosto de 2011. Ele se aposentou novamente em 2013.

CARREIRA INTERNACIONAL

Haaland estreou-se pela Noruega num jogo amigável contra a Costa Rica em janeiro de 1994. Mais tarde, foi convocado para a seleção norueguesa para a Copa do Mundo FIFA de 1994, onde jogou as partidas contra o México e a Itália. Haaland jogou um total de 34 partidas pela seleção, sendo a sua última contra a Bulgária em abril de 2001. Juntamente com Hallvar Thoresen, Dan Eggen, Espen Baardsen, Hans Herman Henriksen, Oscar Bobb e Joshua King, Haaland está entre os poucos jogadores que atuaram pela seleção norueguesa sem nunca terem jogado na primeira divisão do futebol nacional.

VIDA PESSOAL

Haaland conheceu Gry Marita Braut, uma talentosa atleta norueguesa de heptatlo, em meados da década de 1990, enquanto jogava pelo Nottingham Forest na Inglaterra. Casaram-se e tiveram três filhos: uma filha, Gabrielle, e dois filhos, Astor e Erling. Erling tornou-se jogador de futebol profissional, assim como o pai. Erling joga pelo Manchester City, clube pelo qual Alfie também jogou. O sobrinho de Alfie, Albert Tjåland, também é jogador de futebol profissional, um atacante que jogou pela última vez pelo Molde.

Após o divórcio de Gry Marita Braut, Haaland casou-se com Anita Strømsvol e eles têm duas filhas.

Erling Haaland, do Manchester City, posa para uma fotografia com o troféu da Premier League e sua família após a partida da Premier League entre Manchester City e Chelsea FC, no Etihad Stadium, em 21 de maio de 2023, em Manchester, Inglaterra. (Foto de Michael Regan/Getty Images).

Durante sua carreira como jogador, seu sobrenome foi grafado como Håland e Haaland. Seu primeiro nome era Alf-Inge e ele ficou conhecido pelo apelido de "Alfie". Ele mudou seu nome para Alfie Haaland em 2016 para que seu nome funcionasse melhor internacionalmente.

Tal como o seu pai e avô, Haaland era adepto do Arsenal FC, tendo assistido à final da Taça UEFA de 2000 enquanto ainda jogava pelo Leeds United.

Em 2026, Erling e Alfie doaram uma crônica de Snorri Sturluson de 1594 para a biblioteca do município de Time, na região de Jæren. Eles pagaram a quantia recorde norueguesa de 1,3 milhão de coroas norueguesas (US$ 133.636) pelo livro, afirmando que o volume poderia ser exposto para que os habitantes locais pudessem ler sobre sua história.

ESTATÍSTICAS DE CARREIRA
  1. Nottingham Forest F.C. (1993—97)
    • Partidas: 90
    • Gols: 7
  2. Leeds United F.C. (1997—2000)
    • Partidas: 92
    • Gols: 8
  3. Manchester City F.C. (2000—2003)
    • Partidas: 47
    • Gols: 3
  4. Bryne/Rosseland (Sétima Divisão Norueguesa) (2007—08): 3 partidas e nenhum gol feito
  5. Bryne FK (Quinta Divisão Norueguesa) (2011): 1 partida e nenhum gol feito
  6. Rosseland BK (Quarta Divisão Norueguesa) (2012–2013)
    • Partidas:12
    • Gols: 1
Seleção Nacional:
  1. Seleção norueguesa sub-17 (1990): 1 partida e nenhum gol feito.
  2. Seleção norueguesa sub-21 (1991–1993)
    • Partidas: 29
    • Gols: 3
  3. NFF (1994–2001): 34 Partidas e nenhum gol feito
Total:
  • Partidas: 309
  • Gols: 22
FONTES:  "Alf Inge Haaland: Overview". Premier League. Archived from the original on 9 February 2025.

 "Alf-Inge Haaland". Barry Hugman's Footballers. Archived from the original on 20 December 2024.

 "1972–1994: The Early Years". Icons.com. Archived from the original on 26 March 2007.

 "Erling Haaland: Die Karriere des jungen Stürmer-Stars des BVB" [Erling Haaland: The career of BVB's young star striker]. WA.de (in German). 23 July 2020. Retrieved 3 April 2022.

 "Football: How Fenton received pounds 45.000 after Haaland's move to Forest". The Independent. London. 19 September 1997. Retrieved 3 April 2022.

 English, A. S. (6 April 2021). "Looking back at Alf-Inge Haaland's Man City career". Diario AS. Retrieved 9 September 2022.

 Jimmy Greaves (2008). Football's Great Heroes and Entertainers: The History of Football through its biggest heroes. Hachette UK. ISBN 9781444718157.

 "Liverpool 3–1 Leeds United". lfchistory.net.
 "My father always says he scored at Anfield... now, so have I". The 42.ie. 3 October 2019.

 "Alf-Inge Haaland". Leeds United A.F.C. 3 December 2003. Archived from the original on 3 July 2018. Retrieved 15 June 2019.

 "Haaland signs for Man City". BBC Sport. Retrieved 15 June 2019.

 "Keane heads trio in the dock". BBC Sport. 22 April 2001.

 Brodkin, Jon (5 September 2002). "Keane charged with two counts of misconduct".

 Whittell, Ian (15 October 2002). "Keane fined and banned". The Guardian.

 "United deny Keane depression claims". Irish Independent. 24 November 2012.

 "Premier League 00/01 / Man City vs West Ham".
 Taylor, Daniel (16 August 2002). "Stakes raised in football's grudge match". The Guardian.

 Aarre, Eivind (13 February 2003). "City sa opp Håland" (in Norwegian). Stavanger Aftenblad. Retrieved 9 January 2013.

 "Haaland admission could wreck case". London Evening Standard. 19 August 2002.

 "Keane plans defence". BBC Sport. 5 September 2002.

 "Cole earns 'conman' tag". BBC Sport. 19 August 2002.

 "Keane escapes legal action". BBC Sport. 13 February 2003.

 "Håland til Rosseland" (in Norwegian). Jærbladet. 26 August 2011. Archived from the original on 3 July 2018. Retrieved 20 August 2012.

 McCarry, Patrick (27 January 2023). "Roy Keane blanched at Haaland observation during Tommy Tiernan appearance". Sports Joe. Ireland. Retrieved 26 April 2023.

 Søfting, Thomas. "Alf Inge Håland". RSSSF Norway. Archived from the original on 26 July 2010. Retrieved 9 January 2013.

 Banerjee, Ritabrata (17 October 2022). "A world record holder at 5 - Ten unknown facts about Manchester City forward Erling Haaland". Goal. Retrieved 26 April 2023.

 "Gry Marita Braut: Erling Haaland's Mother?". Sports Chunk. 18 January 2023. Archived from the original on 12 April 2024. Retrieved 26 April 2023.

 Singh, Ayush (11 May 2022). "The Tragic Story of Alfie Haaland – The Father of Goal Machine Erling Haaland". Sports Manor. Archived from the original on 26 April 2023. Retrieved 26 April 2023.

 "Erling Haaland: Manchester City complete signing of Norwegian striker from Borussia Dortmund". BBC Sport. 13 June 2022. Retrieved 13 June 2022.

 "Albert (16) har tilbud fra Bryne, men vet ikke hvor han spiller fotball til høsten". Jærbladet (in Norwegian). 12 May 2020.

 Dawson, Jack (28 October 2022). "Who is Alfie Haaland, Erling Haaland's father? biography and facts". Chester Times. Retrieved 26 April 2023.

 Holm, Jan; Sundby, Jørn. "Alfie Haaland". Store norske leksikon (in Norwegian). Retrieved 11 July 2026.

 ANDRESEN, GORM S.; ANDRESEN, GORM S. (19 April 2006). "- Gyllen mulighet til å vinne hele suppa". Dagbladet.no. Retrieved 8 July 2026.

 "Haaland trades goals for sagas with record-breaking Viking book". reuters.com. 25 March 2026. Retrieved 5 July 2026.
 "Player Details: Alf-Inge Haaland". English National Football Archive. Retrieved 3 April 2022.

 "Games played by Alf-Inge Haaland in 1996/1997". Soccerbase. Centurycomm. Retrieved 3 April 2022.

 "Games played by Alf-Inge Haaland in 1997/1998". Soccerbase. Centurycomm. Retrieved 3 April 2022.

 "Games played by Alf-Inge Haaland in 1998/1999". Soccerbase. Centurycomm. Retrieved 3 April 2022.

 "Games played by Alf-Inge Haaland in 1999/2000". Soccerbase. Centurycomm. Retrieved 3 April 2022.

 "Games played by Alf-Inge Haaland in 2000/2001". Soccerbase. Centurycomm. Retrieved 3 April 2022.

 "Games played by Alf-Inge Haaland in 2001/2002". Soccerbase. Centurycomm. Retrieved 3 April 2022.

 "Games played by Alf-Inge Haaland in 2002/2003". Soccerbase. Centurycomm. Retrieved 3 April 2022.

 "Alfie Haaland: Statistikk: Klubbstatistikk" [Alfie Haaland: Statistics: Club statistics] (in Norwegian). Norwegian Football Federation. Archived from the original on 12 August 2025.

 "Alfie Haaland: Statistikk: Klubbstatistikk" [Alfie Haaland: Statistics: Club statistics] (in Norwegian). Norwegian Football Federation. Retrieved 11 July 2026.

 "Alfie Haaland: Statistikk: Landslagstatistikk" [Alfie Haaland: Statistics: National team statistics] (in Norwegian). Norwegian Football Federation. Retrieved 11 July 2026.

Post № 993 ✓

domingo, 18 de outubro de 2026

MARCÍLIO PINTO (MILITAR BRASILEIRO)

Uma condecoração norte-americana por bravura para o cabo brasileiro Marcílio Pinto. Itália, 16 de novembro de 1944.

Fotógrafo não identificado.

Fonte da foto: Arquivos Nacionais dos EUA (U.S. National Archives). Digitalizada pelo Signal Corps Archive.
  • NOME COMPLETO: Marcílio Luiz Pinto
  • NASCIMENTO: 9 de agosto de 1917; Caconde, SP, Brasil
  • FALECIMENTO: 31 de julho de 1993 (75 anos); Adamantina, SP, Brasil
  • FORÇA: Exército Brasileiro
  • HIERARQUIA: Cabo
  • UNIDADE: Força Expedicionária Brasileira (FEB)
  • BATALHA(S): Campanha da Itália
  • HONRARIA(S): Estrela de Prata
Marcílio Pinto (1917 - 1993) foi um militar brasileiro. Integrante da Força Expedicionária Brasileira, o cabo Marcílio recebeu a medalha Silver Star ("estrela de prata"), concedida pelo Comando Norte-Americano, por ação distinta em combate.

BIOGRAFIA

Nasceu em Caconde em 1917 e em 1942 foi convocado para o Exército Brasileiro. Apresentou-se no 4° Regimento de Infantaria em São Paulo e meses depois foi transferido para o 6º Regimento de Infantaria, em Caçapava. Em julho de 1944, embarcou no navio “General Meigue” rumo a Itália. Seu batismo de fogo foi na Toscana.

No dia 8 de novembro de 1944, durante uma missão de reconhecimento perto do Monte Torre di Nerone, na Itália, a patrulha comandada pelo Cabo Marcílio realizou um ataque surpresa a uma posição alemã fortemente defendida. Mesmo sob intenso fogo inimigo, ele liderou a ação que resultou na captura de prisioneiros alemães. No caminho de retorno, a patrulha foi interceptada por uma contra-ofensiva alemã que tentava libertar os capturados. Marcílio e seus homens conseguiram repelir o ataque inimigo, manter a custódia dos prisioneiros e trazer em segurança todo o equipamento tomado.

Marcílio foi condecorado, durante a guerra, com duas Cruz de Combate (uma de cada categoria: 1° e 2°) e uma Silver Star.

Ao retornar para o Brasil, recebeu uma condecoração da FEB, a medalha do mérito cívico da Câmara Municipal de Marília e a medalha Marechal Rondon oferecido pela prefeitura de Marília.

O ex-combatente morreu em 31 de julho de 1993, em Adamantina.

Por meio da Lei Municipal de nº 3.208 de 07 de novembro de 2006, o prédio do Tiro de Guerra de Adamantina passou a denominar-se “Cabo Marcílio Luiz Pinto”.

SILVER STAR

Abaixo a citação do General Mark W. Clark ao conceder a "Silver Star":

“Marcílio Luiz Pinto, Cabo, Força Expedicionária Brasileira. Por bravura em ação, em oito de novembro de 1944, na Itália: Quando membro de uma patrulha em missão de reconhecimento nas vizinhanças do Monte Torre de Nerorte, Itália, o Cabo Pinto participou de um ataque de surpresa a uma posição inimiga. Sem se preocupar com sua segurança pessoal, avançou sobre um ponto forte inimigo e capturou vários prisioneiros bem como o seu respectivo equipamento. Demonstrando sangue frio sob o fogo, o Cabo Pinto fez recuar uma patrulha que tentou libertar os prisioneiros e durante a ação matou vários inimigos. Com outros membros da patrulha trouxe os prisioneiros e o equipamento capturado para as linhas amigas. O Cabo Pinto, pela sua ação de bravura reflete a confiança em si próprio e está de acordo com as altas tradições dos Exércitos Aliados.”

LENDA

Reprodução do jornal A Noite do dia 25 de Julho de 1945.

A lenda popular e boatos da época afirmavam que ele teria enfrentado sozinho cerca de 190 a 200 soldados alemães, mas a historiografia oficial e os arquivos militares desmentem esse número exagerado.

FONTES: Redação (10 de agosto de 2016). «TG faz homenagem ao "Cabo Marcílio", ex-combatente da 2ª Guerra Mundial». Portal de Notícias Sigamais. Consultado em 20 de outubro de 2019.

Gurierrez, Angélica Souza. «Modelo hidrogeoquímico do Aqüífero Adamantina em Urânia - SP». Consultado em 3 de dezembro de 2024.

https://eblog.eb.mil.br/w/her%C3%B3is-sempre-lembrados-cabo-marcilio-luiz-pinto



Post № 992 ✓

BEEMOTE (CRIATURA BÍBLICA)

Behemoth. Ilustração do *Dictionnaire infernal*, de Jacques Auguste Simon Collin de Plancy, por Louis Le Breton, 6ª edição, 1863.

Beemote ou Behemoth (/bɪˈhiːməθ, ˈbiːə-/; hebraico: בְּהֵמוֹת, bəhēmōṯ) é uma criatura mencionada no Livro de Jó, na Bíblia, e representa uma forma do monstro primordial do caos, criado por Deus no início da criação. Metaforicamente, o nome passou a ser utilizado para designar qualquer entidade extremamente grande ou poderosa.

ETIMOLOGIA

A palavra hebraica behemoth (hebraico bíblico: בְ֭הֵמוֹת, transliterado: bəhēmoṯ) apresenta a mesma forma que o plural de bəhēmā (hebraico bíblico: בְּהֵמָה) — termo que significa, literalmente, "besta" ou "animal" —, o que sugere uma forma aumentativa com o sentido de "grande besta". Apesar de sua forma plural, ela é acompanhada por adjetivos no singular, assim como ocorre com outras formas aumentativas pluralizadas, a exemplo de Elohim ("Deus").

Alguns teóricos sugerem que a palavra poderia derivar de um termo egípcio, pꜣ jḥ mw ("o boi d'água", referindo-se ao hipopótamo), que teria sido alterado, por meio de uma etimologia popular no hebraico, para se assemelhar a bəhēmā. Contudo, essa expressão, com tal significado, não encontra registro em nenhuma fase da língua egípcia. Mesmo antes da decifração do egípcio antigo, no início do século XIX, já era bastante difundida a identificação do behemoth bíblico com o hipopótamo. Em russo, a palavra para "hipopótamo" (бегемот — begemot) deriva, de fato, de behemoth; esse significado foi incorporado ao idioma em meados do século XVIII.

Leviatã, Behemoth e Ziz. Bíblia Ambrosiana, Ulm, 1238 - Biblioteca Ambrosiana B 30, B 31, B 32.

DESCRIÇÃO BÍBLICA

A palavra hebraica behemoth é mencionada apenas uma vez no texto bíblico, em um discurso da boca de Deus no Livro de Jó. É uma criatura primordial criada por Deus e tão poderosa que somente Deus pode vencê-la:

“Toma agora o gigante, que eu criei como criei a ti;
ele come capim, como o gado.
Sua força está nos lombos,
sua força nos músculos do ventre.
Ele faz sua cauda ficar ereta como um cedro;
os tendões de suas coxas são entrelaçados.
Seus ossos são como tubos de bronze,
seus membros como barras de ferro.
Ele é a primeira das obras de Deus;
somente o seu Criador pode desembainhar a espada contra ele.
As montanhas lhe dão frutos,
onde todos os animais do campo brincam.
Ele se deita sob os lótus,
na cobertura dos juncos do brejo.
Os lótus o envolvem com sombra;
os salgueiros do ribeiro o cercam.
Ele pode impedir o rio de correr;
ele tem certeza de que a correnteza jorrará ao seu comando.
Pode-se pegá-lo pelos olhos?
Pode-se perfurar seu nariz com anzóis?”

—  Jó 40:15–24

A passagem posteriormente associa Behemoth ao monstro marinho Leviatã, ambas criaturas míticas compostas com força enorme que os humanos não poderiam esperar controlar, mas ambos são reduzidos ao status de animais de estimação divinos.

INTERPRETAÇÕES POSTERIORES

Nos apócrifos e pseudoepígrafos judaicos, como o Livro de Enoque do século II a.C. (60:7–10), Behemoth é o monstro terrestre masculino invencível que vive em Duidain, um deserto invisível a leste do Jardim do Éden, Leviatã é o monstro marinho feminino primordial, que habita o Abismo, e Ziz é o monstro celeste primordial.

Behemoth e Leviatã (Junho de 1805) de William Blake, da série Butts. Pena e tinta preta, aguada cinza e aquarela, sobre vestígios de grafite.

Da mesma forma, na seção mais antiga de Segundo Esdras 6:47–52, escrita por volta do século I, após a destruição do Segundo Templo , os dois são descritos como habitando as montanhas e os mares, respectivamente, depois de terem sido separados um do outro, devido à insuficiência do mar para contê-los. Igualmente, no contemporâneo 2 Baruque 29:4, afirma-se que Behemoth sairá de seu isolamento em terra e Leviatã do mar, e que os dois monstros gigantescos, criados no quinto dia, servirão de alimento para os eleitos, que sobreviverão nos dias do Messias.

Uma lenda rabínica judaica descreve uma grande batalha que ocorrerá entre eles no fim dos tempos: "eles se entrelaçarão e lutarão, com seus chifres o Behemoth golpeará com força, o peixe [Leviatã] saltará ao seu encontro com suas barbatanas, com poder. Seu Criador se aproximará deles com sua poderosa espada [e os matará a ambos];" então, "da bela pele do Leviatã, Deus construirá dosséis para abrigar os justos, que comerão a carne do Behemoth e do Leviatã em meio a grande alegria e júbilo." Na Hagadá, a força do Behemoth atinge seu ápice no solstício de verão de cada ano solar (por volta de 21 de junho). Nessa época do ano, o Behemoth solta um rugido ensurdecedor que faz todos os animais tremerem de medo, tornando-os menos ferozes por um ano inteiro. Como resultado, os animais mais fracos vivem em segurança, longe do alcance dos animais selvagens. Este fenómeno mítico é apresentado como um exemplo de misericórdia e bondade divinas. Sem o rugido do Behemoth, dizem as tradições, os animais tornar-se-iam mais selvagens e ferozes e andariam por aí massacrando-se uns aos outros e aos humanos.

As interpretações modernas de Behemoth tendem a se enquadrar em diversas categorias:
  1. O termo "Behemoth" refere-se a um animal do mundo natural moderno, geralmente o hipopótamo (por exemplo, em russo, onde a palavra "begemot" se refere mais frequentemente ao hipopótamo do que ao animal bíblico), embora o elefante e o búfalo-d'água também possam ser considerados. Os três consomem grama e a mastigam como um boi, e tanto o elefante quanto o búfalo-d'água possuem caudas móveis e vistosas que balançam de maneira semelhante a um cedro.
  2. Behemoth foi uma invenção do poeta que escreveu o Livro de Jó.
  3. Behemoth e Leviatã eram ambos bestas do caos míticas distintas.
  4. Além disso, alguns criacionistas da Terra Jovem, como a organização fundamentalista cristã Answers in Genesis, afirmam que o Behemoth é alguma espécie de saurópode ou outro dinossauro com base na comparação da cauda com um cedro-vermelho ocidental em Jó 40:17.
FONTES: Coogan, Michael D. (2004). "Behemoth". In Metzger, Michael David, Bruce Manning; Coogan, Michael D. (eds.). The Oxford Guide to People & Places of the Bible. Oxford University Press. ISBN 9780195176100.

Dell, Katharine J. (2003). "Job". In Dunn, James D. G.; Rogerson, John William (eds.). Eerdmans Bible Commentary. Eerdmans. ISBN 9780802837110.

Ginzberg, Louis (2006). Legends of the Jews. Vol. V. Cosimo. ISBN 9781596057920.

Uehlinger, C. (1999). "Behemoth". In Toorn, Karel van der; Becking, Bob (eds.). Dictionary of Deities and Demons in the Bible. Eerdmans. ISBN 9780802824912.

Post № 991 ✓

AS MINAS DE SALOMÃO (LIVRO BRITÂNICO DE 1885)

Capa da primeira edição de 1885 de As Minas do Rei Salomão.
As Minas de Salomão é um romance popular de 1885, de autoria do escritor inglês da era vitoriana Sir Henry Haggard — autor de aventuras e contos fantásticos — publicada pela editora Cassell and Company. Trata-se de um dos primeiros romances de aventura em língua inglesa ambientados na África e é considerado o marco inicial do gênero literário de "mundos perdidos".

SINOPSE

A obra narra uma expedição por uma região inexplorada da África, realizada por um grupo de aventureiros liderado por Allan Quatermain, que busca o irmão desaparecido de um dos integrantes do grupo. É o primeiro de quatorze romances e quatro contos escritos por Haggard sobre o personagem Allan Quatermain.

CONTEXTO

O livro foi publicado pela primeira vez em setembro de 1885 com grande alarde, com cartazes e pôsteres em Londres anunciando "O Livro Mais Incrível Já Escrito". Tornou-se um best-seller imediato. No final do século XIX, exploradores estavam descobrindo civilizações antigas e seus vestígios em todo o mundo, como o Vale dos Reis no Egito e o império da Assíria. A África interior permaneceu em grande parte inexplorada e As Minas do Rei Salomão, um dos primeiros romances de aventura africana publicados em inglês, cativou a imaginação do público.

O "Rei Salomão" do título do livro é o lendário rei bíblico renomado tanto por sua sabedoria quanto por sua riqueza. Vários locais foram sugeridos como possíveis locais de suas minas, incluindo as explorações no vale de Timna, perto de Eilat, Israel. Pesquisas publicadas em setembro de 2013 mostraram que esse local era utilizado durante o século X a.C. como uma mina de cobre, possivelmente pelos edomitas, que, segundo relatos bíblicos, eram rivais e frequentemente estavam em guerra com o Rei Salomão. A Bíblia menciona que o Rei Salomão enviou, em parceria com seus aliados fenícios, expedições comerciais ao longo do Mar Vermelho, que traziam mercadorias exóticas e animais da África para Jerusalém. Comerciantes muçulmanos em Sofala, Moçambique, contaram a viajantes portugueses nos séculos XVI e XVII que as minas de ouro da região pertenciam ao Rei Salomão e que ele construiu a cidade, hoje em ruínas, de Grande Zimbábue.

O caminho para Kukuanaland, de As Minas do Rei Salomão, de H. Rider Haggard.

Haggard conhecia bem a África, tendo viajado pelo interior do continente durante a Guerra Anglo-Zulu e a Primeira Guerra dos Bôeres, onde ficou impressionado com a vasta riqueza mineral da África do Sul e com as ruínas de antigas cidades perdidas, como o Grande Zimbábue, que estavam sendo descobertas. Seu personagem original, Allan Quatermain, foi baseado em grande parte em Frederick Selous, o caçador e explorador branco britânico da África. As experiências reais de Selous forneceram a Haggard o contexto e a inspiração para esta e muitas outras histórias posteriores.

Haggard também tinha uma dívida literária considerável com Joseph Thomson, o explorador escocês cujo livro Through Masai Land foi publicado em 1885. Thomson alegava ter aterrorizado guerreiros no Quênia ao tirar sua dentadura e afirmar ser um mágico. Haggard faz com que seu personagem Capitão Good faça o mesmo em As Minas do Rei Salomão. O contemporâneo James Runciman escreveu um artigo intitulado Rei Plágio e Sua Corte, interpretado como uma acusação de plágio contra Haggard por isso. Thomson ficou tão indignado com o suposto plágio de Haggard que publicou um romance próprio, Ulu: um Romance Africano, que, no entanto, não vendeu bem.

SIGNIFICADO LITERÁRIO E CRÍTICA

A autobiografia de Haggard afirma que ele escreveu As Minas do Rei Salomão como resultado da leitura "em um dos jornais semanais de uma resenha de A Ilha do Tesouro de Stevenson [1883] tão elogiosa que adquiri e estudei a obra, e fui impelido por sua leitura a tentar escrever um livro para meninos". De acordo com as Memórias de um Livreiro de James Milne, de 1934, Haggard fez uma aposta com seu irmão "para provar que era possível para alguém, totalmente desconhecido como autor, fazer um 'thriller' tão bem-sucedido quanto 'A Ilha do Tesouro'". Embora a autobiografia de Haggard afirme que ele escreveu o romance "em cerca de seis semanas", seus cadernos mostram que ele o escreveu em dezesseis semanas, entre janeiro e 21 de abril de 1885. No entanto, o livro era uma completa novidade e foi rejeitado por uma editora após a outra. Após seis meses, As Minas do Rei Salomão foi publicado e o livro tornou-se o mais vendido do ano, com as gráficas lutando para imprimir cópias com rapidez suficiente.

Andrew Lang elogiou o livro na edição de sábado do jornal, descrevendo-o como um "conto de aventura peculiarmente emocionante e vigoroso" e efusivamente afirmando que "só temos elogios para os poderes de invenção muito notáveis e incomuns e para o dom de 'visão' que o Sr. Haggard demonstra".

Ilustração de As Minas do Rei Salomão, de H. Rider Haggard, por Walter Paget em 1888.

Nesse processo, As Minas do Rei Salomão criaram um novo gênero conhecido como "Mundo Perdido", que inspirou A Terra Esquecida pelo Tempo, de Edgar Rice Burroughs, O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle, O Homem Que Queria Ser Rei, de Rudyard Kipling e Nas Montanhas da Loucura, de H.P. Lovecraft. Em O Retorno de Tarzan (1913), Edgar Rice Burroughs apresentou sua própria cidade perdida, Opar (supostamente a mesma Ofir bíblica com a qual o Rei Salomão negociava), na qual a influência de As Minas do Rei Salomão é evidente. Opar reapareceu em outros romances de Tarzan e foi posteriormente retomada nos romances de Khokarsa, de Philip José Farmer, e em várias obras derivadas em outras mídias. Burroughs também apresentou outras cidades perdidas em vários cantos escondidos da África para Tarzan visitar, como um vale em Tarzan, Senhor da Selva, habitado por cruzados errantes que ainda mantêm um modo de vida medieval. Robert E. Howard, em Conan, o Bárbaro, também explorou diversas cidades perdidas, e Lee Falk, em O Fantasma, foi inicialmente escrito nesse gênero. Um romance do gênero Mundo Perdido muito posterior é Congo , de Michael Crichton, que se passa na década de 1970 e apresenta personagens em busca de um tesouro de diamantes na cidade perdida de Zinj para uso em componentes eletrônicos, e não em joias.

Assim como em A Ilha do Tesouro, o narrador de As Minas do Rei Salomão conta sua história em primeira pessoa, em um estilo coloquial e descontraído. Quase totalmente ausente (exceto na fala dos Kukuanas) está a linguagem rebuscada geralmente associada aos romances dessa época. O uso da perspectiva subjetiva em primeira pessoa por Haggard também contrasta com o ponto de vista onisciente em terceira pessoa então em voga entre escritores influentes como Anthony Trollope, Thomas Hardy e George Eliot.

O livro tem valor acadêmico pelas atitudes colonialistas que Haggard expressa e pela forma como retrata as relações entre os personagens brancos e africanos. Haggard retrata alguns personagens africanos, como Twala e Gagool, como bárbaros, mas sua barbárie tem mais a ver com seus papéis como antagonistas na história do que com sua herança africana. Ele também apresenta o outro lado da moeda, mostrando alguns africanos negros (como Ignosi) como heróis e heroínas, e demonstra respeito por sua cultura. O livro expressa muito menos preconceito do que alguns dos livros posteriores deste gênero. De fato, Quatermain afirmou que se recusava a usar a palavra "crioulo" e que muitos africanos são mais dignos do título de "cavalheiro" do que os europeus que se estabelecem ou se aventuram no país. Haggard até incluiu um romance interracial entre uma mulher Kukuana, Foulata, e o inglês branco Capitão Good. O narrador tenta desencorajar o relacionamento, temendo o alvoroço que tal casamento causaria em casa; Contudo, ele não tem objeções à dama, a quem considera muito bela e nobre. Haggard acaba por matar Foulata, que morre nos braços de Good.

No livro, Kukuanaland é descrita como situada a quarenta léguas ao norte do rio Lukanga, na atual Zâmbia, o que a colocaria no extremo sudeste da atual República Democrática do Congo. A cultura dos Kukuanas compartilha muitos atributos com os Zulus, como o uso da língua Zulu e o sistema de kraal.

ADAPTAÇÕES EM OUTRAS MÍDIAS

Filmes: O romance foi adaptado para o cinema pelo menos sete vezes. A primeira adaptação cinematográfica (uma versão muda) foi dirigida por Horace Lisle Lucoque em 1919 (agora perdida), seguida pela primeira versão sonora em 1937, As Minas do Rei Salomão, dirigida por Robert Stevenson. A versão mais conhecida estreou em 1950, As Minas do Rei Salomão, dirigida por Compton Bennett e Andrew Marton, seguida por uma sequência, Watusi (1959). Em 1979, uma versão de baixo orçamento foi dirigida por Alvin Rakoff, O Tesouro do Rei Salomão, combinando As Minas do Rei Salomão e Allan Quatermain em uma única história. O filme de 1985, As Minas do Rei Salomão, foi uma paródia mais irônica da história, seguida por uma sequência no mesmo estilo: Allan Quatermain e a Cidade Perdida do Ouro (1987). Por volta da mesma época, foi lançado um filme de animação australiano para televisão, As Minas do Rei Salomão. Em dezembro de 2006, o filme O Bibliotecário: Retorno às Minas do Rei Salomão foi lançado como o segundo de uma trilogia que acompanha as aventuras fantásticas de um homem. Em 2008, uma adaptação diretamente para vídeo, Allan Quatermain e o Templo das Caveiras, foi lançada por Mark Atkins, que tinha mais semelhanças com Indiana Jones do que o romance.

Quadrinhos:

Capa de quadrinhos da adaptação de As Minas do Rei Salomão, com arte de Lee Ames, Avon Periodicals, 2 de Janeiro de 1951.

  1. Em 1951, a Avon Periodicals publicou uma adaptação em banda desenhada.
  2. Em 1952, uma adaptação em quadrinhos foi publicada em Classics Illustrated #97, com roteiro de Kenneth W. Fitch e desenhos de HC Kiefer.
  3. Em 1954, o artista de banda desenhada britânico Dudley D. Watkins adaptou a história para uma série de banda desenhada textual.
  4. Em 2015, o artista Pablo Marcos e o escritor Mark Ellis reimaginaram As Minas do Rei Salomão como uma graphic novel publicada pela Ying Ko Graphics.
Programas de televisão: Em 2004, "As Minas do Rei Salomão", uma minissérie de TV em duas partes estrelada por Patrick Swayze como Allan Quatermain, foi exibida no Hallmark Channel.

Rádio: Kenneth Colley estrelou como Allan Quatermain em uma adaptação da BBC Radio 4 de 1990.

Uma adaptação em duas partes da BBC Radio 4 foi transmitida em abril de 2017, com Tim McInnerny como Allan Quatermain.

"As Minas do Rei Salomão" foi o sexto episódio do The General Mills Radio Adventure Theater, transmitido em 20 de fevereiro de 1977.

FONTES: Bleiler, Everett (1948). The Checklist of Fantastic Literature. Chicago: Shasta Publishers. p. 137.

 "Review: King Solomon's Mines by H. Rider Haggard". The Athenaeum (3027): 568. 31 October 1885.
 Wells, Colin. "King Solomon's Mines". www.encyclopedia.com. Retrieved 7 July 2024.
 "Proof of Solomon's mines found in Israel". Phys.org. Retrieved 15 May 2014.
 "Proof of Solomon's mines found in Israel". The Jewish Press. 8 September 2013. Retrieved 17 September 2013.
 Edom#Hebrew Bible
 "Edom". Jewishvirtuallibrary.org. Retrieved 15 May 2014.

 Boyle, Alan (5 September 2013). "Reality check on King Solomon's mines: Right era, wrong kingdom". NBC News. Retrieved 16 February 2014.
 Carroll, Scott T. (1988). "Solomonic Legend: The Muslims and the Great Zimbabwe". International Journal of African Historical Studies. 21 (2): 233–247. doi:10.2307/219935. JSTOR 219935.
 Mandiringana, E.; T. J. Stapleton (1998). "The Literary Legacy of Frederick Courteney Selous". History in Africa. 25: 199–218. doi:10.2307/3172188. JSTOR 3172188. S2CID 161701151.

 Pearson, Edmund Lester. "Theodore Roosevelt, Chapter XI: The Lion Hunter". Humanities Web. Archived from the original on 24 March 2016. Retrieved 18 December 2006. "Archived copy". Archived from the original on 24 March 2016. Retrieved 24 December 2021.

 "Through Masai Land by Thomson, Joseph".
 James Runciman (April 1890). King Plagiarism and His Court. The Literary News.

 The Speaker. Vol. 1. Mather & Crowther. 1890.
 "London in And Out of Season". Otago Witness. 7 March 1890.

 Dennis Butts, 'Introduction' in King Solomon's Mines ed. by Dennis Butts (New York: Oxford University Press, 2006), pp. vii–xviii.

 H. Rider Haggard, The Days of My Life, ed. by C. J. Longman, 2 vols (1926), vol. 1.

 Roger Lancelyn Green, 'The Romances of Rider Haggard', English (London), 5 (1944), pp. 144–49.

 Gerald Monsman (ed.), King Solomon's Mines, Broadview Press, 2002. ISBN 1-55111-439-9. Page 11.

 Gerald Monsman (ed.), King Solomon's Mines, Broadview Press, 2002. ISBN 1-55111-439-9. Page 245.

 Robert E. Morsberger, "Afterword" in King Solomon's Mines Reader's Digest edition 1994. ISBN 0-89577-553-0.

 Etherington, Norman (1984). Rider Haggard. Boston: Twayne Publishers. pp. 91–106. ISBN 9780805768695.

 "The Project Gutenberg E-text of King Solomon's Mines, by H. Rider Haggard". Retrieved 3 April 2017 – via Project Gutenberg.

 "King Solomon's Mines". IMDb.

 King Solomon's Mines #1

 Classics Illustrated #97 [O] – King Solomon's Mines
 "Dudley D. Watkins". Lambiek.

 "radio plays, drama, BBC, Saturday Playhouse, 1990–1998, DIVERSITY website". Suttonelms.org.uk. Retrieved 3 April 2017.

 "BBC Radio 4 – Drama, King Solomon's Mines". Bbc.co.uk. Retrieved 3 April 2017.

 "The General Mills Radio Adventure Theatre", Radio Gold Index. Archived 15 August 2025 at the Wayback Machine.

Post № 990 ✓

SIMBÁ, O MARUJO (MARINHEIRO FICTÍCIO COM ORIGEM NO ANTIGO MÉDIO ORIENTE)

As Mil e Uma Noites (1914) Autor: Anônimo Ilustrador: Milo Winter Simbad ou Simbá, o Marujo (também grafado Sinbad, Sindbá ou Sindbad; /ˈsɪn...