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sexta-feira, 29 de maio de 2026

SAI (ESPADA CURTA JAPONESA)

2 sais antigos, um sai octogonal do tipo okinawano e um tjabang/cabang indonésio menor.
O sai (em japonês: 釵, lit. 'grampo de cabelo'; em chinês: 鐵尺, lit. 'régua de ferro', ou Sau cha 手叉, lit. 'garfo de mão' em cantonês) é uma arma branca pontiaguda originária de Okinawa. Historicamente, era utilizada em artes marciais como o kobudō okinawano e as artes marciais do sul da China, e foi incorporada ao currículo de muitas artes marciais modernas. Embora armas semelhantes possam ser encontradas em outras partes da Ásia, o sai é a versão okinawana do conceito básico e não deve ser confundido com as outras armas. O sai é usado principalmente para estocar, golpear, aparar e desarmar oponentes. Consiste em uma ponta principal de metal pontiaguda, que se projeta de um cabo para uma mão, duas pontas laterais de metal mais curtas, que se projetam dos lados opostos da base da ponta principal e apontam na mesma direção que ela, e um pomo de metal rombo fixado na extremidade inferior do cabo. O sai ganhou notoriedade internacional quando o kobudô e o karatê de Okinawa alcançaram popularidade internacional em meados do século XX.

ETIMOLOGIA E MORFOLOGIA

Como não existe plural morfológico em japonês, a palavra "sai" refere-se tanto a uma única arma quanto a múltiplas armas. Nicho sai refere-se a um kata que utiliza dois sai, enquanto sancho sai kata refere-se a um kata que utiliza três sai. No entanto, como se trata de um empréstimo linguístico do inglês, não é necessário seguir a morfologia japonesa, sendo também aceitável pluralizar a palavra com um -s final, como é prática comum na morfologia inglesa para formar o plural de substantivos.

HISTÓRIA

Antes da criação do sai em Okinawa, armas semelhantes já eram usadas em outros países asiáticos, incluindo Índia, Tailândia, China, Vietnã, Malásia e Indonésia. O conceito básico desse tipo de arma foi trazido para Okinawa ao longo do tempo de um ou mais desses lugares. No entanto, o sai é a versão okinawana desse conceito de arma e não deve ser confundido com as outras armas semelhantes.

Algumas fontes teorizam que este conceito de arma pode ser baseado no trisula indiano, um antigo símbolo hindu-budista que pode ter se espalhado junto com o hinduísmo e o budismo no Sudeste Asiático. A própria palavra trisula pode se referir a um tridente de cabo longo ou curto.

Em Okinawa, o sai era usado pela polícia doméstica (ufuchiku) para prender criminosos e para controle de multidões. O uso do sai no kobudō okinawano foi aprovado em 1668 por Moto Chohei, um príncipe okinawano.

O Japão possuía uma arma semelhante, o jitte, que era originalmente usado como arma contundente pelos guardas do palácio do Shogun e, posteriormente, passou a ser distribuído a altos funcionários como distintivo de cargo. Exemplares do jitte do período Edo geralmente possuem apenas um gancho. A relação entre o sai e o jitte não é clara.

PARTES (EM OKINAWANO)
Partes de um sai moderno.
  1. Monouchi, a haste principal de metal do sai, que pode ser redonda ou facetada.
  2. Saki, a ponta afiada do dente principal.
  3. Yoku, as duas pontas laterais de metal mais curtas do sai, que geralmente apontam na mesma direção que a ponta principal, com exceção do manji sai desenvolvido por Taira Shinken, que tem a direção de uma das pontas laterais invertida, fazendo com que a arma lembre uma suástica (manji).
  4. Tsume, as pontas afiadas dos dois dentes laterais.
  5. Moto, o ponto central entre os dois dentes laterais.
  6. Tsuka, o cabo do sai que se empunha com uma só mão, geralmente é revestido com diferentes materiais ou recebe diferentes tratamentos para proporcionar maior aderência.
  7. Tsukagashira, o pomo metálico rombo do sai.
TÉCNICA

Foto de Jiří Zelenka. Torneio de Caratê e Kobudo de Okinawa em Havlíčkův Brod em 11 de novembro de 2023, 09:55:16. Décimo Torneio Aberto Shin-gi-tai. Kumite. Direito à proteção da personalidade. Ginásio Kamenoprůmysl. Rua Kyjovská. Havlíčkův Brod. Região de Vysočina. República Tcheca.

O sai é uma arma tipicamente usada em pares, com um em cada mão. No Kobudo okinawano moderno, cinco kata (padrões coreografados de movimentos em artes marciais) são comumente ensinados, incluindo dois kihon kata.

A utilidade do sai é evidente em seu formato característico de tridente. É uma arma usada principalmente para estocadas e golpes rápidos, mas, por ser muito versátil, também possui muitos outros usos. Estes incluem uma variedade de bloqueios, aparos e imobilizações contra atacantes vindos de todas as direções e alturas. O uso das pontas afiadas, da lâmina principal e do pomo é enfatizado, assim como as rápidas mudanças de empunhadura para múltiplas estocadas e golpes velozes.

Uma técnica comumente representada no kata de sai é o uso de uma das pontas laterais do sai para prender a arma do oponente e, em seguida, desarmá-lo. Algumas variações do sai possuem as duas pontas laterais apontando para dentro, em direção à ponta principal, para facilitar essa manobra. Embora isso não imobilize completamente o atacante, dificulta sua movimentação em combates corpo a corpo.

CULTURA POPULAR

O sai é conhecido nos quadrinhos americanos como a arma característica de Elektra, uma ninja anti-heroína e femme fatale. Seu criador, Frank Miller, descreveu sua utilidade para ela:

“É chamada de arma de caratê, já que o poder de quase todos os golpes de caratê pode ser amplificado com ela. [...] Chama-se sai. Como torna cada golpe de caratê mais poderoso, seria uma arma natural para uma mulher usar. Permite que ela alcance mais longe. Como ela é menor do que a maioria de seus oponentes, este é o tipo de arma que a ajudaria.”

As duas sais também são as armas características de Raphael, das Tartarugas Ninja.

FONTES: Demura, Fumio (1974). Sai: Karate Weapon of Self-Defense. Burbank, Calif.: Ohara B Publications. ISBN 0897500105. OCLC 1103415.

Decker, Dwight R. (1982). "Frank Miller: A Talk with the Writer Artist of Daredevil". The Comics Journal (70, Winter 1981-1982): 68–95.

 "華藝精武- 嶺南少林拳系 洪家-鐵尺(手叉)第一段 Southern Shaolin Series Hung Gar - Tie Chai(Sau cha) Section 1".

 Draeger, Donn F.; Robert W. Smith (1969). Asian Fighting Arts. Tokyo: Kodansha. OCLC 812370873. Reprint: Comprehensive Asian Fighting Arts (registration required). New York; Tokyo: Kodansha International. ISBN 978-0-87011-436-6.

 "Everything You Need to Know About the Sai Weapon". Technology.org. 2019-05-24. Retrieved 2023-02-02.

 "The Trishula". Ancient-Symbols.com. Retrieved 2023-02-02.

 Gosula, Poojitha Reddy (2021). The Girl Who Reads Her Past Six Lives: She Is the Army-Chief (eBook ed.). Chennai: Notion Press. p. 250. ISBN 9781648998782.

 Kanenori Sakon Matsuo (2005). The Secret Royal Martial Arts of Ryukyu. Translated by Joe Swift. Norderstedt, Germany: Books on Demand. p. 81. ISBN 9783833419935. OCLC 778744684.

 Cannon, Garland (1981). "Japanese Borrowings in English" (PDF). American Speech. 56 (3): 190–206 – via JSTOR.

 Graham, Dr. Leslie M. (August 1993). "The Sai: Okinawan Karate's Treasured Trident". Black Belt. Vol. 31, no. 8. p. 51. ISSN 0277-3066.

Post № 856 ✓

quinta-feira, 28 de maio de 2026

CARAÍBAS (ARQUIPÉLAGO QUE FAZ FRONTEIRA COM O NORTE E LESTE DO MAR DO CARIBE)

As Índias Ocidentais (em vermelho), que incluem as Antilhas e o Arquipélago Lucaiano.
  • GENTÍLICO: antilhano(a)
  • VIZINHOS: América do Norte, América do Sul e América Central Ístmica
  • PAÍSES: 13
    1. Antígua e Barbuda
    2. Bahamas
    3. Barbados
    4. Cuba
    5. Dominica
    6. Granada
    7. Haiti
    8. Jamaica
    9. República Dominicana
    10. Santa Lúcia
    11. São Cristóvão e Neves
    12. São Vicente e Granadinas
    13. Trinidad e Tobago
  • ÁREA: 211.510 km²
  • MAIOR PAÍS: Cuba
  • PONTO MAIS ALTO: Pico Duarte, 3.175 m
  • POPULAÇÃO: 37.988.532 hab.
  • DENSIDADE: 179.6 hab./km²
  • IDIOMAS: inglês, francês e espanhol
As Antilhas, também chamadas Caraíbas (/ænˈtɪeueuz/; crioulo antilhano: Antiy; espanhol: Antillas; francês: Antilhas; holandês: Antillen; crioulo haitiano: Antiy; papiamento: Antiyas; patois jamaicanos: Antiliiz), são um vasto arquipélago da América Central, distribuído entre o Mar do Caribe (Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas), o Golfo do México (costa noroeste de Cuba) e o Oceano Atlântico (as Ilhas Lucaias, isto é, as Bahamas mais as Ilhas Turcas e Caicos). O arquipélago forma um arco de mais de 4 000 km de extensão que se estende do Golfo do México até a costa da Venezuela (Curaçau e Aruba). Representam 235 830 km2 de área de terra, para 42 milhões de habitantes. A zona econômica exclusiva (ZEE normalmente fixada a 200 milhas da costa) foi ampliada para 350 milhas em 2015 após um parecer favorável das Nações Unidas.

IDIOMAS

Os idiomas predominantes na região são quatro:
  1. espanhol (espanhol caribenho ou antilhano), falado por mais de 25 milhões de pessoas e predominante nas Grandes Antilhas (em Cuba, República Dominicana e Porto Rico), sendo minoritário nas Pequenas Antilhas (exceto nas ilhas da Venezuela)
  2. francês (incluindo a língua crioula haitiana), falado por mais de 12 milhões de pessoas, no Haiti, Guadalupe, Martinica, São Martinho, São Bartolomeu e outras ilhas.
  3. inglês (inglês caribenho), falado por mais de cinco milhões de pessoas, na Jamaica, nas Bahamas e na maior parte das Pequenas Antilhas
  4. neerlandês (incuindo o papiamento), falado por mais de 300 000 pessoas.
PAÍSES E TERRITÓRIOS POR SUB-REGIÃO E ARQUIPÉLAGO


Historicamente pertencentes à Espanha, a potência dominante nas Grandes Antilhas. Todavia as Pequenas Antilhas acabaram por ser conquistadas sem maiores problemas por britânicos, franceses e neerlandeses, o que explica o rico mosaico atual de línguas e culturas.

Várias das ilhas são independentes mas muitas outras continuam sendo possessões ou dependências de outros países. Algumas - como Guadalupe e Martinica, que são departamentos da França - fazem parte do território nacional de diversos países em outros continentes. Nas Antilhas, a França tem 2.806 km² (882.000 hab.), o Reino Unido tem 1.023 km² (141.000 hab.) e os Países Baixos, 742 km² (308 000 hab.).

Destacam-se com os territórios mais extensos nas Antilhas: Cuba (quase 111.000 km²), República Dominicana (mais de 48.000 km²), Haiti (quase 28.000 km²), Bahamas (quase 14.000 km²), Jamaica (quase 11.000 km²), Porto Rico (mais de 9.000 km²), Trindade e Tobago (mais de 5.000 km²), e as dependências francesas (Departamentos e territórios ultramarinos da França), com quase 3.000 km².

Os maiores contingentes populacionais das Antilhas estão no Haiti (11,4 milhões de habitantes), Cuba (11,3 milhões), República Dominicana (10,8 milhões), Puerto Rico (3,9 milhões), Jamaica (2,9 milhões), Trindade e Tobago (1,4 milhões) e nas dependências francesas (0,8 milhões).

Arquipélago Lucayan: Fica Bahamas e a Ilhas Turcas e Caicos (Reino Unido).

Grandes Antilhas:
  1. Ilhas Cayman (Reino Unido)
  2. Cuba
    1. Ilha da Juventude
  3. Hispaniola
    1. Haiti
    2. República Dominicana
  4. Jamaica
  5. Porto Rico (Estados Unidos)
Guanaguanares em Cayo de Água, Los Roques. Foto tirada em 30 de maio de 2013, 11:55:18

Ilhas de Sotavento:
  1. Anguila (Reino Unido)
  2. Antígua e Barbuda
    1. Antígua
    2. Barbuda
    3. Redonda
  3. Ilhas Virgens Britânicas (Reino Unido)
  4. Guadalupe (França)
    1. La Désirade
    2. Les Saintes
    3. Marie-Galante
  5. Montserrat (Reino Unido)
  6. Saba (Holanda)
  7. São Bartolomeu (França)
  8. São Martinho
    1. São Martinho (França)
    2. São Martinho (Reino dos Países Baixos)
  9. São Cristóvão e Nevis
    1. São Cristóvão
    2. Neves
  10. Santo Eustáquio (Holanda)
  11. Ilhas Virgens Espanholas (Porto Rico)
  12. Ilhas Virgens dos Estados Unidos (Estados Unidos)
    1. Santa Cruz
    2. São Tomás
    3. São João
Ilhas de Sotavento:
  1. Dominica
  2. Granada
  3. Martinica (França)
  4. Santa Lúcia
  5. São Vicente e Granadinas
Outras ilhas:
  1. Barbados
  2. Trinidad e Tobago
  3. Tobago
  4. Trinidad
CONTEXTO

Um mapa antigo das Antilhas (wp-FR) com nomes em francês, desenhado pelo geógrafo Alexandre Vuillemin em 1843, retirado de seu “Atlas Universal de Geografia Antiga e Moderna para Uso em Internatos”. O título original deste mapa é “Antilhas”. Este atlas era inicialmente monocromático, mas seu primeiro proprietário destacou manualmente as fronteiras ou limites administrativos em cores.

A palavra Antilhas originou-se no período anterior à colonização europeia das Américas. Antilia era representada em muitos mapas medievais, às vezes como um arquipélago, às vezes como uma terra contínua de maior ou menor extensão, com sua localização oscilando em pleno oceano entre as Ilhas Canárias e a Índia.

Após a chegada da expedição de Cristóvão Colombo em 1492 ao que mais tarde seria chamado de Índias Ocidentais, as potências europeias perceberam que as terras dispersas constituíam um extenso arquipélago no Mar do Caribe e no Golfo do México. As Antilhas receberam vários nomes antes de seu nome atual se tornar o padrão. Os primeiros visitantes espanhóis as chamavam de Ilhas de Sotavento (hoje com uma definição mais restrita). Elas também foram chamadas de Ilhas Avante pelos britânicos do século XVIII. Posteriormente, o termo Antilhas passou a ser comumente atribuído à formação, e "Mar das Antilhas" tornou-se um nome alternativo comum para o Mar do Caribe em várias línguas europeias.

FONTES: Some sources, such as Encarta in Spanish, include the Bahamas in the Antilles. Archived 2009-10-04 at the Wayback Machine (in Spanish). Archived 2009-10-31.
 "85.04.04: The Geophysics and Cultural Aspects of the Greater Antilles". teachersinstitute.yale.edu. Archived from the original on 2018-03-23. Retrieved 2017-11-21.
 Wikisource One or more of the preceding sentences incorporates text from a publication now in the public domain: Chisholm, Hugh, ed. (1911). "Antilles". Encyclopædia Britannica. Vol. 2 (11th ed.). Cambridge University Press. p. 126.
 Kitchin, Thomas (1778). The Present State of the West-Indies: Containing an Accurate Description of What Parts Are Possessed by the Several Powers in Europe. London: R. Baldwin. p. 5. Archived from the original on 2015-02-21. Retrieved 2013-08-30.

Post № 855 ✓

SHEEVA (PERSONAGEM DE JOGOS ELETRÔNICOS)

Arte conceitual oficial por John Tobias para Mortal Kombat 3.
  • NASCIMENTO: Exoterra
  • ARMAS: Adagas Shokan (MK:A) e um Escudo (MK11)
  • ESTILO(S) DE LUTA: Kuatan (MK:A)
  • ESPÉCIE: Shokan feminino da linhagem Draco
  • FAMÍLIA: Rei Gorbak (Sogro)
  • AFILIAÇÃO: Shao Kahn, Shang Tsung, Goro, Kintaro, Mileena, Noob Saibot, Baraka, Reptile, Ermac, Sektor, Kotal Kahn, D'Vorah, Erron Black, Ferra & Torr
  • CRIADOR(ES): Ed Boon e John Tobias
  • PRIMEIRA APARIÇÃO: Mortal Kombat 3 (1995)
Sheeva é uma personagem da série de jogos de luta Mortal Kombat, que fez sua estreia em Mortal Kombat 3.

CURIOSIDADES
  1. Sheeva foi a primeira Shokan a ser jogável como personagem padrão e a segunda no geral, depois da possibilidade de desbloquear Goro na versão de Game Boy de Mortal Kombat.
  2. Sheeva é uma das poucas personagens que lutam descalça. Outras incluem Goro, Kintaro, Moloch, Drahmin, Reptile, Kobra, Meat e Blaze.
  3. Em uma das introduções de Cassie Cage nas redes sociais contra Sheeva, ela responde a uma mensagem dizendo que "ela vai cantar como um canário". Isso provavelmente é uma referência a Vanessa Marshall, dubladora de Sheeva, que também dubla a Canário Negro em Injustice 2.
  4. Em Mortal Kombat 1, Sheeva é mencionada durante o Capítulo 3 como uma das pessoas que Raiden enfrentou e derrotou durante o torneio, juntamente com Motaro e Kotal Kahn.
  5. Sheeva, assim como Kratos, não possui um avatar próprio em King of the Hill.
PODERES E HABILIDADES

Como uma Shokan, Sheeva possui uma força incrível. Ela mantém a habilidade comum dos Shokan de invocar bolas de fogo e utilizar um ataque de teletransporte. No entanto, ao contrário de seus companheiros guerreiros Shokan, Goro e Kintaro, ela pode usar este último para simplesmente pisar no chão sem se teletransportar, causando dano. Além disso, as bolas de fogo de Sheeva parecem ser mais poderosas do que as de outros personagens, como evidenciado em Armageddon, onde elas podem derrubar os oponentes no chão, em vez de apenas empurrá-los para trás.
  • Morte do Alto: Sheeva salta alto no ar, saindo da tela, para então cair sobre seu oponente. Em seguida, salta repetidamente, esmagando-o sob seus pés descalços. Este golpe é chamado de Pisão Saltitante em MK 2011 e Queda do Dragão em MK11.
  • Golpe do Dragão Aprimorado: Sheeva pode alterar a posição de aterrissagem do seu Golpe do Dragão, aterrissando atrás ou na frente do oponente. Essas versões são conhecidas como Golpe do Dragão por Trás e Golpe do Dragão pela Frente, respectivamente.
  • Explosão Incandescente: Sheeva lança uma bola de fogo que pode derrubar o oponente. Em MK 2011, esse golpe é chamado de Bola de Fogo, enquanto em MK11 é conhecido como Chama Shokan.
  • Pisão Furioso: Sheeva pisa forte no chão, arremessando o oponente para trás e causando dano adicional. Em MK 2011, esse golpe é chamado de Ground Pound, enquanto em MK11 é conhecido como Tremor.
  • Fúria Indomável: Sheeva avança, agarra o oponente com os antebraços, golpeia-o repetidamente no rosto com os braços e, em seguida, o arremessa para o outro lado do cenário. Este golpe é chamado de Agarrar e Socar em MK 2011.
  • Agarrão Antiaéreo: Sheeva agarra um oponente no ar, joga-o no chão e pisa em seu peito e virilha. Em MK11, esse golpe é chamado de Shokan Snag, onde Sheeva pisa nas costas do oponente.
  • Agarrão Baixo: Sheeva agarra um oponente agachado e o arremessa para trás, permitindo também um combo aéreo. Este era o seu arremesso em MK3/MKT. Em MK11, chama-se Cicatrizes de Batalha.
  • Marcha da Morte: Sheeva corre em direção ao oponente enquanto o jogador mantiver os botões pressionados. A partir daí, ela pode executar golpes subsequentes. Esta habilidade entra em conflito com Investida do Dragão quando equipada, desativando a opção de selecionar Investida do Dragão.
  • Dedo do Dragão: Sheeva chuta o oponente no peito, derrubando-o.
  • Shokan Stomp: Sheeva levanta o pé sobre a cabeça do oponente e o esmaga no chão, pisa em sua cabeça e o apunhala no rosto com seu escudo.
  • Chute Kuatan: Sheeva chuta o oponente para cima, lançando-o ao ar.
  • Cancelar Marcha: Sheeva cancela o movimento ao custo de uma barra de medidor de Defesa.
  • Investida do Dragão: Sheeva avança em direção ao oponente e o golpeia com seu escudo. Esta habilidade entra em conflito com Marcha da Morte quando equipada, desativando a opção de selecionar Marcha da Morte.
  • Arremesso de Escudo: Sheeva arremessa seu escudo contra o oponente. Este movimento pode ser atrasado. Esta habilidade substitui Chama Shokan quando equipada e entra em conflito com Postura do Dragão quando equipada, desativando a opção de selecionar Postura do Dragão.
  • Postura do Dragão: Sheeva permanece parada com as quatro mãos segurando bolas de fogo. A partir dessa posição, ela pode dispará-las de cada mão para frente ou em arco até que todas sejam lançadas ou até que ela cancele o movimento. Essa habilidade substitui Chama Shokan quando equipada e entra em conflito com Arremesso de Escudo quando equipado, desativando a opção de selecionar Arremesso de Escudo.
  • Punição da Rainha: Sheeva agarra a perna da oponente e a segura de cabeça para baixo enquanto a soca com os antebraços antes de arremessá-la para longe.
  • Dragão Giratório: Sheeva executa dois ataques giratórios com seu escudo.
CARACTERIZAÇÃO

Aparência: Sheeva é uma Shokan imponente e musculosa, uma raça híbrida meio humana, meio dragão, originária de Outworld. Com mais de 2 metros de altura, ela é facilmente reconhecida por seus característicos quatro braços, mãos com quatro dedos, olhos reptilianos e escamas de dragão. Sua pele varia de um tom de pele humana a um bronzeado ou uma tez levemente escamosa, cor de oliva.

Ela tem traços marcantes e imponentes, orelhas pontudas e olhos reptilianos distintos (frequentemente brilhando em laranja). Seu cabelo foi estilizado de diversas maneiras ao longo dos jogos, variando de um estilo preto despojado a um moicano trançado.

Em títulos anteriores, como Mortal Kombat 3, ela usa um biquíni/tanga vermelha reveladora e manoplas com espinhos e joias nos antebraços e canelas. Em jogos posteriores, como Mortal Kombat 11, ela usa uma armadura dourada-avermelhada muito mais prática e ornamentada, ou peças desgastadas pela batalha, condizentes com seu status de Rainha dos Shokan.

Personalidade: A caracterização de Sheeva centra-se na sua identidade como uma guerreira ferozmente leal e honrada, que evolui de uma subserviente capanga para uma monarca orgulhosa e diplomática da raça Shokan.

Mais do que uma personagem bruta e musculosa, ela se torna uma líder diplomática. Ela inaugura uma era dourada de paz e independência para os Shokan, chegando a se aliar aos guerreiros da Terra quando isso beneficia e protege seu povo.

Em Mortal Kombat 11, seu status recém-adquirido como membro da realeza altera ligeiramente seu comportamento. Ela pode parecer um tanto arrogante, esperando respeito de forasteiros e fazendo questão de lembrar aos aliados que os Shokan continuam sendo uma raça de elite e superior.

HISTÓRIA DE FUNDO

Sheeva pertence aos Shokan, uma antiga raça de seres poderosos de quatro braços, meio humanos, meio dragões, originários de Outworld e arqui-inimigos da raça Centauriana. Como todos os Shokan, ela possui uma constituição alta e musculosa, quatro braços, olhos reptilianos, escamas de dragão, três dedos em cada mão e dois dedões em cada pé.

Sheeva serviu como guarda-costas pessoal da Rainha Sindel durante a fracassada invasão de Shao Kahn ao Plano Terreno, e mais tarde tornou-se Rainha dos Shokan após a morte do pai de Goro, o Rei Gorbak.

DESENVOLVIMENTO

Sheeva foi baseada no deus hindu Shiva, o deus da destruição. Isso se reflete ainda mais em seu final em Mortal Kombat: Armageddon. No entanto, ela tem semelhanças com outra deusa hindu, Kali. Kali também tem quatro mãos e segura a cabeça decapitada de um inimigo, assim como Sheeva em uma de suas introduções em MK11.

Os sprites de Sheeva em MK3 foram feitos usando um boneco de stop motion, semelhante a Goro, Kintaro e Motaro.

OUTRAS MÍDIAS

Cinema: Sheeva, interpretada por Marjean Holden, aparece no segundo filme de Mortal Kombat, Mortal Kombat: A Aniquilação. O roteiro original incluía uma longa cena de luta entre ela e Raiden (James Remar), mas a cena foi omitida durante as filmagens; em vez disso, ela é simplesmente esmagada por uma jaula que cai enquanto se prepara para lutar contra Liu Kang e Kitana na sala do trono de Shao Kahn (ela, no entanto, usa sua postura pré-luta).

Sheeva aparece em outras cenas do filme, mas seu papel foi pouco memorável na maioria dos aspectos. Ela não teve cenas de luta, além de uma breve discussão com Motaro. O filme reconhece que ela era a protetora pessoal de Sindel e sua família, fato que ela menciona a Kahn em seu pedido pessoal para que ele a nomeasse general de seus Esquadrões de Extermínio.

Televisão: Sheeva teve um pequeno papel na série animada Mortal Kombat: Defenders of the Realm, na qual nutria um ódio antigo por Raiden, aparentemente recíproco. Ela se referia aos seus oponentes como "queridos" (de maneira semelhante a Zsa Zsa Gabor). Sua voz foi dublada por Dawnn Lewis.

Post № 854 ✓

A TORMENTA DE ESPADAS (LIVRO ESTADUNIDENSE DO ANO 2000)

Capa do livro "A Tormenta de Espadas", de George R. R. Martin, em capa dura americana. Arte de Stephen Youll.
  • AUTOR: George R. R. Martin
  • PAÍS: Estados Unidos
  • IDIOMA: Inglês
  • GÊNEROS: Fantasia histórica, fantasia épica
  • EDITOR(A): Bantam Spectra & Voyager Books
  • DATA DE PUBLICAÇÃO: 8 de agosto de 2000 (Reino Unido) & Novembro de 2000 (Estados Unidos)
  • PÁGINAS: 973
  • ISBN: 0-553-10663-5 (Capa dura Estadunidense), ISBN 0-00-224586-8 (Capa dura Britânica)
  • OCLC: 44676135
  • CDD: 813/.54 21
  • LCC: PS3563.A7239 S7 2000
  • PREQUÊNCIA: A Fúria dos Reis (1998)
  • SEQUÊNCIA: O Festim dos Corvos (2005)
  • ONDE LER:
A Tormenta de Espadas é o terceiro de sete romances planejados na série de alta fantasia As Crônicas de Gelo e Fogo, do autor americano George R. R. Martin. Foi publicado pela primeira vez no Reino Unido em 8 de agosto de 2000, com uma edição nos Estados Unidos lançada em novembro de 2000. Sua publicação foi precedida por uma novela chamada Caminho do Dragão, que reúne alguns dos capítulos de Daenerys Targaryen do romance em um único livro.

SINOPSE

A Storm of Swords retoma a história um pouco antes do final do seu antecessor, A Clash of Kings. Os Sete Reinos ainda estão lutando a Guerra dos Cinco Reis, com os restantes Robb Stark, Balon Greyjoy, Joffrey Baratheon e Stannis Baratheon lutando para garantir suas coroas.

PERSONAGENS

A história é contada através dos olhos de dez personagens principais, além de um personagem que narra o prólogo em primeira pessoa e outro que narra o epílogo em primeira pessoa, totalizando 12 narradores.
  • Prólogo: Chett, um irmão e tratador de cães da Patrulha da Noite.
  • Jaime Lannister: o Regicida, e Lorde Comandante da Guarda Real.
  • Jon Snow: filho bastardo de Eddard Stark, um irmão jurado da Patrulha da Noite.
  • Catelyn Stark: da Casa Tully, viúva de Lorde Eddard Stark, mãe de Robb Stark.
  • Tyrion Lannister: filho mais novo de Tywin Lannister, um anão, irmão de Jaime e Cersei Lannister.
  • Sansa Stark: filha mais velha de Eddard e Catelyn Stark.
  • Arya Stark: filha mais nova de Eddard e Catelyn Stark.
  • Bran Stark: filho de Eddard e Catelyn Stark, herdeiro de Winterfell e do Norte.
  • Samwell Tarly: filho covarde de Lorde Randyll Tarly, um irmão jurado da Patrulha da Noite.
  • Davos Seaworth: um contrabandista que se tornou cavaleiro a serviço do Rei Stannis Baratheon.
  • Daenerys Targaryen: rainha exilada de Westeros, da dinastia Targaryen.
  • Epílogo: Merrett Frey, um membro da numerosa família Frey.
ADAPTAÇÕES

A Tormenta de Espadas também é o nome da segunda expansão do jogo de tabuleiro A Guerra dos Tronos, lançada em julho de 2006.

Aproximadamente a primeira metade do romance foi adaptada para a televisão como a terceira temporada da série da HBO Game of Thrones. A segunda metade tornou-se a base para a quarta temporada da série e alguns elementos para a quinta temporada da série.

RECEPÇÃO

A Publishers Weekly afirmou que o terceiro volume era "um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea. [...] A complexidade de personagens como Daenerys, Arya e o Regicida manterá os leitores virando as páginas deste volume, mesmo com a vasta quantidade de conteúdo, pois o autor, como Tolkien ou Jordan, nos faz nos importar com seus destinos. Esses dois grandes nomes da fantasia também são evocados pela habilidade de Martin em transmitir experiências sensoriais como o calor do fogo selvagem, o frio do gelo, o cheiro do mar e a pura e gigantesca indigestão de um banquete medieval em seu ápice de excessos. Talvez esta saga não ultrapasse tanto os limites anteriores da alta fantasia quanto alguns afirmam, mas para a maioria dos leitores, certamente vai longe o suficiente para prender sua atenção."

Martin foi indicado ao Prêmio Hugo de Melhor Romance de 2001, mas perdeu para J.K. Rowling por Harry Potter e o Cálice de Fogo. Depois, ele fez este comentário sobre seus fãs: "Que inveja, Rowling. Talvez você tenha bilhões de dólares e meu Hugo, mas você não tem leitores como estes.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES
  1. Prêmio Hugo – Melhor Romance (Indicado)(2001)
  2. Prêmio Locus – Melhor Romance (Fantasia) (Vencedor)(2001)
  3. Prêmio Nebula – Melhor Romance (Indicado)(2001)
  4. Prêmio Geffen – Melhor Livro de Fantasia (Vencedor)(2002)
  5. Prêmio Ignotus – Melhor Romance (Estrangeiro) (Vencedor)(2006)
DESENVOLVIMENTO

Em 6 de outubro de 2009, Martin observou em seu blog que seu manuscrito para A Tormenta de Espadas tinha 1521 páginas; a edição impressa inicial em capa dura tinha 992 páginas. Martin não escreveu os capítulos do Casamento Vermelho até ter concluído todos os outros capítulos do livro, pois sentiu que era "a coisa mais difícil que já escrevi" e que preferia adiar a escrita até que fosse absolutamente necessário. Em contraste, ele se referiu ao capítulo do casamento fatal de Joffrey como "fácil e divertido de escrever", mas que, mesmo assim, tentou incutir empatia pela morte dolorosa desse personagem tão impopular e "deixar claro que este também era um ser humano que estava assustado, aterrorizado e depois morto".

A editora Meisha Merlin Publishing, que já havia lançado edições limitadas e ilustradas de A Guerra dos Tronos e A Fúria dos Reis, planejava lançar uma versão semelhante para A Tormenta de Espadas em dois volumes; no entanto, longos atrasos no lançamento de A Fúria dos Reis fizeram com que a editora perdesse os direitos de publicação, que foram adquiridos pela Subterranean Press. Esta edição, ilustrada por Charles Vess, foi lançada no verão de 2006.

FONTES: Miller, Faren (November 2000). "Locu Online Reviews: A Storm of Swords (August 2000)". Locus. Archived from the original on November 9, 2013. Retrieved March 7, 2010.

 "2001 Award Winners & Nominees". Worlds Without End. Archived from the original on February 25, 2012. Retrieved July 25, 2009.

 "2001 Hugo Awards". The Hugo Awards. September 3, 2001. Archived from the original on June 5, 2012. Retrieved October 13, 2011.

 Martin, George R. R. (April 11, 2012). "Season Three". Archived from the original on April 14, 2012. Retrieved April 11, 2012.

 Elavsky, Cindy (January 19, 2014). "Celebrity Extra". King Features. Archived from the original on August 2, 2017. Retrieved April 22, 2014.

 War of the Five Kings Archived 2014-11-07 at the Wayback Machine at A Wiki of Ice and Fire westeros.org, Retrieved 25 December 2014

 Martin, George R. R. (October 6, 2009). "Not A Blog: Dance, Dance, Dance". GRRM.Livejournal.com (Author's LiveJournal blog). Archived from the original on December 28, 2009. Retrieved March 4, 2010.

 Product Details: A Storm of Swords (2000). Amazon.com. 2000. ISBN 0553106635.

 "The Citadel: So Spake Martin - To Be Continued (Chicago, IL; May 6–8)". Westeros.org. May 6, 2005. Archived from the original on December 10, 2017. Retrieved October 13, 2011.

 A Dance with Dragons | George R.R. Martin | Talks at Google. Talks at Google. August 7, 2011. Archived from the original on August 29, 2022. Retrieved December 3, 2022 – via YouTube.

 "Fiction review: A Storm of Swords". publishersweekly.com. October 30, 2000. Archived from the original on February 9, 2013. Retrieved February 13, 2012.

 Brotherhood Without Banners Retrieved December 25, 2014

Post № 853 ✓

quarta-feira, 27 de maio de 2026

CHATTO (LÍDER APACHE CHIRICAHUA)

Retrato de estúdio (em pé) de Chatto, um homem nativo americano (Chiricahua Apache). Ele segura um rifle e usa botas de mocassim, tanga, cobertor, cachecol no pescoço e lenço na cabeça.
  • NOME COMPLETO: Bidayajislnl ou Pedes-klinje
  • NASCIMENTO: c. 1854; Apacheria
  • FALECIMENTO: 13 de agosto de 1934 (com idade entre 79 e 80 anos); Reserva Apache Mescalero, Novo México (acidente de automóvel)
  • APELIDO: Alfred Chatto
Chato (apelido espanhol: "Flat", Chatto ou Chatta, 1854 – 1934) foi um subchefe Apache Chiricahua que realizou vários ataques contra colonos no Arizona na década de 1870. Seu nome Apache era Bidayajislnl ou Pedes-klinje. Ele era um protegido de Cochise e se rendeu com Cochise em 1872, indo viver na Reserva de San Carlos, no sul do Arizona, onde se tornou um batedor Apache. Após seu serviço como batedor, ele foi feito prisioneiro depois de ser coagido a viajar para Washington, DC. Chato foi preso em St. Augustine, Flórida, junto com quase 500 outros Apaches em Fort Marion.

BIOGRAFIA

Chato era primo em primeiro grau de Mangas Coloradas. Ele se casou com uma mulher Apache Chokonen e jurou lealdade a Cochise. Ele queria ascender a Chefe dos Apaches Warm Springs após a morte de Victorio, mas foi sucedido por Nana.

Desde 1876, os Apaches Chiricahua viviam teoricamente na Reserva de San Carlos, no sudeste do Arizona, onde os suprimentos eram inadequados, as doenças eram comuns e a política corrupta. Muitos fugiram para as montanhas da Sierra Madre, no norte do México, onde se sustentavam por meio de incursões e pilhagens em ambos os lados da fronteira.

Após a prisão de Noch-del-klinne e a rebelião dos batedores Apache, Chato escapou da reserva com outros Apaches, como Juh, Naiche e Geronimo , que temiam por suas vidas.

O massacre de McComas foi o nome dado a um incidente ocorrido no sudoeste do Território do Novo México na tarde de 28 de março de 1883. O ex-soldado da União e ex-juiz, Hamilton C. McComas, sua esposa Juanita e seu filho de seis anos, Charlie, foram atacados por um grupo de guerra Chiricahua liderado por Chato enquanto viajavam pela estrada entre Silver City e Lordsburg, Novo México. McComas morreu devido a ferimentos de bala e sua esposa foi morta por um golpe na cabeça. O destino de Charlie nunca foi esclarecido, pois havia uma variedade de relatos conflitantes. O incidente ganhou manchetes nacionais na época.

BATEDOR DO EXÉRCITO

O general George Crook e 250 homens atacaram a ranchera de Chato em junho de 1883, então Chato se rendeu com Geronimo e outros ao general Crook. Chato então serviu sob o comando do general Crook como batedor, incluindo a expedição subsequente à Sierra Madre após Geronimo em 1886.

Ao retornar ao Arizona, Chato liderou uma delegação de paz a Washington, onde recebeu uma medalha de prata do presidente Grover Cleveland. Em seu caminho de volta, em Fort Leavenworth, ele foi preso e deportado para Fort Marion, na Flórida, depois para Fort Pickens, também na Flórida, e finalmente transferido para Mount Vernon, no Alabama.

Não é exagero dizer que a rendição de Natchez [Naiche], Geronimo e seus bandos não teria sido possível sem a ajuda de Chato e seus batedores Chiricahua. Por sua lealdade, foram recompensados com o cativeiro em uma terra estranha.

—  General Crook, Número de Série dos EUA 2682, Doc. 35, p. 3

Em 1894, Chato e sua família foram autorizados a se mudar para Fort Sill, em Oklahoma, e em 1913 Chato e sua família optaram por ir para a Reserva Mescalero no Novo México.

Em 13 de agosto de 1934, o Ford Modelo T de Chato saiu da estrada perto de Whitetail, Novo México, na Reserva Indígena Apache Mescalero; ele morreu no local.

CULTURA POPULAR

Louis L'Amour mencionou Chato em seu romance Shalako, de 1962. Chato é mencionado como um Apache que planeja atacar colonos na região do Novo México.

Em 1966, John Hoyt estrelou como um Chato fictício (o nome foi ligeiramente alterado para "Chata") no filme de faroeste americano Duel at Diablo.

Woody Strode interpretou um Chato fictício no faroeste britânico Shalako de 1968, com Sean Connery e Brigitte Bardot, filmado em Almería, Espanha.

Em 1970, Ricardo Montalbán fez uma participação especial como um Chato fictício no programa de televisão americano Gunsmoke.

Steve Reevis interpretou Chato no filme Geronimo: Uma Lenda Americana, estrelado por Wes Studi, Jason Patric, Gene Hackman, Robert Duvall e Matt Damon.

Chato também foi interpretado por Charles Bronson em Chato's Land.

FONTES: The Apache prisoners in Fort Marion, St. Augustine, Florida by Herbert Welsh (1887) p. 7
 Sweeney, Edwin R. (4 September 2012). From Cochise to Geronimo: The Chiricahua Apaches, 1874-1886. University of Oklahoma Press. p. 414. ISBN 978-0-8061-8651-1.
 Ball, Eve (14 June 2013). Indeh: An Apache Odyssey. University of Oklahoma Press. pp. 50–51. ISBN 978-0-8061-5007-9.
 Cole, D.C., The Chiricahua Apache: 1846-1876, From War to Reservation (Albuquerque: University of New Mexico Press, 1988)
 Sheridan, Thomas E. (1995). Arizona: A History. Tucson, Arizona: University of Arizona Press. pp. 92–95. ISBN 0-8165-1515-8.
 Massacre on the Lordsburg Road: A Tragedy of the Apache Wars, by Marc Simmons, p. 16 Texas A&M University Press, College Station, (1997).
 Sheridan, Thomas E. (1998). A History of the Southwest: The Land and Its People. Tucson, Arizona: Southwest Parks and Monuments Association. p. 42. ISBN 978-1-877856-76-1.
 L'Amour, Louis (January 1, 1962). Shalako. Bantam Western.
 Duel at Diablo (1966)
 "Shalako (1969)". IMDB.
 "Gunsmoke, season 16, episode 1, "Chato" (14 Sep. 1970)". IMDB.

Post № 852 ✓

O ÚLTIMO ROMANO (FILME TEUTO-ÍTALO-ROMENO DE 1968)

Este é um pôster de Kampf um Rom 1. Teil.
Acredita-se que os direitos autorais da arte do pôster pertençam à distribuidora do filme, Constantin Film, à editora do filme ou ao artista gráfico.
  • OUTROS TÍTULOS: Le dernier des Romains (França), Οι επιδρομείς (Grécia), La calata dei barbari (Itália), El fin de los Bárbaros (México), A Batalha de Roma (Portugal),
  • GÊNERO: Épico Histórico, Espada e Sandália, Aventura, Com nudez
  • ORÇAMENTO: DM 8—15.000.000
  • BILHETERIA: DESCONHECIDO
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 45 Minutos
  • DIREÇÃO: Robert Siodmak
    • Não Creditado(s): Sergiu Nicolaescu e Andrew Marton
  • ROTEIRO: Ladislas Fodor e David Ambrose (diálogo adicional) (Baseado no romance histórico de Felix Dahn)
  • CINEMATOGRAFIA: Richard Angst
  • EDIÇÃO: Alfred Srp
  • MÚSICA: Riz Ortolani
  • ELENCO:
    • Laurence Harvey — Cethegus
    • Orson Welles — Justiniano, o Grande
    • Sylva Koscina — Teodora
    • Honor Blackman — Amalaswintha
    • Robert Hoffmann — Totila
    • Lang Jeffries — Belisário
    • Michael Dunn — Narses
    • Florin Piersic — Vitiges
    • Emanoil Petruţ — Teja 
    • Harriet Andersson — Mathaswintha
    • Ewa Strömberg — Rauthgundis
    • Ingrid Boulting — Julia
    • Friedrich von Ledebur — Hildebrand
    • Dieter Eppler — Thorismund 
  • PRODUÇÃO: Artur Brauner, Central Cinema Compagnie-Film GmbH e Pegaso Film Srl, em cooperação com Studioul Cinematografic Bucuresti
  • DISTRIBUIÇÃO: Constantin Film AG
  • DATA DE LANÇAMENTO: 1968 (parte I), 1969 (parte II), 1976 (versão alemã em uma parte)
  • ONDE ASSISTIR: YouTube (Mandarim com legendas em Chinês)
O Último Romano (em alemão: Kampf um Rom) é um filme de drama histórico germano-italiano-romeno estrelado por Laurence Harvey, Orson Welles, Sylva Koscina e Honor Blackman. Foi produzido por Artur Brauner e foi o último filme dirigido por Robert Siodmak. Originalmente lançado em duas partes (Kampf um Rom 1. Teil e Kampf um Rom 2. Teil: Der Verrat) em 1968 e 1969, como um capítulo tardio do gênero espada e sandália, o filme é baseado no romance A Luta por Roma, de Felix Dahn.

SINOPSE

O Último Romano retrata a luta pelo poder no século VI entre o imperador bizantino Justiniano, os descendentes do Império Romano do Ocidente e os ostrogodos.

LANÇAMENTO

A Parte 1 estreou em 17 de dezembro de 1968 no Zoo-Palast em Berlim. A Parte 2 foi lançada em massa na Alemanha Ocidental em 21 de fevereiro de 1969. Na Itália, as duas partes foram inicialmente chamadas de La guerra per Roma — prima parte e La guerra per Roma — seconda parte. Elas foram posteriormente editadas em um único filme intitulado La calata dei barbari. A versão em uma única parte foi lançada nos Estados Unidos em 1973 como The Last Roman e nos cinemas alemães em 1976.

RECEPÇÃO
  • IMDb: 6.0/10
O filme não foi bem recebido pela crítica. O Evangelischer Filmbeobachter elogiou o filme por "muito amor, esplendor e pathos", mas criticou-o por nem sequer tentar fundamentá-lo em um "fundamento histórico". O Lexikon des internationalen Films descreveu-o como "um espetáculo de lutas de poder, intrigas e batalhas em um estilo histórico e cenográfico antiquado" que "excluía rigorosamente o elemento ideológico do romance de Felix Dahn". Também classificou o filme como "ingênuo e divertido", mas "psicologicamente grosseiro" e "superficial demais".

O Filmbewertungsstelle Wiesbaden, que atribuía as classificações "Wertvoll" e "Besonders wertvoll" aos filmes, recusou-se a atribuir uma dessas classificações ao filme. Argumentou que "A cinematografia a cores [...] é tão enfadonha na sua convencionalidade como a montagem. A decoração e os figurinos são ostensivamente teatrais e não fazem o espectador esquecer por um segundo que são cenários e cortinas. Os atores estão muito em sintonia com isso. Em vez de diálogos, estão a recitar textos mecânicos."

DESENVOLVIMENTO

Conselho de guerra dos príncipes góticos Hildebrand, Hildebad, Vitigis, Totila e Teja. Arte de Hanns Anker feita em 1922.

Após o sucesso de Os Nibelungos - A Morte de Siegfried no mercado interno, o produtor alemão Artur Brauner planejou fazer outro filme em duas partes, mas um que atingisse os padrões internacionais e abrisse novos mercados nos EUA.  Apesar dos avisos de que o interesse do público por filmes épicos já havia atingido o auge, Brauner prosseguiu com seu projeto de adaptar o romance histórico alemão A Luta por Roma (título original em alemão: Ein Kampf um Rom), escrito por Felix Dahn, que havia sido bastante popular desde sua primeira publicação em 1876. De olho no mercado americano, Brauner contratou o diretor Robert Siodmak e os atores Orson Welles, Laurence Harvey e Honor Blackman. Para o público alemão, o elenco incluía Robert Hoffmann, Friedrich von Ledebur e Dieter Eppler.

O romance foi adaptado para o cinema por David Ambrose, mas o roteiro foi escrito por Ladislas Fodor. O diretor Robert Siodmak não se sentiu confortável com o projeto. No final de 1967, ele escreveu uma carta a Brauner na qual observou que, após ter lido todos os roteiros, sentiu que o diálogo era "simples demais (para dizer o mínimo) quase o tempo todo e mal atingia o nível de crianças de dez anos. Os personagens não são consistentes, têm inúmeras quebras e até os heróis se tornam desinteressantes e antipáticos no final do filme. [...] No final da parte 2, os fatos históricos foram alterados tão drasticamente que temos que expressar sérias preocupações. A ruína dos Ostrogodos não é apenas um grande drama da literatura mundial, mas também um enorme drama histórico. [...] Traição e exposição, culpa e expiação são construídas de forma tão primitiva que causam um tédio mortal [...]"

As filmagens ocorreram entre 6 de maio de 1968 e setembro de 1968 na Romênia e nos Estúdios Spandau em Berlim. Brauner escolheu a Romênia como uma locação de baixo custo — o exército romeno forneceu vários milhares de figurantes para o filme. De acordo com uma fonte, a produção foi, na época, o filme alemão mais caro depois da Segunda Guerra Mundial, custando 15 milhões de marcos alemães. No entanto, o próprio Brauner estimou os custos de produção em 8 milhões de marcos alemães. Devido a uma série de problemas (estouros de orçamento, garantias retiradas, procurações canceladas), ele disse ter perdido 4 milhões de marcos alemães no projeto.

Robert Siodmak foi creditado como diretor, seus colaboradores Sergiu Nicolaescu e Andrew Marton foram mencionados apenas como diretores da 2ª unidade.

O ÚLTIMO ROMANO II

  • DATA DE LANÇAMENTO: 21 de fevereiro de 1969 (Alemanha Ocidental), 22 de dezembro de 1969 (Romênia), 13 de dezembro de 1971 (Polônia), 29 de novembro de 1985 (Finlândia)
  • ONDE ASSISTIR:
FONTES: "Filmportal: Kampf um Rom. 1. Teil". Retrieved 27 March 2013.

 "Filmportal: Kampf um Rom. 2. Teil: Verrat". Retrieved 27 March 2013.

 Dillmann-Kühn, Claudia (1990). Artur Brauner und die CCC (German). Deutsches Filmmuseum, Frankfurt. ISBN 9783887990343.

 Weniger, Kay, ed. (2001). Das große Personenlexikon des Films, entry for Robert Siodmak (German). Schwarzkopf und Schwarzkopf, Berlin. ISBN 3-89602-340-3.

 "La calata dei barbari". Fondazione Ente dello Spettacolo. Retrieved 15 January 2017.

 "Filmportal: Kampf um Rom (one-part version)". Retrieved 27 March 2013.

 Evangelischer Filmbeobachter (in German) (2/1969): 5, 1969 {{citation}}: Missing or empty |title= (help)
 Katholisches Institut für Medieninformation (ed.) (1991). Lexikon des internationalen Films, Band 4 (German). Rowohlt. p. 1952. ISBN 3499163225.

Post № 851 ✓

terça-feira, 26 de maio de 2026

INÉRCIA (UMA PROPRIEDADE GERAL DA MATÉRIA E DA ENERGIA)

Inércia nos estados de repouso e movimento: a bola tende a permanecer em repouso (à esquerda) ou em movimento (à direita), a menos que esse estado seja modificado pela intervenção de uma força externa.

A inércia é a tendência natural dos objetos em movimento permanecerem em movimento e dos objetos em repouso permanecerem em repouso, a menos que uma força provoque uma mudança em sua velocidade. É um dos princípios fundamentais da física clássica e foi descrita por Isaac Newton em sua primeira lei do movimento (também conhecida como Princípio da Inércia). É uma das principais manifestações da massa, uma das propriedades quantitativas essenciais dos sistemas físicos. Newton escreve:

“LEI I. Todo objeto permanece em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em linha reta, exceto na medida em que for compelido a mudar esse estado por forças que sobre ele sejam impressas.”

—  Isaac Newton, Principia, Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, Tradução de Cohen e Whitman, 1999

Em sua obra Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica de 1687, Newton definiu a inércia como uma propriedade:

“DEFINIÇÃO III. A vis insita, ou força inata da matéria, é um poder de resistência pelo qual todo corpo, na medida do possível, se esforça para perseverar em seu estado atual, seja de repouso ou de movimento uniforme para a frente em linha reta.”

INÉRCIA ROTACIONAL

Uma grandeza relacionada à inércia é a inércia rotacional (→ momento de inércia), a propriedade de um corpo rígido em rotação manter seu estado de movimento rotacional uniforme. Seu momento angular permanece inalterado, a menos que um torque externo seja aplicado; isso é chamado de conservação do momento angular. A inércia rotacional é frequentemente considerada em relação a um corpo rígido. Por exemplo, um giroscópio utiliza a propriedade de resistir a qualquer mudança no eixo de rotação.

ETIMOLOGIA

O termo inércia vem da palavra latina INERS, que significa ocioso ou lento.

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO

Compreensão inicial do movimento inercial: O professor John H. Lienhard destaca o Mozi – baseado em um texto chinês do período dos Reinos Combatentes (475–221 a.C.)como tendo fornecido a primeira descrição da inércia. Antes do Renascimento europeu, a teoria predominante do movimento na filosofia ocidental era a de Aristóteles (384–322 a.C.). Na superfície da Terra, a propriedade de inércia dos objetos físicos é frequentemente mascarada pela gravidade e pelos efeitos do atrito e da resistência do ar, que tendem a diminuir a velocidade dos objetos em movimento (geralmente até o ponto de repouso). Isso levou o filósofo Aristóteles a acreditar erroneamente que os objetos se moveriam apenas enquanto uma força fosse aplicada a eles. Aristóteles afirmou que todos os objetos em movimento (na Terra) eventualmente param, a menos que uma força externa continue a movê-los. Aristóteles explicou o movimento contínuo dos projéteis, após serem separados de seu lançador, como uma ação (em si mesma inexplicada) do meio circundante que continua a mover o projétil.

Apesar de sua aceitação geral, o conceito de movimento de Aristóteles foi contestado em diversas ocasiões por filósofos notáveis ao longo de quase dois milênios. Por exemplo, Lucrécio (seguindo, presumivelmente, Epicuro) afirmou que o "estado padrão" da matéria era o movimento, não a estase (estagnação). No século VI, João Filopono criticou a inconsistência entre a discussão de Aristóteles sobre projéteis, onde o meio mantém os projéteis em movimento, e sua discussão sobre o vazio, onde o meio impediria o movimento de um corpo. Filopono propôs que o movimento não era mantido pela ação de um meio circundante, mas por alguma propriedade conferida ao objeto quando este era posto em movimento. Embora este não fosse o conceito moderno de inércia, pois ainda havia a necessidade de uma força para manter um corpo em movimento, representou um passo fundamental nessa direção. Esta visão foi fortemente contestada por Averróis e por muitos filósofos escolásticos que apoiavam Aristóteles. No entanto, esta visão não ficou sem contestação no mundo islâmico, onde Filopono teve vários apoiadores que desenvolveram ainda mais as suas ideias.

No século XI, o polímata persa Ibn Sina (Avicena) afirmou que um projétil no vácuo não pararia a menos que uma ação fosse tomada sobre ele.

Teoria do Ímpeto: No século XIV, Jean Buridan rejeitou a noção de que uma propriedade geradora de movimento, que ele denominou ímpeto, se dissipava espontaneamente. A posição de Buridan era a de que um objeto em movimento seria parado pela resistência do ar e pelo peso do corpo, que se oporia ao seu ímpeto. Buridan também sustentava que o ímpeto aumentava com a velocidade; assim, sua ideia inicial de ímpeto era semelhante em muitos aspectos ao conceito moderno de momento. Apesar das óbvias semelhanças com ideias mais modernas de inércia, Buridan considerava sua teoria apenas uma modificação da filosofia básica de Aristóteles, mantendo muitas outras visões peripatéticas, incluindo a crença de que ainda havia uma diferença fundamental entre um objeto em movimento e um objeto em repouso. Buridan também acreditava que o ímpeto poderia ser não apenas linear, mas também circular, fazendo com que objetos (como corpos celestes) se movessem em círculo. A teoria de Buridan foi continuada por seu aluno Alberto da Saxônia (1316–1390) e pelos Calculadores de Oxford, que realizaram vários experimentos que minaram ainda mais o modelo aristotélico. O trabalho deles, por sua vez, foi elaborado por Nicole Oresme, que foi pioneira na prática de ilustrar as leis do movimento com gráficos.

Pouco antes da teoria da inércia de Galileu, Giambattista Benedetti modificou a teoria do ímpeto, que estava em desenvolvimento, para envolver apenas o movimento linear:

[Qualquer] porção de matéria corpórea que se move por si mesma quando um ímpeto é impresso nela por qualquer força motriz externa tem uma tendência natural a se mover em um caminho retilíneo, não curvo.”

Benedetti cita o movimento de uma pedra em um estilingue como um exemplo do movimento linear inerente aos objetos, forçado a um movimento circular.

Inércia clássica: Segundo o historiador da ciência Charles Coulston Gillispie, a inércia "entrou na ciência como uma consequência física da geometrização do espaço-matéria de Descartes, combinada com a imutabilidade de Deus". O primeiro físico a romper completamente com o modelo aristotélico de movimento foi Isaac Beeckman em 1614.

O termo "inércia" foi introduzido pela primeira vez por Johannes Kepler em seu Epitome Astronomiae Copernicanae (publicado em três partes de 1617 a 1621). No entanto, o significado do termo de Kepler, que ele derivou da palavra latina para "ociosidade" ou "PREGUIÇA", não era exatamente o mesmo que sua interpretação moderna. Kepler definiu inércia apenas em termos de resistência ao movimento, mais uma vez baseado na suposição axiomática de que o repouso era um estado natural que não precisava de explicação. Foi somente com o trabalho posterior de Galileu e Newton que unificou repouso e movimento em um único princípio que o termo "inércia" pôde ser aplicado a esses conceitos como é hoje.

O princípio da inércia, tal como formulado por Aristóteles para "movimentos no vazio", inclui que um objeto mundano tende a resistir a uma mudança de movimento. A divisão aristotélica do movimento em mundano e celeste tornou-se cada vez mais problemática face às conclusões de Nicolau Copérnico no século XVI, que argumentou que a Terra nunca está em repouso, mas está na verdade em constante movimento em torno do Sol.

Galileu, no desenvolvimento posterior do modelo copernicano, reconheceu esses problemas com a natureza do movimento então aceita e, pelo menos em parte, como resultado, incluiu uma reformulação da descrição de Aristóteles sobre o movimento no vácuo como um princípio físico básico:

“Um corpo que se move sobre uma superfície plana continuará na mesma direção a uma velocidade constante, a menos que seja perturbado.”

Galileu escreve que "removidos todos os impedimentos externos, um corpo pesado sobre uma superfície esférica concêntrica com a Terra manter-se-á no estado em que se encontra; se colocado em movimento para oeste (por exemplo), manter-se-á nesse movimento." Esta noção, denominada "inércia circular" ou "inércia circular horizontal" pelos historiadores da ciência, é um precursor da noção de inércia retilínea de Newton, mas distinta desta. Para Galileu, um movimento é "horizontal" se não leva o corpo em movimento para perto ou para longe do centro da Terra, e para ele, "um navio, por exemplo, tendo recebido um impulso através do mar tranquilo, mover-se-ia continuamente ao redor do nosso globo sem nunca parar." Galileu mais tarde (em 1632) concluiu que, com base nesta premissa inicial da inércia, é impossível distinguir entre um objeto em movimento e um estacionário sem alguma referência externa para comparação. Esta observação acabou por ser a base para ALBERT EINSTEIN desenvolver a teoria da relatividade especial.

Os conceitos de inércia nos escritos de Galileu seriam posteriormente refinados, modificados e codificados por Isaac Newton como a primeira de suas leis do movimento (publicada pela primeira vez na obra de Newton, Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica, em 1687):

“Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja compelido a mudar esse estado por forças impressas sobre ele.”

Apesar de ter definido o conceito em suas leis do movimento, Newton não usou o termo "inércia". Na verdade, ele originalmente considerava os respectivos fenômenos como sendo causados por "forças inatas" inerentes à matéria que resistem a qualquer aceleração. Partindo dessa perspectiva, e inspirando-se em Kepler, Newton concebeu a "inércia" como "a força inata possuída por um objeto que resiste a mudanças em seu movimento", definindo, assim, "inércia" como a causa do fenômeno, e não o fenômeno em si.

Contudo, as ideias originais de Newton sobre a "força resistiva inata" revelaram-se problemáticas por diversos motivos, e, portanto, a maioria dos físicos já não pensa nesses termos. Como nenhum mecanismo alternativo foi prontamente aceito, e atualmente é geralmente aceito que talvez não exista nenhum que possamos conhecer, o termo "inércia" passou a significar simplesmente o próprio fenômeno, e não qualquer mecanismo inerente. Assim, em última análise, "inércia" na física clássica moderna tornou-se o nome do mesmo fenômeno descrito pela primeira lei do movimento de Newton, e os dois conceitos são agora considerados equivalentes.

Experimento simples que demonstra a diferença entre massa inercial e massa gravitacional. Se puxado lentamente, o fio superior se rompe (a). Se puxado rapidamente, o fio inferior se rompe (b).
Relatividade: A teoria da relatividade restrita de Albert Einstein, conforme proposta em seu artigo de 1905 intitulado "Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento", foi construída sobre a compreensão dos referenciais inerciais desenvolvida por Galileu, Huygens e Newton. Embora essa teoria revolucionária tenha alterado significativamente o significado de muitos conceitos newtonianos, como massa, energia e distância, o conceito de inércia de Einstein permaneceu inicialmente inalterado em relação ao significado original de Newton. No entanto, isso resultou em uma limitação inerente à relatividade restrita: o princípio da relatividade só poderia ser aplicado a referenciais inerciais. Para superar essa limitação, Einstein desenvolveu sua teoria da relatividade geral ("Os Fundamentos da Teoria da Relatividade Geral", 1916), que forneceu uma teoria incluindo referenciais não inerciais (acelerados).

Na relatividade geral, o conceito de movimento inercial adquiriu um significado mais amplo. Levando em consideração a relatividade geral, o movimento inercial é qualquer movimento de um corpo que não é afetado por forças de origem elétrica, magnética ou outra, mas que está apenas sob a influência de massas gravitacionais. Fisicamente falando, isso é exatamente o que um acelerômetro de três eixos funcionando corretamente indica quando não detecta nenhuma aceleração adequada.

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 Andrew Motte's English translation:Newton, Isaac (1846), Newton's Principia: the mathematical principles of natural philosophy, New York: Daniel Adee, p. 83 This usual statement of Newton's law from the Motte-Cajori translation, is however misleading giving the impression that 'state' refers only to rest and not motion whereas it refers to both. So the comma should come after 'state' not 'rest' (Koyre: Newtonian Studies London 1965 Chap III, App A)
 Alfred Engel English Translation:Einstein, Albert (1997), The Foundation of the General Theory of Relativity (PDF), New Jersey: Princeton University Press, archived from the original (PDF) on 15 November 2015, retrieved 30 May 2014

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 "inertia | Etymology, origin and meaning of inertia by etymonline". www.etymonline.com. Retrieved 2023-10-01.

Post № 850 ✓

SAI (ESPADA CURTA JAPONESA)

2 sais antigos, um sai octogonal do tipo okinawano e um tjabang/cabang indonésio menor. O sai (em japonês: 釵, lit. ' grampo de cabelo ...