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segunda-feira, 16 de março de 2026

O AGENTE SECRETO (FILME BRASILO-EUROPEU DE 2025)

Cartaz brasileiro do filme O Agente Secreto (2025).
  • GÊNERO: drama, suspense, thriller político
  • ORÇAMENTO: R$27.000.000 (Sendo R$ 7,5 milhões captado através do Fundo do Setor Audiovisual (FSA), gerido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), e o restante de fontes da Alemanha, França e Países Baixos.)
  • BILHETERIA: R$75.400.000
  • DURAÇÃO: 2 Horas, 40 Minutos
  • DIREÇÃO: Kleber Mendonça Filho
  • ROTEIRO: Kleber Mendonça Filho
  • CINEMATOGRAFIA: Evgenia Alexandrova
  • EDIÇÃO: Matheus Farias e Eduardo Serrano
  • DIREÇÃO DE ARTE: Thales Junqueira
  • FIGURINO: Rita Azevedo Gomes
  • MÚSICA: Mateus Alves e Tomaz Alves Souza
  • ELENCO:
    • Wagner Moura — Armando/ Marcelo/ /Fernando (presente)
    • Carlos Francisco — Seu Alexandre
    • Tânia Maria — Dona Sebastiana
    • Enzo Nunes — Fernando
    • Robério Diógenes — Euclides
    • Maria Fernanda Cândido — Elza
    • Luciano Chirolli — Henrique Guirotti
    • Gabriel Leone — Bobbi
    • Roney Villela — Augusto
    • Hermila Guedes — Claudia
    • Isabél Zuaa — Tereza Vitória
    • Licínio Januário — Antonio
    • Isadora Ruppert — Dani
    • Alice Carvalho — Fátima
    • Laura Lufési — Flávia
    • Thomás Aquino — Arlindo
    • Igor de Araújo — Sergio
    • Udo Kier — Hans
    • João Vitor Silva — Haroldo
    • Kaiony Venâncio — Vilmar
    • Suzy Lopes — Carmem
    • Buda Lira — Anízio
    • Beto Quirino — Guarda Desidério
  • PRODUÇÃO: Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura, Brent Travers, Leontine Petit e Fred Burle
    • Companhia(s): CinemaScópio Produções (Brasil), MK2 Films (França), Lemming Film (Países Baixos), One Two Films (Alemanha), Arte France Cinéma (França), Black Rabbit Media, Itapoan e a Vitrine Filmes (coprodução)
  • DISTRIBUIÇÃO: Vitrine Filmes (Brasil), Neon (América do Norte), MUBI (Reino Unido, Irlanda, Índia, América Latina; exceto Brasil), Ad Vitam Distribution (França), Port au Prince Pictures (Alemanha) e Nitrato Filmes (Portugal)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 18 de maio de 2025 (Cannes, França), 6 de novembro de 2025 (Brasil e Portugal)
  • ONDE ASSISTIR:
O Agente Secreto é um filme neo-noir brasileiro com coprodução francesa, neerlandesa e alemã de drama, suspense e thriller político de 2025, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho. Produzido pela CinemaScópio (Brasil), o filme teve sua estreia mundial no Festival de Cannes em 18 de maio de 2025, onde competiu pela Palma de Ouro. Na ocasião, venceu os prêmios de Interpretação Masculina para Wagner Moura e Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho, além do Prêmio FIPRESCI da competição oficial e o Prix des Cinémas d’Art et Essai, concedido pela Associação Francesa de Cinemas de Arte (AFCAE).

SINOPSE

Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.

LANÇAMENTO

O Agente Secreto teve sua estreia mundial em 18 de maio de 2025, como parte da Seleção Oficial do 78º Festival de Cannes, onde competiu pela Palma de Ouro.

O filme estreou em 6 de novembro de 2025 nos cinemas brasileiros com distribuição da Vitrine Filmes, sendo precedido por duas semanas de pré-estreias. Na França, o lançamento está previsto para janeiro de 2026 pela Ad Vitam Distribution. Nos Estados Unidos e Canadá, o filme terá distribuição da Neon. No Reino Unido, Irlanda, Índia e no restante da América Latina (exceto Brasil), o longa possui distribuição da MUBI. A distribuição na Alemanha será feita pela Port au Prince Pictures. Em Portugal, o filme possui distribuição da Nitrato Filmes e estreou em 6 de novembro de 2025.

Em dezembro de 2025, com seis semanas em cartaz nos cinemas, o filme alcançou a marca de 1 milhão de espectadores, tornando-se o primeiro filme brasileiro produzido fora do eixo Sul-Sudeste a alcançar este número de ingressos vendidos no país.

RECEPÇÃO
  • Rotten Tomatoes:
  • IMDb:
  • Metacritic:
Crítica especializada: Carlos Aguilar, do The Playlist, classificou o filme como: "Uma obra-prima imponente, imersa em história e com uma adoração palpável pelo cinema", elogiando a produção de Thales Junqueira e a forma como o filme explora a memória e a verdade. Peter Bradshaw, do britânico The Guardian, deu ao filme 5 de 5 estrelas, descrevendo-o como um "brilhante drama brasileiro sobre um acadêmico em fuga nos anos 1970". A crítica da BBC Culture, baseada em impressões da Sight and Sound, chamou o filme de um "thriller político estiloso e vibrante" que "compensa em excitação o que lhe falta em sutileza", destacando a atuação de Wagner Moura e a atmosfera criada por Mendonça Filho.

Mariana Canhisares, do Omelete, considerou O Agente Secreto um "fantástico thriller" que utiliza o gênero de espionagem para discutir o apagamento de informações e identidades durante a ditadura, elogiando a direção de Kleber Mendonça Filho e as atuações do elenco, especialmente Wagner Moura. A revista francesa Les Cahiers du Cinéma, através de resenhas publicadas por outros veículos que a citam, destacou o filme como um "thriller com toques fantásticos evocando a ditadura militar" e um "belo e amplo afresco política", embora um crítico a tenha achado complicado em alguns momentos devido a desvios na trama.

As críticas em geral elogiaram a direção de arte, o figurino, a fotografia e a trilha sonora por sua contribuição na criação da atmosfera e na recriação da época. Alguns críticos mencionaram a longa duração (158 minutos) como um ponto de atenção, mas geralmente justificável pela complexidade da trama e profundidade temática.

O filme foi escolhido pela revista britânica The Economist para integrar sua lista de melhores filmes de 2025, ao lado de Ainda Estou Aqui. Foi eleito pela The Hollywood Reporter o melhor filme de 2025.

Repercussão política e cultural: A premiação do filme em Cannes gerou forte repercussão no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou a equipe em suas redes sociais, afirmando que os "prêmios em Cannes mostram que cinema de nosso País não deve nada para ninguém".O sucesso do filme também foi visto como um impulsionador do cinema brasileiro no cenário internacional e fortaleceu as especulações sobre uma possível indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026.

Submissão ao Oscar: Embora Mendonça Filho tenha sido preterido duas vezes pela comissão brasileira de inscrição para o Oscar de Melhor Longa-Metragem Internacional, por duas produções aclamadas pela crítica: Aquarius em 2016 e Bacurau em 2019, esperava-se que O Agente Secreto fosse a escolha segura do país após sua exibição bem-sucedida no Festival de Cannes 2025 e a forte campanha contínua na temporada de premiações pela distribuidora Neon.

Em agosto, o filme foi pré-selecionado juntamente com outros cinco longas-metragens, com a decisão final do país prevista para ser anunciada em 15 de setembro. Pouco depois, surgiram relatos sugerindo uma possível rejeição em favor de Manas, que foi apoiado por 70 empresas de alto perfil por seu suposto "assunto urgente no Brasil". O movimento criou um alvoroço público devido à percepção de abuso político e pessoal do processo de inscrição no Oscar, em vez do mérito e da lógica comercial.

Após a indignação online, que incluiu um vídeo de quatro minutos de Fernanda Torres apoiando sua seleção, O Agente Secreto foi confirmado pela Academia Brasileira de Cinema como a submissão oficial do país em 15 de setembro.

Em 22 de janeiro, o filme foi confirmado na lista final dos indicados ao prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional. O Agente Secreto também foi indicado para concorrer nas categorias de Melhor Filme, Melhor Elenco e Melhor ator com Wagner Moura.

DESENVOLVIMENTO

Exército Brasileiro em exercício de tiro, Praia Grande, Estado de São Paulo, Brasil, Ano 1975.

Roteiro: O Agente Secreto nasceu do desejo de Kleber Mendonça Filho de realizar um "exercício histórico", ambientando a trama em 1977, durante o governo de Ernesto Geisel, um período da ditadura militar brasileira que o diretor considera menos explorado no cinema em comparação com os anos de chumbo mais intensos. O roteiro foi escrito por Mendonça Filho ao longo de três anos, num processo descrito por ele como difícil, com longos períodos de improdutividade até que a história "passa a se escrever sozinha". O roteiro finalizado continha 167 páginas.

A inspiração inicial para um elemento da trama veio de uma notícia de um jornal australiano sobre um tubarão encontrado com uma perna humana em seu ventre, que se transformou em uma homenagem a filmes de exploração dentro da narrativa. Outra sequência, envolvendo uma bomba de gasolina, originou-se de um curta-metragem que o diretor nunca chegou a filmar. Mendonça Filho afirmou que busca com seus filmes "suscitar ideias" em vez de "levar uma mensagem", e que desejava fazer um filme sobre os anos 70 com "detalhes do coração", explorando como indivíduos navegam e resistem a um sistema opressor. O abrigo de "refugiados" no filme simboliza um "bunker de afeição".

O processo de seleção do elenco incluiu a jovem atriz mineira Laura Lufési, que interpreta Flavia, após um processo de testes. O filme marca a segunda colaboração de Mendonça Filho com Udo Kier, após Bacurau.

Financiamento: O Agente Secreto é uma coprodução internacional envolvendo Brasil, França, Holanda e Alemanha. As produtoras principais são a brasileira CinemaScópio Produções, a francesa MK2 Films (também creditada como MK Productions), a holandesa Lemming Film e a alemã One Two Films. Arte France Cinéma (França), Black Rabbit Media, Itapoan e a distribuidora brasileira Vitrine Filmes também participam como coprodutoras.

O filme recebeu apoio financeiro de diversas instituições:
  1. Brasil: Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Ancine, através da Lei do Audiovisual.
  2. França: Centre national du cinéma et de l'image animée (CNC), através do programa "Aide aux cinémas du monde avant réalisation" (Ajuda aos cinemas do mundo antes da realização) e "Aide à l'édition en vidéo physique" (Ajuda para edição em vídeo físico).
  3. Holanda: Netherlands Film Fund, através do Film Production Incentive em 2024. Leontine Petit da Lemming Film e Fred Burle são coprodutores associados à Holanda. Dora Amorim atuou como produtora executiva. Todos possuem ligações com programas de desenvolvimento audiovisual europeus como EAVE (European Audiovisual Entrepreneurs) e PUENTES.
  4. Alemanha: Recebeu €150.000 do Medienboard Berlin-Brandenburg e €60.000 do FFA (German Federal Film Fund).
Filmagens: As filmagens de O Agente Secreto ocorreram ao longo de dez semanas, entre junho e agosto de 2024, com locações nas cidades de Recife, Pernambuco, e São Paulo.

Mendonça Filho buscou recriar suas memórias afetivas de Recife em 1977, focando em detalhes como decoração, objetos, carros, jornais e telegramas para construir uma "maquiagem bem-feita do passado" que ainda ressoasse com o presente. A abordagem não visava uma reconstituição exata de incidentes da ditadura, mas sim criar uma "atmosfera tensa, densa e cheia de texturas" e um "clima sufocante" que dialogasse com questões contemporâneas. Locais icônicos de Recife, como a Praça do Sebo e o Cinema São Luiz, são centrais na narrativa, refletindo o interesse contínuo do diretor por cinemas como espaços de memória e vivência comunal, tema já explorado em seu documentário Retratos Fantasmas.

A direção de fotografia de Evgenia Alexandrova, a direção de arte de Thales Junqueira e o figurino de Rita Azevedo foram cruciais para estabelecer a estética "vintage" e a atmosfera do filme. Críticos destacaram o uso de lentes anamórficas e dioptrias divididas por Mendonça Filho, elementos estilísticos que contribuem para a linguagem visual do filme.

Pós-produção: A montagem do filme foi realizada por Matheus Farias e Eduardo Serrano, que trabalharam para dar forma à narrativa complexa e em camadas, com duração final de 158 minutos. A trilha sonora original é de Mateus Alves e Tomaz Alves Souza, que já colaboraram com Mendonça Filho em trabalhos anteriores. Críticas mencionam o uso de clássicos brasileiros na trilha sonora, contribuindo para a imersão na época.

PRÊMIOS
  1. Festival de Cinema de Cannes 24 de maio de 2025
    1. Prêmio de Interpretação Masculina Wagner Moura
    2. Prêmio de Melhor Diretor Kleber Mendonça Filho
  2. Prêmio FIPRESCI (Competição Oficial)
  3. Prix des Cinémas d’Art et Essai (AFCAE)
  4. Festival de Cinema de Jerusalém 25 de julho de 2025 
  5. Prêmio Nechama Rivlin de Melhor Filme Internacional
  6. Festival de Cinema de Lima 16 de setembro de 2025 Prêmio do Júri de Melhor Filme (Competição Latino-Americana de Ficção)
  7. Prêmio do Júri da Crítica Internacional de Melhor Filme
  8. Menção Honrosa APRECI de Melhor Filme na Competição Latino-Americana de Ficção.
  9. Festival Biarritz Amérique Latine 18 de setembro de 2025 Abrazo d’honneur para Kleber Mendonça Filho
  10. Festival de Cinema de Zurique 26 de setembro de 2025 Golden Eye Award para Wagner Moura
  11. Film Festival Cologne 6 de outubro de 2025 Prêmio The Hollywood Reporter para Kleber Mendonça Filho
  12. Arthouse Cinema Award
  13. Critics Choice Celebration of Latino Cinema & Television 24 de outubro de 2025 Melhor Diretor  para Kleber Mendonça Filho
  14. Festival Internacional de Cinema de Chicago
    1. Prêmio de Melhor Ator para Wagner Moura
  15. Festival de Cinema de Virgínia 26 de outubro de 2025
    1. Prêmio Craft por Realização em Fotografia para Evgenia Alexandrova
  16. Festival Internacional de Cinema de Gáldar 27 de outubro de de 2025 Melhor Filme
  17. Newport Beach Film Festival 5 de novembro de 2025 Melhor Performance para Wagner Moura
  18. Festival Internacional de Cinema de Estocolmo 14 de novembro de 2025 Melhor Fotografia para Evgenia Alexandrova
  19. Festival de Cinema de Key West 17 de novembro de 2025 Prêmio da Crítica para
  20. Satellite Awards 10 de março de 2026 
    1. Melhor Ator (Drama) para Wagner Moura
    2. Melhor Filme Internacional
INDICAÇÕES
  1. Oscar 15 de março de 2026):
    1. Melhor Filme para Emilie Lesclaux
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
    3. Melhor Filme Internacional 
    4. Melhor Seleção de Elenco para Gabriel Domingues
  2. Festival de Cinema de Cannes 24 de maio de 2025 Palma de Ouro Kleber Mendonça Filho
  3. Festival de Cinema de Sydney 15 de junho de 2025 Sydney Film Prize
  4. Miskolc International Film Festival 13 de setembro de 2025 Emeric Pressburger Prize
  5. Federação Internacional de Críticos de Cinema 21 de setembro de 2025 FIPRESCI Grand Prix por Melhor Filme do Ano
  6. Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 24 de setembro de 2025 City of Donostia (San Sebastian Audience Award)
  7. Festival de Cinema de Hamburgo 8 de outubro de 2025 Hamburg Producers Award
  8. Festival Internacional de Cinema de Chicago
    1. Categoria Gold Hugo
  9. Gotham Awards 1 de dezembro de 2025
    1. Melhor Roteiro Original para Kleber Mendonça Filho
    2. Melhor Atuação Principal para Wagner Moura
  10. Prêmio César 26 de fevereiro de 2026 Melhor Filme Estrangeiro Indicado
  11. Dorian Film Awards 3 de março de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira
New York Film Critics Circle Awards 2 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Venceu [35][36]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Venceu
Atlanta Film Critics Circle Awards 3 de dezembro de 2025 Top 10 Melhores Filmes 
O Agente Secreto
Venceu [37]
IndieWire Honors 4 de dezembro de 2025 Performance Award 
Wagner Moura
Venceu [38]
Los Angeles Film Critics Association Awards 7 de dezembro de 2025 Melhor Atuação Principal 2.º Lugar [39]
Melhor Filme 
O Agente Secreto
2.º Lugar
Melhor Filme Internacional Venceu
Toronto Film Critics Association Awards 7 de dezembro de 2025 Melhor Atuação Principal 
Wagner Moura
2.º Lugar [40]
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
2.º Lugar [41]
Washington DC Area Film Critics Association 7 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [42][43]
Phoenix Critics Circle 11 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [44][45]
Chicago Film Critics Association 11 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [46][47]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana 12 de dezembro de 2025 Melhor Direção 
Kleber Mendonça Filho
Venceu [48]
Melhor Roteiro Venceu
Melhor Direção Artística 
Thales Junqueira
Venceu
Melhor Montagem 
Matheus Farias e Eduardo Serrano
Venceu
Melhor Trilha Sonora 
Tomaz Alves Souza e Mateus Alves
Venceu
San Francisco Bay Area Film Critics Circle 14 de dezembro de 2025 Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado [49][50]
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado
St. Louis Film Critics Association 14 de dezembro de 2025 Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado [51][52]
Melhor Filme 
O Agente Secreto
Indicado
Melhor Filme Internacional Indicado
Seattle Film Critics Society Awards 15 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [53][54]
Indiana Film Journalists Association 15 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [55][56]
New York Film Critics Online 15 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [57][58]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
San Diego Film Critics Society 15 de dezembro de 2025 Melhor Ator Indicado [59][60]
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado
Austin Film Critics Association 18 de dezembro de 2025 Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado [61][62][63]
Melhor Roteiro Original 
Kleber Mendonça Filho
Indicado
Melhor Filme 
O Agente Secreto
Indicado
Melhor Filme Internacional Venceu
Las Vegas Film Critics Society 19 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [64][65]
Florida Film Critics Circle 19 de dezembro de 2025 Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado [66]
Melhor Elenco 
Gabriel Domingues
Indicado
Melhor Design de Produção e Direção de Arte 
Thales Junqueira
Indicado
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado
Boston Online Film Critics Association 20 de dezembro de 2025 Top 10 Filmes Venceu [67]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Venceu
Georgia Film Critics Association 27 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado [68]
North Texas Film Critics Association 29 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional Indicado [69]
Alliance of Women Film Journalists 31 de dezembro de 2025 Melhor Filme Indicado [70]
Melhor Filme Internacional Indicado
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
Portland Critics Association 31 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
2.º Lugar [71]
New Jersey Film Critics Circle 31 de dezembro de 2025 Melhor Filme Indicado [72]
Melhor Filme Internacional Indicado
Puerto Rico Critics Association 2 de janeiro de 2026 Melhor Filme Indicado [73][74]
Melhor Ator 
Wagner Moura
2.º Lugar
Melhor Roteiro Original 
Kleber Mendonça Filho
Indicado
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
2.º Lugar
Melhor Montagem 
Matheus Farias e Eduardo Serrano
Indicado
Minnesota Film Critics Association 2 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado [75]
National Society of Film Critics 3 de janeiro de 2026 Melhor Filme 3.º Lugar [76]
Melhor Ator 
Wagner Moura
2.º Lugar
Melhor Roteiro 
Kleber Mendonça Filho
3.º Lugar
Melhor Filme em Língua Não Inglesa 
O Agente Secreto
Venceu
Critics Choice Awards 4 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional Venceu [77][78]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
Columbus Film Critics Association 8 de janeiro de 2026 Melhor Atuação Principal Indicado [79]
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado
New York Film Festival 8 de janeiro de 2026 Troféu Golden Beast 
gata Carminha (personagens Liza e Elis)
Venceu [80]
The Astra Film Awards 9 de janeiro de 2026 Melhor Ator em Filme de Drama 
Wagner Moura
Indicado [81][82][83]
Prêmio Excelência em Atuação Honraria
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado
AARP Movies for Grownups Awards 10 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira Indicado [84][85]
Greater Western New York Film Critics Association 10 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira Indicado [86]
Prêmios Globo de Ouro 11 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Drama Indicado [87][88]
Melhor Filme em Língua Não Inglesa Venceu
Melhor Ator em Drama 
Wagner Moura
Venceu
Hawaii Film Critics Society Awards 12 de janeiro de 2026 Melhor Ator Indicado [89][90]
Melhor Filme em Língua Estrangeira 
O Agente Secreto
Indicado
Music City Film Critics’ Association Awards 12 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional Venceu [91]
North Dakota Film Society Awards 12 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional Indicado [92][93]
National Board of Review 13 de janeiro de 2026 Top 5 Filmes Internacionais Venceu [94][95]
Chicago Indie Critics 15 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional Indicado [96]
Associação de Críticos de Santiago de Compostela 15 de janeiro de 2026 Melhor Roteiro 
Kleber Mendonça Filho
Venceu [97]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Venceu
Melhor Atriz Coadjuvante 
Tânia Maria
Venceu
Utah Film Critics Association 17 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira 
O Agente Secreto
Indicado [98]
Lumière Awards 18 de janeiro de 2026 Melhor Coprodução Internacional Venceu [99][100]
Houston Film Critics Society 20 de janeiro de 2026 Melhor Filme Indicado [101][102]
Melhor Filme Internacional Indicado
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
Denver Film Critics Society 24 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira 
O Agente Secreto
Indicado [103]
North Carolina Film Critics Association 26 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira Indicado [104][105]
Online Film Critics Society Awards 26 de janeiro de 2026 Melhor Filme Indicado [106][107]
Melhor Filme Internacional Indicado
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) 27 de janeiro de 2026 Melhor Filme 
O Agente Secreto
Venceu [108][109]
Melhor Direção 
Kleber Mendonça Filho
Indicado
Melhor Roteiro Indicado
Melhor Ator 
Wagner Moura
Venceu
Melhor Atriz 
Alice Carvalho
Indicado
Prêmio Especial do Júri 
Tânia Maria
Honraria
London Critics’ Circle Film Awards 1 de fevereiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira 
O Agente Secreto
Indicado [110]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) 5 de fevereiro de 2026 Melhor Longa-Metragem Brasileiro 
O Agente Secreto
Venceu [111]
Top 10 Longas-Metragens Brasileiros Venceu
Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara 8 de fevereiro de 2026 Prêmio Virtuosos 
Wagner Moura
Honraria [112][113]
International Cinephile Society 8 de fevereiro de 2026 Melhor Ator Venceu [114][115]
Melhor Diretor 
Kleber Mendonça Filho
Venceu
Melhor Roteiro Original Venceu
Melhor Atriz Coadjuvante 
Tânia Maria
Venceu
Melhor Fotografia 
Evgenia Alexandrova
Indicado
Melhor Montagem 
Matheus Farias e Eduardo Serrano
Indicado
Melhor Design de Produção 
Thales Junqueira
Indicado
Melhor Design de Som 
Tijn Hazen
Indicado
Melhor Filme 
O Agente Secreto
Venceu
Melhor Elenco Venceu
Paris Film Critics Awards 8 de fevereiro de 2026 Melhor Filme Indicado [116][117]
Melhor Direção 
Kleber Mendonça Filho
Indicado
Melhor Ator 
Wagner Moura
Venceu
Latino Entertainment Film Awards 9 de fevereiro de 2026 Melhor Ator Venceu [118][119]
Melhor Diretor 
Kleber Mendonça Filho
Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante 
Tânia Maria
Indicado
Melhor Fotografia 
Evgenia Alexandrova
Indicado
Melhor Montagem 
Matheus Farias e Eduardo Serrano
Indicado
Melhor Design de Produção 
Thales Junqueira e Mariana Kinker
Indicado
Melhor Figurino 
Rita Azevedo
Indicado
Melhor Filme 
O Agente Secreto
Indicado
Melhor Roteiro Original Indicado
Melhor Filme Internacional - Língua Não Inglesa. Venceu
Melhor Elenco Indicado
Online Film & Television Association 15 de fevereiro de 2026 Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado [120][121]
Melhor Filme 
O Agente Secreto
Indicado
Melhor Filme em Língua Estrangeira Indicado
Film Independent Spirit Award 15 de fevereiro de 2026 Melhor Filme Internacional Venceu [122][123]
BAFTA 22 de fevereiro de 2026 Melhor Roteiro Original 
Kleber Mendonça Filho
Indicado [124][125]
Melhor Filme em Língua Não-Inglesa 
O Agente Secreto
Indicado
Vancouver Film Critics Circle 23 de fevereiro de 2026 Melhor Filme Internacional Indicado [126][127]
Gold Derby Film Awards 25 de fevereiro de 2026 Melhor Filme Indicado [128][129]
Melhor Ator 
Wagner Moura
Indicado
Melhor Roteiro Original 
Kleber Mendonça Filho
Indicado
Melhor Filme Internacional 
O Agente Secreto
Indicado



FONTES: Neto, Weslley (9 de outubro de 2025). «Fora da Lei Rouanet, como 'O Agente Secreto' teve apoio de R$ 7,5 milhões?». Splash. UOL. Consultado em 12 de outubro de 2025
 «The Secret Agent (2025)». Box Office Mojo (em inglês). IMDb. Consultado em 20 de janeiro de 2026
 Splash, ed. (13 de janeiro de 2026). «Receita: 'O Agente Secreto' arrecada mais internacionalmente do que no Brasil». Splash. UOL
 «THE SECRET AGENT by Kleber Mendonça Filho has received €150,000 in funding from Medienboard Berlin-Brandenburg plus €60,000 from the FFA (German Federal Film Fund).» [O filme O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho, recebeu €150.000 em financiamento do Medienboard Berlin-Brandenburg, além de €60.000 do FFA (Fundo Federal Alemão de Cinema).]. One Two Films (em inglês). 2024. Consultado em 30 de maio de 2025
 «EAVE project THE SECRET AGENT receives funding» [O projeto EAVE THE SECRET AGENT recebe financiamento.]. EAVE - European Audiovisual Entrepreneurs (em inglês). 27 de junho de 2024. Consultado em 30 de maio de 2025
 Morisawa, Mariane (18 de maio de 2025). «'O Agente Secreto' é ovacionado em Cannes com thriller sobre ditadura | Em Cartaz». Veja. Consultado em 18 de maio de 2025
 «'O Agente Secreto', filme de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura, competirá em Cannes». G1. 10 de abril de 2025. Consultado em 10 de abril de 2025
 Monterastelli, Alessandra; Sanchez, Leonardo (24 de maio de 2025). «Wagner Moura vence prêmio de melhor ator em Cannes por 'O Agente Secreto'». Folha de S.Paulo. Consultado em 24 de maio de 2025. Cópia arquivada em 24 de maio de 2025. (pede subscrição (ajuda))
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Post № 771 ✓

domingo, 15 de março de 2026

NILTON SANTOS (FUTEBOLISTA BRASILEIRO)

Imagem do Fundo Correio da Manhã de 1956.
  • NOME COMPLETO: Nilton dos Santos
  • NASCIMENTO: 16 de maio de 1925; Rio de Janeiro, Distrito Federal, Brasil
  • FALECIMENTO: 27 de novembro de 2013 (88 anos); Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil (infecção pulmonar)
  • APELIDOS: A Enciclopédia do futebol
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1948–1964
  • FAMÍLIA:
  • POSIÇÃO: lateral-esquerdo
  • ALTURA: 1,84 m
  • PÉ: Ambidestro
Nilton dos Santos (1925 — 2013) foi um futebolista brasileiro que atuou como lateral-esquerdo. Em 2000, foi eleito pela FIFA como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos. Jogou durante toda sua carreira pelo Botafogo, clube pelo qual é o recordista no número de partidas, tendo atuado em 721 jogos.

Foi chamado de "A Enciclopédia" por causa dos conhecimentos sobre o futebol e por ser completo como jogador, foi o precursor em arriscar subidas ao ataque através da lateral do campo. Revolucionou a posição de lateral-esquerdo, utilizando-se de sua versatilidade ao defender e atacar, inclusive marcando gols, numa época do futebol em que sua posição tinha apenas a função defensiva. Homenageado pelo Botafogo, dá nome ao Estádio Olímpico Nilton Santos.

BIOGRAFIA

Nilton Santos, ex-jogador do Botafogo no Flexeiras Atlético Clube, clube que foi revelado, em 1939. Nilton Santos é o primeiro da esquerda para a direita, ao lado dele estão os jogadores Feguinha e Binininha. Nilton Santos tinha 14 anos na época.

Nascido e criado na Ilha do Governador, foi descoberto por um oficial da Aeronáutica enquanto cumpria serviço militar. Levado para jogar no Botafogo em 1948, somente deixou General Severiano em 1964, quando abandonou os gramados. Vestiu apenas duas camisas ao longo de sua carreira: a do Botafogo e a da Seleção Brasileira. Sua estreia com a camisa do clube da estrela solitária aconteceu contra o América Mineiro. No Campeonato Carioca de 1948, disputou seu primeiro jogo contra o Canto do Rio em Caio Martins. O Botafogo venceu por 4 a 2. O Alvinegro de General Severiano foi o campeão carioca de 1948. No entanto, no primeiro jogo do carioca contra o São Cristóvão quem atuou pela equipe principal foi Nilton Barbosa.

A segurança defensiva de Nilton Santos rendeu diversos elogios nos anos 50. Dâmaso Salcede do Jornal dos Sports em 1955 chamou Nilton Santos de "o maior zagueiro brasileiro desde Domingos da Guia". Para Vargas Neto, Sylvio Pirillo foi demitido do Botafogo em 1952 ao "inventar" de colocar Nilton Santos mais à frente, como meia. Mário Filho em 1957 chamou Nilton Santos de sucessor de Domingos da Guia.

Nilton Santos atuou sua carreira toda no Botafogo, onde conquistou por quatro vezes o campeonato estadual (1948, 1957, 1961 e 1962), duas vezes o Torneio Rio–São Paulo (1962 e 1964) e uma vez o Torneio de Paris (1963) — além de outros títulos internacionais. Nilton Santos é recordista de jogos pelo clube, com 718 participações e 11 gols entre 1948 e 1964.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Brasil - Vencedor da Copa do Mundo de 1958
 Vicente Feola (técnico), Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando, Gylmar -
 Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagallo.
Nilton estreou pela seleção no Sul-Americano de 1949, vencida pelo Brasil. Fo vice-campeão na Copa do Mundo de 1950. Ainda foi campeão com a seleção do Pan-Americano de 1952, bicampeão mundial em 1958 na Suécia e 1962 no Chile. Atuou em 75 partidas oficiais e 10 não oficiais. Sua despedida da seleção ocorreu na final da Copa de 1962. Marcou dois gols com a camisa da seleção.

Na Seleção Brasileira, Nilton foi um jogador chave na defesa durante os campeonatos mundiais em que participou e ficou famoso internacionalmente por marcar um gol magnífico no torneio de 1958, quando o Brasil jogou com a Áustria. Trazendo a bola do campo de defesa e driblando o time adversário inteiro (e deixando doido o técnico Vicente Feola), finalizou com um ótimo chute.

Outra jogada sua sempre lembrada é a do pênalti que cometeu contra o atacante Enrique Collar no jogo contra a Espanha na Copa do Mundo de 1962, considerado a partida mais difícil daquela campanha. O árbitro marcou a falta, mas quando chegou perto para conferir o lance, colocou a bola fora da área, pois não percebeu que Nilton, sem se desesperar e gesticular os braços como fariam outros jogadores, matreiramente havia dado dois passos e saído da área, enganando o árbitro.

VIDA COMO EX-JOGADOR

Depois que parou de jogar, Nilton Santos se especializou em contar passagens divertidas da vida de Garrincha, seu "compadre" e amigo íntimo de muitos anos. Ele dizia, por exemplo, que na sua frente, Garrincha, um contumaz alcoólatra, nunca havia tomado um gole, pedindo sempre um "copo de água" quando o via.

Escreveu “Minha Bola, Minha Vida”, livro que conta sua história através dos campos do mundo. Ele também foi homenageado no Cantinho da Saudade em dezembro de 1999, no Museu dos Esportes Edvaldo Alves de Santa Rosa – Dida, que fica localizado no Estádio Rei Pelé em Maceió.

VIDA PESSOAL

Nilton foi casado duas vezes: com Abigail, com quem teve dois filhos - Carlos Eduardo e Andréa - e com Maria Coeli até sua morte. Morou, além do Rio de Janeiro, em Araruama e em Brasília. Nesta última trabalhou com escolinhas de futebol e chegou a escrever uma coluna no jornal Correio Braziliense e tornou-se cidadão honorário.

HOMENAGENS

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibe bandeira que ganhou do ex-jogador do Botafogo, Nilton Santos.
Nilton Santos faz parte do FIFA 100. Foi homenageado no Prêmio Craque do Brasileirão de 2007. Foi eleito pela IFFHS o 9º maior jogador brasileiro do século, o 28º da América do sul, e o maior lateral esquerdo de todos os tempos pela Federação internacional de futebol.

Em 2000, época em que desenvolvia um projeto social com jovens por meio do futebol no estado do Tocantins, o governo local lhe homenageou com seu nome o Estádio Nilton Santos em Palmas.

No ano de 2009, uma estátua de Nilton Santos foi inaugurada em frente às catracas do setor da ala Oeste no Estádio Olímpico João Havelange, que posteriormente seria rebatizado para Estádio Olímpico Nilton Santos em sua homenagem.

No carnaval de 2002 foi homenageado pela Unidos de Vila Isabel com o enredo "O Glorioso Nilton Santos... Sua Bola, Sua Vida, Nossa Vila...". Nilton participou do desfile, ao lado da esposa, Maria Coeli.

Carnaval de 2002 no Rio de Janeiro. Nilton Santos no desfile da Unidos de Vila Isabel. 10 de Fevereiro de 2002, 00:00

MORTE

Nilton Santos, que nos últimos anos sofria do Mal de Alzheimer, morreu em 27 de novembro de 2013 na Fundação Bela Lopes, no bairro de Botafogo, zona Sul do Rio de Janeiro, vítima de infecção pulmonar. Tanto as despesas médicas como do sepultamento foram custeadas pelo Botafogo. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.

ESTATÍSTICAS

Categoria de base:
  1. Flexeiras (1939)
  2. Botafogo (1947–1948)
Profissional
Período Clube Jogos Gol(o)s
1948–1964 Botafogo 721 11
Total 721 11
Seleção
Período País Jogos Gol(o)s
1949–1962 Brasil 75 3

TÍTULOS

Botafogo
Torneio Rio–São Paulo: 1962 e 1964
Campeonato Carioca: 1948, 1957, 1961 e 1962
Torneio Municipal: 1951
Seleção Carioca
Campeonato Brasileiro: 1950
Seleção Brasileira
Copa do Mundo: 1958 e 1962
Campeonato Sul-americano: 1949
Taça Oswaldo Cruz: 1950, 1955, 1956, 1958, 1961 e 1962
Copa Rio Branco: 1950
Campeonato Pan-americano: 1952
Taça Bernardo O'Higgins: 1955, 1959 e 1961
Taça do Atlântico: 1956 e 1960

OUTRAS CONQUISTAS

Botafogo
Torneio Triangular de Porto Alegre: 1951
Torneio Internacional da Colômbia: 1960
Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 1961
Torneio Início do Campeonato Carioca: 1961, 1962 e 1963
Torneio Internacional da Costa Rica: 1961
Torneio Pentagonal do México: 1962
Torneio de Paris: 1963
Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz: 1964
Panamaribo Cup: 1964
Torneio Governador Magalhães Pinto: 1964

PRÊMIOS INDIVIDUAIS

Time das Estrelas da Copa do Mundo: 1958 e 1962
Melhor lateral-esquerdo de todos os tempos eleito pela FIFA: 2000
Seleção de Futebol da América do Sul do Século XX (IFFHS): 2000
FIFA 100: 2004
Time do século do Botafogo: 2004
Time dos sonhos do Botafogo (Placar): 1982, 1994 e 2006
Prémio Golden Foot (Lenda do Futebol): 2009
Jogador Clássico da FIFA: 2013
2° Maior ídolo da História do Botafogo (O Globo): 2020
Seleção de Todos os Tempos do Brasil (IFFHS): 2021
26.º melhor jogador de futebol do século XX na América do Sul da IFFHS
9.º melhor jogador de futebol do século XX no Brasil da IFFHS

FONTES: Muller, Maneco. Minha Bola, Minha Vida, Gryphus. O velho e a bola, Maquinaria Editora, 2013

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 IFFHS ALL TIME BRAZIL MEN'S DREAM TEAM - 28

 «Maquinaria editora»

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SHAKA ZULU (REI SULAFRICANO DA TRIBO MTÉTUA)

Esboço do Rei Shaka (1781 - 1828) de 1824. Atribuído a James King, apareceu em "Viagens e Aventuras na África Oriental" de Nathaniel Isaacs, publicado em 1836.

  • NOME COMPLETO: Sigidi Shaka Mlilwana kaSenzangakhona
  • NASCIMENTO: c. Julho de 1787; Mthethwa Paramountcy (hoje perto de Melmoth, KwaZulu-Natal, África do Sul)
  • FALECIMENTO: 24 de setembro de 1828 (41 anos); KwaDukuza, Reino Zulu (Fratricídio)
    • Sepultamento: KwaDukuza
  • NOME DE REINADO: iLembe
  • DINASTIA: Zulu
  • FAMÍLIA: Nandi kaBhebhe (mãe), Senzangakhona kaJama (pai), Dingaan (meio-irmão),
  • RELIGIÃO: religião tradicional Zulu

Shaka kaSenzangakhona (c. 1787 – 1828), também conhecido como Shaka (o) Zulu (pronúncia Zulu: [ˈʃaːɠa]) e Sigidi kaSenzangakhona, foi o rei do Reino Zulu de 1816 a 1828. Um dos monarcas mais influentes dos Zulus, ele ordenou amplas reformas que reorganizaram o exército, transformando-o em uma força formidável.

DESCRIÇÕES FÍSICAS

Embora muito permaneça desconhecido sobre a aparência pessoal de Shaka, as fontes tendem a concordar que ele tinha um corpo forte e musculoso. Ele era alto e sua pele era castanha escura.

Os inimigos de Shaka o descreviam como FEIO em alguns aspectos. Ele tinha um nariz grande, segundo Baleka de Qwabe, conforme relatado por seu pai. Ele também tinha dois dentes da frente proeminentes. Seu pai também disse a Baleka que Shaka falava como se "sua língua fosse grande demais para sua boca". Muitos diziam que ele tinha um problema de fala.

Retratação de Shaka Zulu de 1800.

Há uma anedota de que Shaka brincou com um de seus amigos, Magaye, dizendo que não podia matar Magaye porque seria motivo de riso. Supostamente, se matasse Magaye, pareceria ser por ciúme, pois Magaye era muito bonito e "o próprio Shaka era feio, com uma testa proeminente". 

BIOGRAFIA

Shaka (traduzido aproximadamente como "besouro intestinal") nasceu do rei Zulu reinante . Ele era o mais velho de muitos filhos, mas foi considerado um filho bastardo e enviado para viver com a tribo de sua mãe, conhecida como Elangeni, deixando seu meio-irmão para governar o reino Zulu. Na época, os Zulus eram uma tribo regional que dependia da criação de gado, do sorgo e do leite. Quando Shaka atingiu a idade adequada, ele e sua mãe foram enviados para o clã Mthethwa, a tribo regional mais poderosa. Lá, ele amadureceu e serviu como guerreiro sob o comando de Jobe e, posteriormente, para Dingiswayo, um guerreiro respeitado e chefe do clã. Quando Inkosi Dingiswayo descobriu que Shaka era da realeza, colocou-o no comando de um regimento, ajudando a desenvolver as táticas e estratégias militares de Shaka.

Após Inkosi Zwide, rei da nação Ndwandwe (Nxumalo), ter assassinado Dingiswayo, Shaka buscou vingar sua morte. Durante esse confronto, a mãe de Zwide, Ntombazi, uma sangoma (curandeira tradicional), foi morta por Shaka. Shaka escolheu uma vingança particularmente cruel, trancando-a em uma casa com chacais ou hienas dentro. Eles a devoraram e, na manhã seguinte, Shaka incendiou a casa. Shaka continuou sua perseguição a Zwide. Foi somente por volta de 1825 que os dois líderes militares se encontraram nas proximidades de Pongola, perto da atual fronteira de Mpumalanga, uma província da África do Sul. Shaka saiu vitorioso da batalha, embora suas forças tenham sofrido pesadas baixas, incluindo seu comandante militar, Mgobhozi Ovela Entabeni.

Já nessa época, Shaka havia se tornado famoso por seu uso da LANÇA CURTA de estocada. Essa lança era chamada de "iklwa". Era mortal e fácil de estocar, enquanto antes, os membros das tribos mal tentavam personalizar ou melhorar suas armas. As táticas inovadoras de Shaka, entre elas o "chifre de touro", devastaram as forças de Zwide na batalha da colina de Gqokli.

Nos seus primeiros anos, Shaka não tinha influência nem reputação para obrigar qualquer grupo, exceto os mais pequenos, a juntar-se a ele, e após a morte de Dingiswayo, mudou-se para sul através do rio Thukela, estabelecendo a sua capital, Bulawayo, no território Qwabe. Em Qwabe, Shaka pode ter intervido numa disputa de sucessão existente para ajudar a sua escolha, Nqetho, a chegar ao poder.

EXPANSÃO DO PODER E CONFLITO COM ZWIDE

À medida que Shaka se tornava mais respeitado pelo seu povo, ele conseguia disseminar suas ideias com maior facilidade. Usando sua experiência como soldado, Shaka ensinou aos zulus que a maneira mais eficaz de obter poder rapidamente era conquistando e controlando outras tribos. Seus ensinamentos influenciaram grandemente a visão social dos zulus. A tribo zulu logo desenvolveu uma mentalidade guerreira, que Shaka usou a seu favor.

A hegemonia de Shaka baseava-se principalmente na força militar, esmagando rivais e incorporando remanescentes dispersos ao seu próprio exército. Ele complementava isso com uma mistura de diplomacia e clientelismo, incorporando chefes aliados, incluindo Zihlandlo dos Mkhize, Jobe dos Sithole e Mathubane dos Thuli. Essas pessoas nunca foram derrotadas em batalha pelos Zulus; não precisavam ser. Shaka as conquistou com táticas mais sutis, como clientelismo e recompensas. Quanto ao governo de Qwabe, eles começaram a reinventar suas genealogias para dar a impressão de que Qwabe e Zulu eram intimamente relacionados (ou seja, como Nguni) no passado. Dessa forma, criou-se um maior senso de coesão, embora nunca tenha se tornado completo, como atestam as guerras civis subsequentes.

Shaka ainda reconhecia Dingiswayo e seu clã Mthethwa, maior em tamanho, como senhores supremos após seu retorno à terra Zulu, mas, alguns anos depois, Dingiswayo foi emboscado pelos Ndwandwe de Zwide e morto. Não há evidências que sugiram que Shaka tenha traído Dingiswayo. O povo Zulu teve que recuar diante de várias incursões Ndwandwe; os Ndwandwe eram claramente o grupo mais agressivo da sub-região.

Shaka conseguiu formar uma aliança com os líderes do povo Mthethwa e se estabelecer entre os Qwabe, após a queda de Phakathwayo com relativa facilidade. Com o apoio dos Qwabe, Hlubi e Mkhize, Shaka finalmente conseguiu reunir uma força capaz de resistir aos Ndwandwe (do clã Nxumalo). A primeira grande batalha de Shaka contra Zwide, dos Ndwandwe, foi a Batalha da Colina Gqokli, no rio Mfolozi. As tropas de Shaka mantiveram uma posição forte no topo da colina. Um ataque frontal dos oponentes não conseguiu desalojá-las, e Shaka selou a vitória enviando suas forças de reserva em uma varredura ao redor da colina para atacar a retaguarda inimiga. As perdas foram altas no geral, mas a eficiência das novas inovações de Shaka foi comprovada. É provável que, com o tempo, os Zulus tenham conseguido aprimorar suas táticas de cerco.

Outra batalha decisiva acabou por ocorrer no rio Mhlatuze, na confluência com o riacho Mvuzane. Na batalha que durou dois dias, os zulus infligiram uma retumbante derrota aos seus oponentes. Shaka liderou então uma nova reserva por cerca de 110 quilômetros (70 milhas) até ao kraal real de Zwide, governante dos Ndwandwe, e destruiu-o. O próprio Zwide escapou com um punhado de seguidores antes de se indispor com um chefe chamado Mjanji, governante de um clã Babelu. (Ele morreu em circunstâncias misteriosas pouco depois.) O general de Zwide, Soshangane (dos Shangaan), moveu-se para norte, em direção ao que é hoje Moçambique, para infligir mais danos a inimigos menos resistentes e aproveitar as oportunidades de escravização, obrigando os comerciantes portugueses a pagar tributo. Shaka teve mais tarde de enfrentar novamente o filho de Zwide, Sikhunyane, em 1826.

Shaka concedeu permissão aos europeus para entrarem no território Zulu em raras ocasiões. Em meados da década de 1820, Henry Francis Fynn prestou atendimento médico ao rei após uma tentativa de assassinato por um membro de uma tribo rival escondido na multidão. Para demonstrar sua gratidão, Shaka permitiu que colonos europeus entrassem e operassem no reino Zulu. Shaka observou diversas demonstrações de tecnologia e conhecimento europeus, mas sustentava que o modo de vida Zulu era superior ao dos estrangeiros.

MORTE

Dingane e Mhlangana, meio-irmãos de Shaka, aparentemente fizeram pelo menos duas tentativas de assassinar Shaka antes de conseguirem, com o apoio de elementos Mpondo e de alguns iziYendane descontentes. Shaka havia acumulado inimigos suficientes entre seu próprio povo para acelerar sua morte. Ela ocorreu relativamente rápido após a morte de sua mãe, Nandi, em outubro de 1827, e a devastação causada pelo comportamento errático subsequente de Shaka. De acordo com Donald Morris, Shaka ordenou que nenhuma plantação fosse feita durante o ano seguinte de luto, que nenhum leite (a base da dieta Zulu na época) fosse consumido e que qualquer mulher que engravidasse fosse morta junto com o marido. Pelo menos 7.000 pessoas consideradas insuficientemente enlutadas foram executadas, embora a matança não se restringisse a humanos; vacas foram abatidas para que seus bezerros soubessem o que era perder uma mãe.

Shaka foi morto por três assassinos em algum momento de 1828; setembro é a data mais frequentemente citada, quando quase toda a mão de obra Zulu disponível havia sido enviada em mais uma grande ofensiva para o norte. Isso deixou o kraal real criticamente desprotegido. Era tudo o que os conspiradores precisavam. Um iNduna chamado Mbopa criou uma distração, e Dingane e Mhlangana desferiram os golpes fatais. O cadáver de Shaka foi jogado por seus assassinos em um silo de grãos vazio, que foi então preenchido com pedras e lama. A localização exata é desconhecida. Um monumento foi construído em um suposto local. O historiador Donald Morris afirma que o verdadeiro local fica em algum lugar na Rua Couper, na vila de Stanger, em KwaZulu-Natal, África do Sul.

Dingane assumiu o poder e embarcou numa extensa purga de elementos e chefes pró-Shaka, ao longo de vários anos, a fim de assegurar a sua posição. O problema inicial que Dingane enfrentou foi manter a lealdade dos regimentos de combate Zulu. Ele estabeleceu a sua residência principal em Mgungundlovu e consolidou a sua autoridade sobre o reino Zulu. Dingane governou durante cerca de doze anos, período em que lutou, desastrosamente, contra os Voortrekkers e contra outro meio-irmão, Mpande, que, com o apoio dos Boers e dos britânicos, assumiu a liderança Zulu em 1840, governando durante cerca de 30 anos.

REVOLUÇÃO SOCIAL E MILITAR

Algumas histórias mais antigas questionaram as inovações militares e sociais geralmente atribuídas a Shaka, negando-as completamente ou atribuindo-as a influências europeias. Pesquisadores mais modernos argumentam que tais explicações são insuficientes e que a cultura Zulu em geral, que incluía outras tribos e clãs, continha uma série de práticas que Shaka poderia ter utilizado para atingir seus objetivos, seja em incursões, conquistas ou hegemonia. Algumas dessas práticas são apresentadas abaixo.


Alterações no armamento: Diz-se frequentemente que Shaka estava insatisfeito com a longa lança de arremesso assegai, e é creditado como o criador de uma nova variante da arma: a iklwa, uma lança curta de estocada com uma ponta longa, larga e semelhante a uma espada.

Embora lhe seja atribuído o mérito de ter introduzido o iklwa ao seu povo, Shaka provavelmente não o inventou. É muito provável que o tenha encomendado a Nzama, com quem mais tarde entrou em conflito porque não queria pagar pelas lanças. Deneys Reitz também relata que o uso do iklwa por Shaka foi inspirado por um explorador britânico, o Dr. Cowan, que lhe disse que as tropas britânicas deviam o seu sucesso militar à baioneta.

Segundo o estudioso zulu John Laband, Shaka insistiu que seus guerreiros treinassem com a arma, que lhes dava uma "vantagem terrível sobre os oponentes que se apegavam à prática tradicional de lançar suas lanças e evitar o combate corpo a corpo". A lança de arremesso não era descartada, mas usada como uma arma de projétil inicial antes do contato próximo com o inimigo, quando a lança de estocada mais curta era usada no combate corpo a corpo.

Supõe-se também que Shaka introduziu uma versão maior e mais pesada do escudo Nguni. Além disso, acredita-se que ele ensinou seus guerreiros a usar o lado esquerdo do escudo para enganchar o escudo do inimigo para a direita, expondo as costelas do inimigo para uma estocada fatal com a lança. Na época de Shaka, esses escudos de couro de vaca eram fornecidos pelo rei e permaneciam propriedade do rei. Escudos de cores diferentes distinguiam os diferentes amabutho dentro do exército de Shaka. Alguns tinham escudos pretos, outros usavam escudos brancos com manchas pretas, e alguns tinham escudos brancos com manchas marrons, enquanto outros usavam escudos totalmente marrons ou brancos.

Mobilidade do exército: A história de que as sandálias eram descartadas para endurecer os pés dos guerreiros zulus foi mencionada em vários relatos militares, como A Lavagem das Lanças, Como Leões Eles Lutaram e Anatomia do Exército Zulu. A implementação era tipicamente brutal. Aqueles que se opunham a andar sem sandálias eram simplesmente mortos. Shaka treinava suas tropas frequentemente, em marchas forçadas que às vezes cobriam mais de 80 quilômetros (50 milhas) por dia em um trote rápido sobre terreno rochoso e quente. Ele também treinava as tropas para executar táticas de cerco.

O historiador John Laband rejeita essas histórias como mito, escrevendo: “O que devemos pensar, então, da declaração de [o comerciante europeu Henry Francis] Fynn de que, uma vez que o exército Zulu alcançou terreno duro e pedregoso em 1826, Shaka ordenou que fossem feitas sandálias de couro de boi para si mesmo?

Laband também descartou a ideia de uma marcha de 80 quilômetros (50 milhas) em um único dia como ridícula. Ele afirma ainda que, embora essas histórias tenham sido repetidas por "comentaristas brancos surpresos e admirados", o exército Zulu percorria "não mais do que 19 quilômetros [12 milhas] por dia e geralmente avançava apenas cerca de 14 quilômetros [8 milhas]".+1 ⁄ 2 mi." Além disso, os zulus sob o comando de Shaka às vezes avançavam mais lentamente. Em um caso, eles passavam dois dias inteiros se recuperando e, em outro, descansavam por um dia e duas noites antes de perseguir o inimigo. Vários outros historiadores dos zulus e do sistema militar zulu, no entanto, afirmam a taxa de mobilidade de até 80 quilômetros (50 mi) por dia.

Apoio logístico por jovens: Meninos com seis anos ou mais juntavam-se às forças de Shaka como guerreiros aprendizes (udibi) e serviam como carregadores de rações, suprimentos como panelas e esteiras para dormir, e armas extras até ingressarem nas fileiras principais. Às vezes, argumenta-se que esse apoio era mais utilizado para forças muito leves, destinadas a extrair tributos em gado e escravos de grupos vizinhos. No entanto, o conceito de forças "leves" é questionável. O grupo de ataque Zulu, ou "ibutho lempi", que se movia rapidamente em missão, invariavelmente viajava com pouca bagagem, conduzindo gado como provisões a pé, e não carregava armas pesadas e mochilas de suprimentos.

Sistema regimental por faixa etária: Agrupamentos por faixa etária de vários tipos eram comuns na cultura Bantu da época e, de fato, ainda são importantes em grande parte da África. As faixas etárias eram responsáveis por uma variedade de atividades, desde a guarda do acampamento até o pastoreio de gado, passando por certos rituais e cerimônias. Shaka organizou as diversas faixas etárias em regimentos e os aquartelou em currais militares especiais, com regimentos tendo seus próprios nomes e insígnias distintos. O sistema regimental claramente se baseava em elementos culturais tribais existentes que podiam ser adaptados e moldados para atender a uma agenda expansionista.

Formação em "chifre de touro": A maioria dos historiadores atribui a Shaka o desenvolvimento inicial da famosa formação em "chifre de touro". Era composta por três elementos:

  1. A força principal, o "peito", fechou-se com o impi inimigo e o imobilizou em posição, entrando em combate corpo a corpo. Os guerreiros que formavam o "peito" eram veteranos experientes.
  2. Enquanto o impi inimigo era imobilizado pelo "peito", os "chifres" flanqueavam o Impi por ambos os lados e o cercavam; em conjunto com o "peito", eles destruíam a força encurralada. Os guerreiros que formavam os "chifres" eram juniores jovens e rápidos.
  3. Os "lombos", uma grande reserva, estavam escondidos, sentados, atrás do "peito", de costas para a batalha, para que não perdessem a confiança. Os "lombos" seriam empregados sempre que o inimigo ameaçasse romper o cerco.

Disciplina: Shaka incutiu uma determinação implacável em seu exército, pregando em seus guerreiros o que aconteceria se sua coragem falhasse em batalha ou se seus regimentos fossem derrotados. Um destino brutal os aguardava, a eles e suas famílias, caso não tivessem um bom desempenho em combate. H. Rider Haggard aprendeu sobre os métodos de Shaka com seu sobrinho e rei Zulu do final do século XIX, Cetshwayo kaMpande.

“Ao conquistar uma tribo, Shaka alistava os remanescentes em seu exército, para que, por sua vez, pudessem ajudar a conquistar outras. Ele armava seus regimentos com o iklwa, uma espada curta de estocada, em vez do azagaia de arremesso que costumavam usar, e os mantinha sob uma disciplina de ferro. Se um homem demonstrasse a menor hesitação em se aproximar do inimigo, era executado assim que a luta terminasse. Se um regimento tivesse o infortúnio de ser derrotado, por culpa própria ou não, ao retornar ao quartel-general, descobriria que boa parte das esposas e crianças a ele pertencentes havia sido espancada até a morte por ordem de Shaka, e que ele aguardava sua chegada para completar sua vingança, esmagando-lhes os crânios. O resultado era que, embora os exércitos de Shaka fossem ocasionalmente derrotados, raramente eram aniquilados e jamais fugiam.”

—  Haggard 1882

Os métodos de Shaka versus a tecnologia europeia: O crescente poder Zulu inevitavelmente entrou em conflito com a hegemonia europeia nas décadas seguintes à morte de Shaka. De fato, viajantes europeus que visitaram o reino de Shaka demonstraram tecnologias avançadas, como armas de fogo e escrita, mas o monarca Zulu não se convenceu. Não havia necessidade de registrar mensagens, argumentava ele, já que seus mensageiros corriam o risco de morte caso levassem notícias imprecisas. Quanto às armas de fogo, Shaka reconheceu sua utilidade como armas de projéteis após ver demonstrações de armas de carregamento pela boca, mas argumentou que, no tempo que um atirador levava para recarregar, ele seria cercado por guerreiros armados com lanças.

O primeiro grande confronto após a morte de Shaka ocorreu sob o comando de seu sucessor, Dingane, contra os Voortrekkers europeus que se expandiam a partir do Cabo. O sucesso inicial dos Zulus baseou-se em ataques surpresa e emboscadas rápidas, mas os Voortrekkers se recuperaram e infligiram uma severa derrota aos Zulus a partir de seu acampamento fortificado de carroças na Batalha do Rio Sangrento . O segundo grande confronto foi contra os britânicos em 1879. Mais uma vez, a maioria dos sucessos Zulus baseou-se em sua mobilidade, capacidade de proteger suas forças e de atacar quando seus oponentes estavam em posições desfavoráveis. Sua principal vitória na Batalha de Isandlwana foi a mais notável, mas eles também forçaram o recuo de uma coluna britânica na Batalha de Hlobane, ao posicionar regimentos de movimento rápido em uma vasta área de ravinas e desfiladeiros acidentados e atacar os britânicos, que foram forçados a uma retirada rápida e desordenada em combate, de volta à cidade de Kambula.

Criador de um estilo de guerra revolucionário: Diversos historiadores argumentam que Shaka "mudou a natureza da guerra no sul da África", transformando-a de "uma troca ritualizada de provocações com mínimas perdas de vidas em um verdadeiro método de subjugação por meio de massacres em larga escala". Outros contestam essa caracterização. Vários autores se concentram nas inovações militares de Shaka, como o iklwa – a lança de estocada Zulu – e a formação de "chifres de búfalo". Essa combinação foi comparada à padronização supostamente implementada pelas legiões romanas reorganizadas sob o comando de Mário.

“Combinada com a formação de ataque "chifres de búfalo" de Shaka para cercar e aniquilar as forças inimigas, a combinação Zulu de iklwa e escudo — semelhante ao uso de gladius e scutum pelos legionários romanos — era devastadora. Na época do assassinato de Shaka, em 1828, essa estratégia havia transformado o reino Zulu na maior potência da África Austral e em uma força a ser considerada, mesmo contra o moderno exército britânico em 1879.”

Ainda hoje existe muita controvérsia em torno do caráter, dos métodos e das atividades do rei Zulu. Do ponto de vista militar, o historiador John Keegan observa exageros e mitos que cercam Shaka, mas, mesmo assim, afirma:

“Comentaristas fantasiosos o chamavam de Shaka, o Napoleão Negro, e, levando em conta as diferenças sociais e de costumes, a comparação é pertinente. Shaka é, sem dúvida, o maior comandante que já surgiu na África.”

Como tomador de empréstimo, não como inovador: Alguns estudiosos defendem que as representações populares de Shaka como um gênio que surgiu repentinamente e criou inovações são exageradas e que, ao contrário, Shaka foi um apropriador e imitador de métodos, costumes e até mesmo linhagens governantes indígenas já estabelecidas. Argumentam também que a linhagem de Shaka teve uma duração relativamente curta e recebe atenção desproporcional em comparação com outras linhagens e governantes mais antigos da região.

Parece muito mais provável que Shaka, buscando consolidar o poder de um antigo e insignificante reino, tenha se baseado em uma tradição de política já conhecida por seus vizinhos imediatos. J.H. Soga insinuou isso ao usar evidências genealógicas para argumentar que os zulus eram um grupo emergente, inferior em dignidade e distinção aos reinos estabelecidos em sua região, como as linhagens Hlubi, Ndwandwe e Dlamini. Utilizando diferentes informantes e árvores genealógicas, A.T. Bryant chegou a conclusões semelhantes. A linhagem zulu – "uma casa real de pedigree duvidoso" – era muito curta em comparação com as linhagens Langene, Ndwandwe, Swazi e Hlubi. Usando sua fórmula padrão de dezoito anos por reinado, Bryant calculou que as linhagens Swazi, Ndwandwe e Hlubi podiam ser rastreadas até o início do século XV, enquanto o chefe epônimo Zulu havia falecido no início do século XVIII.

— Etherington

Os triunfos de Shaka não conseguiram obliterar ou diminuir as memórias de seus rivais de nascimento mais nobre. A hipótese de que vários estados de um novo tipo surgiram quase simultaneamente não leva em conta o contraste entre a curta linhagem de Shaka e as longas linhagens de seus oponentes mais importantes – especialmente a coalizão formada em torno de seu inimigo mortal, Zwide (falecido em 1822). Os fundadores dos estados que Omer-Cooper chamou de "estados do tipo Zulu", incluindo os Ndebele, os Gasa, os Ngoni e os Swazi, estiveram todos intimamente associados a Zwide. Em vez de hipotetizar que todos eles escolheram imitar Shaka, é mais fácil imaginar que ele modelou seu estado com base nos deles. E como eles descendiam de famílias antigas, é perfeitamente possível que estados desse tipo tenham existido em um passado mais remoto. Soga e Bryant relacionaram cada um deles a um grupo maior que chamaram de Mho.

BOLSA DE ESTUDOS

Nos últimos anos, os estudos acadêmicos revisaram as perspectivas sobre as fontes do reinado de Shaka. As mais antigas são dois relatos de testemunhas oculares escritos por aventureiros e comerciantes europeus que encontraram Shaka durante os últimos quatro anos de seu reinado. Nathaniel Isaacs publicou suas Viagens e Aventuras na África Oriental em 1836, criando uma imagem de Shaka como um monstro degenerado e patológico, que sobrevive em formas modificadas até hoje. Isaacs foi auxiliado nisso por Henry Francis Fynn , cujo diário (na verdade, uma colagem reescrita de vários documentos) foi editado por James Stuart somente em 1950. [ 33 ] Seus relatos podem ser equilibrados pelo rico acervo de histórias orais coletadas por volta de 1900 pelo próprio James Stuart, agora publicadas em seis volumes como O Arquivo James Stuart . O trabalho de Stuart do início do século XX foi continuado por D. McK. Malcolm em 1950. Essas e outras fontes, como A.T. Bryant, nos dão uma visão mais centrada nos zulus. Os relatos mais populares são baseados no romance Shaka Zulu (1955) de EA Ritter , um romance polêmico que foi reeditado para algo mais próximo de uma história. John Wright (professor de história na Universidade de KwaZulu-Natal , Pietermaritzburg ), Julian Cobbing e Dan Wylie ( Universidade de Rhodes , Grahamstown ) estão entre os vários escritores que modificaram essas histórias. [ 34 ]


Vários historiadores modernos que escrevem sobre Shaka e os Zulus apontam para a natureza incerta dos relatos de Fynn e Isaac sobre o reinado de Shaka. Uma obra de referência geral na área é "The Washing of The Spears", de Donald Morris, que observa que as fontes, no geral, para esta era histórica não são as melhores. Morris cita um grande número de fontes, incluindo Stuart, e "Olden Times in Zululand and Natal", de A.T. Bryant, que se baseia em quatro décadas de entrevistas com fontes tribais. Depois de analisar essas fontes e observar seus pontos fortes e fracos, Morris geralmente atribui a Shaka um grande número de inovações militares e sociais. [ 35 ]


Um estudo de 1998 da historiadora Carolyn Hamilton resume grande parte da produção acadêmica sobre Shaka no início do século XXI, em áreas que vão da ideologia, política e cultura ao uso de seu nome e imagem em um popular parque temático sul-africano , o Shakaland. Argumenta-se que, de muitas maneiras, a imagem de Shaka foi "inventada" na era moderna de acordo com as agendas de cada indivíduo. Essa "imaginação de Shaka", defende-se, deve ser equilibrada por uma visão sóbria do registro histórico e permitir maior espaço para as contribuições do discurso africano indígena. [ 36 ]


Historiadores militares da Guerra Zulu descrevem os métodos e táticas de combate dos Zulus, incluindo os autores Ian Knight e Robert Edgerton. Histórias gerais da África Austral incluem "Frontiers", de Noel Mostert, e um relato detalhado dos resultados da expansão Zulu, "The Zulu Aftermath", de J.D. Omer-Cooper, que avança a teoria tradicional do Mfecane/Difaqane. [ 37 ]


O Mfecane

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Artigo principal: Mfecane

História e legado

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O aumento da eficiência militar levou à incorporação de cada vez mais clãs ao império Zulu de Shaka, enquanto outras tribos migraram para fora do alcance dos impis de Shaka . O efeito cascata causado por essas migrações em massa ficaria conhecido (embora apenas no século XX) como Mfecane/Difaqane (aniquilação).


O exército de Shaka iniciou um programa massivo de expansão e de matar aqueles que resistiam nos territórios que conquistava. Seus impis (exércitos) eram rigorosamente disciplinados: o fracasso na batalha significava a morte. [ 38 ]


Na época de sua morte, Shaka governava mais de 250.000 pessoas e podia reunir mais de 50.000 guerreiros. Seu reinado de 12 anos resultou em um número enorme de mortes, principalmente devido às perturbações que os zulus causaram nas tribos vizinhas, embora o número exato de mortos seja motivo de debate acadêmico. [ 39 ] [ 40 ] Outras mortes não quantificáveis ocorreram durante migrações tribais em massa para escapar de seus exércitos.


O Mfecane produziu Mzilikazi dos Khumalo, um general de Shaka. Ele fugiu do serviço de Shaka e, por sua vez, conquistou um império no atual Zimbábue , após entrar em conflito com grupos europeus como os bôeres. O assentamento do povo de Mzilikazi, os Ama Ndebele ou Matabele, no sul do Zimbábue, com a consequente expulsão dos Mashona para o norte, causou um conflito tribal que ainda repercute hoje. Outras figuras notáveis surgidas do Mfecane/Difaqane incluem Soshangane , que se expandiu da área Zulu para o que é hoje Moçambique , [ 41 ] e Zwangendaba .


Interrupções do Mfecane/Difaqane

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A teoria do Mfecane sustenta que a expansão agressiva dos exércitos de Shaka causou uma reação em cadeia brutal nas áreas do sul do continente, à medida que tribos desapossadas se voltavam uma após a outra contra seus vizinhos em um ciclo mortal de luta e conquista. Alguns estudiosos argumentam que essa teoria deve ser tratada com cautela, pois geralmente negligencia vários outros fatores, como o impacto da invasão europeia, do comércio de escravos e da expansão naquela área da África Austral na mesma época. [ 40 ] As estimativas normais para o número de mortos variam de 1 milhão a 2 milhões. Esses números são, no entanto, controversos. [ 42 ] [ 43 ] [ 44 ]


Segundo Julian Cobbing , o desenvolvimento da visão de que Shaka era o monstro responsável pela devastação baseia-se na necessidade dos historiadores da era do apartheid de justificar as políticas racistas do regime. [ 45 ] Outros estudiosos reconhecem a distorção do registo histórico por apoiantes do apartheid e comerciantes europeus obscuros que procuravam encobrir os seus rasto, mas contestam a abordagem revisionista, observando que as histórias de canibalismo, ataques, incêndios de aldeias ou massacres não foram inventadas, mas baseadas em relatos claramente documentados de centenas de vítimas e refugiados negros. A confirmação desses relatos também pode ser vista na arqueologia moderna da aldeia de Lepalong, um assentamento inteiro construído no subsolo para abrigar remanescentes do povo Kwena de 1827 a 1836 contra a onda de perturbação que assolou a região durante a época de Shaka. [ 46 ]


William Rubinstein escreveu que “a culpa ocidental pelo colonialismo também contribuiu muito para essa distorção de como eram realmente as sociedades pré-letradas, assim como o desejo de evitar tudo o que cheire a racismo, mesmo quando isso significa distorcer os fatos reais e muitas vezes terríveis da vida em muitas sociedades pré-letradas”. [ 47 ] Rubinstein também observa:


Um elemento na destruição de Shaka foi a criação de um vasto deserto artificial em torno de seu domínio... 'para completar a destruição, bandos organizados de assassinos zulus patrulhavam regularmente o deserto, caçando qualquer homem perdido e abatendo-os como javalis'... Uma área de 320 km ao norte do centro do estado, 480 km a oeste e 800 km ao sul foi devastada e despovoada... [ 47 ]


O historiador sul-africano Dan Wylie expressou ceticismo quanto à representação de Shaka como um monstro patológico que destruía tudo ao seu alcance. Ele argumenta que as tentativas de distorcer sua vida e imagem têm sido sistemáticas, começando com os primeiros visitantes europeus ao seu reino. Um desses visitantes, Nathaniel Isaacs, escreveu a Henry Fynn, um aventureiro branco, comerciante e quase chefe local:


Aqui está o que você está prestes a publicar. Faça Shaka parecer o mais sanguinário possível; isso ajuda a dar corpo à obra e a torná-la interessante. [ 48 ]

Segundo Wylie, Fynn atendeu ao pedido, e Wylie observa que ele tinha um motivo adicional para distorcer a imagem de Shaka: ele solicitou uma enorme concessão de terras, numa área supostamente despovoada pela selvageria de Shaka.


[Fynn] afirmou que Shaka havia matado 'um milhão de pessoas'. Você ainda encontrará esse número, e números maiores, repetidos na literatura atual. No entanto, Fynn não tinha como saber tal coisa: era um palpite baseado em uma visão particular de Shaka — Shaka como uma espécie de maníaco genocida, uma máquina de matar implacável. Mas por que a mentira inventiva? ... Fynn estava licitando um trecho de terra que supostamente havia sido despovoado por Shaka... [ele insinuou] que Shaka não merecia aquela terra de qualquer maneira, porque era um bruto, enquanto ele — Fynn — era um pioneiro solitário e moralmente íntegro da civilização. [ 49 ]

Michal Lesniewski criticou Wylie por algumas [ quais? ] de suas tentativas de revisar o pensamento ocidental sobre Shaka. [ 50 ]

NA CULTURA ZULU

Recepção dos Zulus para Chaka
Nathaniel Isaacs. Viagens e Aventuras na África Oriental. Descrição dos Zoolus, seus costumes e tradições, com um esboço de Natal.
E. Churton Publishers. 1836

A figura de Shaka ainda desperta interesse não só entre os zulus contemporâneos, mas também entre muitos em todo o mundo que tiveram contato com a tribo e sua história. A tendência atual parece ser a de glorificá-lo; filmes populares e outras mídias certamente contribuíram para seu apelo. Certas formas culturais tradicionais zulus ainda são usadas para expressar reverência ao monarca falecido. O canto de louvor é uma das formas poéticas mais utilizadas na África, aplicando-se não apenas a espíritos, mas também a homens, animais, plantas e até cidades.

Ele é Shaka, o inabalável,

o Trovão sentado, filho de Menzi.

Ele é o pássaro que caça outros pássaros,

o machado de batalha que supera outros machados de batalha em afiação.

Ele é o perseguidor de passos largos, filho de Ndaba,

que perseguiu o sol e a lua.

Ele é o grande alvoroço como as rochas de Nkandla,

onde os elefantes se abrigam

quando os céus se fecham...

— Canção de louvor tradicional Zulu, tradução para o inglês por Ezekiel Mphahlele

Outras fontes zulus às vezes criticam Shaka, e inúmeras imagens negativas abundam na história oral zulu. Quando a mãe de Shaka, Nandi, morreu, por exemplo, o monarca ordenou uma enorme demonstração de luto, incluindo execuções em massa, proibindo o plantio de colheitas ou o uso de leite e o assassinato de todas as mulheres grávidas e seus maridos. As fontes orais registram que, nesse período de devastação, um único zulu, um homem chamado "Gala", acabou se levantando contra Shaka e se opôs a essas medidas, apontando que Nandi não era a primeira pessoa a morrer em Zululândia. Surpreso com tal discurso franco, o rei zulu teria revogado os decretos destrutivos, recompensando o franco porta-voz da verdade com um presente de gado.

A figura de Shaka permanece, portanto, ambígua na tradição oral africana, desafiando representações simplistas do rei Zulu como um heróico e proteico construtor de nações, por um lado, ou um monstro depravado, por outro. Essa ambiguidade continua a conferir à imagem de Shaka seu poder e influência contínuos, quase dois séculos após sua morte.

LEGADO

O uShaka Marine World, um parque temático aquático localizado na orla da praia de Durban, foi inaugurado em 2004.

O Aeroporto Internacional King Shaka em La Mercy, a 35 km (22 milhas) ao norte do centro da cidade de Durban, foi inaugurado em 1º de maio de 2010, em preparação para a Copa do Mundo FIFA de 2010, após um longo debate sobre o nome do aeroporto.

NA CULTURA POPULAR

Jah Shaka, operador de sound system britânico-jamaicano, prolífico produtor de discos de reggae roots consciente e dub, e engenheiro de som, recebeu esse nome em homenagem a Shaka Zulu.

Uma grande estátua de madeira representando Shaka está localizada no Camden Market, em Londres.

Shaka aparece em Nada the Lily (1892), um romance histórico de aventura de Sir H. Rider Haggard. Haggard se refere a ele usando a grafia alternativa Chaka.

Shaka Zulu, uma minissérie de 10 partes da SABC TV de 1986 sobre Shaka, estrelada por Henry Cele no papel principal. A série foi escrita por Joshua Sinclair.

Shaka foi apresentado como um líder jogável para a civilização Zulu nos primeiros seis dos sete jogos da série Civilization.

Uma série de televisão intitulada King Shaka está sendo desenvolvida na Showtime, com Antoine Fuqua dirigindo e produzindo executivamente.

Shaka Ilembe é um programa de TV sul-africano de 13 episódios no Mzansi Magic.

Shaka Zulu (interpretado por DeStorm Power) apareceu em um episódio da série de comédia Epic Rap Battles of History, competindo contra Júlio César.

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O AGENTE SECRETO (FILME BRASILO-EUROPEU DE 2025)

Cartaz brasileiro do filme O Agente Secreto (2025). GÊNERO:  drama, suspense, thriller político ORÇAMENTO: R$27.000.000 (Sendo R$ 7,5 milhõe...