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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

HEFESTO (DEUS DO FOGO NA MITOLOGIA GREGA)

Vulcano forjando os Raios de Júpiter, de Peter Paul Rubens (entre cerca de 1636 e cerca de 1638).

  • RESIDÊNCIA: Monte Olimpo
  • SÍMBOLO(S): martelo, bigorna e pinça
  • MONTARIA: um burro
  • OCUPAÇÃO: deus dos ferreiros, da metalurgia, da escultura, dos artesãos, da tecnologia, do artesanato, da forja, do fogo, dos vulcões
  • PAIS: Zeus e Hera (ou Hera sozinha)
  • CONSORTE: Afrodite (divorciada), Charis ou Aglaea
  • FILHOS: Eucléia, Eufeme, Filofrósine, Eutênia, Eufílio (com Aglaia), Cadmilo (com Cabeiro), Os Palici (com Etna), Cécrope I, Erictônio de Atenas (com Atena), Pandora (Criação)
  • EQUIVALENTE ROMANO: Vulcano
  • EQUIVALENTE ESLAVO: Svarog
Hefesto (Reino Unido: /hɪˈfiːstəs/ hih-FEE-stəs, EUA: /hɪˈfɛstəs/ hih-FES-təs; oito grafias; grego antigo: Ἥφαιστος, romanizado: Hḗphaistos) é o deus grego dos artesãos, ferreiros, carpinteiros, artesãos, fogo, metalurgia, metalurgia, escultura e vulcões.

Como deus ferreiro, Hefesto fabricava todas as armas dos deuses do Olimpo. Ele servia como ferreiro dos deuses e era adorado nos centros industriais e manufatureiros da Grécia, particularmente em Atenas. O culto a Hefesto era baseado em Lemnos. Seus símbolos são um martelo de ferreiro, uma bigorna e um par de tenazes. Em Roma, ele era equiparado a Vulcano.

ETIMOLOGIA

Hefesto provavelmente está associado à inscrição Linear B (grego micênico) 𐀀𐀞𐀂𐀴𐀍, A-pa-i-ti-jo, encontrada em Cnossos. A inscrição atesta indiretamente sua adoração naquela época, pois acredita-se que ela contenha o nome teofórico (H)āpʰaistios, ou Hāphaistion. O teônimo grego Hēphaistos é provavelmente de origem pré-grega, já que a forma sem -i- (Hēphastos ático) mostra uma variação pré-grega típica e aponta para um sy original.

ICONOGRAFIA E DESCRIÇÕES

Hefesto às vezes era retratado como um homem vigoroso com barba e era caracterizado por seu martelo ou alguma outra ferramenta de artesanato, seu boné oval e o quíton.

Hefesto é descrito em fontes mitológicas como "coxo" (chōlos) e "hesito" (ēpedanos). Ele era retratado com pés curvos, uma deficiência que ele tinha desde o nascimento ou como resultado de sua queda do Olimpo. Em pinturas de vasos, Hefesto às vezes é mostrado curvado sobre sua bigorna, trabalhando duro em uma criação de metal, e às vezes seus pés são curvados de trás para frente: Hephaistos amphigyēeis. Ele andava com a ajuda de uma bengala. O argonauta Palaimonius, "filho de Hefesto" (ou seja, um ferreiro de bronze), também tinha uma deficiência de mobilidade. Outros "filhos de Hefesto" eram os Cabeiri na ilha de Samotrácia, que foram identificados com o caranguejo (karkinos) pelo lexicógrafo Hesychius. O adjetivo karkinopous ("pés de caranguejo") significava "coxo", de acordo com Detienne e Vernant. Os Cabeiri também eram fisicamente incapacitados.

Em alguns mitos, Hefesto construiu para si uma "cadeira de rodas" ou carruagem para se movimentar, ajudando assim a manter sua mobilidade enquanto demonstrava sua habilidade aos outros deuses. Na Ilíada 18.371, é afirmado que Hefesto construiu vinte tripés de bronze com rodas para ajudá-lo a se movimentar.

A aparência e a deficiência física de Hefesto são consideradas por alguns como representando neuropatia periférica e câncer de pele resultantes de arsenicose, causada pela exposição ao arsênio na metalurgia. Os ferreiros da Idade do Bronze adicionavam arsênio ao cobre para produzir bronze arsênico mais duro, especialmente durante períodos de escassez de estanho. Muitos ferreiros da Idade do Bronze teriam sofrido de envenenamento crônico por arsênio como resultado de seu sustento. Consequentemente, a imagem mítica do ferreiro deficiente é amplamente difundida. Como Hefesto era um ferreiro da Idade do Ferro, não um ferreiro da Idade do Bronze, a conexão vem da memória popular antiga.

MITOLOGIA

Parentesco: Na Ilíada de Homero, Hefesto é descrito como filho de Hera; a Ilíada aparentemente também se refere a Zeus como seu pai em dois pontos, embora seja possível que essas passagens não estejam se referindo a Hefesto como filho literal de Zeus. A Odisseia, no entanto, se refere explicitamente a Hefesto como tendo "dois pais", cuja identidade presumivelmente seria Zeus e Hera. Na Teogonia de Hesíodo, Hera dá à luz Hefesto sozinha, como vingança por Zeus ter, sem ela, gerado Atena (filha de Zeus e Métis). Apolodoro afirma de forma semelhante que Hera dá à luz Hefesto sozinha, embora também relate que, de acordo com Homero, Hefesto é um dos filhos de Zeus e Hera. Vários textos posteriores seguem o relato de Hesíodo, incluindo Higino, no prefácio de suas Fábulas. Segundo pintores de vasos áticos, Hefesto esteve presente no nascimento de Atena e empunhou o machado com o qual partiu a cabeça de Zeus para libertá-la. Hefesto é representado como mais velho que Atena, portanto, a mitologia de Hefesto é inconsistente nesse aspecto.

Algumas fontes afirmam que o mito de origem de Hefesto era o de um "demônio do fogo subindo da Terra" — que ele também era associado ao gás "que pega fogo e queima [e] é considerado por muitas pessoas como divino" e que somente mais tarde um vulcão foi considerado a ferraria de Hefesto. Ele foi associado pelos colonos gregos no sul da Itália aos deuses vulcânicos Adrano (do Monte Etna) e Vulcano das ilhas Lipari. Diz-se que o sábio do primeiro século, Apolônio de Tiana, observou: "há muitas outras montanhas em toda a Terra que estão em chamas, e ainda assim nunca terminaríamos com isso se atribuíssemos a elas gigantes e deuses como Hefesto". No entanto, o domínio de Hefesto sobre o fogo remonta à Ilíada de Homero, onde ele usa chamas para secar as águas do rio Scamandrus a fim de forçar sua divindade homônima, que estava atacando Aquiles, a recuar. SEU LUGAR FAVORITO no mundo mortal era a ilha de Lemnos, onde gostava de morar entre os síntios, mas também frequentava outras ilhas vulcânicas como Lipari, Hiera, Imbros e Sicília, que eram chamadas de suas moradas ou oficinas.

Queda do Olimpo: Em um ramo da mitologia grega, Hera expulsou Hefesto dos céus por causa de sua deficiência congênita. Ele caiu no oceano e foi criado por Tétis (mãe de Aquiles e uma das 50 Nereidas) e pela oceânide Eurínome.

Em outro relato, Hefesto, tentando resgatar sua mãe dos avanços de Zeus, foi atirado dos céus por Zeus. Ele caiu por um dia inteiro e pousou na ilha de Lemnos, onde foi cuidado e ensinado a ser um mestre artesão pelos síntios – uma antiga tribo nativa daquela ilha. Escritores posteriores descrevem sua deficiência física como consequência de sua segunda queda, enquanto Homero o torna incapacitado desde o nascimento.

Retorno ao Olimpo: Hefesto foi um dos atletas olímpicos que retornaram ao Olimpo após o exílio.

Em uma história arcaica, Hefesto se vingou de Hera por rejeitá-lo, forjando para ela um trono dourado mágico, que, quando ela se sentou, não permitiu que ela se levantasse novamente. Os outros deuses imploraram a Hefesto que retornasse ao Olimpo para deixá-la ir, mas ele recusou, dizendo "Eu não tenho mãe". Foi Ares quem assumiu a tarefa de buscar Hefesto no início, mas ele foi ameaçado pelo deus do fogo com tochas. Por fim, Dionísio, o deus do vinho, o buscou, embriagou-o com vinho e levou o ferreiro subjugado de volta ao Olimpo nas costas de uma mula acompanhado por foliões - uma cena que às vezes aparece na cerâmica pintada da Ática e de Corinto. De acordo com Higino, Zeus prometeu qualquer coisa a Hefesto para libertar Hera. Hefesto pediu a mão de ATENA EM CASAMENTO (instigado por Poseidon, que era hostil a ela), levando à sua tentativa de estupro da deusa, que rejeitou seus avanços. Em outra versão, ele exigiu se casar com Afrodite para libertar Hera, e sua mãe atendeu ao pedido.

O tema do retorno de Hefesto, popular entre os pintores de vasos áticos, cujas mercadorias eram apreciadas pelos etruscos, pode ter introduzido esse tema na Etrúria. Na representação da procissão feita pelos pintores de vasos, Hefesto estava montado em uma mula ou cavalo, com Dionísio segurando o freio e carregando as ferramentas de Hefesto (incluindo um machado de duas cabeças). Nas cenas pintadas, os dançarinos acolchoados e as figuras fálicas da multidão dionisíaca liderando a mula mostram que a procissão era parte das celebrações ditirâmbicas que foram as precursoras das peças satíricas da Atenas do século V. O viajante Pausânias falou de ter visto uma pintura de Hefesto no templo de Dionísio em Atenas. O templo foi construído no século V, mas pode ter sido decorado em qualquer época anterior ao século II d.C. Quando Pausânias o viu, disse:

“Há pinturas aqui – Dionísio levando Hefesto ao céu. Uma das lendas gregas conta que Hefesto, ao nascer, foi derrubado por Hera. Como vingança, enviou como presente uma cadeira de ouro com grilhões invisíveis. Quando Hera se sentou, foi imobilizada, e Hefesto recusou-se a ouvir qualquer outro deus, exceto Dionísio – nele depositava a mais completa confiança – e, depois de embriagá-lo, Dionísio o levou ao céu.”

—  Pausânias, 1.20.3

Ofício de Hefesto: Hefesto tinha seu próprio palácio no Olimpo, contendo sua oficina com bigorna e vinte foles que funcionavam a seu comando. Ele fabricou muitos dos magníficos equipamentos dos deuses, e quase qualquer metalurgia finamente trabalhada imbuída de poderes que aparece no mito grego é dito ter sido forjada por Hefesto. Ele projetou todos os tronos no Palácio do Olimpo, o peitoral da Égide, o capacete alado e as sandálias de Hermes, o famoso cinto de Afrodite, o arco e as flechas de Eros, a carruagem de Hélio, os badalos de bronze de Hércules e o ombro de Pélops.

Hefesto também criou o presente que os deuses deram à humanidade: a primeira mulher Pandora e seu pithos. Em algumas versões do mito, Prometeu roubou o fogo que deu ao homem da forja de Hefesto.

Hefesto deu ao cego Órion seu aprendiz Cedalião como guia. Em relatos posteriores, Hefesto trabalhou com os ciclopes Brontes, Estéropes e Arges, que eram ferreiros altamente qualificados por direito próprio e forjaram os raios de Zeus, o tridente de Poseidon e o capacete das trevas de Hades.

Autômatos: De acordo com Homero, Hefesto construiu autômatos de metal para trabalhar para ele ou para outros. Isso incluía tripés com rodas douradas, capazes de se mover conforme sua vontade para dentro e para fora do salão de assembleias dos celestiais; e "servas feitas de ouro à semelhança de donzelas vivas", que tinham "entendimento em seus corações, fala e força", como um presente dos deuses. Elas se moviam para apoiar Hefesto enquanto caminhava. Hefesto também colocou leões e cães de ouro e prata na entrada do palácio de Alcinoo de forma que pudessem morder os invasores; esses cães de guarda não envelheceram nem pereceram.

Um cão dourado semelhante (Κυων Χρυσεος) foi criado por Reia para guardar o bebê Zeus e sua ama, a cabra Amalteia, na ilha de Creta. Mais tarde, Tântalo teria roubado o autômato quando ele guardava o templo de Zeus, ou teria persuadido Pandareos a roubá-lo para ele. Textos posteriores tentam substituir o autômato pela ideia de que o cão dourado era na verdade Reia, transformada por Hefesto.

Outros mitos: Hefesto lutou contra os gigantes e matou Mimas atirando ferro derretido nele. Ele também lutou contra outro gigante, Aristeu, mas este fugiu. Durante a batalha, Hefesto caiu exausto e foi recolhido por Hélio em sua carruagem. Como um presente de gratidão, Hefesto forjou quatro fontes sempre jorrando e touros cuspidores de fogo para o filho de Hélio, Eetes.

No casamento de Peleu e Tétis, Hefesto deu uma faca como presente de casamento. Quando a Guerra de Troia começou, Hefesto aliou-se aos gregos e forjou a armadura de Aquiles, a couraça de Diomedes e o cajado de Agamenon, mas Hefesto também era adorado pelos troianos e salvou um de seus homens de ser morto por Diomedes.

Hefesto e Afrodite: Embora casada com Hefesto, Afrodite teve um caso com Ares, o deus da guerra. Eventualmente, Hefesto descobriu o caso de Afrodite através de Hélio, o Sol onividente, e planejou uma armadilha durante um de seus encontros. Enquanto os amantes estavam deitados juntos na cama, Hefesto os prendeu em uma rede de arame inquebrável, tão pequena que era invisível, e os arrastou até o Monte Olimpo para envergonhá-los diante dos outros deuses em troca de vingança.

Marte e Vênus surpreendidos por Vulcano, de Alexandre-Charles Guillemot (1827).


Os deuses riram ao ver esses amantes NUS, e Poseidon persuadiu Hefesto a libertá-los em troca de uma garantia de que Ares pagaria a multa do adúltero, ou que ele, Poseidon, a pagaria ele mesmo. Hefesto afirma em A Odisseia que devolveria Afrodite ao pai dela e exigiria de volta o preço da noiva. A tradução de Emily Wilson retrata Hefesto exigindo/implorando a Zeus antes que Poseidon a oferecesse, no entanto, levando o leitor a presumir que Zeus não devolveu o "preço" que Hefesto pagou por sua filha e que essa foi a razão pela qual Poseidon interveio. Algumas versões do mito afirmam que Zeus não devolveu o dote e, na verdade, Afrodite "simplesmente encantou seu caminho de volta às boas graças do marido". Na Ilíada, Hefesto é descrito como casado com a Graça Charis durante os eventos descritos na Guerra de Troia, enquanto na Teogonia, ele é casado com a Graça Aglaea. A posterior Dionysiaca de Nonnus afirma explicitamente que, embora Hefesto e Afrodite tenham sido casados (ela é referida como sua "antiga esposa"), eles se separaram e Hefesto agora é casado com Charis.

Em um detalhe muito posterior, interpolado, Ares colocou o jovem soldado Alectryon, perto da porta deles para avisá-los da chegada de Hélios, pois suspeitava que Hélios contaria a Hefesto sobre a infidelidade de Afrodite se os dois fossem descobertos, mas Alectryon adormeceu durante o serviço de guarda. Hélios descobriu os dois e alertou Hefesto, pois Ares, FURIOSO, transformou Alectryon em um GALO, que sempre canta ao amanhecer quando o sol está prestes a nascer.

Os tebanos contavam que a união de Ares e Afrodite produziu Harmonia, mas que a união de Hefesto com Afrodite geralmente não gerava filhos. Como Harmonia foi concebida durante o casamento de Afrodite com Hefesto, por vingança, no dia do casamento de Harmonia com Cadmo, Hefesto a presenteou com um colar finamente trabalhado, mas amaldiçoado, que trouxe imenso sofrimento aos seus descendentes, culminando com a história de Édipo.

O autor de Otávia (tradicionalmente atribuído a Sêneca, mas agora aceito como não sendo seu) escreve que "[nós] nos iludimos achando que [Eros] nasceu de Vênus e surgiu dos lombos de Vulcano", o que implica que a noção de que Eros/Cupido era filho de Vulcano/Hefesto era bastante comum na antiguidade tardia. Nonnus também aparentemente apresenta Eros como filho de Afrodite e Hefesto, mas foi sugerido que o uso de πολυφράδμων (uma palavra que pode significar tanto 'sábio' quanto 'astuto') para descrever Afrodite e a ênfase dada a Hefesto temendo que Eros nascesse aleijado como ele, apenas para que a criança fosse fisicamente capaz, implica fortemente que Nonnus quer que Ares seja entendido como o verdadeiro pai, enquanto Afrodite passou seu filho como sendo de Hefesto. A conjectura de Ulrich von Wilamovitz de um escólio mal preservado na Argonáutica para ler que Íbico fez Eros filho de Afrodite e Hefesto é amplamente aceita pelos estudiosos, mas não pode ser provada, pois o texto antigo é ilegível.

Hefesto estava de alguma forma ligado ao culto arcaico, pré-grego, dos mistérios frígios e trácios dos Cabeiros, também chamados de Hefesto, "os homens de Hefesto", em Lemnos. Uma das três tribos lemnianas também se autodenominava Heféstion e afirmava descender diretamente do deus.

Hefesto e Atena: Hefesto é para os deuses masculinos o que Atena é para as deusas femininas, pois acreditava-se que ele ensinava aos mortais ofícios e artes ao lado de Atena. Em Atenas, eles tinham templos e festivais em comum. Acreditava-se que ambos tinham grandes poderes de cura, e a terra Lemniana, do local onde Hefesto havia caído, era considerada curadora da loucura, picada de cobra e hemorragia; os sacerdotes de Hefesto sabiam como curar feridas infligidas por cobras. Ele foi representado no templo de Atena Calcioecus (Atenas da Casa de Bronze) em Esparta, no ato de dar à luz sua mãe; no peito de Cípselo, dando a armadura de Aquiles a Tétis; e em Atenas havia a famosa estátua de Hefesto por Alcamenes, na qual sua deficiência física era apenas sutilmente retratada. Ele quase não tinha "cultos, exceto em Atenas". Os gregos frequentemente colocavam estátuas em miniatura de Hefesto perto de suas lareiras, e essas figuras são as mais antigas de todas as suas representações. Em Atenas, há um Templo de Hefesto, o Hefesto (erroneamente chamado de "Teseu") perto da ágora. Atena às vezes é considerada a "alma gêmea" de Hefesto. No entanto, Hefesto "procura impetuosamente e apaixonadamente fazer amor com Atena: no momento do clímax, ela o empurra para o lado, e seu sêmen cai na terra onde impregna Gaia."

Um mito fundador ateniense conta que a deusa padroeira da cidade, Atena, recusou uma união com Hefesto. Pseudo-Apolodoro registra uma lenda arcaica, que afirma que Hefesto certa vez tentou estuprar Atena, mas ela o empurrou, fazendo-o ejacular em sua coxa. Atena limpou o sêmen usando um tufo de lã, que ela jogou na poeira, impregnando Gaia e fazendo-a dar à luz Erictônio, que Atena adotou como seu próprio filho.

Dor de Cabeça divina: O mitógrafo romano Higino registra uma história semelhante na qual Hefesto exigiu que Zeus o deixasse se casar com Atena, já que foi ele quem quebrou o crânio de Zeus, permitindo que Atena nascesse. Zeus concordou com isso e Hefesto e Atena se casaram, mas, quando Hefesto estava prestes a consumar a união, Atena desapareceu do leito nupcial, fazendo-o ejacular no chão, engravidando Gaia com Erictônio. Nonnus se refere a esta história de Erechtônio nascendo da Terra após um "casamento improvisado", mas diz que Atena então amamentou Erechtônio em seu "seio masculino".

Outros: De acordo com a maioria das versões, a consorte de Hefesto é Afrodite. No entanto, algumas fontes dizem que Hefesto é casado com uma das Caritas. No Livro XVIII da Ilíada de Homero, a consorte de Hefesto é Caris, com quem ele vive em uma casa de bronze no Olimpo. O mesmo nome, Caris, é usado mais tarde nos Diálogos dos Deuses de Luciano e nas Dionysiaca de Nonnus. No entanto, Hesíodo nomeia o membro das Caritas que é casado com Hefesto como Aglaea, e de acordo com o filósofo neoplatônico grego do século V d.C. Proclo, por Hefesto, Aglaea se tornou a mãe de Eucleia, Eutênia, Eufeme e Filofrosina. Alguns estudiosos concluem que essas referências se referem à mesma deusa sob nomes diferentes, embora na Dionysiaca tanto Aglaea quanto Charis apareçam como personagens separadas (Aglaea se refere a Charis como uma assistente separada de Afrodite ao falar com Eros). Károly Kerényi observa que "charis" também significa "o deleite da arte" e supõe que Afrodite é vista como uma obra de arte, especulando que Afrodite também poderia ter sido chamada de Charis como um nome alternativo, pois na Odisseia Homero repentinamente a torna sua esposa.

Na ilha de Lemnos, no entanto, a consorte de Hefesto era a ninfa do mar Cabeiro, de quem ele foi pai de dois deuses metalúrgicos chamados Cabeiri. Na Sicília, ele teve outra consorte, a ninfa Etna, e seus filhos eram dois deuses dos gêiseres sicilianos chamados Palici, que em outros lugares são chamados de filhos de Zeus com Etna, ou de Zeus com Thalia (outra filha de Hefesto), ou de Adranos.

Como muitos deuses gregos masculinos, Hefesto teve vários filhos com mortais e imortais.
  1. Eucleia
  2. Eutênia
  3. Eufeme 
  4. Filofrosina
  5. Erictônio
  6. Atthis
  7. Os Palici
  8. Os Cabeiri, os Cabeirides (ninfas)
  9. Camilo
  10. Perifetes
  11. Ardalus
  12. Cercyon
  13. Olenus
  14. Palaemon
  15. Pílio
  16. Thalia
EPÍTETOS

Os epítetos pelos quais Hefesto é conhecido pelos poetas geralmente aludem à sua habilidade nas artes plásticas ou à sua figura ou deficiência. Os gregos frequentemente colocavam estátuas em miniatura de Hefesto perto de suas lareiras, e essas figuras são as mais antigas de todas as suas representações. O significado de alguns de seus epítetos é:
  1. Amphigyḗeis é frequentemente traduzido como "o coxo"; literalmente "coxo dos dois lados" vel sim. (Ἀμφιγυήεις)
  2.  Kyllopodíōn "pé torto" ou "de arrastar os pés" (Κυλλοποδίων)
  3.  Khalkeús "latoeiro" (Χαλκεύς)
  4.  Klytotékhnēs "artífice renomado" (Κλυτοτέχνης)
  5.  Polýmētis "astuto, esperto" ou "de muitos dispositivos" (Πολύμητις)
  6.  Aitnaîos "Aetnaean" (Αἰτναῖος), devido à sua oficina estar supostamente localizada abaixo do Monte Aetna.
  7.  Polýphrōn "engenhoso, inventivo" (Πολύφρων)
  8.  Agaklytós "muito famoso, glorioso" (Ἀγακλυτός)
  9.  Aithalóeis theós "deus fuliginoso" (Αἰθαλόεις θεός)
DOPPELGÄNGERS

Paralelos em outros sistemas mitológicos para o simbolismo de Hefesto incluem:
  1. O deus artesão ugarita Kothar-wa-Khasis, que é identificado de longe por seu andar característico – possivelmente sugerindo que ele manca.
  2. Como Heródoto foi levado a entender, o deus-artesão egípcio Ptah era um deus anão e frequentemente representado nu.
  3. Na mitologia nórdica, Weyland, o Ferreiro, era um trabalhador do bronze com deficiência física.
  4. No hinduísmo, o deus artífice Tvastr desempenha um papel semelhante, embora retratado de forma mais positiva.
  5. O deus ossétio Kurdalagon pode compartilhar uma origem semelhante.
ADORAÇÃO

Solinus escreveu que os lícios dedicaram uma cidade a Hefesto e a chamaram de Hefestia.

A Hefestia em Lemnos recebeu o nome do deus. Além disso, toda a ilha de Lemnos era sagrada para Hefesto.

Pausânias escreveu que os lícios em Patara tinham uma tigela de bronze em seu templo de Apolo, dizendo que Télefo a dedicou e Hefesto a fez.

Pausânias também escreveu que a vila de Olímpia em Élis continha um altar ao rio Alfeu, próximo ao qual havia um altar a Hefesto, às vezes chamado de altar do "Zeus guerreiro".

A ilha Thermessa, entre Lípari e a Sicília, também era chamada de Hiera de Hefesto (ἱερὰ Ἡφαίστου), que significa "lugar sagrado de Hefesto" em grego.

HOMÔNIMOS

Plínio, o Velho, escreveu que em Córico havia uma pedra chamada Hefestite ou "pedra de Hefesto". Segundo Plínio, a pedra era vermelha e refletia imagens como um espelho, e quando água fervente era derramada sobre ela, esfriava imediatamente. Alternativamente, quando colocada ao sol, incendiava imediatamente uma substância ressequida.

O planeta menor 2212 Hefesto, descoberto em 1978 pela astrônoma soviética Lyudmila Chernykh, foi nomeado em homenagem a Hefesto.

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 This chart is based upon Hesiod's Theogony, unless otherwise noted.

 According to Homer, Iliad 1.570–579, 14.338, Odyssey 8.312, Hephaestus was apparently the son of Hera and Zeus, see Gantz, p. 74.
 According to Hesiod, Theogony 927–929, Hephaestus was produced by Hera alone, with no father, see Gantz, p. 74.

 According to Hesiod's Theogony 886–890, of Zeus' children by his seven wives, Athena was the first to be conceived, but the last to be born; Zeus impregnated Metis then swallowed her, later Zeus himself gave birth to Athena "from his head", see Gantz, pp. 51–52, 83–84.

 According to Hesiod, Theogony 183–200, Aphrodite was born from Uranus' severed genitals, see Gantz, pp. 99–100.

 According to Homer, Aphrodite was the daughter of Zeus (Iliad 3.374, 20.105; Odyssey 8.308, 320) and Dione (Iliad 5.370–71), see Gantz, pp. 99–100.

Post nº 515 ✓

domingo, 10 de agosto de 2025

ALLAN PINKERTON (DETETIVE ESCOCÊS-AMERICANO)

Allan Pinkerton, retrato de cabeça e ombros, ligeiramente voltado para a direita. Ilustração em: Harper's weekly, v. 28, 1884, 12 de julho, p. 452.

  • NOME COMPLETO: Allan J. Pinkerton
  • NASCIMENTO: 21 de agosto de 1819; Glasgow, Escócia
  • FALECIMENTO: 1 de julho de 1884 (64 anos); Chicago, Illinois, EUA
  • OCUPAÇÃO: detetive, oficial de inteligência, batedor do exército, empresário, chefe de espionagem, escritor e cooper
  • FAMÍLIA: Joana Carfrae (cônjuge; m. 1842), Isabella, William, Joan, Robert, Mary e Joan
  • RELIGIÃO: Ateísmo (Nenhuma)
Allan Pinkerton (1819 – 1884) foi um detetive, espião, abolicionista e tanoeiro escocês-americano mais conhecido por criar a Agência Nacional de Detetives Pinkerton nos Estados Unidos e sua alegação de ter obstruído a conspiração em 1861 para assassinar o então presidente eleito Abraham Lincoln.

BIOGRAFIA

Allan Pinkerton nasceu em Gorbals, uma área da classe trabalhadora de Glasgow, em 21 de agosto de 1819, o segundo filho sobrevivente de William Pinkerton, um policial aposentado, e Isobel McQueen; ele foi batizado em 25 de agosto de 1819, que muitas fontes dão incorretamente como sua data de nascimento. Ele deixou a escola aos 10 anos após a morte de seu pai. Pinkerton lia vorazmente e foi em grande parte autodidata. Um tanoeiro de profissão, ele foi ativo no movimento cartista escocês quando jovem. Ele não foi criado em uma educação religiosa e foi ATEU por toda a vida.

Pinkerton e sua esposa se mudaram para o exterior para escapar da prisão por seu envolvimento no movimento cartista. Enquanto navegavam em direção ao Canadá, seu navio encalhou acidentalmente na Ilha Sable. Eles finalmente conseguiram passagem em uma escuna e continuaram sua jornada para Detroit, Michigan. Incapaz de encontrar trabalho lá, Pinkerton usou o resto de seu dinheiro para comprar um cavalo e uma carroça. Ele e sua esposa então viajaram para o oeste, para Chicago, onde ele encontrou trabalho como tanoeiro para uma cervejaria e começou a estabelecer uma nova vida. Em 1843, ele ouviu falar de Dundee Township, Illinois, oitenta quilômetros a noroeste de Chicago, no Rio Fox. Ele construiu uma cabana e começou uma tanoaria, enviando para sua esposa em Chicago quando sua cabana estava pronta. Já em 1844, Pinkerton trabalhou para os líderes abolicionistas de Chicago, e sua casa em Dundee era uma parada na Ferrovia Subterrânea.

DETETIVISMO

Pinkerton se interessou pela primeira vez pelo trabalho de detetive criminal enquanto vagava pelos bosques ao redor de Dundee, procurando árvores para fazer aduelas de barril, quando se deparou com um bando de falsificadores, que podem ter sido afiliados aos notórios Banditti of the Prairie. Depois de observar seus movimentos por algum tempo, ele informou o xerife local, que os prendeu. Isso mais tarde levou Pinkerton a ser nomeado, em 1849, como o primeiro detetive de polícia em Chicago, Condado de Cook, Illinois. Em 1850, ele fez parceria com o advogado de Chicago Edward Rucker na formação da Agência de Polícia do Noroeste, que mais tarde se tornou Pinkerton & Co, e finalmente a Agência Nacional de Detetives Pinkerton, ainda existente hoje como Pinkerton Consulting and Investigations, uma subsidiária da Securitas AB. A insígnia comercial de Pinkerton era um olho bem aberto com a legenda "Nós nunca dormimos". Allan Pinkerton ganhou atenção pública quando ele e seus detetives resolveram com sucesso um caso de vandalismo no Old French Cemetery perto do Lago Michigan. Lá, eles prenderam três estudantes de medicina que admitiram ter cometido o crime de roubo de túmulos para fins de pesquisa médica. Quando a história foi relatada no noticiário, destacando o papel de Pinkerton na prisão, atraiu ampla atenção para sua agência. Na manhã seguinte, o escritório de Pinkerton foi inundado com novos clientes procurando seus serviços. À medida que os EUA se expandiam em território, o transporte ferroviário aumentou. A agência de Pinkerton resolveu uma série de roubos de trem durante a década de 1850, primeiro colocando Pinkerton em contato com George B. McClellan, então engenheiro-chefe e vice-presidente da Illinois Central Railroad, e Abraham Lincoln, um advogado que às vezes representava a empresa. Em 1857, o Chicago Tribune instou a cidade a demitir seu chefe de polícia e contratar Allan Pinkerton em resposta a um aumento nos roubos em toda a cidade. Em 1866, Allan Pinkerton alcançou grande sucesso ao capturar um grupo de ladrões que havia roubado US$ 700.000 do cofre de um trem. Por meio de sua investigação, ele conseguiu recuperar US$ 688.000 do dinheiro roubado. Pinkerton fundou uma organização revolucionária para a época. Ele contratou a primeira detetive, Kate Warne, e estabeleceu princípios investigativos fundamentais que continuam a influenciar o trabalho investigativo moderno até hoje.

Pinkerton era conhecido por ser amigo do abolicionista John Brown. Em 11 de março de 1859, ele apoiou Brown dando-lhe US$ 500 e uma passagem na Michigan Central Railroad para Detroit. Ele também compareceu às reuniões secretas realizadas por John Brown e Frederick Douglass em Chicago, juntamente com os abolicionistas John Jones e Henry O. Wagoner. Nessas reuniões, Jones, Wagoner e Pinkerton ajudaram a comprar roupas e suprimentos para Brown. A esposa de Jones, Mary, supôs que os suprimentos incluíam o terno em que Brown foi enforcado após o fracasso do ataque de John Brown a Harpers Ferry em novembro de 1859.

GUERRA CIVIL AMERICANA

Quando a Guerra Civil começou, Pinkerton serviu como chefe do Serviço de Inteligência da União durante os dois primeiros anos, impedindo uma suposta conspiração de assassinato em Baltimore, Maryland, enquanto protegia Abraham Lincoln em seu caminho para Washington, DC, bem como fornecendo estimativas do número de tropas confederadas ao General George B. McClellan quando ele comandou o Exército do Potomac. Seus agentes frequentemente trabalhavam disfarçados como soldados confederados e simpatizantes para coletar inteligência militar. O próprio Pinkerton serviu em várias missões secretas como um soldado confederado usando o pseudônimo Major E.J. Allen. Ele trabalhou no Sul Profundo no verão de 1861, concentrando-se em fortificações e planos confederados. Ele foi descoberto em Memphis e escapou por pouco com vida. Este trabalho de contrainteligência feito por Pinkerton e seus agentes é comparável ao trabalho feito pelos atuais Agentes Especiais de Contrainteligência do Exército dos EUA, nos quais a agência de Pinkerton é considerada uma predecessora inicial. Ele foi sucedido como chefe do Serviço de Inteligência por Lafayette Baker; o Serviço de Inteligência foi o antecessor do Serviço Secreto dos EUA. Seu trabalho levou ao estabelecimento do serviço secreto federal.

Historiadores militares têm criticado fortemente a inteligência que Pinkerton forneceu ao Exército da União, que na maior parte eram dados brutos não digeridos. Na visão de T. Harry Williams, o trabalho de Pinkerton foi "o pior serviço de inteligência que qualquer general já teve." As estimativas de Pinkerton sobre o número de tropas rebeldes, derivadas de seus interrogatórios crédulos de prisioneiros confederados, desertores, refugiados, escravos fugitivos ("contrabandos") e civis não acostumados a contar grandes corpos de homens, exageraram muito o tamanho dessas formações, às vezes quase dobrando sua força real. Os números de Pinkerton fizeram McClellan acreditar consistentemente que ele estava drasticamente em menor número pelas forças confederadas que enfrentava. A ação de McClellan diante do que ele acreditava serem probabilidades esmagadoras foi indevidamente cautelosa, fazendo-o evitar ações ofensivas quase completamente em favor da guerra de cerco e adotando uma postura defensiva. Isso levou à sua retirada na Campanha da Península, ao seu fracasso em esmagar o Exército da Virgínia do Norte de Robert E. Lee na Batalha de Antietam e ao seu atraso desnecessário em cumprir suas ordens de perseguir o exército de Lee enquanto eles recuavam de sua invasão de Maryland de volta à Virgínia. Essas ações foram todas baseadas na firme confiança de McClellan nos relatórios de Pinkerton, embora o problema fosse agravado pela inépcia de coleta de inteligência do Brigadeiro-General Alfred Pleasonton, o principal cavaleiro de McClellan e sua fonte alternativa de informações sobre as tropas inimigas quando Pinkerton não tinha agentes no local.

Por outro lado, Edwin C. Fishel em The Secret War for the Union e James Mackay em Allan Pinkerton: The First Private Eye argumentam que os números de efetivos das tropas que Pinkerton passou para McClellan eram relativamente precisos, e que o próprio McClellan teve a responsabilidade primária de inflar esses números a níveis totalmente irrealistas.

PÓS-GUERRA

Após os serviços de Pinkerton para o Exército da União, ele continuou sua perseguição aos ladrões de trem, incluindo a Gangue Reno. Ele foi contratado pelas empresas ferroviárias expressas para rastrear o fora da lei Jesse James, mas depois que Pinkerton não conseguiu capturá-lo, a ferrovia retirou seu apoio financeiro e Pinkerton continuou a rastrear James às suas próprias custas. Depois que James supostamente capturou e matou um dos agentes secretos de Pinkerton (que estava trabalhando disfarçado na fazenda vizinha à fazenda da família James), ele abandonou a perseguição. Alguns consideram esse fracasso a maior derrota de Pinkerton. Em 1872, o governo espanhol contratou Pinkerton para ajudar a suprimir uma revolução em Cuba que pretendia acabar com a escravidão e dar aos cidadãos o direito de votar. Se Pinkerton sabia disso, então isso contradiz diretamente as declarações em seu livro de 1883, The Spy of the Rebellion, onde ele professa ser um abolicionista fervoroso e odiador da escravidão. O governo espanhol aboliu a escravidão em 1880 e um Decreto Real aboliu os últimos vestígios dela em 1886.

VIDA PESSOAL

Pinkerton casou-se com Joan Carfrae (1822–1887), uma cantora de Duddingston , em Glasgow, em 13 de março de 1842. Eles permaneceram casados até a morte dele. Tiveram seis filhos: Isabella, William, Joan, Robert, Mary e Joan.

MORTE

Pinkerton morreu em Chicago em 1 de julho de 1884. Costuma-se dizer que Pinkerton escorregou na calçada e mordeu a língua, resultando em GANGRENA. Relatos contemporâneos dão causas conflitantes, como o fato de ele ter sucumbido a um DERRAME – ele teve um ano antes – ou à MALÁRIA, que ele havia contraído durante uma viagem ao sul dos Estados Unidos. Na época de sua morte, ele estava trabalhando em um sistema para centralizar todos os registros de identificação criminal; esse banco de dados agora é mantido pelo Federal Bureau of Investigation.

Pinkerton está enterrado entre sua esposa e Kate Warne no jazigo da família no Cemitério de Graceland, em Chicago. Ele é membro do Hall da Fama da Inteligência Militar.

LEGADO

Após sua morte, a agência continuou a operar e logo se tornou uma grande força contra o movimento trabalhista que se desenvolvia nos EUA e no Canadá. Esse esforço mudou a imagem dos Pinkertons por anos. Eles se envolveram em inúmeras atividades contra os trabalhadores durante o final do século XIX e início do século XX, incluindo:
  1. A Greve de Homestead (1892), o impulso direto para a Lei Federal Anti-Pinkerton de 1893, proibindo o governo federal de contratar seus detetives
  2. A Greve de Pullman (1894)
  3. A Gangue Selvagem (1896)
  4. O Massacre de Ludlow (1914)
  5. O Comitê La Follette (1933–1937)
Apesar da reputação posterior de sua agência por atividades antitrabalhistas, o próprio Pinkerton esteve fortemente envolvido em políticas pró-trabalhistas quando jovem. Embora Pinkerton se considerasse pró-trabalhista, ele se opunha às greves e desconfiava dos sindicatos.

Allan Pinkerton era tão famoso que, por décadas após sua morte, seu sobrenome era uma gíria para detetives particulares, fossem eles agentes da Agência Pinkerton ou não. Os romances "Mr. Pinkerton", da escritora americana de mistério Zenith Jones Brown (sob o pseudônimo de David Frome), eram sobre o detetive amador galês Evan Pinkerton e podem ter sido inspirados pela gíria.

ESCRITA

Pinkerton produziu numerosos livros policiais populares, ostensivamente baseados em suas próprias façanhas e nas de seus agentes. Alguns foram publicados após sua morte e são considerados mais motivados pelo desejo de promover sua agência de detetives do que por um empreendimento literário. A maioria dos historiadores acredita que Allan Pinkerton contratou GHOSTWRITERS, mas os livros, no entanto, levam seu nome e, sem dúvida, refletem suas opiniões.

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CULTURA POPULAR

No longa-metragem de 1951, The Tall Target, um drama histórico vagamente baseado na Conspiração de Baltimore, Allan Pinkerton é interpretado pelo ator escocês Robert Malcolm. A produção da MGM é estrelada por Dick Powell e dirigida por Anthony Mann.

No episódio de 1956 "The Pinkertons" da série de televisão de faroeste da ABC / Desilu, The Life and Legend of Wyatt Earp, ambientada em Wichita, Kansas, Douglas Evans interpreta Allan Pinkerton, que está tentando recuperar US$ 40.000 em dinheiro roubado, mas interfere na tentativa do marechal Wyatt Earp ( Hugh O'Brian ) de capturar toda a gangue de Crummy Newton ( Richard Alexander ).

No western spaghetti de 1969, O Preço do Poder , Pinkerton interpreta um aliado do presidente James A. Garfield que participa de seu assassinato (altamente fictício). Ele é interpretado pelo ator espanhol Fernando Rey .

Pinkerton é retratado em um episódio de The Life and Times of Grizzly Adams (1974) por Don Galloway .

Em 1990, a Turner Network Television exibiu o drama histórico especulativo de 1990 The Rose and the Jackal , com Christopher Reeve como Pinkerton, recontando seu romance (completamente fictício) com a espiã confederada Rose O'Neal Greenhow .

Em 1994, " Pinkertonova detektivní agentura " ('Pinkerton's Detective Agency, [ 30 ] um episódio da série de TV tcheca Dobrodružství kriminalistiky ("A Aventura da Criminologia"), foi ao ar.

Pinkerton é retratado no filme biográfico americano de faroeste de 1994 Frank e Jesse por William Atherton

Pinkerton é um personagem importante interpretado por Timothy Dalton no filme American Outlaws de 2001.

O papel de Pinkerton em frustrar o plano de assassinato de Abraham Lincoln foi dramatizado no filme " Salvando Lincoln" , de 2013 , que conta a história do presidente Lincoln através dos olhos de Ward Hill Lamon , um ex-sócio de Lincoln que serviu como seu principal guarda-costas durante a Guerra Civil . Pinkerton é interpretado por Marcus J. Freed.

Charlie Day interpretou Pinkerton em "Baltimore", um episódio da segunda temporada do docudrama Drunk History , transmitido pela primeira vez em 22 de julho de 2014.

Pinkerton é um personagem recorrente interpretado por Angus Macfadyen na série de TV de 2014 The Pinkertons.

Pinkerton é um personagem importante no romance de Steven Price de 2016, By Gaslight.

A Agência de Detetives Pinkerton desempenha um papel importante na trama do videogame de faroeste de 2018 Red Dead Redemption 2 .

"The Pinkerton Agency" é um episódio de podcast do Dollop em 2024.
Pinkerton é o personagem titular interpretado por Dean Chandler Bowden no filme original da Xumo Play de 2025, Pinkerton .

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Post nº 456 ✓

DEMÉTER (DEUSA DA AGRICULTURA NA MITOLOGIA GREGA)

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