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sexta-feira, 29 de maio de 2026

SAI (ESPADA CURTA JAPONESA)

2 sais antigos, um sai octogonal do tipo okinawano e um tjabang/cabang indonésio menor.
O sai (em japonês: 釵, lit. 'grampo de cabelo'; em chinês: 鐵尺, lit. 'régua de ferro', ou Sau cha 手叉, lit. 'garfo de mão' em cantonês) é uma arma branca pontiaguda originária de Okinawa. Historicamente, era utilizada em artes marciais como o kobudō okinawano e as artes marciais do sul da China, e foi incorporada ao currículo de muitas artes marciais modernas. Embora armas semelhantes possam ser encontradas em outras partes da Ásia, o sai é a versão okinawana do conceito básico e não deve ser confundido com as outras armas. O sai é usado principalmente para estocar, golpear, aparar e desarmar oponentes. Consiste em uma ponta principal de metal pontiaguda, que se projeta de um cabo para uma mão, duas pontas laterais de metal mais curtas, que se projetam dos lados opostos da base da ponta principal e apontam na mesma direção que ela, e um pomo de metal rombo fixado na extremidade inferior do cabo. O sai ganhou notoriedade internacional quando o kobudô e o karatê de Okinawa alcançaram popularidade internacional em meados do século XX.

ETIMOLOGIA E MORFOLOGIA

Como não existe plural morfológico em japonês, a palavra "sai" refere-se tanto a uma única arma quanto a múltiplas armas. Nicho sai refere-se a um kata que utiliza dois sai, enquanto sancho sai kata refere-se a um kata que utiliza três sai. No entanto, como se trata de um empréstimo linguístico do inglês, não é necessário seguir a morfologia japonesa, sendo também aceitável pluralizar a palavra com um -s final, como é prática comum na morfologia inglesa para formar o plural de substantivos.

HISTÓRIA

Antes da criação do sai em Okinawa, armas semelhantes já eram usadas em outros países asiáticos, incluindo Índia, Tailândia, China, Vietnã, Malásia e Indonésia. O conceito básico desse tipo de arma foi trazido para Okinawa ao longo do tempo de um ou mais desses lugares. No entanto, o sai é a versão okinawana desse conceito de arma e não deve ser confundido com as outras armas semelhantes.

Algumas fontes teorizam que este conceito de arma pode ser baseado no trisula indiano, um antigo símbolo hindu-budista que pode ter se espalhado junto com o hinduísmo e o budismo no Sudeste Asiático. A própria palavra trisula pode se referir a um tridente de cabo longo ou curto.

Em Okinawa, o sai era usado pela polícia doméstica (ufuchiku) para prender criminosos e para controle de multidões. O uso do sai no kobudō okinawano foi aprovado em 1668 por Moto Chohei, um príncipe okinawano.

O Japão possuía uma arma semelhante, o jitte, que era originalmente usado como arma contundente pelos guardas do palácio do Shogun e, posteriormente, passou a ser distribuído a altos funcionários como distintivo de cargo. Exemplares do jitte do período Edo geralmente possuem apenas um gancho. A relação entre o sai e o jitte não é clara.

PARTES (EM OKINAWANO)
Partes de um sai moderno.
  1. Monouchi, a haste principal de metal do sai, que pode ser redonda ou facetada.
  2. Saki, a ponta afiada do dente principal.
  3. Yoku, as duas pontas laterais de metal mais curtas do sai, que geralmente apontam na mesma direção que a ponta principal, com exceção do manji sai desenvolvido por Taira Shinken, que tem a direção de uma das pontas laterais invertida, fazendo com que a arma lembre uma suástica (manji).
  4. Tsume, as pontas afiadas dos dois dentes laterais.
  5. Moto, o ponto central entre os dois dentes laterais.
  6. Tsuka, o cabo do sai que se empunha com uma só mão, geralmente é revestido com diferentes materiais ou recebe diferentes tratamentos para proporcionar maior aderência.
  7. Tsukagashira, o pomo metálico rombo do sai.
TÉCNICA

Foto de Jiří Zelenka. Torneio de Caratê e Kobudo de Okinawa em Havlíčkův Brod em 11 de novembro de 2023, 09:55:16. Décimo Torneio Aberto Shin-gi-tai. Kumite. Direito à proteção da personalidade. Ginásio Kamenoprůmysl. Rua Kyjovská. Havlíčkův Brod. Região de Vysočina. República Tcheca.

O sai é uma arma tipicamente usada em pares, com um em cada mão. No Kobudo okinawano moderno, cinco kata (padrões coreografados de movimentos em artes marciais) são comumente ensinados, incluindo dois kihon kata.

A utilidade do sai é evidente em seu formato característico de tridente. É uma arma usada principalmente para estocadas e golpes rápidos, mas, por ser muito versátil, também possui muitos outros usos. Estes incluem uma variedade de bloqueios, aparos e imobilizações contra atacantes vindos de todas as direções e alturas. O uso das pontas afiadas, da lâmina principal e do pomo é enfatizado, assim como as rápidas mudanças de empunhadura para múltiplas estocadas e golpes velozes.

Uma técnica comumente representada no kata de sai é o uso de uma das pontas laterais do sai para prender a arma do oponente e, em seguida, desarmá-lo. Algumas variações do sai possuem as duas pontas laterais apontando para dentro, em direção à ponta principal, para facilitar essa manobra. Embora isso não imobilize completamente o atacante, dificulta sua movimentação em combates corpo a corpo.

CULTURA POPULAR

O sai é conhecido nos quadrinhos americanos como a arma característica de Elektra, uma ninja anti-heroína e femme fatale. Seu criador, Frank Miller, descreveu sua utilidade para ela:

“É chamada de arma de caratê, já que o poder de quase todos os golpes de caratê pode ser amplificado com ela. [...] Chama-se sai. Como torna cada golpe de caratê mais poderoso, seria uma arma natural para uma mulher usar. Permite que ela alcance mais longe. Como ela é menor do que a maioria de seus oponentes, este é o tipo de arma que a ajudaria.”

As duas sais também são as armas características de Raphael, das Tartarugas Ninja.

FONTES: Demura, Fumio (1974). Sai: Karate Weapon of Self-Defense. Burbank, Calif.: Ohara B Publications. ISBN 0897500105. OCLC 1103415.

Decker, Dwight R. (1982). "Frank Miller: A Talk with the Writer Artist of Daredevil". The Comics Journal (70, Winter 1981-1982): 68–95.

 "華藝精武- 嶺南少林拳系 洪家-鐵尺(手叉)第一段 Southern Shaolin Series Hung Gar - Tie Chai(Sau cha) Section 1".

 Draeger, Donn F.; Robert W. Smith (1969). Asian Fighting Arts. Tokyo: Kodansha. OCLC 812370873. Reprint: Comprehensive Asian Fighting Arts (registration required). New York; Tokyo: Kodansha International. ISBN 978-0-87011-436-6.

 "Everything You Need to Know About the Sai Weapon". Technology.org. 2019-05-24. Retrieved 2023-02-02.

 "The Trishula". Ancient-Symbols.com. Retrieved 2023-02-02.

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 Kanenori Sakon Matsuo (2005). The Secret Royal Martial Arts of Ryukyu. Translated by Joe Swift. Norderstedt, Germany: Books on Demand. p. 81. ISBN 9783833419935. OCLC 778744684.

 Cannon, Garland (1981). "Japanese Borrowings in English" (PDF). American Speech. 56 (3): 190–206 – via JSTOR.

 Graham, Dr. Leslie M. (August 1993). "The Sai: Okinawan Karate's Treasured Trident". Black Belt. Vol. 31, no. 8. p. 51. ISSN 0277-3066.

Post № 856 ✓

sábado, 9 de maio de 2026

MORTAL KOMBAT - A ANIQUILAÇÃO (FILME ESTADUNIDENSE DE 1997)

Este é um pôster de Mortal Kombat Annihilation (1997). Acredita-se que os direitos autorais da arte do pôster pertençam à distribuidora do filme, New Line Cinema, à editora do filme ou ao artista gráfico.
  • OUTROS TÍTULOS: Combate Mortal 2 (Portugal)
  • GÊNERO: Fantasia Sombria, artes marciais, ação e Aventura,
  • ORÇAMENTO: U$30.000.000
  • BILHETERIA: U$$51.327.406
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 35 Minutos
  • DIREÇÃO: John R. Leonetti
  • ROTEIRO: Brent V. Friedman e Bryce Zabel
    • História: Lawrence Kasanoff, Joshua Wexler e o John Tobias
  • CINEMATOGRAFIA: Matthew F. Leonetti
  • EDIÇÃO: Peck Prior
  • MÚSICA: George S. Clinton
  • ELENCO:
    • Robin Shou — Liu Kang
    • Talisa Soto — Kitana
    • James Remar — Rayden (Raiden), deus do trovão
    • Sandra Hess — Sonya Blade
    • Lynn “Red” Williams — Jax
    • Brian Thompson — Shao Kahn
    • Reiner Schöne — Shinnok
    • Musetta Vander — Sindel
    • Irina Pantaeva — Jade
    • Marjean Holden — Sheeva
    • Litefoot — Nightwolf
    • Chris Conrad — Johnny Cage
    • J. J. Perry — Cyrax, Scorpion e Noob Saibot
    • Ed Boon — GET OVER HERE!!!
    • Tyrone Wiggins — Rain
    • Dennis Keiffer — Baraka
    • Keith Cooke — Sub-Zero
    • Dana Hee — Mileena
    • Ridley Tsui — Smoke
    • John Medlen — Ermac
    • Deron McBee — Motaro
    • Ridley Tsui — Smoke
    • Lance LeGault — Argus, deus Ancião do Fogo 
    • Carolyn Seymour — Suijin, deusa Anciã da Água
    • Ray Park — Raptor nº 3 & Tarkatanêo nº 2
    • Steven Ho — Chan (imagens de arquivo)
    • Cary-Hiroyuki Tagawa — Shang Tsung (imagens de arquivo)
    • Mark Caso — Raptor nº 1 (não creditado)
    • Paul Driver — Guerreiro Ninja nº 2 (não creditado)
    • Shadi S. Khoury — Raptor nº 4 (não creditado)
    • Sultão Uddin — Raptor nº 2 (sem créditos)
  • PRODUÇÃO: Lawrence Kasanoff, New Line Productions, Inc. e a Threshold Entertainment Group
  • DISTRIBUIÇÃO: New Line Productions, Inc.
  • DATA DE LANÇAMENTO: 21 de novembro de 1997
  • PREQUÊNCIA: Mortal Kombat (1995)
  • SEQUÊNCIA: Mortal Kombat (2021)
  • ONDE ASSISTIR:
Mortal Kombat Annihilation é um filme americano de artes marciais e fantasia de 1997, baseado na franquia de videogames Mortal Kombat. É o segundo filme da série Mortal Kombat e uma sequência do filme de 1995 e adaptado em grande parte do videogame Mortal Kombat 3 de 1995. Dirigido por John R. Leonetti, apenas Shou e Soto reprisaram seus papéis, com os demais personagens do filme anterior sendo reformulados.

SINOPSE

Os humanos comemoram sua vitória sobre a Exoterra e o imperador Shao Kahn viola a lei de Mortal Kombat e ataca novamente o mundo dos homens. A vida na Terra fica por um fio e só a coragem e a força dos guerreiros podem derrotar o inimigo.

RECEPÇÃO

Bilheteria: Mortal Kombat Annihilation foi lançado em 21 de novembro de 1997 e sua bilheteria de estreia foi de US$ 16 milhões, o suficiente para uma estreia em primeiro lugar nas bilheterias. Arrecadou US$ 35 milhões nos Estados Unidos e US$ 51,3 milhões em todo o mundo.

Resposta crítica:
  • Rotten Tomatoes:
  • IMDb:
  • Metacritic:
  • Cinemascore: C+
Em uma crítica de duas em quatro estrelas, Peter Stack, do San Francisco Chronicle, explicou que "seus efeitos especiais deslumbrantes fazem seus combatentes darem cambalhotas e voarem, girarem e planarem, enquanto se socam e chutam como britadeiras, apenas para deixar os espectadores completamente indiferentes." Jason Gibner, do Allmovie, escreveu: "Enquanto o primeiro filme era um prazer trash culpado, esta sequência é um exercício na arte do cinema trash genuinamente belo." Marjorie Baumgarten, do Austin Chronicle, opinou que era "nada mais do que uma cadeia perpétua de sequências de luta elaboradamente coreografadas que... são ligadas pelos elementos de enredo mais frágeis e risíveis." Owen Gleiberman, da Entertainment Weekly, deu ao filme uma classificação "D−", chamando-o de "abismal" e "incoerente". RL Shaffer da IGN escreveu em 2011: "Mortal Kombat: Aniquilação é um filme ruim. Não tem jeito. Ao longo dos anos, no entanto, ele evoluiu para uma espécie de sucesso cult, funcionando como uma comédia involuntária – uma paródia dos primeiros filmes de videogames e sua mentalidade de caça-níqueis dolorosamente óbvia."

Em entrevistas separadas de 2012, os co-criadores de Mortal Kombat, Ed Boon e John Tobias, selecionaram Aniquilação como seus PIORES MOMENTOS PESSOAIS na história de seu trabalho na franquia.

Em uma entrevista para o livro de Luke Owen, Lights, Camera, Game Over, o produtor Lawrence Kasanoff revelou que o filme foi lançado inacabado: "Estou dizendo que os efeitos naquele filme não são os efeitos finais. Eu nunca imaginei que alguém pegaria o filme e diria: 'está bom o suficiente'. Nós não tínhamos terminado. Nós nunca terminamos aquele filme. Mas o estúdio disse: 'não nos importamos'. Sacrificamos a qualidade em prol dos negócios."

DESENVOLVIMENTO

Mortal Kombat Annihilation é vagamente baseado no videogame Mortal Kombat 3 de 1995, apresentando o elenco de personagens de Ultimate Mortal Kombat 3. Também havia elementos da trama de Mortal Kombat 4, mas essas cenas foram cortadas da versão final exibida nos cinemas. Enquanto o original atraiu tanto espectadores casuais quanto jogadores, Annihilation foi feito exclusivamente para os fãs dos jogos. O produtor Lawrence Kasanoff disse que estava tentando fazer o filme "ainda mais espetacular do que o primeiro filme, que arrecadou saudáveis US$ 73 milhões nos EUA. Annihilation é três vezes mais ambicioso do que Mortal Kombat . Nosso tema para a sequência é buscar mais — mais lutas, mais efeitos especiais, mais Outworld, mais de tudo."

As filmagens começaram no primeiro trimestre de 1996. Parte do filme foi filmada em locações em Parys Mountain, na ilha de Anglesey, na costa do País de Gales (incorretamente listada como parte da Inglaterra nos créditos finais). Outras locações de filmagem incluíram Londres, Jordânia e Tailândia. Embora Aniquilação tenha tentado continuar no estilo do primeiro filme, o elenco de personagens que retornaram do original foi quase completamente reformulado; apenas Robin Shou (Liu Kang) e Talisa Soto (Kitana) reprisaram seus papéis, enquanto o único outro ator a retornar foi Keith Cooke (Reptile no primeiro filme) como Sub-Zero. Stephen Painter e Neill Gorton forneceram alguns dos adereços para o filme. JJ Perry substituiu Chris Casamassa como Escorpião, já que Casamassa optou por fazer Batman & Robin.

O lançamento francês do filme foi conhecido como Mortal Kombat: Destruction Finale (Destruição Final), enquanto o lançamento italiano foi intitulado Mortal Kombat: Distruzione Totale (Destruição Total). O lançamento franco-canadense foi traduzido literalmente como Mortal Kombat: Anéantissement (Aniquilação).

O ator e artista marcial tailandês Tony Jaa foi dublê de Robin Shou no filme.

MÚSICA

Mortal Kombat Annihilation é a trilha sonora do filme. O tema de Mortal Kombat foi composto por Praga Khan e Oliver Adams. A trilha sonora foi lançada em 28 de outubro de 1997 pela TVT Records.
  1. Theme from Mortal Kombat (Encounter the Ultimate) The Immortals (3:19)
  2. Engel Rammstein (4:24)
  3. Megalomaniac KMFDM (4:19)
  4. "Almost Honest (Danny Saber Mix)" Megadeth 4:01
  5. 5. "Genius" Pitchshifter 4:07
  6. 6. "Fire" Scooter 3:14
  7. 7. "Back On a Mission" Cirrus 3:38
  8. 8. "Panik Kontrol" Psykosonik 3:22
  9. 9. "Anomaly (Calling Your Name) (Granny's 7" Edit)" Libra Presents Taylor 4:02
  10. 10. "Ready or Not (Ben Grosse Kombat Mix)" Manbreak 3:43
  11. 11. "Conga Fury" Juno Reactor 5:40
  12. 12. "I Won't Lie Down (Kombat Mix)" Face to Face 3:22
  13. 13. "Brutality" Urban Voodoo 4:28
  14. 14. "Leave U Far Behind (V2 Instrumental Mix)" Lunatic Calm 3:09
  15. 15. "We Have Explosive (Radio Edit)" The Future Sound of London 3:26
  16. 16. "Two Telephone Calls and an Air Raid" Shaun Imrei 4:43
  17. 17. "Death is the Only Way Out" Joseph Bishara 3:04
  18. "X-Squad (Original Motion Picture Score)" George S. Clinton feat. Buckethead 2:34
  19. "Theme from Mortal Kombat (Chicken Dust Mix)" Kasz & Beal 3:33
Embora não esteja mencionado na embalagem, "megalomaniac" aparece em sua versão single (reduzida para 4:19, em vez dos 6:07 da versão completa), e "Fire" também é ligeiramente encurtada (para 3:14, enquanto as versões single e do álbum têm 3:31).

ROMANCE

Uma novelização do filme foi escrita por Jerome Preisler e publicada pela Tor Books.

FRANQUIA

Sequência cancelada: O contrato original de Shou era para três filmes, e a produção da Threshold Entertainment para uma segunda sequência estava inicialmente programada para começar logo após o lançamento de Aniquilação, mas foi arquivada devido à má recepção e ao desempenho decepcionante de bilheteria de Aniquilação. As tentativas de produzir um terceiro filme permaneceram presas no limbo do desenvolvimento, com inúmeras reescritas de roteiro e mudanças na história, elenco e equipe. Uma pesquisa de novembro de 2001 no site oficial de Mortal Kombat, hospedado pela Threshold, perguntou aos fãs quais personagens eles acreditavam que morreriam em um terceiro filme.

A destruição de Nova Orleans pelo furacão Katrina em 2005 afetou gravemente um dos locais de filmagem planejados. Em junho de 2009, um processo judicial de falência viu o produtor Kasanoff processar a Midway Games, mencionando que um terceiro filme estava em desenvolvimento. A Warner Bros. (que se tornou a empresa controladora da New Line Cinema em 2008, após mais de uma década de ambas operando como divisões separadas da Time Warner) acabou comprando a maior parte dos ativos da Midway, incluindo Mortal Kombat.

Reinício:

A Warner Bros. lançou o reboot do filme Mortal Kombat em 2021.

FONTES: "Mortal Kombat: Annihilation". American Film Institute. Retrieved November 9, 2018.
 "Mortal Kombat 2 Annihilation (1997)". British Film Institute. Archived from the original on February 26, 2018. Retrieved December 29, 2022.
 "Mortal Kombat: Annihilation (1997)". The Numbers. Retrieved March 5, 2016.
 "Mortal Kombat: Annihilation". Box Office Mojo. IMDb. Retrieved August 13, 2012.
 "Mortal Kombat: Annihilation Blu-ray Review". IGN. April 21, 2011. Retrieved December 24, 2018.
 "What's in this movie for MK gamers? 'There are more characters in this movie from the game than last time, and there's a lot of new ones, to coincide with the fourth game.' "Mortal Kombat II - Cory Doctorow, SciFi Entertainment, 11/97; reprinted on craphound.com
 "Mortal Kombat Annihilation!". GamePro. Vol. 94. May 1997. p. 37.
 "Inside Scoop". GamePro. No. 103. IDG. April 1997. p. 20.
 Hughes, Dave (May 1998). "Alias Gore and Pain". Fangoria (172): 57–62 – via Internet Archive.
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 Robinson, Bryan (November 23, 2005). "Meet the Next Bruce Lee, Jackie Chan and Jet Li". ABC News. American Broadcasting Company. Retrieved March 22, 2020.
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 "Find CinemaScore" (Type "Mortal Kombat" in the search box). CinemaScore. Retrieved April 16, 2021.
 "Pizzazz Beats Plot In 'Combat'".
 Gibner, Jason. "Mortal Kombat: Annihilation". Retrieved August 13, 2012.
 Baumgarten, Marjorie (November 28, 1997). "Mortal Kombat: Annihilation". Austin Chronicle. Retrieved August 13, 2012.
 Glieberman, Owen (December 5, 1997). "Mortal Kombat: Annihilation". Entertainment Weekly. Archived from the original on April 29, 2007. Retrieved August 13, 2012.

 Reyan Ali, Ed Boon's 12 Biggest Mortal Kombat Memories, Complex.com, September 12, 2012.

 "John Tobias: 'If I could go back and redo Kabal and Stryker I would, I don't know if I'd design them differently or just come up with new characters'". EventHubs. November 7, 2012. Retrieved December 24, 2018.

 "Exclusive - Mortal Kombat: Annihilation director talks about the James Wan reboot". July 31, 2017.

 "Mortal Kombat Annihilation!". GamePro. No. 104. IDG. May 1997. p. 37.

 Peters, Jon (April 21, 2011). "Action Packed Flashback – Mortal Kombat: Annihilation". Killer Film. Archived from the original on February 25, 2012. Retrieved September 11, 2014.

 "Mortal Kombat". Threshold Entertainment. November 28, 2001. Archived from the original on November 28, 2001. Retrieved September 4, 2017.

 Morris, Clint (February 8, 2008). "Director talks Mortal Kombat reboot". Moviehole.net. Retrieved February 8, 2008.

 "WB Picks Up Rights to Midway Video Games". Comingsoon.net. July 6, 2009. Retrieved July 16, 2009.

Post № 832 ✓

domingo, 5 de abril de 2026

MORTAL KOMBAT (FILME ESTADUNIDENSE DE 1995)

Pôster do primeiro filme de Mortal Kombat, de 1995. Imagem obtida de TMDB.
  • OUTROS TÍTULOS: Combate Mortal (Portugal),
  • GÊNERO: aventura, artes marciais, fantasia sombria,
  • ORÇAMENTO: U$20.000.000
  • BILHETERIA: U$$122.133.227
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 41 Minutos e 21 Segundos
  • DIREÇÃO: Paul WS Anderson
  • ROTEIRO: Kevin Droney
  • CINEMATOGRAFIA: John R. Leonetti
  • EDIÇÃO: Martin Hunter
  • MÚSICA: George S. Clinton
  • ELENCO:
    • Robin Shou — Liu Kang
    • Linden Ashby — Johnny Cage
    • Bridgette Wilson — Sonya Blade
    • Talisa Soto — Kitana
    • Christopher Lambert — Lord Rayden (Raiden)
    • Cary-Hiroyuki Tagawa — Shang Tsung
    • Trevor Goddard — Kano
    • Chris Casamassa — Scorpion
    • François Petit — Sub-Zero
    • Keith Cooke — Reptile
    • Sandy Helberg — diretor do último filme de Cage
    • Kenneth Edwards as — Lean
    • Steven Ho — Chan
    • Peter Jason — Mestre Boyd
    • Tom Woodruff Jr — Goro (dublado por Kevin Michael Richardson)
    • Gregory McKinney — Jax(x)
  • PRODUÇÃO: Lawrence Kasanoff e a Threshold Entertainment Group
  • DISTRIBUIÇÃO: New Line Productions, Inc.
  • DATA DE LANÇAMENTO: 18 de agosto de 1995
  • SEQUÊNCIA: Mortal Kombat - A Aniquilação (1997)
  • ONDE ASSISTIR:
Mortal Kombat é um filme americano de artes marciais e fantasia de 1995 baseado na franquia de videogames criada por Ed Boon e John Tobias. É o primeiro filme da série Mortal Kombat. Foi dirigido por Paul Anderson e estrelado por Linden Ashby, Cary-Hiroyuki Tagawa, Robin Shou, Bridgette Wilson, Talisa Soto e Christopher Lambert. Sua história adapta principalmente o jogo original de 1992, utilizando também elementos do jogo Mortal Kombat II (1993).

SINOPSE

Os planetas estão desalinhados. Para deter as forças do mal e salvar a humanidade, Lord Rayden, o protetor da Terra, escolhe as três pessoas capazes de vencer o Mortal Kombat, disputado pelos melhores lutadores do universo.

LANÇAMENTO

Cinema: O filme estava originalmente programado para ser lançado nos EUA em maio de 1995, mas foi adiado para agosto. De acordo com Kasanoff, isso ocorreu porque os executivos da New Line Cinema achavam que o filme tinha potencial para ser um sucesso de verão. Foi lançado em 20 de outubro no Reino Unido e em 26 de dezembro na Austrália.

RECEPÇÃO

Bilheteria: Mortal Kombat estreou em 18 de agosto de 1995 e foi o filme número 1 nas bilheterias do fim de semana, arrecadando US$ 23,2 milhões, quase oito vezes a bilheteria de estreia do único outro lançamento daquele fim de semana, O Clube das Babás. Na época, foi a segunda maior estreia de agosto, atrás apenas de O Fugitivo, de 1993. O filme permaneceu em primeiro lugar por três semanas, arrecadando US $ 73 milhões nos Estados Unidos. Também arrecadou US$ 51,7 milhões em outros territórios, totalizando US$ 124,7 milhões em todo o mundo. O filme se tornou a adaptação de um videogame de maior bilheteria até ser superado por Pokémon: O Filme, em 1998.

Resposta crítica:
  • Cinemascore: A−
Os críticos elogiaram sua atmosfera, sequências de luta, valores de produção e visuais. No entanto, sua classificação indicativa PG-13 e, em menor grau, as atuações e o roteiro foram criticados. Lisa Schwarzbaum, da Entertainment Weekly, chamou Mortal Kombat de "um anúncio prolongado e complacentemente vazio da alegria dos joysticks (filmado em um estilo cinematográfico de Hong Kong brega e ornamentado)" e também observou como "é notavelmente livre de sangue e violência". Stephen Holden, do The New York Times, disse: "Mortal Kombat pode ser descrito como comida de má qualidade mitológica . Embora se fale sobre os três kombatentes terem que enfrentar seus medos mais profundos para prevalecer, a ação é tão frenética e o diálogo tão mínimo que a alegoria é sem peso." Roger Ebert disse que estava "bem no meio" e observou que os fãs poderiam ficar desapontados com as mortes no filme serem muito menos brutais do que os notoriamente violentos jogos de videogame Mortal Kombat. Marc Savlov, do Austin Chronicle, mencionou que "É o equivalente cinematográfico de algodão doce e Rock 'Em Sock 'Em Robots, mas você deve se lembrar, você adorava essas coisas quando era criança. Eu sei que eu adorava", dando uma classificação de 2,5/5 estrelas. Laura Evenson, do San Francisco Chronicle, mencionou que "Mortal Kombat, o filme, tem tudo o que um adolescente poderia querer: cobras que saem das palmas das mãos de um vilão, lutas acrobáticas de kung fu e algumas beldades lutadoras. Tudo, isto é, menos um enredo interessante, diálogos decentes e atuações convincentes" e concluiu que provavelmente se tornará um clássico cult.

Kevin Thomas, do Los Angeles Times, fez uma crítica brilhante do filme, escrevendo que "por mais impressionantes que sejam os efeitos especiais a cada instante, ainda mais crucial é o design de produção soberbo e imaginativo de Jonathan Carlson, que combina exteriores da Tailândia com vastos cenários que evocam a grandeza bárbara de antigos palácios de cinema exóticos e os épicos kitsch de Maria Montez. O trabalho de câmera glorioso e sombrio de John R. Leonetti e a trilha sonora pulsante e incisiva de George S. Clinton completam a tarefa de dar vida ao perigoso Mundo Exterior". Gene Siskel, do Chicago Tribune, deu uma avaliação "positiva" no programa Siskel & Ebert, chamando-o de "o único videogame minimamente decente transformado em filme que eu já vi" e "muito divertido", dizendo que ficou positivamente surpreso com seus vários valores de produção de alta qualidade, incluindo os efeitos especiais "frequentemente sensacionais", as locações exóticas e o elenco de personagens "claramente construídos com tipos atraentes". Leonard Klady, da Variety, atribuiu ao filme 3,5/5 estrelas, afirmando: "Mas onde outros afundaram no pântano da imitação, o diretor Paul Anderson e o roteirista Kevin Droney conseguem um equilíbrio viável entre ação primorosamente coreografada e contraponto visual e verbal irônico". Kim Newman, da revista Empire, disse: "Quando chega a hora da grande luta que salvará o mundo, é difícil não desejar que Shung Tsu resolvesse o destino da humanidade perguntando a Liu Kang qual é a capital da Venezuela... em vez de envolvê-lo em mais uma rodada de luta suja com auxílio sobrenatural", com uma classificação final de 3 estrelas em 5.

Legado e reavaliação: Desde a fundação do Rotten Tomatoes em 1998 até 2018, Mortal Kombat manteve a maior classificação crítica no site entre todas as adaptações de videogames. Reavaliações críticas foram mistas, mas em sua maioria positivas devido às sequências de ação bem elaboradas, às atuações do elenco e aos designs de cenários exóticos, e o filme é considerado um clássico cult.

Um editorial de 2020 que discute o trabalho de Paul W.S. Anderson no Rotten Tomatoes disse sobre Mortal Kombat: "Os críticos ficaram divididos em 47% no Tomatometer, mas o público adorou a trilha sonora eletrônica, as cenas de luta criativas e o elenco diversificado de atores comprometidos que sacrificaram várias costelas machucadas para nos presentear com algumas excelentes brigas." O editorial atribuiu o sucesso de bilheteria do filme principalmente à sua irreverência consciente, afirmando que "Anderson e sua talentosa equipe sabiam o que estavam fazendo e o fizeram com seriedade." O Bloody Disgusting comentou que "graças à velocidade cinética com que os atores se movem, à música eletrizante e, ironicamente, ao movimento da câmera, cada luta recebe bastante sentimento e agressividade", elogiando particularmente as lutas entre Scorpion VS Johnny Cage e Liu Kang VS Reptile.

Em 2020, o Rotten Tomatoes discutiu o filme na série de podcasts "Rotten Tomatoes Is Wrong". Scott Johnson criticou o filme por não ser uma adaptação fiel, citando, em particular, a ausência de violência gráfica digna de classificação R. A co-participante Jacqueline Coley argumentou que uma classificação R teria impedido a base de fãs de Mortal Kombat de comparecer e que a adaptação captura com sucesso a essência dos jogos. Mark Ellis concordou, argumentando que o filme imita o enredo minimalista do jogo ao se concentrar no torneio, criando uma experiência semelhante a assistir ao March Madness. O JoBlo.com chamou Mortal Kombat de "colorido, ambicioso e surpreendentemente engraçado; Anderson amarrou tudo em torno de um elenco perfeito liderado pelo grande Robin Shou". O Screen Rant classificou a coreografia como "de primeira linha", as locações como "incríveis", a trilha sonora como "pura perfeição" e o elenco como "dedicado e excepcional", mas considerou os efeitos especiais caricatos e "ridículos", a violência como não fiel ao material original, o animatrônico de Goro como "nem tão impressionante para os padrões de 1995" e as representações de Scorpion e Sub-Zero como insultuosas e "completamente desperdiçadas". O CBR mencionou que Mortal Kombat é "um clássico de artes marciais acima da média, extremamente divertido e facilmente um dos filmes de videogame mais assistíveis, 25 anos depois". O Bloody Disgusting afirmou que o filme faz um excelente trabalho ao homenagear o material original, incluindo um grande número de personagens do jogo sem que nenhum deles pareça forçado e capturando a intensa sensação de ação do jogo, enquanto o Collider declarou que "O filme sabe como equilibrar reverência e irreverência".

A interpretação de Cary Hiroyuki Tagawa como Shang Tsung é agora considerada a representação ideal do feiticeiro. O JoBlo.com observou que todos os atores que assumiram o papel desde então foram comparados a Tagawa, comentando que sua atuação "tem toda a cadência e estilo rebuscado como se estivesse na Broadway, mas ele se porta fisicamente como se estivesse simplesmente impondo a lei. Tagawa é Shang Tsung." O Screen Rant relatou que, embora considerassem todos os membros do elenco principal igualmente excepcionais, Tagawa foi "a melhor escolha de elenco do filme para muitos". Christopher Lambert como Lord Rayden também recebeu críticas positivas, com o JoBlo.com comentando que ele "emprestou maturidade e carisma à produção", enquanto o CBR mencionou que ele "rouba a cena em todas as suas aparições, proferindo falas ridículas como 'O destino de bilhões depende de você', antes de rir e se desculpar".

Mortal Kombat 11 prestou homenagem ao primeiro filme com inúmeros easter eggs, além de trazer de volta Cary Hiroyuki Tagawa para interpretar Shang Tsung no arco "Aftermath". Conteúdos para download subsequentes contariam com vozes e aparências de Christopher Lambert, Linden Ashby e Bridgette Wilson-Sampras como Raiden, Johnny Cage e Sonya Blade, respectivamente.

DESENVOLVIMENTO E PRÉ-PRODUÇÃO

Enquanto Mortal Kombat II estava em fase de testes e o Mortal Kombat original ainda só havia sido lançado para arcades, não para consoles domésticos, o produtor de cinema Lawrence Kasanoff visitou alguns amigos na editora do jogo, a Midway Games, e jogou uma unidade de Mortal Kombat que estava em seus escritórios. Ele viu possibilidades cinematográficas no conceito e expressou interesse em fazer um filme baseado no jogo, mas o chefe da Midway, Neil D. Nicastro, discordou que o jogo pudesse ser um filme de sucesso, principalmente devido ao fracasso de adaptações cinematográficas de videogames no passado. Após meses de negociações, Kasanoff finalmente adquiriu uma opção limitada sobre os direitos cinematográficos de Mortal Kombat.

Embora vários diretores renomados tenham apresentado propostas para o filme, o produtor escolheu o então desconhecido diretor Paul Anderson depois de assistir a uma exibição de seu filme de estreia de 1994, Shopping, que Larry considerou que ele poderia adotar uma abordagem inovadora para o material. Anderson não tinha experiência com efeitos visuais, mas estava entusiasmado em fazer um filme de Mortal Kombat, então leu todos os livros que conseguiu encontrar sobre efeitos visuais e, em suas palavras, "meio que blefei para conseguir o papel".

Elenco: Entre os que fizeram teste para o papel de Liu Kang estavam Jason Scott Lee, Russell Wong, Dustin Nguyen, Keith Cooke e Phillip Rhee. Ernie Reyes Jr. chegou a ser considerado para o papel. Um ator relativamente desconhecido, Robin Shou, foi escalado como o protagonista do filme. Shou era um campeão de wushu que se tornou dublê e ator em Hong Kong, e seu único trabalho anterior em um filme americano havia sido no telefilme "Forbidden Nights". Shou, que havia acabado de deixar a indústria cinematográfica de Hong Kong e retornado aos Estados Unidos, inicialmente recusou o papel por achar que seria escalado como um vilão asiático estereotipado. Foi somente depois que seu agente lhe disse que Liu Kang era o herói do filme que ele reconsiderou.

Sharon Stone, Christina Applegate e Dina Meyer foram originalmente consideradas para o papel de Sonya Blade. Cameron Diaz foi originalmente escalada como Sonya Blade, mas desistiu devido a uma lesão no pulso e foi substituída por Bridgette Wilson. Wilson havia aceitado um papel em Billy Madison depois de ser preterida nas audições de Mortal Kombat em favor de Diaz, e então teve que voar para o set na manhã seguinte ao seu último dia de filmagem de Billy Madison.

Durante anos, muitos fãs presumiram ou acreditaram que o falecido ator Brandon Lee havia sido originalmente escalado para interpretar o personagem Johnny Cage. Anderson confirmou em 2015, durante uma sessão de perguntas e respostas com fãs, que Lee nunca recebeu uma proposta ou ouviu falar do projeto antes de sua morte em março de 1993. Jean-Claude Van Damme, cuja atuação em Bloodsport inspirou o personagem do jogo, recebeu a oferta para o papel, mas recusou por estar ocupado filmando Street Fighter, também baseado em um videogame de luta. Coincidentemente, ambos os filmes foram filmados na Tailândia. Linden Ashby conseguiu o papel em parte devido à sua experiência anterior em artes marciais, tendo treinado caratê e taekwondo. Tom Cruise, Johnny Depp e Gary Daniels também foram considerados para o papel.

O papel de Rayden foi oferecido inicialmente a Sean Connery, que o recusou por não querer interpretar um papel fisicamente exigente. Danny Glover também foi considerado.

Mariska Hargitay era uma das candidatas ao papel da Princesa Kitana antes de Talisa Soto ser escolhida para o papel.

Cary-Hiroyuki Tagawa foi a primeira e única escolha dos cineastas para o papel de Shang Tsung. Ele compareceu à audição vestido a caráter e leu suas falas em pé sobre uma cadeira.

Steve James foi originalmente escalado para interpretar Jaxx, mas morreu de câncer pancreático um ano antes do início da produção do filme. Michael Jai White foi escalado para substituí-lo, mas desistiu para estrelar Tyson. Mais tarde, ele interpretaria Jax na websérie Mortal Kombat: Legacy.

Frank Welker faz uma participação especial sem créditos como a voz do Imperador de Outworld, além de fornecer efeitos vocais para Goro e Reptile.

PRODUÇÃO

Wat Phra Sri Sanphet. Foto de 2 de setembro de 2017, 18:01:21.


Filmagem: As filmagens começaram em agosto de 1994 e terminaram em dezembro de 1994. As cenas externas de Outworld foram filmadas na usina siderúrgica abandonada da Kaiser Steel (atual Auto Club Speedway) em Fontana, Califórnia, enquanto todas as cenas de Goro foram filmadas em Los Angeles.

Os locais de filmagem na Tailândia eram acessíveis apenas por barco, então o elenco, a equipe e os equipamentos tiveram que ser transportados em longas embarcações semelhantes a canoas. O gerente de locação, Gerrit Folsom, construiu um banheiro externo em uma área isolada perto do set para amenizar o problema das repetidas viagens de ida e volta ao continente. Os locais de filmagem na Tailândia incluem os templos Wat Phra Si Sanphet, Wat Chaiwatthanaram e Wat Ratchaburana.

A chegada dos competidores da Terra por meio de barcos, a cena de meditação de Liu Kang e a luta entre Liu Kang e Kitana foram filmadas na Praia de Railay e na Praia de Phra Nang, respectivamente. As proas dos barcos foram equipadas com esculturas ornamentais de cabeças de dragão e usadas no filme como transporte secundário dos lutadores para a ilha de Shang Tsung a partir de seu junco pessoal.

A pedido de Anderson, os atores improvisaram grande parte dos diálogos do filme, incluindo as frases "Graças a Deus eu não pedi para ele estacionar o carro." e "Esses óculos de sol custaram 500 dólares, seu idiota." A maior parte do elenco teve várias semanas de treinamento para as sequências de luta antes das filmagens, mas devido à substituição de última hora da atriz que interpretava Sonya Blade, Bridgette Wilson teve que fazer todo o seu treinamento no set. A luta entre Sonya e Kano foi uma das últimas cenas filmadas para que Wilson tivesse tempo suficiente para treinar.

Shou disse que no roteiro original ele "deveria se apaixonar por Talisa Soto [Kitana]. Eu estava ansioso por isso, mas eles pensaram que já tínhamos tanta ação que não queríamos adicionar romance. Eles cortaram a cena." Também estavam no roteiro, mas não foram filmadas, uma breve batalha entre Sonya e Jade, outra serva de Shang Tsung, e uma cena em que Shang Tsung permitia que os heróis tivessem uma noite para lamentar a perda de Art Lean e enterrá-lo no Jardim das Estátuas, sob a estátua de Kung Lao. O personagem Reptile foi originalmente omitido do roteiro, mas posteriormente adicionado em resposta aos grupos de foco que não ficaram impressionados com as primeiras sequências de luta do filme. A luta entre Reptile e Liu Kang foi filmada em um cenário em um hangar no Aeroporto de Van Nuys. Shou e Anderson observaram que nenhum dos dois sabia como seria a forma de lagarto de Reptile até depois das filmagens, o que tornou a sequência pré-luta difícil de filmar.

Cenas de luta: O principal coordenador de lutas e dublês do filme foi o artista marcial Pat E. Johnson, cujos trabalhos anteriores incluíam Operação Dragão, Karate Kid e Tartarugas Ninja. Devido à experiência anterior de Robin Shou como dublê em Hong Kong, Johnson lhe deu carta branca para incorporar suas ideias à coreografia, e Shou acabou sendo creditado como "Coreógrafo de lutas: sequências adicionais". Uma das inovações de Shou foi a incorporação de cabos de sustentação, tornando Mortal Kombat um dos primeiros filmes de Hollywood a fazê-lo.

Apesar da intensidade das cenas de luta, aliada ao fato de os atores realizarem a maioria de suas próprias acrobacias, a única lesão notável relatada na época foi uma contusão no rim sofrida por Ashby durante as filmagens da cena de luta de Cage com Scorpion. O dublê de Scorpion colidiu violentamente com uma barra de aço na mesma cena, mas, como acontece com a maioria das lesões de dublês, não foi amplamente divulgado pela mídia. Wilson deslocou o ombro, mas descobriu que não tinha problemas depois que ele foi recolocado no lugar e continuou com as filmagens. Robin Shou fraturou duas costelas ao ser arremessado contra um pilar na cena de luta entre Liu Kang e Reptile, mas manteve silêncio sobre o ocorrido por medo de que a produção fosse interrompida. Ele contou apenas a Keith Cooke, o ator que interpreta Reptile, pedindo-lhe que não o atingisse no lado direito da caixa torácica, e terminou a cena antes de ir para o hospital.

Efeitos especiais: Goro foi interpretado por um elaborado animatrônico de US$ 1 milhão criado por Tom Woodruff Jr. e Alec Gillis da Amalgamated Dynamics e operado por 13 a 16 marionetistas. Essa construção avançada provou ser uma fonte contínua de problemas no set; Goro frequentemente quebrava, e a pessoa que o operava de dentro só podia fazê-lo por dois minutos de cada vez devido à falta de oxigênio. Embora Anderson tenha feito o possível para bloquear e filmar Goro de uma maneira que contornasse as limitações do animatrônico, no final, o tempo de tela de Goro teve que ser severamente reduzido em relação ao que foi planejado originalmente.

Classificação MPAA: Como queriam que o filme tivesse uma classificação PG-13, mantendo-se o mais fiel possível ao videogame, os produtores conversaram bastante com a comissão de classificação para entender as limitações da classificação e tentaram otimizar criativamente a quantidade de violência e linguagem imprópria no filme dentro dessas limitações. Por exemplo, eles descobriram que a classificação PG-13 proíbe a morte em cena, mas apenas de personagens humanos, então fizeram com que todas as mortes de não humanos acontecessem em cena.

MÚSICA

O álbum da trilha sonora do filme foi composto por George S. Clinton, lançado pela Rykodisc em 11 de outubro de 1995. O álbum da trilha sonora do filme foi lançado pela TVT Records em 15 de agosto de 1995. O álbum da trilha sonora ganhou platina em menos de um ano, alcançando o 10º lugar na Billboard 200.

A trilha sonora de Clinton incorpora instrumentação eletrônica e percussiva, com forte presença de fontes musicais do Leste Asiático. Ao descrever sua abordagem para compor a trilha sonora do filme, Clinton disse:

“Para a primeira exibição de teste, eles colocaram uma trilha sonora temporária que era basicamente música orquestral tradicional de ação, e ficou claro que o público-alvo, acostumado a ouvir música techno tocando alto durante o jogo, não estava satisfeito com essa abordagem. Isso me deu a oportunidade de criar uma abordagem que chamei de "Techno-Taiko-Orcho". Minha trilha sonora teria um núcleo techno com uma camada de instrumentos étnicos asiáticos (tambores Taiko, shakuhachi, cantor gutural tuvano) cercada por uma orquestra. Mas não uma orquestra qualquer, uma Orquestra Testosterona. Sem instrumentos em clave de sol (sem flautas, clarinetes, trompetes, violinos, etc.). Apenas 18 violas, 14 violoncelos, seis contrabaixos e muitos metais graves — e percussão. Era algo grandioso. Quando os supervisores musicais John Houlihan e Sharon Boyle me apresentaram ao mago da guitarra Buckethead, eu soube que ele também se tornaria um elemento importante na minha trilha sonora.”

A trilha sonora conta com contribuições adicionais de Buckethead na guitarra e de Brain na bateria.

O filme apresenta a faixa-título "Mortal Kombat (Techno-Syndrome)", que havia sido escrita pela dupla musical belga The Immortals para Mortal Kombat: The Album. Seu uso no filme consolidou seu status como o "tema de Mortal Kombat".

ROMANCE

Uma novelização do filme por "Martin Delrio" (James D. Macdonald e Debra Doyle) foi lançada pela Tor Books. É baseada em uma versão inicial do roteiro do filme e, como tal, inclui várias cenas deletadas ou não filmadas, como uma luta entre Sonya Blade e Jade.

FRANQUIA

Sequência: Uma sequência intitulada Mortal Kombat Annihilation foi lançada em 1997. Foi dirigida por John R. Leonetti, que também foi o diretor de fotografia do primeiro filme. Apenas Robin Shou e Talisa Soto reprisaram seus papéis, com os demais sendo substituídos por outros atores. Seu enredo é em grande parte uma adaptação de Mortal Kombat 3, acompanhando os guerreiros do Plano Terreno em sua batalha contra Shao Kahn.

Em contraste com seu antecessor, Aniquilação foi duramente criticado e fracassou nas bilheterias. Como resultado, o desenvolvimento do terceiro filme planejado foi interrompido e nunca passou da pré-produção. Em julho de 2009, os atores Chris Casamassa (Scorpion) e Linden Ashby (Johnny Cage) anunciaram separadamente que reprisariam seus respectivos papéis do filme original, com Casamassa afirmando ainda que as filmagens começariam em setembro daquele ano, mas o projeto não iniciou a produção.

filme de animação: Em 11 de abril de 1995, a New Line Home Video, a Turner Home Entertainment e a Threshold Entertainment lançaram um filme de animação em VHS e LaserDisc, intitulado Mortal Kombat: The Journey Begins. Servindo como prelúdio para o longa-metragem, ele acompanha os protagonistas Liu Kang, Johnny Cage e Sonya Blade enquanto viajam em um misterioso barco para o torneio Mortal Kombat. No caminho, eles encontram Rayden, que lhes dá dicas sobre como sobreviver ao torneio e derrotar Shang Tsung e seu exército de lacaios Tarkatan. Ao chegarem à ilha onde as batalhas acontecem, Rayden reconta as origens de Shang Tsung, Goro, Scorpion, Sub-Zero e o Grande Kung Lao entre as cenas de luta.

O filme apresentou uma combinação de animação tradicional, captura de movimento e CGI para explicar as origens de alguns dos personagens principais, além de um documentário de quinze minutos sobre os bastidores do lançamento nos cinemas. Trailers do filme foram exibidos na cópia promocional em VHS e em outros lançamentos em VHS da Turner Home Entertainment e da New Line Home Video. O filme foi incluído no Blu-ray de Mortal Kombat lançado em abril de 2011.

Série de televisão: A Threshold Entertainment produziu duas séries de televisão relacionadas ao filme: a animação Mortal Kombat: Defenders of the Realm e a série live-action Mortal Kombat: Conquest. Defenders of the Realm, exibida no bloco de animação Action Extreme Team do canal USA Network em 1996, serviu como uma sequência alternativa e apresentou Liu Kang, Kitana, Sub-Zero, Sonya Blade, Jax, Kurtis Stryker e Nightwolf como os heróis homônimos. Conquest serviu como uma prequela centrada no Grande Kung Lao, acompanhado pelos personagens originais Siro e Taja, e foi exibida em syndication de 1998 a 1999. Ambas as séries receberam críticas negativas e foram canceladas após uma temporada.

Reinício:


Em 2021, a New Line Cinema produziu um novo filme de reboot de Mortal Kombat, que foi lançado pela Warner Bros. Pictures em abril de 2021 nos cinemas e na HBO Max.

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sábado, 28 de março de 2026

007 - O AMANHÃ NUNCA MORRE (FILME BRITANO-ESTADUNIDENSE DE 1997)

Pôster de lançamento nos cinemas por Keith Hamshere e George Whitear.
  • OUTROS TÍTULOS:
  • GÊNERO: Ação/aventura, espionagem,
  • ORÇAMENTO: U$110.000.000
  • BILHETERIA: U$339.504.276
  • DURAÇÃO:
  • DIREÇÃO: Roger Spottiswoode
  • ROTEIRO: Bruce Feirstein
  • CINEMATOGRAFIA: Robert Elswit
  • EDIÇÃO: Michel Arcand e Dominique Fortin
  • MÚSICA: David Arnold
  • ELENCO:
    • Pierce Brosnan — James Bond
    • Jonathan Pryce — Elliot Carver
    • Michelle Yeoh — Wai Lin
    • Teri Hatcher — Paris Carver
    • Götz Otto — Richard Stamper
    • Ricky Jay — Henry Gupta
    • Joe Don Baker — Jack Wade
    • Vincent Schiavelli — Dr. Kaufman
    • Judi Dench — M
    • Desmond Llewelyn — Q
    • Samantha Bond — Srta. Moneypenny
    • Colin Salmon — Charles Robinson
    • Geoffrey Palmer — CALM. Roebuck
    • Julian Fellowes — Ministro da Defesa britânico
    • Cecilie Thomsen — Inga Bergstrom
    • Nina Young — Tamara Steel
    • Colin Stinton — Dr. Dave Greenwalt
    • Michael Byrne — Alm. Kelly
    • Philip Kwok — Gal. Chang
    • Terence Rigby — Gal. Bukharin
    • Christopher Bowen — Cmt. Richard Day
    • Gerard Butler e Julian Rhind-Tutt — tripulantes do Devonshire
    • Pip Torrens — capitão do navio líder da força-tarefa naval
    • Hugh Bonneville, Brendan Coyle e Jason Watkins — tripulantes do Bedford
    • Daphne Deckers — representante de relações públicas do Carver Media Group
    • Michael G. Wilson — um dos funcionários de Carver (participação especial não creditada)
  • PRODUÇÃO: Michael G. Wilson, Barbara Broccoli, Eon Productions Limited e a United Artists Pictures Inc.
  • DISTRIBUIÇÃO: MGM/UA Communications Co. (Estados Unidos), United International Pictures (Internacional)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 9 de dezembro de 1997 (estreia em Londres), 12 de dezembro de 1997 (Reino Unido), 19 de dezembro de 1997 (Estados Unidos)
  • PREQUÊNCIA: 007 contra Goldeneye (1995)
  • SEQUÊNCIA: 007 - O Mundo não é o Bastante (1999)
  • ONDE ASSISTIR:
Tomorrow Never Dies (007 - O Amanhã Nunca Morre) é um filme de ação e espionagem de 1997, o décimo oitavo da série James Bond produzido pela Eon Productions e o segundo a estrelar Pierce Brosnan como o agentefictício do MI6, James Bond, dirigido por Roger Spottiswoode a partir de um roteiro de Bruce Feirstein.

SINOPSE

James Bond descobre que o magnata da mídia Elliot Carver colocou em prática um plano para manipular as superpotências e expandir seus negócios. Agora, 007 precisa impedir que essa ideia doentia provoque uma nova guerra mundial.

LANÇAMENTO

O filme teve uma estreia mundial beneficente no Odeon Leicester Square, em 9 de dezembro de 1997; esta foi seguida por uma festa pós-estreia em Bedford Square, residência do editor original de Ian Fleming, Jonathan Cape. O filme entrou em cartaz no Reino Unido e na Irlanda em 12 de dezembro e na maioria dos outros países durante a semana seguinte. Estreou em segundo lugar nos Estados Unidos e Canadá, arrecadando US$ 25,1 milhões, atrás de Titanic, que se tornaria o filme de maior bilheteria de todos os tempos até então. Tomorrow Never Dies arrecadou, em última análise, US$ 339,5 milhões em todo o mundo, embora não tenha superado seu antecessor GoldenEye, que havia arrecadado mais de US$ 356 milhões.

RECEPÇÃO
  • Cinemascore: A−
Reação crítica: No Chicago Sun-Times, Roger Ebert deu ao filme três de quatro estrelas, escrevendo: "007 - O Amanhã Nunca Morre cumpre o seu propósito, por vezes de forma emocionante, frequentemente com estilo", com o vilão "ligeiramente mais contemporâneo e plausível do que o habitual", trazendo "uma sátira mais subtil do que o habitual ao filme". Gene Siskel, do Chicago Tribune, escreveu que era o "primeiro filme de James Bond de que gostei em muitos anos", destacando o personagem Elliot Carver, que, na sua opinião, acrescentava "um toque contemporâneo à série Bond, o que é muito bem-vindo". No seu site ReelViews, James Berardinelli descreveu-o como "o melhor filme de Bond em muitos anos" e disse que Brosnan "incorpora o seu personagem com uma confiança elegante muito semelhante à de Connery". Kenneth Turan, escrevendo para o Los Angeles Times, considerou que grande parte de 007 - O Amanhã Nunca Morre tinha uma "sensação enfadonha e repetitiva", com poucas mudanças em relação aos filmes anteriores. Janet Maslin, do The New York Times, resumiu o filme como "um evento de ação genérico que poderia ser qualquer outro blockbuster de verão, exceto pelo fato de seu herói estar cronicamente vestido de forma exagerada". Charles Taylor escreveu para o Salon que o filme era "uma produção plana e impessoal".

A canção-título interpretada por Sheryl Crow foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original e ao Grammy de Melhor Canção Escrita Especificamente para um Filme ou para a Televisão. O filme recebeu quatro indicações ao Saturn Awards, com Brosnan vencendo na categoria de Melhor Ator. Também ganhou um MPSE Golden Reel Award de "Melhor Edição de Som - Filme Estrangeiro" e um BMI Film Music Award.

O lançamento original no Reino Unido recebeu vários cortes em cenas de violência e armas de artes marciais, para reduzir o impacto dos efeitos sonoros e obter uma classificação indicativa de 12 anos mais adequada para as bilheterias. Outros cortes foram feitos no lançamento em vídeo/DVD para manter essa classificação. Essas edições foram restauradas para o lançamento em DVD da Edição Definitiva no Reino Unido, que, consequentemente, foi classificada como 15 anos. No entanto, após o lançamento do Blu-ray em 2012, a classificação foi reduzida para 12 anos sem cortes.

Revisões retrospectivas: Após seu lançamento original, críticos e público elogiaram Tomorrow Never Dies por sua presciência. O site Den of Geek, no vigésimo aniversário do filme, observou sobre o enredo: "É uma premissa improvável que provavelmente foi concebida como uma sátira ao império midiático irresponsável de Murdoch, mas os riscos de tal manipulação tecnológica provaram ser assustadoramente plausíveis." O Den of Geek também destaca que "a tecnologia não foi o único perigo moderno a ser previsto por Tomorrow Never Dies — o filme também oferece um vislumbre revelador do estado confuso da psique nacional britânica, o que pode ajudar a explicar os debates em curso sobre o Brexit no país."

Da mesma forma, o HeadStuff destacou sua relevância em 2020, observando que "alguns críticos modernos argumentam que a ênfase de Carver no jornalismo tradicional data o filme e que, se a Internet existisse na mesma medida que existe vinte anos depois, seu plano seria imediatamente frustrado... não tenho certeza se essas pessoas acompanharam os eventos atuais nos últimos dois anos."

O American Film Institute nomeou o filme em 2001 para o AFI's 100 Years of Thrills e a trilha sonora de David Arnold em 2005 para o AFI's 100 Years of Film Scores.

Andrew Heritage menciona Tomorrow Never Dies em seu livro Great Movies: 100 Years of Cinema ao lado de Goldfinger e From Russia with Love.

DESENVOLVIMENTO

O filme Bond 18 foi aprovado após a recepção positiva do público ao trailer teaser de GoldenEye em maio de 1995. Após o sucesso de GoldenEye em revitalizar a série Bond, houve pressão para recriar esse sucesso na próxima produção. Essa pressão veio da MGM que, juntamente com seu novo proprietário, o bilionário Kirk Kerkorian, queria que o lançamento do filme coincidisse com sua oferta pública inicial de ações. O co-produtor Michael G. Wilson comentou: "Você percebe que existe um público enorme e acho que você não quer lançar um filme que vá de alguma forma decepcioná-los."

Foi o primeiro filme de James Bond produzido após a morte de Albert R. Broccoli, que esteve envolvido na produção da série desde o seu início. O filme não só foi dedicado à sua memória, como os créditos iniciais foram revistos para começarem com "Albert R. Broccoli's Eon Productions Limited presents", mantendo assim o nome de Broccoli na sequência de abertura.

A pressa para concluir o filme elevou o orçamento para US$ 110 milhões. Os produtores não conseguiram persuadir o diretor de GoldenEye, Martin Campbell, a retornar, pois ele havia optado por dirigir A Máscara do Zorro; seu agente disse: "Martin simplesmente não queria fazer dois filmes de Bond seguidos." Roger Spottiswoode foi escolhido para dirigir em setembro de 1996; ele havia se oferecido para dirigir GoldenEye quando Timothy Dalton ainda estava escalado como Bond.

Escrita: Os roteiristas iniciais incluíam John Cork, Richard Smith e o romancista Donald E. Westlake. Em 1995, Westlake escreveu dois tratamentos de história em colaboração com Wilson, ambos apresentando um vilão que planejava destruir Hong Kong com explosivos na véspera da transferência de soberania da cidade para a China em julho de 1997. Westlake usou algumas de suas ideias para um romance que concluiu no ano seguinte, embora só tenha sido publicado em 2017 sob o título FOREVER AND A DEATH. O diretor Spottiswoode disse que, em janeiro de 1997, a MGM tinha um roteiro também focado na transferência de Hong Kong, mas ele não podia ser usado para um filme que estrearia no final do ano, então eles tiveram que começar "quase do zero, com T menos zero!"

Bruce Feirstein, que trabalhou em GoldenEye, escreveu o roteiro inicial. Ele afirmou que sua inspiração foi sua própria experiência trabalhando com jornalismo e assistindo à cobertura jornalística 24 horas da Sky News e da CNN sobre a Guerra do Golfo, declarando que seu objetivo era "escrever algo que fosse baseado em um pesadelo da realidade". O roteiro foi entregue a Spottiswoode, que então reuniu sete roteiristas de Hollywood em Londres para uma sessão de brainstorming, eventualmente escolhendo Nicholas Meyer para fazer as revisões. O roteiro também foi trabalhado por Dan Petrie Jr. e David Campbell Wilson antes de Feirstein ser chamado de volta para um polimento final. Embora Feirstein tenha mantido o crédito exclusivo de roteirista no filme e nos materiais de divulgação, Meyer, Petrie e Wilson receberam créditos junto com Feirstein na página de título da novelização do filme escrita por Raymond Benson. Embora muitos críticos tenham comparado Elliot Carver a Rupert Murdoch, Feirstein baseou o personagem em Robert Maxwell, com a morte relatada de Carver apresentando semelhanças com a de Maxwell; isto é, "Desaparecido, presumivelmente afogado, durante um cruzeiro a bordo de seu iate de luxo", como declarado por M no final do filme. No entanto, o próprio Spottiswoode disse em uma entrevista de 2004 que "Carver é Rupert Murdoch".

No roteiro original, quando Bond está prestes a saltar de paraquedas no Vietnã, um agente da CIA lhe diz: "Você sabe o que vai acontecer. Será guerra. E talvez desta vez, talvez nós vençamos". O Pentágono ficou constrangido com essa fala e ela foi posteriormente removida.

Wilson disse: "Não tínhamos um roteiro pronto para filmar no primeiro dia de filmagem", enquanto Pierce Brosnan disse: "Tínhamos um roteiro que não funcionava em certas áreas."

O título foi inspirado na canção dos Beatles "Tomorrow Never Knows". O título final surgiu por acaso. Um dos títulos potenciais era Tomorrow Never Lies (O Amanhã nunca Mente; referindo-se ao jornal Tomorrow na trama), e este foi enviado por fax para a MGM. No entanto, devido a um mal-entendido por parte do destinatário do fax, tornou-se Tomorrow Never Dies, um título que a MGM achou tão atraente que insistiu em usá-lo. O título foi o primeiro a não ter qualquer relação com a vida ou obra de Fleming.

Elenco: Teri Hatcher estava grávida de três meses quando as filmagens começaram, embora seu assessor de imprensa tenha afirmado que a gravidez não afetou o cronograma de produção. Em 2025, Hatcher destacou que adora a franquia e adora ser uma Bond girl. A atriz Sela Ward fez um teste para o papel; os produtores teriam dito que a queriam "mas dez anos mais jovem". Hatcher, aos 32 anos, era sete anos mais jovem que Ward e interpretava Lois Lane na série de televisão Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, onde foi eleita a "Mulher Mais Sexy da Televisão" pelos leitores da TV Guide no ano anterior. Brosnan também fez um teste com a italiana Monica Bellucci, mas o estúdio insistiu que o papel só poderia ser dado a uma atriz americana. Brosnan comentou: "Os tolos disseram não." Daphne Deckers, que interpreta a mulher de relações públicas, também confirma que viu Bellucci no mesmo dia em que ela própria fez o teste. Bellucci posteriormente teve um papel no 24º filme de Bond, 007 contra Spectre.

O papel de Elliot Carver foi inicialmente oferecido a Anthony Hopkins (que também recebeu uma oferta para um papel em GoldenEye), mas ele recusou em favor de A Máscara do Zorro.

Havia rumores de que Natasha Henstridge seria escalada para o papel principal de Bond Girl, mas, eventualmente, Yeoh foi confirmada. Brosnan ficou impressionado, descrevendo-a como uma "atriz maravilhosa" que era "séria e comprometida com seu trabalho". Ela supostamente queria realizar suas próprias cenas de ação, mas foi impedida porque o diretor Spottiswoode considerou isso muito perigoso e proibido pelas restrições do seguro.

Quando Götz Otto foi chamado para um teste de elenco, seu cabelo havia sido cortado curto para um papel na televisão. Ele teve 20 segundos para se apresentar, mas o fez em cinco: "Sou grande, sou mau e sou alemão." (Ui.)

Filmagem:

BMW 750iL do filme "007 - O Amanhã Nunca Morre" - Museu Nacional do Cinema de Londres - Exposição Bond in Motion (30 de agosto de 2017, 12:53:16).
Com Vic Armstrong dirigindo a segunda unidade, as filmagens da sequência pré-créditos de 4 minutos e US$ 11 milhões começaram em 18 de janeiro de 1997 no Aeroporto Peyresourde-Balatestas, em Peyragudes, nos Pirineus franceses. O avião que Bond rouba no filme era um jato de treinamento de armas Aero Vodochody L-39ZO Albatros, fabricado na República Tcheca, fornecido por uma empresa britânica e pilotado pelos dublês Tony "Taff" Smith e Mark (filho de Ray) Hanna. Após concluir o trabalho na França, a segunda unidade seguiu para Portsmouth para filmar as cenas em que a Marinha Real se prepara para enfrentar os chineses, com o HMS Westminster (F237) representando as várias fragatas fictícias Tipo 23 da história. A equipe principal começou a filmar em 1º de abril. Eles não puderam usar os Estúdios Leavesden, que haviam construído a partir de uma fábrica abandonada da Rolls-Royce para GoldenEye, pois George Lucas os estava usando para Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma, então, em vez disso, construíram estúdios de som em outro local industrial abandonado nas proximidades. Eles também usaram o Estúdio 007 nos Estúdios Pinewood, o local habitual para os filmes de Bond desde sua criação, tornando este o primeiro filme de Bond desde 007 Marcado para Matar a ser filmado lá, bem como os Estúdios Elstree. A cena na "Base Aérea dos EUA no Mar da China Meridional", onde Bond entrega o codificador GPS, foi na verdade filmada na área conhecida como Seção Azul na RAF Lakenheath. O pouso no mar usou o enorme tanque construído para Titanic em Rosarito, Baja California. O MH-53J no filme era do 352º Grupo de Operações Especiais da Força Aérea dos EUA na RAF Mildenhall.

Algumas cenas estavam planejadas para serem filmadas em locações na cidade de Ho Chi Minh, e a produção havia recebido um visto. Teria sido o primeiro grande filme a ser rodado no Vietnã desde a Guerra do Vietnã. No entanto, o visto foi posteriormente revogado pelo primeiro-ministro vietnamita Võ Văn Kiệt dois meses após o início do planejamento, forçando a filmagem a se mudar para Bangkok. O porta-voz de Bond, Gordon Arnell, afirmou que os vietnamitas estavam insatisfeitos com a equipe e o equipamento necessários para os efeitos pirotécnicos, com um oficial vietnamita dizendo que isso se devia a "muitas razões complicadas". Anthony Waye diz acreditar que a decisão foi motivada depois que o governo comunista do Vietnã assistiu aos créditos de abertura de GoldenEye, que apresentavam "mulheres seminus destruindo emblemas da foice e do martelo com marretas, ilustrando a queda do comunismo". Dois locais de filmes anteriores de Bond foram usados: a cena de amor de Brosnan e Hatcher foi filmada em Stoke Park, que havia aparecido em Goldfinger, e a baía onde eles procuram o barco furtivo de Carver é a Baía de Phang Nga, usada anteriormente em O Homem com a Pistola de Ouro.

As cenas externas da sede da CMGN em Hamburgo, projetada por Elliot Carver, foram filmadas no prédio da IBM em Bedfont Lakes, Feltham, enquanto a gráfica Harmsworth Quays Printers Ltd em Surrey Quays, Rotherhithe, serviu como locação para o interior da unidade de impressão em Hamburgo.

Spottiswoode tentou inovar nas cenas de ação. Como o diretor sentiu que, após a perseguição de tanque em GoldenEye, não poderia usar um veículo maior, criou-se uma cena com Bond e Wai Lin em uma motocicleta BMW. Outra inovação foi o carro controlado remotamente, que não tinha motorista visível – um efeito obtido adaptando um BMW 750i para colocar o volante no banco traseiro. A sequência de perseguição de carro com o 750i levou três semanas para ser filmada, com o estacionamento de Brent Cross sendo usado para simular Hamburgo, embora o salto final tenha sido filmado em locação. Uma cena de ação envolvendo a queima de três veículos produziu mais fumaça do que o previsto, fazendo com que um membro do público chamasse os bombeiros. O ângulo de câmera ascendente filmando o salto HALO criou a ilusão de que o dublê estava abrindo o paraquedas perto da água.

Spottiswoode não voltou para dirigir o filme seguinte; ele disse que os produtores o convidaram, mas ele estava muito cansado. Brosnan e Hatcher teriam se desentendido brevemente durante as filmagens devido ao atraso dela no set em um dia. O problema foi rapidamente resolvido, no entanto, e Brosnan pediu desculpas a Hatcher depois de perceber que ela estava grávida e que o atraso era por esse motivo.

O filme "007 - O Amanhã Nunca Morre" marcou a estreia da Walther P99 como a pistola de Bond. Ela substituiu a Walther PPK que o personagem havia usado em todos os filmes de Bond produzidos pela Eon desde "007 Contra o Satânico Dr. No" em 1962, com exceção de "007 Contra o Foguete da Morte", no qual Bond não foi visto com uma pistola. A Walther queria lançar sua nova arma em um filme de Bond, que havia sido um de seus garotos-propaganda mais visíveis. Anteriormente, a P5 havia sido apresentada em "007 Contra Octopussy". Bond usaria a P99 até que Daniel Craig voltasse a usar a PPK como 007 em "007 - Quantum of Solace" em 2008.

Música: O prolífico compositor John Barry estava em negociações para retornar aos filmes de James Bond pela primeira vez em uma década, mas não conseguiu chegar a um acordo sobre seu salário, de acordo com seu então agente, Richard Kraft. Barbara Broccoli posteriormente escolheu David Arnold para compor a trilha sonora de Tomorrow Never Dies por recomendação de Barry. Arnold havia chamado a atenção de Barry por meio de suas bem-sucedidas interpretações de covers em Shaken and Stirred: The David Arnold James Bond Project, que apresentava grandes artistas interpretando as antigas canções-tema de James Bond em novos arranjos. Arnold disse que sua trilha sonora visava "um som clássico, mas [com] uma abordagem moderna", combinando música techno com um som "clássico de Bond" reconhecidamente inspirado em Barry — notavelmente, Arnold se inspirou na trilha sonora de Barry para From Russia with Love. A trilha sonora foi feita ao longo de seis meses, com Arnold compondo músicas e revisando peças anteriores à medida que recebia as cenas editadas do filme. A música para a sequência de perseguição de carros em ambiente fechado foi composta em parceria com a banda Propellerheads, que havia trabalhado com Arnold em Shaken and Stirred. A trilha sonora foi bem recebida pela crítica, com Christian Clemmensen, da Filmtracks, descrevendo-a como "uma excelente homenagem a toda a série de trilhas sonoras de Bond".

Inicialmente, a música tema seria escrita pelo próprio Arnold, com a ajuda do letrista Don Black e do cantor e compositor David McAlmont, que gravou a demo. No entanto, a MGM queria um artista mais popular e convidou vários cantores para escreverem canções antes que uma fosse escolhida por meio de um processo competitivo. Houve cerca de doze inscrições, incluindo canções de Swan Lee, Pulp, Saint Etienne, Marc Almond e Sheryl Crow. A canção de Crow foi escolhida para os créditos principais. A composição de Arnold, "Surrender", interpretada por kd lang, ainda foi usada para os créditos finais e apresenta o mesmo motivo melódico proeminente da trilha sonora do filme. Este foi o quarto filme de Bond a ter músicas de abertura e encerramento diferentes. A composição do Pulp foi renomeada como "Tomorrow Never Lies" e apareceu como lado B de seu single de 1997, "Help The Aged". A mixagem bruta original de "Tomorrow Never Dies" foi lançada posteriormente no disco bônus da edição deluxe de This Is Hardcore em 2006. Moby criou um remake do "Tema de James Bond" para ser usado no filme. Duas versões diferentes da trilha sonora foram lançadas: a primeira contendo apenas músicas da primeira metade do filme, e a segunda corrigindo isso, mas cortando várias faixas, incluindo as canções, para dar espaço às faixas da trilha sonora que faltavam. Em 2022, a La La Land Records lançou uma edição expandida e limitada em dois discos da trilha sonora completa composta por Arnold.

APARIÇÕES EM OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Tomorrow Never Dies foi o primeiro dos três filmes de Bond a ser adaptado para livros pelo então romancista da série, Raymond Benson. A versão de Benson expande o roteiro, incluindo cenas adicionais com Wai Lin e outros personagens secundários que não aparecem no filme. O romance traça a trajetória de Carver como filho do magnata da mídia Lord Roverman, a quem Carver chantageia para que cometa suicídio, assumindo posteriormente seus negócios. O romance também tenta mesclar a série de Benson com os filmes, particularmente ao manter uma abordagem intermediária em relação à continuidade de John Gardner. Notavelmente, inclui uma referência à versão cinematográfica de You Only Live Twice, onde ele afirma que Bond estava mentindo para Miss Moneypenny quando disse que havia feito um curso de línguas asiáticas. Tomorrow Never Dies também menciona Felix Leiter, embora afirme que Leiter trabalhou para a Agência de Detetives Pinkertons, o que é exclusivo da série literária. Os romances subsequentes de Bond escritos por Benson foram afetados por Tomorrow Never Dies, especificamente a arma de escolha de Bond foi alterada da Walther PPK para a Walther P99. Benson disse em uma entrevista que considerava Tomorrow Never Dies o melhor dos três romances que escreveu.

O filme também foi adaptado para um jogo de videogame PlayStation de tiro em terceira pessoa, Tomorrow Never Dies. O jogo foi desenvolvido pela Black Ops e publicado pela Electronic Arts em 16 de novembro de 1999. A Game Revolution o descreveu como "realmente apenas um jogo vazio e superficial", e a IGN disse que era "medíocre".

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DEMÉTER (DEUSA DA AGRICULTURA NA MITOLOGIA GREGA)

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