Postagens mais visitadas

Mostrando postagens com marcador pássaro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pássaro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de junho de 2026

PICA-PAU-VERDE-BARRADO (ESPÉCIE DE AVE SUL-AMERICANA)

Pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros melanochloros) macho, Colonia, Uruguai. Foto tirada por Charles J. Sharp e. 23 de outubro de 2025, 17:46:16.

Fêmea de pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros melanochloros), Campana Partido, província de Buenos Aires, Argentina. Foto tirada por Charles J. Sharp em 22 de outubro de 2025, 12:01:42.
  • ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Pouco preocupante (IUCN 3.1)
  • REINO: Animalia
  • FILO: Chordata
  • CLASSE: Aves
  • ORDEM: Piciformes
  • FAMÍLIA: Picidae
  • GÊNERO: Colaptes
  • ESPÉCIE: C. melanochloros
  • NOME BINOMIAL: Colaptes melanochloros (Gmelin, JF, 1788)
O pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros) é um grande pica-pau da América do Sul. Tais aves possuem cerca de 26 cm de comprimento, com plumagem verde barrada de preto e cabeça preta com as laterais brancas e a nuca vermelha. Também são chamadas de pica-pau-carijó ou simplesmente Pica-pau.

DESCRIÇÃO

O pica-pau-de-barras-verdes mede de 27 a 30 cm de comprimento e pesa de 80 a 178 g. Machos e fêmeas têm a mesma plumagem, exceto na cabeça. Os machos adultos da subespécie nominal, C. m. melanochloros, têm a testa e a parte anterior da coroa pretas e a parte posterior da coroa e a nuca vermelhas. São brancos desde a região loral ao redor dos olhos até a nuca, com uma faixa malar vermelha abaixo; as penas auriculares têm um forte tom oliva. O queixo e a garganta são verde-esbranquiçados com estrias pretas. As fêmeas adultas têm vermelho apenas na parte posterior da coroa e na nuca; a região malar é preta com estrias brancas. Ambos os sexos têm as partes superiores verde-amareladas com barras marrom-escuras; o uropígio é mais claro e menos barrado, e as penas supracaudais são bege com barras pretas. As penas de voo são marrom-esverdeadas com barras claras e hastes oliva. A parte superior da cauda é preta e as penas externas têm barras claras. A parte inferior da cauda é preta com barras amareladas. As partes inferiores são verde-claras, geralmente mais escuras no peito, com manchas pretas nessa região, bem como na parte inferior do peito e nos flancos, mas geralmente não na barriga. O bico alongado é preto, a íris é castanha a castanho-avermelhada e as pernas são cinzentas, geralmente com um tom esverdeado ou amarelado.

A subespécie C. m. nattereri é semelhante à nominal, mas menor e com bico mais curto; sua plumagem é mais amarela e as manchas nas partes inferiores são muito pequenas ou estriadas. As duas subespécies não são totalmente distintas; suas plumagens se intergradam amplamente. C. m. melanolaimus é mais esverdeada na parte superior do que a nominal, e seu uropígio tem menos manchas e sua cauda menos barrada. Possui marcas pretas na lateral da garganta e seu peito tem um tom dourado. C. m. nigroviridis é semelhante a melanolaimus, mas ainda mais esverdeada na parte superior; sua cauda é mais barrada, seu peito menos dourado e as manchas nas partes inferiores são maiores. C. m. leucofrenatus é a maior subespécie e a mais distinta. É marrom a marrom-dourada na parte superior com barrado esbranquiçado e uropígio branco; seu peito é dourado a alaranjado, seus flancos são fortemente barrados e possui manchas grandes ou em forma de ponta de flecha nas partes inferiores. Estas três últimas também se intergradam, mas menos amplamente do que as duas subespécies "verde barrado".

O chamado é um "kwiek-kwik-kwik". Os pica-paus-de-barras-verdes também emitem uma variedade de outras notas, individualmente ou em séries, "peah", "krrew" e " peek", e "um grito estridente wheéo", "krrew", "pikwarrr" ou "ker wick". Ambos os sexos tamborilam em "rolos curtos", mas não com frequência.

COMPORTAMENTO

Alimentação: A dieta do pica-pau-de-barras-verdes consiste quase inteiramente de formigas, incluindo suas larvas e pupas. Eles também comem outros insetos, como cupins e ortópteros . Frutos de cactos e várias espécies de bagas também fazem parte da dieta, e a espécie é considerada a principal dispersora de sementes da família Myrsinoideae, Myrsine lancifolia e Myrsine coriacea. A espécie forrageia sozinha ou em pares, às vezes com grupos de pica-paus-dourados (C. campestris). As três subespécies de "peito dourado" tendem a se alimentar mais no solo do que as outras duas, embora todas forrageiem nos níveis inferiores e médios das árvores.

Reprodução: A época de reprodução do pica-pau-de-barras-verdes ocorre principalmente de agosto a janeiro no sul e é mais cedo no norte. Ele escava uma cavidade para o ninho, geralmente em uma árvore morta ou toco, mas também em uma palmeira, cacto ou poste de eletricidade, e tipicamente entre 2 e 6 m (7 e 20 pés) acima do solo. A ninhada tem quatro ovos; ambos os pais incubam os ovos e alimentam os filhotes. O período de incubação, o tempo até que os filhotes saiam do ninho e outros detalhes sobre os cuidados parentais não são conhecidos.

DISTRIBUIÇÃO E HABITAT


As subespécies de pica-pau-de-barras-verdes são encontradas assim:
  1. C. m. melanochloros, sul e sudeste do Brasil, sudeste do Paraguai, extremo nordeste da Argentina e grande parte do Uruguai
  2. C. m. nattereri, do nordeste e centro-sul do Brasil até o leste da Bolívia.
  3. C. m. melanolaimus, Bolívia central e meridional
  4. C. m. nigroviridis, sul da Bolívia, oeste do Paraguai, norte e leste da Argentina e oeste do Uruguai
  5. C. m. leucofrenatus, noroeste e centro-oeste da Argentina
Note que o mapa de espécies inclui apenas as subespécies "Verde Barrado" C. m. melanochloros e C. m. nattereri.

O pica-pau-de-barras-verdes habita uma variedade de paisagens, desde matagais desérticos secos até florestas úmidas subtropicais. A subespécie melanochloros é encontrada principalmente em terrenos semiabertos a abertos, como savanas, bosques abertos e matagais áridos. As outras, especialmente as subespécies mais ao norte, também são encontradas em florestas de terras baixas menos abertas. A espécie é geralmente uma ave das terras baixas e sopés de montanhas, mas atinge 3.000 m (9.800 pés) na Bolívia. Pelo que se sabe, é residente durante todo o ano na maior parte de sua área de distribuição. A população mais ao sul é pelo menos parcialmente migratória, deslocando-se para o norte após a época de reprodução.

TAXONOMIA E SISTEMÁTICA

O pica-pau-de-barras-verdes foi formalmente descrito em 1788 pelo naturalista alemão Johann Friedrich Gmelin em sua edição revisada e ampliada do Systema Naturae de Carl Linnaeus. Ele o classificou com os pica-paus do gênero Picus e cunhou o nome binomial Picus melanochloros. O epíteto específico melanochloros combina o grego antigo melas, que significa "preto", com khlōros, que significa "verde" ou "amarelo". Gmelin baseou sua descrição em "Le grand pic rayé de Cayenne", que havia sido descrito e ilustrado em 1760 pelo polímata francês Conde de Buffon. Buffon acreditava erroneamente que seu espécime havia sido coletado em Caiena, Guiana Francesa, mas a espécie não ocorre lá. Em vez disso, a localidade-tipo foi designada como Rio de Janeiro, no Brasil.

O pica-pau-de-barras-verdes foi transferido para o gênero Chrysoptilus, mas este gênero foi fundido em Colaptes com base nos resultados de um estudo filogenético molecular de 2011.

A Sociedade Ornitológica Americana, o Comitê Ornitológico Internacional e a taxonomia de Clements atribuem estas cinco subespécies ao pica-pau-verde-barrado:
  1. Cm. melanocloros (Gmelin, 1788)
  2. Cm. nattereri (Malherbe, 1845)
  3. C. m. melanolaimus (Malherbe, 1857)
  4. C. m. nigroviridis (Grant, CHB, 1911)
  5. C. m. leucofrenatus (Leybold, 1873)
As três últimas subespécies foram anteriormente separadas como o pica-pau-de-peito-dourado (C. melanolaimus), e o Handbook of the Birds of the World (HBW) da BirdLife International mantém essa classificação. Os grupos "Verde barrado" e "de peito dourado" se intercruzam onde se encontram. Alguns autores também trataram C. m. nigroviridis como uma espécie separada.

Este artigo segue o modelo das cinco subespécies.

STATUS

A IUCN segue a taxonomia do HBW e, portanto, avaliou os pica-paus "Verde barrado" e "de peito dourado" separadamente. Ambos são considerados de menor preocupação. Ambos têm grandes áreas de distribuição e tamanhos populacionais desconhecidos que se acredita serem estáveis. Nenhuma ameaça imediata a qualquer um deles foi identificada. A espécie ocorre em muitas áreas protegidas e é considerada comum ou razoavelmente comum na maior parte de sua área de distribuição.

FONTES: BirdLife International (2016). "Green-barred Woodpecker Colaptes melanochloros". IUCN Red List of Threatened Species. 2016 e.T22727950A94966460. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22727950A94966460.en. Retrieved 30 January 2023.
 BirdLife International (2016). "Golden-breasted Woodpecker Colaptes melanolaimus". IUCN Red List of Threatened Species. 2016 e.T22727957A94966665. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22727957A94966665.en. Retrieved 30 January 2023.
 Gmelin, Johann Friedrich (1788). Systema naturae per regna tria naturae: secundum classes, ordines, genera, species, cum characteribus, differentiis, synonymis, locis (in Latin). Vol. 1, Part 1 (13th ed.). Lipsiae [Leipzig]: Georg. Emanuel. Beer. p. 427.
 Jobling, James A. (2010). The Helm Dictionary of Scientific Bird Names. London: Christopher Helm. p. 246. ISBN 978-1-4081-2501-4.
 Buffon, Georges-Louis Leclerc de (1780). "Le grand pic rayé de Cayenne". Histoire Naturelle des Oiseaux (in French). Vol. 7. Paris: De l'Imprimerie Royale. pp. 30–31.
 Buffon, Georges-Louis Leclerc de; Martinet, François-Nicolas; Daubenton, Edme-Louis; Daubenton, Louis-Jean-Marie (1765–1783). "Grand pic rayé de Cayenne". Planches Enluminées D'Histoire Naturelle. Vol. 8. Paris: De L'Imprimerie Royale. Plate 719.
 Peters, James Lee, ed. (1948). Check-List of Birds of the World. Vol. 6. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press. p. 106.
 Moore, W.S.; Overton, L.C.; Miglia, K.J. (2011). "Mitochondrial DNA based phylogeny of the woodpecker genera Colaptes and Piculus, and implications for the history of woodpecker diversification in South America". Molecular Phylogenetics and Evolution. 58 (1): 76–84. doi:10.1016/j.ympev.2010.09.011. PMID 20863898.
 Gill, Frank; Donsker, David; Rasmussen, Pamela, eds. (January 2023). "Woodpeckers". IOC World Bird List Version 13.1. International Ornithologists' Union. Retrieved 19 February 2023.
 Remsen, J. V., Jr., J. I. Areta, E. Bonaccorso, S. Claramunt, A. Jaramillo, D. F. Lane, J. F. Pacheco, M. B. Robbins, F. G. Stiles, and K. J. Zimmer. Version 24 July 2022. A classification of the bird species of South America. American Ornithological Society. https://www.museum.lsu.edu/~Remsen/SACCBaseline.htm retrieved July 24, 2022
 Clements, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, T. A. Fredericks, J. A. Gerbracht, D. Lepage, S. M. Billerman, B. L. Sullivan, and C. L. Wood. 2022. The eBird/Clements checklist of birds of the world: v2022. Downloaded from https://www.birds.cornell.edu/clementschecklist/download/ retrieved November 10, 2022
 HBW and BirdLife International (2022) Handbook of the Birds of the World and BirdLife International digital checklist of the birds of the world. Version 7. Available at: http://datazone.birdlife.org/userfiles/file/Species/Taxonomy/HBW-BirdLife_Checklist_v7_Dec22.zip retrieved December 13, 2022
 del Hoyo, J.; Winkler, H.; Christie, D.A.; Collar, N.; Kirwan, G.M. (2022). Sly, N.D. (ed.). "Green-barred Woodpecker (Colaptes melanochloros), version 1.1". Birds of the World. Ithaca, NY, USA: Cornell Lab of Ornithology. doi:10.2173/bow.grbwoo3.01.1.

Post № 869 ✓

sábado, 15 de junho de 2024

ARRIBAÇÃ (AVE SUL-AMERICANA)

 


  • NOME CIENTÍFICO: Zenaida auriculata
  • ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Pouco Preocupante (Aumentando)
  • TAMANHO: 24 cm
  • TIPO DE DIETA: Granívoro
A avoante (Também é conhecida pelos nomes de arribaçã, arribação, bairari, cardigueira, guaçuroba-pequena, juriti-carregadeira, pairari, pararé, parari, pomba-rola, pomba-amargosinha, pomba-de-arribação, pomba-de-bando, pomba-do-meio, pomba-do-sertão, pomba-parari, pomba-pararu, rabaçã, rabação, rebaçã, ribaçã e ribação ou rolinha) é uma pomba campestre, que ocorre das Antilhas à Terra do Fogo, com distribuição isolada por todo o Brasil, formando bandos compactos na região Nordeste durante a migração.

A ave é caçada para alimentação em partes da região Nordeste do Brasil, sendo sua caça de subsistencia considerada, em alguns casos, importante para alimentação complementar. No Brasil, a caça predatória, comercial ou esportiva da Ribaçã é crime ambiental, punido com multa de R$ 500,00 por unidade apreendida e possível pena de prisão. Há cerca de dois anos, houve um movimento migratório das avoantes para o centro do Brasil, sendo observadas especialmente no município de Hidrolândia, próximo a Goiânia. Elas estão se multiplicando aos milhares e já fazendo parte do cenário rural. Não se sabe quais as consequências dessa migração mas certamente a competição por alimento fará alguma alteração populacional local.

CARACTERÍSTICAS
Tem o dorso pardo, cabeça com duas faixas negras laterais e manchas negras nas asas.
Além do tamanho, outra característica capaz de identificá-la são as duas listras negras e pequenas atrás dos olhos, formando como se fossem orelhas (origem do nome latino auriculata = com orelhas). Os olhos são envoltos por uma pele azulada. Nas asas, as bolas negras também são marcantes. Voa muito rápido, com modificações de altura e em ziguezagues, diferente das demais pombas. Essa espécie de pomba chega a medir até 25 centímetros de comprimento. De tamanho intermediário entre uma rolinha e um pombo, só pode ser confundida com as juritis (gênero Leptotila), mas ao contrário dessas não ocorre em florestas e bosques, sendo estritamente campestre. O macho tem a cabeça azulada e seu pescoço quando iluminado pela luz do sol mostra manchas cor-de-rosa e azuis para atrair a fêmea na época de acasalamento, quando este se exibe enchendo o pescoço. Na fêmea a cabeça é de um tom amarronzado meio ruivo, com o pescoço de um tom amarelado e esverdeado quando a luz do sol o ilumina. No entanto, fora da época reprodutiva, as cores das penas de ambos os sexos são praticamente idênticas, não havendo dimorfismo sexual.

REPRODUÇÃO
É muito prolífica. Em alguns locais pode construir seu ninho diretamente no chão, mas é mais comum que o construa em arbustos, palmeiras ou até mesmo no forro de telhados. O ninho é um amontoado de gravetos tão ralo que às vezes é possível ver os ovos através dele. Não é de se estranhar que tantos ovos e filhotes caiam derrubados pelo vento ou pela chuva. Geralmente são criados 2 ou 3 filhotes por ninhada. Estes são alimentados por ambos os pais e deixam o ninho dentro de duas semanas. Pode aproveitar ninhos de asa-branca quando estes são feitos em muros.

DEMÉTER (DEUSA DA AGRICULTURA NA MITOLOGIA GREGA)

Retrato de uma dama da nobreza como Ceres, de François de Troy. "A identidade da modelo do nosso retrato é desconhecida, mas sua repres...