Postagens mais visitadas

Mostrando postagens com marcador Oceano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oceano. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de maio de 2026

CARAÍBAS (ARQUIPÉLAGO QUE FAZ FRONTEIRA COM O NORTE E LESTE DO MAR DO CARIBE)

As Índias Ocidentais (em vermelho), que incluem as Antilhas e o Arquipélago Lucaiano.
  • GENTÍLICO: antilhano(a)
  • VIZINHOS: América do Norte, América do Sul e América Central Ístmica
  • PAÍSES: 13
    1. Antígua e Barbuda
    2. Bahamas
    3. Barbados
    4. Cuba
    5. Dominica
    6. Granada
    7. Haiti
    8. Jamaica
    9. República Dominicana
    10. Santa Lúcia
    11. São Cristóvão e Neves
    12. São Vicente e Granadinas
    13. Trinidad e Tobago
  • ÁREA: 211.510 km²
  • MAIOR PAÍS: Cuba
  • PONTO MAIS ALTO: Pico Duarte, 3.175 m
  • POPULAÇÃO: 37.988.532 hab.
  • DENSIDADE: 179.6 hab./km²
  • IDIOMAS: inglês, francês e espanhol
As Antilhas, também chamadas Caraíbas (/ænˈtɪeueuz/; crioulo antilhano: Antiy; espanhol: Antillas; francês: Antilhas; holandês: Antillen; crioulo haitiano: Antiy; papiamento: Antiyas; patois jamaicanos: Antiliiz), são um vasto arquipélago da América Central, distribuído entre o Mar do Caribe (Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas), o Golfo do México (costa noroeste de Cuba) e o Oceano Atlântico (as Ilhas Lucaias, isto é, as Bahamas mais as Ilhas Turcas e Caicos). O arquipélago forma um arco de mais de 4 000 km de extensão que se estende do Golfo do México até a costa da Venezuela (Curaçau e Aruba). Representam 235 830 km2 de área de terra, para 42 milhões de habitantes. A zona econômica exclusiva (ZEE normalmente fixada a 200 milhas da costa) foi ampliada para 350 milhas em 2015 após um parecer favorável das Nações Unidas.

IDIOMAS

Os idiomas predominantes na região são quatro:
  1. espanhol (espanhol caribenho ou antilhano), falado por mais de 25 milhões de pessoas e predominante nas Grandes Antilhas (em Cuba, República Dominicana e Porto Rico), sendo minoritário nas Pequenas Antilhas (exceto nas ilhas da Venezuela)
  2. francês (incluindo a língua crioula haitiana), falado por mais de 12 milhões de pessoas, no Haiti, Guadalupe, Martinica, São Martinho, São Bartolomeu e outras ilhas.
  3. inglês (inglês caribenho), falado por mais de cinco milhões de pessoas, na Jamaica, nas Bahamas e na maior parte das Pequenas Antilhas
  4. neerlandês (incuindo o papiamento), falado por mais de 300 000 pessoas.
PAÍSES E TERRITÓRIOS POR SUB-REGIÃO E ARQUIPÉLAGO


Historicamente pertencentes à Espanha, a potência dominante nas Grandes Antilhas. Todavia as Pequenas Antilhas acabaram por ser conquistadas sem maiores problemas por britânicos, franceses e neerlandeses, o que explica o rico mosaico atual de línguas e culturas.

Várias das ilhas são independentes mas muitas outras continuam sendo possessões ou dependências de outros países. Algumas - como Guadalupe e Martinica, que são departamentos da França - fazem parte do território nacional de diversos países em outros continentes. Nas Antilhas, a França tem 2.806 km² (882.000 hab.), o Reino Unido tem 1.023 km² (141.000 hab.) e os Países Baixos, 742 km² (308 000 hab.).

Destacam-se com os territórios mais extensos nas Antilhas: Cuba (quase 111.000 km²), República Dominicana (mais de 48.000 km²), Haiti (quase 28.000 km²), Bahamas (quase 14.000 km²), Jamaica (quase 11.000 km²), Porto Rico (mais de 9.000 km²), Trindade e Tobago (mais de 5.000 km²), e as dependências francesas (Departamentos e territórios ultramarinos da França), com quase 3.000 km².

Os maiores contingentes populacionais das Antilhas estão no Haiti (11,4 milhões de habitantes), Cuba (11,3 milhões), República Dominicana (10,8 milhões), Puerto Rico (3,9 milhões), Jamaica (2,9 milhões), Trindade e Tobago (1,4 milhões) e nas dependências francesas (0,8 milhões).

Arquipélago Lucayan: Fica Bahamas e a Ilhas Turcas e Caicos (Reino Unido).

Grandes Antilhas:
  1. Ilhas Cayman (Reino Unido)
  2. Cuba
    1. Ilha da Juventude
  3. Hispaniola
    1. Haiti
    2. República Dominicana
  4. Jamaica
  5. Porto Rico (Estados Unidos)
Guanaguanares em Cayo de Água, Los Roques. Foto tirada em 30 de maio de 2013, 11:55:18

Ilhas de Sotavento:
  1. Anguila (Reino Unido)
  2. Antígua e Barbuda
    1. Antígua
    2. Barbuda
    3. Redonda
  3. Ilhas Virgens Britânicas (Reino Unido)
  4. Guadalupe (França)
    1. La Désirade
    2. Les Saintes
    3. Marie-Galante
  5. Montserrat (Reino Unido)
  6. Saba (Holanda)
  7. São Bartolomeu (França)
  8. São Martinho
    1. São Martinho (França)
    2. São Martinho (Reino dos Países Baixos)
  9. São Cristóvão e Nevis
    1. São Cristóvão
    2. Neves
  10. Santo Eustáquio (Holanda)
  11. Ilhas Virgens Espanholas (Porto Rico)
  12. Ilhas Virgens dos Estados Unidos (Estados Unidos)
    1. Santa Cruz
    2. São Tomás
    3. São João
Ilhas de Sotavento:
  1. Dominica
  2. Granada
  3. Martinica (França)
  4. Santa Lúcia
  5. São Vicente e Granadinas
Outras ilhas:
  1. Barbados
  2. Trinidad e Tobago
  3. Tobago
  4. Trinidad
CONTEXTO

Um mapa antigo das Antilhas (wp-FR) com nomes em francês, desenhado pelo geógrafo Alexandre Vuillemin em 1843, retirado de seu “Atlas Universal de Geografia Antiga e Moderna para Uso em Internatos”. O título original deste mapa é “Antilhas”. Este atlas era inicialmente monocromático, mas seu primeiro proprietário destacou manualmente as fronteiras ou limites administrativos em cores.
A palavra Antilhas originou-se no período anterior à colonização europeia das Américas. Antilia era representada em muitos mapas medievais, às vezes como um arquipélago, às vezes como uma terra contínua de maior ou menor extensão, com sua localização oscilando em pleno oceano entre as Ilhas Canárias e a Índia.

Após a chegada da expedição de Cristóvão Colombo em 1492 ao que mais tarde seria chamado de Índias Ocidentais, as potências europeias perceberam que as terras dispersas constituíam um extenso arquipélago no Mar do Caribe e no Golfo do México. As Antilhas receberam vários nomes antes de seu nome atual se tornar o padrão. Os primeiros visitantes espanhóis as chamavam de Ilhas de Sotavento (hoje com uma definição mais restrita). Elas também foram chamadas de Ilhas Avante pelos britânicos do século XVIII. Posteriormente, o termo Antilhas passou a ser comumente atribuído à formação, e "Mar das Antilhas" tornou-se um nome alternativo comum para o Mar do Caribe em várias línguas europeias.

FONTES: Some sources, such as Encarta in Spanish, include the Bahamas in the Antilles. Archived 2009-10-04 at the Wayback Machine (in Spanish). Archived 2009-10-31.
 "85.04.04: The Geophysics and Cultural Aspects of the Greater Antilles". teachersinstitute.yale.edu. Archived from the original on 2018-03-23. Retrieved 2017-11-21.
 Wikisource One or more of the preceding sentences incorporates text from a publication now in the public domain: Chisholm, Hugh, ed. (1911). "Antilles". Encyclopædia Britannica. Vol. 2 (11th ed.). Cambridge University Press. p. 126.
 Kitchin, Thomas (1778). The Present State of the West-Indies: Containing an Accurate Description of What Parts Are Possessed by the Several Powers in Europe. London: R. Baldwin. p. 5. Archived from the original on 2015-02-21. Retrieved 2013-08-30.

Post № 855 ✓

sábado, 21 de março de 2026

POSSÊIDON (DEUS DO MAR NA MITOLOGIA GREGA)

Netuno. Pintura do século XVIII com artista não identificado, não especificado, não mencionado, não atribuído, desconhecido ou anônimo, e sem localização e ano definidos.
  • RESIDÊNCIA: Monte Olimpo e Atlântida
  • SÍMBOLO(S): Tridente, peixe, golfinho, cavalo, touro
  • OCUPAÇÃO: Deus do mar, das águas, das inundações, dos lagos, dos rios, da seca, da chuva, das tempestades, dos terremotos e dos cavalos.
  • PAIS: Cronos e Reia
  • IRMÃO(S): Quíron, Deméter, Hades, Hera, Héstia e Zeus
  • CONSORTE(S): Anfitrite, Afrodite, Deméter e várias outras.
  • FILHOS: mais de 150
    1. Tritão
    2. Benthesicime
    3. Rodes
    4. Anteo
    5. Caríbdis
    6. Despoina
    7. Arion
    8. Rodes
    9. Pégaso
    10. Crisaor
    11. Ergisco
    12. Aethusa
    13. Hirieu
    14. Hiperenor
    15. Hiperespor
    16. Anthas
    17. Abas
    18. Halirrhothius
    19. Eurito
    20. Crisômalo
    21. Minyas
    22. Lico
    23. Nycteus
    24. Eurípilo
    25. Asopus
    26. Parnaso
    27. Eumolpo
    28. Faeax
    29. Rodes e mais seis filhos com Halia
    30. Irene
    31. Amicos
    32. Aspledon
    33. Astacus
    34. Cenchrias
    35. Lekhes
    36. Evadne
    37. Foco
    38. Athos
    39. Cicreo
    40. Taras
    41. Polifemo
    42. Quios
    43. Agelus
    44. Melas
    45. Belus
    46. Dictys
    47. Ator
    48. Teseu
    49. Ogyges
    50. Hipopótamo
    51. Eritras
    52. Náuplio
    53. Busiris
    54. Éolo
    55. Beoto
    56. Oeoclus
    57. Anceu
    58. Eurípilo
    59. Peratus
    60. Cícnus
    61. Aloeus
    62. Épopeus
    63. Hopleus
    64. Nireus
    65. Triopas
    66. Celaenus
    67. Dictis
    68. Polidectes
    69. Bizas
    70. Crises
    71. Minyas
    72. Faunos
    73. Atlas
    74. Eumelus
    75. Anpheres
    76. Euaemon
    77. Mneseus
    78. Autochthon
    79. Elasippus
    80. Mestor
    81. Azaes
    82. Diaprepes
    83. Cila
    84. Eufemo
    85. Órion
    86. Minyas
    87. Eleio
    88. Almops
    89. Édono ou Paion
    90. Táfio
    91. Os Aloadae
    92. Sciron
    93. Aqueu
    94. Pelasgo
    95. Pítio
    96. Althepus
    97. Agenor
    98. Belus
    99. Lelex
    100. Delfos
    101. Dirráquio
    102. Êurito e Cteato
    103. Myton
    104. Megareus
    105. Sithon
    106. Náusea
    107. Torone
    108. Cameiro
    109. Ialysus
    110. Lindus
    111. Ctônio
    112. Leucon
    113. Pélias
    114. Neleu
    115. Cercyon
    116. Alebion
    117. Derycnus
    118. Dicaeus
    119. Syleus
    120. Sarpedon
    121. Poltys
    122. Anfímaro
    123. Amyrus
    124. Aon
    125. Astraeus
    126. Augias
    127. Calaurus
    128. Caucon
    129. Cromus
    130. Cimopoleia
    131. Erginus
    132. Eryx
    133. Euseiro
    134. Geren
    135. Lamia
    136. Lamus
    137. Onchestus
    138. Palaestino
    139. Fineu
    140. Forbas
    141. Taenarus
    142. Tasus
    143. Tessália
    144. Dorus
    145. Laocoonte
    146. Damnameneus
    147. Belerofonte
    148. Proteu
  • EQUIVALENTE ESLAVO: Yasher
  • EQUIVALENTE NÓRDICO: Njord
  • EQUIVALENTE ROMANO: Netuno
Posídon (em grego clássico: Ποσειδῶν; romaniz.: Poseidōn), também conhecido como Poseídon, Poseidon, Posidão, Posêidon ou Possêidon, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Netuno, possivelmente tendo origem etrusca como Nethuns. Ele era o protetor dos marinheiros e o guardião de muitas cidades e colônias helênicas. Na Grécia da Idade do Bronze pré-olímpica, Poseidon era venerado como uma divindade principal em Pilos e Tebas, com o título de culto "aquele que sacode a terra"; nos mitos da isolada Arcádia, ele é relacionado a Deméter e Despoina e era venerado como um cavalo e como um deus das águas. Poseidon manteve ambas as associações entre a maioria dos gregos: ele era considerado o domador ou pai dos cavalos, que, com um golpe de seu tridente, criava fontes (os termos para cavalos e fontes são relacionados na língua grega).

ETIMOLOGIA

A ocorrência mais antiga atestada do nome, escrita em Linear B, é 𐀡𐀮𐀅𐀃 Po-se-da-o ou 𐀡𐀮𐀅𐀺𐀚 Po-se-da-wo-ne, que corresponde a Ποσειδάων (Poseidaōn) e Ποσειδάϝoνος (Poseidawonos) em grego micênico; no grego homérico, aparece como Ποσιδάων (Posidaōn); em Aeólico, como Ποτε(ι)δάων (Pote(i)daōn); Em dórico, como Ποτειδάν (Poteidan) e Ποτειδᾶς (Poteidas); em arcádico, como Ποσoιδᾱν (Posoidan). Em inscrições com estilo lacônico de Tainaron, Helos e Thuria, como Ποὁιδάν (Pohoidan), indicando que os dórios adotaram o nome da população mais antiga. A forma Ποτειδάϝων (Poteidawōn) aparece em Corinto.

As origens do nome "Poseidon" são obscuras e as possíveis etimologias são contraditórias entre os estudiosos. Uma teoria o divide em um elemento que significa "marido" ou "senhor" (grego πόσις (posis), do PIE *pótis) e outro elemento que significa "terra" (δᾶ (da), dórico para γῆ (gē)), produzindo algo como senhor ou esposo de Da , isto é, da terra; isso o ligaria a Deméter, "Mãe Terra". Burkert constata que "o segundo elemento δᾶ- permanece irremediavelmente ambíguo" e considera a leitura "marido da Terra" "praticamente impossível de provar". De acordo com Beekes no Dicionário Etimológico do Grego, "não há indicação de que δᾶ signifique 'terra'", embora a raiz da apareça na inscrição Linear B E-ne-si-da-o-ne, "aquele que sacode a terra".

Outra teoria interpreta o segundo elemento como relacionado à palavra (presumida) dórica *δᾶϝον dâwon , "água", ao protoindo-europeu *dah₂- "água" ou *dʰenh₂- "correr, fluir", ao sânscrito दन् dā́-nu- "fluido, gota, orvalho" e a nomes de rios como o Danúbio (< *Danuvius) ou o Don. Isso faria de *Posei-dawōn o mestre das águas.

Platão, em seu diálogo Crátilo, fornece duas etimologias tradicionais: ou o mar restringiu Poseidon ao caminhar como um "vínculo" (ποσίδεσμον), ou ele "sabia muitas coisas" (πολλά εἰδότος ou πολλά εἰδῶν).

Beekes sugere que a palavra provavelmente tem uma origem pré-grega. A forma original era provavelmente o grego micênico Ποτ(σ)ειδάϝων (Pot(s)eidawōn). "A aspiração intervocálica sugere uma origem pré-grega (pelásgia) em vez de indo-europeia".

MITOLOGIA

Nascimento: Na versão padrão, Poseidon nasceu dos Titãs Cronos e Reia, o quinto filho de seis, nascido depois de Héstia, Deméter, Hera e Hades, nessa ordem. Como o pai de Poseidon temia que um de seus filhos o destronasse como fizera com seu próprio pai, Cronos devorou cada bebê assim que nasceram. Poseidon foi o último a sofrer esse destino antes de Reia decidir enganar Cronos e levar o sexto filho, Zeus, para um lugar seguro, depois de oferecer a Cronos uma pedra envolta em um cobertor para comer. Quando Zeus cresceu, deu ao pai um poderoso emético que o fez vomitar os filhos que havia comido. Os cinco filhos emergiram da barriga do pai em ordem inversa, tornando Poseidon o segundo filho mais novo e o segundo mais velho ao mesmo tempo. Armado com um tridente forjado para ele pelos Ciclopes, Poseidon, com seus irmãos e outros aliados divinos, derrotou os Titãs e tornou-se governante em seu lugar. De acordo com Homero e Apolodoro, Zeus, Poseidon e o terceiro irmão, Hades, então dividiram o mundo entre si por sorteio; Zeus ficou com o céu, Poseidon com o mar e Hades com o submundo.

Numa versão mais rara – e posterior – Poseidon evitou ser devorado pelo pai porque sua mãe, Reia, o salvou da mesma maneira que salvou Zeus, oferecendo a Cronos um potro em seu lugar, alegando ter dado à luz um cavalo em vez de um deus, quando na verdade havia colocado a criança num rebanho. Reia confiou seu filho a uma ninfa da primavera. Quando Cronos exigiu a criança, a ninfa Arne negou tê-la, e sua fonte passou a ser chamada de Arne (que tem semelhança com a palavra grega para 'negar').

Em outra história, Reia entregou Poseidon aos Telquines, antigos habitantes da ilha de Rodes; Capheira, uma ninfa oceânide, tornou-se a ama do jovem deus. À medida que Poseidon crescia, apaixonou-se por Hália, a bela irmã dos Telquines, e teve seis filhos e uma filha, Rodes, com ela. Nessa época, Afrodite, a deusa do amor, havia nascido e emergido do mar, e tentou fazer uma parada em Rodes a caminho de Chipre. Os filhos de Poseidon e Hália recusaram sua hospitalidade, então Afrodite os amaldiçoou a se apaixonarem e a estuprarem Hália. Depois que o fizeram, Poseidon os fez afundar no mar.

Na Odisseia de Homero, Poseidon tem uma morada em Aegae.

Mitos menores: Poseidon arrancou um pedaço da ilha de Kos chamado Nisyros e o jogou em cima de Polibotes (Estrabão também relata a história de Polibotes enterrado sob Nisyros, mas acrescenta que alguns dizem que Polibotes está enterrado sob Kos).

Fundação de Atenas: Atena tornou-se a deusa padroeira da cidade de Atenas após uma competição com Poseidon. No entanto, Poseidon permaneceu uma presença numinosa na Acrópole na forma de seu substituto, Erecteu. No festival de dissolução no final do ano no calendário ateniense, a Skira, os sacerdotes de Atena e o sacerdote de Poseidon procissão sob dosséis até Elêusis.

Poseidon e Atena lutam pelo controle de Atenas (1512), de Benvenuto Tisi.

Eles concordaram que cada um daria um presente aos atenienses, e estes escolheriam o que preferissem. Poseidon golpeou o chão com seu tridente e uma fonte brotou; a água era salgada e pouco útil, mas representava seu verdadeiro presente: o acesso ao comércio. Atenas, em seu auge, era uma importante potência marítima, tendo derrotado a frota persa na Batalha de Salamina.

Por sua vez, Atena ofereceu uma oliveira. Os atenienses, ou seu rei, Cécrope, aceitaram a oliveira e, com ela, Atena como sua protetora, pois a oliveira fornecia madeira, azeite e alimento. Após a batalha, enfurecido com a derrota, Poseidon enviou um dilúvio monstruoso à planície da Ática para punir os atenienses por não o terem escolhido. A depressão criada pelo tridente de Poseidon e preenchida com água salgada foi circundada pelo salão norte do Erecteion, permanecendo aberta para o ar.

Burkert observou: "No culto , Poseidon era identificado com Erecteu" e "o mito transforma isso em uma sequência temporal-causal: em sua raiva por perder, Poseidon liderou seu filho Eumolpo contra Atenas e matou Erecteu."

Dizia-se também que Poseidon, enfurecido com a derrota, enviou um de seus filhos, Halirrótio, para cortar a árvore que Atena lhe dera de presente. Mas, ao brandir o machado, Halirrótio errou o alvo e a árvore caiu sobre ele, matando-o instantaneamente. Furioso, Poseidon acusou Ares de assassinato, e a questão foi finalmente resolvida no Areópago ("colina de Ares") em favor de Ares, que passou a ser chamado assim em homenagem ao evento. Em outras versões, Halirrótio estuprou Alcippe, filha de Ares, e Ares o matou. Poseidon ficou FURIOSO com o assassinato do filho, e Ares foi mantido em CATIVEIRO, do qual acabou sendo absolvido.

A disputa entre Atena e Poseidon era o tema dos relevos no frontão ocidental do Partenon, a primeira visão que recebia o visitante ao chegar.

Os coríntios tinham uma história semelhante à da fundação de Atenas, sobre sua própria cidade, Corinto. Segundo o mito, Hélio e Posídon entraram em conflito, ambos desejando tomar a cidade para si. A disputa foi levada a um dos Hecatonquiros, Briareu, um deus ancião, que foi então incumbido de resolver a luta entre os dois deuses. Briareu decidiu conceder a Acrocorinto a Hélio, enquanto a Posídon deu o istmo de Corinto. Nessa história, Hélio e Posídon representam o fogo versus a água. Hélio, como deus do sol, recebeu a área mais próxima do céu, enquanto Posídon, deus do mar, ficou com o istmo à beira-mar.

Em outra ocasião, Poseidon fez um acordo com a deusa Leto, segundo o qual lhe daria a ilha de Delos, local de nascimento de seus gêmeos Ártemis e Apolo, em troca da ilha de Caláuria; ele também trocou Delfos por Tênaro com Apolo. Um templo de Poseidon existia em Caláuria na antiguidade.

Poseidon entrou em disputa com sua irmã Hera pela cidade de Argos. Um rei local, Foroneu, foi escolhido para resolver a questão e decidiu conceder a cidade a Hera, que então se tornou sua deusa padroeira. Poseidon ficou furioso e enviou uma seca para assolar a cidade. Um dia, enquanto uma mulher argiva chamada Amimone saía em busca de água, encontrou um sátiro que tentou estuprá-la. Amimone orou a Poseidon pedindo ajuda, e ele espantou o sátiro com seu tridente. Depois que Poseidon resgatou Amimone do sátiro lascivo, ele gerou um filho com ela, Náuplio.

Teseu: Poseidon gerou o herói Teseu com a princesa trezeniana Etra. Dizia-se também que Teseu era filho de Egeu, o rei de Atenas, que dormiu com Etra na mesma noite. Assim, as origens de Teseu incluíam tanto o elemento humano quanto o divino.

Entretanto, em Creta, Minos, filho de Zeus, pediu a ajuda de Poseidon para garantir sua reivindicação ao trono de Creta. Poseidon ofereceu a Minos um esplêndido touro branco, com o entendimento de que ele o sacrificaria a Poseidon posteriormente. Os cretenses ficaram tão impressionados com o touro e com o próprio sinal divino que Minos foi declarado rei de Creta. Mas, desejando ficar com o belo animal para si, Minos sacrificou um touro comum ao deus do mar em vez do combinado.

Poseidon, enfurecido, fez com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro; dessa união nasceu o Minotauro, uma criatura meio touro, meio humana, que se alimentava de carne humana. Minos o escondeu dentro do labirinto construído por Dédalo e o alimentou com homens e mulheres atenienses que forçou Egeu a enviar.

Quando Teseu cresceu e foi reconhecido por Egeu como seu filho, decidiu acabar de vez com o sangrento imposto que Atenas tinha de pagar a Creta e ofereceu-se para navegar até Creta juntamente com os outros jovens atenienses que tinham sido escolhidos para serem devorados pelo Minotauro.

Assim que chegou a Creta, Minos insultou Teseu e insistiu que ele não era filho de Poseidon; para demonstrar isso, lançou seu próprio anel ao mar e ordenou a Teseu que o recuperasse, esperando que ele não fosse capaz de fazê-lo. Teseu mergulhou imediatamente atrás dele.

Golfinhos vieram então como guias e o escoltaram até os salões do palácio de Poseidon, onde ele foi calorosamente recebido. Ele recebeu o anel e, além disso, um manto de casamento púrpura e uma coroa da nereida Anfitrite, para provar suas palavras. Teseu então emergiu do mar e entregou o anel a Minos. Teseu matou o Minotauro e, com o tempo, sucedeu seu pai Egeu como rei de Atenas. Com uma amazona, teve um filho, Hipólito, enquanto sua esposa Fedra (filha de Minos) lhe deu dois filhos.

Em certo momento, Poseidon prometeu três favores a Teseu, e este o invocou para cumprir um deles quando Fedra acusou falsamente Hipólito de tê-la forçado. Teseu, desconhecendo a verdade, pediu ao pai que destruísse Hipólito; Poseidon atendeu ao pedido do filho e, enquanto Hipólito cavalgava à beira-mar, Poseidon enviou um terrível monstro marinho para assustar os cavalos do homem, que então o arrastaram para a morte.

Muralhas de Troia: Poseidon e Apolo, tendo ofendido Zeus com sua rebelião no plano de Hera, foram temporariamente destituídos de sua autoridade divina e enviados para servir ao rei Laomedonte de Troia. Ele os obrigou a construir enormes muralhas ao redor da cidade e prometeu recompensá-los com seus cavalos imortais, uma promessa que ele se recusou a cumprir. Em vingança, antes da Guerra de Troia, Poseidon enviou um monstro marinho para atacar Troia. O monstro foi posteriormente morto por Hércules.

Consorte, amantes e filhos: Dizia-se que Poseidon tinha muitos amantes de ambos os sexos. Sua consorte era Anfitrite, uma antiga deusa e ninfa do mar, filha de Nereu e Dóris. Em um relato, atribuído a Eratóstenes, Poseidon desejava se casar com Anfitrite, mas ela fugiu dele e se escondeu com Atlas. Poseidon enviou muitos para encontrá-la, e foi um golfinho que a localizou. O golfinho persuadiu Anfitrite a aceitar Poseidon como marido e, eventualmente, cuidou do casamento deles. Poseidon então o colocou entre as estrelas como recompensa por seus bons serviços. Opiano diz que o golfinho revelou o paradeiro de Anfitrite a Poseidon, e ele a raptou contra a sua vontade para se casar com ela. Juntos, eles tiveram um filho chamado Tritão, um tritão.

Netuno e Anfitrite (por volta de 1560) de Paris Bordone.
Uma mulher mortal chamada Cleito vivia em uma ilha isolada; Poseidon se apaixonou pela mortal humana e criou um santuário no topo de uma colina perto do centro da ilha, cercando-o com anéis de água e terra para protegê-la. Ela deu à luz cinco pares de gêmeos; o primogênito, Atlas, tornou-se o primeiro governante de Atlântida.

Poseidon teve um caso com Alope, sua neta através de Cercyon, seu filho e Rei de Elêusis, gerando Hipótoon. Cercyon mandou enterrar sua filha viva, mas Poseidon a transformou na fonte local.

Poseidon foi o pai de muitos heróis. Acredita-se que ele tenha sido o pai dos famosos Teseu, Belerofonte, Alebion e Bergion. Nem todos os filhos de Poseidon eram humanos, no entanto. Seus outros filhos incluem os gigantes Otos e Efialtes, o ciclope Polifemo e, finalmente, Amico, filho de Poseidon e da ninfa bitínia Melia. O filósofo Platão era considerado por seus colegas gregos antigos como tendo traçado sua descendência ao deus do mar Poseidon através de seu pai Ariston e seus predecessores míticos, os reis semideuses Codro e Melanto.

Poseidon também se envolveu em relações homossexuais. Ele tomou o jovem Nerites, filho de Nereu e Dóris (e, portanto, irmão de Anfitrite), como amante. Nerites também era o cocheiro de Poseidon e impressionava todas as criaturas marinhas com sua velocidade. Mas um dia o deus do sol, Hélio, transformou Nerites em uma concha. Élio , que registrou essa história contada por marinheiros, diz que não está claro por que Hélio fez isso, mas teoriza que ele pode ter se sentido ofendido de alguma forma, ou que ele e Poseidon eram rivais no amor, e Hélio queria que Nerites viajasse entre as constelações em vez dos monstros marinhos. Do amor entre Poseidon e Nerites nasceu Anteros, amor mútuo.

Outros amantes masculinos de Poseidon incluíam Pélops e Pátroclo.

Vítimas de estupro e agressão: Beleronte ataca a Quimera por baixo com sua lança, enquanto Pégaso golpeia o monstro com seus cascos. Kylix de figuras negras da Lacônia, atribuído ao Pintor de Boreads, 570–565 a.C. Museu J. Paul Getty, Malibu, Califórnia.
Num mito arcaico, Poseidon certa vez perseguiu Deméter. Ela rejeitou suas investidas, transformando-se em uma égua para poder se esconder em uma manada de cavalos; ele percebeu o engano e se transformou em um garanhão, capturou-a e a violentou. Seu filho foi um cavalo, Arion, que era capaz de FALAR como um humano.

Segundo a Teogonia de Hesíodo, Poseidon "deitou-se num prado macio entre flores da primavera" com a Górgona Medusa e dois filhos, o cavalo alado Pégaso e o guerreiro Crisaor, que nasceram quando o herói Perseu cortou a cabeça de Medusa. Ovídio, no entanto, diz que Medusa era originalmente uma donzela muito bela que Poseidon violentou dentro do templo de Atena. Atena, furiosa com o sacrilégio, transformou a bela jovem num monstro. Noutra parte das Metamorfoses, Ovídio diz que Poseidon seduziu Medusa na forma de um pássaro.

Quando Zeus se apaixonou e cortejou a deusa Astéria , ela se transformou em uma codorna e se atirou ao mar para escapar de ser estuprada por ele. Poseidon, então, igualmente voraz, retomou a perseguição de onde Zeus a havia deixado e perseguiu Astéria com o objetivo de forçá-la a ter relações sexuais, então Astéria teve que se transformar pela segunda vez para se salvar, desta vez em uma pequena ilha rochosa chamada Delos.

Um dia, Poseidon avistou Caenis caminhando à beira-mar, agarrou-a e a estuprou. Tendo desfrutado muito dela, ofereceu-lhe um desejo, qualquer desejo. Traumatizada, Caenis desejou ser transformada em homem, para que nunca mais sofresse um estupro. Poseidon atendeu ao seu pedido e a transformou em um guerreiro, que então adotou o nome de Ceneu.

Uma mulher mortal chamada Tyro era casada com Cretheus (com quem teve um filho, Aeson), mas amava Enipeus, um deus do rio. Ela cortejou Enipeus, que recusou suas investidas. Um dia, Poseidon, tomado pela luxúria por Tyro, disfarçou-se de Enipeus, e dessa união nasceram os heróis Pélias e Neleu, gêmeos.

Em outra ocasião, Poseidon se apaixonou por uma mulher fócia, Corone, filha de Coronaeus , enquanto ela caminhava pela praia. Ele tentou cortejá-la, mas ela o rejeitou e fugiu. Poseidon então a perseguiu com o objetivo de estuprá-la. Atena, testemunhando tudo isso, teve pena da garota e a transformou em um corvo.

ORIGENS

Durante o período micênico, Poseidon era cultuado em diversas regiões da Grécia. Em Pilos e algumas outras cidades, ele era um deus do submundo (Senhor do Submundo) e seu culto estava relacionado à proteção do palácio. Ele ostentava o título de anax, rei ou protetor. Sua consorte, Potnia, senhora ou amante, era a deusa micênica da natureza. Seus principais aspectos eram o nascimento e a vegetação. Poseidon tinha o título de "Enesidaon" (aquele que sacode a terra) e em Creta era associado à deusa do parto, Eleítia. Através de Homero, os títulos micênicos também foram usados na Grécia clássica com significado semelhante. Ele era identificado com anax e carregava os epítetos "Ennosigaios" e "Ennosidas" (aquele que sacode a terra). Potnia era um título que acompanhava deusas femininas. A deusa da natureza sobreviveu no culto eleusino, onde as seguintes palavras eram proferidas: "A poderosa Potnia deu à luz um filho forte". Na cultura micênica, fortemente dependente do mar, não há evidências suficientes de que Poseidon estivesse ligado ao mar; não está claro se "Posedeia" era uma deusa do mar. Os invasores gregos vieram do interior e não estavam familiarizados com o mar.

Nos mitos primitivos da Beócia e da Arcádia , Poseidon, o deus do submundo, aparece como um cavalo e acasala com a deusa da terra. A deusa da terra é chamada Erínias ou Deméter e dá à luz o fabuloso cavalo Arion e a filha sem nome Despoina. O cavalo representa o espírito divino ( numen ) e está relacionado ao elemento líquido e ao submundo. [ 47 ] No folclore grego, o cavalo é associado ao submundo e acreditava-se que ele tinha a capacidade de criar nascentes. [ 10 ] No folclore europeu, o espírito da água aparece com a forma de um cavalo ou um touro. Na Grécia, o deus do rio Aqueloo é representado como um touro ou um homem-touro. [ 37 ] Burkert sugere que o culto helênico de Poseidon como um deus cavalo pode estar ligado à introdução do cavalo e da carruagem de guerra da Anatólia para a Grécia por volta de 1600 a.C. [ 2 ]

No mito beócio, Poseidon é o deus da água e Erínia é uma deusa do submundo. [ 40 ] Ela é provavelmente a personificação de um espírito vingativo da terra [ 41 ] [ 48 ] e parece que tinha uma função semelhante à da deusa Dike (Justiça). [ 36 ] Na fonte "Tilpousa", ela dá à luz Arion. No mito arcádio, Poseidon Hípios (cavalo) acasala com a égua Deméter. Em Tilpousa , Deméter- Erínia dá à luz Arion e a uma filha sem nome que tem a forma de uma égua. Em alguns cultos vizinhos, a filha era chamada Despoina (senhora). [ 10 ] A forma teriomórfica dos deuses parece ser local na Arcádia, em uma antiga religião associada a xoana . [ 26 ]


Da esquerda para a direita: Poseidon, Dioniso, Zeus. Ânfora de pescoço com figuras negras, 540 a.C. Museu Nacional da Dinamarca , Copenhague.
De acordo com algumas teorias, Poseidon era um deus pelasgo ou um deus dos minianos . Tradicionalmente, os minianos são considerados pelasgos e viviam na Tessália e na Beócia . Na Tessália ( Pelasgiotis ), havia uma estreita relação com os cavalos. Poseidon criou o primeiro cavalo, Skyphios, golpeando uma rocha com seu tridente e, da mesma forma, conseguiu drenar o vale de Tempe. [ 13 ] Os tessálios eram famosos cocheiros. [ 49 ] Alguns dos mitos gregos mais antigos aparecem na Beócia. Nos cultos antigos, Poseidon era adorado como um cavalo. O cavalo Arion era pai de Poseidon-cavalo com Erínia , e o cavalo alado Pégaso era pai de Poseidon, nascido de Medusa. [ 10 ] Em Onchesto, ele tinha um antigo e famoso festival que incluía corridas de cavalos. [ 10 ] No entanto, é possível que Poseidon, como Zeus, fosse um deus comum a todos os gregos desde o início. [ 13 ]

É possível que os gregos não tenham trazido consigo outros deuses além de Zeus, Eos e os Dióscuros . [ 47 ] O deus pelasgo provavelmente representava o poder fertilizante da água e, portanto, era considerado o deus do mar. Assim como o mar circunda e mantém a terra em sua posição, Poseidon é o deus que sustenta a terra e que tem a capacidade de sacudi-la. [ 50 ] A água primordial que circundava a terra ( Oceano ) é a origem de todos os rios e nascentes. Eles são filhos de Oceano e Tétis . [ 35 ]

Farnell sugeriu que Poseidon era originalmente o deus dos mínios que ocupavam a Tessália e a Beócia. Há uma semelhança entre os mitos beócios e arcádios, especialmente entre os mitos que representam o deus das águas, Poseidon, como um cavalo. [ 40 ] O cavalo mítico Arion aparece em ambas as regiões. O cavalo alado Pégaso, descendente de Poseidon, cria fontes famosas perto de Hélion e em Troizen . Algumas fontes de Poseidon têm nomes semelhantes na Beócia e no Peloponeso . [ 13 ] [ 12 ] É possível que o nome de Poseidon Helicônio na Beócia, cuja festa incluía corridas de cavalos, derive da montanha Hélion . Os mínios tinham contatos comerciais com Pilos micênica e os aqueus adotaram o culto de Poseidon Helicônio . O culto se espalhou pelo Peloponeso e depois para a Jônia quando os aqueus migraram para a Ásia Menor . [ 13 ] [ 12 ]


Hermes, Dioniso, Ariadne e Poseidon (Anfitrite está representada no lado B). Detalhe do interior de uma hidria ática de figuras vermelhas, cerca de 510 a.C.–500 a.C. Museu do Louvre , Paris.
Nilsson sugeriu que Poseidon provavelmente era um deus comum a todos os gregos desde o início. Os gregos ocuparam a Tessália, a Beócia e o Peloponeso durante a Idade do Bronze. Em todas essas regiões, Poseidon era o deus dos cavalos. A origem de seu culto foi o Peloponeso, e ele era o deus do interior dos aqueus, o deus dos "cavalos" e dos "terremotos". Quando os aqueus migraram para a Jônia , houve uma transição, passando a considerar Poseidon como o deus do mar, pois os jônios dependiam do mar. [ 35 ] Sem dúvida, ele era originalmente o deus das águas. Os gregos acreditavam que a causa dos terremotos era a erosão das rochas pelas águas, pelos rios do Peloponeso, que eles viam desaparecer na terra e depois ressurgir. O deus das águas tornou-se o "aquele que sacode a terra". [ 35 ] [ 51 ] Isto é o que acreditavam os filósofos naturais Tales Anaxímenes e Aristóteles e não poderia ser diferente da crença popular. Nas lendas gregas, Aretusa e o rio Alfeu atravessavam o subsolo sob o mar e reapareciam em Ortígia.

Em qualquer caso, a importância inicial de Poseidon ainda pode ser vislumbrada na Odisseia de Homero, onde Poseidon, e não Zeus, é o principal agente dos acontecimentos. Em Homero, Poseidon é o senhor do mar. Ele é descrito como um monarca MAJESTOSO, TEMÍVEL e VINGATIVO do mar.

GRÉCIA DA IDADE DO BRONZE

Inscrições em Linear B (grego micênico): Se pudermos confiar nas tabuletas de argila Linear B sobreviventes , os nomes po-se-da-wo-ne e Po-se-da-o ("Poseidon") [ 14 ] ocorrem com maior frequência do que di-u-ja ("Zeus"). Uma variante feminina, po-se-de-ia , também é encontrada, indicando uma deusa consorte perdida, na verdade a precursora de Anfitrite.

Poseidon era o deus principal em Pilos. O título wa-na-ka aparece nas inscrições. Poseidon foi identificado com o título wanax desde a era homérica até a Grécia clássica. O título não significava apenas rei, mas também protetor. Wanax tinha aspectos ctônicos e estava intimamente associado a Poseidon, que tinha o título de "Senhor do Submundo". A natureza ctônica de Poseidon também é indicada por seu título E-ne-si-da-o-ne (Aquele que sacode a terra) em Cnossos e Pilos micênicas . Através de Homero , o epíteto também foi usado na Grécia clássica (ennosigaios, ennosidas). [ 24 ]

Potnia ( Potnia : senhora ou mestra) era a principal deusa de Pilos e estava intimamente associada a Poseidon. Ela era a deusa micênica da natureza e Poseidon — Wanax é um dos deuses que podem ser considerados seu "paredros masculino". O agitador da terra recebia oferendas na caverna da deusa do parto , Ilítia, em Amnisos , em Creta . Poseidon é aliado de Potnia e da criança divina. [ 25 ]

Wa-na-ssa ( anassa : rainha ou dama) aparece nas inscrições geralmente no plural (Wa-na-ssoi). O número dual é comum na gramática indo-europeia (geralmente para divindades ctônicas como as Erínias ) e a dualidade era usada para Deméter e Perséfone na Grécia clássica (as deusas com nome duplo). [ 26 ] [ 27 ] Potnia e wanassa referem-se a divindades idênticas ou a dois aspectos da mesma divindade. [ 24 ]

E-ri-nu ( Erinys ) é atestada nas inscrições. [ 28 ] Em alguns cultos antigos, Erinys está relacionada a Poseidon e seu nome é um epíteto de Deméter . [ 29 ]

É possível que Deméter apareça como Da-ma-te em uma inscrição Linear B (PN EN 609), porém a interpretação ainda está em disputa. [ 30 ] [ 31 ] Si-to Po-tini-ja provavelmente está relacionada com Deméter como deusa dos grãos. [ 32 ]

Tabuletas de Pilos registram bens sacrificiais destinados às "Duas damas e ao Senhor" (ou "às Duas Rainhas e ao Rei": wa-na-soi , wa-na-ka-te ). Wa-na-ssoi pode estar relacionada com Deméter e Perséfone , ou suas precursoras, deusas que não foram associadas a Poseidon em períodos posteriores.

Culto micênico: Durante o período micênico, os deuses ancestrais masculinos dos micênicos provavelmente não eram representados em formas humanas, e as informações fornecidas pelas tabuletas encontradas em Pilos e Cnossos são insuficientes. Posídon era a principal divindade em Pilos e Tebas. Ele é identificado com Anax e ostentava o título de "Mestre do Submundo". Anax provavelmente tinha um culto associado à proteção do palácio. Em Acrocorinto, ele era adorado como Posídon Anax durante a era micênica. Na cidade, havia a famosa fonte Pirene, que em um mito está relacionada ao cavalo alado Pégaso. Na Ática, havia um culto aos heróis Anax, que estava ligado a Posídon. Um título de culto de Posídon era "aquele que sacode a terra" e, em Cnossos, ele era adorado junto com a deusa Eleítia , que estava relacionada ao nascimento anual da criança divina. Potnia era a deusa micênica da natureza e consorte de Poseidon em Pilos. Ela é mencionada junto com bucrânios em jarros decorados, e ele era associado aos animais, especialmente ao touro. Em Atenas, Poseidon era um deus do interior que criou o mar salgado Erectheis (Ερεχθηίς), "mar de Erecteu". Na Acrópole, seu culto foi sobreposto ao culto da figura ancestral local, Erecteu. Em Atenas e Asine, ele era adorado na casa do rei durante o período micênico. O touro era o animal preferido para sacrifícios, e parece que os cavalos raramente eram usados durante o sepultamento dos líderes micênicos.

Mitos arcádios: Nos mitos arcádios, Poseidon está relacionado com Deméter e Despoina e era adorado com o nome de Hípios em muitas cidades arcádias. Em Telpusa e Figália havia cultos irmãos que são muito importantes para o estudo das religiões primitivas. Nesses cultos, Deméter e Poseidon eram divindades ctônicas do submundo.

Perto de Telpusa, o rio Ladon descia até o santuário de Deméter Erínia (Deméter-Fúria). Durante suas andanças em busca de sua filha, Deméter transformou-se em uma égua para evitar Poseidon. Poseidon assumiu a forma de um garanhão e, após o acasalamento, ela deu à luz uma filha cujo nome não podia ser revelado aos não iniciados e um cavalo chamado Arion (muito veloz). Sua filha, obviamente, também tinha a forma de uma égua. Inicialmente, Deméter ficou furiosa e recebeu o sobrenome Erínia (fúria) dos habitantes de Telpusa. As Erínias eram divindades da vingança, e Erínia tinha uma função semelhante à da deusa Dice (Justiça). No antigo mito de Telpusa, Deméter-Erínia e Poseidon são divindades do submundo em um período pré-mítico. Poseidon aparece como um cavalo. No folclore grego, os cavalos tinham associações ctônicas e acreditava-se que podiam criar nascentes. No folclore europeu, as criaturas aquáticas ou espíritos da água aparecem com a forma de um cavalo ou um touro. Na Grécia, o deus do rio Aqueloo é representado como um touro ou um homem-touro. Muitas pessoas, quando sacrificadas a Deméter, devem fazer um sacrifício preliminar a Aqueloo.

Em Figália, Deméter tinha um santuário em uma caverna e recebeu o sobrenome Melaina (negra). A deusa estava relacionada ao submundo negro. Em um mito semelhante, Poseidon aparece como um cavalo e Deméter dá à luz uma filha cujo nome não podia ser revelado aos não iniciados (em Licosura, sua filha era chamada Despoina). Deméter, zangada com Poseidon, vestiu-se de preto e trancou-se na caverna. Quando os frutos da terra pereceram, Zeus enviou as Moiras a Deméter, que as ouviu e desviou sua ira. Nesse culto, temos vestígios de um culto muito antigo a Deméter e Poseidon como divindades do submundo.

Em outro mito arcádio, quando Reia deu à luz Poseidon, ela disse a Cronos que havia dado à luz um cavalo e lhe deu um potro para engolir em vez da criança. No Hino Homérico, Deméter coloca um manto escuro de luto sobre os ombros como sinal de sua tristeza. A forma de égua de Deméter foi adorada até os tempos históricos. O xoanon de Melaina em Figália mostra como o culto local a interpretava, como deusa da natureza. Um tipo de Medusa com cabeça de cavalo e cabelo de serpente, segurando uma pomba e um golfinho, provavelmente representando seu poder sobre o ar e a água.

Mitos beócios: O mito de Poseidon aparecendo como um cavalo e acasalando com Deméter não estava localizado na Arcádia. Em Haliartos, na Beócia, perto de Tebas, Poseidon aparece como um garanhão. Ele acasala com Erínias perto da fonte de Tilpusa e ela dá à luz o fabuloso cavalo Arion. Em Tilpusa, temos um culto muito antigo das divindades ctônicas Erínias e Poseidon. O deus da água Poseidon aparece como um cavalo que parece representar o espírito da água e Erínias é provavelmente a personificação de um espírito da terra vingativo. Desde tempos mais antigos, em Delfos, Poseidon foi unido em uma união religiosa com a deusa da terra Ge. Ela é representada como uma serpente, que é uma forma do espírito da terra.

Na Teogonia de Hesíodo, Poseidon dormiu certa vez com a monstruosa Medusa perto do monte Hélicon. Ela concebeu o cavalo alado Pégaso, que saltou de seu corpo quando Perseu lhe cortou a cabeça. Pégaso fincou o casco no chão e criou a famosa fonte Hipocrene perto de Hélicon.

As Praxídicas eram divindades femininas de punição judicial, cultuadas na região de Haliartos nos tempos históricos. Sua origem é provavelmente a mesma de Erínias. Suas imagens representavam apenas as cabeças das deusas, provavelmente uma representação da deusa da terra emergindo do solo. Praxídica é um epíteto de Perséfone no Hino Órfico. Perséfone às vezes é representada com a cabeça emergindo do solo.

Culto
Templos de Poseidon
Genealogia
Na literatura e na arte
Na cultura moderna
Narrações
Galeria

FONTES: Apollodorus, Apollodorus, The Library, with an English Translation by Sir James George Frazer, F.B.A., F.R.S. in 2 Volumes. Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1921. ISBN 0-674-99135-4. Online version at the Perseus Digital Library.

Apollonius of Rhodes, Apollonius Rhodius: the Argonautica, translated by Robert Cooper Seaton, W. Heinemann, 1912. Internet Archive.

Burkert, Walter (1983), Homo Necans, University of California Press, Berkeley and Los Angeles. 1983. ISBN 978-0-520-05875-0.

Burkert, Walter (1985), Greek Religion, Wiley-Blackwell 1985. ISBN 978-0-631-15624-6. Internet Archive.

Dietrich, Bernard Clive (2004). The Origins of Greek Religion. Bristol Phoenix Press. ISBN 978-1-904675-31-0.

Diodorus Siculus, Library of History, Volume III: Books 4.59-8, translated by C. H. Oldfather, Loeb Classical Library No. 340. Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press, 1939. ISBN 978-0-674-99375-4. Online version at Harvard University Press. Online version by Bill Thayer.
Dionysius of Halicarnassus. Roman Antiquities, Volume I: Books 1–2, translated by Earnest Cary. Loeb Classical Library No. 319. Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press, 1937. Online version by Bill Thayer. Online version at Harvard University Press.
Fowler, R. L. (2000), Early Greek Mythography: Volume 1: Text and Introduction, Oxford University Press, 2000. ISBN 978-0198147404. Google Books.
Fowler, R. L. (2013), Early Greek Mythography: Volume 2: Commentary, Oxford University Press, 2013. ISBN 978-0-198-14741-1. Google Books.
Gantz, Timothy, Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources, Johns Hopkins University Press, 1996, Two volumes: ISBN 978-0-8018-5360-9 (Vol. 1), ISBN 978-0-8018-5362-3 (Vol. 2).
Grimal, Pierre (1987). The Dictionary of Classical Mythology. Translated by A. R. Maxwell-Hyslop. New York, USA: Wiley-Blackwell. ISBN 0-631-13209-0.
Halieutica in Oppian, Colluthus, Tryphiodorus. Oppian, Colluthus, and Tryphiodorus. Translated by A. W. Mair, edited by W. H. D. Rouse. Loeb Classical Library 219. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1928.
Hard, Robin (2004). The Routledge Handbook of Greek Mythology: Based on H.J. Rose's "Handbook of Greek Mythology". Psychology Press. ISBN 9780415186360.
Hesiod, Theogony, in The Homeric Hymns and Homerica with an English Translation by Hugh G. Evelyn-White, Cambridge, Massachusetts., Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1914. Online version at the Perseus Digital Library.
Homer, The Iliad with an English Translation by A.T. Murray, PhD in two volumes. Cambridge, Massachusetts., Harvard University Press; London, William Heinemann, Ltd. 1924. Online version at the Perseus Digital Library.
Homer; The Odyssey with an English Translation by A.T. Murray, PH.D. in two volumes. Cambridge, Massachusetts., Harvard University Press; London, William Heinemann, Ltd. 1919. Online version at the Perseus Digital Library.
Hyginus, Gaius Julius, De astronomia, in The Myths of Hyginus, edited and translated by Mary A. Grant, Lawrence: University of Kansas Press, 1960. Online version at ToposText.
Hyginus, Gaius Julius, Fabulae, in The Myths of Hyginus, edited and translated by Mary A. Grant, Lawrence: University of Kansas Press, 1960. Online version at ToposText.
Janda, Michael, Eleusis. Das indogermanische Erbe der Mysterien, Innsbruck 2000, pp. 256–258 (Innsbrucker Beiträge zur Sprachwissenschaft, vol. 96)
Jenks, Kathleen (April 2003). "Mythic themes clustered around Poseidon/Neptune". Myth*ing links. Archived from the original on 27 September 2006. Retrieved 13 January 2007.
Kerenyi, Karl (1951). The Gods of the Greeks. London, UK: Thames and Hudson.
Most, G.W., Hesiod, Theogony, Works and Days, Testimonia, Edited and translated by Glenn W. Most, Loeb Classical Library No. 57, Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press, 2018. ISBN 978-0-674-99720-2. Online version at Harvard University Press.
O'Brien, Joan V. (1993). The Transformation of Hera: A Study of Ritual, Hero, and the Goddess in the Iliad. Maryland, USA: Rowman & Littlefield Publishers, Inc. ISBN 0-8476-7807-5.
Ogden, Daniel (7 April 2017). The Legend of Seleucus: Kingship, Narrative and Mythmaking in the Ancient World. Cambridge, United Kingdom: Cambridge University Press. ISBN 978-1-107-16478-9.
Ovid, Heroides in Heroides. Amores. Translated by Grant Showerman. Revised by G. P. Goold. Loeb Classical Library No. 41. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 1977. ISBN 978-0-674-99045-6. Online version at Harvard University Press.
Ovid, Metamorphoses, Brookes More, Boston, Cornhill Publishing Co. 1922. Online version at the Perseus Digital Library.
Parada, Carlos, Genealogical Guide to Greek Mythology, Jonsered, Paul Åströms Förlag, 1993. ISBN 978-91-7081-062-6.
Pausanias, Pausanias Description of Greece with an English Translation by W.H.S. Jones, Litt.D., and H.A. Ormerod, M.A., in 4 Volumes. Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1918. Online version at the Perseus Digital Library.
Plato, Cratylus in Plato in Twelve Volumes, Vol. 12 translated by Harold N. Fowler, Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1925. Online version at the Perseus Digital Library.
Plato, Critias in Plato in Twelve Volumes, Vol. 9 translated by W.R.M. Lamb, Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press; London, William Heinemann Ltd. 1925. Online version at the Perseus Digital Library.
Rose, Herbert Jennings (1974). Gods and heroes of the Greeks. London, UK: Methuen & Co. Ltd. ISBN 0-450-02187-4.
Seelig, Beth J. (August 2002), "The Rape of Medusa in the Temple of Athena: Aspects of Triangulation in the Girl", The International Journal of Psychoanalysis, 83 (4): 895–911, doi:10.1516/3NLL-UG13-TP2J-927M, PMID 12204171, S2CID 28961886
Servius, Servii grammatici qui feruntur in Vergilii carmina commentarii, Volume I, edited by Georgius Thilo and Hermannus Hagen, Bibliotheca Teubneriana, Leipzig, Teubner, 1881. Internet Archive. Online version at the Perseus Digital Library.
Smith, William, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, London (1873). Online version at the Perseus Digital Library.

Strabo, Geography, Editors, H.C. Hamilton, Esq., W. Falconer, M.A., London. George Bell & Sons. 1903. Online version at the Perseus Digital Library.

Tripp, Edward, Crowell's Handbook of Classical Mythology, Thomas Y. Crowell Co; First edition (June 1970). ISBN 0-690-22608-X. Internet Archive.

Tzetzes, John, Scolia eis Lycophroon, edited by Christian Gottfried Müller, Sumtibus F.C.G. Vogelii, 1811. Internet Archive.

Virgil, Aeneid, Theodore C. Williams. trans. Boston. Houghton Mifflin Co. 1910. Online version at the Perseus Digital Library.

Walker, Henry John (19 January 1995). Theseus and Athens. Oxford, New York: Oxford University Press. ISBN 0-19-508908-1.

Williams, Hamish; Clare, Ross (17 November 2022). The Ancient Sea: The Utopian and Catastrophic in Classical Narratives and their Reception. Liverpool, UK: Liverpool University Press. ISBN 978-1-80207-760-5.

Wunder, Eduard (1855). Sophocles' Oedipus rex, Oedipus Colonaeus, Electra, Antigone. Vol. I. London: Williams and Norgate.

Post № 777

quarta-feira, 11 de março de 2026

MANJUBA (PEIXE CLUPEIFORME BRASILEIRO)

  • REINO: Animalia
  • FILO: Chordata
  • CLASSE: Actinopterygii
  • ORDEM: Clupeiformes
  • FAMÍLIA: Engraulidae
  • GÊNERO: Anchoviella
  • ESPÉCIE: A. lepidentostole
  • NOME BINOMIAL: Anchoviella lepidentostole
A Anchoviella lepidentostole (popularmente chamada, como outras espécies de Anchoviella, de manjubinha, manjuba, petitinga ou ginga), algumas vezes confundida com a piaba da água doce, é um peixe clupeiforme da família Engraulidae.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Habita as zonas mais superficiais dos rios de água doce tropicais. Atinge, no máximo, cerca de 12 cm de comprimento.

As manjubas vivem em água salgada e são encontradas pelo litoral do Brasil, com vida curta de 3 anos e 4 meses, começando seu ciclo de reprodução após 1 ano de vida. Como a maioria dos peixes, possuem escamas na pele e glândulas que produzem uma espécie de muco. Este muco facilita o deslizamento dos peixes na água e protege seu corpo contra a entrada de microrganismos.

REPRODUÇÃO

Nas primeiras chuvas do ano ocorre a piracema das manjubas: O macho e a fêmea lançam suas gametas na água ao mesmo tempo. Quando as gametas se encontram dá-se origem aos ovos onde nascerão os filhotes. A fecundação, portanto, é externa. Na maioria das vezes, milhares de ovos se formam, embora poucos cheguem a fase adulta. Isso se dá porque muitos filhotes e ovos fazem parte da alimentação de outros animais.

FONTES: https://www.fishbase.org/summary/1675

Post № 760 ✓

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

TITANIC (FILME ESTADUNIDENSE DE 1997)

 

Um pôster de filme do Titanic (1997) usado nos cinemas.

  • GÊNERO: Ação/aventura,
  • ORÇAMENTO: U$200.000.000
  • BILHETERIA: U$2.187.463.944
  • DURAÇÃO:
  • DIREÇÃO: James Cameron
  • ROTEIRO: James Cameron
  • CINEMATOGRAFIA: Russell Carpenter
  • EDIÇÃO: Conrad Buff, James Cameron e Richard A. Harris
  • MÚSICA: James Horner
  • ELENCO:
    • Personagens Fictícios:
      • Leonardo DiCaprio — Jack Dawson.
      • Kate Winslet — Rose DeWitt Bukater
      • Gloria Stuart — Rose Dawson Calvert
      • Billy Zane — Cal Hockley
      • Frances Fisher — Ruth DeWitt
      • Bill Paxton — Brock Lovett
      • Suzy Amis — Elizabeth "Lizzy" Calvert
      • Danny Nucci — Fabrizio De Rossi
      • David Warner — Spicer Lovejoy
      • Jason Barry — Tommy Ryan
      • Alexandrea Owens-Sarno — Cora Cartmell
      • Camilla Overbye Roos — Helga Dahl
      • Amy Gaipa — Trudy Bolt
    • Personagens históricos
      • Kathy Bates — Margaret "Molly" Brown
      • Victor Garber — Thomas Andrews 
      • Bernard Hill — Capitão Edward John Smith 
      • Jonathan Hyde — J. Bruce Ismay
      • Eric Braeden — John Jacob Astor IV
      • Bernard Fox — Cel. Archibald Gracie IV
      • Michael Ensign — Benjamin Guggenheim
      • Jonathan Evans-Jones — Wallace Hartley, o mestre de banda e violinista do navio
      • Mark Lindsay Chapman — Oficial Chefe Henry Wilde
      • Ewan Stewart — Primeiro Oficial William Murdoch
      • Jonathan Phillips — segundo oficial Charles Lightoller
      • Kevin De La Noy — terceiro oficial Herbert Pitman
      • Simon Crane — quarto oficial Joseph Boxhall 
      • Ioan Gruffudd — quinto oficial Harold Lowe 
      • Edward Fletcher como o sexto oficial James Moody
      • James Lancaster — Padre Thomas Byles 
      • Lew Palter e Elsa Raven — Isidor e Ida Straus 
      • Martin Jarvis — Sir Cosmo Duff-Gordon
      • Rosalind Ayres — Lady Duff-Gordon
      • Rochelle Rose — Noël Leslie
      • Scott G. Anderson — Frederick Fleet
      • Paul Brightwell — contramestre Robert Hichens
      • Martin East — Reginald Lee
      • Gregory Cooke — Jack Phillips
      • Craig Kelly — Harold Bride
      • Liam Tuohy — Chefe Padeiro Charles Joughin
      • Terry Forrestal — Engenheiro Chefe Joseph G. Bell
      • Derek Lea como Chefe de Bombeiros (fogueiro) Barrett
    • Participações especiais:
      • Anatoly Sagalevich — Ele mesmo
      • Van Ling — Fang Lang
      • Anders Falk — imigrante sueco
      • Edward & Karen Kamuda — figurantes
  • PRODUÇÃO: James Cameron, Jon Landau, Paramount Pictures Corporation, Twentieth Century Fox Film Corporation e A Lightstorm Entertainment, Inc.
  • DISTRIBUIÇÃO: Paramount Pictures Corporation (Estados Unidos e Canadá) e Twentieth Century Fox Film Corporation (Internacional)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 1 de novembro de 1997 (Tóquio, Capital do Japão), 19 de dezembro de 1997 (Estados Unidos)
  • PREQUÊNCIA: Titânica (1992)
  • SEQUÊNCIA: A Camareira do Titanic (1997)
  • ONDE ASSISTIR:

Titanic é um filme épico histórico romântico americano de 1997, escrito e dirigido por James Cameron. Incorporando elementos históricos e ficcionais, é baseado em relatos do naufrágio do RMS Titanic em 1912. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet estrelam como membros de diferentes classes sociais que se apaixonam durante a fatídica viagem inaugural do navio. O elenco inclui Billy Zane, Kathy Bates, Frances Fisher, Bernard Hill, Jonathan Hyde, Danny Nucci, David Warner e Bill Paxton.

SINOPSE

Um artista pobre e uma jovem rica se conhecem e se apaixonam na fatídica viagem inaugural do Titanic em 1912. Embora esteja noiva do arrogante herdeiro de uma siderúrgica, a jovem desafia sua família e amigos em busca do verdadeiro amor.

LANÇAMENTO

Cinema: A distribuição de Titanic foi dividida entre a Paramount Pictures e a 20th Century Fox; a Paramount ficou responsável pela distribuição nos Estados Unidos e a Fox pelo lançamento internacional. Ambos os estúdios esperavam que Cameron concluísse o filme para lançamento em 2 de julho de 1997, "para explorar a lucrativa temporada de vendas de ingressos de verão, quando os filmes de grande sucesso geralmente têm um desempenho melhor". Em abril, Cameron disse que os efeitos especiais eram muito complicados e que lançar o filme naquela data não seria possível. Os estúdios consideraram adiar o lançamento para o final de julho ou a primeira semana de agosto, mas Harrison Ford, cujo filme Força Aérea Um seria lançado em 25 de julho, teria informado à Paramount, que havia produzido suas lucrativas franquias Indiana Jones e Jack Ryan, que nunca mais trabalharia com eles se lançassem Titanic tão perto de seu próprio filme. Em 29 de maio de 1997, a Paramount adiou a data de lançamento para 19 de dezembro de 1997. A nova data de lançamento seria compartilhada por Tomorrow Never Dies e Mouse Hunt. Isso levou muitos a especular que o filme não era muito bem feito. Uma exibição prévia em Minneapolis em 14 de julho foi recebida positivamente, e "[a] conversa na internet foi responsável por um boca a boca mais favorável sobre o [filme]". Isso acabou levando a uma cobertura de mídia mais positiva.

Cameron recusou-se a realizar a estreia mundial em Los Angeles. A Paramount discordou da decisão de Cameron, mas a Fox cedeu e realizou a estreia em 1 de novembro de 1997, no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, onde a reação foi descrita como "tímida" pelo The New York Times. Críticas positivas começaram a aparecer nos Estados Unidos; a estreia oficial em Hollywood ocorreu em 14 de dezembro de 1997, onde "as grandes estrelas de cinema que compareceram à abertura elogiaram entusiasticamente o filme para a mídia mundial". O filme teve uma estreia em Londres como uma Apresentação Real de Cinema, com a presença do Príncipe Charles.

Mídia doméstica: Titanic foi lançado mundialmente em formatos widescreen e pan and scan em VHS em 1º de setembro de 1998. Há duas fitas cassete separadas neste lançamento, pois o filme é dividido em duas partes. Mais de US$ 50 milhões foram gastos para comercializar o lançamento em vídeo doméstico. Ambos os formatos VHS também foram disponibilizados em um conjunto de presente de luxo com uma tira de filme montada e seis litografias impressas do filme. Nos primeiros 3 meses, o filme vendeu 25 milhões de cópias na América do Norte, com um valor total de vendas de US$ 500 milhões, tornando-se o vídeo live-action mais vendido, superando Independence Day. Nesse período, vendeu 58 milhões de cópias em todo o mundo, superando O Rei Leão em vendas, com uma receita mundial total de US$ 995 milhões. Em março de 2005, Titanic havia vendido 8 milhões de DVDs e 59 milhões de unidades de VHS. No Reino Unido, vendeu 1,1 milhão de cópias no primeiro dia de lançamento, tornando-se o lançamento em vídeo doméstico mais vendido do país. Manteve esse recorde até maio de 2002, quando Harry Potter e a Pedra Filosofal vendeu 1,2 milhão de unidades de vídeo doméstico no primeiro dia. Titanic permaneceu o DVD mais vendido no Reino Unido até que Mamma Mia! o ultrapassou em 2008. Na primeira semana de lançamento, Titanic rapidamente superou The Full Monty, vendendo um total de 1,8 milhão de cópias em vídeo doméstico. A NBC adquiriu os direitos de transmissão televisiva nos EUA por US$ 30 milhões, o que foi considerado uma pechincha.

Uma versão em DVD foi lançada em 31 de agosto de 1999, em uma edição de disco único apenas em widescreen (não anamórfica), sem recursos especiais além de um trailer de cinema. Cameron afirmou na época que pretendia lançar uma edição especial com recursos extras posteriormente. Este lançamento tornou-se o DVD mais vendido de 1999 e início de 2000, tornando-se o primeiro DVD a vender um milhão de cópias. Na época, menos de 5% dos lares americanos possuíam um aparelho de DVD. "Quando lançamos o DVD original de Titanic, a indústria era muito menor e os recursos extras não eram o padrão que são hoje", disse Meagan Burrows, presidente de entretenimento doméstico da Paramount, o que tornou o desempenho do DVD ainda mais impressionante.

Titanic foi relançado em DVD em 25 de outubro de 2005, quando uma Edição Especial de Colecionador com três discos foi disponibilizada nos Estados Unidos e Canadá. Esta edição continha uma transferência restaurada, uma mixagem de som surround 6.1 DTS-ES Discrete e vários recursos especiais. Nas regiões PAL, foram lançadas variantes com dois e quatro discos, comercializadas como Edição Especial e Edição de Colecionador Deluxe, respectivamente. Elas foram lançadas no Reino Unido em 7 de novembro de 2005. Uma Edição Limitada Deluxe com 5 discos também foi lançada exclusivamente no Reino Unido, com apenas 10.000 cópias fabricadas. O quinto disco contém o documentário de Cameron, Ghosts of the Abyss, distribuído pela Walt Disney Pictures. Ao contrário do lançamento individual de Ghosts of the Abyss, que continha dois discos, apenas o primeiro disco foi incluído no conjunto. Em 2007, para o décimo aniversário do filme, foi lançada uma Edição de 10º Aniversário em DVD, que consiste nos dois primeiros discos do conjunto de três discos de 2005 contendo o filme e os recursos especiais nesses discos.

Titanic foi lançado pela Paramount Home Entertainment em Blu-ray e Blu-ray 3D em 10 de setembro de 2012. A apresentação em 3D está dividida em dois discos e também possui certificação THX . Os recursos especiais em outro disco incluíam muitos dos presentes no DVD da Edição Especial de Colecionador de 2005, juntamente com dois novos documentários intitulados "Reflections on Titanic" e "Titanic: The Final Word with James Cameron". Este último foi exibido no National Geographic em 9 de abril de 2012 e teve Cameron como produtor executivo. Um lançamento em 4K foi lançado em 5 de dezembro de 2023, tanto em formato digital quanto em Ultra HD Blu-ray.

Após estar disponível no serviço de streaming Amazon Prime Video nos EUA em abril de 2023, Titanic ficou disponível na Netflix em julho de 2023, pouco depois da implosão do submersível Titan. Ficou disponível no Paramount+ em outubro de 2023 e no Prime Video por um período a partir de abril de 2024 e abril de 2025. Foi anunciado que chegaria ao Hulu em fevereiro de 2025. Estava disponível no serviço de streaming gratuito com anúncios Pluto TV em junho de 2023.

RECEPÇÃO

Bilheteria: Incluindo a receita dos relançamentos de 2012, 2017 e 2023, Titanic arrecadou US$ 674,3 milhões na América do Norte e US$ 1,590 bilhão em outros países, totalizando US$ 2,264 bilhões em todo o mundo. Tornou-se o filme de maior bilheteria de todos os tempos em todo o mundo em 1998, superando Jurassic Park (1993). O filme permaneceu assim por doze anos, até que Avatar (2009), também escrito e dirigido por Cameron, o ultrapassou em 2010. Ele manteria o recorde de filme de maior bilheteria da Paramount nos Estados Unidos até ser destronado por Top Gun: Maverick (2022) vinte e cinco anos depois. Em 1 de março de 1998, tornou-se o primeiro filme a arrecadar mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo e no fim de semana de 13 a 15 de abril de 2012 — um século após o naufrágio do navio original —, Titanic tornou-se o segundo filme a ultrapassar a marca de US$ 2 bilhões durante seu relançamento em 3D. O Box Office Mojo estima que Titanic seja o quinto filme de maior bilheteria de todos os tempos na América do Norte, considerando a inflação do preço dos ingressos. O site também estima que o filme vendeu mais de 128 milhões de ingressos nos EUA em sua exibição inicial nos cinemas.

Titanic foi o primeiro filme em língua estrangeira a fazer sucesso na Índia, que afirma ter o maior público de cinema do mundo. Um relatório do Hindustan Times atribui isso às suas semelhanças e temas compartilhados com a maioria dos filmes de Bollywood.

Estreia inicial nos cinemas: Titanic obteve uma frequência constante após sua estreia na América do Norte na sexta-feira, 19 de dezembro de 1997. Ao final do fim de semana, as salas de cinema começaram a lotar. O filme arrecadou US$ 8.658.814 no dia da estreia e US$ 28.638.131 no fim de semana de estreia, em 2.674 cinemas, com uma média de cerca de US$ 10.710 por sala, e ficou em primeiro lugar nas bilheterias, à frente de Mouse Hunt, Pânico 2 e 007 - O Amanhã nunca Morre. Ultrapassaria o recorde de O Poderoso Chefão Parte III de maior bilheteria no dia de Natal, gerando um total de US$ 9,2 milhões. Em seu segundo fim de semana, o filme arrecadou US$ 35,6 milhões, tornando-se a maior bilheteria de um fim de semana de dezembro, superando Pânico 2. No dia de Ano Novo, Titanic já havia arrecadado mais de US$ 120 milhões, sua popularidade havia aumentado e as salas de cinema continuavam lotadas. Em apenas 44 dias, tornou-se o filme mais rápido a atingir a marca de US$ 300 milhões nas bilheterias americanas, superando o recorde anterior detido por Jurassic Park, que levou 67 dias para fazê-lo. Titanic manteria esse recorde até 1999, quando foi superado por Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma. Além disso, o filme atingiu a marca de US$ 400 milhões em 66 dias, o que era o mais rápido na época, um recorde igualado por Homem-Aranha em 2002. Ambos os filmes foram superados em 2004 por Shrek 2.

O dia de maior bilheteria de Titanic foi sábado, 14 de fevereiro de 1998, quando arrecadou US$ 13.048.711, mais de oito semanas após sua estreia na América do Norte. Em 14 de março, ultrapassou Star Wars como o filme de maior bilheteria de todos os tempos na América do Norte. Permaneceu em primeiro lugar por 15 semanas consecutivas na América do Norte, um recorde para qualquer filme. Em abril de 1998, o primeiro lugar do filme foi ultrapassado por Perdidos no Espaço. Permaneceu em cartaz nos cinemas da América do Norte por quase 10 meses antes de finalmente sair de cartaz na quinta-feira, 1º de outubro de 1998, com uma bilheteria final doméstica de US$ 600.788.188, equivalente a US$ 1.176,8 milhões em 2024. Fora da América do Norte, o filme dobrou sua bilheteria norte-americana, gerando US$ 1.242.413.080 e acumulando um total geral de US$ 1.843.201.268 em todo o mundo desde sua exibição inicial nos cinemas.

Análise comercial: Vários críticos de cinema previram que Titanic seria um grande fracasso comercial, especialmente por ser o filme mais caro já feito na época. Quando foi exibido à imprensa no final de 1997, "foi com enormes pressentimentos", já que "as pessoas encarregadas das exibições acreditavam que estavam prestes a perder seus empregos – por causa desse grande fardo de filme no qual, finalmente, dois estúdios tiveram que se unir para compartilhar o grande fardo de sua produção". Cameron também pensou que estava "caminhando para o desastre" em um determinado momento durante as filmagens. "Trabalhamos nos últimos seis meses em Titanic com a absoluta certeza de que o estúdio perderia US$ 100 milhões. Era uma certeza." À medida que o filme se aproximava do lançamento, "uma crítica particularmente ácida foi dirigida a Cameron pelo que foi visto como sua arrogância e extravagância monumental". Um crítico do Los Angeles Times escreveu que "o orgulho desmedido de Cameron quase levou este projeto à ruína" e que o filme era "uma cópia batida e completamente derivada dos antigos romances de Hollywood".

É difícil esquecer o diretor no palco do Shrine Auditorium em Los Angeles, exultante, erguendo uma estatueta dourada do Oscar para o ar e gritando: "Eu sou o rei do mundo!" Como todos sabiam, essa era a frase mais famosa de Titanic, exclamada pelo personagem de Leonardo DiCaprio enquanto se inclinava contra o vento na proa do navio condenado. A entonação de Cameron da frase foi um enorme "vão se f****", diante de uma audiência televisiva de quase um bilhão de pessoas, para todos os detratores, especialmente aqueles sentados bem à sua frente.

— Christopher Goodwin do The Times sobre a resposta de Cameron às críticas de Titanic

Titanic estava em cartaz em 3.200 telas dez semanas após sua estreia, e, de suas quinze semanas consecutivas no topo das bilheterias, teve um aumento de 43% nas vendas totais em sua nona semana de lançamento. Arrecadou mais de US$ 20 milhões em cada um de seus primeiros 10 fins de semana, e, após 14 semanas, ainda faturava mais de US$ 1 milhão nos dias de semana. A 20th Century Fox estimou que sete por cento das adolescentes americanas tinham assistido a Titanic duas vezes até a quinta semana. Embora as jovens que assistiram ao filme várias vezes e, consequentemente, causaram a "Leo-Mania" fossem frequentemente creditadas por levá-lo ao seu recorde histórico de bilheteria, outros relatos atribuíram o sucesso ao boca a boca positivo e à repetição de espectadores devido à história de amor combinada com os efeitos especiais inovadores. O Hollywood Reporter estimou que, após um custo combinado de produção e promoção de 487 milhões de dólares, Titanic gerou um lucro líquido de 1,4 mil milhões de dólares, com um lucro moderno de até 4 mil milhões de dólares após fontes secundárias.

O impacto de Titanic nos homens também foi especialmente reconhecido. É considerado um dos filmes que fazem os homens chorarem, com Ian Hodder da MSNBC afirmando que os homens admiram o senso de aventura de Jack e seu comportamento ambicioso para conquistar Rose, o que contribui para o apego emocional que eles têm por Jack. Isso foi parodiado no filme Zumbilândia de 2009, onde o personagem Tallahassee (Woody Harrelson), ao relembrar a morte de seu filho pequeno, afirma: "Eu não chorava assim desde Titanic."

Scott Meslow, do The Atlantic, afirmou que, embora Titanic pareça inicialmente não precisar de defesa, dado o seu sucesso, é considerado um filme "para garotas de 15 anos" por seus principais detratores. Ele argumentou que descartar Titanic como mero entretenimento para adolescentes ignora a conquista do filme: "que este grandioso drama histórico romântico de mais de três horas é um filme para todos — incluindo garotos adolescentes". Meslow afirmou que, embora o filme tenha uma alta classificação entre homens menores de 18 anos, equiparando-se às avaliações de filmes voltados para o público adolescente masculino, como Homem de Ferro, é comum que meninos e homens neguem gostar de Titanic. Ele reconheceu sua própria rejeição ao filme quando criança, embora secretamente o adorasse. "É essa combinação de elementos — a história, o romance, a ação — que fez (e continua fazendo) de Titanic uma proposta irresistível para o público de todas as idades em todo o mundo", declarou. "Titanic tem falhas, mas apesar de todo o seu legado, é melhor do que a sua reputação mediana poderia sugerir. É um ótimo filme para meninas de 15 anos, mas isso não significa que não seja um ótimo filme para todos os outros também."

As citações do filme contribuíram para a sua popularidade. O bordão de Titanic, "Eu sou o rei do mundo!", tornou-se uma das citações mais populares da indústria cinematográfica. De acordo com Richard Harris, professor de psicologia da Universidade Estadual do Kansas, que estudou por que as pessoas gostam de citar filmes em situações sociais, usar citações de filmes em conversas do dia a dia é semelhante a contar uma piada e uma forma de demonstrar solidariedade com os outros. "As pessoas fazem isso para se sentirem bem consigo mesmas, para fazer os outros rirem, para se fazerem rir", disse ele.

Cameron explicou que o sucesso se deveu significativamente à experiência de partilha. "Quando as pessoas têm uma experiência muito impactante no cinema, querem partilhá-la. Querem chamar os amigos e levá-los para que também possam desfrutar", disse ele. "Querem ser a pessoa a dar a notícia de que aquilo é algo que vale a pena ter na vida. Foi assim que Titanic funcionou." A Media Awareness Network afirmou: "A taxa normal de repetição de um filme de grande sucesso nos cinemas é de cerca de 5%. A taxa de repetição de Titanic foi superior a 20%." Os rendimentos de bilheteira "foram ainda mais impressionantes" quando se levou em conta que "a duração do filme, de 3 horas e 14 minutos, significava que só podia ser exibido três vezes por dia, em comparação com as quatro sessões de um filme normal". Em resposta a isto, "[m]uitos cinemas começaram as sessões da meia-noite e foram recompensados com salas cheias até quase às 3h30 da manhã".

Titanic deteve o recorde de bilheteria por 12 anos. O filme seguinte de Cameron, Avatar, foi considerado o primeiro filme com uma chance real de superar sua bilheteria mundial, e o fez em 2010. Várias explicações foram dadas para o fato de Avatar ter conseguido desafiar Titanic. Por exemplo, "Dois terços da arrecadação de Titanic foram obtidos no exterior, e Avatar [seguiu] um padrão semelhante... Avatar estreou em 106 mercados globalmente e foi o número 1 em todos eles" e os mercados "como a Rússia, onde Titanic teve uma arrecadação modesta em 1997 e 1998, estão em alta hoje" com "mais salas de cinema e espectadores" do que nunca. Brandon Gray, presidente do Box Office Mojo, disse que, embora Avatar possa bater o recorde de receita de Titanic, é improvável que o filme o supere em número de espectadores. “Os preços dos ingressos eram cerca de US$ 3 mais baratos no final da década de 1990.” Em dezembro de 2009, Cameron afirmou: “Não acho realista tentar destronar Titanic. Alguns filmes muito bons foram lançados nos últimos anos. Titanic simplesmente tocou uma corda sensível.” Em uma entrevista de janeiro de 2010, ele deu uma opinião diferente sobre o assunto quando o desempenho de Avatar se tornou mais previsível, dizendo: “Vai acontecer. É só uma questão de tempo.”

A autora Alexandra Keller, ao analisar o sucesso de Titanic, afirmou que os estudiosos poderiam concordar que sua popularidade "parece depender da cultura contemporânea, das percepções da história, dos padrões de consumismo e globalização, bem como daqueles elementos que os cinéfilos experientes convencionalmente esperam de eventos cinematográficos gigantescos na década de 1990 – espetáculo de tela impressionante, ação expansiva e, mais raramente visto, personagens envolventes e drama épico."

Resposta crítica Inicial: Titanic recebeu críticas majoritariamente positivas da crítica especializada e foi bem recebido pelo público e por acadêmicos, que comentaram sobre seus impactos culturais, históricos e políticos.

Com relação ao projeto geral, Roger Ebert afirmou: "É impecavelmente elaborado, inteligentemente construído, com atuações fortes e fascinante ... Filmes como este não são apenas difíceis de fazer, mas quase impossíveis de fazer bem." Ele atribuiu as "dificuldades técnicas" ao fato de serem "tão assustadoras que é um milagre quando os cineastas também conseguem trazer o drama e a história em proporção" e "se viu convencido tanto pela história quanto pela triste saga". Ele o nomeou seu nono melhor filme de 1997. O programa de televisão Siskel & Ebert deu a Titanic "dois polegares para cima" e elogiou sua precisão na recriação do naufrágio do navio; Ebert o descreveu como "uma gloriosa epopeia de Hollywood" e "que valeu a pena esperar", e Gene Siskel achou Leonardo DiCaprio "cativante".

James Berardinelli afirmou: "Meticuloso nos detalhes, mas vasto em escopo e intenção, Titanic é o tipo de evento cinematográfico épico que se tornou uma raridade. Você não apenas assiste a Titanic, você o vivencia." Foi considerado o segundo melhor filme de 1997 por ele. Joseph McBride, da revista Boxoffice, concluiu: "Descrever Titanic como o maior filme de desastre já feito é subestimá-lo. A recriação de James Cameron do naufrágio do transatlântico 'inafundável' em 1912 é uma das mais magníficas obras de entretenimento popular sério já produzidas por Hollywood."

Os aspectos românticos e emocionalmente intensos foram igualmente elogiados. Andrew L. Urban, do Urban Cinefile, disse: "Você sairá de Titanic não falando sobre orçamento ou duração, mas sobre seu enorme poder emotivo, tão grande quanto os motores do próprio navio, tão determinado quanto suas hélices gigantes a penetrar em seu coração, e tão duradouro quanto a história de amor que o impulsiona." Owen Gleiberman, da Entertainment Weekly, descreveu o filme como "um espetáculo exuberante e aterrador de desgraça romântica. O roteirista e diretor James Cameron recriou a catástrofe que definiu o início do século XX em uma escala humana de anseio e pavor tão puros que toca os níveis mais profundos do cinema popular." Janet Maslin, do The New York Times, comentou que "o magnífico Titanic de Cameron é o primeiro espetáculo em décadas que honestamente convida à comparação com E o Vento Levou." Adrian Turner, da Radio Times, atribuiu-lhe quatro estrelas em cinco, afirmando: "O guião de Cameron não teria sustentado Clark Gable e Vivien Leigh durante 80 minutos, mas, de alguma forma, ele e o seu elenco mágico revivem aquele brilho de estúdio à moda antiga durante três horas fascinantes. Titanic é um ataque sumptuoso às emoções, com uma hora final que capta totalmente o horror e o medo congelante e paralisante do momento. E há planos isolados, como um mergulho impressionante, semelhante ao de um albatroz, à frente do navio a vapor, em que se sente Cameron a abraçar a própria alegria de tudo aquilo."

Titanic sofreu reações negativas além do seu sucesso. Alguns críticos consideraram que, embora os efeitos visuais fossem espetaculares, a história e os diálogos eram fracos. Richard Corliss, da revista Time, escreveu uma crítica predominantemente negativa, criticando a falta de elementos emocionais interessantes. A crítica de Kenneth Turan no Los Angeles Times foi particularmente mordaz. Desconsiderando os elementos emotivos, ele afirmou: "O que realmente provoca lágrimas é a insistência de Cameron de que escrever esse tipo de filme está dentro de suas capacidades. Não só não está, como está longe disso." Mais tarde, ele argumentou que a única razão pela qual o filme ganhou o Oscar foi por causa da sua bilheteria. Barbara Shulgasser, do San Francisco Examiner, deu a Titanic uma estrela de quatro, citando um amigo que disse: "O número de vezes neste roteiro incrivelmente mal escrito em que os dois [personagens principais] se referem um ao outro pelo nome foi uma indicação de quão dramaticamente o roteiro carecia de algo mais interessante para os atores dizerem."

Retrospectiva: Segundo Dalin Rowell, do /Film, "Com queixas sobre sua longa duração, observações de que certos personagens poderiam facilmente caber em móveis flutuantes e piadas sobre sua natureza melodramática, Titanic não é estranho à crítica moderna." Em 2002, o cineasta Robert Altman o chamou de "a obra mais terrível que já vi em toda a minha vida". Da mesma forma, o diretor da Nouvelle Vague francesa e ex -editor da Cahiers du Cinéma, Jacques Rivette, referiu-se a ele como "lixo" em uma entrevista de 1998 com Frédéric Bonnaud e foi particularmente crítico da atuação de Winslet, que ele disse ser "inassistível, a garota mais desleixada a aparecer na tela em muito, muito tempo". Em 2003, Titanic liderou uma pesquisa de "Melhores Finais de Filmes", mas também liderou uma pesquisa da Film 2003 como "o pior filme de todos os tempos".

Em seu estudo de 2012 sobre a vida dos passageiros do Titanic, o historiador Richard Davenport-Hines afirmou: "O filme de Cameron demonizou os americanos ricos e os ingleses cultos, anatematizando sua contenção emocional, bom vestuário, maneiras impecáveis e conhecimento gramatical, enquanto transformava os irlandeses pobres e os analfabetos em heróis românticos." A revista britânica de cinema Empire reduziu sua classificação de cinco estrelas, a classificação máxima, e uma crítica entusiasmada para quatro estrelas com uma crítica menos positiva em uma edição posterior, para atender aos gostos de seus leitores, que queriam se distanciar da propaganda e das atividades relatadas de seus fãs, como aqueles que assistiam a várias sessões do filme. Além disso, paródias positivas e negativas e outras sátiras semelhantes proliferaram e circularam na internet, muitas vezes inspirando respostas apaixonadas de fãs com opiniões diversas. Benjamin Willcock, do DVDActive.com, não entendia a reação negativa ou o ódio apaixonado. “O que realmente me irrita...”, disse ele, “são aqueles que fazem comentários maldosos sobre aqueles que gostam do filme.” Willcock afirmou: “Obviamente, não tenho nada contra aqueles que não gostam de Titanic , mas aqueles poucos que fazem você se sentir pequeno e patético por isso (e eles existem, acredite em mim) estão muito além da minha compreensão e simpatia.”

Em 1998, Cameron respondeu à reação negativa, e em particular à crítica de Kenneth Turan, escrevendo: "Titanic não é um filme que atrai as pessoas com propaganda chamativa e as cospe na rua se sentindo decepcionadas e enganadas. Elas retornam repetidamente para reviver uma experiência que lhes toma 3 horas e 14 minutos de suas vidas, e arrasta outras pessoas consigo, para que possam compartilhar a emoção." Cameron enfatizou que pessoas de todas as idades (de 8 a 80 anos) e de todas as origens estavam "celebrando sua própria humanidade essencial" ao assisti-lo. Ele descreveu o roteiro como sincero e direto, e disse que intencionalmente "incorpora universais da experiência e da emoção humanas que são atemporais – e familiares porque refletem nossa estrutura emocional básica" e que o filme conseguiu esse sucesso ao lidar com arquétipos. Ele não o considerou uma tentativa de agradar ao público. "Turan confunde arquétipo com clichê", disse ele. “Não compartilho da sua visão de que os melhores roteiros são apenas aqueles que exploram os limites da experiência humana, ou que exibem de forma vistosa diálogos espirituosos e cínicos para nossa admiração.”

Em 2000, Almar Haflidason, da BBC, escreveu que "as críticas já estavam afiadas muito antes de Titanic, de James Cameron , estar concluído. Os custos exorbitantes que o tornaram o filme mais caro do século XX e um elenco sem grandes estrelas pareciam condenar o filme antes mesmo do lançamento. Mas a bilheteria e a apreciação do público provaram que Cameron estava certo e muitos críticos errados." Ele acrescentou que "o naufrágio do grande navio não é segredo, mas para muitos superou as expectativas em termos de escala e tragédia" e que "quando se considera que [o filme] tem uma duração de três horas, o que é de entorpecer o traseiro, então temos um feito de entretenimento verdadeiramente impressionante alcançado por Cameron". A revista Empire acabou por restabelecer sua classificação original de cinco estrelas, escrevendo: "Não deveria ser surpresa, então, que tenha se tornado moda criticar Titanic, de James Cameron, aproximadamente ao mesmo tempo em que ficou claro que este era o filme favorito do planeta. De todos os tempos."

Em 2017, no 20º aniversário de seu lançamento, Titanic foi selecionado para preservação no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso por ser "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo". No mesmo ano, Cameron revisou a precisão do filme para o programa da National Geographic Titanic: 20 Anos Depois com James Cameron.

O clímax gerou muitos debates sobre se Jack e Rose deveriam ter conseguido caber na porta flutuante e sobreviver, tornando-se um dos aspectos mais comentados do filme. No 20º aniversário do filme, Cameron afirmou que era "meio bobo, na verdade, estarmos tendo essa discussão 20 anos depois". Em 2023, ele conduziu um estudo para o 25º aniversário do filme, que foi ao ar como parte de uma retrospectiva atualizada da National Geographic, sugerindo que era possível, mas improvável e dependia de inúmeras variáveis, após um teste anterior ter sido realizado em 2012 pelo MythBusters.

Titanic foi listado entre os 100 melhores filmes em uma pesquisa da Empire e em uma pesquisa posterior com membros da indústria cinematográfica. Em 2021, Dalin Rowell, do /Film, classificou-o como o terceiro melhor filme da carreira de Cameron, afirmando que é "facilmente um de seus melhores filmes, simplesmente porque desafiou as probabilidades" e considerando-o "uma conquista genuinamente notável — uma que, apesar de seu grande orçamento, tem um centro humilde e sincero. Mesmo com todas as piadas que a internet adora fazer, Titanic demonstra que Cameron é verdadeiramente capaz de tudo o que pode imaginar."

Em 2024, o Looper classificou-o em 44º lugar na sua lista dos "50 Melhores Filmes PG-13 de Todos os Tempos", escrevendo:

Os visuais imersivos de Cameron, alcançados por meio de efeitos especiais inovadores, transportam os espectadores de volta no tempo para a opulência do Titanic e o caos dilacerante de suas horas finais. A grandiosidade do filme, combinada com sua história trágica, expandiu os limites da narrativa e dos efeitos visuais, abrindo caminho para futuros sucessos de bilheteria.

Em 1998, o presidente chinês Jiang Zemin elogiou o filme durante um discurso no Congresso Nacional do Povo, a fim de demonstrar seu apoio às importações culturais ocidentais. Em 2025, o The Hollywood Reporter listou Titanic como tendo as melhores cenas de ação de 1997.

DESENVOLVIMENTO

Fotografia colorizada do RMS Titanic se preparando para partir de Southampton rumo a Cherbourg, onde embarcaria passageiros antes de iniciar sua viagem inaugural para Nova York em 10 de Abril de 1912.

“A história não poderia ter sido melhor escrita, mesmo que fosse ficção... A justaposição entre ricos e pobres, os papéis de gênero perpetuados até a morte (as mulheres primeiro), o estoicismo e a nobreza de uma era passada, a magnificência do grande navio, cuja escala só era comparável à insensatez dos homens que o conduziam descontroladamente pela escuridão. E, acima de tudo, a lição: a vida é incerta, o futuro desconhecido... o impensável, possível.”

— James Cameron

Pré-produção: Cameron sempre fora fascinado por naufrágios e considerava o Titanic "o Monte Everest dos naufrágios". Ele já estava quase no ponto da vida em que se sentia capaz de considerar uma expedição submarina, mas estava inquieto para explorar a vida da qual se afastara quando trocou as ciências pelas artes na faculdade. Depois que um filme IMAX, Titanica (1992), foi feito com imagens do naufrágio do Titanic, Cameron buscou financiamento em Hollywood para sua própria expedição. Ele disse que estava mais motivado pelo desejo de ver o naufrágio do que de fazer um filme.

Cameron escreveu um roteiro para um filme do Titanic, encontrou-se com executivos da 20th Century Fox, incluindo Peter Chernin , e apresentou-o como "Romeu e Julieta no Titanic". Cameron disse que os executivos não estavam convencidos do potencial comercial e, em vez disso, esperavam cenas de ação semelhantes às de seus filmes anteriores. Eles aprovaram o projeto, pois esperavam um relacionamento de longo prazo com Cameron.

Cameron convenceu a Fox a promover o filme com base na publicidade proporcionada pelas filmagens do naufrágio do Titanic, e organizou vários mergulhos ao longo de dois anos. Ele também convenceu a Fox de que filmar o naufrágio real, em vez de simulá-lo com efeitos especiais, proporcionaria valor: "Podemos fazer [as cenas] com modelos elaborados e tomadas de controle de movimento e computação gráfica e tudo mais, o que custará X quantia de dinheiro – ou podemos gastar X mais 30% e realmente ir filmar no naufrágio real."

DEMÉTER (DEUSA DA AGRICULTURA NA MITOLOGIA GREGA)

Retrato de uma dama da nobreza como Ceres, de François de Troy. "A identidade da modelo do nosso retrato é desconhecida, mas sua repres...