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sábado, 6 de junho de 2026

ANNE BONNY (PIRATA IRLANDESA)

Anne Bonny (ativa como pirata em 1719). Pirata irlandesa. Gravura retirada de A General History of the Pirates, vol. 1. Historia der Engelsche.
  • FALECIMENTO: Causa desconhecida; dezembro de 1733
  • TIPO: Pirata
  • POSIÇÃO: carregadora de pólvora
  • ANOS DE ATIVIDADE: Agosto – Outubro de 1720
  • BASE DE OPERAÇÕES: Caribe
  • FIDELIDADE: John Rackham
Anne Bonny (provavelmente falecida em 1733) foi uma pirata que serviu sob o comando de John Rackham. Entre as poucas piratas registradas na Era de Ouro da Pirataria, ela se tornou uma das piratas mais reconhecidas da época, bem como da história da pirataria em geral.

BIOGRAFIA

A data e o local de nascimento de Bonny são desconhecidos. Nada de definitivo se sabe sobre sua infância. Nenhuma fonte primária, incluindo a transcrição de seu próprio julgamento, menciona sua idade ou nacionalidade. Nenhuma Anne Bonny nascida no final do século XVII ou início do século XVIII foi encontrada nos registros de batismo da Irlanda, e é possível que ela não fosse de origem irlandesa. Não há registro de que Bonny tenha sido colona de Nassau antes de a ilha se tornar um ninho de piratas em 1713 sob o comando de Benjamin Hornigold . Antes de 22 de agosto de 1720, pouco se pode afirmar com certeza sobre a infância de Bonny.

Início da vida segundo Uma História Geral dos Piratas: Todos os detalhes relativos à infância de Bonny provêm de A General History of the Pyrates, do Capitão Charles Johnson (uma série de biografias de piratas bastante pouco confiável). Johnson afirmou que Bonny nasceu numa cidade perto de Cork, no Reino da Irlanda. Ela era filha de uma criada chamada Mary e de seu patrão, um advogado não identificado. Versões posteriores desta história referir-se-iam ao advogado como William Cormac e à mãe como Peg/Mary Brennan. Estes são nomes fictícios, mencionados pela primeira vez no romance de John Carlova, Mistress of the Seas, de 1964, que tem sido citado como facto durante muitos anos por historiadores como David Cordingly.

A esposa do advogado, cujo nome não foi divulgado, adoeceu e foi transferida para a casa da sogra, a poucos quilômetros de distância, para receber cuidados. Enquanto a esposa esteve ausente por quatro meses, o advogado iniciou um caso com Mary. A esposa do advogado descobriu o caso após uma confusão cômica envolvendo colheres de prata.

Este mal-entendido teatral começou quando um curtidor conhecido de Mary roubou três colheres de prata e as escondeu em sua cama. Mary chamou um policial, mas as colheres não foram encontradas. Quando a esposa voltou, o curtidor contou-lhe toda a história sobre o roubo das colheres de prata, mas confessou que era apenas uma brincadeira. A esposa encontrou as três colheres de prata na cama de Mary, como o curtidor havia afirmado. Ela ficou desconfiada, no entanto, pois o curtidor havia mencionado que as havia escondido dias antes. A esposa questionou por que Mary não estava dormindo em sua cama. A esposa então presumiu que seu marido a havia traído nos últimos quatro meses. A esposa permaneceu na cama e esperou pelo advogado, que chamou Mary e deitou-se em sua cama, confirmando o caso. A esposa então colocou as colheres de prata de volta na cama e, quando Mary foi dormir, as encontrou e as escondeu em seu baú. Mais tarde, a esposa acusou Mary de roubo e chamou um policial, que a prendeu injustamente. Com o caso exposto, a esposa separou-se do advogado e mudou-se para outra casa.

Mary engravidou do caso extraconjugal e deu à luz uma filha, Anne, enquanto estava na prisão. Após o nascimento de Anne, Mary foi libertada por pena. A sogra do advogado faleceu pouco tempo depois, deixando como principal fonte de renda uma pensão que sua ex-esposa lhe pagava por compaixão.

Nunca é revelado como Johnson ficou sabendo do roubo das colheres e da natureza exata do nascimento de Anne.

Como todos na cidade sabiam que Mary tinha dado à luz uma filha bastarda, o advogado criou Anne como um menino, alegando que ela era filha de um amigo. O advogado até esperava criar Anne como escriturária. A esposa do advogado logo descobriu quem era a criança e cortou toda a mesada que lhe dava. Em resposta, o advogado pôs fim à farsa e passou a viver abertamente com Anne como se fosse sua filha, mas esse escândalo prejudicou sua reputação e poucos moradores locais queriam trabalhar com ele. O advogado foi forçado a se mudar para outro lugar.

O advogado mudou-se primeiro para Cork, mas isso não se mostrou suficiente. Em seguida, mudou-se para a Província da Carolina, levando consigo Anne e sua mãe, Mary. Inicialmente, o advogado tentou continuar sua carreira jurídica, mas acabou se tornando comerciante. Ele obteve bastante sucesso como comerciante, ganhando dinheiro suficiente para comprar uma grande plantação. Em um período não especificado, Mary faleceu. Anne Bonny já era adulta.

Johnson afirma que Bonny possuía um temperamento violento, como supostamente ter esfaqueado uma empregada doméstica até a morte com uma faca, uma afirmação que ele considera imediatamente infundada. Ele também diz que ela certa vez ESPANCOU severamente um homem por tentar ESTUPRÁ-LA.

Não há exemplo documentado de um advogado que se tornou proprietário de plantação nas Carolinas nos séculos XVII e XVIII.

O advogado esperava que Bonny se casasse com um bom homem, mas ela se casou com um marinheiro pobre. O advogado ficou tão indignado que a expulsou. No volume original de Uma História Geral, o marido marinheiro não é nomeado. No volume II de Uma História Geral, lançado em 1728, o marinheiro é chamado de James Bonny.

Após serem expulsos, Anne e James Bonny mudaram-se para Nassau, na Ilha de New Providence, conhecida como um santuário para piratas. Johnson afirma que, após a chegada do governador Woodes Rogers no verão de 1718, James Bonny tornou-se um oficial menor do governador depois de receber um perdão. Anne não se importava muito com James e frequentemente o traía. É altamente improvável que James Bonny tenha servido a Woodes Rogers, já que nenhum James Bonny é mencionado na lista de piratas do Capitão Vincent Pearse que receberam o Perdão do Rei. Nenhuma documentação além de A General History sequer confirma a existência de um James Bonny, tornando possível que ele seja uma das criações ficcionais de Johnson, semelhante ao Capitão Misson.

JOHN RACKHAM E A PIRATARIA

Durante sua estadia em Nassau, Bonny conheceu John Rackham em algum momento. A natureza do relacionamento entre eles não é clara; uma História Geral afirma que era romântico, enquanto a transcrição do julgamento dela nada menciona sobre o assunto. É provável que ela já conhecesse Rackham bem no verão de 1720, após a Guerra da Quádrupla Aliança e dois anos após o início do governo de Rogers.

Em 22 de agosto de 1720, Bonny, Rackham e outra mulher, Mary Read, juntamente com cerca de 13 outros tripulantes piratas do sexo masculino, roubaram a chalupa William do ex-pirata e corsário John Ham, então ancorado no porto de Nassau, e partiram para o mar. A tripulação passou dois meses nas Índias Ocidentais atacando navios mercantes. Bonny participou da pirataria ao lado dos homens, distribuindo pólvora aos companheiros piratas, um trabalho geralmente chamado de "powder monkey" (algo como "macaco da pólvora"). Em 5 de setembro de 1720, o governador Rogers emitiu uma proclamação, posteriormente publicada no The Boston Gazette em 17 de outubro, exigindo a prisão de Rackham e seus associados. Entre os nomeados estão Anne Bonny e Mary Read.

Ann Bonny e Mary Read condenadas por pirataria em 28 de novembro de 1720 em um tribunal do vice-almirantado realizado em St. Jago de la Vega, em uma ilha da Jamaica: uma gravura em cobre colorizada. Gravado por Benjamin Cole, por volta de 1724 e Supostamente de autoria de Defoe, Daniel; Johnson, Charles (1724) Uma história geral dos roubos e assassinatos dos piratas mais notórios, Londres: T. Warner, pp. placa em frente à p. 117.

Uma História Geral afirma que Bonny acabou se apaixonando por outra pirata a bordo, apenas para descobrir que era Mary Read. Para aplacar o ciúme de Rackham, que suspeitava de envolvimento romântico entre os dois, Bonny disse-lhe que Read era uma mulher e o fez jurar segredo. Isso é improvável, já que a proclamação de Rogers nomeia ambas as mulheres abertamente. Desenhos posteriores de Bonny e Read enfatizariam sua feminilidade, embora isso também provavelmente não refletisse a realidade.

Uma vítima dos piratas, Dorothy Thomas, da Jamaica, descreveu em detalhes a aparência de Bonny e Read durante o julgamento. Ela disse que elas "usavam jaquetas masculinas, calças compridas e lenços amarrados na cabeça; e... cada uma delas tinha um facão e uma pistola nas mãos e xingavam e juravam aos homens que a matariam". Thomas também registrou que sabia que eram mulheres, "pelo tamanho de seus seios".

CAPTURA E PRISÃO

Em 22 de outubro de 1720, Rackham e sua tripulação foram descobertos perto de Negril Point por uma chalupa capitaneada por Jonathan Barnet, um ex-corsário. Rackham e sua tripulação resistiram brevemente, mas se renderam logo após o início da luta. O que Bonny e Read fizeram durante a luta não está claro. Uma História Geral afirma que Bonny e Read foram as únicas a revidar, mas a transcrição do julgamento não corrobora essa afirmação. Uma História Geral também afirma que Read matou um de seus companheiros piratas em um acesso de fúria; não há relatos de mortes no confronto. Eles foram levados para a Jamaica, onde, em grupos, foram julgados pelo crime de pirataria. Rackham foi julgado em 16 de novembro perante Nicholas Lawes, governador da Jamaica. Rackham foi rapidamente considerado culpado. Sua execução em Port Royal foi realizada dois dias depois, em 18 de novembro.

A Jolly Roger de Anne Bonny e Mary Read, tal como retratada na capa de Historie der Zee-Roovers, publicada em Amsterdã, em 1725.

Bonny foi julgado por pirataria juntamente com Mary Read em Spanish Town em 28 de novembro. Tal como Rackham, o julgamento foi curto e o veredicto inevitável. Depois de ouvir quatro testemunhas e de um breve período de discussão, o Governador Lawes considerou Bonny e Read culpados de pirataria e condenou ambos à forca.

Com a sentença proferida, Bonny e Read alegaram clemência, implorando por misericórdia por estarem grávidas. Um júri de matronas provavelmente concedeu-lhes uma suspensão da execução até que dessem à luz, mas também é provável que a alegação fosse falsa para adiar suas mortes. Read morreu na prisão por causas desconhecidas por volta de abril de 1721. Um registro de sepultamento da Paróquia de Santa Catarina lista seu sepultamento em 28 de abril de 1721 como "Mary Read, Pirata".

DESTINO

Não há registro da libertação de Bonny, e isso levou a muita especulação sobre seu destino. O capitão Charles Johnson escreve em A General History que: "Ela permaneceu na prisão até o momento de seu parto, e posteriormente teve sua pena suspensa de tempos em tempos; mas o que aconteceu com ela desde então não podemos dizer; apenas sabemos que ela não foi executada".

As alegações de que Bonny foi libertada por intervenção familiar e se mudou para as colônias americanas, morrendo por volta do final do século, são improváveis e parecem ter origem em Mistress of the Seas, de John Carlova. Tais alegações foram posteriormente amplificadas pelo livro de Tamara Eastman e Constance Bond, de 2000, The Pirate Trial of Anne Bonny and Mary Read, que afirmava que Bonny viveu até 1782. Os trabalhos posteriores de David Cordingly citaram extensivamente Eastman e Bond. A suposta evidência eram "documentos de família na coleção de descendentes" e uma bíblia da família. Essa evidência foi posteriormente comprovada como falsa.

Um registro de sepultamentos da Paróquia de Santa Catarina, que inclui Spanish Town, onde Bonny foi julgada, lista o sepultamento de uma "Ann Bonny" em 29 de dezembro de 1733. Esta mulher foi sepultada sem que sua família fosse mencionada ou com qualquer cerimônia. O sepultamento não foi marcado, nem foi usada lápide. Se for a Anne Bonny, então ela pode ter vivido uma vida discreta na Jamaica anos depois do fim de sua carreira de pirataria.

LEGADO

Apesar de uma carreira de apenas 61 dias, Anne Bonny está entre as piratas mais famosas da história, principalmente devido ao seu gênero. Em uma década, personagens inspiradas em Bonny já apareciam na cultura contemporânea. A primeira inspiração notável é Jenny Diver, na ópera de baladas Polly, de John Gay, de 1729. Apesar de já ter aparecido na peça anterior de Gay, The Beggars Opera, e de ser baseada na Jenny Diver histórica, sua caracterização em Polly é claramente inspirada em Bonny.

No século XIX, obras literárias como o livro "Pirates Own Book", de Charles Ellms , descreviam Bonny detalhadamente, muitas vezes com ilustrações. Um cartão de cigarros de 1888 retratava Bonny como ruiva, uma característica que persiste até hoje, apesar de não haver evidências que a sustentem. Filmes de capa e espada frequentemente incluíam uma mulher ruiva e elegante ou uma companheira pirata, ocasionalmente mencionando Bonny diretamente.

No século XXI, Bonny apareceu em centenas de livros, filmes, músicas, peças de teatro, programas de TV e videogames. Quase todas as personagens piratas femininas são, de alguma forma, inspiradas em Anne Bonny. Vários rumores e lendas atribuídos a Bonny, como enterrar tesouros, se espalharam por toda parte, apesar de serem falsos.

Especulações sobre a sexualidade de Bonny: Desde 1725, vários escritores afirmaram que Anne Bonny era AMANTE LÉSBICA de Mary Read. Isso nunca foi mencionado na transcrição do julgamento nem nos jornais, e só começou a aparecer depois que grande parte da lenda de Bonny já havia sido escrita, e por fontes altamente suspeitas.

A primeira menção escrita dessa afirmação encontra-se em uma reprodução não autorizada de A General History, intitulada The History and Lives of All the Most Notorious Pirates and Their Crews, lançada um ano após a verdadeira A General History. Na passagem que descreve o julgamento de Bonny e Read, o livro menciona brevemente que eles eram amantes. Como A General History em si não é confiável, essa afirmação não pode ser levada a sério. History and Lives é o único livro a afirmar que Bonny e Read eram amantes por quase um século. Uma cópia em forma de folheto de History and Lives repetiu a afirmação textualmente em 1813, mas, com exceção de alguns poucos trabalhos literários do final do século XIX, a discussão sobre a sexualidade de Bonny só começou de fato no século XX.

Essa afirmação reapareceu brevemente em 1914, por meio do livro do sexólogo Magnus Hirschfeld, A Homossexualidade dos Homens e das Mulheres. Assim como História e Vidas, contém apenas uma frase afirmando que Mary Read era lésbica.

A afirmação de que Bonny e Read eram lésbicas entrou em grande parte no entendimento popular através do artigo de 1972 da feminista radical Susan Baker, "Anne Bonny & Mary Read: They Killed Pricks", publicado em um jornal administrado pela organização separatista lésbica, The Furies Collective. Este artigo inspirou escritores como Steve Gooch, que por sua vez influenciou muitas representações na mídia.

Em 2020, uma estátua de Bonny e Read foi inaugurada em Execution Dock, em Wapping, Londres. As estátuas foram criadas em parte para a série de podcasts Hellcats, que se concentra em um relacionamento lésbico entre Bonny e Read. As próprias estátuas são representações abstratas de Bonny e Read, afirmando que uma completava emocionalmente a outra. Originalmente, planejava-se que as estátuas fossem colocadas permanentemente na Ilha de Burgh, no sul de Devon, mas esses planos foram retirados após reclamações de glamourização da pirataria e porque Bonny e Read não têm nenhuma associação com a ilha. As estátuas foram finalmente aceitas pelo Lewes FC em 2023.

Em última análise, é impossível determinar se Anne Bonny era amante de Mary Read. Nenhuma das duas deixou fontes primárias, e fontes como a transcrição do julgamento não mencionam suas vidas pessoais.

Na cultura popular: A lista a seguir não é exaustiva.

  1. Bonny aparece como personagem no romance americano de 1944, Lusty Wind for Carolina, de Inglis Fletcher.
  2. Binnie Barnes interpreta Bonny na produção da RKO de Frank Borzage de 1945, The Spanish Main.
  3. Jean Peters interpreta uma personagem baseada em Anne Bonny chamada capitã Anne Providence no filme de 1951 Anne of the Indies, que por sua vez é baseado num artigo de 1947 de Herbert Ravenel Sass.
  4. Hope Emerson interpreta Bonny no filme Double Crossbones (1951).
  5. Bonny foi interpretada por Diana Quick na produção de 1978 da RSC de The Women-Pirates Anne Bonney and Mary Read por Steve Gooch, no Aldwych Theatre em Londres.
  6. Tanto Bonny quanto Mary Read são mencionadas na letra de "Five Guns West" de Adam and the Ants, do álbum Prince Charming de 1981.
  7. "Anne Bonny" é o título da segunda faixa do álbum Government Plates de 2013 do Death Grips.
  8. Bonny aparece de forma proeminente no videogame Assassin's Creed IV: Black Flag e em seu remake Assassin's Creed Black Flag Resynced, dublada por Sarah Greene.
  9. Bonny foi interpretada por Clara Paget na série de TV Black Sails da Starz.
  10. Bonny é uma personagem principal na série documental da Netflix de 2021, The Lost Pirate Kingdom, onde é interpretada por Mia Tomlinson.
  11. Minnie Driver interpretou Bonny no episódio Fun and Games na segunda temporada da série da HBO Max Our Flag Means Death.
  12. Jewelry Bonney, uma pirata do anime One Piece de Eichiro Oda, recebeu o nome em homenagem a Anne Bonny.
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quinta-feira, 9 de abril de 2026

GUERREIROS DE FOGO (FILME NEERLANDO-ESTADUNIDENSE DE 1985)

Cartaz de lançamento teatral de Renato Casaro.
  • OUTROS TÍTULOS: Guerreiros de Fogo (Brasil), Kalidor, a Lenda do Talismã (Portugal)
  • GÊNERO: Aventura, Fantasia, Espada e Feitiçaria
  • ORÇAMENTO: U$17.900.000
  • BILHETERIA: U$6.948.908
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 29 Minutos
  • DIREÇÃO: Richard Fleischer
  • ROTEIRO: Clive Exton e George MacDonald Fraser (Baseado na Red Sonya de Rogatino, a personagem de Robert E. Howard)
  • CINEMATOGRAFIA: Giuseppe Rotunno
  • EDIÇÃO: Frank J. Urioste
  • MÚSICA: Ennio Morricone
  • ELENCO:
    • Brigitte Nielsen — Red Sonja
    • Arnold Schwarzenegger — Lorde Kalidor
    • Sandahl Bergman — Rainha Gedren
    • Paul Smith — Falkon
    • Ernie Reyes Jr. — Tarn
    • Ronald Lacey — Ikol
    • Pat Roach — Brytag
    • Terry Richards — Djart
    • Janet Agren — Varna
    • Donna Osterbuhr — Kendra
    • Lara Naszinsky — a serva de Gedren
    • Hans Meyer — o pai de Red Sonja
    • Francesca Romana Coluzzi — a mãe de Red Sonja.
    • Stefano Mioni — Barlok, irmão de Sonja Vermelha.
    • Tutte Lemkow — Mago
    • Kiyoshi Yamazaki — Kyobo
    • Tad Horino — Mestre da Espada
    • Sven-Ole Thorsen — guarda-costas de Lord Brytag (não creditado)
    • Erik Holmey — guarda-costas de Lorde Brytag (não creditado)
  • PRODUÇÃO: Christian Ferry e a Dino De Laurentiis Corporation
  • DISTRIBUIÇÃO: MGM/UA Entertainment Co.
  • DATA DE LANÇAMENTO: 3 de Julho de 1985
  • PREQUÊNCIA: Conan, o Destruidor (1984)
  • SEQUÊNCIA: Conan, o Bárbaro (2011)
  • ONDE ASSISTIR:
Red Sonja é um filme épico americano de espada e feitiçaria de 1985 dirigido por Richard Fleischer e escrito por Clive Exton e George MacDonald Fraser. É baseado em Red Sonya de Rogatino de Robert E. Howard.

SINOPSE

Mulher decide vingar-se de uma rainha poderosa depois que ela dizima sua família em busca de um talismã que lhe dá mais poder. Em sua vingança, ela conta com a ajuda de um guerreiro, por quem acaba se apaixonando.

RECEPÇÃO

Resposta crítica:
  • Cinemascore: D+
Schwarzenegger comentou: "É o pior filme que já fiz." Ele brincou: "Agora digo aos meus filhos que, se eles se comportarem mal, serão obrigados a assistir Red Sonja dez vezes seguidas. Deve estar funcionando, porque nunca tive muitos problemas com nenhum deles."

John Grant, que escreveu a entrada do filme na Enciclopédia da Fantasia (1997), deu uma crítica negativa a Red Sonja, comentando: "Moralmente duvidoso (o lesbianismo de Gedren é retratado como um de seus atributos malignos) e pior interpretado do que as palavras podem explicar, Red Sonja é uma grande vergonha."

O historiador de cinema Leonard Maltin deu ao filme 1,5 de um total de 4 estrelas. Ele prosseguiu citando o filme como: "Espetacularmente tolo... Embora possa divertir os espectadores juvenis, a maior parte da diversão para os adultos está em decidir quem tem a pior atuação - Brigitte Nielsen ou Sandahl Bergman."

Joe Kane, o "Fantasma do Cinema", deu ao filme 1 de 4 estrelas. Segundo ele, "Enquanto Conan, o Bárbaro, era espada e feitiçaria, este é grunhido e gemido: os atores grunhem, enquanto o público geme... Em meio a atuações artificiais, alívio cômico redundante e narrativa desajeitada, o feito mais impressionante de Arnold Schwarzenegger é conseguir ficar fora de cena por mais da metade do tempo de duração, apesar de ser o protagonista."

Siskel e Ebert também deram críticas negativas ao filme, embora ambos o considerassem involuntariamente engraçado. Tanto Gene Siskel quanto Roger Ebert concordaram que o filme era mal feito, mas continha humor exagerado o suficiente para que pudesse ter sido concebido como uma paródia; Ebert observou o "diálogo que soa como se os atores já tivessem lido a paródia deste filme na revista Mad". Ambos os críticos riram durante suas resenhas, principalmente quando Siskel observou a posição estranha da estátua de Buda.

Andrea Wright, escrevendo para o Journal of Gender Studies, argumentou que o filme representa uma representação problemática das mulheres, porque a personagem Red Sonja é sexualizada e depende de uma contraparte masculina.

Prêmios: O filme foi indicado a três prêmios Framboesa de Ouro: Pior Atriz (Brigitte Nielsen), Pior Revelação (Nielsen) e Pior Atriz Coadjuvante (Sandahl Bergman). Nielsen ganhou na categoria de Pior Revelação, compartilhada por sua atuação em Rocky IV, na 6ª edição do Framboesa de Ouro.

DESENVOLVIMENTO


Uma adaptação cinematográfica da personagem Red Sonya de Rogatino, de Robert E. Howard, foi anunciada pela primeira vez em 1983, com Ralph Bakshi na direção. A produção foi adiada por um ano e Bakshi foi substituído por Richard Fleischer, que também dirigiu a adaptação anterior de Robert E. Howard com Arnold Schwarzenegger, Conan, o Destruidor.

Em Conan, o Bárbaro, Sandahl Bergman interpretou Valeria, uma ladra e o grande amor de Conan. Bergman foi convidada para o papel de Sonja Vermelha, mas recusou, optando por interpretar a vilã Rainha Gedren. O produtor do filme, Dino De Laurentiis, encontrou-se com a atriz Laurene Landon e estava prestes a oferecer-lhe o papel de Sonja Vermelha até descobrir que ela havia participado de um filme anterior chamado Hundra; temendo que fosse muito semelhante, De Laurentiis decidiu não lhe dar o papel. Em "Surpresa!", um episódio da 5ª temporada de 2015 de The Real Housewives of Beverly Hills, a atriz de novela Eileen Davidson revelou que fez um teste para o papel e que, na verdade, ficou em segundo lugar, atrás de Brigitte Nielsen. De Laurentiis levou quase um ano para encontrar uma atriz "amazônica" o suficiente para interpretar a personagem principal; Ele ainda estava procurando, oito semanas antes da produção programada, quando viu Brigitte Nielsen na capa de uma revista de moda. A jovem de 21 anos, natural de Helsingør, Dinamarca, que estava em Milão para um trabalho de modelo, logo se viu em um avião rumo a Roma e a um teste de tela bem-sucedido.

George MacDonald Fraser, que recentemente adaptou Vinte Mil Léguas Submarinas para De Laurentiis, foi contratado para trabalhar no roteiro durante as filmagens. Várias cenas foram filmadas na Itália, ao redor do maciço do Gran Sasso (Celano, Campo Felice e Campo Imperatore) e em estúdios em Roma.

No mercado italiano, o filme foi renomeado para Yado, com Schwarzenegger no pôster, como se ele fosse o personagem principal. Lorde Kalidor passou a ser chamado de Yado, e é assim que ele se apresenta a Sonja quando se encontram pela primeira vez.

MÚSICA

A trilha sonora de Red Sonja foi composta e conduzida por Ennio Morricone.

Lista de faixas do primeiro lançamento em LP:
  1. Suíte Sinfônica para Coro e Orquestra - Parte I (16:37)
  2. Suíte Sinfônica para Coro e Orquestra - Parte II (18:42)
Lista de faixas do lançamento em CD:
  1. Prólogo (01:24)
  2. Título principal (02:22)
  3. O Talismã (03:15)
  4. Ataque ao Templo (01:39)
  5. Toque (01:03)
  6. Sonja e o Mestre da Espada (01:49)
  7. Morte de Vanna (02:00)
  8. O Portão de Brytag (01:47)
  9. Sonja vs. Brytag (01:14)
  10. Lutando contra os soldados (03:36)
  11. A Câmara das Luzes (02:02)
  12. Feitiçaria (00:46)
  13. Sonja ensina Tarn (01:33)
  14. Tesouro na Caverna (02:07)
  15. Kalidor e Sonja (01:43)
  16. Uma Luta Justa (01:50)
  17. Entrando no Castelo (02:12)
  18. Sonja derrota a rainha (01:36)
  19. Créditos finais (03:42)
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

A Marvel Comics publicou uma adaptação em quadrinhos do filme escrita por Louise Simonson e ilustrada por Mary Wilshire e Vince Colletta em Marvel Super Special #38. A adaptação também esteve disponível como uma minissérie de duas edições.

REINÍCIO


Um segundo filme de Red Sonja estava em desenvolvimento há vários anos. Em 2008, Robert Rodriguez e sua produtora, Troublemaker Studios, estavam trabalhando em uma versão que teria Rose McGowan como protagonista. No entanto, em 2009, o projeto de Rodriguez foi cancelado e, em fevereiro de 2010, a Nu Image, detentora dos direitos, estava avançando com um novo filme, que seria dirigido por Simon West. O produtor Avi Lerner disse que gostaria de ver Amber Heard no papel de Sonja, depois de ter trabalhado com ela em Fúria Sobre Rodas. Lerner disse que as filmagens começariam antes da sequência de Conan, o Bárbaro. Em agosto de 2012, na estreia de Os Mercenários 2, West disse que o filme estava parado na produção. Em fevereiro de 2015, foi noticiado que Christopher Cosmos havia sido contratado como roteirista do novo filme.

Em novembro de 2017, o Deadline noticiou que a Millennium Films financiaria e produziria um novo filme da Red Sonja, com Lerner e Joe Gatta na produção, juntamente com Mark Canton e Courtney Solomon, da Cinelou Films, e roteiro de Ashley Miller. Em setembro de 2018, o The Hollywood Reporter noticiou que o estúdio estava considerando Bryan Singer para dirigir o filme. Em outubro de 2018, Singer foi confirmado como diretor. Em 11 de fevereiro de 2019, a Millennium Films anunciou que Red Sonja não fazia mais parte de sua lista de filmes, devido a recentes alegações de abuso sexual contra Singer. Em março de 2019, de acordo com um artigo de Charlotte Kirk, Lerner retirou Singer do projeto por não conseguir garantir uma distribuidora nos Estados Unidos. Em junho de 2019, Joey Soloway foi contratado para escrever, dirigir e produzir o filme. Em 26 de fevereiro de 2021, o The Hollywood Reporter anunciou que Tasha Huo escreveria o filme. Em 5 de maio de 2021, a mesma publicação anunciou que Hannah John-Kamen havia sido escalada para o papel principal. As filmagens estavam previstas para 2022. John-Kamen e Solway deixaram o projeto posteriormente. A Millennium Films então escolheu MJ Bassett para escrever e dirigir o filme e abriu um teste de elenco para o papel principal. O papel principal foi então interpretado por Matilda Lutz e o filme foi lançado em 2025.

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segunda-feira, 16 de março de 2026

O AGENTE SECRETO (FILME BRASILO-EUROPEU DE 2025)

Cartaz brasileiro do filme O Agente Secreto (2025).
  • GÊNERO: drama, suspense, thriller político
  • ORÇAMENTO: R$27.000.000 (Sendo R$ 7,5 milhões captado através do Fundo do Setor Audiovisual (FSA), gerido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), e o restante de fontes da Alemanha, França e Países Baixos.)
  • BILHETERIA: R$75.400.000
  • DURAÇÃO: 2 Horas, 40 Minutos e 30 Segundos
  • DIREÇÃO: Kleber Mendonça Filho
  • ROTEIRO: Kleber Mendonça Filho
  • CINEMATOGRAFIA: Evgenia Alexandrova
  • EDIÇÃO: Matheus Farias e Eduardo Serrano
  • DIREÇÃO DE ARTE: Thales Junqueira
  • FIGURINO: Rita Azevedo Gomes
  • MÚSICA: Mateus Alves e Tomaz Alves Souza
  • ELENCO:
    • Wagner Moura — Armando/ Marcelo/ /Fernando (presente)
    • Carlos Francisco — Seu Alexandre
    • Tânia Maria — Dona Sebastiana
    • Enzo Nunes — Fernando
    • Robério Diógenes — Euclides
    • Maria Fernanda Cândido — Elza
    • Luciano Chirolli — Henrique Guirotti
    • Gabriel Leone — Bobbi
    • Roney Villela — Augusto
    • Hermila Guedes — Claudia
    • Isabél Zuaa — Tereza Vitória
    • Licínio Januário — Antonio
    • Isadora Ruppert — Dani
    • Alice Carvalho — Fátima
    • Laura Lufési — Flávia
    • Thomás Aquino — Arlindo
    • Igor de Araújo — Sergio
    • Udo Kier — Hans
    • João Vitor Silva — Haroldo
    • Kaiony Venâncio — Vilmar
    • Suzy Lopes — Carmem
    • Buda Lira — Anízio
    • Beto Quirino — Guarda Desidério
  • PRODUÇÃO: Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura, Brent Travers, Leontine Petit e Fred Burle
    • Companhia(s): CinemaScópio Produções (Brasil), MK2 Films (França), Lemming Film (Países Baixos), One Two Films (Alemanha), Arte France Cinéma (França), Black Rabbit Media, Itapoan e a Vitrine Filmes (coprodução)
  • DISTRIBUIÇÃO: Vitrine Filmes (Brasil), Neon (América do Norte), MUBI (Reino Unido, Irlanda, Índia, América Latina; exceto Brasil), Ad Vitam Distribution (França), Port au Prince Pictures (Alemanha) e Nitrato Filmes (Portugal)
  • DATA DE LANÇAMENTO: 18 de maio de 2025 (Cannes, França), 6 de novembro de 2025 (Brasil e Portugal)
  • ONDE ASSISTIR: Internet Archive (Áudio Original em Português)
O Agente Secreto é um filme neo-noir brasileiro com coprodução francesa, neerlandesa e alemã de drama, suspense e thriller político de 2025, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho. Produzido pela CinemaScópio (Brasil), o filme teve sua estreia mundial no Festival de Cannes em 18 de maio de 2025, onde competiu pela Palma de Ouro. Na ocasião, venceu os prêmios de Interpretação Masculina para Wagner Moura e Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho, além do Prêmio FIPRESCI da competição oficial e o Prix des Cinémas d’Art et Essai, concedido pela Associação Francesa de Cinemas de Arte (AFCAE).

SINOPSE

Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.

LANÇAMENTO

O Agente Secreto teve sua estreia mundial em 18 de maio de 2025, como parte da Seleção Oficial do 78º Festival de Cannes, onde competiu pela Palma de Ouro.

O filme estreou em 6 de novembro de 2025 nos cinemas brasileiros com distribuição da Vitrine Filmes, sendo precedido por duas semanas de pré-estreias. Na França, o lançamento está previsto para janeiro de 2026 pela Ad Vitam Distribution. Nos Estados Unidos e Canadá, o filme terá distribuição da Neon. No Reino Unido, Irlanda, Índia e no restante da América Latina (exceto Brasil), o longa possui distribuição da MUBI. A distribuição na Alemanha será feita pela Port au Prince Pictures. Em Portugal, o filme possui distribuição da Nitrato Filmes e estreou em 6 de novembro de 2025.

Em dezembro de 2025, com seis semanas em cartaz nos cinemas, o filme alcançou a marca de 1 milhão de espectadores, tornando-se o primeiro filme brasileiro produzido fora do eixo Sul-Sudeste a alcançar este número de ingressos vendidos no país.

RECEPÇÃO
  • Rotten Tomatoes:
  • IMDb:
  • Metacritic:
Crítica especializada: Carlos Aguilar, do The Playlist, classificou o filme como: "Uma obra-prima imponente, imersa em história e com uma adoração palpável pelo cinema", elogiando a produção de Thales Junqueira e a forma como o filme explora a memória e a verdade. Peter Bradshaw, do britânico The Guardian, deu ao filme 5 de 5 estrelas, descrevendo-o como um "brilhante drama brasileiro sobre um acadêmico em fuga nos anos 1970". A crítica da BBC Culture, baseada em impressões da Sight and Sound, chamou o filme de um "thriller político estiloso e vibrante" que "compensa em excitação o que lhe falta em sutileza", destacando a atuação de Wagner Moura e a atmosfera criada por Mendonça Filho.

Mariana Canhisares, do Omelete, considerou O Agente Secreto um "fantástico thriller" que utiliza o gênero de espionagem para discutir o apagamento de informações e identidades durante a ditadura, elogiando a direção de Kleber Mendonça Filho e as atuações do elenco, especialmente Wagner Moura. A revista francesa Les Cahiers du Cinéma, através de resenhas publicadas por outros veículos que a citam, destacou o filme como um "thriller com toques fantásticos evocando a ditadura militar" e um "belo e amplo afresco política", embora um crítico a tenha achado complicado em alguns momentos devido a desvios na trama.

As críticas em geral elogiaram a direção de arte, o figurino, a fotografia e a trilha sonora por sua contribuição na criação da atmosfera e na recriação da época. Alguns críticos mencionaram a longa duração (158 minutos) como um ponto de atenção, mas geralmente justificável pela complexidade da trama e profundidade temática.

O filme foi escolhido pela revista britânica The Economist para integrar sua lista de melhores filmes de 2025, ao lado de Ainda Estou Aqui. Foi eleito pela The Hollywood Reporter o melhor filme de 2025.

Repercussão política e cultural: A premiação do filme em Cannes gerou forte repercussão no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou a equipe em suas redes sociais, afirmando que os "prêmios em Cannes mostram que cinema de nosso País não deve nada para ninguém".O sucesso do filme também foi visto como um impulsionador do cinema brasileiro no cenário internacional e fortaleceu as especulações sobre uma possível indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026.

Submissão ao Oscar: Embora Mendonça Filho tenha sido preterido duas vezes pela comissão brasileira de inscrição para o Oscar de Melhor Longa-Metragem Internacional, por duas produções aclamadas pela crítica: Aquarius em 2016 e Bacurau em 2019, esperava-se que O Agente Secreto fosse a escolha segura do país após sua exibição bem-sucedida no Festival de Cannes 2025 e a forte campanha contínua na temporada de premiações pela distribuidora Neon.

Em agosto, o filme foi pré-selecionado juntamente com outros cinco longas-metragens, com a decisão final do país prevista para ser anunciada em 15 de setembro. Pouco depois, surgiram relatos sugerindo uma possível rejeição em favor de Manas, que foi apoiado por 70 empresas de alto perfil por seu suposto "assunto urgente no Brasil". O movimento criou um alvoroço público devido à percepção de abuso político e pessoal do processo de inscrição no Oscar, em vez do mérito e da lógica comercial.

Após a indignação online, que incluiu um vídeo de quatro minutos de Fernanda Torres apoiando sua seleção, O Agente Secreto foi confirmado pela Academia Brasileira de Cinema como a submissão oficial do país em 15 de setembro.

Em 22 de janeiro, o filme foi confirmado na lista final dos indicados ao prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional. O Agente Secreto também foi indicado para concorrer nas categorias de Melhor Filme, Melhor Elenco e Melhor ator com Wagner Moura.

DESENVOLVIMENTO

Exército Brasileiro em exercício de tiro, Praia Grande, Estado de São Paulo, Brasil, Ano 1975.

Roteiro: O Agente Secreto nasceu do desejo de Kleber Mendonça Filho de realizar um "exercício histórico", ambientando a trama em 1977, durante o governo de Ernesto Geisel, um período da ditadura militar brasileira que o diretor considera menos explorado no cinema em comparação com os anos de chumbo mais intensos. O roteiro foi escrito por Mendonça Filho ao longo de três anos, num processo descrito por ele como difícil, com longos períodos de improdutividade até que a história "passa a se escrever sozinha". O roteiro finalizado continha 167 páginas.

A inspiração inicial para um elemento da trama veio de uma notícia de um jornal australiano sobre um tubarão encontrado com uma perna humana em seu ventre, que se transformou em uma homenagem a filmes de exploração dentro da narrativa. Outra sequência, envolvendo uma bomba de gasolina, originou-se de um curta-metragem que o diretor nunca chegou a filmar. Mendonça Filho afirmou que busca com seus filmes "suscitar ideias" em vez de "levar uma mensagem", e que desejava fazer um filme sobre os anos 70 com "detalhes do coração", explorando como indivíduos navegam e resistem a um sistema opressor. O abrigo de "refugiados" no filme simboliza um "bunker de afeição".

O processo de seleção do elenco incluiu a jovem atriz mineira Laura Lufési, que interpreta Flavia, após um processo de testes. O filme marca a segunda colaboração de Mendonça Filho com Udo Kier, após Bacurau.

Financiamento: O Agente Secreto é uma coprodução internacional envolvendo Brasil, França, Holanda e Alemanha. As produtoras principais são a brasileira CinemaScópio Produções, a francesa MK2 Films (também creditada como MK Productions), a holandesa Lemming Film e a alemã One Two Films. Arte France Cinéma (França), Black Rabbit Media, Itapoan e a distribuidora brasileira Vitrine Filmes também participam como coprodutoras.

O filme recebeu apoio financeiro de diversas instituições:
  1. Brasil: Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Ancine, através da Lei do Audiovisual.
  2. França: Centre national du cinéma et de l'image animée (CNC), através do programa "Aide aux cinémas du monde avant réalisation" (Ajuda aos cinemas do mundo antes da realização) e "Aide à l'édition en vidéo physique" (Ajuda para edição em vídeo físico).
  3. Holanda: Netherlands Film Fund, através do Film Production Incentive em 2024. Leontine Petit da Lemming Film e Fred Burle são coprodutores associados à Holanda. Dora Amorim atuou como produtora executiva. Todos possuem ligações com programas de desenvolvimento audiovisual europeus como EAVE (European Audiovisual Entrepreneurs) e PUENTES.
  4. Alemanha: Recebeu €150.000 do Medienboard Berlin-Brandenburg e €60.000 do FFA (German Federal Film Fund).
Filmagens: As filmagens de O Agente Secreto ocorreram ao longo de dez semanas, entre junho e agosto de 2024, com locações nas cidades de Recife, Pernambuco, e São Paulo.

Mendonça Filho buscou recriar suas memórias afetivas de Recife em 1977, focando em detalhes como decoração, objetos, carros, jornais e telegramas para construir uma "maquiagem bem-feita do passado" que ainda ressoasse com o presente. A abordagem não visava uma reconstituição exata de incidentes da ditadura, mas sim criar uma "atmosfera tensa, densa e cheia de texturas" e um "clima sufocante" que dialogasse com questões contemporâneas. Locais icônicos de Recife, como a Praça do Sebo e o Cinema São Luiz, são centrais na narrativa, refletindo o interesse contínuo do diretor por cinemas como espaços de memória e vivência comunal, tema já explorado em seu documentário Retratos Fantasmas.

A direção de fotografia de Evgenia Alexandrova, a direção de arte de Thales Junqueira e o figurino de Rita Azevedo foram cruciais para estabelecer a estética "vintage" e a atmosfera do filme. Críticos destacaram o uso de lentes anamórficas e dioptrias divididas por Mendonça Filho, elementos estilísticos que contribuem para a linguagem visual do filme.

Pós-produção: A montagem do filme foi realizada por Matheus Farias e Eduardo Serrano, que trabalharam para dar forma à narrativa complexa e em camadas, com duração final de 158 minutos. A trilha sonora original é de Mateus Alves e Tomaz Alves Souza, que já colaboraram com Mendonça Filho em trabalhos anteriores. Críticas mencionam o uso de clássicos brasileiros na trilha sonora, contribuindo para a imersão na época.

PRÊMIOS
  1. Festival de Cinema de Cannes 24 de maio de 2025
    1. Prêmio de Interpretação Masculina Wagner Moura
    2. Prêmio de Melhor Diretor Kleber Mendonça Filho
  2. Prêmio FIPRESCI (Competição Oficial)
  3. Prix des Cinémas d’Art et Essai (AFCAE)
  4. Festival de Cinema de Jerusalém 25 de julho de 2025 
  5. Prêmio Nechama Rivlin de Melhor Filme Internacional
  6. Festival de Cinema de Lima 16 de setembro de 2025 Prêmio do Júri de Melhor Filme (Competição Latino-Americana de Ficção)
  7. Prêmio do Júri da Crítica Internacional de Melhor Filme
  8. Menção Honrosa APRECI de Melhor Filme na Competição Latino-Americana de Ficção.
  9. Festival Biarritz Amérique Latine 18 de setembro de 2025 Abrazo d’honneur para Kleber Mendonça Filho
  10. Festival de Cinema de Zurique 26 de setembro de 2025 Golden Eye Award para Wagner Moura
  11. Film Festival Cologne 6 de outubro de 2025 Prêmio The Hollywood Reporter para Kleber Mendonça Filho
  12. Arthouse Cinema Award
  13. Critics Choice Celebration of Latino Cinema & Television 24 de outubro de 2025 Melhor Diretor  para Kleber Mendonça Filho
  14. Festival Internacional de Cinema de Chicago
    1. Prêmio de Melhor Ator para Wagner Moura
  15. Festival de Cinema de Virgínia 26 de outubro de 2025
    1. Prêmio Craft por Realização em Fotografia para Evgenia Alexandrova
  16. Festival Internacional de Cinema de Gáldar 27 de outubro de de 2025 Melhor Filme
  17. Newport Beach Film Festival 5 de novembro de 2025 Melhor Performance para Wagner Moura
  18. Festival Internacional de Cinema de Estocolmo 14 de novembro de 2025 Melhor Fotografia para Evgenia Alexandrova
  19. Festival de Cinema de Key West 17 de novembro de 2025 Prêmio da Crítica para
  20. Satellite Awards 10 de março de 2026 
    1. Melhor Ator (Drama) para Wagner Moura
    2. Melhor Filme Internacional
  21. New York Film Critics Circle Awards 2 de dezembro de 2025 
    1. Melhor Filme Internacional
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
  22. Atlanta Film Critics Circle Awards 3 de dezembro de 2025 Top 10 Melhores Filmes
  23. IndieWire Honors 4 de dezembro de 2025 
    1. Performance Award para Wagner Moura
  24. Los Angeles Film Critics Association Awards 7 de dezembro de 2025 
    1. Melhor Atuação Principal
    2. 2.º Lugar em Melhor Filme
    3. Melhor Filme Internacional
  25. Toronto Film Critics Association Awards 7 de dezembro de 2025 
    1. 2.º Lugar em Melhor Atuação Principal para Wagner Moura
    2. 2.º Lugar em Melhor Filme Internacional
  26. Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana 12 de dezembro de 2025 
    1. Melhor Direção & Melhor Roteiro para Kleber Mendonça Filho
    2. Melhor Direção Artística para Thales Junqueira
    3. Melhor Montagem para Matheus Farias e Eduardo Serrano
    4. Melhor Trilha Sonora para Tomaz Alves Souza e Mateus Alves
  27. Austin Film Critics Association 18 de dezembro de 2025 na categoria Melhor Filme Internacional
  28. Boston Online Film Critics Association 20 de dezembro de 2025 
    1. Top 10 Filmes
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
  29. Portland Critics Association 31 de dezembro de 2025 
    1. 2.º Lugar em Melhor Filme Internacional
  30. Puerto Rico Critics Association 2 de janeiro de 2026
    1. 2.º Lugar em Melhor Ator para Wagner Moura
    2. 2.º Lugar em Melhor Filme Internacional
  31. National Society of Film Critics 3 de janeiro de 2026 
    1. 3.º Lugar em Melhor Filme
    2. 2.º Lugar em Melhor Ator para Wagner Moura
    3. 3.º Lugar em Melhor Roteiro para Kleber Mendonça Filho
    4. Melhor Filme em Língua Não Inglesa
  32. Critics Choice Awards 4 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional
  33. New York Film Festival 8 de janeiro de 2026 Troféu Golden Beast gata Carminha (personagens Liza e Elis)
  34. Prêmios Globo de Ouro 11 de janeiro de 2026
    1. Melhor Filme em Língua Não Inglesa
    2. Melhor Ator em Drama para Wagner Moura
  35. Music City Film Critics’ Association Awards 12 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional
  36. National Board of Review 13 de janeiro de 2026 Top 5 Filmes Internacionais
  37. Associação de Críticos de Santiago de Compostela 15 de janeiro de 2026 
    1. Melhor Roteiro para Kleber Mendonça Filho
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
    3. Melhor Atriz Coadjuvante para Tânia Maria
  38. Lumière Awards 18 de janeiro de 2026 Melhor Coprodução Internacional
  39. Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) 27 de janeiro de 2026 Melhor Filme
  40. Prêmio Especial do Júri Honraria para Tânia Maria
  41. Online Film Critics Society Awards 26 de janeiro de 2026 de Melhor Ator para Wagner Moura
  42. Film Independent Spirit Award 15 de fevereiro de 2026 de Melhor Filme Internacional
  43. Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) 5 de fevereiro de 2026 Melhor Longa-Metragem Brasileiro
  44. Top 10 Longas-Metragens Brasileiros
  45. Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara 8 de fevereiro de 2026 
    1. Prêmio Virtuosos 
    2. Honraria para Wagner Moura
  46. International Cinephile Society 8 de fevereiro de 2026
    1. Melhor Ator para Melhor Diretor 
    2. Kleber Mendonça Filho
    3. Melhor Roteiro Original
    4. Melhor Atriz Coadjuvante para Tânia Maria
    5. Melhor Filme
    6. Melhor Elenco
  47. Paris Film Critics Awards 8 de fevereiro de 2026 de Melhor Ator para Wagner Moura
  48. Latino Entertainment Film Awards 9 de fevereiro de 2026 
    1. Melhor Ator
    2. Melhor Filme Internacional - Língua Não Inglesa
INDICAÇÕES
  1. Oscar 15 de março de 2026):
    1. Melhor Filme para Emilie Lesclaux
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
    3. Melhor Filme Internacional 
    4. Melhor Seleção de Elenco para Gabriel Domingues
  2. Festival de Cinema de Cannes 24 de maio de 2025 Palma de Ouro Kleber Mendonça Filho
  3. Festival de Cinema de Sydney 15 de junho de 2025 Sydney Film Prize
  4. Miskolc International Film Festival 13 de setembro de 2025 Emeric Pressburger Prize
  5. Federação Internacional de Críticos de Cinema 21 de setembro de 2025 FIPRESCI Grand Prix por Melhor Filme do Ano
  6. Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 24 de setembro de 2025 City of Donostia (San Sebastian Audience Award)
  7. Festival de Cinema de Hamburgo 8 de outubro de 2025 Hamburg Producers Award
  8. Festival Internacional de Cinema de Chicago
    1. Categoria Gold Hugo
  9. Gotham Awards 1 de dezembro de 2025
    1. Melhor Roteiro Original para Kleber Mendonça Filho
    2. Melhor Atuação Principal para Wagner Moura
  10. Prêmio César 26 de fevereiro de 2026 Melhor Filme Estrangeiro Indicado
  11. Dorian Film Awards 3 de março de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira
  12. Vancouver Film Critics Circle 23 de fevereiro de 2026 Melhor Filme Internacional
  13. Gold Derby Film Awards 25 de fevereiro de 2026
    1. Melhor Filme
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
    3. Melhor Roteiro Original para Kleber Mendonça Filho
    4. Melhor Filme Internacional
  14. BAFTA 22 de fevereiro de 2026 
    1. Melhor Roteiro Original para Kleber Mendonça Filho
    2. Melhor Filme em Língua Não-Inglesa
  15. Washington DC Area Film Critics Association 7 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional
  16. Phoenix Critics Circle 11 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional
  17. Chicago Film Critics Association 11 de dezembro de 2025
    1. Melhor Filme Internacional
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
  18. San Francisco Bay Area Film Critics Circle 14 de dezembro de 2025
    1. Melhor Ator para Wagner Moura
    2. Melhor Filme Internacional
  19. St. Louis Film Critics Association 14 de dezembro de 2025 
    1. Melhor Ator para Wagner Moura
    2. Melhor Filme 
    3. Melhor Filme Internacional
  20. Seattle Film Critics Society Awards 15 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional
  21. Indiana Film Journalists Association 15 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional
  22. New York Film Critics Online 15 de dezembro de 2025
    1. Melhor Filme Internacional
    2. Melhor Ator para Wagner Moura
  23. San Diego Film Critics Society 15 de dezembro de 2025 
    1. Melhor Ator
    2. Melhor Filme Internacional
  24. Austin Film Critics Association 18 de dezembro de 2025 
    1. Melhor Ator para Wagner Moura
    2. Melhor Roteiro Original para Kleber Mendonça Filho
    3. Melhor Filme
  25. Las Vegas Film Critics Society 19 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional
  26. Florida Film Critics Circle 19 de dezembro de 2025
    1. Melhor Ator para Wagner Moura
    2. Melhor Elenco para Gabriel Domingues
    3. Melhor Design de Produção e Direção de Arte para Thales Junqueira
    4. Melhor Filme Internacional
  27. Georgia Film Critics Association 27 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional
  28. North Texas Film Critics Association 29 de dezembro de 2025 Melhor Filme Internacional
  29. Alliance of Women Film Journalists 31 de dezembro de 2025 
    1. Melhor Filme
    2. Melhor Filme Internacional
    3. Melhor Ator para Wagner Moura
  30. New Jersey Film Critics Circle 31 de dezembro de 2025
    1. Melhor Filme Indicado
    2. Melhor Filme Internacional
  31. Puerto Rico Critics Association 2 de janeiro de 2026
    1. Melhor Filme
    2. Melhor Roteiro Original para Kleber Mendonça Filho
    3. Melhor Montagem para Matheus Farias e Eduardo Serrano
  32. Minnesota Film Critics Association 2 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional
  33. Critics Choice Awards 4 de janeiro de 2026 de Melhor Ator para Wagner Moura
  34. Columbus Film Critics Association 8 de janeiro de 2026
    1. Melhor Atuação Principal
    2. Melhor Filme Internacional
  35. The Astra Film Awards 9 de janeiro de 2026 Melhor Ator em Filme de Drama para Wagner Moura
  36. Prêmio Excelência em Atuação Honraria
  37. Melhor Filme Internacional
  38. AARP Movies for Grownups Awards 10 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira
  39. Greater Western New York Film Critics Association 10 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira
  40. Prêmios Globo de Ouro 11 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Drama
  41. Hawaii Film Critics Society Awards 12 de janeiro de 2026
    1. Melhor Ator
    2. Melhor Filme em Língua Estrangeira
  42. North Dakota Film Society Awards 12 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional
  43. Chicago Indie Critics 15 de janeiro de 2026 Melhor Filme Internacional
  44. Utah Film Critics Association 17 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira 
  45. Houston Film Critics Society 20 de janeiro de 2026
    1. Melhor Filme
    2. Melhor Filme Internacional
    3. Melhor Ator para Wagner Moura
  46. Denver Film Critics Society 24 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira
  47. North Carolina Film Critics Association 26 de janeiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira
  48. Online Film Critics Society Awards 26 de janeiro de 2026
    1. Melhor Filme
    2. Melhor Filme Internacional
    3. Melhor Ator para Wagner Moura
    4. Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho
    5. Melhor Roteiro
    6. Melhor Atriz para Alice Carvalho
    7. London Critics’ Circle Film Awards 1 de fevereiro de 2026 Melhor Filme em Língua Estrangeira
  49. Film Independent Spirit Award 15 de fevereiro de 2026 de Melhor Ator para Wagner Moura
  50. International Cinephile Society 8 de fevereiro de 2026
    1. Melhor Fotografia para Evgenia Alexandrova
    2. Melhor Montagem para Matheus Farias e Eduardo Serrano
    3. Melhor Design de Produção para Thales Junqueira
    4. Melhor Design de Som para Tijn Hazen
  51. Online Film & Television Association 15 de fevereiro de 2026 
    1. Melhor Ator para Wagner Moura
    2. Melhor Filme 
    3. Melhor Filme em Língua Estrangeira
  52. Paris Film Critics Awards 8 de fevereiro de 2026 
    1. Melhor Filme
    2. Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho
  53. Latino Entertainment Film Awards 9 de fevereiro de 2026
    1. Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho
    2. Melhor Atriz Coadjuvante para Tânia Maria
    3. Melhor Fotografia para Evgenia Alexandrova
    4. Melhor Montagem para Matheus Farias e Eduardo Serrano
    5. Melhor Design de Produção para Thales Junqueira e Mariana Kinker
    6. Melhor Figurino para Rita Azevedo
    7. Melhor Filme 
    8. Melhor Roteiro Original
    9. Melhor Elenco

FONTES: Neto, Weslley (9 de outubro de 2025). «Fora da Lei Rouanet, como 'O Agente Secreto' teve apoio de R$ 7,5 milhões?». Splash. UOL. Consultado em 12 de outubro de 2025
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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

ROQUE BRASILIANO (BUCANEIRO HOLANDÊS)

Página número 9 de The Buccaneers of America (1678).

  • NOME COMPLETO: Gerrit Gerritszoon
  • NASCIMENTO: Groningen, Holanda
  • DESAPARECIMENTO: c. 1671 No mar
  • ANOS ATIVOS: 1654–1671
  • BASE DE OPERAÇÕES: Port Royal, Jamaica
Roque Brasiliano ou Roque Brasileiro (também grafado Roche, Roc ou Rock Brasiliano ou Braziliano) (c. 1630 – desaparecido em 1671, m. c. 1675), foi um pirata holandês da cidade de Groningen. Ele ficou famoso pela primeira vez no livro de Alexandre Exquemelin de 1678, The Buccaneers of America; Exquemelin não sabia o nome verdadeiro de Braziliano, mas historiadores argumentaram que seu provável nome verdadeiro era Gerrit Gerritszoon e que ele e seus pais haviam se mudado para o Brasil holandês. Ele é conhecido como "Roche Braziliano", que em inglês se traduz como "Rock the Brazilian", devido ao seu longo exílio no Brasil.

CARREIRA DE PIRATA

Roche Braziliano foi um bucaneiro notoriamente cruel que operou em Port Royal, Jamaica. Ele era um corsário na Bahia, Brasil, antes de se mudar para Port Royal em 1654. Ele liderou um motim e adotou a vida de um bucaneiro. Em sua primeira aventura, ele capturou um navio de imenso valor e o trouxe de volta em segurança para a Jamaica. Ele acabou sendo capturado e enviado para a Espanha, mas escapou com ameaças de vingança de seus seguidores. Ele logo retomou sua carreira criminosa, comprando um novo navio do colega pirata François l'Olonnais e mais tarde navegando na companhia de Henry Morgan e Joseph Bradley, entre outros. O primeiro imediato de Braziliano, Yellows, acabou se tornando um capitão por direito próprio, navegando com Braziliano, Morgan e outros em ataques contra os espanhóis.
 

ATROCIDADES

Bêbado e depravado, Braziliano ameaçava atirar em qualquer um que não bebesse com ele. Ele ASSOU VIVOS dois fazendeiros espanhóis em espetos de madeira depois que eles se recusaram a entregar seus porcos. Ele tratava seus prisioneiros espanhóis barbaramente, normalmente cortando seus membros ou ASSANDO-OS VIVOS no fogo. Os espanhóis o temiam tanto que as mães espanholas usavam seu nome como um palavrão para seus filhos.

Há também histórias de que ele obrigava prisioneiros espanhóis a comerem seus companheiros. A bordo de seu navio, ele torturava e assassinava espanhóis capturados SEM JUSTA CAUSA. Como bandeira pirata, ele carregava a imagem de um esqueleto com o texto "O cadáver de um espanhol".

Roc, o brasileiro, capturando a tripulação do barco, da série Piratas da Espanha (N19) para Allen & Ginter Cigarettes, impressão, George S. Harris & Sons (MET, 63.350.201.19.11).
DESTINO

Depois de 1671, Braziliano nunca mais foi visto ou ouvido. Até hoje, ninguém sabe o que aconteceu com o pirata holandês. Se ele (junto com seu navio e seus homens) se perderam no mar em uma tempestade brutal, foram capturados secretamente ou se possivelmente se aposentaram e viveram o resto da vida no anonimato é uma questão controversa.

CULTURA POPULAR

Um pirata chamado Roc Brasiliano foi interpretado por Anthony Quinn no filme de capa e espada de 1952 Contra Todas as Bandeiras.

Roche Braziliano é um dos piratas apresentados no jogo Sid Meier's Pirates!
O fantasma do Capitão Roche é encontrado em uma batalha de chefe em Renowned Explorers: International Society da Abbey Games 

Pode ser o homônimo do personagem Rocks D. Xebec de One Piece.

"Rock Brasileiro" é destaque no jogo de tabuleiro "Tortuga 1667" como personagem jogável.

FONTES: Pickering, David. "Pirates". CollinsGem. HarperCollins Publishers, New York, NY. pp-52, 201. 2006.

Zuidhoek, Arne (2006). Piratenencyclopedie (in Dutch). pp. 20–24.

 Platt, Richard (1995). Eyewitness Guide to Pirates. London: Dorling Kindersley. p. 64. ISBN 0-7513-6035-X.

 Lunsford, Virginia W. (2005). Piracy and Privateering in the Golden Age Netherlands. Palgrave Macmillan. pp. 62–63. ISBN 1-4039-6692-3.

 Pyle, Howard. Howard Pyle's Book of Pirates. ISBN 1-60303-278-9

 Marley, David (2010). Pirates of the Americas. Santa Barbara CA: ABC-CLIO. ISBN 9781598842012. Retrieved 22 August 2017.

 Pickering, David. "Pirates"
 The Monarchs of the Main. Routledge, Warne, & Routledge. 1861.

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