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sábado, 25 de abril de 2026

DINOSSAURO (FILME DE ANIMAÇÃO ESTADUNIDENSE DO ANO 2000)

Pôster do filme Dinossauro, de 2000.
  • OUTROS TÍTULOS:
  • GÊNERO:
  • ORÇAMENTO: U$$127.500.000
  • BILHETERIA: U$349.822.765
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 22 Minutos
  • DIREÇÃO: Ralph Zondag e Eric Leighton
  • ROTEIRO: John Harrison, Robert Nelson Jacobs e Walon Green
    • História: Thom Enriquez e Ralph Zondag
  • CINEMATOGRAFIA: David Hardberger e S. Douglas Smith
  • EDIÇÃO: H. Lee Peterson
  • MÚSICA: James Newton Howard
  • ELENCO:
    • DB Sweeney — Aladar, um jovem Iguanodon corajoso e compassivo
    • Alfre Woodard — Plio, uma lêmure sábia que cuida de sua família
    • Ossie Davis — Yar, um lêmure de temperamento rude, mas coração bondoso.
    • Max Casella — Zini, um lêmure adolescente espirituoso e um tanto azarado,
    • Evan Sabara — Zini quando criança.
    • Hayden Panettiere — Suri, uma jovem lêmure doce e divertida.
    • Samuel E. Wright — Kron, irmão de Neera e líder dos Iguanodons sobreviventes
    • Julianna Margulies — Neera, uma Iguanodon gentil e sensata
    • Peter Siragusa — Bruton, o tenente Iguanodon de Kron
    • Joan Plowright — Baylene, uma Brachiosaurus idosa
    • Della Reese — Eema, uma estiracossauro idosa
  • PRODUÇÃO: Pam Marsden, Walt Disney Feature Animation, The Secret Lab e a Spikes Up
  • DISTRIBUIÇÃO: Buena Vista Film Distribution Company, Inc.
  • DATA DE LANÇAMENTO:
  • ONDE ASSISTIR:
Dinosaur (bra/prt: Dinossauro) é um filme norte-americano de animação produzido pela Walt Disney Feature Animation e distribuído pela Walt Disney Pictures. Foi o 39º Clássico Disney e primeiro longa-metragem animado por computador da Disney fora da Pixar, embora não seja oficialmente rotulado como um dos clássicos animados no Reino Unido, onde Selvagem (2006) está incluído no cânone em vez. Originalmente, um filme independente, que não foi incluído no cânon até 2008.

SINOPSE

O filme acompanha um jovem Iguanodon que foi adotado e criado por uma família de lêmures em uma ilha tropical. Eles são forçados a ir para o continente devido ao impacto catastrófico de um meteorito; em busca de um novo lar, eles se juntam a uma manada de dinossauros rumo aos "Ninhos", mas precisam lidar com o líder severo do grupo, bem como com perigos externos, como o predador Carnotauro.

LANÇAMENTO

O filme estreou no El Capitan Theatre em 13 de maio de 2000. Em conjunto com seu lançamento nos cinemas, o filme foi acompanhado por um centro de exposições interativo exclusivo sobre dinossauros adjacente ao El Capitan Theatre, intitulado The Dinosaur Experience. Recebeu uma classificação PG da Motion Picture Association of America devido a "imagens intensas".

Marketing: Semelhante ao marketing promocional de O Rei Leão (1994), a Disney iniciou a divulgação de Dinossauro anexando um teaser trailer composto inteiramente pela cena de abertura do filme ao lançamento nos cinemas de Toy Story 2 (1999). O mesmo trailer também foi incluído no lançamento em vídeo doméstico de Tarzan (1999), e no lançamento em DVD da Coleção Clássica de Ouro da Walt Disney de Os Aristogatos (1970). Um segundo trailer foi lançado posteriormente, em março, e anexado ao lançamento nos cinemas de O Caminho para El Dorado (2000), da DreamWorks Animation.

Para promover o lançamento de Dinosaur, a atração "Countdown to Extinction" do parque temático Animal Kingdom foi renomeada em homenagem ao filme, e seu enredo, que sempre teve como protagonistas um Carnotauro e um Iguanodonte, foi ligeiramente alterado para que o Iguanodonte fosse especificamente Aladar, o protagonista do filme, e a trama da atração agora gira em torno dos visitantes viajando no tempo até um ponto pouco antes do impacto do meteorito que causou a extinção dos dinossauros não-aviários, para trazer Aladar de volta ao presente e salvar sua vida. Um "Jubileu dos Dinossauros" foi realizado na DinoLand USA do Animal Kingdom. O evento ocorreu de maio a julho de 2000 e incluiu jogos interativos, música e uma exibição da réplica do dinossauro Sue. Uma atração interativa baseada no filme também foi inaugurada temporariamente na Discoveryland da Disneyland Paris.

O McDonald's lançou uma promoção de quatro semanas em maio de 2000. A cadeia de restaurantes vendeu McLanches Felizes com o tema de dinossauros, que incluíam brinquedos como fantoches de mão e figuras de dinossauros falantes. Também realizou o concurso "Choque, Combine e Ganhe" nos Estados Unidos, onde os clientes podiam colecionar peças de jogo com suas refeições para ter a chance de ganhar vários prêmios. A Mattel também produziu brinquedos baseados no filme, e a cadeia Disney Store vendeu outros produtos baseados no filme.

Mídia doméstica: O filme foi lançado em VHS e DVD em 30 de janeiro de 2001. Também foi lançado em DVD de Edição de Colecionador com 2 discos no mesmo dia. Ambos os lançamentos em DVD possuem certificação THX e uma trilha de áudio DTS 5.1. Na versão de Edição de Colecionador, o primeiro disco continha recursos bônus suplementares, incluindo dois comentários em áudio: um dos diretores Ralph Zondag e Eric Leighton e dos supervisores de efeitos, e o outro da produtora Pam Marsden e dos animadores. Também apresentava jogos interativos e um curta educativo explicando as várias eras pré-históricas. O segundo disco contém diversos documentários de bastidores, incluindo testes de animação iniciais.

Em dezembro de 2001, a Variety relatou que foi o quarto lançamento em vídeo doméstico mais vendido do ano, atrás de Shrek, Como o Grinch Roubou o Natal e Pearl Harbor. Vendeu 10,6 milhões de cópias e arrecadou US$ 198 milhões. Foi relançado em VHS em 25 de fevereiro de 2003. O filme foi lançado em Blu-ray com apresentação original em widescreen em 19 de setembro de 2006, tornando-se o primeiro filme de animação a ser lançado nesse formato.

Videojogo:

Em 16 de maio de 2000, a Disney Interactive lançou um videogame baseado no filme em um CD-ROM para Microsoft Windows/Mac como parte da série Activity Center. Além disso, a Ubisoft lançou um videogame derivado para Dreamcast, PlayStation, PlayStation 2, PC e Game Boy Color.

RECEPÇÃO

Bilheteria: Durante seu fim de semana de estreia, Dinosaur arrecadou US$ 38,8 milhões em 3.257 cinemas nos Estados Unidos e Canadá, superando Gladiador e Road Trip para conquistar o primeiro lugar. O filme foi ultrapassado por Missão: Impossível 2 no fim de semana seguinte.

No Reino Unido, Dinosaur arrecadou US$ 3 milhões em seu fim de semana de estreia, liderando as bilheterias e superando Nutty Professor II: The Klumps, Road Trip, Billy Elliot e Romeo Must Die. Foi ultrapassado por What Lies Beneath durante seu segundo fim de semana. Em seu terceiro fim de semana, o filme retornou brevemente ao primeiro lugar com US$ 3,1 milhões antes de ser novamente destronado por What Lies Beneath em seu quarto fim de semana. No Japão, teve uma estreia recorde para um filme da Disney com uma arrecadação de US$ 5 milhões no fim de semana de estreia, superando o recorde estabelecido por Toy Story 2. O filme também ultrapassou Tarzan para ter a maior estreia na Tailândia para um filme de animação com US$ 440.000, enquanto alcançou a terceira maior estreia de 2000 no país, depois de X-Men e Missão: Impossível 2.

Arrecadou US$ 137,7 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 212,1 milhões em outros territórios, totalizando US$ 348,8 milhões em todo o mundo. Os altos custos de produção e marketing do filme impediram que ele se pagasse durante seu lançamento nos cinemas.

Resposta crítica:
  • Cinemascore: A
Roger Ebert deu ao filme três estrelas em quatro, elogiando os "visuais incríveis", mas criticando a decisão de fazer os animais falarem, o que, em sua opinião, anulou o esforço para tornar o filme tão realista. Ebert escreveu: "Um enorme esforço foi feito para fazer esses dinossauros parecerem reais, e então um esforço ainda maior foi feito para minar a ilusão". No programa de televisão Roger Ebert & the Movies , o filme recebeu duas avaliações positivas, com a apresentadora convidada Michaela Pereira, do programa Internet Tonight da ZDTV, elogiando ainda mais as performances vocais dos personagens. Todd McCarthy, da Variety, chamou-o de "um espetáculo visual de tirar o fôlego", mas mais tarde escreveu: "em algum momento na metade do filme, você começa a se acostumar com a maravilha visual — a até mesmo a considerá-la como algo natural — e começa a perceber que os personagens e a história são extremamente banais, previsíveis e pré-programados". Peter Keough, do Boston Phoenix, disse: "Talvez seja só o detestador do Barney em mim, mas prefiro meus dinossauros sem diálogos." A. O. Scott, em sua crítica para o The New York Times, elogiou a sequência de abertura como "um espetáculo visual e sonoro que o resto do filme nunca consegue igualar. Aquelas dezenas de animadores e consultores técnicos conjuraram um mundo pré-humano repleto de vida, e os primeiros minutos do filme o apresentam em um panorama deslumbrante e visualmente impactante." Resumindo a crítica, ele escreveu mais tarde que "[o] motivo para assistir a este filme não é ouvir os dinossauros, mas vê-los se mover, maravilhar-se com seus pescoços graciosos e membros desajeitados e notar como eles emergem convincentemente para a luz do sol ou se molham."

Kenneth Turan, do Los Angeles Times, escreveu que o filme "surpreende e desanima como apenas os produtos mais elaborados e ambiciosos de Hollywood conseguem. Uma maravilha técnica que aponta a animação gerada por computador para um futuro brilhante, também é caricato da pior maneira possível, prisioneiro de pontos de enredo banais e diálogos infantis e excessivamente piegas." Mark Caro, do Chicago Tribune, escreveu: "A ação é fácil de acompanhar e a tela nunca é entediante. Mas, para uma história que se passa há cerca de 65 milhões de anos, Dinossauro depende terrivelmente de peças recicladas recentemente." Desson Howe, em sua crítica para o The Washington Post, considerou o filme "um tanto derivativo e sem um arco narrativo" e afirmou que era muito semelhante a Em Busca do Vale Encantado.

Indicações:
  1. 28º Prêmio Annie
    1. Prêmio Individual de Melhor Direção em um Longa-Metragem Ralph Zondag e Eric Leighton Indicado
    2. Prêmio Individual de Melhor Música em uma Produção de Longa-Metragem de Animação James Newton Howard
    3. Prêmio Individual por Storyboard em Produção de Longa-Metragem de Animação Thom Enriquez
    4. Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Dublagem em Longa-Metragem de Animação Della Reese
    5. Prêmio Individual por Melhor Animação de Efeitos Simon O'Connor
  2. 27º Prêmio Saturno Melhor Filme de Fantasia e Melhor Música James Newton Howard
DESENVOLVIMENTO


“O motivo pelo qual eu quis fazer isso foi porque tinha essa visão cósmica sobre a evolução. Parece um pouco exagerado, mas teria sido realmente bom... Havia uma batalha gigantesca no final, enquanto um cometa se aproximava cada vez mais da Terra. A luta era entre o simpático Estiracossauro e o antagonista Tiranossauro rex, e embora o mocinho vença, não há mais nada a ganhar porque o cometa atinge a Terra e todos os dinossauros morrem. Os lêmures sobrevivem porque são pequenos o suficiente para hibernar. O final do filme foi o início da raça humana.”

— Paul Verhoeven sobre a ideia original

Após fundar seu próprio estúdio homônimo , o artista de efeitos especiais Phil Tippett dirigiu Prehistoric Beast (1984), um curta-metragem de animação experimental no qual um Centrossauro é perseguido por um Tiranossauro. A habilidade de Tippett em criar criaturas animadas em go motion levou ao documentário animado da CBS de 1985, Dinosaur! Um ano depois, Tippett foi contratado para trabalhar na equipe de efeitos especiais de RoboCop (1987). Durante as filmagens, em dezembro de 1986, Tippett lembrou: "Quando Jon Davison e eu estávamos filmando as cenas com atores reais onde ED-209 cai da escada, houve algum tipo de atraso. Os sapatos de Peter Weller não serviam, então tivemos que esperar que alguém conseguisse os sapatos certos para as cenas de ação." Frustrado com o atraso, Tippett sugeriu a Paul Verhoeven que eles produzissem um "filme de dinossauros". Dessa forma, segundo Tippett, "[n]ão precisaríamos ser atrasados por atores em roupas de robô."

Verhoeven ficou entusiasmado com a ideia e sugeriu uma abordagem inspirada em Shane (1953), na qual "você acompanha um personagem principal por uma série de situações, passando de uma paisagem devastada para uma terra prometida". Verhoeven, Tippett e Davison apresentaram sua ideia à Walt Disney Pictures, onde ela foi colocada em desenvolvimento ativo sob sua divisão de filmes com atores reais. Verhoeven e Tippett então contrataram o roteirista Walon Green, mais conhecido por The Wild Bunch (1969) e Sorcerer (1977), para escrever um argumento. Green explicou: "Escrevi um argumento bastante extenso, que usaríamos em vez de um roteiro. Como não havia diálogos, faríamos o storyboard a partir do argumento."

A versão deles pretendia ser mais sombria e violenta, num estilo semelhante ao de um documentário sobre a natureza. O protagonista original do filme era um Estiracossauro chamado Woot e o principal antagonista era um Tiranossauro rex chamado Grozni, com um pequeno mamífero chamado Suri como personagem secundário. Depois de Woot derrotar Grozni numa luta final, o filme terminaria com o evento de extinção do Cretáceo-Paleógeno, que resultaria na morte dos dinossauros.

Assim que Green terminou seu tratamento, o departamento financeiro da Disney calculou que o orçamento de produção do filme totalizaria US$ 75 milhões, contrariando a insistência do estúdio em custar aproximadamente US$ 20 milhões. Verhoeven disse à Cinefantastique que havia calculado o orçamento preliminar do projeto em US$ 45 milhões, mas o presidente da Disney, Jeffrey Katzenberg, achou que não havia "público suficiente para justificar esse custo". Em dezembro de 1990, Thomas Schumacher, da Walt Disney Feature Animation, viajou para a Europa Oriental após o lançamento de Bernardo e Bianca na Austrália para contratar novos animadores. Schumacher lembrou: "Enquanto viajava pela Europa Oriental em busca de meus animadores tradicionais, eu me encontrava com pessoas que também haviam sido contatadas sobre a animação stop motion para fazer este filme de dinossauros". Verhoeven e Tippett planejavam usar técnicas de animação stop motion, como marionetes, modelos em escala e miniaturas. Apesar de um teste bem-sucedido de stop motion e de ter ficado impressionado com os primeiros testes de animação por computador, Tippett sentiu que o stop motion não era a abordagem certa para o filme.

Entretanto, Green foi incentivado a escrever um tratamento de "narração" onde os lêmures narrariam a história, embora ele permanecesse incerto se "isso funcionaria ou não". Outras reuniões com Katzenberg chegaram a um impasse, a ponto de Green, Davison e Verhoeven dizerem a Tippett que iriam faltar a outra reunião agendada. Nesse ponto, a produtora Kathleen Kennedy abordou Tippett com uma prova do então futuro romance de Michael Crichton, Jurassic Park. Verhoeven então ligou para Tippett dizendo: "Eu sei que Spielberg entrou em contato com você sobre Jurassic Park, você deveria fazer isso em vez disso."

Antes de Verhoeven e Tippett deixarem o projeto, o produtor/diretor Thomas G. Smith se envolveu no filme, mas assumiu a direção depois que eles saíram. Refletindo sobre sua participação, Smith disse: "Jeanne Rosenberg ainda estava escrevendo o roteiro, mas estava com problemas. A Disney queria uma história bonitinha de dinossauros falantes, e eu não gostei da ideia. Achei que deveria ser mais como O Urso, de Jean Annaud. Eu queria ter lêmures de verdade. Eles realmente existiram na época dos dinossauros [...] Nós realmente encontramos um cara que os treina." No entanto, Katzenberg chamou Smith para ajudar em Querida, Encolhi as Crianças (1992), no qual ele foi substituído por David W. Allen, que acabara de terminar de dirigir Puppet Master II (1990). Vários meses foram gastos filmando lêmures de verdade para interpretar Suri e criando o desenvolvimento visual, mas a versão de Allen também caiu no limbo do desenvolvimento . Smith afirmou: "O que acabou por matar o projeto foi que a Disney sabia que Jurassic Park estava a correr muito bem e que estava a ser feito digitalmente. Pensaram: 'Bem, talvez devêssemos esperar até podermos fazê-lo digitalmente.'"

Em 1993, a Walt Disney Imagineering (WDI) estava desenvolvendo a área DinoLand USA para o Animal Kingdom do Walt Disney World, que seria acompanhada por uma atração com dinossauros. Michael Eisner queria reviver o filme de dinossauros, criando assim um "processo recíproco entre o estúdio e a Imagineering". Schumacher relembrou: "Então Michael queria fazer este filme, mas não tínhamos uma história. Tudo o que sabíamos era que tinha que ter dinossauros, e na época se chamava Contagem Regressiva para a Extinção, como a atração no Animal Kingdom." Como a animação CGI ainda estava em seus primórdios, a Disney considerou contratar a Industrial Light & Magic (ILM) para animar o filme, mas isso se mostrou muito caro.

George Scribner foi selecionado como diretor e, posteriormente, foi emparelhado com Ralph Zondag. Zondag havia trabalhado anteriormente com animação para o Sullivan Bluth Studios, na Irlanda, e foi contratado como artista de storyboard em Pocahontas (1995). O artista de storyboard Floyd Norman descreveu a versão de Scribner como sendo "mais do que apenas uma luta pela sobrevivência. Ele queria que este filme de dinossauros tivesse elementos de diversão e humor... Nosso diretor queria explorar os elementos divertidos dos dinossauros, como seu tamanho, forma e textura. George também sabia que, como os dinossauros vêm em todos os tamanhos, que relações malucas eu poderia criar? Que situações engraçadas poderiam afligir uma criatura de tamanho tão grande?" Scribner deixou o projeto para trabalhar na Walt Disney Imagineering, e Eric Leighton foi contratado como codiretor. Leighton tinha experiência anterior como animador de stop motion para a Colossal Pictures, ILM, Tippett Studio e Henry Selick Productions. Leighton já estava familiarizado com o projeto, afirmando que havia lido o tratamento de Green de 1988. Tanto Zondag quanto Leighton citaram King Kong (1933) como uma inspiração.

No final de 1994, a Walt Disney Feature Animation desenvolveu vários testes de animação, colocando personagens CGI em cenários de modelos em miniatura. A ideia de usar cenários CGI foi considerada, mas, com base em um teste de animação de prova de conceito em março de 1996, foi rejeitada. Por fim, os cineastas decidiram seguir o caminho inédito de combinar cenários de ação ao vivo com animação de personagens gerada por computador.

Inicialmente, os personagens foram concebidos como não verbais, comunicando-se por meio de narração em off, semelhante ao filme "Uma Jornada Incrível" (1993). Michael Eisner assistiu a um teste de animação com narração em off (agora conhecido como a "versão Noah") e achou estranho que os personagens se comunicassem sem movimentos labiais ou da boca. Pam Marsden, a produtora do filme, concordou: "Sentimos que precisávamos que eles falassem. Parte disso se deve ao fato de não termos atores no filme, então alguém precisa atuar." Para acomodar essa mudança, Aladar recebeu lábios, ao contrário dos iguanodontes reais, que tinham bicos.

O novo roteiro tinha um Iguanodon chamado Noah como protagonista, vagando com seus avós e um lêmure companheiro chamado Adam, e um grupo de Carnotaurus, bem como um Iguanodon rival chamado Cain, desempenhando o papel de antagonistas. A história tratava de Noah, que tinha a habilidade de ter visões do futuro, prevendo a chegada de um asteroide e lutando para guiar uma manada de outros dinossauros em segurança. Mais adiante na produção, Noah, Cain e Adam foram renomeados para Aladar, Kron e Zini, e certos aspectos da história foram alterados ainda mais, chegando ao que foi visto posteriormente no produto final.

Animação: Em 17 de abril de 1996, a Walt Disney Company anunciou a aquisição do estúdio de efeitos visuais Dream Quest Images. O estúdio foi fundido com a Unidade de Computação Gráfica do departamento de Animação de Longa-Metragem para formar o The Secret Lab. A Vision Crew Unlimited forneceu os efeitos visuais para as cenas com atores reais. Na época, o estúdio inicial do The Secret Lab foi reconstruído a partir de um antigo prédio da Lockheed Martin (antiga Lockheed) em Burbank, Califórnia. A maioria dos computadores era da Silicon Graphics e máquinas adicionais foram instaladas para criar um cluster de renderização, a fim de fornecer estações de trabalho para artistas, engenheiros de software e diretores técnicos. A equipe de produção acabou se mudando para o prédio Northside da Animação de Longa-Metragem em janeiro de 1997, e a animação começou oficialmente oito meses depois, embora alguns trabalhos preliminares já tivessem sido iniciados.

Para garantir uma animação CG realista, foram criados modelos 3D usando o software Softimage 3D . Quarenta e oito animadores trabalharam no filme, utilizando 300 processadores de computador para animá-lo. David Krentz, que aspirava ser paleontólogo, supervisionou as equipes de design de personagens e desenvolvimento visual. Ele tinha uma visão ortográfica dos dinossauros, e seus designs de personagens foram desenhados em papel e digitalizados no software PowerAnimator para que os modeladores os animassem nos computadores. No departamento de animação de personagens, os personagens dinossauros foram visualizados inicialmente no computador em forma de esqueleto. As animações de personagens em esboço foram então transferidas para três softwares para aprimorar os visuais dos personagens. Os programas foram "Fur Tool", usado para os lêmures e para criar penas e grama; "Body Builder", usado para criar pele e músculos para os dinossauros; e "Mug Shot", um misturador de formas que funciona dentro do Alias Maya para animação facial e sincronização labial.

Lideradas por David Womersley, as equipes de filmagem com atores reais filmaram em locais reais de selva, praia e deserto, incluindo Califórnia, Flórida, Havaí, Austrália, Jordânia, Venezuela e Samoa. No total, duas equipes de filmagem com atores reais filmaram mais de 240.000 metros de película, embora uma cena, que se passa dentro de uma caverna, tenha utilizado um fundo gerado por computador. Para aproximar a perspectiva de um dinossauro, o supervisor de efeitos visuais Neil Krepela inventou a "Dino-cam", na qual uma câmera era instalada em um cabo suspenso entre duas torres de 22 metros de altura. A câmera controlada por computador permitia panorâmicas e inclinações de 360 graus e se movia a até 48 quilômetros por hora em um vão de 300 metros. Com as cenas de ação ao vivo filmadas e a animação dos personagens concluída, a filmagem foi transferida para o departamento de Finalização de Cenas. Sob a supervisão de Jim Hillin, a equipe de composição de efeitos misturou 80–90 por cento das cenas de ação ao vivo com os personagens animados por computador. O departamento de iluminação então ajustou a iluminação final das cenas, alterando as condições de iluminação e substituindo os céus.

Acidente durante as filmagens: Em 26 de fevereiro de 1998, durante as filmagens de cenas com atores reais em Poison Canyon, perto de Trona, no condado de San Bernardino, Califórnia, um membro da equipe morreu e outro ficou gravemente ferido quando um braço de câmera atingiu uma linha de energia que atravessava o país. A Disney foi processada pelo membro da equipe sobrevivente e pela família do falecido, e a empresa foi posteriormente multada em US$ 5.000 por violar as leis de segurança do trabalho.

MÚSICA

Dinossauro: Trilha Sonora Original da Walt Disney Records
Trilha sonora de James Newton Howard
Lançamento
5 de maio de 2000
Gravação
1999–2000
Gênero
Trilha sonora
Duração
49:39
Gravadora
Walt Disney
Produtor
James Newton Howard
Walt Disney Animation Studios Cronologia da trilha sonora
Fantasia 2000: Trilha Sonora Original da Walt Disney Records
(2000) Dinossauro: Trilha Sonora Original da Walt Disney Records
(2000) A Nova Onda do Imperador
(2000)

A trilha sonora do filme foi composta por James Newton Howard com direção coral de Lebo M, que fez vocais para O Rei Leão (1994). Em setembro de 1999, foi noticiado que a cantora e compositora pop Kate Bush havia escrito e gravado uma música para o filme, para ser usada na cena em que Aladar e sua família lamentam a destruição de sua ilha. Segundo relatos, o público das pré-estreias não reagiu bem à música. Os produtores recomendaram que Bush a reescrevesse, mas ela recusou. Por fim, devido a complicações, a faixa não foi incluída na trilha sonora.

O álbum da trilha sonora foi lançado em 5 de maio de 2000 pela Walt Disney Records. Howard comporia posteriormente as trilhas sonoras dos filmes de animação da Disney Atlantis: O Império Perdido (2001), Planeta do Tesouro (2002) e Raya e o Último Dragão (2021). Uma das faixas, "The Egg Travels", foi ouvida em muitos trailers após o lançamento do filme, incluindo Lilo & Stitch (2002), Os Thornberrys: O Filme (2002) e A Volta ao Mundo em 80 Dias (2004).

 Embora o filme tenha recebido críticas mistas, a trilha sonora foi universalmente bem recebida pela crítica, com os críticos destacando "The Egg Travels" em particular como uma das melhores. Por seu trabalho, James Newton Howard foi indicado ao Annie Award de Música em um Longa-Metragem e ao Saturn Award de Melhor Música.

FONTES: Ralph Zondag (dir.), & Eric Leighton (dir.) (January 30, 2001). Dinosaur—Audio Commentary (DVD). Disc 1 of 2 (Collector's ed.). Burbank, CA: Walt Disney Studios Home Entertainment.
Various cast and crew members (January 30, 2001). Dinosaur—Supplemental Features (DVD). Disc 2 of 2 (Collector's ed.). Burbank, CA: Walt Disney Studios Home Entertainment.

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Post № 819 ✓

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

HAVE A BUN IN THE OVEN (EUFEMISMO DA LÍNGUA INGLESA)

Mulher grávida no Rio de Janeiro, Brasil. Foto tirada em 11 de setembro de 2010, 18:12:37 por Marcelo Cantarela Junior.

"Bun in the oven" é uma expressão idiomática e um eufemismo comuns em inglês usados para descrever uma mulher grávida. Significa que um bebê está se desenvolvendo no útero, frequentemente usado de forma descontraída ou festiva. A metáfora compara um bebê em crescimento a um pão assando no forno.

ORIGEM

Origens antigas: A metáfora do útero como um forno é ainda mais antiga, possivelmente remontando a mais de 2.000 anos, à Grécia Antiga, especificamente aos escritos de Aristóteles.

Primeiras menções: A expressão apareceu no romance de Nicholas Monsarrat, de 1951, "O Mar Cruel", embora o conceito de um "bolo" ou "pãozinho" assando no útero já fosse usado na literatura desde o século XVII.

FONTES: https://www.opb.org/article/2023/10/31/bun-in-the-oven-is-an-ancient-pregnancy-metaphor-this-historian-says-it-has-to-go/

https://grammarist.com/idiom/bun-in-the-oven/

https://idiomorigins.org/origin/bun-in-the-oven#:~:text=This%20expression%20for%20pregnancy%20in,pinpoint%20specific%20coinage%20or%20origin.

https://www.facebook.com/groups/722942364854187/permalink/1886253758523036/?app=fbl

https://www.oreateai.com/blog/the-meaning-behind-a-bun-in-the-oven/2ec01ee401ec62fd34ec5ad2bb6bf63c

Post № 714 ✓

domingo, 25 de janeiro de 2026

STREET FIGHTER: A LENDA DE CHUN-LI (AUSTRALO-AMERICANO DE 2009)

Pôster de cinema do filme Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, Copyright © 2009 by 20th Century Fox. Todos os direitos reservados.
  • GÊNERO:
  • ORÇAMENTO: U$50.000.000
  • BILHETERIA: U$12.764.201
  • DURAÇÃO: 1 Hora, 36 Minutos
  • DIREÇÃO: Andrzej Bartkowiak
  • ROTEIRO: Justin Marks
  • CINEMATOGRAFIA: Geoff Boyle
  • EDIÇÃO: Derek Brechin e Niven Howie
  • MÚSICA: Stephen Endelman
  • ELENCO:
    • Kristin Kreuk — Chun-Li
    • Katherine Pemberton  — jovem Chun-Li
    • Neal McDonough — M. Bison
    • Brendan Miller — jovem Bison
    • Chris Klein — Charlie Nash
    • Michael Clarke Duncan — Balrog
    • Moon Bloodgood — Detetive Maya "Crimson Viper" Sunee
    • Taboo — Vega
    • Robin Shou — Gen
    • Edmund Chen — Huang Xiang
    • Josie Ho — Cantana
    • Elizaveta Kiryukhina — Rose
    • Cheng Pei-pei — Zhilan
    • Emilze Junqueira — Jeanne Xiang
    • Krystal Vee como Lucy
  • PRODUÇÃO: Patrick Aiello, Ashok Amritraj, Hyde Park Entertainment, Capcom Co., Ltd. e a Adlabs Films
  • DISTRIBUIÇÃO: Twentieth Century Fox Film Corporation
  • DATA DE LANÇAMENTO: 27 de fevereiro de 2009
  • ONDE ASSISTIR:
Street Fighter: A Lenda de Chun-Li é um filme americano de artes marciais e ação de 2009, baseado na série de videogames Street Fighter, produzido pela Capcom. Dirigido por Andrzej Bartkowiak, com roteiro de Justin Marks, o filme serve como um spin-off não canônico e como uma ligação cinematográfica com Street Fighter IV (2008).

Produzido pela Capcom e Hyde Park Entertainment, com Keiji Inafune (mais conhecido por seu trabalho na franquia Mega Man) como produtor executivo, The Legend of Chun-Li foi lançado em 27 de fevereiro de 2009 pela 20th Century Fox e se tornou um fracasso de crítica e público. Um reboot está programado para ser lançado pela Paramount Pictures e Legendary Entertainment em 16 de outubro de 2026.

SINOPSE

Em Bangkok, na Tailândia, um chefão do crime e seus capangas iniciam uma guerra pelo poder nas favelas da cidade, acabando com todos que cruzam seu caminho. A violência aumenta e um mestre em artes marciais e agentes da Interpol entram em ação.

LANÇAMENTO

Originalmente, estava previsto que fosse lançado nos cinemas em algum momento do outono de 2008, mas devido à greve dos roteiristas em curso na época, o filme foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 27 de fevereiro de 2009. Na Austrália, o filme não teve lançamento nos cinemas, mas sim um lançamento direto em DVD em 14 de janeiro de 2010.

Mídia doméstica: O filme foi lançado em mídia doméstica em DVD e Blu-ray em 30 de junho de 2009, com uma versão sem classificação indicativa (PG-13). O lançamento especial First Run incluía um DVD bônus da série de quadrinhos Street Fighter da Udon: "Round One FIGHT".

O filme ficou em 9º lugar na lista de vendas de DVDs nos Estados Unidos, vendendo 92.830 unidades no primeiro fim de semana. Cerca de 258.000 unidades de DVD foram vendidas até agora nos Estados Unidos, gerando uma receita de US$ 4,7 milhões. Esse valor não inclui aluguéis de DVD/vendas de Blu-ray.

RECEPÇÃO

Desempenho de bilheteria: O filme estreou nos cinemas no fim de semana de estreia, em 27 de fevereiro de 2009, juntamente com Jonas Brothers: The 3D Concert Experience e Madea Goes to Jail (este último em seu segundo fim de semana). O filme estreou em 9º lugar no fim de semana de estreia, arrecadando mais de US$ 1,5 milhão. O filme foi um fracasso de bilheteria, arrecadando US$ 12,8 milhões em todo o mundo, contra um orçamento de US$ 50 milhões.

Resposta Crítica: Street Fighter: A Lenda de Chun-Li não foi exibido previamente para a crítica.

O historiador de cinema Leonard Maltin pareceu concordar, afirmando que "O filme de 1994 foi um dos piores filmes já inspirados por um videogame; nem mesmo os fãs de Jean-Claude Van Damme conseguiram racionalizar esse fiasco, que deveria ter sido intitulado Quatrocentos Funerais e Nada de Sexo. No entanto, este veículo de ação inútil e inepto faz seu antecessor parecer E o Vento Levou ... Desesperadamente artificial, com sequências de luta mal coreografadas; o destaque é o grito de Chris Klein: 'Bomba! Saiam daqui, agora!' Exatamente o que sentimos."

Entre as críticas mais positivas do filme, Rob Nelson, da Variety, escreveu: "Nem o melhor nem o pior dos filmes derivados de videogames, Street Fighter: A Lenda de Chun-Li pelo menos oferece aos fãs de ação muito o que admirar além da heroína titular (Kristin Kreuk)." Jeannette Catsoulis, do The New York Times, escreveu que o filme "se deleitava com as locações vibrantes de Bangkok, a fotografia de Geoff Boyle é nítida e brilhante, e a coreografia de ação de Dion Lam é excepcionalmente espirituosa."

As críticas negativas focaram-se no roteiro e nas cenas de luta. Frank Scheck, do The Hollywood Reporter, escreveu que "com exceção de algumas sequências de luta razoavelmente bem coreografadas, o filme é tedioso e visualmente sem inspiração. O roteiro solene de Justin Marks não tem qualquer traço de humor." Jeremy Wheeler, da TV Guide, escreveu: "As cenas de luta, embora admiráveis por se livrarem da estética de câmera tremida de seus equivalentes no cinema, não inspiram nem encontram um bom equilíbrio entre artes marciais e socos poderosos repletos de efeitos especiais." Jim Vejvoda, da IGN, deu ao filme 1,5 estrelas de 5, escrevendo: "Há brigas mais bem coreografadas e mais divertidas entre Peter e o Frango em Family Guy." Ryan Davis, do Giant Bomb, descreveu-o como "uma reinvenção [do material original] por pessoas que não enxergam."

DESENVOLVIMENTO

Em 2006, a Hyde Park Entertainment e a Capcom anunciaram sua intenção de produzir uma adaptação cinematográfica da série de jogos em uma joint venture sob a bandeira da 20th Century Fox, com o enredo focado na história de origem de Street Fighter, começando com uma de suas personagens, Chun-Li, com o roteirista Justin Marks escrevendo o roteiro da adaptação. Em 2007, a Hyde Park escolheu Andrzej Bartkowiak para dirigir o filme. No mesmo ano, foi anunciado que Kristin Kreuk seria escalada para o papel de Chun-Li.

Elenco: Em 2008, Michael Clarke Duncan, Chris Klein, Taboo, Rick Yune e Neal McDonough foram escalados para os personagens Balrog, Charlie Nash, Vega, Gen e M. Bison, com Moon Bloodgood, Edmund Chen, Josie Ho e Cheng Pei-pei também escalados para papéis. Em entrevista à MTV, Jean-Claude Van Damme, que interpretou Guile no filme de 1994, revelou que foi convidado a reprisar seu papel, mas recusou. Antes do início das filmagens, Yune deixou o filme por razões desconhecidas, mas foi substituído por Robin Shou, que interpretou Liu Kang, o personagem principal dos filmes Mortal Kombat, como Gen. Dion Lam e Jonathan Eusebio foram os coreógrafos de luta do filme.

Filmagens: As filmagens ocorreram entre março e abril de 2008. Os locais de filmagem incluíram Hong Kong, China; Bangkok, Tailândia; Vancouver, Canadá; e Reno, Nevada e Herlong, Califórnia, Estados Unidos.

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Post № 695 ✓

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

SUPERMAN: O RETORNO (FILME ESTADUNIDENSE DE 2006)

Este é um pôster de Superman Returns.
Acredita-se que os direitos autorais da arte do pôster pertençam à distribuidora do filme, Warner Bros., à editora do filme ou ao artista gráfico.
  • GÊNERO: Ação/aventura, super-herói,
  • ORÇAMENTO: US$ 223.000.000 (bruto) US$ 204.000.000 (líquido)
  • BILHETERIA: U$391.081.192
  • DURAÇÃO: 2 Horas, 34 Minutos e 16 Segundos
  • DIREÇÃO: Bryan Singer
  • ROTEIRO: Michael Dougherty, Dan Harris e Bryan Singer (História) (Baseado no personagem de Jerry Siegel e Joe Shuster)
  • EDIÇÃO: John Ottman e Elliot Graham
  • MÚSICA: John Ottman
  • ELENCO:
    • Brandon Routh — Clark Kent/Superman
    • Kate Bosworth — Lois Lane
    • James Marsden — Richard White
    • Frank Langella — Perry White
    • Eva Marie Saint — Martha Kent
    • Parker Posey — Kitty Kowalski
    • Kal Penn — Stanford
    • Sam Huntington — Jimmy Olsen
    • Kevin Spacey — Lex Luthor
    • Tristan Lake Leabu — Jason White
    • Marlon Brando — Jor-El
    • Peta Wilson — Bobbie-Faye
  • PRODUÇÃO: Jon Peters, Bryan Singer, Gilbert Adler, Warner Bros. Pictures, Legendary Entertainment, LLC, DC Entertainment, Peters Entertainment, Bad Hat Harry Productions, Inc. E Outback Pictures Inc.
  • DISTRIBUIÇÃO: Warner Bros. Pictures
  • DATA DE LANÇAMENTO: 21 de junho de 2006 (Los Angeles, Califórnia), 28 de junho de 2006 (Estados Unidos)
  • PREQUÊNCIA: Superman IV - Em Busca da Paz (1987)
  • SEQUÊNCIA: O Homem de Aço (2013)
  • ONDE ASSISTIR:
Superman Returns é um filme americano de super-heróis de 2006 dirigido por Bryan Singer e escrito por Michael Dougherty e Dan Harris a partir de uma história de Singer, Dougherty e Harris, baseado no personagem Super-homem da DC Comics. Serve como uma sequência em homenagem a Superman (1978) e Superman II (1980), ignorando os eventos de Superman III (1983), Supergirl (1984) e Superman IV: Em Busca da Paz (1987). O filme é estrelado por Brandon Routh como Superman, Kate Bosworth como Lois Lane e Kevin Spacey como Lex Luthor, com James Marsden, Frank Langella, Eva Marie Saint e Parker Posey em papéis coadjuvantes.

SINOPSE

O Super-homem volta à Terra depois de cinco anos passados no planeta Krypton, precisando reconquistar o amor de Lois Lane e descobre que o novo plano de Lex Luthor pode ameaçar a vida de bilhões de pessoas.

LANÇAMENTO
O cinema IMAX do BFI de Londres. Foto tirada por Greg Peterson em 21 de julho de 2006.

Marketing: A Warner Bros. promoveu Superman Returns na San Diego Comic-Con de 2005. O cantor e roteirista Michael Dougherty e Dan Harris tiveram a ideia de publicar uma minissérie prequela, abrangendo quatro edições de quadrinhos. As histórias foram escritas por Jimmy Palmiotti, Marc Andreyko e Justin Gray, com arte de Karl Kerschl e Matt Haley. Durante a produção, uma série de "diários em vídeo" foram lançados na internet no BlueTights.net, mostrando os bastidores do trabalho. Após 27 episódios, os diários em vídeo foram interrompidos por um tempo pouco antes da estreia do teaser trailer em 18 de novembro de 2005, junto com Harry Potter e o Cálice de Fogo. O trailer principal estreou online em 2 de maio de 2006. Esse trailer apareceu nos cinemas em 5 de maio, junto com cópias de Missão: Impossível III, enquanto o trailer internacional foi lançado junto com O Código Da Vinci e X-Men: O Confronto Final. A DC Comics publicou uma adaptação em quadrinhos do artista Matt Haley e do roteirista Martin Pasko, Marv Wolfman escreveu uma novelização, e a Electronic Arts desenvolveu um videogame baseado tanto no filme quanto nos quadrinhos.

O custo estimado de marketing de Superman Returns nos Estados Unidos foi de US$ 45,5 milhões, o segundo maior do ano, atrás da campanha de US$ 53,5 milhões da Disney para Carros. A Warner Bros. fez acordos de parceria com a General Mills, Burger King, Cheetos, Duracell, Pepsi, Doritos, Papa John's Pizza, 7-Eleven e Colgate. O filme também foi anunciado com os carros de Fórmula 1 da Red Bull Racing no Grande Prêmio de Mônaco de 2006. David Coulthard conseguiu o primeiro pódio da equipe naquele dia; no pódio, ele usou uma capa do Superman em comemoração à sua conquista. O campeão da NASCAR Sprint Cup, Jeff Gordon, também exibiu o visual do "Homem de Aço" ao promover o filme em seu Chevrolet Monte Carlo nº 24 na Pepsi 400 de 2006 no Daytona International Speedway. Troy Bayliss apareceu com um macacão promocional do "Superman" e uma capa no pódio após uma vitória e um segundo lugar na etapa de Brands Hatch do Campeonato Mundial de Superbike de 2006, a caminho da conquista do campeonato daquele ano. O National Geographic Channel lançou "A Ciência do Superman" em 29 de junho de 2006: um especial de televisão que estudou analogias da ciência popular com o mito do Superman. Singer admitiu na Comic-Con International de 2006 que estava insatisfeito com o marketing e a promoção."Muitas pessoas fizeram seu trabalho, e muitas não fizeram".

Mídia doméstica: Superman Returns estreou em DVD em 28 de novembro de 2006, em duas versões: uma com um único disco e outra com dois discos, que incluía mais de três horas de extras de bastidores. No mesmo dia, foi lançado um box de DVDs com 14 discos intitulado Superman Ultimate Collector's Edition, contendo edições especiais de todos os cinco filmes do Superman, bem como o documentário Look, Up in the Sky: The Amazing Story of Superman. Estreou no topo das paradas de DVD e arrecadou US$ 13 milhões em aluguéis durante sua primeira semana. O filme também foi lançado em formatos de alta definição: HD DVD, que apresentava as versões em definição padrão e alta definição no mesmo disco, e Blu-ray. Foi o título mais vendido em ambos os formatos em 2006, e esteve entre os mais vendidos em ambos os formatos em 2007.

RECEPÇÃO

Bilheteria: Bryan Singer convenceu a Warner Bros. a não experimentar exibições de teste. Além disso, Singer removeu 15 minutos de cenas de Superman Returns depois de mostrá-las a alguns de seus "associados de confiança". A duração final nos cinemas foi de 154 minutos. A Warner Bros. originalmente programou o lançamento do filme para sexta-feira, 30 de junho, mas antecipou para quarta-feira, 28 de junho. Superman Returns foi lançado em 28 de junho de 2006, nos Estados Unidos e Canadá, em 4.065 cinemas. Em seu dia de estreia, arrecadou US$ 21 milhões, tornando-se a oitava maior bilheteria de estreia em uma quarta-feira e a segunda maior para um filme de super-herói, atrás de Homem-Aranha 2. O filme ficou em primeiro lugar em seu fim de semana de estreia, arrecadando US$ 52,5 milhões. Com uma bilheteria total de US$ 84,6 milhões, Superman Returns destronou Matrix Revolutions e obteve a maior estreia de uma quarta-feira em cinco dias para um filme da Warner Bros.

Superman Returns: An IMAX 3D Experience foi lançado simultaneamente em 111 cinemas com formato IMAX em todo o mundo, incluindo 20 minutos de material convertido para 3D. Foi o primeiro longa-metragem de Hollywood com atores reais a ser lançado neste formato combinado. Uma das cenas principais que Singer removeu foi "a sequência de Retorno a Krypton". Dez milhões de dólares foram gastos apenas nesta sequência, mas ela foi excluída. Singer observou que ela não poderia ser lançada como parte de um extra em DVD porque foi convertida para IMAX 3D. Ele esperava que pudesse ter aparecido em um relançamento em IMAX. A bilheteria do filme na segunda semana caiu rapidamente 58% em relação à primeira semana, devido à presença de Piratas do Caribe: O Baú da Morte e O Diabo Veste Prada. Em outubro, o filme ultrapassou a marca de US$ 200 milhões, tornando-se o quinto filme da temporada de verão de 2006 a fazê-lo. Superman Returns arrecadou US$ 200,1 milhões na América do Norte e US$ 191 milhões internacionalmente, totalizando US$ 391,1 milhões em todo o mundo. Nos Estados Unidos, o filme foi a sexta maior bilheteria de 2006. Em todo o mundo, Superman Returns foi o nono filme de maior bilheteria.

Recepção crítica: 
  • ROTTEN TOMATOES: 72% (Crítica) 60% (Público)
  • IMDb: 6.1/10
  • METACRITIC: 72 (Críticos) 5.6 (Usuários)
  • CINEMASCORE: B+
Richard Corliss, da revista Time, elogiou Superman Returns, chamando-o de um dos MELHORES filmes de super-heróis. Ele ficou particularmente impressionado com a direção de Singer e o enredo. Joe Morgenstern, do The Wall Street Journal, também fez uma crítica positiva, mas observou que a atuação de Routh e Bosworth foi "um tanto apática ou super mediana. Nada de especial." Morgenstern acreditava que a caracterização de Lex Luthor foi "bem escrita pelos roteiristas e bem interpretada por Kevin Spacey". Ele também elogiou a cinematografia de Newton Thomas Sigel e o design de produção de Guy Hendrix Dyas.

Peter Travers, escrevendo na Rolling Stone, considerou que o filme "atualiza perfeitamente o Superman para o público moderno". J. Hoberman, do The Village Voice, chamou-o de "surpreendentemente bem feito. É um blockbuster de verão repleto de mitologia e sensibilidade". James Berardinelli reagiu positivamente ao filme, comparando-o favoravelmente com o filme de Richard Donner de 1978. Ele achou que Spacey era melhor que Gene Hackman como Lex Luthor, descrevendo-o como "mais cruel e menos leviano" do que Hackman. "Não há erros de escalação no elenco de apoio também", disse Berardinelli. "Superman Returns está perto do topo, se não no topo, da lista de filmes de super-heróis. Oferece quase tudo: romance, ação, humor e muitos arrepios."

No entanto, Roger Ebert argumentou que o filme era "um filme sombrio e sem brilho, no qual até mesmo as grandes sequências de efeitos especiais parecem obrigatórias em vez de empolgantes". Ele também achou que "Brandon Routh não tem carisma como Superman", supondo que ele "pode ter sido escalado porque se parece um pouco com Reeve". Mick LaSalle, do San Francisco Chronicle, achou que a Warner Bros. deveria ter reiniciado a série nos moldes de Batman Begins. Ele também achou que Bosworth, com 22 anos, era muito jovem para interpretar Lois Lane, e o clímax não "correspondia ao potencial do cansativo filme de 154 minutos".

Outros comentários: Em 3 de maio de 2009, quase três anos após a estreia de Superman Returns, o cineasta QUENTIN TARANTINO declarou sua apreciação pelo trabalho de direção de Bryan Singer em Superman Returns e que escreveria uma crítica de 20 páginas sobre o filme.

Em 9 de janeiro de 2012, mais de cinco anos após o lançamento do filme, o site de notícias diárias da comunidade de cinema independente IndieWire lançou um ensaio em vídeo em duas partes que investiga a natureza melancólica de Superman Returns . Produzido por Matt Zoller Seitz e Ken Cancelosi, a crítica foi inspirada por uma resenha que Seitz escreveu para o New York Press em 2006, na qual afirmou que "Desde o momento em que seu herói retorna ao céu para resgatar Lois Lane de um jato em queda, Superman Returns flerta com a grandeza."

Em 2013, Singer afirmou que Superman Returns foi feito para "talvez um público mais feminino. Não era o que precisava ser, eu acho." Singer afirmou que teria cortado cerca de um quarto do filme e começado com "a sequência do desastre do jato ou algo assim. Eu poderia ter prendido o público um pouco mais rapidamente. Não sei o que teria ajudado. Provavelmente nada. Se eu pudesse fazer de novo, faria uma história de origem. Eu reiniciaria tudo."

A Empire classificou o filme em 496º lugar na sua lista dos "500 Maiores Filmes de Todos os Tempos", afirmando: "Pode ter sido um retorno um pouco menor do que algumas pessoas esperavam, mas a visão de Singer sobre o Homem de Aço é um esforço heroico. Muito espetáculo e muita emoção ajudam Kal-El a voar alto."

Prêmios: Superman Returns foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais e ao BAFTA de Melhores Efeitos Visuais Especiais, perdendo para Piratas do Caribe: O Baú da Morte. O filme fez sucesso na 33ª edição do Saturn Awards, vencendo nas categorias de Melhor Filme de Fantasia e nas categorias de Direção (Bryan Singer), Melhor Ator (Brandon Routh), Roteiro (Michael Dougherty e Dan Harris) e Música (John Ottman). Kate Bosworth, Tristan Lake Leabu, James Marsden, Parker Posey e o departamento de efeitos visuais foram indicados em diversas categorias. No entanto, Bosworth também foi indicada ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante.

DESENVOLVIMENTO

O diretor de arte Guy Hendrix Dyas no departamento de arte da Warner Bros. durante a pré-produção de "Superman Returns". Foto tirada em 23 de fevereiro de 2006.
O diretor, roteirista e produtor Bryan Singer concebeu a história de "Superman retornando à Terra após uma ausência de cinco anos" durante as filmagens de X2 (2003). Ele apresentou a ideia à produtora de X-Men (2000) e X2, Lauren Shuler Donner, e ao seu marido, Richard Donner, diretor de Superman (1978). Donner recebeu a ideia de Singer com feedback positivo.

Em março de 2004, a Warner Bros. Pictures estava iniciando a pré-produção de Superman: Flyby (projeto que Singer havia recusado anteriormente, pois queria criar sua própria história), com previsão de lançamento nos cinemas para junho de 2006. McG foi contratado para dirigir o filme, com roteiro de J.J. Abrams, mas desistiu em junho de 2004. No mesmo mês, Singer foi contatado pela Warner Bros. para apresentar sua ideia para Superman Returns, enquanto se preparava para viajar ao Havaí em um curto período de férias com seus roteiristas de X2, Michael Dougherty e Dan Harris. Durante a estadia no Havaí, Singer, Dougherty e Harris começaram a esboçar o argumento do filme. Em julho de 2004, Singer assinou contrato para dirigir e desenvolver Superman Returns.

Embora não fosse fã de histórias em quadrinhos, Singer ficou muito impressionado com o filme de Donner de 1978, citando-o como uma influência em sua escrita, na de Dougherty e na de Harris. Com a contratação de Singer, ele desistiu de X-Men: O Confronto Final (2006) e também teve o remake de Logan's Run adiado. Superman Returns foi financiado em partes iguais pela Warner Bros. e pela Legendary Pictures, e a pré-produção começou em novembro de 2004. Em fevereiro de 2005, Dougherty e Harris já haviam escrito seis versões do roteiro. As primeiras versões do roteiro continham referências aos ataques de 11 de setembro antes de serem removidas.

Elenco: Jim Caviezel expressou interesse em interpretar o papel de Superman, mas Singer acreditava que apenas um ator desconhecido seria adequado para o papel. Brandon Routh foi escolhido entre milhares de candidatos entrevistados em testes de elenco nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Ele também fez um teste para Clark Kent na série de televisão Smallville, perdendo para Tom Welling. Routh também conheceu o diretor Joseph "McG" Nichol para o papel durante a pré-produção de Superman: Flyby. Dana Reeve, viúva de Christopher Reeve, acreditava que a semelhança física de Routh com seu falecido marido era impressionante. Para obter o físico musculoso necessário para interpretar o Superman de forma convincente, Routh passou por um rigoroso regime de exercícios de musculação. Antes da escalação de Routh, Singer fez com que o ator de X2, Daniel Cudmore, fizesse um teste. Henry Cavill, Glenn Howerton, Sam Heughan e Chris Pratt também fizeram testes; Cavill interpretaria mais tarde o Superman em vários filmes do Universo Estendido da DC. Cavill negou posteriormente ter feito um teste para Returns e afirmou que só fez um teste para McG.

Kevin Spacey foi o único ator considerado para Lex Luthor, devido à sua atuação premiada com o Oscar no filme Os Suspeitos (1995) de Singer, e à sua amizade com Singer. Os roteiristas tinham Spacey especificamente em mente para o papel quando escreveram o roteiro.

Para o papel de Lois Lane, SPACEY recomendou Kate Bosworth a Singer, pois ela havia contracenado com Spacey em Além do Mar (2004) como Sandra Dee. Natalie Portman, Evangeline Lilly, Charisma Carpenter, Mia Kirshner, Mischa Barton, Claire Danes e Keri Russell também foram consideradas. Amy Adams, que mais tarde seria escalada como Lois Lane no reboot de 2013, Homem de Aço, confirmou em uma entrevista que também fez um teste para Lois em 2005. Adams já havia feito um teste para Lois em 2003, quando Brett Ratner planejava dirigir Superman: Flyby. Bosworth estudou a atuação de Katharine Hepburn em busca de inspiração, particularmente em The Philadelphia Story (1940) e Guess Who's Coming to Dinner (1967), bem como Julia Roberts em Erin Brockovich (2000).

Hugh Laurie foi originalmente escalado como Perry White, mas não pôde filmar devido a compromissos com o programa de TV House, então o papel foi para Frank Langella.

Parker Posey foi a única atriz considerada para o papel de Kitty Kowalski.

Singer ofereceu o papel de Jimmy Olsen a Shawn Ashmore, mas Ashmore recusou devido aos seus compromissos com X-Men: O Confronto Final; seu irmão gêmeo Aaron Ashmore interpretou o papel na série de TV Smallville. O papel foi para Sam Huntington.

Filmagem:

O Mustang suspenso no ar é um adereço de SUPERMAN: O RETORNO. Dirigido por Bryan Singer e estrelado por Brandon Routh como Superman/Clark Kent.

Foto tirada por volta das 22h30. O cara de gorro lá embaixo está fotografando um cara com uma câmera filmando uma cena de bastidores.

20/06/2006: Counterside Noise relembra um pouco mais daquela noite.

A Warner Bros. Pictures considerou filmar Superman Returns no Village Roadshow Studios, na Gold Coast, Queensland, Austrália. Após as filmagens, o local poderia ter sido usado como atração para o parque temático Warner Bros. Movie World, adjacente ao Village Roadshow Studios, mas a ideia foi descartada por ser muito cara. A construção dos cenários começou em janeiro de 2005 no Fox Studios Australia para os 60 cenários do filme, embora a data de início tenha sido adiada por duas semanas. Numa tentativa de evitar a atenção do público, Superman Returns teve o título provisório falso de Red Sun durante as filmagens. Iniciadas no final de março de 2005, as filmagens principais duraram até novembro. As filmagens de Superman Returns em Nova Gales do Sul envolveram a contratação de milhares de trabalhadores locais, gerando mais de 100 milhões de dólares para a economia local. 80% das filmagens ocorreram no Fox Studios Australia, ocupando todos os nove estúdios de som. As cenas ambientadas em Smallville foram filmadas em Breeza, enquanto o Museu Australiano serviu como locação para o Museu de História Natural de Metropolis.

Design e efeitos visuais: Superman Returns foi filmado usando a câmera digital Genesis da Panavision. O designer de produção Guy Hendrix Dyas foi influenciado pela sede da Johnson Wax de Frank Lloyd Wright para o design do Planeta Diário. A ESC Entertainment foi originalmente contratada para projetar as sequências de efeitos visuais, mas a Warner Bros. a substituiu pela contratação de Mark Stetson da Sony Pictures Imageworks como supervisor de efeitos visuais. Um total de 1.400 planos com efeitos visuais foram criados. O roteiro exigia uma cena do Superman entregando com segurança um Boeing 777 em um estádio de beisebol, onde imagens geradas por computador foram usadas, pois teria sido impossível reunir o número de figurantes necessário para as cenas. Uma segunda equipe, liderada por Dan Bradley e Brian Smrz, viajou para o Dodger Stadium para fotografar elementos que foram compostos nas imagens finais. As cenas de Metrópolis eram, na verdade, uma versão modificada do horizonte de Manhattan. Usando imagens do filme original do Superman (1978) como ponto de referência, Marlon Brando foi recriado pelo Rhythm & Hues Studios usando CGI. Os créditos de abertura de Superman Returns são apresentados em uma recriação intencional do estilo usado para Superman, novamente com o acompanhamento da música tema de John Williams.

Música: Singer contratou seu colaborador habitual, John Ottman, como editor e compositor da trilha sonora meses antes da escrita do roteiro. Ottman disse em entrevistas anteriores que John Williams, que compôs a trilha sonora do filme de 1978, influenciou sua decisão de se tornar músico. Ele estava cauteloso e entusiasmado em trabalhar em Superman Returns. Ottman comentou: "Bryan [Singer] disse que nem aprovaria o filme se não pudesse usar a música de John Williams. Era importante para mim preservar o tema de Williams até o último detalhe, até a última nota, nos créditos de abertura". Ottman se referiu ao seu trabalho em Superman Returns como uma homenagem a Williams, e não como uma cópia.

Orçamento: Originalmente orçado em US$ 184,5 milhões, a Warner Bros. estimou o custo final de produção em US$ 223 milhões, reduzindo para US$ 204 milhões após considerar descontos e incentivos fiscais. Levando em conta os custos de desenvolvimento desde o início da década de 1990, estima-se que o gasto total seja de cerca de US$ 263 milhões, com até US$ 100 milhões adicionais gastos em marketing mundial.

LEGADO

Sequência cancelada: Em fevereiro de 2006, quatro meses antes do lançamento de Superman Returns, a Warner Bros. anunciou uma data de lançamento nos cinemas para meados de 2009 para uma sequência, com Bryan Singer reprisando suas funções de direção. Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey, Sam Huntington, Frank Langella e Tristan Lake Leabu reprisariam seus papéis. Devido ao seu compromisso, Singer desistiu de dirigir um remake de Logan's Run e uma adaptação de The Mayor of Castro Street. O roteirista Michael Dougherty queria que a sequência fosse "cheia de ação", apresentando "outros kryptonianos" com Brainiac e Bizarro também considerados para vilões principais. A massa de terra "Nova Krypton" flutuando no espaço no final de Superman Returns teria servido como um recurso narrativo. Embora Superman Returns tenha recebido críticas majoritariamente positivas, a Warner Bros. e a Legendary Pictures ficaram desapontadas com o retorno do filme nas bilheterias.O presidente da Warner Bros., Alan F. Horn, explicou que Superman Returns foi um filme de grande sucesso, mas que "deveria ter arrecadado US$ 500 milhões no mundo todo. Talvez devêssemos ter tido um pouco mais de ação para satisfazer o público jovem masculino." Singer reagiu incrédulo às reclamações do estúdio, dizendo: "Aquele filme arrecadou US$ 400 milhões! Não sei o que constitui um desempenho abaixo do esperado hoje em dia..." US$ 175 milhões era o orçamento máximo que a Warner Bros. projetava para a sequência, já que Superman Returns custou US$ 204 milhões.

As filmagens da sequência de Superman Returns deveriam começar em meados de 2007, antes de Singer interromper o desenvolvimento em favor de Valkyrie. As filmagens foram então adiadas para março de 2008, mas os roteiristas Dougherty e Dan Harris saíram em busca de outras oportunidades de carreira. A greve do Sindicato dos Roteiristas da América de 2007-2008 adiou a data de lançamento para 2010. Singer ainda listou a sequência como uma prioridade em março de 2008, dizendo que o filme estava em fase inicial de desenvolvimento. Routh esperava que as filmagens começassem no início de 2009. Paul Levitz, presidente da DC Comics, esperava que Routh reprisasse o papel principal de Superman Returns antes que seu contrato para uma sequência expirasse em 2009. No entanto, com a Warner Bros. decidindo reiniciar a série de filmes, Singer desistiu para dirigir Jack, o Caçador de Gigantes. Em agosto de 2008, o presidente de produção da Warner Bros., Jeff Robinov, refletiu: "Superman Returns não funcionou exatamente como um filme da maneira que queríamos. Não posicionou o personagem da maneira que ele precisava ser posicionado. Se Superman tivesse funcionado em 2006, teríamos um filme para o Natal deste ano ou de 2009. Agora o plano é apenas reintroduzir o Superman sem levar em consideração um filme do Batman e do Superman."

Arrowverse: Brandon Routh reprisou seu papel como Clark Kent/Superman no crossover da série de TV Arrowverse de 2019, "Crise nas Infinitas Terras", além de interpretar Ray Palmer/O Átomo, um personagem que ele apresentou em Arrow e interpretou em Legends of Tomorrow. O produtor executivo Marc Guggenheim se mostrou relutante em chamar a aparição de Routh no crossover de sequência ao abordar se a aparição do personagem constituiria uma sequência de Superman Returns. "Não sei se cabe a mim dizer. Estamos retomando a história muitos anos depois dos eventos daquele filme, talvez um epílogo seja uma palavra melhor do que sequência."

Ambientada na Terra-96, no multiverso do Arrowverso, esta versão do Superman se tornou um super-herói envelhecido e atormentado, semelhante à versão da minissérie da DC Comics, Reino do Amanhã; adotando um cinto preto e um escudo com a letra "S" sobre fundo preto como sinal de luto após perder seus amigos, principalmente Perry White e Jimmy Olsen, bem como sua esposa Lois (com quem se casou em algum momento após revelar seus segredos), em um ataque terrorista ao Planeta Diário cometido por um psicopata de Gotham City. Ele também é semelhante a outra versão, Kal-L (que continuou trabalhando como editor-chefe de um jornal em vez de se isolar após o ocorrido), tornando este Superman uma amálgama dos dois, além de ser uma espécie de equivalente multiversal de Ray Palmer. Enquanto o Monitor recrutava heróis de todo o multiverso para evitar uma Crise causada pelo Anti-Monitor, ele especificamente queria encontrar "um kryptoniano que sofreu uma perda maior do que a maioria dos mortais poderia suportar", chamado de Paragon da Verdade. Durante o evento, o Superman também faz referência aos eventos de Superman III, quando o bom Clark Kent lutou contra uma versão maligna do Superman, bem como a seu filho Jason (implicando que ele havia descoberto sua verdadeira paternidade) de Superman Returns, o que implica que o Arrowverso retconou a continuidade do Superman de Reeve/Routh para que Superman III, e possivelmente até Superman IV: Em Busca da Paz e Supergirl, realmente acontecessem, e possivelmente agora ocorram após Superman Returns. Depois que a Crise do Anti-Monitor foi evitada e um novo multiverso foi criado, o Superman da Terra-96 é visto usando um escudo e cinto amarelos com o "S" enquanto voa para longe.

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Post nº 634 ✓




DEMÉTER (DEUSA DA AGRICULTURA NA MITOLOGIA GREGA)

Retrato de uma dama da nobreza como Ceres, de François de Troy. "A identidade da modelo do nosso retrato é desconhecida, mas sua repres...