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terça-feira, 30 de junho de 2026

PIX (SISTEMA DE PAGAMENTO ELETRÔNICO BRASILEIRO)

  • DESENVOLVEDOR: BACEN
  • LANÇAMENTO INICIAL: 5 de outubro de 2020 (A versão lançada em 5 de outubro era uma versão de testes; a versão integral do sistema foi lançada em 16 de novembro de 2020.)
  • REPOSITÓRIO: https://github.com/bacen/pix-api
  • PLATAFORMA: Plataformas bancárias, Multiplataforma
  • TIPO: Meio de pagamento eletrônico
  • LICENÇA: Licença Apache
Pix é um modo de transferência monetária instantâneo e de pagamento eletrônico instantâneo em real brasileiro (R$). Oferecido pelo Banco Central do Brasil a pessoas físicas e jurídicas, funciona 24 horas ininterruptamente e é o mais recente meio de pagamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro, sendo registrado como marca de "alto renome" pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

O nome escolhido pelo Banco Central não é sigla, mas é um termo que remete a conceitos de tecnologia, como pixel, em que a ideia é ser tão simples como um bate-papo em redes sociais, inclusive no nome. O "x" vem da variável matemática, representando as diversas possibilidades de uso do sistema.

FUNCIONAMENTO

Chave Pix: As chaves são utilizadas para vincular as informações do usuário à transferência bancária. Existem quatro tipos de chaves: CPF ou CNPJ, endereço de e-mail, número de telefone celular e uma chave aleatória gerada pelo sistema. A mesma chave não pode ser utilizada em contas diferentes, devendo ser necessário cadastrar chaves diferentes para cada conta da qual a pessoa é titular, como, por exemplo, o CPF em uma instituição A, e-mail em uma instituição B ou número de telefone celular na instituição C, não sendo possível o uso do CPF, mesmo número de telefone ou e-mail em mais de uma instituição. As pessoas físicas podem criar até cinco chaves para cada conta da qual é titular, enquanto as pessoas jurídicas podem criar até vinte chaves. As chaves aleatórias evitam que informações pessoais sejam transmitidas durante a transação, e podem ser apagadas a qualquer momento.

Alternativamente, é possível realizar pagamentos por Pix por QR Code, que dividem-se em QR Code estático, onde o valor ou tipo de transação estão "congelados" (muito utilizado por MEIs) e o QR Code dinâmico, utilizado para transferências individuais. Também é possível realizar o pagamento por Pix por Near Field Communication (NFC).

Existe grande confusão de que a pessoa para receber uma transferência via Pix precisa ter uma chave gerada, porém é possível utilizar os dados bancários de maneira igual a TED e enviar a transferência via Pix, sendo necessário nesse caso que quem envia coloque o número do banco, da agência, da conta e do CPF (ou CNPJ) para realizar a transação. Portanto, a chave é mero facilitador e não uma necessidade.

Sistema de pagamento: A maior vantagem do Pix é a exclusão de intermediários durante uma transação, como as máquinas de cartão e cartões de crédito ou débito, tornando a transferência praticamente instantânea. A princípio, o sistema tinha duas maneiras de funcionamento diferentes: pagamento entre pessoas físicas e entre pessoas físicas e jurídicas. Em ambos, aquele que paga utilizará a chave Pix daquele que recebe para fazer a transferência (que no caso de pessoas físicas pode ser um código QR, um link de pagamento, o código da chave Pix ou algum dado pessoal como CPF, numero de telefone ou e-mail do receptor, já no caso de pessoa jurídica pode ser um código QR ou o código da chave Pix do estabelecimento). As transações do sistema são feitas através do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), com as mensagens sendo enviadas em XML através da Interface de Comunicação do SPI (ICOM). Já o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) faz a gestão das chaves e outras formas de pagamento. A API Pix pode ser usada para auxiliar na integração de instituições financeiras e de pagamento.

Além do Pix Tradicional, o sistema possui diversas modalidades. No Pix Parcelado, é possível pagar parcelado com cartão de crédito. No Pix Saque, é possível realizar saques bancários através do sistema. No Pix Troco, é possível que o cliente receba parte do dinheiro de volta em uma transação. No Pix Cobrança, é possível realizar cobranças, servindo de alternativa para o boleto bancário. O Pix Garantido será uma alternativa de parcelamento. O Pix Automático permitirá a que o usuário agende pagamentos para pessoas físicas. Já o Pix Agendado Recorrente funcionará para pessoas jurídicas.

Taxas: Por determinação do Banco Central as contas de pessoa física, MEIs e EIs não podem sofrer cobranças tanto para envio (com as finalidades de transferência e de compra) quanto para recebimento através do Pix (com finalidade de transferência). O custo para as instituições financeiras cobrado pelo Banco Central é de R$ 0,01 a cada 10 créditos em conta Pagamentos Instantâneos (conta PI) própria em função da liquidação de ordem de pagamento instantâneo.

Esta restrição porém não atinge o resto das empresas que podem sofrer cobranças a critério exclusivo de seu banco, já instituídas por bancos como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil.

Desinformação sobre taxação, fragilização dos mecanismos de controle e identificação de operações do PCC: Desde 2001 os bancos precisam informar movimentações (créditos mais débitos) superiores a um certo valor à Receita Federal. Essas informações são lançadas pelas instituições no sistema e-Financeira, criado em 2015. Nesse sistema, não se identifica a forma como os débitos e créditos foram realizados em uma conta (como depósitos, pagamentos de boleto, Pix, TED, compras com cartão etc.) Também não é informada a origem ou o destino dos pagamentos. Porém, as fintechs não prestavam informações ao e-Financeira até 2024, gerando um vácuo regulatório. Isso permitia o uso de contas-bolsões para lavagem de dinheiro. Mesmo grandes fintechs, como Nubank e C6 Bank, estavam isentas dessas obrigações.

Intensa polêmica foi suscitada pela tentativa de estabelecer igual tratamento para fintechs e bancos tradicionais, em setembro de 2024, através de uma Instrução Normativa (IN) da Receita Federal. Políticos de direita, em especial o deputado Nikolas Ferreira (PL), e influenciadores acusaram o governo federal de estar preparando a "taxação do pix" ou a ampliação do monitoramento de Pessoas Físicas para fins de arrecadação de Imposto de Renda. Em janeiro de 2025, Nikolas Ferreira publicou um vídeo criticando uma norma da Receita Federal criada pelo governo Lula para ampliar o monitoramento de transações financeiras realizadas via Pix e cartão de crédito por instituições financeiras digitais, envolvendo movimentações superiores a 5 mil reais para pessoas físicas e 15 mil reais para pessoas jurídicas. A medida tinha como objetivo fortalecer o combate a atividades ilícitas e à sonegação fiscal. Em apenas 24 horas, o vídeo tornou-se o terceiro mais assistido da história da internet naquele momento, desconsiderando trailers de filmes e séries. Segundo a agência de checagem Aos Fatos, a ampla repercussão da publicação contribuiu para a disseminação de informações enganosas sobre a fiscalização do Pix, tema que já dominava os debates nas redes sociais. Após a intensa reação pública e a circulação de desinformação relacionada à medida, o governo federal decidiu revogar a norma.

Posteriormente, a Receita Federal declarou que a revogação da fiscalização enfraqueceu o monitoramento de operações financeiras e favoreceu organizações criminosas, e Robinson Barreirinhas, secretário especial do órgão, declarou que a Receita Federal sofreu "o maior ataque da história":

“Publicamos essa instrução em setembro do ano passado [2024], para valer a partir de janeiro. O que aconteceu em janeiro todos nós sabemos. A Receita Federal recebeu o maior ataque da história dela, de mentiras, de fake news, dizendo mentirosamente que aquela instrução normativa tratava de tributação de meios de pagamento”.

Em agosto de 2025, quando a Operação Carbono Oculto detectou fintechs e fundos de investimento envolvidos em lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a necessidade de impor o igual tratamento voltou ao debate público. No dia seguinte à megaoperação, publicou-se nova IN obrigando as fintechs a prestar as mesmas informações que os bancos no sistema e-Financeira. De acordo com a investigação, a ação do grupo criminoso teria sido favorecida pela falta de fiscalização, cenário que foi intensificado pela disseminação de informações falsas nas redes sociais.

A Instrução Normativa RBF 2278/25 foi escrita de modo sucinto para tentar reduzir especulações. Nela, informa-se expressamente o objetivo de “combate aos crimes contra a ordem tributária, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes”. Mais uma vez o PIX não é mencionado na IN. Embora alguns acusem a medida de tentar ampliar o número de pessoas que cai na malha fina da Receita Federal, o valor de referência subiu em relação ao que vigorava até 2024, como se vê no quadro abaixo:
  • Quem fornece à Receita Federal os dados sobre movimentação em conta? Bancos plenos (Antes da IN RBF 2278/25)Bancos plenos e fintechs (Depois da IN RBF 2278/25)
  • Valor das operações financeiras informadas ao e-Financeira (soma de débitos e créditos)A partir de R$ 2000 (Antes da IN RBF 2278/25), A partir de R$5000 (Depois da IN RBF 2278/25)
  • Necessidade de identificar origem ou instrumento de pagamento: Nenhuma
HISTÓRIA

Um relatório de 2015 do Banco Central do Brasil (BC) falava sobre uma "soluções que permitam, a baixo custo, pagamentos de varejo em tempo real e ininterruptos" em 2014, no Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro durante o governo de Dilma Rousseff.

O sistema começou a ser estruturado pelo Banco Central do Brasil, em 2016 pelo grupo de trabalho liderado pelo engenheiro Carlos Eduardo Brandt que chefiou a equipe técnica do Banco Central no desenvolvimento do PIX. Por conta dessa atuação, ele ficou amplamente conhecido como o "Pai do Pix" e reconhecido internacionalmente. Nessa época, o Banco Central brasileiro havia participado de um relatório do Banco de Compensações Internacionais que tratava sobre sistemas de pagamentos instatâneos. Os requisitos fundamentais que estabelecem as características básicas do sistema de pagamentos instantâneos foram estabelecidos em dezembro de 2018 pelo Banco Central. O objetivo do sistema é diminuir as transações com dinheiro em espécie e oferecer uma alternativa em relação aos meios de pagamento já oferecidos, como o boleto e as transações com máquinas de cartões, que seja mais rápida e barata se comparada aos já ultrapassados sistemas de TED e DOC. O presidente do órgão na época era o economista Ilan Goldfajn. Apesar de o grupo de trabalho para a implantação do sistema ter sido oficialmente estabelecido em 2018, a equipe responsável pelo projeto afirmou que o conceito da ferramenta já existia desde dezembro de 2016. Goldfajn já sinalizava na época que o Banco Central iria lançar uma ferramenta inspirada no Zelle, uma plataforma de pagamentos de "pessoa para pessoa", lançada em 2017 nos Estados Unidos pela fintech Early Warning Services. Antes do Pix, empresas como a americana PayPal e a brasileira PicPay já utilizavam o pagamento via QR Code no país.

Goldfajn declarou que novas tecnologias estavam revolucionando o sistema financeiro, com formas de pagamento mais eficientes. Naquele ano, a equipe técnica do Banco Central publicou um relatório no âmbito do Banco de Compensações Internacionais sobre a eficiência dos sistemas de pagamentos instantâneos, com detalhes do projeto.

As discussões continuaram em 2017, com estudos em parceria com o mercado financeiro e outros bancos centrais. Depois dos estudos de viabilidade, os técnicos do Banco Central concluíram que implantar esse novo sistema de pagamentos instantâneos iria "aumentar a competição, eficiência, segurança e inclusão no sistema de pagamentos brasileiro". A proposta foi avaliada pela diretoria colegiada do BC e aprovada por Goldfajn. Em maio de 2018, o banco instituiu o grupo de trabalho "Pagamentos Instantâneos", que determinou as especificações básicas do sistema. Em dezembro, ainda durante a gestão de Goldfajn (que deixaria a presidência do Banco Central em fevereiro de 2019), o BC publicou um relatório definindo os requisitos fundamentais para uma eventual implementação do novo sistema de pagamentos. No relatório, o então diretor de política monetária do Comitê de Política Monetária, Reinaldo Le Grazie, descrevia o sistema como "um método de transação bancária eficiente, competitivo, seguro e inclusivo". O projeto foi levado adiante por Roberto Campos Neto durante a gestão de Jair Bolsonaro. Ao ser questionado por um apoiador sobre o lançamento do Pix em 2020, Bolsonaro demonstrou não ter conhecimento do sistema, apesar disso, fez uso político do sistema em 2022, mentindo que teria sido o criador.

A marca Pix foi lançada em 19 de fevereiro de 2020 pelo BACEN, junto a material informativo para a população. O novo meio de pagamento passou a permitir transações como transferências e pagamentos, incluindo de contas, em até dez segundos. Tal qual determinado no comunicado nº 34.836 do BCB, originalmente, o sistema estava previsto de ser disponibilizado para a população a partir de novembro de 2020 através de bancos, fintechs e serviços de comércio eletrônico, porém, no dia 5 de outubro de 2020, o sistema foi lançado oficialmente e disponibilizado pelos primeiros bancos para fins de testes. O sistema de pagamento começou a funcionar plenamente em 16 de novembro de 2020. Até mesmo o PayPal e o PicPay adotariam o Pix.

Segundo levantamento realizado pela FGVcemif & Toluna em fevereiro de 2021, em cem dias após a sua adoção, o Pix era conhecido por grande parte dos brasileiros e mais de 70% dos que conheciam o novo sistema de pagamento cadastraram ao menos uma chave de acesso. Ainda de acordo com a pesquisa, o custo (inicialmente gratuito) do Pix ainda não era o maior motivador para o uso, mas que o principal interesse estava relacionado à facilidade e rapidez do sistema de pagamento.

Em 2021, foram adicionadas diversas funcionalidades ao Pix. Em 16 de novembro, aniversário de um ano do sistema, passou a valer o Mecanismo Especial de Devolução. A finalidade da ferramenta é ajudar no combate a fraudes. Já em 29 de novembro, também foram adicionadas as modalidades de Pix Saque e Pix Troco para trazer mais praticidade para pessoas físicas e comércio.

Em 2021, Carlos Eduardo Brandt foi o único brasileiro a figurar na lista da Bloomberg das 50 pessoas mais influentes que definiram os rumores dos negócios globais. Destaque sobre sua contribuição para a inovação no sistema financeiro brasileiro através da criação do Pix.

Ataques dos Estados Unidos liderados por Donald Trump: Em meados de julho de 2025, o governo dos Estados Unidos iniciou uma investigação formal sobre o Pix, alegando supostas práticas comerciais digitais discriminatórias e favorecimento a sistemas nacionais, possivelmente prejudicando empresas americanas de cartão de créditos como Visa e Mastercard e bigtechs como PayPal e WhatsApp Pay. PayPal chegou a suspender o Pix entre 2023 e 2026.

Esse caso faz parte de um movimento mais amplo dos Estados Unidos para reforçar seu sistema de pagamentos instantâneos, o FedNow, e avaliar lições aprendidas com o Pix, que detém mais de 150 milhões de usuários e é reconhecido por sua adoção massiva na economia brasileira.

Em julho de 2025, o economista Paul Krugman, ganhador do prêmio Nobel, elogiou o Pix e sugeriu que, com ele, o Brasil pode ter inventado o "futuro do dinheiro", pois o sistema de pagamentos brasileiro está "realmente alcançando o que os defensores das criptomoedas alegavam, falsamente, ser capazes de entregar". Essa declaração veio na semana seguinte ao início da investigação pelo governo dos Estados Unidos sobre o Pix, sob alegação de concorrência desleal; segundo Krugman, o setor financeiro norte-americano concentra grande poder e jamais permitiria que um sistema público superior competisse com seus produtos.

O professor de finanças da Fundação Getulio Vargas, Fabio Gallo, sobre essa investigação afirmou que o Pix está inspirando outros países a desenvolverem suas próprias soluções, enfraquecendo assim o dólar. Segundo ele, Donald Trump não teme o Pix em si, mas o que ele representa: o "fim do monopólio financeiro ocidental", no qual os Estados Unidos não são mais capazes de rastrear, tributar ou bloquear transações. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que Trump está "incomodado com o Pix" porque ele "vai acabar com os cartões de crédito"; segundo a Folha de S.Paulo, membros do governo brasileiro vinculam a pressão estadunidense ao lobby das big techs e das empresas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. Em 25 de julho de 2025, a administração de Lula também planejava lançar uma campanha "massiva" em defesa do Pix, com transmissão em rádio e TV, reforçando o slogan "O Pix é do Brasil" e associando o sistema à soberania nacional.

“Ele [Flávio Bolsonaro] foi pedir arrego. 'Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, não deixa, prejudica o Lula'. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio. [...] Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores!”

— Lula defende o Pix diante de ataques estrangeiros.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO. Foto: Ricardo Stuckert / PR 2 de junho de 2026, 14:02:46.
Em 26 maio de 2026, Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência do Brasil, reuniu-se com Donald Trump em um encontro na Casa Branca, no qual também estava Eduardo Bolsonaro. Na semana seguinte à reunião, em 2 de junho, Trump postou foto do encontro e ameaçou impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, acusando o Pix de ser um sistema público que favorece o Brasil em detrimento de empresas americanas como Visa e Mastercard. Em meio à crise, Flávio Bolsonaro, que ficou conhecido nas redes sociais como "Tariflávio", disse que havia pedido a Trump que recuasse das taxas, enquanto seu irmão Eduardo Bolsonaro sugeriu a adoção do sistema privado americano Zelle como alternativa, gerando forte controvérsia e acusações de "vassalagem" e subordinação a interesses estrangeiros:

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com os americanos”.

Após a repercussão, o ex-deputado negou ter sugerido substituição do Pix.

O presidente Lula reagiu com críticas à atuação da família Bolsonaro em busca de sanções para o Brasil, defendendo a soberania do Pix como uma das políticas públicas mais bem-sucedidas do país, e declarou-os "traidores da Pátria".

Em resposta às críticas do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ao sistema de pagamentos brasileiro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade que representa os maiores bancos do país, manifestou apoio ao Pix, ressaltando que a plataforma não constitui um produto comercial, mas uma infraestrutura de pagamentos que favorece a concorrência e permite a participação das instituições financeiras:

“O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica. Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras”.

POPULARIDADE

Após seu lançamento, o Pix se tornou um meio de pagamentos muito utilizado, ultrapassando em pouco tempo outras tecnologias, como cheques, boletos e até mesmo cartões de crédito e débito.

A utilização do Pix – o serviço brasileiro de pagamentos instantâneos – já supera a de outros meios de pagamentos mais antigos, como DOC, TED e boleto bancário. A constatação foi feita nesta quinta-feira, 20, pelo Banco Central por meio do documento “Pix: O novo meio de pagamento brasileiro”.

Dois anos depois do lançamento, o Pix já contabilizava 523,2 milhões de chaves cadastradas e 26 bilhões de transações, consolidando-se como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Durante o primeiro semestre de 2024, as transações via Pix atingiram R$ 29 bilhões, representando alta de 61% ante o mesmo período de 2023, segundo levantamento da Febraban.

O sistema de pagamento também tem sido utilizado em alguns locais da Argentina, devido a desvalorização do peso argentino e à grande quantidade de turistas brasileiros, evitando a necessidade de conversão de moeda e as taxas relacionadas. Serviços globais como a Wise também aceitam e realizam pagamento em Pix. Também tem sido utilizado em outros países, como Espanha, Portugal e até mesmo nos Estados Unidos.

Em junho de 2025 atingiu um novo recorde, quando foram realizadas 276,7 milhões de transferências via Pix em um único dia.

IMPACTO NACIONAL E INTERNACIONAL

Uso político: Em 2022, Jair Bolsonaro afirmou falsamente que teria sido responsável pela criação do Pix. Na verdade, o conceito do meio de pagamento foi projetado em 2016 e teve suas principais diretrizes definidas em 2018, ainda durante a gestão de Michel Temer. Quando o sistema foi lançado, Bolsonaro demostrou desconhecer o método. A desinformação foi transmitida no horário eleitoral obrigatório, veiculada na plataforma de anúncios do Google e disseminada em redes sociais.

Em duas oportunidades, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) repudiou o uso eleitoral do Pix por parte de Bolsonaro e atribuiu a criação do meio de pagamento aos analistas e técnicos do Banco Central do Brasil.

Uso social: Algumas pessoas passaram a enviar quantias muito pequenas de dinheiro para usar o Pix como mensageiro instantâneo. Também é possível enviar códigos de html pela plataforma. Parte dessas mensagens são usadas para a paquera. Por vezes, o Pix é usado quando uma pessoa perde o contato por ser bloqueada de todas as redes sociais. Ainda, alguns usuários compartilham sua chave do Pix em redes sociais como o Twitter para receber dinheiro e flertes. Os usuários que assim procedem foram apelidados de pixsexuais, e a plataforma foi apeliadada de PixTinder. O Banco Central pronunciou-se dizendo que “O PIX é um meio de pagamento, não uma rede social”. Também afirmou que não há como bloquear usuários, mas é possível desativar as notificações para não ser incomodado com as mensagens. Ainda, alertou dos riscos de vazamento de dados sensíveis ao compartilhar a chave pela internet.

A possibilidade de enviar uma mensagem sabendo apenas o CPF da pessoa, caso ele tenha sido registrado como chave Pix, permite que o serviço auxilie na devolução de documentos perdidos. Basta enviar um Pix para a chave do CPF explicando onde o documento pode ser encontrado.

Reconhecimento internacional: O Pix é considerado uma revolução nos sistemas de pagamentos mundiais. Segundo o vencedor do Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, o Pix pode ser considerado o futuro do dinheiro. O economista também completou dizendo: “Outras nações podem aprender com o sucesso do Brasil no desenvolvimento de um sistema de pagamento digital. Mas os Estados Unidos provavelmente permanecerão presos a uma combinação de interesses pessoais e fantasias cripto.

GOLPES, FRAUDES E PROBLEMAS

Por facilitar a transferência de dinheiro, o Pix também facilitou a transferência fraudulenta de dinheiro. Diversos golpes são divulgados pela mídia como "golpes do Pix", pois utilizam a ferramenta, apesar de não serem associados diretamente ao Pix em si. É possível pedir reembolso do valor transferido, caso comprovada a fraude, através do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A vítima do golpe deve registrar pedido de devolução na instituição bancária em até 80 dias da realização do Pix. Em setembro de 2024, o BC introduziu um alerta para transações atípicas. No entanto, conforme advertem pesquisadores, o MED apenas é viável quando o dinheiro permanece na conta destino, o que não ocorre na maioria dos casos de crimes cibernéticos, em que a única alternativa está na aplicabilidade das medidas assecuratórias per saltum pela polícia judiciária.

O Pix proporcionou um ressurgimento dos sequestros-relâmpago, modalidade de crime até então "adormecida". Quadrilhas especializadas sequestram vítimas para forçá-las a fazer transferências bancárias de grande valor por meio do Pix. Para combater isso, o Banco Central, em agosto de 2021, anunciou algumas medidas de segurança no aplicativo. Dentre elas, a mais importante é o limite de mil reais para transferências realizadas à noite.

Outro problema relacionado ao uso do Pix é o envio de dinheiro para uma conta errada. Nessas situações, quem enviou pode solicitar a devolução do dinheiro. A não devolução pode ser considerada enriquecimento sem causa e apropriação indevida de valores, que pode resultar no crime de apropriação. Em 2022, um advogado recebeu um Pix errado da Rede Globo no valor de R$ 318 mil, e foi condenado a devolver o valor.

Operações policiais: Em 5 de julho de 2022, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um jovem de 22 anos na Cidade Ocidental acusado de aplicar o golpe do Rei do Pix. Em 24 de maio de 2023, a Polícia Civil de São Paulo prendeu 17 pessoas que faziam parte de uma quadrilha que usava a força para obrigar transferências por Pix. Eles agiam em Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Ribeirão Pires e Mongaguá. Em 13 de junho, a Polícia Civil prendeu doze pessoas na Operação Rei do Pix. Elas foram acusadas de integrar uma quadrilha homônima que roubava imóveis e exigia senhas para transferências e empréstimos. O líder da quadrilha, Hércules Reinan de Oliveira, havia sido preso no início do mês na Vila Prudente.

Lista parcial de golpes:
  1. Atendimento bancário falso: O criminoso se passa por atendente de banco e pede para a vítima criar uma chave no Pix. Em seguida, pede uma transferência para teste.
  2. Bug do Pix: O criminoso divulga fake news sobre uma suposta falha no Pix, onde o participante ganharia dinheiro após transferir para determinadas contas.
  3. Comprovante falso: O criminoso emite um comprovante de pagamento falso para evitar realizar um pagamento.
  4. Pirâmide financeira: O criminoso oferece pagamentos via Pix mediante o cumprimento de determinadas tarefas, geralmente ligadas ao marketing digital. Quando a vítima é convidada para entrar no esquema, ela precisa realizar pagamentos cada vez maiores para "evoluir" nas tarefas e resgatar os ganhos.
  5. Pix errado: O criminoso transfere o dinheiro para uma conta e entra em contato pedindo o dinheiro de volta, mas utilizando outra chave. Assim, além do dinheiro retornado pela vitima, é possível usar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para solicitar o dinheiro de volta pelo banco.
  6. Pix Agendado falso: O criminoso envia uma imagem falsa ou cortada de um Pix Agendado para evitar realizar um pagamento.
  7. QR Code falso: O criminoso pede doações através de QR Codes em, por exemplo, livestreams falsas.
  8. Quiz do Pix: O criminoso oferece um pagamento via Pix caso algumas perguntas sejam respondidas, porém a url enviada é maliciosa e rouba os dados da vítima.
  9. Rei do Pix: O criminoso afirma que realizou algum ato fraudulento, como a clonagem de cartões de crédito, e que precisa de uma conta para transferir o dinheiro. A pessoa realiza uma transferência esperando que o dinheiro retorne multiplicado, porém isto nunca ocorre. Neste caso, a vítima também pode ser enquadrada por estelionato. Uma versão particularmente popular deste golpe foi o URUBU DO PIX. O esquema é conhecido por outros nomes, como "Pix Online", "Esquema do Pix", "Pix do Dia", entre outros.
  10. WhatsApp clonado: O criminoso pede dinheiro pelo Pix para conhecidos se passando pela vítima.
FONTES:  «Banco Central antecipa lançamento do PIX para 5 de outubro». TecMundo. Consultado em 5 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 14 de junho de 2025

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Barreto, Kellen; Martello, Alexandro (10 de junho de 2026). «PIX: Governo registra marca de alto renome no INPI após ataques EUA». g1. Consultado em 11 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de junho de 2026
 'Pai' ou padrasto? Lançado sob Bolsonaro, Pix foi planejado na gestão Temer
«Regulamentação do Pix». Banco Central do Brasil. Cópia arquivada em 17 de março de 2026
«Pix começa a operar em 16 de novembro». Governo do Brasil. Consultado em 23 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 3 de novembro de 2025
«Pix: entenda o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central». Conductor. 22 de outubro de 2019. Consultado em 29 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 3 de agosto de 2021
 «Tudo sobre Pix: entenda como funciona o sistema de pagamentos do Banco Central». InfoMoney. 6 de novembro de 2022. Consultado em 27 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2024
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 «Quem criou o Pix? Como nasceu o sistema de pagamentos que está na mira do governo Trump». BBC News Brasil. 4 de junho de 2026. Consultado em 4 de junho de 2026. Cópia arquivada em 10 de junho de 2026
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«Documentos do BC mostram que bases do Pix foram lançadas em 2018». Agência Brasil. 19 de julho de 2025. Consultado em 6 de junho de 2026. Cópia arquivada em 14 de abril de 2026
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«Pagamento instantâneo começa em 2020 e deve pressionar setor financeiro». Exame. 23 de julho de 2019. Consultado em 5 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 4 de novembro de 2025
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Transforming Payments with an Easy, Fast and Secure Way to Move Money (em inglês)
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«'Não li sobre isso. Não tomei conhecimento', diz Bolsonaro sobre o Pix». CNN Brasil. 5 de outubro de 2020. Consultado em 24 de abril de 2026. Cópia arquivada em 26 de abril de 2026
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Post № 887 ✓

domingo, 21 de junho de 2026

FIFA STREET 2 (JOGO ELETRÔNICO DE 2006)

Capa completa para PS2 com o atacante português Cristiano Ronaldo, no Manchester United.
FIFA Street 2 é a sequência de 2006 do jogo de videogame FIFA Street, da EA Sports. Um novo sistema de "drible stick beat" foi introduzido, assim como novos dribles autênticos. O jogo foi lançado para GameCube, PlayStation 2, Xbox, PlayStation Portable, Nintendo DS e celulares. O jogador na capa do jogo é o internacional português Cristiano Ronaldo.

JOGABILIDADE

O jogo é um jogo de futebol de rua no qual o jogador controla versões de quatro jogadores de seleções nacionais em partidas onde o objetivo é vencer marcando um número determinado de gols ou pontos por meio de dribles, ou dentro de um limite de tempo. No modo carreira "Domine as Ruas", o jogador cria um personagem e compete em torneios ao redor do mundo para obter "Créditos de Habilidade" para comprar roupas e melhorar seu nível. Conforme o jogador evolui, ele pode se tornar capitão de seu próprio time de futebol de rua e, eventualmente, se tornar um jogador internacional. Os melhores jogadores têm movimentos especiais, muitas vezes com nomes inspirados em seus apelidos.

Lendas do futebol como Zico, Carlos Alberto Torres e Abedi Pelé podem ser desbloqueadas durante o jogo.

O jogo possui sua própria estação de rádio, apresentada por Zane Lowe, ex-BBC Radio 1, e com músicas de artistas como Roots Manuva, Sway, Pendulum, Editors e The Subways.

RECURSOS

O jogo tem várias características e modos diferentes.

Jogar agora: No jogar agora (ou play now), o jogador escolhe o time que vai jogar e seu adversário, deixando para a máquina a escolha da quadra onde vai ser jogada a partida. Neste caso, o nível de dificuldade praticado é de acordo com as configurações do jogo.

Modos de jogo: Pode escolher entre amistoso (friendly, que é semelhante ao "Jogar agora" , mas neste caso você escolhe seu quarteto e seu adversário, a quadra, a bola e as regras do jogo), Rule the street, que é uma competição na qual você cria um jogador e passa por diferentes provas de jogo e Skills chalenge, onde você escolhe oito jogadores que tem de fazer diferentes dribles e movimentos, de acordo com o que o jogo pedir. Infelizmente o game não tem modo de Copas para os jogadores disputarem, o que deixa a desejar, mais ainda é um jogo muito aclamado.

GAME BREAKER

Na partida, conforme você executa dribles e habilidades, ganha pontos que vão sendo acumulados. Cada ponto que é ganho faz crescer uma barra nos cantos superiores da tela. Quando a barra fica completa, o jogador da equipe que tem o Game Breaker a seu favor tem de passar com a bola sobre uma estrela que aparece no meio do campo. Cada drible aplicado no adversário faz o gol adquirir um novo valor. Com isso, o gol marcado enquanto ele ainda tiver o Game Breaker vale:
  • Nº de dribles Nº de gols a favor Nº de gols descontados do adv. Comentário
  • 0 1 0 Resultados apenas válidos se você fizer o gol
  • 1 1 1 Resultados apenas válidos se você fizer o gol
  • 2 2 1 
  • Resultados apenas válidos se você fizer o gol
  • 3 Vence o jogo automaticamente por K.O. se você ainda conseguir fazer um gol.
EQUIPES
  1. Alemanha
  2. Argentina
  3. Austrália
  4. Brasil
  5. Camarões
  6. Coreia do Sul
  7. Dinamarca
  8. Escócia Escócia
  9. Espanha Espanha
  10. Estados Unidos
  11. França
  12. Grécia
  13. IInglaterra
  14. Irlanda
  15. Itália
  16. México
  17. Nigéria
  18. Portugal
  19. Tchéquia
  20. Suécia
  21. Legends
  22. Street Kickers
  23. Street Ballers
ARENAS
  1. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
  2. Cidade do México, capital do México
  3. Cidade de Nova Iorque, Nova Iorque, Estados Unidos
  4. Berlim, capital da Alemanha
  5. Amsterdã, capital dos Países Baixos
  6. Londres, capital da Inglaterra
  7. Marselha, França
  8. Roma, capital da Itália
  9. Lagos, Lagos, Nigéria
RÁDIOS

Tem três rádios pré-definidas, com a opção de você criar uma nova estação com as músicas que quiser. Uma rádio personalizada comporta até 25 músicas. As rádios pré-definidas são:
  1. Live FM: Rádio com seleção musical com rock, rap e outros.
  2. Rider Radio: Rádio com seleção de Drum & Bass e outros gêneros de música eletrônica.
  3. Radio Bongo: Rádio que toca músicas latinas do passado e do presente, tendo como locutor e selecionador brasileiro DJ Marky.
RECEPÇÃO

O jogo recebeu críticas "mistas" em todas as plataformas, exceto na versão para DS, que recebeu críticas "desfavoráveis", de acordo com o agregador de críticas de videogames Metacritic.

O AV Club deu ao jogo uma nota B e afirmou: "Defender-se de truques pode ser como uma cena de comédia física desajeitada. Quando você não está paralisado, você cai de cara no chão." No entanto, o The Times deu às versões para PS2 e Xbox três estrelas em cinco e disse que "falha em um aspecto vital — a saber, a arte de se defender."

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sábado, 21 de março de 2026

TRUE CRIME: STREETS OF LA (JOGO ELETRÔNICO DE 2003)

  • DESENVOLVEDORA(S): Luxoflux Corp.
  • PUBLICADORA(S): Activision Publishing, Inc.
  • PRODUTOR(ES): Bryant Bustamante
  • DESIGNER(S): Peter Morawiec e Richard Yeh
  • PROGRAMADOR(ES): Cary Hara, Adrian Stephens, Jeff Lander, Zach Baker, Adam Morawiec, Bob Schade e Johan Köhler
  • ESCRITOR(ES): Peter Morawiec, Micah Linton, Marc Goff, Richie Porter e Yael Swerdlow
  • ARTISTA(S): Daniel Padilla, Christopher Otcasek, Nick Marks, Kenton Draeger, Lia Tijong, Irina Polishchuk, Gabe Garrison e Dan Bickell
  • COMPOSITOR(ES): Sean Murray
  • ELENCO:
    • Russell Wong — Nick Kang
    • Gary Oldman — Rocky e o Agente do FBI Masterson
    • Christopher Walken — George
    • Michelle Rodriguez — Rosie Velasco
    • Michael Madsen — Don Rafferty e Vozes adicionais
    • CCH Pounder — Chefe
    • Ron Perlman — Misha e Vozes adicionais
    • Mako — General Kim
    • James Hong — Ancião Wu e Vozes adicionais
    • Keone Young — Grande Chong, Jimmy Fu e Vozes adicionais
    • Ryun Yu — Cary Kang
    • Grey DeLisle — Jill, Lola e Vozes adicionais
    • Vernée Watson — Expedidor (creditado como Vernee Watson-Johnson)
    • Yuji Okumoto — Vozes adicionais
    • Kevin Michael Richardson — Vozes adicionais (creditado como Kevin M. Richardson)
    • André Sogliuzzo — Vozes adicionais (creditado como Andre Sogliuzzo)
    • Daran Norris — Vozes adicionais
    • Débi Mae West — Vozes adicionais
    • Michael Gough — Vozes adicionais
    • Nick Jameson — Vozes adicionais
    • Edward Yin — Vozes adicionais
    • Greg Cipes — Vozes adicionais
    • Margaret Tang — Vozes adicionais
    • Vanessa Marshall — Vozes adicionais
    • Gene Bahng — Vozes adicionais
    • Josh Paskowitz — Vozes adicionais
    • Nik Frost — Vozes adicionais
    • Snoop Dogg — Ele mesmo
  • PLATAFORMA(S): GameCube, PlayStation 2, Xbox, Windows, Mobile e Mac OS X
  • LANÇAMENTO: 4 de novembro de 2003
    • Gamecube, PS2, Xbox: 4 de novembro de 2003 (América do Norte), 7 de novembro de 2003 (Europa), 21 de novembro de 2003 (Europa para GameCube)
    • Windows: 18 de maio de 2004 (América do Norte), 28 de maio de 2004 (Europa)
    • Dispositivo Móvel: 21 de novembro de 2004
    • Mac OS X: 14 de março de 2005
  • GÊNERO(S): Aventura, 
  • MODOS DE JOGO: Um jogador; multijogador apenas no PC
  • SEQUÊNCIA: True Crime: New York City (2005)
  • ONDE JOGAR: Internet Archive (Versão para PC)Internet Archive (Versão Europeia)
True Crime™: Streets of LA™ é um jogo eletrônico de ação e aventura em mundo aberto de 2003, desenvolvido pela Luxoflux e publicado pela Activision para GameCube, PlayStation 2 e Xbox em novembro de 2003, para Microsoft Windows em maio de 2004 e pela Aspyr para Mac OS X em março de 2005. Uma adaptação para celular foi lançada em novembro de 2004. O jogo apresenta uma recriação de 622 km² (240 milhas quadradas) de grande parte de Los Angeles, incluindo a maior parte de Beverly Hills e Santa Monica, com a maioria dos nomes de ruas, pontos turísticos e rodovias reproduzidos com precisão.

SINOPSE

O jogo conta a história de Nicholas Kang, um detetive intransigente do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) que é recrutado para a Divisão de Operações de Elite para investigar uma série de atentados a bomba em Chinatown.

À medida que se aprofunda no caso, ele descobre que pode estar ligado ao desaparecimento de seu pai, também policial, 20 anos antes.

JOGABILIDADE

True Crime é um jogo de ação e aventura em mundo aberto, jogado em terceira pessoa, no qual o jogador controla o detetive Nicholas Kang da "Divisão de Operações de Elite" (EOD), uma unidade autônoma selecionada a dedo do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD).

O jogo foi um dos primeiros jogos de ação e aventura em mundo aberto não pertencentes à série Grand Theft Auto lançados após Grand Theft Auto III (2001). Foi rotulado por muitos como um CLONE de Grand Theft Auto, já que a mecânica principal do jogo é idêntica à de Grand Theft Auto III e seu sucessor, Grand Theft Auto: Vice City (2002). Assim como em Grand Theft Auto, os jogadores podem viajar livremente pela cidade, tomar posse de veículos, fazer o que quiserem para atacar ou matar civis inocentes e progredir na história no seu próprio ritmo. No entanto, a principal diferença em relação aos jogos Grand Theft Auto é que, em True Crime, o jogador controla um policial. Sendo assim, True Crime foi chamado de "o clone de GTA III onde você joga como policial".

O jogo envolve quatro tipos principais de missão, cada um com sua própria jogabilidade única: tiro, luta, furtividade e direção. Em muitos níveis do jogo, mesmo que as missões falhem, a história continuará, às vezes com uma cena de abertura diferente para o próximo nível, com uma versão alternativa do nível, ocasionalmente ramificando-se em outra história completamente diferente.

Durante as missões de tiro, o jogo mira automaticamente no oponente mais próximo. Se o jogador desejar mudar o alvo para outro oponente, ele deve fazê-lo manualmente. Quando o jogador está no modo de tiro, ele pode entrar no "Movimento de Precisão" a qualquer momento. Nesse ponto, o jogo muda para a perspectiva em primeira pessoa, dá zoom no alvo e entra em câmera lenta momentaneamente. Enquanto estiver no Modo de Precisão, se a mira ficar verde, o jogador pode atingir o inimigo com um tiro neutralizante e não letal. Se o jogador atirar quando a mira estiver vermelha, o inimigo será morto instantaneamente. Os jogadores também podem se proteger durante os tiroteios, atirando de trás da cobertura quando a oportunidade se apresentar. Os jogadores também podem pegar quaisquer armas deixadas pelos inimigos. No entanto, quando a munição dessas armas acabar, Kang deixará a arma cair e voltará ao seu revólver padrão, que, embora precise ser recarregado, nunca fica sem munição.

Em combate corpo a corpo, o jogador possui quatro ataques principais: chute alto, chute baixo, soco e agarramento. Após atingir um inimigo um certo número de vezes, o inimigo ficará atordoado, momento em que o jogador pode realizar um combo pressionando uma série de botões. Durante missões furtivas, o jogador é automaticamente colocado em modo furtivo. O jogador pode se aproximar dos inimigos por trás e nocauteá-los ou matá-los. Esbarrar em objetos ou andar sobre cacos de vidro ou sacos plásticos fará com que os inimigos próximos percebam a presença do jogador.

As missões de direção podem envolver tentar alcançar outro carro, escapar de outro carro ou seguir outro carro. Em todos os momentos em que o jogador está em um carro, a condição do seu carro é mostrada na tela. Se a barra de saúde do carro se esgotar, o carro está perto da destruição. Quando outro carro estiver envolvido, a barra de saúde desse carro também será mostrada na tela. Quando o jogador estiver seguindo outro carro, um "Medidor de Perseguição" aparecerá na tela, com três seções e uma seta móvel. Se a seta estiver na seção superior, significa que o jogador está muito perto e deve diminuir a velocidade. Se a seta estiver na seção inferior, significa que o jogador está perdendo o alvo de vista e deve acelerar. Assim, o jogador deve tentar manter a seta na seção do meio o máximo possível. Durante as missões de direção normais, o jogador pode resolver crimes aleatórios fornecidos pelo despachante de rádio.

O jogador pode acessar instalações 24 horas por dia, 7 dias por semana, ao longo do jogo para aprimorar suas habilidades de direção, luta ou tiro. As instalações 24 horas só são acessíveis se o jogador tiver um "distintivo" disponível. Os distintivos são obtidos ao adquirir "Pontos de Recompensa"; cada cem pontos de recompensa são convertidos em um distintivo. A entrada em uma instalação 24 horas custa um distintivo, e o jogador deve completar um desafio para ganhar a melhoria. Se o jogador falhar, ele deve gastar outro distintivo para tentar novamente. Os pontos de recompensa também são necessários para o jogador se curar em uma farmácia ou consertar seu carro em uma oficina; o número de pontos deduzidos depende do nível de dano em cada caso. O jogador ganha pontos de recompensa por prender ou matar criminosos, resolver crimes e completar missões. Pontos são deduzidos por matar civis e falhar em missões.

O jogador também possui um medidor de "Bom Policial/Mau Policial". Se o jogador prender criminosos, resolver crimes, atirar em inimigos com tiros neutralizantes e nocautear oponentes em vez de matá-los em missões furtivas, ele ganhará pontos de Bom Policial. Se, no entanto, ele matar civis, atirar na cabeça de criminosos, usar armas em combate corpo a corpo ou matar inimigos em missões furtivas, ele ganhará pontos de Mau Policial. Em certos pontos do jogo, a história se ramificará de forma diferente dependendo se o jogador tiver uma pontuação de Bom Policial ou de Mau Policial. Se a pontuação de Mau Policial do jogador ficar muito alta, os civis começarão a atacar Kang. Se a pontuação de Mau Policial chegar a 99, outros policiais e, eventualmente, a SWAT tentarão matá-lo. O número de pontos de Bom ou Mau Policial também influencia o final do jogo.

DESENVOLVIMENTO

O jogo foi anunciado pela primeira vez em 15 de maio de 2002, quando a Activision revelou que a Luxoflux estava desenvolvendo um "jogo de ação e corrida original inspirado em filmes de ação de Hong Kong" para PlayStation 2 , Xbox e GameCube . De acordo com Larry Goldberg, vice-presidente executivo da Activision Worldwide Studios,

“Condução baseada em missões e ação-aventura se unem nesta nova e ousada direção para o entretenimento interativo. Imbuído do estilo único dos filmes de ação de Hong Kong, True Crime: Streets of LA permite que os jogadores experimentem em primeira mão as acrobacias de carro, os momentos de tensão, o raciocínio rápido e a ação intensa que são sinônimos desse estilo distinto de cinema.”

A Activision afirmou que o jogo combinava a jogabilidade de beat 'em ups , jogos de tiro em terceira pessoa e jogos de combate veicular, e incluiria mais de vinte missões ramificadas e múltiplos finais. Eles também revelaram que o jogo recriaria 1.036 km² de Los Angeles e que o jogador poderia visitar vários pontos turísticos da cidade. Embora estivesse apenas 40% completo, True Crime foi apresentado pela primeira vez no evento E3 de 2002, em maio, onde foi previsto para lançamento em abril de 2003. A Activision enfatizou a precisão geográfica da Los Angeles do jogo, bem como os diferentes estilos de jogabilidade.

Em dezembro, a Activision apresentou uma versão do jogo com 60% de desenvolvimento concluído. Revelaram que a área de Los Angeles no jogo havia sido reduzida para aproximadamente 777 km². Para recriar a cidade, os desenvolvedores utilizaram imagens de satélite comerciais, tecnologia GPS e fotografias tradicionais, com a cidade do jogo se estendendo de Hollywood Hills ao centro da cidade, passando por Santa Monica e Marina del Rey. Também revelaram detalhes da trama ramificada, com muitas fases apresentando duas ou três cenas de abertura, dependendo das ações do jogador nas fases anteriores. Enfatizaram que seria raro o jogador encontrar uma tela de "Game Over"; geralmente, uma missão falha simplesmente levaria a uma fase posterior por um caminho diferente daquele que seria necessário caso a missão tivesse sido concluída com sucesso. Revelaram ainda que o jogo teria três finais alternativos e que o jogador poderia jogá-lo várias vezes, vivenciando uma narrativa e fases diferentes a cada vez. Anunciaram também que o jogo contaria com cerca de cem crimes aleatórios que o jogador poderia resolver enquanto dirige pela cidade. O sistema "Policial Bom/Policial Mau" também foi mostrado pela primeira vez, embora ainda estivesse em um estado rudimentar de desenvolvimento. A escalação de Russell Wong como o protagonista Nick Kang e Gary Oldman como o principal vilão do jogo também foi anunciada.

Em abril de 2003, a Activision anunciou o elenco principal de dubladores; além de Russell Wong e Gary Oldman, o jogo também contaria com Christopher Walken, CCH Pounder, James Hong, Mako, Ron Perlman e Keone Young. Alguns dias depois, Michelle Rodriguez e Michael Madsen também foram adicionados ao elenco. O elenco foi formado e dirigido por Margaret Tang, com Rik Schaffer trabalhando na engenharia de voz, gravação, edição e design de efeitos de voz.

O jogo foi apresentado em seguida no evento E3 de 2003, em maio. Embora não fosse uma versão final, tanto a IGN quanto a GameSpot ficaram impressionadas. Sam Bishop, da IGN, escreveu: "É evidente que a Luxoflux não está tentando fazer um clone rápido e malfeito de Grand Theft Auto." Jeff Gertsmann, da GameSpot, elogiou a integração dos tipos de jogabilidade, escrevendo: "A parte interessante é como todas essas mecânicas de jogo se encaixam bem para formar um jogo orientado por missões, mas com final aberto." Durante o evento, a Activision anunciou novamente que o tamanho da cidade do jogo havia sido reduzido, desta vez para 622 km² (240 milhas quadradas). (Para ter uma ideia, GTA V têm 80 km² (31 milhas quadradas).) No entanto, eles também anunciaram que mais de cem pontos turísticos de Los Angeles estavam presentes no jogo, em suas localizações geográficas exatas, como o Centro de Convenções de Los Angeles e o Staples Center.

Na preparação para o lançamento do jogo, a Activision anunciou que True Crime seria adaptado para dispositivos móveis pela Mforma. Em 22 de outubro, eles enviaram a versão final do jogo para sites de jogos. Vários dias depois, confirmaram os rumores de que Snoop Dogg seria um personagem DESBLOQUEÁVEL, com sua própria missão e carro. Eles também anunciaram que haviam assinado um contrato de licenciamento exclusivo com a Puma; Kang usaria várias peças do catálogo de outono de 2003 da Puma. Barney Waters, diretor de marketing da Puma América do Norte, afirmou: "Os videogames são um fenômeno com um apelo diversificado. Dos skatistas aos hipsters e fashionistas, os jogos são o denominador comum para um público amplo e um meio distinto para a Puma utilizar para interagir com os consumidores."

Processo: No final de outubro de 2003, duas semanas antes do lançamento programado do jogo, em 4 de novembro, o romancista Robert Crais alegou que o protagonista do jogo, Nicholas Kang, era uma cópia direta do protagonista de muitos dos romances de Crais, Elvis Cole. Crais entrou com um processo alegando que "True Crime é substancialmente semelhante aos romances de Elvis Cole" e acusou a Activision de copiar "expressões protegidas". O processo buscava uma liminar para impedir a Activision de lançar o jogo, indenização por danos monetários não divulgados e a "destruição de todas as obras infratoras".

O processo não conseguiu impedir o lançamento programado do jogo e, em 6 de novembro, Crais desistiu completamente da queixa. Após analisar os materiais de desenvolvimento do jogo da Luxoflux, Crais ficou convencido de que o designer principal, Peter Morawiec, não havia copiado o personagem Kang do de Cole, mas era, na verdade, um FÃ de Crais e estava homenageando seu trabalho. Pouco depois, Crais publicou uma declaração em seu site oficial na qual escreveu:

“A resposta aberta e honrosa da Activision e da Luxoflux me surpreendeu e impressionou. Eles permitiram que eu e meus advogados tivéssemos acesso total a uma versão especial desbloqueada do jogo antes do lançamento, forneceram o roteiro completo, fluxogramas da ação do jogo e esclarecimentos cruciais sobre declarações que haviam sido atribuídas ao Sr. Morawiec (descobri que ele era fã do meu trabalho e estava simplesmente expressando sua admiração). Em resumo, eles fizeram um trabalho excelente para desarmar o que poderia ter sido uma situação desagradável. Com base na nossa análise desses materiais, concluímos que a Activision não infringiu meus direitos autorais. Portanto, retirei o processo contra todas as partes. Gostaria de agradecer à Activision, à Luxoflux e ao Sr. Morawiec pela cooperação com que conduziram o caso a uma conclusão rápida. Céticos, atenção: não houve troca de dinheiro. E, por fim, saibam que passei várias horas analisando este jogo incrível. Ele é sensacional.”

Conversão para PC: A versão para PC foi anunciada pela Activision em 29 de janeiro de 2004, embora nenhum detalhe tenha sido divulgado sobre quem faria a conversão ou quando o jogo seria lançado. A única informação concreta era que ele contaria com um componente multijogador online. Mais detalhes foram revelados em 18 de fevereiro. O jogo estava sendo convertido pela LTI Gray Matter e contaria com cinco modos de jogo online diferentes: "Street Racing" (corridas com carros personalizáveis), "Dojo Master" (lutas em equipe ou individualmente), "Battle Master" (igual ao Dojo Master, mas com armas), "The Beat" (quatro jogadores competem para fazer o maior número de prisões em um determinado tempo) e "Chase Mode" (um jogador assume o papel de criminoso e tenta evitar ser pego pelos outros jogadores, que atuam como policiais). A versão para PC também contaria com diversas armas novas, gráficos aprimorados, trinta músicas adicionais não presentes nas versões para console e controles otimizados para PC.

Em março, a Activision anunciou que a versão para PC também incluiria skins de personagens não encontradas nas versões para console, principalmente personagens de outros jogos da Activision: Pitfall: The Lost Expedition, Vampire: The Masquerade – Bloodlines (ambos de 2004), Call of Duty (2003) e as séries Tony Hawk's e Tenchu. Mais tarde, em março, foram anunciados mais detalhes sobre a nova trilha sonora do jogo. Trinta e duas faixas licenciadas adicionais seriam adicionadas, principalmente faixas de rock de artistas como Alice in Chains, Queensrÿche, Spineshank e Stone Sour. Em 14 de abril, a Activision apresentou uma versão quase finalizada do jogo em um evento de jogos em São Francisco. Dan Adams, da IGN, elogiou os gráficos superiores e os controles específicos para PC. A versão para PC foi finalizada em 3 de maio.

TRILHA SONORA
  • Lançamento: 11 de novembro de 2003
  • Gênero: Rap de gangsta, Hip-hop hardcore e Hip-hop da Costa Oeste
  • Duração: 1:15:07
  • Gravador(a): Vybe Squad Ent. e Koch Records
  • Produção: Battlecat, Damizza, DJ Quik, Warren G, King Tech e Bigg Swoop (produtor executivo)
  • AllMusic: 3 Estrelas
  • IGN: 7,5/10
A trilha sonora de True Crime: Streets of LA foi lançada em 11 de novembro de 2003 pela Vybe Squad Ent. e Koch Records. O álbum foi produzido por Bigg Swoop, Battlecat, Damizza, DJ Quik, Warren G e King Tech.

A Activision revelou os primeiros detalhes sobre a trilha sonora do jogo em 2 de setembro de 2003, quando anunciou que o jogo contaria com mais de cinquenta faixas originais de artistas como Snoop Dogg, Westside Connection, E-40, Kam, Lil Eazy, Lil' ½ Dead, Bad Azz, Damizza, Jayo Felony, Bigg Swoop, bem como faixas licenciadas de artistas como Ice-T, The DOC e NERD. Chris Archer, produtor executivo da Activision Worldwide Studios, afirmou: "True Crime: Streets of LA representa a maior coleção de música hip hop original da Costa Oeste já reunida. A combinação da ação intensa do jogo com os sons pulsantes dos grandes nomes da música urbana elevará as trilhas sonoras de videogames a um novo patamar." Bright Riley, CEO da Vybe Squad, afirmou: "Este álbum marca a primeira vez que toda a costa oeste une forças para criar alguns dos flows mais quentes que Los Angeles tem a oferecer." Em 15 de outubro, a Activision anunciou todos os detalhes da trilha sonora, que contaria com vinte faixas.

Heather Phares, do AllMusic, deu à trilha sonora 3 de 5 estrelas, escrevendo: "True Crime é uma espécie de conquista quando se trata de reunir música popular para dar suporte a um videogame." Ela concluiu: "Não é uma trilha sonora perfeita, mas True Crime é suficientemente divertida para agradar tanto aos fãs de rap que jogam quanto aos que não jogam." Spence D, do IGN, deu à trilha sonora 7,5 de 10 estrelas, escrevendo: "Onde The Streets of LA: The Soundtrack realmente se destaca é no fato de o álbum de 20 faixas apresentar material totalmente novo escrito especificamente para o jogo." Ele concluiu: "O mais interessante é que, para todos os efeitos, a cena gangsta da Costa Oeste, musicalmente falando, já deu o que tinha que dar, sucumbindo ao brilho e à ostentação do Dirty South. Mas este álbum prova que ela ainda está viva e bem. Seja qual for a sua opinião sobre a mentalidade de armas e bandidos, uma coisa não pode ser negada: as 20 faixas incluídas aqui estão repletas de malícia, estilo e uma funkificação séria."

A trilha sonora alcançou o 100º lugar na parada Top R&B/Hip-Hop Albums e o 42º lugar na parada Independent Albums. A trilha sonora foi indicada para "Melhor Trilha Sonora de um Videogame" no MTV Video Music Awards de 2004, perdendo para Tony Hawk's Underground.
  1. Dance wit Me do Snoop Dogg (2:57)
  2. Terrorist Threat do  Westside Connection (2:29)
  3. Don't Fight the Pimpin'" Suga Free (3:07)
  4. What U Wanna Do Warren G feat. RBX (4:08)
  5. True Crime Remix [The New West Edition] do Young Dre the Truth & Bishop Lamont (4:06)
  6. I'll Do Anything do Damizza & N.U.N.E. (3:18)
  7. Thug Night (Let Me See Something) do Jayo Felony (4:17)
  8. Hollywood do Bizzy Bone (4:20)
  9. Drinks in the Air Hollywood (3:11)
  10. Don't Do the Crime do Kam feat. Above the Law (4:17)
  11. Legends do Boo-Yaa T.R.I.B.E. (3:54)
  12. They Don't Know do Dee Dimes and Bigg Swoop (3:47)
  13. Flow do Sly Boogy (4:04)
  14. This Is How We Live do Lil' ½ Dead, Kon-Troversy & Quicktomac (4:24)
  15. We Don't Stop do Soul Star (3:27)
  16. Can't Fuck With Us do Big Tray Deee feat. Mr. Short Khop and Threat (4:23)
  17. Do Time do Pomona City Rydaz & Lil' ½ Dead (4:02)
  18. Roll wit Me do Young Billionaires (3:08)
  19. Cali Folks do Stylistik (4:06)
  20. Get Crackin' do Lil Eazy (3:42)
RECEPÇÃO

True Crime: Streets of LA recebeu "críticas geralmente favoráveis". A versão para PlayStation 2 tem uma pontuação agregada de 77 em 100 no Metacritic, com base em trinta e nove análises; a versão para Xbox 77 em 100, com base em vinte e cinco análises; a versão para GameCube 77 em 100, com base em vinte e nove análises; e a versão para PC 68 em 100, com base em trinta e uma análises.

Aaron Boulding, da IGN, deu nota 9 de 10 para as versões de console, concedendo ao jogo o prêmio "Escolha do Editor". A versão para GameCube também foi vice-campeã do prêmio "Jogo do Mês do GameCube" de novembro de 2003, perdendo para Prince of Persia: The Sands of Time. Boulding escreveu: "O maior trunfo deste jogo da Luxoflux é a integração da história e das camadas de design de jogo em um pacote coeso." Ele elogiou a jogabilidade, especialmente o sistema "Policial Bom/Policial Mau" e o sistema de melhorias. Ele também elogiou a ausência de telas de carregamento. No entanto, sobre os gráficos, ele escreveu: "Há muitos problemas de clipping que ocorrem com muita frequência para serem ignorados. Da mesma forma, a câmera está ligada aos problemas de clipping, de modo que haverá momentos em que a câmera flutuará através de uma parede ou árvore durante uma luta, impedindo que você veja a ação." Ele concluiu: "True Crime é um jogo divertido se você conseguir se desvencilhar das expectativas de Grand Theft Auto [...] É muito divertido, apesar do peso do sistema de câmera e de outras falhas técnicas. Não substitui, nem deveria substituir, Grand Theft Auto de forma alguma. True Crime tem qualidades suficientes para compensar as deficiências e se sustentar por si só." Boulding e Tom McNamara deram nota 8 de 10 para a versão para PC, escrevendo: "o modo multijogador que muitos de nós estávamos ansiosos para jogar é quase desorientadoramente de baixo orçamento." Eles também criticaram os controles e os gráficos, concluindo: "o rico componente de combate e as mecânicas de tiro e direção não foram bem adaptadas para o PC, com controles desajeitados, baixa qualidade de textura e bugs visuais estranhos. Além disso, o modo multijogador, o grande atrativo exclusivo da versão para PC, está decididamente incompleto."

Andrew Reiner, da Game Informer, deu nota 8,5 de 10 para a versão de PlayStation 2, escrevendo: "True Crime é o primeiro jogo a surgir e realmente fazer frente à série Grand Theft Auto." No entanto, ele também escreveu: "Vários obstáculos impedem True Crime de alcançar a grandeza [...] O jogo tem uma variedade incrível. Infelizmente, nenhum desses componentes individuais parece particularmente refinado." Sobre o protagonista, ele escreveu: "Nick Kang é facilmente o personagem novo mais irritante dos videogames." Ele concluiu: "Não é nem de perto tão bom quanto GTA , mas ainda assim é divertido." Justin Leeper deu nota 8 de 10 para a versão de GameCube, escrevendo: "Esta é a pior das três versões para console deste título. Felizmente, ainda é muito boa." Sobre os gráficos, ele escreveu: "A reprodução de Los Angeles sofre com alguns dos piores problemas de carregamento de texturas que já vi em um jogo."

Russ Fischer, do GameSpy , deu nota 4 de 5 para as versões de console, escrevendo: "True Crime é mais do que uma emulação de GTA". Sobre os gráficos, ele escreveu: "A renderização de Los Angeles é soberba — simplesmente, não há um modelo do mundo real melhor em jogos [...] O problema está na câmera, que apresenta alguns problemas sérios em espaços confinados. Também há problemas ocasionais de clipping". Ele concluiu: "Os problemas não conseguem apagar o fato de que True Crime realmente cria sua própria identidade". Joel Durham Jr. deu nota 3 de 5 para a versão de PC, escrevendo: "Embora consiga manter o apelo geral do original, as reclamações permanecem válidas, com algumas novas que surgiram ao longo do caminho". Ele criticou os controles, chamando-os de "pouco responsivos e desajeitados". Ele também criticou o modo multijogador: "O modo multijogador de True Crime é tão confiável quanto a Pacific Gas and Electric". Ele concluiu: "A jogabilidade de True Crime é prejudicada por uma série de aspectos negativos. É um jogo divertido, mas é difícil recomendá-lo a jogadores hardcore de PC - você precisará de um grande apreço por jogos de console para apreciá-lo."

Jeff Gerstmann, do GameSpot, deu nota 7,2 de 10 para as versões de console, escrevendo: "Os altos valores de produção do jogo não são acompanhados por uma história ou jogabilidade igualmente envolventes". Ele chamou Nicholas Kang de "completamente antipático" e "um idiota desnecessariamente arrogante". No entanto, ele também escreveu: "Em termos de apresentação, True Crime se sai muito bem. Os gráficos são muito nítidos e impressionam principalmente quando você está na estrada. Los Angeles parece surpreendentemente realista, até mesmo o labirinto de acessos e saídas das rodovias". Ele concluiu: "True Crime é um jogo que simplesmente carece de refinamento e, em alguns casos, parece inacabado. Ele faz tentativas decentes com seus diferentes estilos de jogabilidade, mas nenhuma delas é particularmente bem executada". Ele atribuiu à versão para PC uma nota de 6,3 em 10, escrevendo: "a transição do jogo do console para o PC não foi tão suave quanto se poderia esperar, deixando assim um jogo que já era um pouco irregular com uma sensação de estar um pouco quebrado em alguns pontos". Ele chamou os controles de "bastante TERRÍVEIS" e argumentou: "o fato de a versão para PC não ter nenhum tipo de suporte para gamepad certamente não ajuda". Ele também criticou os gráficos, escrevendo: "True Crime parece um jogo de PlayStation 2 que foi portado, retocado um pouco e lançado". Ele chamou o modo multijogador de "mal concebido", argumentando: "o modo online na verdade prejudica o pacote geral em vez de aprimorá-lo".

Tom Bramwell, da Eurogamer, deu nota 7 de 10 para a versão de PlayStation 2, escrevendo: "Embora as comparações com GTA III e sua sequência multimilionária sejam inevitáveis, True Crime consegue, na verdade, se destacar." Ele criticou os gráficos, citando "texturas de baixa resolução, alguns problemas de clipping, um efeito de profundidade de campo bastante ruim e a falta de paisagens que preencham a tela." Ele chamou Nicholas Kang de "uma das pessoas mais antipáticas com quem já tive o desprazer de interagir em um jogo de ação em terceira pessoa". No entanto, ele também escreveu: "O fato é que há algo de cativante no jogo - e não se trata de um elemento específico em detrimento de outro - é algo relacionado à coesão do conjunto." Ele concluiu: "True Crime é o The Getaway deste ano - não é GTA e isso frustrará alguns jogadores, mas é um jogo respeitável por si só."

John Davison, da revista oficial PlayStation Magazine dos EUA, deu à versão para PlayStation 2 uma nota de 2 em 5. Ele foi bastante crítico tanto do roteiro quanto do enredo, e achou a jogabilidade "entediante". Ele escreveu: "A experiência geral começa fraca e se deteriora rapidamente. Há uma quantidade considerável de violência contra mulheres, o que é perturbador." Ele concluiu: "Este é um jogo ruim. O fato de ter sido tão ambicioso apenas amplifica esse fato. É como um filme de Hollywood de grande orçamento que deu terrivelmente errado."

Vendas e prêmios: O jogo foi um sucesso comercial. Durante as duas primeiras semanas após o lançamento na América do Norte, vendeu mais de 300.000 unidades em todas as plataformas. Ao final do primeiro mês, já havia vendido mais de 600.000 unidades. Em julho de 2006, a versão para PlayStation 2 de True Crime havia vendido 1,5 milhão de unidades e arrecadado US$ 65 milhões nos Estados Unidos. A Next Generation o classificou como o 27º jogo mais vendido lançado para PlayStation 2, Xbox ou GameCube entre janeiro de 2000 e julho de 2006 naquele país. As vendas combinadas dos jogos True Crime para consoles atingiram 2,8 milhões de unidades nos Estados Unidos em julho de 2006. No Reino Unido, a versão para PlayStation 2 recebeu o prêmio de vendas "Platina" da Entertainment and Leisure Software Publishers Association (ELSPA), indicando vendas de pelo menos 300.000 unidades. No final, o jogo vendeu mais de 3 milhões de unidades em todo o mundo em todas as plataformas.

No Spike Video Game Awards de 2003, True Crime foi indicado a cinco prêmios: "Melhor Jogo de Ação", "Melhor Animação", "Melhor Música" e duas indicações para "Melhor Performance Humana" (Christopher Walken como George e Snoop Dogg como ele mesmo). Ganhou o prêmio de Melhor Jogo de Ação, mas perdeu nas outras categorias: Melhor Animação foi para Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball, Melhor Música para Def Jam Vendetta e Melhor Performance Humana para Ray Liotta em Grand Theft Auto: Vice City. Também foi indicado a "Design de História Mais Inovador – Mídia Interativa", e Snoop Dogg foi indicado a "Personagem de Destaque em Mídia Interativa" no Satellite Awards de 2004; perdeu na primeira categoria para XIII, enquanto Snoop Dogg perdeu para a atuação de Ray Liotta em Vice City. Também foi indicado ao prêmio de "Realização Técnica" na 1ª edição do British Academy Games Awards em 2004, perdendo para EyeToy: Play. Durante a 7ª edição anual do Interactive Achievement Awards, True Crime recebeu indicações para "Realização Excepcional em Trilha Sonora Licenciada" e "Realização Excepcional em Performance de Personagem - Masculino" pela interpretação vocal de Snoop Dogg de si mesmo.

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