- OUTROS NOMES: Utopia (1989–1994)
- ORIGEM: Guarulhos, São Paulo, Brasil
- GÊNERO(S): rock cômico, pop rock, rock alternativo, funk rock, hard rock e heavy metal
- ANOS DE ATIVIDADE: 1989–1994 (como Utopia), 1995–1996 (como Mamonas)
- GRAVADORA(S): EMI Group Ltd.
- AFILIAÇÃO(ÕES): Utopia
- EX-INTEGRANTES: Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec, Sérgio Reoli e Márcio Araújo
Mamonas Assassinas, comumente abreviado como Mamonas, foi uma banda brasileira de rock cômico formada em Guarulhos em 1995, pelos músicos Dinho (vocais e violão), Bento Hinoto (vocais de apoio e guitarra), Samuel Reoli (vocais de apoio e baixo), Júlio Rasec (vocais de apoio e teclados) e Sérgio Reoli (vocais de apoio e bateria). A banda surgiu após uma mudança de visual e estilo da banda Utopia, formada por Hinoto e os irmãos Reoli em 1989.
CARREIRA
Utopia, mudança de perfil e gravação da demo tape (1989–95): Em 1989, os irmãos Sérgio e Samuel Reoli e o amigo Bento Hinoto fundaram a banda Utopia, que fazia covers de bandas já conhecidas, como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, entre outras. Em uma apresentação no Parque Cecap em 1990, o trio Samuel, Sérgio e Bento tocava quando o público solicitou que executassem a canção "Sweet Child o' Mine", da banda norte-americana Guns N' Roses. Por não saberem falar a língua inglesa, perguntaram se alguém da plateia sabia, e o baiano Alecsander "Dinho" Alves subiu ao palco e cantou com os músicos. Ao verem o positivo resultado da apresentação, escolheram por efetivar Dinho como vocalista do grupo. No mesmo ano, Sérgio convidou o tecladista Márcio Cardoso de Araújo para integrar a banda. Márcio aceitou o convite e permaneceu no conjunto até pouco antes do lançamento do disco Utopia (1992), no qual aparece na capa mas não toca em nenhuma música. Araújo saiu por não conseguir conciliar os estudos e a música e foi substituído por Júlio Rasec, que era roadie da banda. Com essa formação, permaneceram até o ano de 1994, quando decidiram fazer uma drástica mudança de perfil e na forma como se apresentavam.
“As músicas não estavam totalmente prontas e durante aquela gravação fomos arrumando os arranjos e letras. Dinho fez boa parte das letras durante a gravação das bases. Risadas e mais risadas. Bagunça total, eles eram divertidos, espontâneos e ali naquele momento nasceram as primeiras canções. Tinha cortado meu cabelo quase careca e ele me apelidou de Skinhead e até usou essa palavra na canção ‘Robocop Gay’ só pra me zuar (não perdia a piada nunca).”
— Rodrigo Castanho, produtor e técnico de masterização, sobre a gravação da demo tape.
Após perceberem que eles deveriam mudar de perfil, adotando uma veia mais cômica, gravaram uma fita demo com duas canções. Rodrigo Castanho, produtor e técnico de masterização, foi quem acompanhou a gravação, que ocorreu em uma madrugada do mês de outubro de 1994, no antigo estúdio do produtor Rick Bonadio, na zona norte de São Paulo. Os músicos gravaram as faixas “Mina (Minha Pitchulinha)”, que mais tarde seria conhecida como “Pelados em Santos”, e “Robocop Gay”. Segundo Castanho, boa parte das letras foram criadas naquele momento. A canção "Robocop Gay", começou a ser escrita em setembro de 1994 sob encomenda para um "showmício".
Na manhã seguinte, Castanho encontrou-se com o produtor Rick Bonadio, e elogiou as canções, dizendo que havia "dado risada a noite inteira". Bonadio, então, escutou as faixas e adorou as canções (segundo o próprio, "a coisa mais engraçada que já havia ouvido na vida"). Ao ouvir a primeira faixa, Rick imaginou que ela poderia ser a primeira canção de trabalho da banda, mas ela teria que ficar menos brega e ganhar uma sonoridade mais rock n' roll.
Rick Bonadio se reuniu com o grupo e sugeriu que a mudança de perfil, além da composição das canções, deveria ser completa, a começar pelo nome. Os nomes sugeridos pelos próprios músicos foram: "Um Rapá da Zé", "Tangas Vermelhas", "Coraçõezinhos Apertados" e "Os Cangaceiros de Teu Pai". Por fim, o baixista Samuel sugeriu "Mamonas Assassinas do Espaço", que foi reduzido para "Mamonas Assassinas". Além do nome, como a banda passou a adotar uma via mais cômica, os integrantes trocaram seus nomes e seus figurinos, que passou a ser menos rock n' roll, e mais caricato. Em 2010, a Rede Record, numa matéria de Arnaldo Duran para o Jornal da Record, mostrou a primeira apresentação do Utopia em um programa de televisão. Foi no programa Sábado Show, no quadro "Oficina", aberto a bandas de garagem. Nas imagens, é possível perceber o figurino dos músicos do Utopia. Bento, por exemplo, aparece com o cabelo curto e de boné. E os outros com cabelos bem compridos.
A partir da mudança de perfil, eles passaram a sempre se apresentar vestidos de Chapolin Colorado, de presidiários, bonés extravagantes e cabelos pintados, e, claro, com uma postura mais brincalhona no palco. Uma nova gravação da demo foi feita. "Mina (Minha Pitchulinha)" ficou mais pesada e passou a ser chamada "Pelados em Santos". "Robocop Gay" ganhou uma nova mixagem e "Vira-Vira" foi gravada pela primeira vez. A banda enviou a fita demo com as três canções ("Pelados em Santos", "Robocop Gay" e "Vira-Vira") para três gravadoras, entre elas Sony Music e EMI. Rafael Ramos, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, gostou tanto da sonoridade da banda que insistiu na contratação. Rafael dava dicas para o pai sobre bandas novas que enviavam suas canções para a gravadora.
Num primeiro momento, João Augusto Soares se negou a assinar com a banda. Mas Rafael insistiu, e conseguiu que em 7 de abril de 1995 seu pai assistisse a um show da banda. Conforme relata o livro Mamonas Assassinas: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada, "quando João Augusto de Macedo Soares, 39 anos, vice-presidente da gravadora EMI Odeon, seu filho Rafael, 16, e o produtor independente Arnaldo Saccomani enfim chegaram, a boate Lua Nua estava quase vazia. Eram dez e trinta da noite meio fria de 7 de abril de 1995". Após assistir ao show, imediatamente João Augusto assinou contrato com eles.
O álbum homônimo e o sucesso comercial (Maio de 1995): Mas antes de gravar o disco, surgiu um problema: a EMI queria pelo menos 10 canções para o álbum. A banda disse que já tinham 7 canções e que em 1 semana poderiam compor as demais, mas na verdade eles só tinham as 3 enviadas à gravadora. Porém, em uma semana, eles conseguiram compor 12 canções, totalizando 5 a mais do que o mínimo exigido pela gravadora. Em maio de 1995, a EMI mandou todos os integrantes para Los Angeles, nos Estados Unidos, para gravar o seu único disco. Inicialmente, o álbum teria 15 canções, porém uma delas, a canção "Não Peide Aqui Baby", paródia da canção "Twist and Shout", dos Beatles, foi excluída do álbum devido à grande quantidade de palavras de baixo calão. Ricardo "Rick" Bonadio (apelidado pela banda de "Creuzebek") ficou responsável por gravar, lançar os músicos e também vender os shows. Após gravar o disco, lançado no dia 23 de junho de 1995, a banda ainda passou desapercebida nas lojas. Porém, no dia seguinte, quando a 89 FM A Rádio Rock tocou a canção "Vira-Vira", o álbum ganhou reconhecimento pela mídia. Foi o disco de estreia que mais vendeu no Brasil.
Apesar das letras politicamente incorretas, os Mamonas fizeram um tremendo sucesso entre o público infantil. Segundo Eduardo Vicente, doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (em seu artigo Segmentação e consumo: a produção fonográfica brasileira - 1965-1999), "aparentemente, o fenômeno Mamonas demarcou uma tendência diferenciada na canção infantil, pela qual o visual clean e as letras inofensivas de apresentadoras (como Angélica, Xuxa e Eliana) foram substituídas pela incorreção política (e gramatical), pelas expressões de duplo sentido e pela aparência quase ofensiva de figuras como Tiririca (Sony, 1996) e ET & Rodolfo (Virgin, 1998)".
Mesmo assim, houve censura nas canções do grupo. Por considerar as letras das canções indecentes demais, um então diretor da Radiobrás resolveu proibir a execução delas na rede oficial de rádio. A determinação foi retirada por ordem da presidência da empresa e o diretor foi demitido.
Com o estrondoso sucesso comercial, saíram em uma turnê, apresentando-se em diversos programas, como Jô Soares Onze e Meia, Domingo Legal, Programa Livre, Domingão do Faustão e Xuxa Park. Em fevereiro de 1996, foram destaque da capa da Billboard, em reportagem sobre as inéditas vendagens do disco de estreia.
Apresentação no Thomeuzão e acidente (1996): No dia 6 de janeiro de 1996, eles tocaram no Thomeuzão, em Guarulhos, que anos antes os havia rejeitado. Este show ficou marcado por conta da banda de abertura desse show terem sido os próprios Mamonas Assassinas porém vestidos de acordo com a banda Utopia e tocando músicas do antigo grupo (realizando o desejo deles de anos antes) e também por vídeos amadores que mostram o momento em que Dinho senta no palco e, em tom de desabafo, manda uma mensagem energética, repleta de energia positiva e críticas àqueles que não acreditaram no seu trabalho, dizendo que nunca se deve deixar de acreditar nos seus sonhos, pois ele e os demais integrantes sempre quiseram se apresentar ali porém eram rejeitados. A apresentação recebeu um público de dezoito mil pessoas. "Um juiz não queria deixar as crianças entrarem, mas tanta gente protestou que ele liberou depois", diz Ana Paula Rasec, irmã de Júlio.
Os cinco integrantes preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal agendada para 3 de março de 1996, porém faleceram num acidente aéreo um dia antes.
ACIDENTE DO LEARJET 25D PREFIXO PT-LSD EM MARÇO DE 1996
- Data: 2 de março de 1996
- Causa: Colisão com o solo em voo controlado devido à diversas circunstâncias
- Local: Brasil, São Paulo, Serra da Cantareira
- Coordenadas: 23° 25′ 04,34″ S, 46° 35′ 53,48″ O
- Origem: Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, Brasília-DF
- Destino: Aeroporto Internacional de São Paulo, Guarulhos
- Passageiros: 7
- Tripulantes: 2
- Mortos: 9 (todos)
- Sobreviventes: 0 (nenhum)
- Modelo: Learjet 25D
- Operador: Madri Taxi Aéreo Ltda
- Prefixo: PT-LSD
- Primeiro voo: 1978
Operador: O operador envolvido era a empresa de táxi aéreo denominada Madri Táxi Aéreo Ltda. Na ocasião do incidente, a empresa possuía seu registro aéreo ativo e operacional. Com sede em Ribeirão Preto, a companhia contava com um ano de atuação no mercado na data do ocorrido. O proprietário da empresa, Antônio Nunes Leme Galvão, não foi indiciado, pois a investigação concluiu que o piloto Jorge Martins possuía as devidas habilitações para comandar o Learjet 25D, isentando, assim, o proprietário de responsabilidades.
Aeronave: A aeronave em questão era um Learjet 25D registrado sob o prefixo PT-LSD, fabricado pela Learjet em 1978. No momento do voo em análise, o avião acumulava 6.123 horas de voo, uma quantidade considerada regular para esse tipo de aeronave. Todas as inspeções obrigatórias estavam em dia, sendo a inspeção anual realizada pelas oficinas da empresa Líder Táxi Aéreo, e a última inspeção feita nos últimos seis meses pela empresa Transamérica Táxi Aéreo, ambas empresas regularmente registradas e autorizadas para esse tipo de serviço. A capacidade da aeronave era de oito passageiros, com uma capacidade mínima para operação de dois tripulantes, totalizando uma capacidade máxima de carga humana de dez pessoas.
Premonição: No mesmo dia do acidente, antes da decolagem do vôo, um dos integrantes da banda, o tecladista Júlio Rasec, teve uma premonição por intermédio de um sonho, tendo comentado com seu cabeleireiro horas antes de embarcar no avião, Júlio contou que tinha tido um sonho estranho, essa revelação foi gravada por uma câmera de vídeo do próprio cabeleireiro que costumava registrar as visitas realizadas por Júlio em seu estabelecimento, em tom sério e de preocupação, Júlio coça a cabeça em sua nuca e diz:
“Não sei, essa noite eu sonhei com um negócio... Assim, parecia que o avião caía. Não sei. Não sei o que quer dizer isso.”
Voo: O voo foi realizado pela Madri Táxi Aéreo em diversas etapas, passando por diferentes regiões do país. Os passageiros e a tripulação se mantiveram os mesmos desde o primeiro voo, que decolou em 1 de março de 1996. O acidente ocorreu no dia seguinte, 2 de março; durante esse período de 24 horas, foram realizadas três viagens:
- O primeiro voo foi realizado no dia 1 de março de 1996 entre o Aeroporto Hugo Cantergiani em Caxias do Sul (RS), e o Aeroporto Pedro Morganti em Piracicaba (SP). O voo transcorreu sem problemas e a tripulação descansou por uma noite.
- O segundo voo foi realizado no dia 2 de março de 1996 às 07h10 entre o Aeroporto Pedro Morganti em Piracicaba (SP) e o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos em Guarulhos (SP). O voo transcorreu sem problemas e a tripulação, desde sua chegada, já planejava o seu 3.° voo.
- O terceiro voo foi realizado no dia 2 de março de 1996 às 15h00 entre o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos em Guarulhos (SP) e o Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek em Brasília (DF). O voo transcorreu sem problemas além de um breve atraso não detalhado em sua decolagem.
- O quarto voo foi realizado no dia 2 de março de 1996 às 21h58 entre o Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek em Brasília (DF) e o Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos (SP). O voo em questão nunca chegou ao seu destino, pois acabou chocando-se com a Serra da Cantareira antes de pousar em Guarulhos.
Tripulação e passageiros: O voo não alterou sua tripulação e passageiros em nenhum momento da viagem, transportando, durante os quatro voos, as seguintes pessoas:
- Jorge Luiz Germano Martins, 30 anos de idade, piloto experiente, possuía 2 500 horas de voo, sendo 220 horas em aeronaves Learjet;
- Alberto Yoshiumi Takeda, 24 anos de idade, copiloto, possuía 330 horas de voo e era certificado para pilotar neste tipo de aeronave, porém sem vasta experiência;
- Alecsander "Dinho" Alves Leite, 24 anos de idade, vocalista e compositor da banda Mamonas Assassinas;
- Samuel "Reoli" Reis de Oliveira, 22 anos de idade, baixista da banda;
- Sérgio "Reoli" Reis de Oliveira, 26 anos de idade, baterista da banda;
- Alberto "Bento" Hinoto, 25 anos de idade, guitarrista da banda;
- Júlio "Rasec" César Barbosa, 28 anos de idade, tecladista da banda;
- Isaac "Shurelambers" Souto, 28 anos de idade, secretário e assistente da banda;
- Sérgio "Reco" Saturnino Porto, 29 anos de idade, segurança da banda.
Na chegada à Brasília, perto das 18 horas, os integrantes da banda aguardaram por um período antes de se deslocar para o estádio, em uma sala vip no hangar do aeroporto. Enquanto esperavam, a banda acompanhou a reprise do último capítulo da novela "História de Amor", de Manoel Carlos, que terminou no dia anterior, 01 de março.
Decolagem e cruzeiro: O voo teve sua decolagem do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek (BSB) em Brasília no dia 2 de março de 1996, às 21h58 (BRT). A bordo estavam os dois tripulantes e os outros sete passageiros, além do abastecimento completo da aeronave e de algumas bagagens pertencentes à banda, que, contudo, não representavam um peso significativo para a alteração da aerodinâmica da aeronave.
A maior parte do trajeto transcorreu de forma tranquila, com condições meteorológicas razoavelmente favoráveis até a aproximação com Guarulhos. Nesse ponto, o teto de voo estava estabelecido em 1.800 pés (548,64 metros), com uma visibilidade de dez quilômetros, o que complicou a aproximação da aeronave com a pista. A região da Serra da Cantareira apresenta baixa densidade demográfica, com poucas residências e, consequentemente, pouca iluminação, dificultando ainda mais uma aproximação noturna.
Aproximação e arremetida: Com a aproximação complexa em Guarulhos, o voo passou a ser completamente orientado pela equipe de solo na torre de comando do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos (GRU). Nesse contexto, foi determinado o procedimento conhecido como "Charlie 2", que consiste no pouso da aeronave por instrumentos quando a aproximação visual é considerada insegura. A aproximação por instrumentos é uma prática comum, especialmente em situações onde o pouso por aproximação visual apresenta riscos. É importante destacar que tanto o operador da torre de Guarulhos quanto o piloto Jorge Luiz eram certificados pelo Departamento de Aviação Civil para realizar esse tipo de operação.
Em determinado momento da operação, o piloto Jorge Luiz solicitou autorização ao operador para manter a velocidade durante o procedimento, pedido que foi concedido pelo controle da torre. Essa solicitação incomum do piloto sugere a possibilidade de pressa para concluir o pouso, indicando uma possível fadiga. Contudo, a manutenção de uma alta velocidade da aeronave resultou em uma desestabilização durante o momento do pouso.
Percebendo a dificuldade do pouso e a alta aceleração da aeronave, o piloto Jorge Luiz optou por realizar uma manobra de arremetida. As manobras de arremetida são práticas convencionais na aviação, sendo que em muitos aeroportos, elas são executadas para o lado esquerdo da pista a fim de evitar colisões com outras aeronaves. No entanto, em Guarulhos, a carta de aproximação determinava que, em caso de arremetida, o piloto deveria direcionar a aeronave para o lado direito da pista em direção a Bonsucesso, evitando assim retornar à região montanhosa. Algo que não foi observado pelo piloto, que seguiu o procedimento padrão, virando para a esquerda.
Impacto: Durante a arremetida, ocorreu um desentendimento entre as informações transmitidas pelo piloto e as informações compreendidas pela torre de comando de Guarulhos. O piloto solicitou autorização para curvar à esquerda, o que a torre autorizou, acreditando que a aeronave faria uma curva de 270 graus à esquerda para prosseguir ao setor sul, no lado direito da pista. Na realidade a aeronave prosseguia pelo setor norte, no lado esquerdo da pista. Devido à alta velocidade, seu raio da curva foi maior do que o esperado, resultando na aeronave se aproximando novamente da Serra da Cantareira.
Dessa forma, o controle de voo regional situado no Aeroporto de São Paulo-Congonhas (CGH) percebeu, por meio de seu radar, que a aeronave não havia conseguido realizar o pouso em Guarulhos. Preocupados com a possibilidade de um possível impacto com outros dois aviões comerciais que estavam se aproximando para aterrissar em Guarulhos, solicitaram a transferência do controle do voo local de Guarulhos para o controle de voo regional em Congonhas. Essa solicitação foi prontamente atendida.
Resgate: Imediatamente após o controlador de Congonhas perceber que algo não estava correto, solicitou ao Varig 854 que tentasse estabelecer contato com o Learjet PT-LSD, na esperança de que o erro na comunicação tivesse ocorrido entre Congonhas e a aeronave em questão. Após o piloto do Varig 854 não receber resposta, o operador de Congonhas informou a situação de emergência às autoridades locais.
O piloto do Varig 854 também comunicou ao operador que, durante sua aproximação, conseguiu observar uma nuvem densa e escura de fumaça na região da Serra da Cantareira, intensificando a preocupação do controlador. Algumas horas após a colisão, as equipes de resgate dos bombeiros conseguiram alcançar o local do acidente, que se encontrava em um ponto de difícil acesso na Serra da Cantareira. Lamentavelmente, todos os ocupantes da aeronave foram encontrados sem vida.
Investigações: As investigações foram realizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. As investigações levaram em consideração o plano de voo, as gravações feitas das conversas entre os controladores e o piloto do Learjet e os relatórios de manutenção disponibilizados pela própria empresa. Assim após alguns meses de investigações chegaram a um relatório conclusivo. O relatório oficial foi realizado pelo CENIPA no dia 28 de maio de 1996 que concluiu que o acidente ocorreu pela colisão com o solo em voo controlado devido a diversas circunstâncias.
Em um primeiro momento, foi levantado o passado dos pilotos na aviação. Nestas pesquisas foi revelado que o piloto, mesmo experiente, já sofrera um incidente anteriormente em reflexo de sua desatenção, no ano de 1991. Durante um voo com destino à Rondonópolis a bordo de um King Air, ele esqueceu-se de abrir o trem de pouso e acabou colidindo com o solo. No acidente em questão não houve vítimas, porém a aeronave ficou danificada. Já o copiloto tinha pouca experiência, mantendo assim um comportamento retraído e com pouco auxílio ao piloto. A viúva do piloto saiu em defesa do mesmo, afirmando que a causa principal do acidente foi a prioridade indevida dada aos Boeings e que seu ex-marido era "uma pessoa de muito bom senso e criteriosa".
A empresa Madri Táxi Aéreo também foi investigada. A aeronave em questão estava em dia com suas documentações e os pilotos eram habilitados para realização do voo, mesmo não experientes. O seguro da aeronave estava vencido há 8 meses por inadimplência, evidenciando assim um possível problema financeiro envolvendo a empresa. A inspeção da aeronave estava em dia, mesmo sendo considerado pela mídia da época como um volume pouco corriqueiro (uma inspeção por ano). Também foi levantado que a empresa não possuía uma equipe específica para lidar com a segurança de voo, bem como não participava de órgãos e sindicatos relacionados a categoria, o que na época era recomendado, mas não obrigatório.
Circunstâncias verificadas: Diversos aspectos foram levantados pelo CENIPA após a avaliação minuciosa dos fatos. Os aspectos foram divididos em 4 categorias: aspectos fisiológicos, aspectos psicológicos, aspectos operacionais e aspectos externos. Entre os aspectos fisiológicos apresentados pela investigação, destacam-se os indícios de exaustão da tripulação, relacionada a alta carga horária de trinta e seis horas sem descanso adequado. Esta exaustão pode ter acarretado em uma pressa para realizar o pouso e consequentemente a falta de atenção e erros primordiais.
Entre os aspectos psicológicos apresentados pela investigação, relatou-se o temperamento persistente do comandante em busca da preservação da sua autoimagem, o que gerou um excesso de confiança e, em conjunto com o cansaço, acabou por auxiliar em falhas. Outro aspecto foi a falta de auxílio prestada pelo copiloto ao comandante, o que evidencia um comportamento retraído, provavelmente agravado pelo temperamento do piloto. Aspectos estes agravados pela fadiga física e de estresse situacional.
Entre os aspectos operacionais apresentados pela investigação, foram catalisadores do incidente cinco principais motivos: as deficiências na aplicação do treinamento dos tripulantes acabaram por gerar uma imperícia, principalmente em relação a momentos que necessitavam de pronta resposta; a pouca experiência de voo do copiloto contribuiu por meio de um deficiente assessoramento e de sua inadequada fraseologia; a inexistência de uma equipe especializada na segurança do voo prejudicou o assessoramento dos tripulantes antes e durante o voo; a não configuração da aeronave para as fases de aproximação e de pouso, assim tratando como secundárias algumas ações essenciais, denotam que a coordenação de cabine não estava à altura das exigências de desempenho de voo; e falhas de planejamento, primeiro na descida, indicada pela aproximação perdida, e depois para a fase em voo visual, indicada pelas falhas após a arremetida.
Nas investigações do CENIPA também foi constatado que enquanto permaneceu na perna do vento, o PT-LSD desceu de 4.400 para 3.100 pés. O ALTITUDE ALERT, equipamento de alerta de altitude estava selecionado para 4.000 pés. Se foi selecionado é porque os tripulantes acreditavam que estava funcionando e sabiam da altura a ser mantida no tráfego. Por qual motivo não reagiram adequadamente ao sinal de alerta, não pode ser verificado. Essa falha pode ser imputada a uma falha do equipamento, ou a algum desvio de atenção (mais provável) por parte dos tripulantes.
Entre os aspectos do meio ambiente e externos, evidenciou-se um fator de meio ambiente: a região de serra sobrevoada pela aeronave apresentava circunstâncias geográficas e ambientais limitadoras de visibilidade, porquanto trata-se de área de baixa densidade demográfica, quase sem iluminação, em uma noite escura e com cobertura de nuvens. O fator externo encontrado foi a probabilidade da presença de um dos passageiros, entre os pilotos, na cabine. Isto pode ter provocado o crescente número de falhas e discrepâncias observadas, ao desviar a atenção dos tripulantes em momentos essenciais do voo.
Divulgação do diálogo gravado entre torre e piloto: Em 2014, o diálogo dos momentos finais do voo foi divulgado através de um programa de televisão para o público em geral. O áudio divulgado revela uma deficiência na comunicação decorrente do controlador de voo que não conseguiu transmitir com clareza as informações para o piloto da aeronave. A falha na comunicação revelou que, cinco minutos após o primeiro contato a 40 quilômetros da pista, o controlador da torre de Guarulhos solicitou ao co-piloto sua posição, que foi respondida com a informação de que a aeronave estava a 180 graus, quando na realidade estava na posição de 170 graus.
Ao tentar corrigir a rota com a informação equivocada recebida pelo co-piloto, o controlador ordenou um aumento de 10 graus. Logo após, solicitou informações sobre a velocidade do vento, cuja resposta obtida pelo co-piloto era de 400 quilômetros por hora, mais uma informação incompatível com a realidade apresentada pelas investigações, o que poderia ser oriundo de uma falha no equipamento da aeronave. Prontamente, após observar a possível falha, o co-piloto informou à torre o possível erro nas informações transmitidas pelos equipamentos de bordo, afirmando que não era possível informar com certeza a velocidade da aeronave e do vento.
Após o desencontro das informações, a comunicação foi estabelecida com outro controlador de voo, que ao receber a informação dos tripulantes de que realizariam uma curva à esquerda, não corrigiu prontamente a instrução, mas ordenou que realizassem uma curva à direita e seguissem a perna do vento, o que pode ter contribuído para o acidente devido à falta de informações confiáveis dos equipamentos de voo.
Cobertura midiática e comoção popular: Imediatamente após a confirmação do acidente envolvendo a banda, jornais de todo o país iniciaram a divulgação de notícias sobre o evento. As buscas entre os destroços foram registradas em fotografias e transmitidas pela televisão, incluindo o processo de localização e remoção dos corpos ainda no local do acidente. Essa intensa cobertura midiática acabou por dificultar a preservação da privacidade dos cadáveres mutilados, resultando em sua divulgação inapropriada por algumas mídias.
Diversas emissoras de televisão alteraram suas grades de programação para destacar as notícias relacionadas ao acidente, além de realizar homenagens aos artistas e cobrir o velório e cortejo fúnebre. Mesmo antes da condução de uma perícia oficial pelo CENIPA, algumas mídias começaram a especular sobre as possíveis causas do acidente, intensificando a cobertura midiática em torno da investigação.
O impacto do acidente reverberou internacionalmente, despertando sentimentos de pesar e solidariedade em diversas partes do mundo. Jornais em Portugal também lamentaram a morte dos artistas, que estavam programados para realizar uma turnê pelo país nos dias seguintes à tragédia.
Em sinal de luto, algumas escolas em Guarulhos e região optaram por suspender as aulas devido à intensa comoção popular em torno do caso e a ausência de alunos, que optaram por não comparecer às aulas para prestar homenagens ao grupo. O velório dos membros da banda ocorreu em 4 de março de 1996 no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, localizado na cidade de Guarulhos. Mesmo antes da chegada dos corpos ao ginásio, aproximadamente 30 mil pessoas já aguardavam no local. Ao todo, cerca de 65 mil pessoas participaram do velório, evidenciando a magnitude da comoção.
O cortejo fúnebre foi acompanhado presencialmente por mais de 100 mil pessoas. Na chegada ao Cemitério Parque das Primaveras, aproximadamente 500 pessoas, entre amigos e familiares, participaram do sepultamento dos membros da banda. Com a solicitação da família para manter a cerimônia de enterro restrita, a Polícia Militar evitou a invasão de fãs ao cemitério, resultando em um breve tumulto entre a multidão que tentava acompanhar a cerimônia de perto. No local, cerca de 31 pessoas desmaiaram devido à situação tumultuada.
Consequências para a aviação: Com base no ocorrido, o CENIPA direcionou recomendações a diversos envolvidos direta ou indiretamente no incidente (incluindo outras empresas aéreas similares à Madri Táxi Aéreo), buscando evitar novos problemas em decorrência dos mesmos fatores que contribuíram para a queda da aeronave.
As empresas de táxi aéreo e aviação civil receberam as seguintes recomendações: realizar o planejamento de seus voos considerando as limitações físicas de suas tripulações, além da aplicação de uma correta higiene do trabalho; elaborar e implantar um programa de treinamento para todos tripulantes envolvidos em exercícios práticos, destinado a assegurar a seus tripulantes um alto nível de operacionalidade e segurança de voo; elaborar e aplicar um programa de prevenção de acidentes aeronáuticos; incluir, em seu quadro de funcionários, profissional credenciado pelo CENIPA, tais como agentes de segurança de voo; considerar o fiel cumprimento dos regulamentos aeronáuticos, atentando para as restrições técnicas e operacionais dos mesmos, visando obter uma efetiva segurança de voo, assim como uma plena operacionalidade em suas atividades aéreas; assegurar a obrigatoriedade da realização de briefings aos seus passageiros, orientando-os para os riscos de suas interferências na operação dos tripulantes e determinar que suas tripulações assegurem-se de que, antes da decolagem, todos os passageiros sejam instruídos sobre os procedimentos de emergência.
Já o Serviço Regional de Aviação Civil do Estado de São Paulo recebeu a recomendação de realizar visita técnica e de Segurança de Voo à Empresa Madri Táxi Aéreo, e estender a recomendação à outras empresas com serviços relacionados. Para a Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Voo foi recomendado a revisar a fraseologia padrão, elaborando um manual, em português e inglês, visando a garantir um referencial mais abrangente para a comunicação entre aeronaves e órgãos de tráfego aéreo.
Outras cinco recomendações foram para o Departamento de Aviação Civil: estudar a adoção de mecanismos que comprovem o cumprimento do descanso obrigatório e adequado dos tripulantes em relação à sua carga horária; juntamente com o CENIPA, realizar estudo visando ampliar quantitativamente a formação do pessoal técnico especializado em segurança de voo; ampliar a abrangência dos itens de gravador de voz na cabine e gravadores de dados de voo, respectivamente de forma que as atuais exigências passem a abranger também as aeronaves que operem comercialmente transportando seis ou mais passageiros; antecipar a exigência para a obrigatoriedade de instalação de gravador de voz na cabine de aeronaves do gênero e ampliar a abrangência do Sistema de alarme de proximidade do solo, seja estendido, de forma que a atual exigência deste equipamento passe a abranger também as aeronaves que operem comercialmente transportando seis ou mais passageiros; e incluir no programa de treinamento a obrigatoriedade do conhecimento dos conceitos de gerenciamento de recursos de cabine de comando.
CARACTERÍSTICAS ARTÍSTICAS
Logotipo: O logotipo da banda é uma inversão da logomarca da Volkswagen, colocada de cabeça para baixo (com a adição de uma barra horizontal para formar o A), formando assim um M e um A de "Mamonas Assassinas". Dois veículos da empresa alemã são citados nas canções: em "Pelados em Santos", a Volkswagen Brasília, e em "Lá vem o Alemão", a Volkswagen Kombi. Também usavam como identidade visual um logotipo que consistia numa mamona com sorriso.
LETRAS
As letras das canções do grupo geralmente continham críticas sociais. Em "Robocop Gay", Dinho e Júlio Rasec criticavam os preconceitos contra a homossexualidade. Já na canção "Mundo Animal", o vocalista faz referência a caça das baleias e caracterizam o Homem como cruel. A banda também se mostrou contra as propagandas exageradas na música "1406", canção cujo próprio título se refere a um número de televendas.
IMAGEM PÚBLICA
Apresentações: Devido ao sucesso midiático em 1995 e 1996, os Mamonas Assassinas triplicavam a audiência das emissoras nas quais participavam. Como consequência disso, existia briga entre as emissoras para trazer os músicos aos programas. Segundo Rick Bonadio, a Rede Globo de Televisão tentou contratá-los por 3 anos exclusivos, mas a EMI, por considerar que isso iria atrapalhar os seus negócios, barrou (ela já havia barrado anteriormente, pelo mesmo motivo, a venda de produtos licenciados, que, por isso, só foram lançados postumamente). Na época que eles fizeram inúmeros shows, eles foram apelidados de "rolo compressor" devido ao distanciamento de outras bandas que escolhiam não tocar nas cidades onde os Mamonas Assassinas se apresentavam, consequência da relevância do quinteto na época. O reconhecimento, porém, causou uma rejeição vinda de alguns círculos musicais e jornalísticos.
Prêmios e indicações:
- 1995 Troféu Xuxa Hits Mamonas Assassinas Venceu
- 1° Prêmio SBT de Música Revelação do Ano Mamonas Assassinas Venceu
- 1996 Troféu Imprensa Revelação do Ano Mamonas Assassinas Venceu
- Melhor Música "Pelados em Santos" Venceu
- 2012 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Trilha-Sonora Documentário Mamonas Para Sempre Indicado
Recordes:
- Recorde brasileiro de vendas num só dia: 25 mil exemplares em 12 horas.
- Disco de estreia mais vendido da história da música brasileira com Mamonas Assassinas (1995).
- Recorde mundial: disco que mais vendeu em menos tempo: Mamonas Assassinas (1995) com 3 milhões de cópias, em menos de um ano.
- O álbum Mamonas Assassinas (1995) ocupa a 9ª posição dos discos mais vendidos da história, no Brasil.
- 2ª maior audiência da história do SBT - Domingo Legal, apresentado por Gugu Liberato, chegou a picos de 47 pontos com a matéria dos “Mamonas Assassinas”.
LEGADO
"Eles fizeram sucesso sendo eles mesmos"
— Rick Bonadio
Em geral, os Mamonas conseguiram sucesso entre todas as faixas etárias, mesmo com canções "politicamente incorretas" que não deveriam tocar em rádios, por conta dos palavrões (e mesmo sendo formada pelos mesmos integrantes do "fracassado" grupo Utopia), e como se tornaram ídolos do público infantil.
Segundo a crítica especializada, a fórmula de sucesso do grupo estava calcada em letras de humor escrachado e canções ecléticas, de apelo pop, que parodiavam estilos diferentes, como rock, heavy metal, brega e até o vira português, entre outros. Para Rafael Ramos, produtor musical que descobriu os Mamonas, “tinha muita coisa estourando na época, mas ninguém fazia algo tão engraçado. O que veio depois era cópia. Eles eram muito carismáticos e, além disso, chegaram antes de muita gente”.
Outra questão levantada é qual o legado deixado por eles, já que as letras de suas canções eram apelativas - como a de "Robocop Gay", que sofreu duras críticas de grupos LGBTs - e mesmo sofrendo duras críticas da mídia especializada, e mesmo sendo tachados de ridículos e palhaços da canção pela crítica especializada.
Para muitos, a alegria e o humor irreverente, marcas do comportamento de seus jovens integrantes, liderados pela comédia natural do vocalista, aliado a letras irreverentes, figurinos exóticos e performance estilo pastelão, foi o legado deixado pelo grupo.
“Os Mamonas Assassinas foram os maiores heróis de carne e osso que o Brasil já teve. Heróis em cima do palco, onde tocavam sem reclamar até três vezes por noite. Heróis fora do palco, nas nossas casas, onde nos alegravam com suas canções bacanas e suas piadas debochadas.”
— Ivan Finotti, jornalista
INTEGRANTES
Última formação:
- Dinho – vocais (1990–1996)
- Bento Hinoto – guitarra e vocais de apoio (1989–1996)
- Sérgio Reoli – bateria e vocais de apoio (1989–1996)
- Samuel Reoli – baixo e vocais de apoio (1989–1996)
- Júlio Rasec – teclado, vocais de apoio (1992–1996) e percussão (1990–1996)
Ex-integrantes: Márcio Araújo – teclado (1990–1991)
"O Sexto Mamonas": Márcio Cardoso de Araújo, também chamado de "O Sexto Mamonas", era o tecladista da banda. Foi trazido pelo amigo Sérgio, que também namorava sua vizinha. Na época, cursava engenharia civil na Universidade Guarulhos, e a rotina de ensaios e viagens tornou-se um obstáculo para seus estudos e projetos profissionais. Por conta disso, ele passou a faltar nos ensaios de sábado quando havia aulas na faculdade e nas viagens em dias úteis. Pelo mesmo motivo, não chegou a gravar nenhuma das faixas do disco Utopia, embora apareça na fotografia da capa.
Depois que saiu da Utopia em 1992, trabalhou em diversas incorporadoras, e acabou sendo o único membro sobrevivente depois do acidente de avião que matou os outros cinco. Ainda assim continuou tendo ocasionais incursões musicais, acompanhando uma cantora de música sertaneja, tendo outras bandas de pop rock, tocando em bares, praças de alimentação de shoppings, festas e bailes de formatura, e em 2009 ia participar de um show em tributo aos Mamonas. Em 2009, Márcio foi procurado pelo cinegrafista Cláudio Kahns para gravar um depoimento para o documentário Mamonas, o Doc.
DISCOGRAFIA
A discografia dos Mamonas Assassinas consiste em quatro álbuns de estúdio (dois póstumos), três coletâneas (póstumas), dois álbuns ao vivo (póstumos), oito singles (três póstumos), um álbum de tributo e uma fita demo.
Álbuns de estúdio:
- Utopia (1992)
- Mamonas Assassinas (1995)
- A Utopia dos Mamonas (1997)
- A Fórmula do Fenômeno (1997)
Coletâneas:
- Atenção, Creuzebek: a Baixaria Continua! (1998)
- One: 16 Hits (2009)
- Pelados em Santos (2011)
Álbuns ao vivo:
- Show ao Vivo - Arquivo Familiar (2002)
- Mamonas ao Vivo (2006)
Fitas demo: Mamonas Assassinas (1994)
Singles:
- "Pelados em Santos"
- "Vira-Vira"
- "Robocop Gay"
- "Mundo Animal"
- "1406"
- "Desnudos en Cancún"
- "Chopis Centis/Joelho"
- "Onon Onon"
Álbuns de tributo: Deu Mamonas no Funk (2017)
VIDEOGRAFIA
- MTV na Estrada (1996; relançado em DVD em 2004)
- Show ao Vivo - Arquivo Familiar (2002)
- Por Toda Minha Vida – Mamonas Assassinas (2008)
- Mamonas pra Sempre (2011)
- Mamonas Assassinas - O Filme (2023)
BIBLIOGRAFIA
- Mamonas Assassinas: Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada (1996)
- O Último Vôo - Uma Investigação Sem Limites (1996)
- Pitchulinha, Minha Vida com Dinho - Até que os Mamonas nos Separem (1996)
- O Breve Vôo de Longas Asas (1997)
- Mamonas Assassinas - O Show Deve Continuar... (2004)
- Mamonas Na Chaminé (2005)
FILMOGRAFIA
Apenas participaram na TV atuando uma vez: Especial Luz da Paz da Xuxa - Eles mesmos (músicos amigos de Xuxa na história do especial) (1996)
HOMENAGENS
No mesmo ano do acidente fatal com os integrantes do Mamonas Assassinas, o grupo de pagode Só Pra Contrariar, liderado por Alexandre Pires, gravou uma canção intitulada "Tributo aos Mamonas", homenageando a banda.
Os também paulistas Titãs dedicaram seu álbum Acústico MTV, de 1997, aos Mamonas Assassinas. Em 1999, os Titãs regravariam o sucesso "Pelados em Santos", no álbum de covers As Dez Mais.
A banda paulistana 365 compôs a canção "Manhã de Domingo", presente no disco "Do Outro Lado do Rio" (2005), em homenagem aos Mamonas. Vale lembrar que, quando ainda se chamavam Utopia, os Mamonas abriram vários shows para o 365.
O cantor Barrerito compôs a canção "Avião Assassino", em homenagem ao quinteto de Guarulhos.
O grupo de pagode Só Pra Contrariar gravou a música "Tributo aos Mamonas" em seu disco Só pra Contrariar Futebol Clube - SPC ao Vivo, de 1996.
O cantor Tiririca gravou a música "Ai Como Dói", em homenagem aos Mamonas Assassinas, em seu disco de 1997.
Os Mamonas Assassinas - e a Brasília amarela - são citados na canção "Festa da Música Tupiniquim", do disco Quebra-Cabeça, de Gabriel o Pensador.
No ano 1998 o compositor Fabio Zambrana compôs a canção "Loco" incluída no disco "El Sapo" do grupo boliviano Azul Azul em homenagem aos Mamonas Assassinas.
Dinho é citado na canção "Todas Elas Juntas Num Só Ser", de Lenine.
Trechos das canções dos Mamonas são citados em um trecho da canção "Pré-Sal", do disco Sei, de Nando Reis.
A Turma da Mônica fez a história "Mamonamania" pouco antes do acidente. Em outra história, Mônica conhece o grupo Azeitonas Assassinas, que toca uma versão de "Pelados em Santos": "Mina… seu jumento é da hora… mas como ele demooora…"
Os Mamonas voltam do além em um episódio da Mega Liga MTV de VJs Paladinos, desenho animado da MTV Brasil, para impedir o vilão Roberto Leal.
A canção "Robocop Gay" foi incluída na trilha sonora da telenovela Caminhos do Coração (2007/2008), da Rede Record, como tema do personagem Danilo, interpretado por Cláudio Heinrich.
A torcida do Sport Club Internacional canta uma paródia da canção "Pelados em Santos" em jogos de seu time, versão esta posteriormente repetidas por outras torcidas, como as do Remo, Flamengo, América de Natal, América Futebol Clube (Teófilo Otoni), Bahia, Tupi, Ceará e Estrela do Norte Futebol Clube, além do Pesqueira Futebol Clube, que disputou a série A do Campeonato Pernambucano de Futebol em 2013.
Até a escola de samba Mangueira fez uma paródia da canção com "Manto sagrado verde e rosa."
No Carnaval de 2011, 15 anos após o trágico acidente, a banda foi homenageada pela escola de samba GRES Inocentes de Belford Roxo, com o enredo "De Guarulhos para o palco da folia, sonhos, irreverência e alegria. Mamonas para sempre!". A escola desfilou pelo grupo de acesso A do carnaval carioca, arrancando aplausos do público que acompanhava o desfile.
No Carnaval de 2013, a banda Mamonas Assassinas foi o tema da escola Acadêmicos do Porto Novo, de São Gonçalo.
Em dezembro de 2013, saiu uma coletânea com apoio da Prefeitura de Guarulhos denominada "Guarulhos Canta Mamonas", em que uma das bandas mais significativas de Guarulhos, contemporânea dos Mamonas também participou, a Efeito Garage, que nasceu também em outubro de 1996, ano do falecimento da banda.
Em 2014, no filme Capitão América 2: O Soldado Invernal, o nome da banda Mamonas Assassinas aparece escrito num bloco de notas de Steve Rogers na versão exibida nos cinemas brasileiros.
Em 2016, o município de Guarulhos rebatizou uma praça no Parque Cecap como Praça Mamonas Assassinas, que também recebeu uma estátua no formato de uma mamona sorridente.
Durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro, o boxeador equatoriano Carlos Mina inspirou os espectadores brasileiros a torcerem por ele cantando "Pelados em Santos".
Em 2022, o ilustrador Bág que criou Pokémons baseados em coisas tipicamente brasileiras, e um deles era um conjunto de mamonas vestindo os mesmos chapéus do grupo com o nome de "Massassinas", que junto dos dois monstrinhos precedentes ocupou os números 94, 95 e 96 da bágdex em referência aos anos em que o grupo esteve em atividade.
A SP-56, rodovia que interliga os municípios de Itaquaquecetuba, Arujá, Santa Isabel e Igaratá, no estado de São Paulo, no trecho que vai do município de Itaquaquecetuba ao município de Arujá, recebeu o nome de Alberto Hinoto, em homenagem ao guitarrista da banda, Bento Hinoto, nascido em Itaquaquecetuba, em no dia 4 de agosto de 1970.
Em 2023 foi lançada a banda "Mamonas Assassinas - O Legado", a banda oficial da cinebiografia Mamonas Assassinas - O Filme. Foram interpretados por Ruy Brissac (Dinho), Beto Hinoto (Bento), Rhener Freitas, Nelson Bonfim e Lucas Theis. Os shows se iniciaram em outubro de 2023, e atualmente roda todo o território nacional. Dos integrantes, apenas Beto, Ruy e Rhener Freitas atuaram na cinebiografia da banda, os outros atores não puderam participar do projeto e entrar em turnê devido conflitos de agenda e por não serem músicos. Adriano Tunes foi substituído por Lucas Theis e Robson Lima por Nelson Bonfim.
APRESENTAÇÕES
No final de 1995 e início de 1996, os músicos fizeram uma turnê de divulgação do álbum Mamonas Assassinas (1995), o único lançado pela banda. Em apresentações, como na feita no Jardim Bonfiglioli, em São Paulo, eram vendidos acessórios e roupas personalizadas do grupo, em bancas próximas aos locais dos eventos.
Números e estatísticas:
- No início, os Mamonas Assassinas cobravam nove mil reais por apresentação. Em fevereiro de 1996, esse valor já tinha subido para 70 mil (o mais alto cachê para bandas brasileiras, à época).
- Fizeram cerca de 190 shows em 180 dias.
- 9º lugar na lista de artistas que mais faturaram no ano de 1995 com R$ 275.000.000,00.
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