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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

TAFFAREL (FUTEBOLISTA BRASILO-ÍTALO-ALEMÃO)

Taffarel na Copa do Mundo de 1994.
  • NOME COMPLETO: Cláudio André Mergen Taffarel
  • NASCIMENTO: 8 de maio de 1966; Santa Rosa, Rio Grande do Sul, Brasil
  • APELIDOS: Taffa, São Taffarel, O Homem das Mãos Santas, Da Silva
  • FAMÍLIA: Andrea Taffarel (Cônjuge), Catherine Taffarel (Filha), Dodô (Filho)
  • POSIÇÃO: goleiro
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1985–2003; 2011–
  • ALTURA: 1,80 m
  • PÉ: destro
  • TORCEDOR: SC Internacional
Cláudio Taffarel (1966 –) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. É treinador de goleiros da Seleção Brasileira.

Taffarel destacou-se como um especialista na defesa de pênaltis, característica que lhe rendeu o famoso bordão "Sai que é sua, Taffarel!", imortalizado pelo narrador Galvão Bueno. Apesar da crença de que a frase teria surgido em razão de suas grandes defesas, Galvão revelou, em entrevista a Pedro Bial, que a expressão foi criada como incentivo, uma vez que Taffarel costumava permanecer muito próximo da linha do gol, evitando sair para interceptar jogadas.

Após se aposentar dos gramados, passou a trabalhar como preparador de goleiros, com passagens por clubes como Galatasaray — onde é considerado ídolo — e Liverpool.

BIOGRAFIA

Pertencente a uma família pobre de descendentes de imigrantes italianos e alemães, é natural de Crissiumal e nasceu num hospital em Tuparendi, que na época pertencia ao município de Santa Rosa. Passou a infância na cidade de Crissiumal, coincidentemente a mesma onde nasceu o também ex-goleiro Danrlei.

CARREIRA

Taffarel atuando pelo SC Internacional em 1987.

SC Internacional: Começou a jogar profissionalmente no Colorado em 1985 e se tornou ídolo imediato de uma torcida acostumada com goleiros sensacionais como Manga e Benítez. Taffarel, inclusive, apareceria para o futebol sendo conhecido pelo seu primeiro nome, Cláudio. Muito jovem, marcou presença no Brasileiro de 1986, quando foi uma das revelações da competição. Rapidamente se tornou uma presença nacional de destaque, com sua convocação para seleção sendo praticamente exigida por toda a torcida brasileira devido a suas grandes atuações no Inter.

Foi um dos destaques da final da Copa União de 1987 (equivalente ao Campeonato Brasileiro). No ano seguinte, levou o Inter a mais uma final de Campeonato Brasileiro, ficando com o vice-campeonato pela segunda vez consecutiva. Deixou o Internacional tendo disputado 24 "Grenais" e sem ter conquistado títulos expressivos.

Parma:

O goleiro Cláudio Taffarel no Parma durante a temporada 1992–1993.

Um dos melhores arqueiros brasileiro no final da década de 80 e em toda a década de 90, Taffarel era sinônimo de ser goleiro. Ídolo nacional, construiu sua carreira europeia no Parma, da Itália, que o contratou após a Copa do Mundo de 1990 na Velha Bota. Com isso, Taffarel tornou-se o primeiro guarda-redes não italiano a jogar na Serie A.

Taffarel jogou pelo Parma por cinco temporadas. Sua primeira passagem foi de 1990 a 1993, período em que conquistou dois títulos importantes: a Copa da Itália, em 1992, e a Recopa Europeia, em 1993. Estreou com a camisa número 1 (um) na temporada 1990–91, jogando todas as 34 partidas do Campeonato Italiano. Repetiu o feito na temporada 1991–92.

Reggiana: Na temporada 1993–94, Taffarel foi emprestado para a Reggiana. Principal reforço da equipe, o brasileiro teve boas atuações e fez com que o time permanecesse na Serie A para a temporada seguinte. Defendeu um pênalti na última rodada do Campeonato Italiano de 1993–94, contra o Milan. Taffarel foi considerado um dos melhores goleiros do Campeonato Italiano de 1994, o que lhe rendeu a convocação para Copa do Mundo nos Estados Unidos naquele mesmo ano.

CAM: Taffarel chegou ao Atlético Mineiro em 1995, comprado do Parma por 1,3 milhões de reais, até então a contratação de goleiro mais cara da história do futebol brasileiro. Sua chegada foi celebrada por uma grande festa pelas ruas de Belo Horizonte. O Atlético-MG organizou uma carreata com trio elétrico, que durou cerca de três horas e levou milhares de pessoas às ruas. Realizou sua estreia pelo Galo em um amistoso contra o Flamengo, no dia 10 de fevereiro, no qual o placar final foi de 3–2 para o Atlético. Atuou pelo clube mineiro até 1998, despedindo-se na vitória sobre a Caldense por 2–0, em jogo válido pelo Campeonato Estadual. Foi para a Copa do Mundo de 1998 convocado pelo técnico Zagallo, e de lá partiu para o Galatasaray, da Turquia, numa negociação que custou 600 mil dólares. Devido ao carinho que criou pela torcida atleticana, escreveu em sua saída uma carta pública a explicando os motivos que o fizeram decidir por deixar o clube. Essa carta foi publicada no jornal Estado de Minas em 12 de julho de 1998.

O ex-jogador participou de 191 jogos com a camisa alvinegra e levou 203 gols no total. Nesse tempo, Taffarel conquistou três títulos: o Campeonato Mineiro de 1995, a Copa Centenário de Belo Horizonte de 1997 e a Copa Conmebol de 1997. Taffarel é, também, o quarto goleiro que mais atuou pelo clube em sua história.

Galatasaray SK:

Na Europa, ainda é lembrado por ter parado o grande atacante francês Thierry Henry na final da Copa da UEFA de 1999–00. Taffarel era na época goleiro do Galatasaray e esse foi o primeiro título continental do clube turco. Na final, o Galatasaray e o Arsenal se enfrentaram no Estádio Parken, na Dinamarca, num jogo bastante equilibrado, que terminou num empate em zero a zero no fim dos noventa minutos e se estendeu até ao prolongamento. Na decisão por pênaltis, o Galatasaray levou a melhor, vencendo por 4–1. Ergün Penbe, Hakan Şükür, Ümit Davala e Gheorghe Popescu marcaram para o Galatasaray, não possibilitando nenhuma defesa a David Seaman. Do lado do Arsenal, apenas Ray Parlour concretizou, sendo que Davor Šuker e Patrick Vieira falharam contra Taffarel.

Com esta vitória na Copa da UEFA, o Galatasaray fez história ao conquistar quatro troféus numa só época, juntando esta conquista ao Campeonato Turco, a Copa da Turquia e a Supercopa da UEFA de 2000. A decisão da Supercopa, disputada em agosto de 2000 no Stade Louis II, reunia o Galatasaray, campeão da Copa da UEFA e o Real Madrid, campeão da Liga dos Campeões da UEFA. O Galatasaray venceu por 2–1, conquistando assim o quarto título da temporada, um recorde não superado até hoje no futebol turco. A contribuição de Taffarel naquela temporada, foi espetacular, levando o Galatasaray a ser o segundo no ranking da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol), ficando atrás apenas do clube madrilenho. Sua atuação pelo time de Istambul entre 1998 e 2001 foi intensa, e Taffarel foi considerado um verdadeiro fenômeno entre a garotada turca.

Idolatrado pela fanática torcida do Galatasaray, em 2011 Taffarel foi contratado para ser o treinador de goleiros no clube turco.

Retorno ao Parma: Seu retorno ao clube aconteceu já no final de sua carreira, na temporada 2001–02, com tempo de conquistar mais um título no seu currículo: a Copa da Itália de 2002, após boas defesas na vitória na final contra a Juventus. Nessa época, Taffarel era sondado por vários clubes do Brasil como Corinthians, Cruzeiro e Fluminense. Entretanto, em 2003, aos 37 anos, o brasileiro preferiu encerrar sua carreira em território italiano.

SELEÇÃO NACIONAL

Olimpíadas: Começou a se destacar nas Olimpíadas de Seul, em 1988, quando espantou o mundo, fechando o gol do Seleção Brasileira Sub-23 na semifinal contra a Alemanha. Naquela partida, Taffarel defendeu três pênaltis, um na prorrogação e, mais dois na decisão das penalidades. Com o feito, levou o Brasil a grande final contra a antiga União Soviética, porém, na grande final, deixou escapar o ouro, perdendo o jogo por 2–1 de virada, se tornado vice-campeão olímpico, com a medalha de prata. A partir dali, Taffarel começava a aparecer no cenário do futebol mundial; grandes atuações no Internacional e na Seleção fizeram com que os italianos o levassem ao Parma, sendo o primeiro goleiro brasileiro a jogar no futebol italiano.

Seleção principal: Pela Seleção Brasileira principal, Taffarel tem o maior número de jogos de um goleiro da história. Foram 123 aparições, com 113 jogos pela seleção principal. Cláudio Taffarel soma quatro jogos oficiais restritivos pela seleção dos Jogos Pan-Americanos de 1987 em Indianápolis e seis jogos nos Jogos Olímpicos de Verão de 1988. Jogou também as Copas do Mundo de 1990 na Itália, 1994 nos Estados Unidos e 1998 na França. Taffarel sofreu 15 gols nos 18 jogos em que defendeu o Brasil nas Copas do Mundo. Seu grande ápice na Seleção Brasileira foi a campanha rumo ao título na Copa do Mundo de 1994, defendendo a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis contra a Itália em plena final. Também disputou a final de 1998, perdida para a França, após defender dois pênaltis, de Phillip Cocu e Ronald de Boer, na disputa por pênaltis na semifinal contra a Holanda.

O bordão "Sai que é sua, Taffarel!" foi criado pelo narrador Galvão Bueno para as defesas do goleiro na Copa do Mundo de 1994.

O PONTO FORTE: DEFESA DE PÊNALTIS

Começou a ser destaque nesse quesito na conquista do Campeonato Mundial Sub-20 de 1985, quando defendeu um pênalti no tempo normal na semifinal contra a Nigéria, garantindo a vitória brasileira por 2–0. O goleiro sofreu apenas um gol durante todo o torneio. Nas Olimpíadas de Seul, em 1988, foi novamente a grande estrela do Brasil, defendendo três pênaltis na semifinal contra a Alemanha.

Na Copa do Mundo de 1994, Taffarel foi um dos principais responsáveis pela conquista do Tetra, defendendo o pênalti de Daniele Massaro na final contra a Itália. No ano seguinte, na semifinal da Copa América de 1995, contra a Argentina, defendeu duas cobranças. Na Copa do Mundo de 1998, na França, Taffarel mostrou ao mundo que era mesmo o maior pegador de pênaltis de sua época. Fechou o gol na semifinal contra a Holanda, acertou o canto nas quatro cobranças e defendeu duas, garantindo a vitória ao Brasil por 4–2, levando o país a sua segunda final de Copa do Mundo consecutiva. A última disputa por pênaltis da sua carreira foi na final da Copa da UEFA, em 17 de maio de 2000, quando defendia as cores do Galatasaray.

VIDA PESSOAL

Relacionamento: Taffarel é casado há décadas com Andrea Taffarel, jornalista, empresária e sommelier. Juntos, eles possuem uma importadora de vinhos italianos.

ESTATÍSTICAS
  • 1985–1990 Internacional 186
  • 1990–1993 Parma 82
  • 1993–1994 Reggiana 33
  • 1995–1998 Atlético Mineiro 178
  • 1998–2001 Galatasaray 141
  • 2001–2003 Parma 15
Seleção: 1988–1998 Brasil 101

Total:

TÍTULOS

SC Internacional:
  1. Torneio de Glasgow: 1987
  2. Troféu Cidade de Vigo de 1987
  3. Torneio de Celta (Espanha): 1989
Parma:
  1. Copa da Itália: 1991–92 e 2001–02
  2. Recopa Europeia: 1992–93
C Atlético Mineiro:
  1. Campeonato Mineiro: 1995
  2. Copa Centenário de Belo Horizonte: 1997
  3. Copa CONMEBOL: 1997
Galatasaray:
  1. Campeonato Turco: 1998–99 e 1999–00
  2. Copa da Turquia: 1998–99 e 1999–00
  3. Copa da UEFA: 1999–00
  4. Supercopa da UEFA: 2000
Seleção Brasileira:
  1. Copa do Mundo FIFA Sub-20: 1985
  2. Jogos Pan-Americanos: 1987
  3. Torneio Bicentenário da Austrália: 1988
  4. Taça das Nações: 1988
  5. Copa América: 1989 e 1997
  6. Copa do Mundo FIFA: 1994
Campanhas de destaque
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Seleção Brasileira
Jogos Olímpicos: medalha de prata (Seul 1988)
Copa do Mundo FIFA: vice-campeão (1998)
Internacional
Campeonato Brasileiro em 1987 e 88): vice-campeão

Prêmios individuais:
  1. Bola de Prata da revista Placar: 1987 e 1988
  2. Bola de Ouro da revista Placar: 1988
  3. 3º Melhor Futebolista Sul-Americano do Ano: 1988
  4. Sétimo melhor goleiro do mundo pela IFFHS: 1989, 1992, 1998 e 2000
  5. Quinto melhor goleiro do mundo pela IFFHS: 1990
  6. Terceiro melhor goleiro do mundo pela IFFHS: 1991 e 1994
  7. Terceiro melhor goleiro da Copa do Mundo FIFA: 1994
  8. Nono melhor goleiro do mundo pela IFFHS: 1997
  9. Melhor jogador na final da Copa da UEFA: 2000
  10. Segundo melhor goleiro da América do Sul dos últimos 25 anos pela IFFHS
  11. Seleção Brasileira de Todos os Tempos pela IFFHS (Time B): 2021

PRÊMIOS E RECORDES

A IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) retrata Taffarel como um dos melhores da história. Entre 1989 e 2013, Taffarel já esteve presente em 13 listas. Quando ainda era jogador, destacou-se por oito vezes entre os dez melhores do mundo. Com a carreira finalizada em 2003, aos 37 anos, Taffarel ainda foi considerado o 10º melhor goleiro do mundo na história da IFFHS por cinco anos consecutivos (2009, 2010, 2011, 2012, 2013).

Taffarel é o único goleiro campeão mundial da história a defender um pênalti numa final de Copa do Mundo. Tornou-se também o único jogador da Seleção Brasileira a nunca ser substituído em três Copas do Mundo consecutivas: 1990, 1994 e 1998, num total de 18 jogos como titular absoluto. Taffarel é dono do recorde em jogos de um goleiro brasileiro na história da Copa América com 25 partidas em cinco edições disputadas: 1989, 1991, 1993, 1995 e 1997. Foi bicampeão, vencendo em 1989 e 1997.

FONTES: «Claudio Taffarel to join Liverpool backroom team» (em inglês). Site oficial do Liverpool. 30 de novembro de 2021. Consultado em 30 de maio de 2023. Cópia arquivada em 29 de julho de 2023
Danny Gallagher. «Liverpool appoint a THIRD goalkeeper coach as Brazil legend Taffarel is brought in to work with stopper Alisson» (em inglês). Daily Mail. Consultado em 30 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 5 de janeiro de 2026
«Recordista pela seleção brasileira e herói do tetra em 94». Lendas do Futebol. Consultado em 30 de maio de 2023. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2026
Rogério Micheletti. «Taffarel - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 26 de abril de 2021. Cópia arquivada em 10 de abril de 2026
«Taffarel deixa cargo de treinador de goleiros do Liverpool». ge. 2 de julho de 2025. Cópia arquivada em 1 de janeiro de 2026
«11 jogadores que "mudaram de nome" durante a carreira». UOL. 15 de outubro de 2016. Consultado em 26 de abril de 2021. Cópia arquivada em 1 de janeiro de 2026
 Leandro Stein (25 de julho de 2018). «O pioneirismo de Taffarel que também marcou a Serie A em seus anos de ouro». Trivela. Consultado em 4 de setembro de 2023. Cópia arquivada em 31 de dezembro de 2025
«Em 1995, Taffarel é recebido com festa pela torcida do Atlético-MG». ge. Consultado em 7 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 10 de março de 2026
«Há 27 anos, Taffarel e Euller estreavam pelo Galo contra o Flamengo de Romário». O Tempo. 8 de fevereiro de 2022. Consultado em 4 de setembro de 2023. Cópia arquivada em 4 de setembro de 2023
«Taffarel é campeão da Copa da Uefa com o Galatasaray, da Turquia». Folha de S.Paulo. 17 de maio de 2000. Consultado em 26 de abril de 2021. Cópia arquivada em 31 de dezembro de 2025
«Herói do tetra, Taffarel vive idolatria na Turquia: 'Isso aqui é o paraíso'». ge. 9 de fevereiro de 2014. Consultado em 7 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2026
«Taffarel se aposenta e quer ter restaurante em Parma». ge. 25 de setembro de 2003. Consultado em 7 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2024.

Felipe dos Santos Souza (8 de maio de 2016). «Taffarel, 50 anos: Entre o céu e o inferno, o goleiro fez história na Seleção». Trivela. Consultado em 26 de abril de 2021. Cópia arquivada em 1 de março de 2022.

Márcio Donizete (27 de junho de 2017). «Galvão Bueno revela origem do famoso bordão 'Sai que é sua, Taffarel'». Torcedores.com. Consultado em 26 de abril de 2021. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2024
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«Taffarel completa 54 anos». Site oficial do Internacional. Consultado em 7 de agosto de 2024. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2025.

«Taffarel, em 10º, é eleito o melhor goleiro brasileiro dos últimos 25 anos pela IFFHS; Ceni é o 33º». UOL. 17 de janeiro de 2013. Consultado em 26 de abril de 2021. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2026.

«IFFHS ALL TIME BRAZIL MEN'S DREAM TEAM - 28» (em inglês). IFFHS. 26 de agosto de 2021. Consultado em 16 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 15 de abril de 2026.

Post № 968

terça-feira, 22 de setembro de 2026

XVIDEOS (SITE PORNOGRÁFICO TCHECO-FRANCÊS)

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BARBA-NEGRA (PIRATA INGLÊS)

O Pirata Barba-Negra. Imagem extraída de A General History of the Pyrates, from their first rise and settlement in the Island of Providence, to the present time. To which is added, a short abstract of the statute and civil law in relation to Pyracy; Originalmente publicada/produzida em Londres, 1725.
  • NOME COMPLETO: Edward Teach (ou Thatch)
  • NASCIMENTO: c. 1680; Possivelmente Bristol, Inglaterra
  • FALECIMENTO: 22 de novembro [3 de dezembro, N.E.] de 1718 (aos 35–40 anos); Passagem de Ocracoke, Carolina do Norte (Morto em combate (ferimentos por arma branca e por arma de fogo))
  • APELIDO: Barba-Negra
  • ANOS DE ATIVIDADE: 1716–1718
  • PATENTE: Capitão
  • BASE DE OPERAÇÕES: Atlântico e Índias Ocidentais
  • COMANDOS: Queen Anne's Revenge e Adventure
  • BATALHAS/GUERRAS: Batalha de Ocracoke †
Edward Teach (c. 1680 – 1718), mais conhecido como Barba Negra, foi um pirata inglês que atuou nas Índias Ocidentais e na costa leste das colônias norte-americanas da Grã-Bretanha. Ele permanece como um dos piratas mais conhecidos da história.

BIOGRAFIA

Pouco se sabe sobre a juventude de Barba Negra. Acredita-se geralmente que, na época de sua morte, ele tinha entre 35 e 40 anos e, portanto, nasceu por volta de 1680. Em registros contemporâneos, seu nome é mais frequentemente apresentado como Barba Negra, Edward Thatch ou Edward Teach. Este último é o mais usado porque era a forma utilizada nos despachos do único jornal da América do Norte na época, o The Boston News-Letter, mas as fontes primárias escritas por pessoas que de fato conheceram o pirata se referem a ele como "Thatch" ou variações desse nome. Existem várias grafias de seu sobrenome: Thatch, Thach, Thache, Thack, Tack, Thatche e Theach. Uma fonte afirma que seu sobrenome era Drummond, mas a falta de documentação comprobatória torna isso improvável. Piratas costumavam usar sobrenomes fictícios enquanto praticavam pirataria para não manchar o nome da família, o que torna improvável que o verdadeiro nome de Teach seja algum dia conhecido.

A ascensão das colônias americanas britânicas no século XVII e a rápida expansão do comércio atlântico de escravos no século XVIII fizeram de Bristol um importante porto marítimo internacional, e Teach provavelmente foi criado naquela que era então a segunda maior cidade da Inglaterra. Ele quase certamente sabia ler e escrever. Comunicava-se com mercadores e, ao morrer, possuía uma carta endereçada a ele pelo Juiz-Chefe e Secretário da Província da Carolina, Tobias Knight. O autor Robert Lee especulou que Teach pode, portanto, ter nascido em uma família respeitável e rica. Ele pode ter chegado ao Caribe nos últimos anos do século XVII, em um navio mercante (possivelmente um navio negreiro). O autor do século XVIII, Charles Johnson, afirmou que Teach foi por algum tempo um marinheiro operando a partir da Jamaica em navios corsários durante a Guerra da Sucessão Espanhola, e que "ele frequentemente se destacava por sua ousadia incomum e coragem pessoal". Não se sabe em que momento da guerra Teach se juntou aos combates, assim como não se sabe sobre a maior parte de sua vida antes de se tornar um pirata.

A VIDA DE UM PIRATA

Nova Providência: Com sua história de colonialismo, comércio e pirataria, as Índias Ocidentais foram palco de muitos incidentes marítimos nos séculos XVII e XVIII. O corsário que se tornou pirata, Henry Jennings, e seus seguidores decidiram, no início do século XVIII, usar a ilha desabitada de New Providence como base para suas operações, já que ela estava ao alcance do Estreito da Flórida e de suas movimentadas rotas marítimas, repletas de navios europeus que cruzavam o Atlântico. O porto de New Providence podia acomodar facilmente centenas de navios, mas era raso demais para as embarcações maiores da Marinha Real. O autor George Woodbury descreveu New Providence como "uma cidade sem lares. Era um lugar de estadia temporária e descanso para uma população literalmente flutuante", continuando: "Os únicos residentes permanentes eram os seguidores dos acampamentos piratas, os comerciantes e os parasitas. Todos os outros eram transitórios." Em New Providence, os piratas encontraram um alívio bem-vindo da lei.

Teach foi um dos que vieram desfrutar dos benefícios da ilha. Provavelmente pouco depois da assinatura do Tratado de Utrecht, ele se mudou para lá vindo da Jamaica e, como a maioria dos corsários envolvidos na guerra, se envolveu na pirataria. Possivelmente por volta de 1716, ele se juntou à tripulação do Capitão Benjamin Hornigold, um pirata renomado que operava nas águas seguras de New Providence. Em 1716, Hornigold colocou Teach no comando de uma chalupa que havia capturado como prêmio. No início de 1717, Hornigold e Teach, cada um comandando uma chalupa, partiram para o continente. Eles capturaram um barco carregando 120 barris de farinha vindo de Havana e, pouco depois, tomaram 100 barris de vinho de uma chalupa vinda das Bermudas. Alguns dias depois, eles interceptaram um navio que navegava da Madeira para Charles Town, na Carolina do Sul. Teach e seu contramestre, William Howard, podem ter tido dificuldades para controlar suas tripulações nessa época. Nessa altura, provavelmente já tinham desenvolvido um gosto pelo vinho da Madeira e, a 29 de setembro, perto do Cabo Charles , tudo o que levaram do Betty of Virginia foi a sua carga de vinho da Madeira, antes de o afundarem com a carga restante.

Foi durante essa viagem com Hornigold que surgiu o primeiro relato conhecido de Teach, no qual ele é descrito como um pirata por direito próprio, no comando de uma grande tripulação. Em um relatório feito pelo Capitão Mathew Munthe em uma patrulha antipirataria na Carolina do Norte, "Thatch" foi descrito como operando "uma chalupa de 6 canhões e cerca de 70 homens". Em setembro, Teach e Hornigold encontraram Stede Bonnet, um proprietário de terras e oficial militar de uma família rica que havia se tornado pirata no início daquele ano. A tripulação de Bonnet, com cerca de 70 homens, estava supostamente insatisfeita com seu comando, então, com a permissão de Bonnet, Teach assumiu o controle de seu navio, o Revenge. A flotilha dos piratas agora consistia em três navios: Teach no Revenge, a antiga chalupa de Teach e o Ranger de Hornigold. Em outubro, outra embarcação foi capturada e adicionada à pequena frota. As chalupas Robert de Filadélfia e Good Intent de Dublin foram interceptadas em 22 de outubro de 1717 e seus porões de carga foram esvaziados.

Como ex-corsário britânico, Hornigold atacava apenas seus antigos inimigos, mas para sua tripulação, a visão de navios britânicos carregados com valiosa carga passando ilesos tornou-se insuportável, e em algum momento no final de 1717 ele foi rebaixado. Não se sabe se Teach teve alguma participação nessa decisão, mas Hornigold rapidamente se aposentou da pirataria. Ele levou o Ranger e uma das chalupas, deixando Teach com o Revenge e a chalupa restante. Os dois nunca mais se encontraram e, como muitos outros ocupantes de New Providence, Hornigold aceitou o perdão do Rei.

Barba-Negra:

Barba Negra, o pirata: isto foi publicado em Defoe, Daniel; Johnson, Charles (1736), "Capt. Teach alias Black-Beard", na obra A General History of the Lives and Adventures of the Most Famous Highwaymen, Murderers, Street-Robbers, &c. to which is added, a genuine account of the voyages and plunders of the most notorious pyrates. Interspersed with several diverting tales, and pleasant songs. And adorned with the Heads of the most remarkable Villains, curiously engraven on Copper (Londres: Oliver Payne; gravura em página oposta à pág. 86).

Em 28 de novembro de 1717, os dois navios de Teach atacaram um navio mercante francês ao largo da costa de São Vicente. Cada um deles disparou uma salva lateral através de seus baluartes, matando vários membros da tripulação e forçando o capitão a se render. O navio era La Concorde, um grande navio mercante francês registrado em Saint-Malo e que transportava uma carga de escravos. Este navio havia sido originalmente o navio mercante inglês Concord, capturado em 1711 por um esquadrão francês, e então mudou de mãos várias vezes até 1717. Teach e suas tripulações navegaram com o navio para o sul ao longo de São Vicente e Granadinas até Bequia, onde desembarcaram sua tripulação e a carga cativa e converteram o navio para seu próprio uso. A tripulação de La Concorde recebeu a menor das duas chalupas de Teach, que renomearam Mauvaise Rencontre ("Mau Encontro"), e navegaram para Martinica. Teach pode ter recrutado alguns de seus escravos, mas o restante foi deixado na ilha e mais tarde recapturado pela tripulação que retornava do Mauvaise Rencontre.

Teach imediatamente renomeou La Concorde como Queen Anne's Revenge e a equipou com 40 canhões. Nessa época, Teach já havia colocado seu tenente Richards no comando do Bonnet's Revenge. No final de novembro do mesmo ano, perto de São Vicente, ele atacou o Great Allen. Após um longo combate, ele forçou o grande e bem armado navio mercante a se render. Ele ordenou que se aproximasse da costa, desembarcou sua tripulação e esvaziou seus porões de carga, e então incendiou e afundou a embarcação. O incidente foi relatado no Boston News-Letter, que chamou Teach de comandante de um "navio francês de 32 canhões, uma brigantina de 10 canhões e uma chalupa de 12 canhões". Não se sabe quando ou onde Teach reuniu a brigantina de dez canhões, mas nessa época ele pode ter estado no comando de pelo menos 150 homens divididos entre três embarcações.

Em 5 de dezembro de 1717, Teach interceptou a chalupa mercante Margaret na costa da Ilha do Caranguejo, perto de Anguilla. Seu capitão, Henry Bostock, e a tripulação permaneceram prisioneiros de Teach por cerca de oito horas e foram forçados a assistir enquanto sua chalupa era saqueada. Bostock, que havia sido mantido prisioneiro a bordo do Queen Anne's Revenge, foi devolvido ileso ao Margaret e autorizado a partir com sua tripulação. Ele retornou à sua base de operações na Ilha de São Cristóvão e relatou o ocorrido ao governador Walter Hamilton, que solicitou que ele assinasse uma declaração juramentada sobre o encontro. O depoimento de Bostock detalha o comando de Teach sobre duas embarcações: uma chalupa e um grande navio mercante francês, construído pelos holandeses, com 36 canhões e uma tripulação de 300 homens. O capitão acreditava que o navio maior transportava valioso pó de ouro, prataria e "uma taça muito fina" supostamente tomada do comandante do Great Allen. A tripulação de Teach aparentemente informou Bostock que havia destruído vários outros navios e que pretendia navegar até Hispaniola e esperar por uma esperada armada espanhola, supostamente carregada de dinheiro para pagar as guarnições. Bostock também afirmou que Teach o havia questionado sobre os movimentos dos navios locais, mas também que ele não pareceu surpreso quando Bostock lhe contou sobre um esperado perdão real de Londres para todos os piratas.

“Assim, nosso herói, o Capitão Teach , assumiu o cognome de Barba-Negra, devido à grande quantidade de cabelo que, como um meteoro assustador, cobria todo o seu rosto e assustava a América mais do que qualquer cometa que já tivesse aparecido por lá. Essa barba era negra, e ele a deixava crescer até um comprimento extravagante; quanto à largura, chegava aos seus olhos; ele tinha o costume de torcê-la com fitas, em pequenos rabos de cavalo, à maneira das perucas de Ramilies, e enrolá-los em volta das orelhas.”

— Charles Johnson, 1724.

O depoimento de Bostock descreve Teach como um "homem alto e magro, com uma barba muito preta que usava muito comprida". É o primeiro relato registrado da aparência de Teach e é a origem de seu apelido, Barba Negra. Descrições posteriores mencionam que sua barba preta e espessa era trançada em rabos de cavalo, às vezes presos com pequenas fitas coloridas. Johnson (1724) o descreveu como "uma figura tal que a imaginação não consegue conceber uma fúria infernal mais assustadora". Não está claro se a descrição de Johnson era totalmente verdadeira ou embelezada, mas parece provável que Teach entendesse o valor das aparências; melhor incutir medo no coração dos inimigos do que confiar apenas em bravatas. Teach era ALTO, com OMBROS LARGOS. Usava BOTAS ATÉ OS JOELHOS e ROUPAS ESCURAS, com UM CHAPÉU LARGO e, às vezes, um LONGO CASACO DE SEDA ou VELUDO DE CORES VIVAS. Johnson também descreveu Teach em tempos de batalha usando "uma bandoleira sobre os ombros, com três pistolas penduradas em coldres como bandoleiras; e fósforos de queima lenta acesos sob o chapéu", este último aparentemente para enfatizar a aparência temível que desejava apresentar aos seus inimigos. Apesar de sua reputação feroz, não há relatos verificados de que ele tenha assassinado ou ferido aqueles que manteve em cativeiro. Teach pode ter usado outros pseudônimos; em 30 de novembro, o Monserrat Merchant encontrou dois navios e uma chalupa, comandados por um Capitão Kentish e um Capitão Edwards (este último um pseudônimo conhecido de Stede Bonnet).

Ampliação da frota de Teach: Os movimentos de Teach entre o final de 1717 e o início de 1718 são desconhecidos. Ele e Bonnet provavelmente foram responsáveis por um ataque perto de Sint Eustatius em dezembro de 1717. Henry Bostock alegou ter ouvido os piratas dizerem que iriam se dirigir para a Baía de Samaná, controlada pelos espanhóis, em Hispaniola, mas uma busca superficial não revelou nenhuma atividade pirata. O Capitão Hume, do HMS Scarborough, relatou em 6 de fevereiro que um "navio pirata de 36 canhões e 250 homens, e uma chalupa de 10 canhões e 100 homens estavam navegando entre as Ilhas de Sotavento". Hume reforçou sua tripulação com soldados armados com mosquetes e juntou-se ao HMS Seaford para rastrear os dois navios, sem sucesso, embora tenham descoberto que os dois navios afundaram uma embarcação francesa perto da Ilha de São Cristóvão e também relataram que foram vistos pela última vez "descendo pelo lado norte de Hispaniola". Embora não haja confirmação de que esses dois navios eram controlados por Teach e Bonnet, o autor Angus Konstam acredita que era muito provável que fossem.

Em março de 1718, enquanto reabasteciam de água na Ilha Turneffe, a leste de Belize, ambos os navios avistaram a chalupa jamaicana Adventure, usada para cortar pau-brasil, dirigindo-se ao porto. Ela foi parada e seu capitão, Harriot, foi convidado a se juntar aos piratas. Harriot e sua tripulação aceitaram o convite, e Teach enviou uma tripulação para navegar a Adventure, nomeando Israel Hands como capitão. Eles navegaram para a Baía de Honduras, onde adicionaram outro navio e quatro chalupas à sua flotilha. Em 9 de abril, a frota ampliada de navios de Teach saqueou e incendiou o navio protestante Caesar. Sua frota então navegou para Grand Cayman, onde capturou um "pequeno barco de pesca de tartarugas". Teach provavelmente navegou em direção a Havana, onde pode ter capturado uma pequena embarcação espanhola que havia partido do porto cubano. Eles então navegaram para os destroços da frota espanhola de 1715, na costa leste da Flórida. Ali Teach desembarcou a tripulação da chalupa espanhola capturada, antes de prosseguir para o norte até o porto de Charles Town, Carolina do Sul, atacando três embarcações ao longo do caminho.

Bloqueio de Charles Town:

Ilustração da bandeira *Jolly Roger* de Barba Negra. Ela retratava um esqueleto com feições demoníacas atravessando um coração com uma lança, enquanto brindava com o próprio diabo. A imagem foi vetorizada a partir de uma digitalização do livro de Konstam.

uma bandeira esboçada pelo anônimo C. F.: o texto que a acompanha é reproduzido abaixo:
Em "The Book of Buried Treasure" (Rd. Paine, 1911), encontra-se o seguinte: "Uma bandeira foi hasteada, chamada 'Old Roger'", descrita como tendo "ao centro uma anatomia (esqueleto) com uma ampulheta em uma mão e, na outra, um dardo cravado no coração, de onde saem três gotas de sangue". Essa descrição provém de uma citação de um antigo relato sobre John Quelch, um pirata executado em Boston em 1704. Existe uma reprodução fotográfica de uma aquarela com esse padrão de bandeira — conservada na Bibliothèque Nationale (Paris) e publicada na obra "Armée et Marine" (1900) — da qual o esboço anexo é uma cópia. Não fica claro se a bandeira é preta ou amarela; poderia ser qualquer uma das duas cores, pois ambas apareceriam com tonalidade quase igualmente escura em uma fotografia.

Abaixo da bandeira, há uma flâmula contendo três caveiras com tíbias cruzadas, semelhantes ao emblema do regimento *17th Lancers*. Ela é descrita abaixo como um "*Pavillon de pirate*" (pavilhão pirata), mas a inscrição na própria imagem está muito pouco nítida para ser decifrada. A flâmula parece ser estruturada com ripas leves.

Em maio de 1718, Teach havia se autoproclamado Comodoro e estava no auge de seu poder. No final daquele mês, sua flotilha bloqueou o porto de Charles Town, na Província da Carolina do Sul. Todas as embarcações que entravam ou saíam do porto eram detidas e, como a cidade não possuía navio de guarda, seu barco-piloto foi o primeiro a ser capturado. Nos cinco ou seis dias seguintes, cerca de nove embarcações foram detidas e saqueadas enquanto tentavam passar pela Barra de Charles Town, onde a frota de Teach estava ancorada. Um desses navios era o Crowley, que seguia para Londres com um grupo de cidadãos proeminentes de Charles Town, incluindo Samuel Wragg, membro do Conselho da província da Carolina. Seus passageiros foram interrogados sobre as embarcações ainda no porto e, em seguida, trancados abaixo do convés por cerca de meio dia. Teach informou aos prisioneiros que sua frota necessitava de suprimentos médicos do governo colonial da Carolina do Sul e que, caso não fossem fornecidos, todos os prisioneiros seriam executados, suas cabeças enviadas ao Governador e todos os navios capturados queimados.

Wragg concordou com as exigências de Teach, e um certo Sr. Marks e dois piratas receberam dois dias para recolher as drogas. Teach moveu sua frota, e os navios capturados, para uma distância de cerca de cinco ou seis léguas da costa. Três dias depois, um mensageiro, enviado por Marks, retornou à frota; o barco de Marks havia virado e atrasado sua chegada a Charles Town. Teach concedeu um adiamento de dois dias, mas mesmo assim o grupo não retornou. Ele então convocou uma reunião com seus companheiros marinheiros e moveu oito navios para o porto, causando pânico na cidade. Quando Marks finalmente retornou à frota, explicou o que havia acontecido. Ao chegar, apresentou as exigências dos piratas ao Governador e as drogas foram rapidamente recolhidas, mas os dois piratas enviados para escoltá-lo provaram ser difíceis de encontrar; eles estavam bebendo com amigos e foram finalmente descobertos, bêbados.

Teach cumpriu sua parte do acordo e libertou os navios capturados e seus prisioneiros — embora tenha ficado sem seus objetos de valor, incluindo as roupas finas que alguns usavam.

Enseada de Beaufort: Enquanto estava em Charles Town, Teach soube que Woodes Rogers havia partido da Inglaterra com vários navios de guerra, com ordens para expurgar as Índias Ocidentais de piratas. A flotilha de Teach navegou para o norte ao longo da costa atlântica e entrou em Beaufort Inlet (então conhecida como Topsail Inlet), na costa da Carolina do Norte. Lá, eles pretendiam carenar seus navios para raspar seus cascos, mas em 10 de junho de 1718, o Queen Anne's Revenge encalhou em um banco de areia, rachando seu mastro principal e danificando gravemente muitas de suas madeiras. Teach ordenou que várias chalupas lançassem cordas ao redor do navio-almirante em uma tentativa de libertá-lo. Uma chalupa comandada por Israel Hands of Adventure também encalhou, e ambas as embarcações pareciam estar danificadas além do reparo, restando apenas o Revenge e a chalupa espanhola capturada.

Perdão: Teach soube em algum momento da oferta de um perdão real e provavelmente confidenciou a Bonnet sua disposição em aceitá-lo. O perdão era aberto a todos os piratas que se rendessem até 5 de setembro de 1718, mas continha uma ressalva estipulando que a imunidade era oferecida apenas para crimes cometidos antes de 5 de janeiro. Embora, em teoria, isso deixasse Bonnet e Teach em risco de serem enforcados por suas ações em Charles Town Bar, a maioria das autoridades podia dispensar tais condições. Teach achava que o governador Charles Eden era um homem em quem podia confiar, mas, para ter certeza, esperou para ver o que aconteceria com outro capitão. Bonnet partiu imediatamente em um pequeno barco à vela para Bath Town, onde se rendeu ao governador Eden e recebeu seu perdão. Ele então viajou de volta para Beaufort Inlet para buscar o Revenge e o restante de sua tripulação, pretendendo navegar até a Ilha de São Tomás para receber uma patente. Infelizmente para ele, Teach havia despojado o navio de seus objetos de valor e provisões e abandonado sua tripulação em uma ilha deserta; Bonnet partiu em busca de vingança, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele e sua tripulação retornaram à pirataria e foram capturados em 27 de setembro de 1718 na foz do rio Cape Fear. Todos, exceto quatro, foram julgados e enforcados em Charles Town.

O autor Robert Lee supôs que Teach e Hands encalharam intencionalmente os navios para reduzir o número de tripulantes da frota, aumentando assim a sua parte dos despojos. Durante o julgamento da tripulação de Bonnet, o contramestre do Revenge, Ignatius Pell, testemunhou que "o navio foi encalhado e perdido, o que Thatch [Teach] fez acontecer". Lee considera plausível que Teach tenha contado a Bonnet o seu plano de aceitar um perdão do Governador Eden. Sugeriu que Bonnet fizesse o mesmo e, como a guerra entre a Quádrupla Aliança de 1718 e a Espanha era iminente, que considerasse aceitar uma comissão de corsário da Inglaterra. Lee sugere que Teach também ofereceu a Bonnet a devolução do seu navio Revenge. Konstam (2007) propõe uma ideia semelhante, explicando que Teach começou a ver o Queen Anne's Revenge como uma espécie de passivo; Enquanto uma frota pirata estava ancorada, a notícia disso foi enviada para cidades e colônias vizinhas, e quaisquer embarcações próximas atrasariam a partida. Era prudente, portanto, que Teach não permanecesse por muito tempo, embora afundar o navio fosse uma medida extrema.

Um mapa preciso das Carolinas do Norte e do Sul de 1775 com suas fronteiras indígenas, mostrando de forma clara todas as montanhas, rios, pântanos, áreas alagadiças, baías, riachos, portos, bancos de areia e sondagens da costa; bem como as estradas e trilhas indígenas; assim como as linhas de fronteira ou divisas provinciais, os diversos municípios e outras divisões territoriais em ambas as províncias; tudo baseado em levantamentos de campo realizados por Henry Mouzon e outros.

Antes de navegar para o norte em sua chalupa restante em direção a Ocracoke Inlet, Teach abandonou cerca de 25 homens em uma pequena ilha de areia a cerca de 5 km do continente. Ele pode ter feito isso para sufocar qualquer protesto que eles pudessem fazer, caso adivinhassem os planos de seu capitão. Bonnet os resgatou dois dias depois. Teach continuou até Bath, onde em junho de 1718 — apenas alguns dias depois de Bonnet ter partido com seu perdão — ele e sua tripulação bastante reduzida receberam o perdão do governador Eden.

Ele se estabeleceu em Bath, no lado leste do riacho Bath, em Plum Point, perto da casa de Eden. Durante julho e agosto, ele viajou entre sua base na cidade e sua chalupa perto de Ocracoke. O relato de Johnson afirma que ele se casou com a filha de um proprietário de plantação local, embora não haja evidências que corroborem isso. Eden deu permissão a Teach para navegar até St. Thomas a fim de obter uma patente como corsário (uma maneira útil de remover piratas entediados e problemáticos do pequeno assentamento), e Teach recebeu o título oficial de sua chalupa restante, que ele renomeou Adventure. No final de agosto, ele havia retornado à pirataria e, no mesmo mês, o governador da Pensilvânia emitiu um mandado de prisão contra ele, mas, a essa altura, Teach provavelmente já estava operando na Baía de Delaware, a alguma distância. Ele tomou dois navios franceses que saíam do Caribe, transferiu uma tripulação para o outro e navegou com o navio restante de volta para Ocracoke. Em setembro, ele disse a Eden que havia encontrado o navio francês no mar, abandonado. Um Tribunal do Vice-Almirantado foi rapidamente convocado, presidido por Tobias Knight e pelo Coletor da Alfândega. O navio foi considerado um destroço encontrado no mar, e de sua carga, vinte barris de açúcar foram concedidos a Knight e sessenta a Eden; Teach e sua tripulação receberam o que restou no porão do navio.

A Enseada de Ocracoke era a ancoragem favorita de Teach. Era um ponto de vista perfeito para observar os navios que viajavam entre os vários assentamentos do nordeste da Carolina, e foi de lá que Teach avistou pela primeira vez o navio de Charles Vane, outro pirata inglês, se aproximando. Vários meses antes, Vane havia rejeitado o perdão oferecido por Woodes Rogers e escapado dos navios de guerra que o capitão inglês trouxera consigo para Nassau. Ele também havia sido perseguido pelo antigo comandante de Teach, Benjamin Hornigold, que então era um caçador de piratas. Teach e Vane passaram várias noites na ponta sul da Ilha de Ocracoke, acompanhados por figuras notórias como Israel Hands e Robert Deal.

Alexandre Spotswood: À medida que se espalhava pelas colônias vizinhas, a notícia da festa improvisada de Teach e Vane preocupou o governador da Pensilvânia o suficiente para que ele enviasse duas chalupas para capturar os piratas. Eles não tiveram sucesso, mas o governador da Virgínia, Alexander Spotswood, também estava preocupado com o fato de o supostamente aposentado pirata e sua tripulação estarem vivendo na vizinha Carolina do Norte. Alguns dos antigos tripulantes de Teach já haviam se mudado para várias cidades portuárias da Virgínia, o que levou Spotswood a emitir uma proclamação em 10 de julho, exigindo que todos os ex-piratas se apresentassem às autoridades, entregassem suas armas e não viajassem em grupos maiores que três. Como chefe de uma colônia da Coroa, Spotswood via a colônia proprietária da Carolina do Norte com desprezo; ele tinha pouca fé na capacidade dos habitantes da Carolina de controlar os piratas, que ele suspeitava que voltariam aos seus antigos hábitos, interrompendo o comércio da Virgínia, assim que seu dinheiro acabasse.

Spotswood soube que William Howard, o antigo intendente do Queen Anne's Revenge, estava na área e, acreditando que ele pudesse saber do paradeiro de Teach, mandou prendê-lo juntamente com seus dois escravos. Spotswood não tinha autoridade legal para julgar piratas, e, como resultado, o advogado de Howard, John Holloway, apresentou acusações contra o Capitão Brand do HMS Lyme, onde Howard estava preso. Ele também entrou com uma ação em nome de Howard pedindo indenização de £500, alegando prisão injusta.

O conselho de Spotswood alegou que, segundo um estatuto de Guilherme III, o governador tinha o direito de julgar piratas sem júri em tempos de crise e que a presença de Teach constituía uma crise. As acusações contra Howard referiam-se a vários atos de pirataria supostamente cometidos após o prazo limite do perdão, em "uma chalupa pertencente aos súditos do Rei de Espanha", mas ignoravam o facto de terem ocorrido fora da jurisdição de Spotswood e numa embarcação então legalmente detida. Outra acusação citava dois ataques, um dos quais era a captura de um navio negreiro ao largo de Charles Town Bar, de onde se presumia que um dos escravos de Howard tivesse vindo. Howard foi enviado para aguardar julgamento perante um Tribunal do Vice-Almirantado, sob a acusação de pirataria, mas Brand e o seu colega, o Capitão Gordon (do HMS Pearl), recusaram-se a servir na presença de Holloway. Indignado, Holloway não teve outra opção senão renunciar e foi substituído pelo Procurador Geral da Virgínia, John Clayton, a quem Spotswood descreveu como "um homem mais honesto [do que Holloway]". Howard foi considerado culpado e condenado à forca, mas foi salvo por uma comissão de Londres, que ordenou a Spotswood que perdoasse todos os atos de pirataria cometidos por piratas que se renderam antes de 18 de agosto de 1718.

Spotswood havia obtido de Howard informações valiosas sobre o paradeiro de Teach, e planejava enviar suas forças através da fronteira para a Carolina do Norte para capturá-lo. Ele obteve o apoio de dois homens interessados em desacreditar o governador da Carolina do Norte — Edward Moseley e o Coronel Maurice Moore. Ele também escreveu aos Lordes do Comércio, sugerindo que a Coroa poderia se beneficiar financeiramente com a captura de Teach. Spotswood financiou pessoalmente a operação, possivelmente acreditando que Teach tinha tesouros fabulosos escondidos. Ele ordenou que os Capitães Gordon e Brand, do HMS Pearl e do HMS Lyme, viajassem por terra até Bath. O Tenente Robert Maynard, do HMS Pearl, recebeu o comando de duas chalupas confiscadas, para se aproximar da cidade pelo mar. Um incentivo extra para a captura de Teach foi a oferta de uma recompensa da Assembleia da Virgínia, além de qualquer recompensa que pudesse ser recebida da Coroa.

Maynard assumiu o comando das duas chalupas armadas em 17 de novembro. Ele recebeu 57 homens — 33 do HMS Pearl e 24 do HMS Lyme. Maynard e o destacamento do HMS Pearl ficaram com a maior das duas embarcações e a batizaram de Jane; o restante ficou com o Ranger, comandado por um dos oficiais de Maynard, um certo Sr. Hyde. Alguns membros das tripulações civis dos dois navios permaneceram a bordo. Eles partiram de Kecoughtan, ao longo do rio James , em 17 de novembro. As duas chalupas navegaram lentamente, dando tempo para a força de Brand chegar a Bath. Brand partiu para a Carolina do Norte seis dias depois, chegando a menos de cinco quilômetros de Bath em 23 de novembro. Entre os membros da força de Brand estavam vários norte-carolinianos, incluindo o Coronel Moore e o Capitão Jeremiah Vail, enviados para conter qualquer objeção local à presença de soldados estrangeiros. Moore foi até a cidade para ver se Teach estava lá, relatando que não, mas que era esperado a qualquer momento. Brand foi então à casa do governador Eden e informou-o do seu propósito. No dia seguinte, Brand enviou duas canoas pelo rio Pamlico até à entrada de Ocracoke, para ver se Teach podia ser visto. Voltaram dois dias depois e relataram o que acabou por acontecer.

Última batalha: Maynard encontrou os piratas ancorados no lado interno da Ilha de Ocracoke, na noite de 21 de novembro. Ele havia determinado a posição deles a partir de navios que interceptara ao longo de sua jornada, mas, por não estar familiarizado com os canais e bancos de areia locais, decidiu esperar até a manhã seguinte para realizar seu ataque. Ele impediu que todo o tráfego entrasse na enseada — evitando qualquer aviso de sua presença — e colocou um vigia em ambas as chalupas para garantir que Teach não pudesse escapar para o mar. Do outro lado da ilha, Teach estava ocupado entretendo convidados e não havia colocado um vigia. Com Israel Hands em terra em Bath com cerca de 24 marinheiros do Adventure, ele também tinha uma tripulação muito reduzida. Johnson (1724) relatou que Teach tinha "não mais do que vinte e cinco homens a bordo" e que ele "disse a todos os navios com os quais conversou que tinha quarenta". “Treze brancos e seis negros”, foi o número posteriormente relatado por Brand ao Almirantado.

“Malditos sejam vocês, vilões! Quem são vocês? E de onde vieram? O tenente o obrigou a responder: "Podem ver pelas nossas cores que não somos piratas." Barba Negra ordenou que enviassem seu barco a bordo para que pudesse ver quem ele era; mas o Sr. Maynard respondeu: "Não posso dispensar meu barco, mas subirei a bordo assim que puder, com minha chalupa." Diante disso, Barba Negra pegou um copo de bebida e brindou com estas palavras: "Que a maldição se apodere da minha alma se eu lhe der quartel ou aceitar quartel de você." Em resposta, o Sr. Maynard disse que não esperava quartel dele, nem deveria lhe dar nenhum.”

—  Troca de opiniões relatada entre Teach e Maynard

Ao amanhecer, precedidos por um pequeno barco que fazia sondagens, os dois sloops de Maynard entraram no canal. A pequena embarcação foi rapidamente avistada pelo Adventure e alvejada assim que entrou no alcance de seus canhões. Enquanto o barco recuava rapidamente para o Jane, Teach cortou o cabo da âncora do Adventure. Sua tripulação içou as velas e o Adventure manobrou para apontar seus canhões de estibordo em direção aos sloops de Maynard, que estavam lentamente diminuindo a distância. Hyde moveu o Ranger para o lado de bombordo do Jane e a bandeira da União foi desfraldada em cada navio. O Adventure então virou em direção à praia da Ilha de Ocracoke, rumando para um canal estreito. O que aconteceu a seguir é incerto. Johnson afirmou que houve uma troca de tiros de armas leves, após a qual o Adventure encalhou em um banco de areia , e Maynard ancorou e então aliviou o peso de seu navio para passar sobre o obstáculo. Outra versão afirma que o Jane e o Ranger encalharam, embora Maynard não tenha mencionado isso em seu diário de bordo.

O Adventure acabou por virar os seus canhões contra os dois navios e disparou. A salva foi devastadora; num instante, Maynard perdeu até um terço das suas forças. Cerca de 20 homens a bordo do Jane ficaram feridos ou mortos e 9 no Ranger. Hyde morreu e o seu segundo e terceiro oficiais morreram ou ficaram gravemente feridos. A sua chalupa ficou tão danificada que não desempenhou mais nenhum papel no ataque. Os relatos contemporâneos do que aconteceu a seguir são confusos, mas o fogo de armas ligeiras do Jane pode ter cortado a escota da vela de proa do Adventure, fazendo-o perder o controlo e encalhar no banco de areia. Após o ataque avassalador de Teach, o Jane e o Ranger também podem ter encalhado; a batalha teria tornado-se uma corrida para ver quem conseguiria desencalhar o seu navio primeiro.

A Captura do Pirata Barba Negra, 1718 (Jean Leon Gerome Ferris, 1920), retratando a batalha entre o pirata Barba Negra e o Tenente Maynard na Baía de Ocracoke.

Maynard havia mantido muitos de seus homens abaixo do convés e, prevendo um possível ataque, ordenou que se preparassem para um combate corpo a corpo. Teach observou a distância entre as embarcações diminuir e ordenou que seus homens ficassem prontos. As duas embarcações colidiram quando os ganchos de ancoragem do Adventure atingiram o alvo e várias granadas, feitas de garrafas cheias de pólvora e chumbo e detonadas por pavios, explodiram no convés da chalupa. Quando a fumaça se dissipou, Teach liderou seus homens a bordo, animado com a visão do navio aparentemente vazio de Maynard, enquanto seus homens atiravam no pequeno grupo de homens com Maynard na popa.

O restante dos homens de Maynard irrompeu do porão, gritando e atirando. O plano de surpreender Teach e sua tripulação funcionou; os piratas aparentemente foram pegos de surpresa pelo ataque. Teach reagrupou seus homens e os dois grupos lutaram pelo convés, que já estava encharcado de sangue dos mortos e feridos pela saraivada de tiros de Teach. Maynard e Teach dispararam suas armas de pederneira um contra o outro. Maynard conseguiu acertar Teach, enquanto Teach errou. Ambos então jogaram suas armas de pederneira fora e sacaram seus sabres. Teach quebrou o sabre de Maynard na empunhadura. Contra o treinamento superior e uma ligeira vantagem numérica, os piratas foram empurrados de volta para a proa, permitindo que a tripulação do Jane's cercasse Maynard e Teach, que a essa altura já estava completamente isolado. Teach avançou e estava prestes a desferir um golpe mortal, mas foi cortado no pescoço por um dos homens de Maynard. Isso redirecionou o sabre de Teach para atingir os nós dos dedos de Maynard em vez de matá-lo. Gravemente ferido, Teach foi então atacado e morto por vários outros membros da tripulação de Maynard. Os piratas restantes se renderam rapidamente. Os que ficaram no Adventure foram capturados pela tripulação do Ranger, incluindo um que planejava incendiar o paiol e explodir o navio. Existem relatos variados sobre a lista de baixas da batalha; Maynard relatou que 8 de seus homens e 12 piratas foram mortos. Brand relatou que 10 piratas e 11 homens de Maynard foram mortos. Spotswood alegou que dez piratas e dez homens do Rei foram mortos.

a cabeça do pirata Barba Negra pendurada no gurupés: isto foi publicado em Ellms, Charles (1842) [1837] "The Life, Atrocities, and Bloody Death of Black Beard", em *The Pirates Own Book*, Nova York, Estados Unidos: A. & C.B. Edwards, p. 319

Maynard examinou posteriormente o corpo de Teach, notando que ele havia sido baleado cinco vezes e cortado cerca de vinte vezes. Ele também encontrou vários itens de correspondência, incluindo uma carta de Tobias Knight. O cadáver de Teach foi jogado na enseada e sua cabeça foi pendurada no gurupés da chalupa de Maynard para que a recompensa pudesse ser coletada. Em seu retorno à Virgínia, a cabeça de Teach foi colocada em um poste na entrada da Baía de Chesapeake como um aviso para outros piratas e uma saudação a outros navios, e permaneceu lá por vários anos.

LEGADO

O tenente Maynard permaneceu em Ocracoke por mais alguns dias, fazendo reparos e enterrando os mortos. O saque de Teach — açúcar, cacau, índigo e algodão — encontrado "em chalupas piratas e em terra numa tenda onde as chalupas estavam ancoradas", foi vendido em leilão junto com açúcar e algodão encontrados no celeiro de Tobias Knight, por £ 2.238. O governador Spotswood usou uma parte disso para pagar por toda a operação. O prêmio pela captura de Teach deveria ter sido de cerca de £ 400 (£ 76.000 em 2025), mas foi dividido entre as tripulações do HMS Lyme e do HMS Pearl. Como o capitão Brand e suas tropas não foram os que lutaram por suas vidas, Maynard achou isso extremamente injusto. Ele perdeu grande parte do apoio que poderia ter tido quando se descobriu que ele e sua tripulação haviam se apropriado de cerca de £90 do saque de Teach. As duas companhias não receberam o dinheiro do prêmio por mais quatro anos, e apesar de sua bravura, Maynard não foi promovido e caiu no esquecimento.

O restante da tripulação de Teach e antigos associados foram encontrados por Brand, em Bath, e transportados para Williamsburg, Virgínia, onde foram presos sob a acusação de pirataria. Vários eram negros, o que levou Spotswood a perguntar ao seu conselho o que poderia ser feito em relação às "circunstâncias desses negros para isentá-los de serem submetidos ao mesmo julgamento que outros piratas". Independentemente disso, os homens foram julgados com seus camaradas no Capitólio de Williamsburg, sob a lei do almirantado, em 12 de março de 1719. Não restam registros dos procedimentos do dia, mas 14 dos 16 acusados foram considerados culpados. Dos dois restantes, um provou que participou da luta por necessidade, pois estava no navio de Teach apenas como convidado em uma festa com bebidas na noite anterior, e não como pirata. O outro, Israel Hands, não estava presente na luta. Ele alegou que, durante uma bebedeira, Teach atirou em seu joelho e que ainda estava coberto pelo perdão real. Os piratas restantes foram enforcados e depois deixados para apodrecer em patíbulos ao longo da Capitol Landing Road de Williamsburg (conhecida por algum tempo depois como "Gallows Road").

O governador Eden certamente ficou constrangido com a invasão da Carolina do Norte por Spotswood, e Spotswood negou qualquer participação na apreensão. Ele defendeu suas ações, escrevendo a Lord Carteret, um acionista da província da Carolina, que ele poderia se beneficiar da venda da propriedade apreendida e lembrando ao conde o número de virginianos que morreram para proteger seus interesses. Ele argumentou a favor do sigilo da operação, sugerindo que Eden "não poderia contribuir em nada para o sucesso do plano" e disse a Eden que sua autoridade para capturar os piratas vinha do rei. Eden foi duramente criticado por seu envolvimento com Teach e foi acusado de ser seu cúmplice. Ao criticar Eden, Spotswood pretendia reforçar a legitimidade de sua invasão. Lee (1974) conclui que, embora Spotswood possa ter pensado que os fins justificavam os meios, ele não tinha autoridade legal para invadir a Carolina do Norte, capturar os piratas e apreender e leiloar seus bens. Eden, sem dúvida, compartilhava da mesma opinião. Como Spotswood também havia acusado Tobias Knight de estar em conluio com Teach, em 4 de abril de 1719, Eden mandou trazer Knight para interrogatório. Israel Hands havia testemunhado, semanas antes, que Knight estivera a bordo do Adventure em agosto de 1718, pouco depois de Teach ter trazido um navio francês para a Carolina do Norte como prêmio. Quatro piratas testemunharam que, com Teach, visitaram a casa de Knight para lhe dar presentes. Esse depoimento e a carta encontrada no corpo de Teach por Maynard pareciam convincentes, mas Knight conduziu sua defesa com competência. Apesar de estar muito doente e perto da morte, ele questionou a confiabilidade das testemunhas de Spotswood. Alegou que Israel Hands havia falado sob coação e que, segundo a lei da Carolina do Norte, a outra testemunha, um africano, não podia depor. O açúcar, argumentou ele, estava armazenado legalmente em sua casa e Teach o visitara apenas a negócios, em sua capacidade oficial. O conselho considerou Knight inocente de todas as acusações. Ele morreu ainda naquele ano.

Eden ficou irritado com o fato de as acusações contra Knight terem surgido durante um julgamento no qual ele não participou. Os bens que Brand apreendeu eram oficialmente propriedade da Carolina do Norte e Eden o considerava um ladrão. A discussão prosseguiu entre as colônias até a morte de Eden em 17 de março de 1722. Seu testamento nomeou um dos oponentes de Spotswood, John Holloway, como beneficiário. No mesmo ano, Spotswood, que por anos havia lutado contra seus inimigos na Câmara dos Burgueses e no conselho, foi substituído por Hugh Drysdale, assim que Robert Walpole foi convencido a agir.

VISÃO MODERNA

“Normalmente pensamos em piratas como seres sedentos de sangue, que querem retalhar alguém. [É provavelmente mais provável que] um pirata, assim como uma pessoa normal, preferisse não matar alguém, mas os piratas sabiam que se a pessoa resistisse e eles não fizessem nada a respeito, sua reputação e, consequentemente, sua fama seriam prejudicadas. Então, podemos imaginar um pirata se envolvendo nesse comportamento, ainda que a contragosto, como forma de preservar sua reputação.”

—  Peter Leeson

As visões oficiais sobre os piratas eram por vezes bastante diferentes das defendidas pelos autores contemporâneos, que frequentemente descreviam os seus súditos como patifes desprezíveis do mar. Os corsários que se tornavam piratas eram geralmente considerados pelo governo inglês como forças navais de reserva e, por vezes, recebiam incentivo ativo; já em 1581, Francis Drake foi nomeado cavaleiro pela Rainha Isabel II, quando regressou a Inglaterra de uma expedição à volta do mundo com um saque estimado em 1.500.000 libras esterlinas. Os perdões reais eram concedidos regularmente, geralmente quando a Inglaterra estava à beira da guerra, e a opinião pública sobre os piratas era muitas vezes favorável, alguns considerando-os semelhantes a patronos. O economista Peter Leeson acredita que os piratas eram geralmente homens de negócios astutos, muito distantes da visão moderna e romantizada que têm deles como bárbaros. Após o desembarque de Woodes Rogers em New Providence em 1718 e o fim da república pirata, a pirataria nas Índias Ocidentais entrou em declínio terminal. Sem um mercado facilmente acessível para vender seus bens roubados, os piratas foram reduzidos a um meio de subsistência e, após quase um século de guerra naval entre britânicos, franceses e espanhóis — durante o qual os marinheiros podiam encontrar emprego facilmente —, os corsários solitários se viram em menor número do que os poderosos navios empregados pelo Império Britânico para defender suas frotas mercantes. A popularidade do comércio de escravos ajudou a acabar com a condição de fronteira das Índias Ocidentais e, nessas circunstâncias, a pirataria não pôde mais prosperar como antes.

Desde o fim da Era de Ouro da Pirataria, Teach e seus feitos se tornaram lendas, inspirando livros, filmes e até atrações em parques de diversões. Muito do que se sabe sobre ele pode ser encontrado em A General Historie of the Robberies and Murders of the Most Notorious Pyrates, de Charles Johnson, publicado na Grã-Bretanha em 1724. Uma autoridade reconhecida sobre os piratas de sua época, as descrições de Johnson sobre figuras como Anne Bonny e Mary Read foram, durante anos, leitura obrigatória para os interessados no assunto. Os leitores ficaram fascinados por suas histórias e uma segunda edição foi rapidamente publicada, embora o autor Angus Konstam suspeite que a entrada de Johnson sobre Barba Negra tenha sido "um pouco exagerada para tornar a história mais sensacionalista". A General Historie, no entanto, é geralmente considerada uma fonte confiável. Johnson pode ter sido um pseudônimo. Como os relatos de Johnson foram corroborados em despachos pessoais e oficiais, Lee (1974) considera que, quem quer que ele fosse, tinha algum acesso à correspondência oficial. Konstam especula ainda mais, sugerindo que Johnson pode ter sido o dramaturgo inglês Charles Johnson, o editor britânico Charles Rivington ou o escritor Daniel Defoe. Em sua obra de 1951, The Great Days of Piracy, o autor George Woodbury escreveu que Johnson é "obviamente um pseudônimo", continuando: "não se pode deixar de suspeitar que ele próprio possa ter sido um pirata".

Apesar de sua infâmia, Teach não foi o pirata mais bem-sucedido. Henry Every se aposentou rico, e Bartholomew Roberts levou um valor estimado em cinco vezes maior do que o roubado por Teach. Caçadores de tesouros há muito se dedicam a procurar qualquer vestígio de seu suposto tesouro de ouro e prata, mas nada encontrado nos inúmeros sítios explorados ao longo da costa leste dos EUA jamais foi relacionado a ele. Algumas histórias sugerem que os piratas frequentemente matavam um prisioneiro no local onde enterravam seus saques, e Teach não é exceção nessas histórias. No entanto, o fato de nenhum achado ter vindo à luz não é excepcional; tesouros piratas enterrados são frequentemente considerados um mito moderno para o qual quase nenhuma evidência existe. Os registros disponíveis não incluem nada que sugira que o enterro de tesouros fosse uma prática comum, exceto na imaginação dos escritores de relatos ficcionais como A Ilha do Tesouro. Tais tesouros exigiriam um proprietário rico, e sua suposta existência ignora a estrutura de comando de um navio pirata, no qual a tripulação servia em troca de uma parte do lucro. O único pirata conhecido por enterrar tesouros foi William Kidd. O único tesouro recuperado até agora das façanhas de Teach é o retirado dos destroços do que se presume ser o Queen Anne's Revenge, encontrado em 1996 pela Intersal Inc., uma empresa privada de pesquisa. Em 2013, cerca de 280.000 artefatos haviam sido recuperados do local do naufrágio, uma seleção dos quais está em exibição pública no Museu Marítimo da Carolina do Norte.

Existem várias histórias supersticiosas sobre o fantasma de Teach. Luzes inexplicáveis no mar são frequentemente chamadas de "luz de Teach", e alguns relatos afirmam que o notório pirata agora vaga pelo além procurando por sua cabeça, com medo de que seus amigos e o Diabo não o reconheçam. [ 129 ] Uma história da Carolina do Norte conta que o crânio de Teach foi usado como base para um cálice de prata; um juiz local chegou a afirmar ter bebido dele certa noite na década de 1930. [ 130 ]

O nome Barba Negra foi associado a muitas atrações locais, como a Enseada do Barba Negra em Charleston. [ 131 ] Seu nome e persona também figuraram bastante na literatura. Ele é o personagem principal da obra de ficção de Matilda Douglas, de 1835, Barba Negra: Uma página da história colonial da Filadélfia . [ 132 ]

As adaptações cinematográficas de sua vida incluem Barba Negra, o Pirata (1952), estrelado por Robert Newton , natural do oeste da Inglaterra, cujo sotaque exagerado da região é creditado por popularizar a voz estereotipada de um pirata , [ 133 ] O Fantasma do Barba Negra (1968), Barba Negra: Terror no Mar (2005) e a minissérie Barba Negra, do Hallmark Channel , de 2006. Paralelos também foram traçados entre o Barba Negra de Johnson e o personagem Capitão Jack Sparrow no filme de aventura Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra , de 2003. [ 134 ] Barba Negra também é retratado como personagem central em três séries de TV: por John Malkovich em Ossos Cruzados (2014), [ 135 ] por Ray Stevenson nas terceira e quarta temporadas de Black Sails (2016–2017), e por Taika Waititi em Nossa Bandeira Significa Morte (2022).

Em 2013 e 2015, o governo do estado da Carolina do Norte carregou vídeos da Nautilus Productions sobre o naufrágio do Queen Anne's Revenge em seu site sem permissão. Como resultado, a Nautilus Productions , empresa que documenta a recuperação desde 1998, entrou com uma ação judicial em um tribunal federal por violações de direitos autorais e pela aprovação da " Lei do Barba Negra " pela Assembleia Geral da Carolina do Norte . [ 139 ] [ 140 ] [ 141 ] Antes de publicar os vídeos, a Assembleia Geral aprovou a "Lei do Barba Negra", NC Gen Stat §121-25(b), que declarava: "Todas as fotografias, gravações de vídeo ou outros materiais documentais de uma embarcação abandonada ou naufrágio ou seu conteúdo, relíquias, artefatos ou materiais históricos sob a custódia de qualquer agência do governo da Carolina do Norte ou suas subdivisões serão um registro público de acordo com o Capítulo 132 dos Estatutos Gerais." Em 5 de novembro de 2019, a Suprema Corte dos EUA ouviu argumentos orais em Allen v. Cooper. A Suprema Corte posteriormente decidiu a favor do estado, e anulou a Lei de Esclarecimento de Remédios de Direitos Autorais, que o Congresso aprovou em 1989 para tentar coibir tais violações de direitos autorais pelos estados.

Como resultado da decisão, a Nautilus apresentou uma moção de reconsideração no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste da Carolina do Norte. Em 18 de agosto de 2021, o juiz Terrence Boyle concedeu a moção de reconsideração, da qual a Carolina do Norte prontamente recorreu para o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Quarto Circuito. O 4º Circuito negou o pedido de recurso do estado em 14 de outubro de 2022. A Nautilus então apresentou sua segunda queixa emendada em 8 de fevereiro de 2023, alegando violações da 5ª e 14ª Emendas aos direitos constitucionais da Nautilus, violações adicionais de direitos autorais e afirmando que a "Lei do Barba Negra" da Carolina do Norte representa uma Lei de Proscrição. Oito anos após a aprovação da Lei de Barba Negra, em 30 de junho de 2023, o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, assinou um projeto de lei revogando a lei.

FONTES: Duffus, Kevin P. (2011). Last Days Black Beard Pirate: Within Every Legend Lies a Grain of Truth (2nd ed.). Looking Glass Productions. ISBN 9781888285277.

Moore, David D. (1997). "A General History of Blackbeard the Pirate, the Queen Anne's Revenge and the Adventure". Tributaries. Vol. 7. North Carolina Division of Archives and History. pp. 31–35. Archived from the original on 26 February 2003.

Pendered, Norman C. (1975). Blackbeard, The Fiercest Pirate of All. Times Printing Co. OCLC 1959318.

Shomette, Donald G. (1985). Pirates on the Chesapeake: Being a True History of Pirates, Picaroons, and Raiders on Chesapeake Bay, 1610–1807. Tidewater Publishers. ISBN 9780870333439.

Cobbett, William; Howell, Thomas Bayly; Howell, Thomas Jones (1816), Cobbett's complete collection of state trials and proceedings for high treason and other crimes and misdemeanors from the earliest period to the present time (1809), R. Bagshaw.

Douglas, Matilda (1835), Blackbeard: A page from the colonial history of Philadelphia, vol. 1, Harper & brothers.

Johnson, Captain Charles (1724), A General History of the Robberies and Murders of the Most Notorious Pirates (Second ed.), T Warner.

Konstam, Angus (2007), Blackbeard: America's Most Notorious Pirate, John Wiley & Sons, ISBN 9780470128213.

Lee, Robert E. (1974), Blackbeard the Pirate (2002 ed.), John F. Blair, ISBN 0895870320.

Perry, Dan (2006), Blackbeard: The Real Pirate of the Caribbean, Thunder's Mouth Press, ISBN 1560258853.

Whedbee, Charles Henry (1989), Blackbeard's Cup and Stories of the Outer Banks, John F. Blair, ISBN 9780895870704.

Woodard, Colin (2007), The Republic of Pirates, Harcourt, Inc, ISBN 9780151013029.

Woodbury, George (1951), The Great Days of Piracy, W. W. Norton & Company.

Post № 966 ✓

sábado, 19 de setembro de 2026

ESTRELLA XTRAVAGANZA (DRAG QUEEN ESPANHOLA)

A Noite dos Mil Looks da Raffaella – Performance de 'Caliente Caliente' (1981).
  • NOME COMPLETO: Fernando Carretero Vega
  • NASCIMENTO: 2 de dezembro de 1995; Jerez de la Frontera, Andalusia, Espanha
  • OCUPAÇÃO: Drag Queen e artista musical
  • SÍTIOS: Facebook, Instagram, X/Twitter, YouTube, Website
Estrella Xtravaganza é o nome artístico de Fernando Carretero, um artista drag espanhol mais conhecido por competir na segunda temporada de Drag Race España e em Drag Race Down Under vs. the World. Ele também participou de Reinas al Rescate.

BIOGRAFIA

Carretero Vega estudou jornalismo e vive em Barcelona. Vega começou sua carreira como drag queen em 2018. Também faz parte de um grupo musical, Lolita Express, que gravou o álbum El futuro es underground.

Estrella Xtravaganza escolheu seu nome drag por causa de seu amor por A Pequena Sereia, tirando seu primeiro nome de Estrella de Mar (estrela-do-mar) e seu sobrenome da House of Xtravaganza, uma proeminente família drag de Nova York. De acordo com a Out, ela "é bastante falante, tem um ótimo senso de humor e muita energia" e é "conhecida por sua beleza, arte e graça".

Em 2022, Estrella Xtravaganza foi anunciada como uma das participantes da segunda temporada de Drag Race España, a versão espanhola da franquia Drag Race. Durante o episódio do show de talentos, ela apresentou Gorda y divina, uma música baseada em "Roar" de Katy Perry. Ela foi vice-campeã, perdendo para sua amiga e mentora Sharonne, e passou a fazer parte do elenco de Gran Hotel de las Reinas. Estrella Xtravaganza também assinou com a plataforma AtresPlayer para estrelar uma série com Supremme de Lux, Sharonne e Pupi Poisson no programa Reinas al rescate (Rainhas ao Resgate), no qual as drags visitam vários locais na zona rural da Espanha em busca de histórias LGBTQ+.

Vega é não-binário e tem TDAH.

FILMOGRAFIA

Televisão:
  1. Drag Race España (temporada 2) (2022) - finalista
  2. Reinas al Rescate (2022) – apresentadora
  3. Alguna pregunta més? (2022)
  4. Vestidas de azul (2023)
  5. Drag Race Down Under vs. o Mundo (2026)

DISCOGRAFIA

Álbuns:
  1. El futuro es underground (with Lolita Express)
  2. Gorda y divina
Singles:
  1. La reina de la granja
  2. Fiesta (com Turista Sueca)
  3. Gorda y divina
  4. Llévame al cielo (Remix) (com Supremme de Luxe, Sharonne, Marina e Venedita Von Däsh)
  5. Merca Donna Girl
  6. Las divas también lloran
  7. Maricón (com Choriza May)
FONTES:  "Drag Race España star Estrella Xtravaganza says she was saved for 'being the funny one'". GAY TIMES. 2022-06-14. Archived from the original on 2022-06-29. Retrieved 2023-07-10.

 "Drag Race España season 2 just raised the bar for the entire franchise". GAY TIMES. 2022-04-08. Archived from the original on 2022-06-05. Retrieved 2023-07-10.

 FormulaTV. "Estrella Xtravaganza". FormulaTV (in Spanish). Retrieved 2023-10-25.

 Jerez, Diario de (2022-02-21). "Las jerezanas Jota Carajota y Estrella Xtravaganza, en la segunda edición de 'Drag Race España'". Diario de Jerez (in European Spanish). Retrieved 2023-10-25.

 "Meet the 12 Fierce Queens of 'Drag Race España' Season 2". www.out.com. Archived from the original on 2022-12-12. Retrieved 2023-07-10.

 Martín, Sergio López (2022-02-20). "Estas son las 12 nuevas reinas de 'Drag Race España 2', que ya tiene fecha de estreno". elperiodico (in Spanish). Retrieved 2023-10-25.

 Mesias, Francisco Javier (2022-04-11). "Estrella Xtravaganza se reivindica con 'GORDA Y DIVINA'". Togayther (in Spanish). Retrieved 2023-10-25.

 Morales, Gonzalo (2022-06-06). "Todo lo que te perdiste de la coronación de Sharonne en 'Drag Race España 2'". Shangay (in Spanish). Retrieved 2023-10-25.

 LOS40 (2022-05-28). "Los proyectos de las concursantes de Drag Race España Temporada 1 | Televisión". LOS40 (in European Spanish). Retrieved 2023-10-25.

 "Pupi Poisson y Estrella Xtravaganza: "En 'Reinas al Rescate' ayudamos a personas del colectivo que no se sienten cómodes" | Europa FM". www.europafm.com (in Spanish). 2022-07-06. Retrieved 2023-10-25.

 @estrellaxtra (2023-01-19). "Con lo que MÁS habéis atacado EN TODO EL DÍA: 1. Llamándome con nombres de HOMBRE 2. Tratándome en MASCULINO 3. Referenciando a mis GENITALES Vaya… TRANSFOBIA Soy una persona NB, y mis pronombres me son indiferentes, pero podríais estar jodiendo la autoestima de otras personas" (Tweet). Retrieved 2025-03-04 – via Twitter.

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DEMÉTER (DEUSA DA AGRICULTURA NA MITOLOGIA GREGA)

Retrato de uma dama da nobreza como Ceres, de François de Troy. "A identidade da modelo do nosso retrato é desconhecida, mas sua repres...