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segunda-feira, 9 de março de 2026

MARINHO CHAGAS (FUTEBOLISTA BRASILEIRO)

Marinho Chagas, jogador da seleção brasileira, na concentração antes do treino preparatório para a partida de estréia contra a Iugoslávia, válida pela Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.
  • NOME COMPLETO: Francisco das Chagas Marinho
  • NASCIMENTO: 8 de fevereiro de 1952; Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
  • FALECIMENTO: 1 de junho de 2014 (62 anos); João Pessoa, Paraíba, Brasil
  • APELIDOS: Bruxa, Diabo Loiro, O Canhão do Nordeste
  • FAMÍLIA:
  • TORCEDOR: Botafogo F.R.
  • POSIÇÃO: lateral-esquerdo
  • ALTURA:
Marinho Chagas (1952 — 2014) foi um futebolista brasileiro que atuou como lateral-esquerdo, apesar de ser destro. Apelidado de "A Bruxa", ou simplesmente "Bruxa", era conhecido pelo comportamento irreverente e não raro polêmico dentro e fora de campo, se destacando por estar taticamente à frente de seu tempo: avançava livremente pela lateral do campo rumo ao ataque, características de um verdadeiro ala. Isso na época causava controvérsia, já que antigamente era considerado muito mais importante para um lateral marcar do que apoiar.

BIOGRAFIA

Caçula de uma família de NOVE irmãos, o menino magro do bairro do Alecrim, em Natal, foi levado por um sargento da Marinha ao Riachuelo, pequeno clube da Grande Natal, em 1967. Despontou para o futebol em 1969 e no ano seguinte, ele teve seu passe comprado pelo ABC.

Em 1970, com Alberi e Marinho no time, o ABC quebrou um jejum de três anos sem títulos no Campeonato Potiguar.

Times Cariocas: Chegou ao Naútico em 1971. Lá, onde ficou até 1972, foi apelidado também como “Canhão do Nordeste”, pelos seus chutes. Em um amistoso pelo Náutico em Kingston, trocou uma camisa por três discos com o cantor Bob Marley.

Chegou ao Botafogo em 1972 e fez sua estreia contra o Santos de Pelé, onde marcou um gol e aplicou um lençol e, em seguida, botou a bola entre as pernas do Rei.

Marinho Chagas, jogador do Botafogo-RJ, antes de uma partida em 1976.

Foi vencedor, por dois anos consecutivos (1972/73), da Bola de Prata da revista Placar. O sucesso na Copa de 74 fez o Schalke 04 enviar uma proposta pelo Diabo Loiro, mas que foi recusada. Marinho ficou no Botafogo até 1977 e se transferiu para o Fluminense em 1978. A passagem pelo Tricolor das Laranjeiras foi rápida e durou apenas um ano.

Depois de atuar dois anos no futebol norte-americano (Cosmos, em 79, e Strikers, em 80), Marinho Chagas retornou ao futebol brasileiro para jogar no São Paulo. Pelo clube, conquistou o título paulista de 1981 e a terceira Bola de Prata da revista Placar. Ao todo foram 85 jogos com a camisa do Tricolor do Morumbi, tendo 46 vitórias, 16 empates e 23 derrotas, e quatro gols marcados.

Em 1985, Marinho retornou ao futebol carioca para atuar no Bangu, mas não teve sucesso.

Ainda atuou pelo Fortaleza, em 86, e América-RN, também em 86.

Encerrou a carreira como jogador no Harlekin Augsburg, da Alemanha, em 1987.

Seleção Brasileira: Atuando pelo Botafogo chegou a Seleção Brasileira. Estreou em 25 de junho de 1973 em partida amistosa contra a Suécia em Råsunda.

Ficou marcado pelo atrito com o então goleiro Leão após o jogo contra a Polônia, perdido por 0–1, durante a Copa do Mundo FIFA de 1974 que valia a 3ª posição. Foi eleito o melhor lateral esquerdo da Copa do Mundo de 1974.

OUTRAS ATIVIDADES

Tentou ainda uma carreira como treinador, mas não vingou. O primeiro e único time sob seu comando foi o Alecrim F.C..

Nos seus últimos anos de vida, morou em sua cidade natal, onde foi comentarista da Band Natal, emissora do Grupo Bandeirantes de Comunicação, a partir de 2011, nos programa "Palavra da Bruxa" e "Histórias da Bruxa".

Marinho foi homenageado diversas vezes no Rio Grande do Norte; a última delas foi uma estátua sua entre as decorações da cidade do Natal para a Copa do Mundo. Ele também havia sido nomeado pela então prefeita da cidade Micarla de Sousa como embaixador da cidade-sede para a Copa do Mundo.

MORTE

Faleceu em 1 de junho de 2014 após sofrer uma hemorragia digestiva alta.

A vida de Marinho Chagas é contada no livro "A Bruxa e as vidas de Marinho Chagas", escrito pelo jornalista Luan Xavier e publicado em novembro de 2014 em Natal.

ESTATÍSTICAS
  • Riachuelo AC-Natal (1967–1969)
  • ABC F.C. (1969–1970)
  • Náutico (1971–1972):
    • Partidas: 98
    • Gols: 12
  • Botafogo F.R. (1972–1976)
    • Partidas: 183
    • Gols: 38
  • Fluminense (1977–1978)
  • New York Cosmos (1979)
  • Fort Lauderdale Strikers (1980)
  • São Paulo F.C. (1981–1983)
    • Partidas: 85
    • Gols: 4
  • Bangu A.C. (1983)
  • Fortaleza E.C. (1984)
  • América de Natal (1985–1986)
  • Los Angeles Heat (1986–1987)
  • BC Harlekin Augsburg (1987–1988)
Seleção nacional (1973–1977): Pela Seleção Brasileira, Marinho Chagas atuou em 36 partidas (24 vitórias, 9 empates, 3 derrotas) e marcou 4 gols.

TÍTULOS

ABC: Campeonato Potiguar em 1970

Botafogo:
  1. Taça Augusto Pereira da Mota: 1975
  2. Taça José Wânder Rodrigues Mendes: 1976
São Paulo: Campeonato Paulista e a Taça Governador do Estado de São Paulo em 1981.

Seleção Brasileira:
  1. Torneio Bicentenário dos Estados Unidos: 1976
  2. Copa Roca: 1976
  3. Copa Rio Branco: 1976
  4. Taça do Atlântico: 1976
  5. Mundialito de Cáli: 1977
OUTRAS CONQUISTAS

Botafogo: Torneio Independência do Brasil em 1974 e o Torneio Ministro Ney Braga em 1976.

Fluminense: Troféu Teresa Herrera e a Copa Vale do Paraíba em 1977

PRÊMIOS INDIVIDUAIS
  1. Bola de Prata da Revista Placar: 1972, 1973 e 1981
  2. Melhor lateral-esquerdo da Copa do Mundo: 1974
  3. Melhores do Futebol (El País): 1974 (2º colocado)
  4. Líder de assistências da Copa Roca: 1976 (1 assistência)
  5. Time do século do Botafogo: 2004
  6. 16° Maior ídolo da História do Botafogo (O Globo): 2020
  7. 3° Maior artilheiro do Botafogo na Copa Libertadores: (4 gols)
  8. Muro dos Ídolos
  9. Calçada da Fama do Maracanã
FONTES:  «Brasil perde Marinho Chagas, o Bruxa na arte de atacar». Globo Esporte. 1º de junho de 2014. Consultado em 1º de junho de 2014
 «Marinho Chagas - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 28 de março de 2023
 «Marinho Chagas: a Bruxa potiguar». Ludopédio. Consultado em 28 de março de 2023
 «Milton Neves - Marinho Chagas, maior lateral-esquerdo de todos os tempos, faria 71 anos!». www.uol.com.br. Consultado em 28 de março de 2023
 «Notícias». Museu do Futebol. Consultado em 28 de março de 2023
 Bonsanti, Bruno (1 de junho de 2014). «Cinco histórias para se lembrar de Marinho Chagas, tão craque quanto polêmico». Trivela. Consultado em 28 de março de 2023
 «Marinho Chagas, a 'Bruxa Loura'». Trip. Consultado em 28 de março de 2023
 «Botafogo». www.botafogo.com.br. Consultado em 28 de março de 2023
 «Marinho Chagas: chapéu em Pelé, briga com Leão e "show"». Terra. 1 de junho de 1974
 «Lembra dele: Marinho Chagas vive de passado vitorioso e de mágoas». Globoesporte. 23 de dezembro de 2012

 «Morre o ex-lateral Marinho Chagas». O Globo. 1 de junho de 2014

 «Biografia de Marinho Chagas lançada em Natal». Globoesporte.com

 «Biografia de Marinho Chagas»
 «10 anos sem Marinho Chagas: O lateral-esquerdo que mudou o futebol». Tribuna do Norte. Consultado em 10 de novembro de 2024

 «Time do Século». botafogo.com. Consultado em 16 de dezembro de 2024

 «Jornal faz lista com os 30 maiores ídolos do Botafogo; veja o Ranking». FOGÃONet. Consultado em 13 de fevereiro de 2025
 Janeiro, Por GloboEsporte comRio de. «Com ídolos do passado e presente, muro de Gen. Severiano é revitalizado». globoesporte.com. Consultado em 9 de setembro de 2021

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