- ORIGENS ESTILÍSTICAS: Brega, Tecnobrega, Arrocha funk e Ragga-funk
- CONTEXTO CULTURAL: 2011–presente
- POPULARIDADE: Fim da década de 2010 e início da década de 2020 em todo o Brasil, principalmente na região Nordeste.
- SUBGÊNEROS: Batidão romântico
- FORMAS REGIONAIS: Recife, Pernambuco, Brasil
O brega funk é um gênero musical, oriundo do brega em uma junção com o funk carioca, que surgiu em 2011 em Recife, Pernambuco.
CARACTERÍSTICAS
O ritmo apresenta trilhas com batidas simples e envolventes, com a utilização na sua composição de praticamente apenas dispositivos digitais e softwares, sem a presença de quaisquer tipos de instrumentos musicais.
Muitos desses sons por vezes, são o reflexo direto do dia a dia das grandes cidades e ambientes urbanos que são representados nas músicas, como por exemplo sons metálicos de obras de construção civil, sirenes de veículos, etc, sempre aludidos a uma frequência de festa ou frenesi, conotando a busca ou realização do prazer e o escape do estresse inerente ao ambiente, e para o tal convergindo com o encontro desses nos temas mais substâncias da dinâmica relacional humana.
HISTÓRICO
O brega funk teve o seu início em Recife, Pernambuco, por volta do ano de 2011, quando MCs da região começaram a unir canções de funk com batidas do eletrobrega, tendo como principais expoentes Sheldon, Cego, Tocha, Dadá Boladão e Tróia.
O gênero tornou-se conhecido nacionalmente em 2018 quando a faixa "Envolvimento", de MC Loma e as Gêmeas Lacração, tornou-se uma das mais tocadas em todo o país naquele ano. Logo depois diversos artistas de brega funk ganharam repercussão nacional, como Jerry Smith, Mila e Thiaguinho MT, além de artistas de outros gêneros passarem a incorporar o estilo em suas músicas, como Pabllo Vittar, Psirico e Anitta.
Em 2019, a música "Hit Contagiante" de Kevin o Chris e Felipe Original tornou-se a segunda música mais executada do Brasil na plataforma Spotify, enquanto a canção "Vem me Satisfazer" de MC Ingryd, também uma canção original do brega funk, alcançou a quarta posição. Superior a estas, "Surtada (Remix)", de Tati Zaqui e Dadá Boladão, tornou-se a primeira canção do gênero a ocupar o topo das paradas brasileiras da parada respectiva, tendo permanecido como a mais executada no país por trinta e cinco dias, e logo após, foi sucedida por "Tudo Ok" de Thiaguinho MT e Mila, que ocupou o topo por três dias.
O sucesso do brega funk fez com que o Spotify fizesse um documentário a respeito deste, em 2020, intitulado "O Brega Funk vai dominar o mundo", como parte da série "Música pelo Brasil". Em 2020 o gênero se tornou o mais tocado no Carnaval em todo o Brasil, superando o axé, o pagode baiano, o samba e o funk carioca. Além das músicas originais de brega funks, músicas nacionais e internacionais recebem remixes no estilo por parte de alguns produtores do gênero, como JS Mão de Ouro. A plataforma de streaming Deezer afirmou que o crescimento do subgênero musical no início do ano de 2020 foi 680% superior ao do ano de 2019.
VARIAÇÕES DE ESTILO
Batidão romântico: O batidão romântico é o resultado da fusão do brega funk com a kizomba, que surgiu por volta de 2018, com a expansão nacional do gênero vindo de Pernambuco. O ritmo é mais lento e os temas abordados são românticos ou sensuais.
Scama tune: É um estilo musical underground que mistura brega funk com eletromelody, chiptune e cloud trap. O gênero chegou a chamar a atenção de artistas como Aretuza Lovi, MC Loma e Pabllo Vittar.
Tranceira: É o resultado da fusão do trance com o brega funk, adicionando o uso de falsete. O gênero surgiu no início de 2020 por meio das produções das cantoras pop brasileiras Pabllo Vittar e Luísa Sonza.
Trip It: Trip It, ou Tribeat, nasceu da fusão do trip hop com os gêneros musicais manguebeat e brega funk. O estilo baseia-se em ritmos metálicos, eletrônicos e minimalistas. Uma representante do gênero é a cantora brasileira Duda Beat.
FONTES: «O sucesso de MC Loma. E o movimento brega-funk de Recife». Nexo Jornal. Consultado em 24 de dezembro de 2022
«Após superar tragédia, trio Meninos da Net faz sucesso em Recife misturando funk e brega». UOL. Consultado em 26 de março de 2020
«Como o brega-funk, que surgiu na periferia do Recife, emplacou hits nacionais no carnaval». Diário de Pernambuco. Consultado em 7 de abril de 2020
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«CARNAVAL -"BREGA-FUNK, O NOVO REGGAETON, E BROTA NO BAILÃO", DIZ THIAGUINHO MT, AUTOR DO HIT 'TUDO OK'». Heloísa Tolipan. Consultado em 26 de março de 2020
«Kevin o Chris e Felipe Original - Hit Contagiante». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020
«MC Ingryd - Vem me Satisfazer». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020
«Surtada (Remix) - Tati Zaqui e Dadá Boladão». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020
«Tudo Ok - Thiaguinho MT e Mila». Kworb. Consultado em 7 de abril de 2020
«Spotify lança documentário sobre o brega-funk». Correio Braziliense. Consultado em 7 de abril de 2020
«Brega funk é o estilo musical que mais tocou no carnaval». Tribuna do Norte. Consultado em 26 de março de 2020
«Remixes brega-funk são apostas do verão e vão de Pabllo Vittar a 'Baby shark'». Globo. Consultado em 7 de abril de 2020
«Brega funk: a ascensão de um ídolo do ritmo que é a 'aposta' de 2020 no Brasil». Folha. Consultado em 7 de abril de 2020
«Batidão romântico é a nova maneira de falar de amor». kondzilla.com. Consultado em 9 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 7 de julho de 2022
OFuxico. «Pabllo Vittar lança clipe do single Disk Me». Consultado em 9 de novembro de 2025
Querino, Rangel (8 de junho de 2018). «Pankadon lança clipe com Aretuza Lovi e MC Loma e as Gêmeas Lacração; assista Pac Pac». Observatório G. Consultado em 9 de novembro de 2025
Continente, Revista. «Duda (Mangue)Beat». Revista Continente. Consultado em 9 de novembro de 2025
Bá, Revista (19 de agosto de 2019). «Vamo dale: o manguebeat de Duda Beat em Porto Alegre». Revista Bá. Consultado em 9 de novembro de 2025
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