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domingo, 9 de agosto de 2026

COWBOY FORA DA LEI (CANÇÃO BRASILEIRA DE 1987)

Capa do compacto em vinil "80 Anos ★ Fora da Lei", lançado pela Record Collector Brasil para celebrar os 80 anos de nascimento de Raul Seixas.O disquinho de 7 polegadas traz uma gravação demo inédita e caseira de "Cowboy Fora da Lei" gravada em 1986, antes da versão final do álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum.No Lado B, apresenta uma mixagem atualizada de 2025 ("Mix Larga Rick 2025") mantendo os vocais originais do artista.
  • GRAVAÇÃO: Entre 24 de fevereiro e 29 de dezembro de 1986, no estúdio independente São Paulo, em São Paulo, e nos estúdios da gravadora Copacabana, em São Bernardo do Campo
  • COMPOSIÇÃO: Raul Seixas & Cláudio Roberto
  • GÊNERO(S): Country rock
  • ÁLBUM: Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!
  • DURAÇÃO: 03:38
  • GRAVADORA(S): Copacabana Records
  • PRODUÇÃO: Raul Seixas e Rick Ferreira
  • LANÇAMENTO: março de 1987
  • ANTERIOR: Quando Acabar o Maluco Sou Eu
  • POSTERIOR: Paranóia II (Baby Baby Baby)
Cowboy Fora da Lei é uma canção do cantor e compositor Raul Seixas, lançada em março de 1987 pela gravadora Copacabana no álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! e gravada entre 24 de fevereiro e 29 de dezembro de 1986 no estúdio independente São Paulo, em São Paulo, e nos estúdios da gravadora Copacabana, em São Bernardo do Campo. É o último grande sucesso da carreira solo do cantor baiano.

LETRA

Mamãe, não quero ser prefeito
Pode ser que eu seja eleito
E alguém pode querer me assasinar

 

Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz
Não quero ir de encontro ao azar

 

Papai, não quero provar nada
Eu já servi à pátria amada
E todo mundo cobra a minha luz

 

Oh, coitado, foi tão cedo
Deus me livre, eu tenho medo
Morrer dependurado numa cruz

 

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei

 

Do Durango Kidd só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
E entrar pra história é com vocês

 

Vamo entrar pra história, pessoal

 

Mamãe, não quero ser prefeito
Pode ser que eu seja eleito
E alguém pode querer me assasinar

 

Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz
Não quero ir de encontro ao azar

 

Papai, não quero provar nada
Eu já servi à pátria amada
E todo mundo cobra a minha luz, minha luz

 

Oh, coitado, foi tão cedo
Deus me livre, eu tenho medo
Morrer dependurado numa cruz

 

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei

 

Do Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra história é com vocês

 

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei

 

Do Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra história é como vocês

 

Entra pra história
Sarabandam

CRÉDITOS

  • Instrumentos: 
    • Guitarra: Rick Ferreira e Antenor Soares Gandra Neto
    • Banjo, Lap Steel Guitar, Piano e Teclados: Rick Ferreira
    • Baixo: Pedro Ivo Lunardi, Geraldo Vieira e Lívio Benvenuti Júnior (Nenê)
    • Bateria: Albino Cezar Infantozzi e Francisco di Maria Medori Júnior
  • Direção artística: Juvenal de Oliveira
  • Produção: Raul Seixas e Rick Ferreira
  • Arranjos: Raul Seixas e Rick Ferreira
  • Engenheiro de som: Paulo Roberto Jurazzo, Getúlio B. C. Júnior e Zécafi
  • Mixagem: Paulo Roberto Jurazzo, Rick Ferreira e Raul Seixas
  • Corte: Getúlio B. C. Júnior
  • Concepção, layout e foto da capa: Lena Coutinho
  • Foto da contra-capa: Celso Luiz
  • Agradecimentos especiais: Maria Melício, Adiel Macedo de Carvalho e Toninho D'Almeida

RESENHA MUSICAL

"Cowboy Fora da Lei" é um country rock que conta com um banjo e um violão de aço, ambos tocados por Rick Ferreira. Foi o grande sucesso do disco no qual foi originalmente lançada e sua letra apresenta uma mistura de política (com referências a Tancredo Neves, Martin Luther King Jr. e Mahatma Gandhi) e medo da idolatria de fãs.

COMPOSIÇÃO

A canção começou a tomar forma em 1973, quando Raul compôs uma letra chamada "Cowboy 73". A canção não foi utilizada na época, ficando em um dos muitos cadernos com letras do cantor baiano. Em 1984, durante as sessões de gravação do que seria o seu único álbum pela gravadora carioca Som Livre - a gravadora da Rede Globo -, Raul chamou Sylvio Passos - criador do primeiro fã-clube do artista - para, juntos, aproveitarem o refrão daquela composição e realizarem uma nova música. A ideia era que a letra fosse uma história, falada, como em uma história em quadrinhos, e apenas o refrão fosse cantado. Entretanto, quando Raul entrou em estúdio para gravar a canção, ele estava embriagado, após uma briga com sua mulher, e isso comprometeu as possibilidades de finalizar a canção e incluí-la no disco (que já tinha estourado o orçamento). Assim, a canção só foi retomada por Raul dois anos depois, nas sessões do seu primeiro álbum pela Copacabana. Novamente, só o refrão foi reaproveitado e Raul chamou seu antigo amigo e parceiro Cláudio Roberto para finalizar a sua letra.

Durango Kid Vol.1 #10.

GRAVAÇÃO, LANÇAMENTO E PROMOÇÃO

A versão definitiva foi gravada entre 24 de fevereiro e 29 de dezembro de 1986 no estúdio independente São Paulo, em São Paulo, e nos estúdios da gravadora Copacabana, em São Bernardo do Campo, nas conturbadas sessões de gravação do disco Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!, que seria lançado em março do ano seguinte. Com o lançamento, a recepção extremamente positiva ao álbum por parte da crítica e a boa divulgação e distribuição do disco, levaram ao imediato sucesso desta canção nas rádios de todo o país. Também, a canção passa a fazer parte da trilha sonora da novela das sete da Rede Globo, Brega & Chique. Assim, a emissora carioca convida Raul para gravar um videoclipe para exibição em seu programa dominical, o Fantástico. O vídeo é realizado nos seus estúdios e conta com a participação especial de Wilson Grey e direção de Paulo Trevisan.

ANARKILÓPOLIS

Em julho de 2003, é lançada uma coletânea chamada Anarkilópolis com diversas canções de Raul Seixas englobando um grande período da carreira do cantor baiano que vai de O Dia em que a Terra Parou, de 1977, até a participação de Raul no álbum Duplo Sentido do Camisa de Vênus, de 1987. A temática que une as canções é o fato de elas contarem com a participação de grandes nomes da música brasileira, como Gilberto Gil, Jackson do Pandeiro, Sérgio Dias e Liminha, André Christovam, Celso Blues Boy, Pepeu Gomes, Sérgio Sampaio, Marcelo Nova e Wanderléa.

Neste disco, consta uma nova versão de "Cowboy Fora da Lei" ("Anarkilópolis (Cowboy Fora Da Lei Nº 2)"), que é a recuperação da canção escrita em parceria com Sylvio Passos e que deveria ter sido lançada em 1984. As fitas foram descobertas por Aramis Barros, e recuperadas conforme as instruções de Sylvio Passos. No ano seguinte, esta faixa seria incluída no relançamento comemorativo de 20 anos de Metrô Linha 743.

  • Gravação: Entre janeiro e abril de 1984, nos estúdios Sigla, em São Paulo e no Rio de Janeiro
  • Composição: Raul Seixas, Cláudio Roberto e Sylvio Passos
  • Gênero(s): Country rock
  • Álbum: Anarkilópolis
  • Duração: 03:27
  • Gravadora(s): Som Livre
  • Produção: Alexandre Agra e Raul Seixas (produção da faixa); Kika Seixas e Luiz Carlos (produção da coletânea)
  • Lançamento: julho de 2003
  • Posterior: Ê Meu Pai

Créditos:

  • Instrumentos: 
    • Vocais: Raul Seixas, Kika Seixas, Rick Ferreira, Mauro Machado Júnior, Ana Lúcia Leuzinger, Viviane Carvalho e André Costa
    • Guitarra, banjo, Lap Steel Guitar e violões: Rick Ferreira
    • Piano: Miguel Cidras
    • Violino: Lou Petrus
    • Baixo: Paulo César Barros
    • Bateria: Ivan Conti (Mamão)
  • Produção: Alexandre Agra e Raul Seixas
  • Arranjos: Rick Ferreira
  • Remix: Aramis Barros e Luiz Carlos "Meu Bom"
  • Técnico de gravação e mixagem: Jorge "Gordo" Guimarães
  • Assistentes de gravação: Everaldo Andrade e Ciro Albuquerque
  • Operador de Pro Tools: Ciro Albuquerque

FONTES: ALMEIDA, Mauro de. A volta do cowboy Raul Seixas. Publicado em Folha de S.Paulo, Ilustrada, 15 de março de 1985, p. 55.

BARBANTI JÚNIOR, Olympio. O velho rock volta com Raul Seixas. Publicado em Folha de S.Paulo, Ilustrada, 31 de dezembro de 1986, p. 32.

LEITE, Edmundo. Sai versão inédita de canção de Raul Seixas. Publicado em O Estado de S. Paulo, Segundo Caderno, em 6 de junho de 2003, p. 10.

MAFRA, Antônio. Raul Seixas: "Continuo jovem, só que estou mais sossegado". Publicado em O Globo, Segundo Caderno, 7 de julho de 1984, p. 1.

MAIA, Sônia. Raul Seixas: Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!. Publicado em Revista Bizz, março de 1987.

PASCOWITCH, Joyce. Entrelinhas. Publicado em Folha de S.Paulo, Ilustrada, 30 de dezembro de 1986, p. 32.

PIMENTEL, João. O bom lado B de Raul Seixas. Publicado em O Globo, Segundo Caderno, 8 de julho de 2003, p. 2.

SOARES, Isaac Soares de. Dossiê Raul Seixas. São Paulo: Universo dos Livros, 2011.

SOUZA, Tárik de. A volta do roqueiro filósofo. Publicado em Jornal do Brasil, 23 de março de 1987, p. 39.

SOUZA, Lucas Marcelo Tomaz de. Eu devia estar contente: a trajetória de Raul Santos Seixas. Dissertação de mestrado. Marília: Unesp, 2011.

Mafra, 1984.

 Leite, 2003.

Almeida, 1985.

 Barbanti Júnior, 1986.

Seixas no estúdio. Folha de S. Paulo, Ilustrada, publicado em 23 de fevereiro de 1986.

Pascowitch, 1986.

Souza, 2011, pp. 202-207.

«Fantástico: Cowboy fora da lei é mais um dos clipes de sucesso de Raul Seixas». Globo.com. 15 de agosto de 2004. Consultado em 2 de abril de 2017

 Maia, 1987.

Souza, 1987.

 «Raul Seixas - Anarkilópolis». Discogs. N.d. Consultado em 2 de abril de 2017

Pimentel, 2003.

Soares, 2011, p. 99.

«Raul Seixas - Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!». Discogs. N.d. Consultado em 28 de março de 2017

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Um comentário:

  1. Excelente material! A gravadora Copacabana ficava aqui na minha cidade! Mas só me restou visitar um prédio abandonado.

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